Archive for dezembro 23rd, 2010

23/12/2010

Associação Vitória em Cristo ajuda presidiários a construírem uma família


A instituição patrocinou casamento coletivo em duas penitenciárias no RJ 250x164 Associação Vitória em Cristo ajuda presidiários a construírem uma famíliaA Associação Vitória em Cristo (Avec) patrocinou o casamento coletivo de 19 internos dos presídios Moniz Sodré e Esmeraldino Bandeira, no complexo penitenciário de Bangu, no Rio de Janeiro. As cerimônias aconteceram nos dias 17 e 18 de dezembro. O patrocínio contemplou 20 casais, porém o casamento de um deles aconteceu no civil, já que o noivo conquistou a liberdade.

A ação promovida pela Avec repercutiu positivamente junto ao Sistema Penitenciário. “O casamento contribui para a mudança do interno e para a valorização da família. Essa parceria é muito importante”, declarou Victor Barbosa da Silva, diretor da penitenciária Moniz Sodré. O patrocínio incluiu o casamento civil e o religioso, vestido de noiva, alianças de ouro, buffet e ornamentação das capelas. Cada casal também receberá de presente um DVD editado com imagens da cerimônia e uma Bíblia.

Os internos se converteram ao evangelho na prisão. Por isso, para eles, mais do que uma festa, a cerimônia representou a legalização de seu relacionamento diante de Deus e a valorização da família. Os casais já conviviam maritalmente e, a maioria tem filhos. “O pecado destrói o casal. Agora, estamos mais estruturados, prontos para uma nova vida”, disse emocionado Clouder Vieira (na foto), 31 anos, afirmando que este era um sonho do casal. “Era uma promessa de Deus para nós.”

Os dias que antecederam ao casamento foram de muita expectativa. “Nem consegui dormir esta noite tamanha a ansiedade”, disse Camila Almeida, cujo sonho é refazer a vida ao lado de Clouder e esquecer as coisas ruins do passado. O capricho na decoração mereceu o elogio das noivas. “Não esperava que ficasse tudo tão lindo”, disse Aline Pereira. O marido dela, André Luís, converteu-se na prisão, e Aline não desperdiçou a oportunidade ao dizer sim para Jesus no culto da Quinta-feira da Vitória, na Assembleia de Deus Vitória em Cristo, na Penha, realizado dois dias antes do casamento.

Cientes de que o apoio da família é fundamental nesse recomeço, alguns pais compareceram à cerimônia, expressando sua satisfação. “Estou feliz por ele ter a oportunidade de construir a sua própria família”, disse Selma Maria Alonso, mãe de Tiago Alonso, preso há mais de dois anos. “Estou muito emocionado. Somente Deus pode fazer algo tão maravilhoso”, declarou Pedro de Oliveira após entregar a filha Gisele Mariano ao genro Fabiano Alves.

Fonte: Gospel Prime

23/12/2010

Estima-se que em 2020, Brasil atinja a marca de 105 milhões de evangélicos


evangelicos 250x188 Estima se que em 2020, Brasil atinja a marca de 105 milhões de evangélicosO momento em que a maioria dos brasileiros será protestante fica cada vez mais próximo. Com sucessivos escândalos e teologias alienantes será que estamos prontos?

Cena um:

uma das mais importantes revistas semanais do país publicou recentemente uma extensa reportagem fazendo projeções sobre o futuro do Brasil. Apesar de tratar de diversos temas, da educação à economia, a notícia que realmente caiu como uma bomba e acabou repercutida pela imprensa, por emissoras de rádio e de televisão e por blogs e sites de discussão na internet dizia respeito à religião: o maior país católico do mundo na atualidade se tornará evangélico em poucos anos. Mais precisamente em 2020, a continuarem as impressionantes taxas de crescimento, mais da metade dos brasileiros pertencerá a alguma igreja protestante. Estima-se que já neste mês de dezembro, o número de evangélicos no Brasil chegue próximo dos 50 milhões e, pouco mais de uma década depois, atinja a marca de 105 milhões de pessoas.

