Refugiados eritreus são detidos no deserto do Sinai


A situação de 80 refugiados eritreus que ativistas declaram terem sido detidos e mantido reféns por contrabandistas na fronteira Egito-Israel há um mês, trouxe uma preocupação internacional na sexta-feira, 26 de novembro.

Alguns investigadores da Christian Solidarity Worlwide (CSW, sigla em inglês), um grupo de direitos religiosos relata que os contrabandistas exigem o pagamento de $8,000 (oito mil dólares) por refugiado antes de liberá-los.

Acredita-se que havia cristãos entre os refugiados. Oficiais eritreus prenderam milhares de cristãos, mantendo-os dentro de contêineres de transporte marítimo, quartel e calabouços subterrâneos onde vários morreram por tortura, e outros se encontram em condições cruéis, disseram ativistas e grupos de igrejas.

Muitos deles estão dispostos a serem cristãos evangélicos, enquanto o país reconhece somente quatro grupos de religiões incluindo o islamismo, a Igreja Ortodoxa de Eritreia, a Igreja Católica Romana e a Igreja Evangélica Luterana de Eritreia. Todavia, até os membros de religiões reconhecidas não escaparam da perseguição, de acordo com algumas pessoas da igreja.

Refugiados

Os refugiados foram retidos na fronteira Egito-Israel, entre eles estão 600 eritreus, etíopes, somalis e sudaneses nacionais “em condições degradantes no deserto Sinai”, segundo a CSW.

“Eles são ameaçados, estão presos com correntes em seus tornozelos, e a essa altura a água já foi negada até mesmo para se limparem por 20 dias”. Os refugiados supostamente partiram de Trípoli na Líbia em Israel, tendo pagado $2.000 (dois mil dólares) por pessoa contrabandeada.

A exploração de asilos do Chifre de África pelos traficantes é um problema atual. Em agosto, a morte de seis eritreus na fronteira Egito-Israel foi informada, quatro foram mortas numa disputa com pessoas contrabandistas. Nesta semana, mais uma eritreia foi morta (saiba mais).

“Em junho, dez refugiados africanos, incluindo eritreus, foram supostamente mortos por contrabandistas de humanos no Sinai, depois que foram detidos por mais de dois meses em localizações subterrâneas secretas”, acrescentou a CSW. Os contrabandistas estão supostamente usando métodos extremos de tortura, incluindo choques elétricos, para forçar as vítimas a fazer pagamentos ilegais.

Acordos internacionais

O diretor de advocacia Andrew Johnston da CSW disse que era “inaceitável que um grupo de pessoas que foram intituladas para proteção sob lei internacional serem tratadas desta maneira. É também de difícil compreensão como esses contrabandeados são capazes de continuar detidos no vasto número de reféns por um período de tempo tão prolongado, e aparente impunidade”.

A CSW afirma que o governo do Egito deveria intervir como é atualmente na agência de organização de refugiados das Nações Unidas e um signatário para convenções de refugiados da África e Nações Unidas.

“O governo local tem o dever de pôr fim a esta situação e trazer um tratamento aos refugiados egípcios na linha das normas internacionais, garantindo que estes e outros refugiados sejam protegidos e recebam assistência,”, declara Johnston a BosNewLife.

Não houve nenhuma resposta dos oficiais egípcios.
Tradução: Tatiane Lima

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