Archive for março 16th, 2011

16/03/2011

Purity Ball: Seita evangélica que celebra a virgindade visa filhas terem compromisso de honra com os pais


Uma seita evangélica a favor da virgindade até o casamento já marca presença em pelo menos 17 países. O Father Daughter Purity Ball tem como objetivo unir pais e filhas com o propósito de mantê-las sexualmente puras – o compromisso é firmado em uma festa de gala diante de seus convidados. Diferente das demais seitas criadas, esta é muito bem recebida pelas igrejas e até por celebridades.

Um de seus criadores, Randy Wilson, tem comparecido em diversos meios de mídia dos Estados Unidos para divulgar as idéias que não apenas são relacionadas com um retorno aos princípios morais, mas também a princípios bíblicos. Sua família é adepta do Purity Ball e serve como um exemplo de “família perfeita” que muitos desejam ter.

A cerimônia que firma o compromisso entre pais e filhas também visa abençoar as filhas, que são consideradas “pequenas princesas”. Em um baile de gala cheio de simbolismos, as filhas recebem os conhecidos “anéis de pureza” e assinam documentos. O pai é colocado como o guardião e protetor de suas filhas. As filhas, por sua vez, colocam rosas brancas as pés de uma cruz, marcando seu comprometimento.

Responsabilidade Mútua

A responsabilidade que é firmada no baile não é direcionada a apenas um dos lados da relação pai-filha. O pai auxiliará e promoverá em tudo o que for possível para que a sua filha permaneça virgem até o casamento. Contudo, ele também deverá manter uma conduta exemplar como pai, marido e homem dentro da sociedade. Tudo isto para gerar na filha o desejo de ter um homem tão honrado quanto o pai.

A família tem de se comprometer a ser um referencial – um porto para que a jovem mantenha o seu compromisso até o fim. E o pai é quem deve manter isso firme.

Filhos Homens

Se o baile é destinado apenas para meninas, o que acontecem com os filhos homens? Os meninos são convidados a comparecer no baile, mas não firmam compromisso lá. Contudo, aos 12 anos (idade em que Jesus questionou os sábios na sinagoga) é realizada a celebração “Coração Bravo do Guerreiro”, onde diversos símbolos do guerreiro são explicados e um anel de pureza é entregue ao jovem. Ele é chamado para preservar sua vida com pureza e auxiliar as moças a também manterem-se puras.

Os filhos homens não precisam da proteção do pai, mas devem vê-lo como um mentor que o auxiliará no crescimento do adolescente em um homem. E, mais uma vez, o pai terá a responsabilidade de ser um homem de respeito em quem o jovem se espelhará.

Anel de pureza e os famosos

O anel da pureza atualmente tem estado na mídia pelo fato de diversos astros adolescentes terem aderido à idéia. O

caso mais conhecido é dos Jonas Brothers. O irmão mais velho, Kevin Jonas, eixou o anel apenas após o casamento, ocorrido há pouco mais de um ano.

Outras celebridades que tem aderido ao uso são as atrizes Miley Cyrus, Demi Lovato e Selena Gomez. Ultimamente, contudo, todos tem sido vistos em público sem os anéis e envolvendo-se em muitas controvérsias.

 

É possível encontrar mais informações no site da Purity Ball.

Fonte: Gospel+

16/03/2011

Pastor Márcio Valadão utiliza terremoto no Japão como exemplo em ministração


O pastor Márcio Valadão, da Igreja Batista da Lagoinha,  pregou sobre vencer os terremotos e tsunamis pessoais, em uma ministração mencionando o terremoto e a tsunami que devastaram o Japão na última sexta-feira.  Diante de situações adversas ele encorajou os cristãos a confiarem no Senhor.

“Talvez você não venha experimentar como é terrível um terremoto ou quão avassalador são as ondas de um tsunami, mas talvez você esteja experimentando um terremoto dentro de você ou as ondas de um tsunami que tem vindo sobre o seu casamento, sobre sua saúde, sobre seus sonhos”, exemplificou o líder da Lagoinha.

Sobre essas situações inesperadas que atingem a vida dos cristãos ele citou o João 14: 1-3, dizendo “não devemos turbar nosso coração, mas crer em Deus.”