Cena dois:

após realizarem uma investigação que durou mais de dois anos, promotores do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público de São Paulo, acusaram o bispo Edir Macedo, líder da Igreja Universal do Reino de Deus, e mais nove pessoas ligadas à denominação, pelo desvio de 8 bilhões de reais de dízimos e contribuições ofertadas por fieis. A dinheirama não teria sido usada em atividades religiosas, mas para aumentar patrimônio pessoal e conseguir lucro, com a -compra de duas emissoras de televisão, terrenos, mansões, um prédio e até um caríssimo jatinho modelo Cessna. A Justiça deu prazo para a defesa se pronunciar e pode aceitar a denúncia. Se assim for, Macedo e seu grupo tornam-se réus num processo criminal que pode condená-los por formação de quadrilha e lavagem de dinheiro.

Ao mesmo tempo em que os evangélicos crescem numericamente e aumentam de forma considerável sua influência em todas as esferas da vida nacional, escândalos e denúncias envolvendo dinheiro, sexo e abuso de poder multiplicam-se e maculam a imagem das igrejas e de seus líderes. Fala-se em relativização moral e secularização da fé. Em uma geração de crentes que busquem vantagens e não mais a Deus. Em que pese o fato de que por trás das últimas denúncias envolvendo a Universal exista uma guerra de interesses e de cifras na qual estão os principais grupos de comunicação do país, ou mesmo que esteja em curso uma batalha espiritual contra a expansão do Reino de Deus, as críticas e acusações sobre o que acontece nos templos de Norte a Sul do país são tão sérias que, ignorá-las, seria mesmo anti-bíblico. Na esteira do avanço protestante em terras tupiniquins, estudiosos das ciências da religião costumam avaliar que esse fenômeno pode ser muito bom, uma vez que “os evangélicos não vão apenas mudar a sociedade, mas mudarão com ela”. Tal afirmação tem causado arrepios em pastores e trazido um sério questionamento para os cristãos: diante de tal quadro já hoje: afinal, como será esse Brasil evangélico de 2020?

Se o questionamento daqueles que não aceitam o crescimento protestante passou a ser de ordem ética e moral, citando inclusive a própria Palavra de Deus que, segundo eles, só é usada para manipular os incautos, a Universal do Reino de Deus é a vidraça da vez. De acordo com a denúncia do Ministério Público, boa parte do dinheiro recebido pela igreja era repassada em forma de “pagamentos” para empresas de fachada controladas por pessoas ligadas à cúpula da organização. Duas delas, a Cremo Empreendimentos e a Unimetro Empreendimentos receberam, entre 2004 e 2005, mais de 70 milhões de reais, embora não tenham oferecido nenhum serviço ou produto, segundo a Secretaria da Fazenda de São Paulo.

Essas empresas enviariam o dinheiro para outras, sediadas em paraísos fiscais. Tanto a Investholding, nas Ilhas Cayman, quanto a CableInvest, nas Ilhas do Canal, Reino Unido, também pertencem a pessoas supostamente ligadas à igreja. Por fim, o dinheiro retornava ao país como empréstimos para os líderes eclesiásticos, que compravam com eles apartamentos em condomínios de luxo nos Estados Unidos e propriedades no Brasil, como uma mansão de 2 mil metros quadrados em Campos do Jordão (SP), no valor de 6 milhões de reais.

