Conflito de gerações na era digital e presencial


 Conflito de gerações na era digital e presencialPara eles, a tecnologia e a interação digital são tão comuns quanto escovar os dentes. São os atuais adolescentes, a Geração Z (Z de zapear). Nascidos a partir de 1994, essa geração brincou com modernos jogos eletrônicos e nunca viveu em um mundo sem celulares, emails ou TV a cabo, e vêem surgir uma novidade a cada dia. O ritmo tecnológico é o preferido deles. Aliás, sua personalidade foi formada em uma época de avanços tecnológicos constantes.

O carioca Rafael Sá Martins tem 17 anos e não compreende uma vida longe da comunicação instantânea. Mesmo sendo extremamente comunicativo, é no computador onde se sente mais à vontade. Contraditoriamente, Rafael se comunica tanto que, às vezes, se isola em seu próprio quarto. Na igreja, confessa não ser mais tão assíduo quanto na infância. Mas, garante que não está longe do Senhor. “Estudo muito a Palavra pela própria internet. Às vezes, não consigo ir aos cultos, mas me conecto com o site da igreja e fico atento a tudo, mesmo em casa”, diz o rapaz.

Especialistas informam que por viverem em um mundo sem fronteiras e de tamanha diversidade, como a rede mundial de computadores, a geração Z tende a fugir do conflito. “Não tenho paciência para convencer ninguém da minha opinião. Acredito que somos livres para pensarmos como quisermos. A Bíblia é de fácil acesso a todos. Cabe a cada um estudá-la”, opina o adolescente Rafael, que deveria estar mais atento ao perigo das falsas doutrinas em nossos dias, perigo este alertado pelos apóstolos Paulo e João.

Líder de jovens na Assembleia de Deus em Florianópolis, o pastor Jesiel Paulino detectou que o trabalho a ser feito entre os adolescentes (Geração Z) é o redescobrimento das relações reais. “Esta é uma geração de relações virtuais. A igreja é um grupo social. A maior dificuldade é que a maioria das pessoas enxerga a igreja apenas como uma atividade litúrgica e cúltica, como cantar, orar ou pregar. Por isso, acham que não é tão importante estarem reunidos fisicamente no templo. Mas, a igreja é, antes de tudo, uma organização social, um lugar de encontro de famílias e de interações reais. Jovens e adolescentes precisam interagir e participar de eventos de outros segmentos etários, e também contar com seus pais e avós em seus eventos”, revela o líder, alertando para a necessidade de construção de pontes entre todas as gerações.

Fonte: CPAD News

 

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