Além dos sofrimentos da alma, o pastor lembrou-se dos irmãos que sofrem  perseguição por crerem em Jesus Cristo. Ele trouxe a memória da igreja que hoje há mais mártires da fé do que no início da igreja.

Valadão ensinou que para superar essas situações é necessário confiar é ter fé, “mas essa fé não é apenas uma fé intelectual, porque essa fé não pode nos ajudar quando o tsunami vem. A fé intelectual nessa hora é vazia. Porque essa fé intelectual até os demônios tem.”

Seu discurso veio ensinar a todos que a fé em Cristo é o único remédio. “A  única coisa que pode trazer cura alívio é a fé no Senhor, porque as crises vem, os problemas aparecem, as terremotos nos ameaçam, mas a única coisa que temos que continuar fazendo é confiar”, disse.

Fazendo referência ao tsunami, ele reafirmou que “o nosso endereço definitivo não é aqui, mas sim no céu,” citando 2 Coríntios 4: 16-17. “Na jornada cristã, há dor sofrimento, cruz, mas o que conta é o final. O céu é o nosso destino, não é a morte que tem a última palavra.”

A palavra de Márcio Valadão não foi para trazer conforto e sim para ensinar a ter confiança e consciência que na Terra somos apenas peregrinos. “O céu é onde Deus vai enxugar as nossas lágrimas, porque aqui a gente chora.”

Fonte: Gospel Prime

16/03/2011

Apresentadora da Rede TV! conta experiência de conversão


 

Keila Lima, apresentadora do programa Manhã Maior, exibido pela Rede TV!, está há oito anos na Igreja Renascer. Neste aniversário de 25 anos, ela conta um pouco das experiências vividas nesses anos de conversão.

Igospel: Como foi sua conversão? Foi na Renascer? Se não, como conheceu a igreja?
Keila Lima: Eu nasci em um lar evangélico, mas considero fruto da igreja Renascer. Meu encontro verdadeiro com Deus, minha entrega total foi na Renascer, sem dúvida, através do Apóstolo. E eu conheci a igreja graças a decisão de minha mãe de sair da igreja tradicional e começar a frequentar a Renascer.

O que o apóstolo Estevam e a bispa Sonia representam em sua vida?
Meu Deus. O apóstolo Estevam é meu pai. Ele não teve alternativa, eu grudei nele de um jeito que a única maneira foi ele me adotar (risos). O apóstolo é muito mais do que uma referência, um exemplo de integridade e intimidade com Deus. Ele é a certeza de que Deus está mesmo de olho em mim e fala comigo. Eu nem sei mais como seria minha vida sem a orientação e direcionamento do apóstolo e, sinceramente, nem quero saber.
A bispa Sonia é a segurança de que a gente pode chorar, sofrer, sentir dor e sobreviver, linda e forte, e dar a volta por cima. Se todas nós mulheres tivéssemos um quê de Bispa Sonia, seríamos física, emocional e espiritualmente mais bonitas e seguras.

Quais foram seus momentos mais marcantes na Igreja?
Ah! Eu já tive muitos momentos marcantes na Igreja. Vou falar apenas de um recente: ter o privilégio, a honra de gravar meu testemunho para edificar a vida de tantas milhares de pessoas. Músicas são muitas, “Dupla Honra” e “Graça”, por exemplo, são muito importantes para mim. A gravação do Praise 14 na Lins e a última virada de ano na Lins também foram inesquecíveis para mim.

Na sua opinião, qual o papel da Renascer para sociedade?
A Renascer é uma referencia de ações bem sucedidas, benefício dos menos favorecidos. No final de 2010, eu e o Linneu, meu namorado, entregamos alimentos no Núcleo Heliópolis. Ficamos emocionados e orgulhosos de fazer parte de um ministério que abençoa tanta gente. E tantas outras obras de amor que alcançam tantas pessoas e transformam vidas.

Quais são seus votos para Igreja?
A Igreja está crescendo e o que eu desejo é que cada vez mais nós possamos ver a mão do Senhor abençoando vidas através desse Ministério. Sei que cresceremos ainda mais e eu sempre estarei fazendo parte desta história.