A denúncia do Gaeco não é propriamente uma novidade. Desde 1992, quando a Universal comprou a Rede Record, houve mais de dez processos contra a igreja. Já em 1995, depois que Macedo apareceu em um vídeo ensinando pastores a tirar ofertas, autoridades fazem varreduras nas contas da organização, mas não conseguem provas. “A tese de que pastores tenham pegado dinheiro de ofertas, mandado para o exterior e financiado recursos para enriquecer, não é nova. Em 1993, houve denúncia apócrifa e, de lá para cá, a Polícia Federal, a Interpol, o FBI, a Receita Federal e, finalmente, o Supremo Tribunal Federal concluíram que as denúncias não tinham fundamento e inocentaram os acusados. Também essa denúncia não será aceita, pois trata-se de calúnia, injúria e infâmia”, afirmou em pronunciamento o senador Marcello Crivela (PRB/RJ), bispo licenciado da igreja. A principal reclamação de Crivella e da Universal é que alguns dos maiores veículos da mídia nacional estejam aproveitando a investigação do Ministério Público para criar um factóide e, com isso, lutar contra o crescimento de audiência da TV Record. Dentre aqueles que deram mais publicidade ao caso estão o jornal Folha de S. Paulo, que há dois anos enfrentou uma enxurrada de processos judiciais movidos por fiéis da igreja por conta de uma reportagem sobre as finanças da denominação, e a Rede Globo, principal interessada na guerra de audiência. Mas se a motivação é questionável, os veículos garantem que as acusações procedem. Apesar das afirmações de independência da emissora, somente no ano passado a Universal teria repassado 400 milhões de reais para a Record. O valor entra com a compra de horários nas madrugadas, o que é perfeitamente legal. O problema é que enquanto a Globo fatura 50 mil reais, com 6 pontos no ibope, a Record, com audiência bem menor, cerca de 1,4 ponto, recebe mais de 200 mil por hora. Tudo da igreja, tudo bem acima dos valores de mercado.

Evangelho da prosperidade

Assim como a Record, com suas 23 emissoras de TV, 42 emissoras de rádio e várias outras empresas, a Universal também é seu modo uma potência. Em 32 anos, a igreja tornou-se a terceira maior denominação no Brasil, atrás apenas da Igreja Católica e da Assembléia de Deus. Afirma congregar 8 milhões de pessoas em seus 4500 templos espalhados pelo país. Além daqui, está presente em outras 171 nações e tem em seu corpo ministerial 9600 pastores e outros 4400 obreiros voluntários. Seu trabalho social e espiritual é digno de nota, uma vez que oferece a Palavra de Deus e mensagens de encorajamento para gente de todas as origens e classes econômicas, sendo uma porta de entrada para o Evangelho e para a libertação de multidões afundadas em vícios, criminalidade e falta de perspectivas na vida. É perfeitamente coerente e razoável que, como qualquer outra igreja – inclusive a Católica – ou religião, possa empregar os meios de comunicação, recursos e estrutura na tarefa evangelística. Mas a verdade é que o centro da crise não está aí e também não se restringe somente à Universal.

O espantoso crescimento evangélico nas últimas décadas já provoca uma crise de valores e de doutrinas em várias igrejas. O novo crente adotou regras menos rígidas e passou a procurar a religião não apenas como forma de obter benesses na eternidade, mas alcançar a prosperidade aqui e agora. E nada representa mais esse novo momento do que a Teologia da Prosperidade. Surgida por volta de 1940, nos Estados Unidos, ela radicaliza o ensino de que o sacrifício de Cristo deu àqueles que o seguem direito a uma saúde perfeita, riquezas materiais, triunfo sobre o Diabo e vitória sobre todo e qualquer sofrimento (conheça mais essa história na reportagem Teologia do Abracadra à página 47). Basta decretar ou determinar e colocar a fé em ação. “Para bancar suas ambições institucionais, proselitistas e econômicas, as igrejas atrelam a doação financeira à retribuição divina de bênçãos materiais. Cada culto procura convencer o fiel a firmar relações de troca com o Criador e comprovar a fé dando dinheiro. Quando a Universal começou a usar tais métodos, eles pareceram polêmicos e heterodoxos, mas agora os líderes de outras denominações perceberam a eficiência dessas práticas e, para adquirir vantagens competitivas, copiam todas elas”, explica o sociólogo Ricardo Mariano, da PUC do Rio Grande do Sul, autor do livro Neopentecostais (Edições Loyola).

Copiar não é força de expressão nem se resume à nova visão em relação ao dinheiro. Depois do sucesso da Fogueira Santa de Israel, do Vale do Sal e das rosas ungidas, fazer campanhas passou a ser algo praticamente obrigatório em todo meio neopentecostal e em parte do pentecostalismo clássico. Diante da renovada pressão por exposição midiática e crescimento, algumas igrejas históricas que adotaram a renovação carismática passam a rever a forma e o conteúdo de suas mensagens e deixam em polvorosa os mais tradicionais. Como tantos outros modismos, substituem a ênfase na santidade e no relacionamento com Deus pelo emocionalismo desprovido de mudança de vida e baseado na política do “toma lá, dá cá”.

“Estamos vivendo uma espécie de ‘síndrome de Éfeso’. Como no caso dos crentes que viviam naquela cidade nos tempos bíblicos, as pessoas correm atrás de novidades. Por outro lado, passou a ser inconveniente e fora de propósito falar em ‘sofrer por amor ao Evangelho’, ‘entregar tudo a Deus’ e ‘buscar em primeiro lugar os valores do Reino’. O único sacrifício válido é o financeiro. Infelizmente, pouco há em comum entre essas novas igrejas e a Reforma Protestante que deu origem aos movimento evangélico”, lembra o professor Lourenço Stelio Rega, diretor da Faculdade Teológica de São Paulo e especialista em Ética. Nessa nova realidade do meio religioso brasileiro, textos bíblicos tradicionais ganham novas interpretações, nas quais um Deus visto apenas como Senhor e Salvador já não atende à demanda dos fieis. Antes de mais nada, ele é um negociador e os líderes eclesiásticos, seus despachantes. Ai de quem bobear nessa tarefa: a concorrência é cada vez maior.

Um quadro vívido de como anda o movimento evangélico pode ser encontrado na periferia das grandes cidades. Nesses locais, proliferam igrejas, a maior parte congregações independentes, com templos quase vizinhos. Em São Paulo, a Avenida Celso Garcia, ´no Brás, uma das vias mais tradicionais da metrópole, passou a ser conhecida como “avenida da fé”. Em uma cidade onde um novo templo é aberto a cada dois dias, a Celso Garcia ganhou pelo menos nove novas igrejas nos últimos tempos, algumas com templos enormes e suntuosos, separados por poucos metros. E se antigamente as igrejas transformavam cinemas em lugares de culto, hoje supermercados e lanchonetes da rede Mc Donald’s são adaptados para funcionarem como templos. “É o fast food da religião. Como a concorrência é enorme, cada um tenta vender melhor seu peixe. Só falta pendurar uma faixa na entrada proclamando: ‘Esta igreja funciona. Sabemos como fazer Deus trabalhar para você’. Isso, a teologia já não explica mais. Procurar recompensa pelo menor preço é coisa para a economia clássica. Pior é que não há diferenciação: todos são vistos como evangélicos”, completa Rega.

Na ponta do lápis

Há quem veja o fenômeno do crescimento evangélico como um avivamento. Outros não aceitam tal interpretação, afinal, para um avivamento não basta o aumento quantitativo, é preciso também o qualitativo. De um jeito ou de outro, o fato é que o Brasil caminha a passos largos para se tornar em um futuro bem próximo uma nação de maioria evangélica. Percurso inverso ao da Europa, que abandonou o cristianismo e agora corre sério risco de se tornar um continente islâmico (leia matéria à página 48). Nesse exercício, não há nada de adivinhação, vontade ou futurologia. É questão de fazer cálculos. “A continuar a taxa de crescimento que os evangélicos tiveram nas últimas décadas, no final deste ano, 25,4% de um total de 196,5 milhões de brasileiros, ou seja, quase 50 milhões serão evangélicos. Já em 2020, metade da população será protestante”, observa a matemática e crente presbiteriana Eunice Stutz Zillner, do Ministério Apoio com Informação (MAI), responsável por análises e projeções no campo religioso.

Apesar da fé ser a motivação para o trabalho – ela e o marido, o engenheiro eletrônico Marcos Zillner, são missionários e pretendem que os números incomodem e estimulem as igrejas a evangelizar –, nada de ser tendencioso ou enveredar pela empolgação dos líderes denominacionais e seus números “evangelásticos”. As contas, literalmente, são feitas na ponta do lápis. As projeções do MAI têm como ponto de partida os censos periódicos do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Pelo levantamento de 1991, por exemplo, sabe-se que os evangélicos eram 13 milhões na época ou 8,9% da população brasileira. Nove anos depois, em 2000, os evangélicos dobraram de tamanho e passaram a ser 26,1 milhões, 15,45%. “Tudo bem que a tendência mais para frente é que esse aumento venha a se estabilizar. Mas levando em conta a taxa de crescimento anual dos evangélicos, que é mais de três vezes o da população do país, podemos dizer que hoje um em cada quatro brasileiros é protestante”, confirma Eunice. Nesse contexto, todos crescem, mesmo os históricos. Mas sobretudo as denominações neopentecostais.

Uma quantidade tão expressiva de pessoas transformadas pela Palavra de Deus leva a crer que haverá um forte impacto na sociedade brasileira, certo? Errado. Pelo menos, segundo os especialistas ouvidos pela semanal Época, a revista que fez inicialmente a projeção sobre o futuro do país. Para a antropóloga Christina Vital, do Instituto de Estudos da Religião (Iser), a flexibilidade e a adoção de regras menos rígidas é a razão do exponencial crescimento evangélico. “Enquanto os católicos não aceitam coisas como a camisinha, os evangélicos adaptam-se aos costumes da sociedade. Há igrejas que aceitam gays, por exemplo. Essa tendência deve continuar”, prevê ela.

A potencialidade numérica também não garantirá que um presidente evangélico seja eleito, já que tradicionalmente a representação política no Congresso fica bem aquém da porcentagem de crentes na população. O Brasil também será muito diferente dos Estados Unidos, onde a moral conservadora é parte essencial da crença e do culto. “A religião foi abrasileirada. Não tem um foco tão grande no moralismo”, analisa o antropólogo Ari Pedro Oro, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Continuando, os especialistas acreditam que o aumento da população protestante levará ainda à diminuição do consumo de álcool, com a oposição costumeira dos crentes, e ao aumento da escolaridade, já que as crianças são incentivadas a ler a Bíblia. Com relação à violência, continuará havendo tolerância e o motivo para se acreditar nisso está nas favelas do Rio de Janeiro, onde pastores e traficantes convivem bem. Há respeito para com os religiosos e os bandidos atendem apelos eventuais. Mas o tráfico permanece.

Visto com esperança por uns, o panorama causa desconfiança e provoca arrepios em outros. Especialmente em que acredita na máxima bíblica de que o crente “não pode se conformar ao mundo, mas deve transformá-lo pela fé” e que defende os valores expressos na Palavra de Deus sem restrições. “A Igreja evangélica desprovida da ética cristã não consegue impactar a sociedade. Aliás, não precisamos esperar o futuro para ver o que acontecerá. Podemos observar hoje. Décadas atrás, falávamos em católicos nominais. Agora, já temos os evangélicos nominais, aqueles que frequentam os cultos apenas atrás de bênçãos. Sem querer generalizar, mas vivemos uma crise de conversões no Brasil, já que vemos quase somente adesões”, alerta o pastor e pesquisador Paulo Romeiro, da Universidade Presbiteriana Mackenzie, em São Paulo.

Para ele, aqueles que usam a mídia para anunciar uma mensagem de salvação são raros e a situação só mudará caso esses líderes mais éticos tenham maior visibilidade. “A justiça, em todos os seus sentidos, não é mais preocupação de grande parte da Igreja cristã. Em parte, isso ocorre porque não há uma estrutura de poder que coíba abusos e manipulação de um líder carismático que manda sozinho lá no topo, coisa muito comum nessas denominações que mais crescem. Está na hora do trigo aparecer, para que a sociedade veja a diferença”.

Preocupação semelhante tem o também pastor e jornalista Silas Daniel. Nos últimos meses, o jornal do qual ele é o editor, o Mensageiro da Paz, órgão oficial de comunicação das Assembleias de Deus no Brasil, publicou uma série de matérias sobre o Brasil evangélico em 2020 e perguntou a algumas das principais lideranças assembleianas se ainda é possível mudar tal quadro. A resposta é sim, mas o tempo está cada vez mais curto. “Apesar das denominações neopentecostais terem mais visibilidade, por causa da mídia, o crescimento evangélico também atinge as organizações históricas e pentecostais. Essas precisam resgatar a mensagem sobre santidade, renúncia e humildade no lugar da auto-ajuda e dos discursos feitos para massagear o ego que tomaram de assalto os púlpitos. Só com ênfase renovada na exposição sadia da Palavra de Deus e na oração, culto após culto, poderemos virar o jogo”, adverte. Se o futuro não for assim, a velha figura do evangélico com a Bíblia debaixo do braço será mesmo coisa do passado.

Fonte: Revista Eclésia / Gospel Prime

23/12/2010

Jim Caviezel chama o aborto de ´maior mácula moral do mundo ocidental´


Jim Caviezel chama o aborto de ´maior mácula moral do mundo ocidental´ O ator Jim Caviezel, que fez papel de Jesus Cristo no filme “A Paixão de Cristo” de Mel Gibson, disse numa entrevista recente na Espanha que ele considera o aborto como “a maior mácula moral do mundo ocidental”.

Caviezel estava no país para promover seu filme mais recente “The Stoning of Soraya M.” (O Apedrejamento de Soraya M.), que acabou de ser lançado ali. A publicação Sembrar perguntou a ele: “Em sua opinião, qual é a maior mácula moral do mundo ocidental?”

“O aborto, sem dúvida alguma”, respondeu Caviezel. “Como disse Madre Teresa de Calcutá, ‘o aborto acabará levando o mundo à guerra nuclear’. Quando um homem mata um homem numa situação de guerra, é ruim, muito triste. Atila [o Huno] foi mais longe. Ele disse ‘não só vou matar os homens, mas também as mulheres e crianças’. Ele levantou o padrão para outro nível”.

Contudo, acrescentou Caviezel, “o aborto vai muito mais longe: quando a própria mãe mata seu filho ela está indo contra sua própria natureza, contra seu próprio instinto. As pessoas falam sobre ‘direito de escolher’, mas quando uma mulher faz isso, quando ela destrói a vida de seu filho em gestação, então chegamos ao limite. Não dá para o nível se elevar mais com relação à maldade”.

“Nos Estados Unidos, houve 50 milhões de abortos desde 1973”, disse o ator, comentando que o número é igual ao número total de mortes na 2ª Guerra Mundial, e “um quinto de nossa população”.

“O triângulo demográfico está se invertendo. A base continua diminuindo, até que não haja mais jovens para sustentar a população. Então, o que acontece? A fase seguinte é o tão chamado ‘direito de morrer’, eutanásia”, disse ele.

Caviezel, católico praticante que tem estrelado em numerosos filmes cinematográficos importantes, foi conduzido por suas convicções pró-vida a adotar duas meninas deficientes da China. Seu papel no filme A Paixão de Cristo lhe rendeu aclamações no mundo inteiro.

Fonte: CPADNews

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23/12/2010

WikiLeaks revela violência cometida contra pastor


Wikileaks 250x140 WikiLeaks revela violência cometida contra pastorDocumentos mostram que violência contra um pastor norte-americano no interior de Alagoas e questão agrária preocuparam consulado dos EUA.

A violência cometida contra um pastor norte-americano da Igreja Batista de Coqueiro Seco, no interior de Alagoas, e os rumos de movimentos de trabalhadores sem terra no Nordeste são as principais preocupações contidas nos dois primeiros documentos secretos do Consulado dos Estados Unidos no Recife vazados pelo site WikiLeaks. Os dois telegramas – escritos em julho de 2005 e maio de 2008 – fazem parte de um lote de comunicados de embaixadas norte-americanas obtidos pelo portal eletrônico cujo fundador, Julian Assange, foi preso em Londres, na Inglaterra, pela suspeita de ter praticado crimes sexuais contra duas mulheres, na Suécia. O australiano, solto dias depois, se tornou a locomotiva de uma crise diplomática sem precedentes na comunidade internacional ao tornar públicos comentários, análises, comunicados, opiniões e lobbies de embaixadores e cônsules dos EUA mundo afora.

O Wikileaks conseguiu acesso a mais de 250 mil telegramas das embaixadas. Exatos 1.947 foram enviados pela Embaixada de Brasília entre os anos de 1989 e 2010. No Brasil, o site registrou 778 documentos preparados pelo Consulado de São Paulo, 119 do Rio de Janeiro e 12 do Recife. O primeiro remetido da capital pernambucana disponibilizado na página eletrônica (www.wikileaks.ch) data de 2005 e se refere a uma tentativa de homicídio contra um pastor norte-americano de 45 anos, a 32 quilômetros da capital alagoana. O religioso havia sido ferido a tiros (no braço, pescoço e na mandíbula) na porta da Igreja Batista da Vitória, no bairro de Brasília, no dia 3 de julho. Internado em uma unidade de saúde do estado, ele acabaria transferido para Iowa, nos Estados Unidos, cinco dias depois.

No telegrama de quatro parágrafos e 35 linhas de julho de 2005, o Consulado no Recife analisa a possibilidade de o crime ter motivação semelhante à do assassinato da missionária Dorothy Stang. Nascida nos Estados Unidos e naturalizada brasileira, ela havia sido morta aos 73 anos, no mês de fevereiro daquele ano, em Anapu, noPará. Pertencente à congregação das Irmãs de Nossa Senhora de Namur, a irmã era uma ativista pelos direitos dos trabalhadores rurais da Amazônia desde a década de 1970. Lutava pelo fim dos conflitos fundiários e defendia uma reforma agrária para beneficiar os moradores das imediações. O homicídio do qual foi vítima teve estreita ligação com as bandeiras por ela empunhadas.

O consulado, no entanto, refuta a associação entre os dois crimes e descarta a hipótese de episódio com conotações políticas contra o pastor. O telegrama conclui pela possibilidade de a tentativa de assassinato ser fruto de ´negócios pessoais ou o envolvimento do ministério dele em uma área conhecida pelo uso abusivo de álcool e drogas`. Ainda assim, o consulado comunica o envio de representantes para a região onde o atentado ocorreu para esclarecer as circunstâncias do crime.

Depois de informar a chegada do pastor no Methodist Medical Center, em Iowa, em 9 de julho – viagem feita sem a solicitação de apoio ao consulado -, o telegrama assinado pelo cônsul dos EUA no Recife, Peter Swavely, pondera: ´A impressão é que este atentado não foi ou não é politicamente motivado contra o religioso como um cidadão norte-americano, missionário ou envolvido em questões sensíveis da organização política e não-governamentais`. O cônsul relaciona o crime à postura do pastor na luta contra drogas na região e prática de aluguel de casas para pessoas com rendas modestas.

A investigação da Polícia Civil alagoana apontou a possibilidade de ligação do crime com o trabalho desenvolvido pelo religioso contra redes de prostituição infantil no município. Dos Estados Unidos, dias depois do atentado e ainda em recuperação, o pastor enviou uma mensagem para os fiéis brasileiros: ´Não tenho a menor ideia de por que alguém quis tirar a minha vida. Seja quem for, perdoo de todo o meu coração`.

Repercussão

Cônsul dos Estados Unidos no Recife desde setembro de 2008, Christopher Del Corso, esclarece que o trabalho de um consulado em qualquer parte do mundo é reportar à embaixada e a Washington tudo o que acontece de relevante em sua área de cobertura.

´Mesmo com esses vazamentos do WikiLeaks, não vamos deixar de relatar nossas experiências`, destaca Del Corso, sem comentar o impacto negativo que a diplomacia norte-americana está tendo com o vazamento dos documentos.

´O Movimento dos Sem Terra preocupava e ainda preocupa os Estados Unidos, uma vez que envolve a vida de muitas pessoas. Claro que vamos continuar acompanhando e deixando Washington informado.

Fonte: Diário de Pernambuco / Gospel Prime

23/12/2010

Bispo Macedo e Marcelo Crivella divergem sobre declaração sobre aborto de Sérgio Cabral


Bispo Macedo 250x166 Bispo Macedo e Marcelo Crivella divergem sobre declaração sobre aborto de Sérgio CabralEdir Macedo e o sobrinho Marcelo Crivella discordam quando o assunto é a polêmica frase de Sérgio Cabral sobre o aborto. Postou Macedo em seu blog no domingo:

– Sérgio Cabral quase cometeu um “sincericídio” ao defender o aborto dizendo “quem não teve uma namoradinha que teve que abortar?”. Quem sabe o governador não se lembrou de conversas com pessoas que em público são radicais defensores da criminalizarão do aborto, mas que, em conversas reservadas, tenham muitas histórias de experiências pessoais?

Crivella pensa o oposto. Atacou Cabral em discurso no Senado na semana passada:

– De tudo que ouvi em defesa do aborto a suposiçāo de que a maioria dos homens brasileiros já engravidou a “namoradinha” e que isso basta para legitimá-lo, é de longe o mais desqualificado argumento. (…) Estou convencido que atingimos o vértice da sandice. (…) Namoradinha… A que situaçāo humilhante se reduz a alma feminina em plena era Dilma.

Fonte: Radar on-line

23/12/2010

CD “Família” já é Disco de Ouro


Regis Danese consagra o CD Família no Rio de Janeiro CD “Família” já é Disco de OuroA Line Records e o cantor Regis Danese têm mais um motivo para comemorar! Isso porque o CD “Família”, que reúne 14 músicas inéditas, alcançou o Disco de Ouro em menos de três meses de lançamento. A certificação refere-se à vendagem superior a 40 mil cópias.

“Ficamos muito gratos a Deus por esta boa notícia. Em tempos de pirataria, vender 40 mil cópias em tão pouco tempo realmente é um motivo para nos alegrarmos. Isso mostra que nossa política de preços baixos está ajudando a combater este vilão da indústria fonográfica”, disse o Diretor Executivo da Line Records, Sérgio Lima.

Como o título já sugere, o CD “Família” reúne músicas que falam sobre família, sonhos, promessas, fé e celebração. As canções foram gravadas durante apresentações no Rio de Janeiro, na Assembléia de Deus de Vista Alegre, e em Uberlândia, nas igrejas Sal da Terra de Vigilato Pereira e Quadrangular de Santa Mônica.

Além da unção que marcou o CD “Faz Um Milagre em Mim”, outros detalhes também se repetem nesta produção. Regis novamente atua como intérprete, produtor musical e compositor, ao lado de Joselito e Kelly e Ziza Danese. O trabalho se torna ainda mais especial com a participação de sua esposa, Kelly Danese, na faixa “Dupla Honra”.

Fonte: Assessoria de Imprensa Line Records

23/12/2010

Evangélicos ganharam católicos na preocupação com união gay


Evangélicos ganharam católicos na preocupação com união gay

Chamado para fazer a ponte de Dilma Rousseff com os religiosos durante as eleições, o deputado federal Gabriel Chalita (PSB-SP) declarou que grupos evangélicos estavam mais preocupados com o casamento gay que o grupo de católicos.

Chalita foi o responsável pelo discurso de temas polêmicos da candidata eleita pelo PT, como o aborto.

Levando Dilma para conversar com bispos, Chalita disse que o tema mais discutido entre os bispos era o aborto, liberdade religiosa e liberdade de imprensa. Já para a comunidade evangélica o casamento gay era prioridade.

Fonte: OGalileo

23/12/2010

Regis Danese em Especial de Natal do programa “A Tarde é Sua” (Rede TV)


Entrevista com Regis Danese 151x250 Regis Danese em Especial de Natal do programa A Tarde é Sua (Rede TV)Nesta sexta-feira, dia 24/12, Regis Danese volta à telinha para proporcionar mais uma tarde de alegria e bênçãos aos telespectadores brasileiros. Desta vez, o mineiro marca presença no Especial de Natal do programa “A Tarde é Sua”, apresentado por Sônia Abrão, a partir das 15h, na Rede TV.

Durante a atração, serão exibidas reportagens especiais gravadas em Passos, cidade natal do cantor, na escola em que ele estudou e na casa onde morou durante vários anos. A equipe da emissora também visitou o Hospital do Câncer, instituição que Regis sempre apoiou, e gravou os bastidores de um recente show do mineiro, realizado em Taboão da Serra (SP).

No palco, Danese apresentará alguns dos sucessos do CD “Família”, que já ultrapassou a marca de 40 mil cópias vendidas e conquistou Disco de Ouro em menos de três meses.

Fique ligado! Nesta quarta-feira, dia 24/12, a partir das 15h, na Rede TV.

Fonte: Assessoria de Imprensa Line Records /Gospel Prime

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