Você consegue listar 25 coisas que aconteceram em sua vida após a Renascer?
Só 25 coisas? Rs… A minha vida é outra. Eu renasci há oito anos, quando entendi que não podia mais viver longe deste lugar que só me traz alegrias e vitórias. Não dá para enumerar porque tudo mudou e para infinitamente melhor.

Qual a característica da Visão Renascer que você acha que mais se aplica a sua vida?
A Renascer não é pra qualquer um. É para um povo que quer vencer e não tem medo de lutar. Renascer é sinônimo de coragem, de vitória. Você nunca vai sair de um culto pra baixo, achando que não tem mais jeito. Ser Renascer é ter a certeza de que, com Deus, sempre tem jeito.

Você tem alguma foto que ilustre as coisas que Jesus fez na sua vida?
Tenho duas fotos que são a verdadeira demonstração das bênçãos de Deus na minha vida (as duas estão nesta entrevista) e por elas agradeço todos os dias!

Fonte: Igospel

 

 

16/03/2011

Ônibus sem freio mata pastor da Assembléia Deus em Santa Bárbara d´Oeste.


 Ônibus sem freio mata pastor da ADDuas pessoas morreram, três ficaram feridas gravemente e outras três de forma leve em um acidente envolvendo um ônibus da Viba (Viação Barbarense), três carros e uma moto, ontem à tarde, em Santa Bárbara d’Oeste. O motorista e o cobrador nada sofreram. O veículo levava ainda mais três passageiros e o motivo do acidente foi que o ônibus teria perdido os freios. Ele chegou a percorrer uma distância aproximada de 1,5 quilômetros e provocou pânico entre as pessoas.

O coletivo que fazia a linha do Jardim Mollon em direção ao Terminal Urbano, no Centro, teria perdido os freios por volta das 16h30 na altura da Avenida Santa Bárbara, onde colidiu com um carro com três ocupantes, que ficaram gravemente feridos. O veículo foi lançado contra um poste que se partiu ao meio caindo em cima do automóvel. Os passageiros foram socorridos e encaminhados ao pronto-socorro em estado grave.

Após bater no carro, o ônibus continuou o trajeto pela Avenida Anhangüera e passou por cima do canteiro central da rotatória em frente ao Centro Social Urbano, colidindo com mais dois carros e a moto conduzida pelo presidente do Comusa (Conselho Municipal de Saúde), Rubens Ribeiro, que morreu no local. Os dois condutores dos outros carros nada sofreram. O coletivo continuou por mais 150 metros da Avenida de Cillo e só parou ao entrar no restaurante do hotel Nossotel. O pastor da igreja Assembléia de Deus, Armando de Souza Gonzaga, que estava na calçada em frente ao estabelecimento, foi atingido pelo ônibus e morreu no local enquanto recebia os primeiros-socorros.

No total, o trajeto percorrido pelo coletivo foi de 1,5 quilômetro. Os três passageiros tiveram ferimentos leves. O ônibus começou a ser retirado do local por volta das 19 horas. Devido ao acidente, o trânsito da região ficou parcialmente bloqueado. Muitas pessoas estiveram no local para acompanhar os trabalhos da Polícia Militar, Corpo de Bombeiros e Guarda Municipal, que prestaram o atendimento às vítimas.

Segundo o coordenador de Transportes, José Vladeir Truzzi, ainda não se sabe as causas reais do acidente, mas os motivos serão apurados rigorosamente. “Precisamos aguardar a perícia para saber o que de fato aconteceu e se houve algum problema com os freios. A orientação para todos os motoristas é que quando há identificação de falhas o veículo deve ser trocado”, explicou.

A Prefeitura emitiu uma nota oficial lamentando o fato e destacando que após 30 anos de operação na cidade o processo para contratação de uma nova empresa está aberto. A Viba está sob intervenção da Prefeitura desde dezembro de 2009. No ano passado, a intervenção foi prorrogada pelo prefeito Mário Heins (PDT), que se tornou alvo de uma ação por improbidade administrativa por não ter aberto outra concorrência.

Fonte: Notícias cristãs / O Liberal

16/03/2011

Em entrevistas, Marina Silva fala sobre espiritualidade, igrejas no Brasil e de sua vida pessoal


Futuramente será tema de filme biográfico, é Evangélica, missionária, ex-senadora e ex e – provavelmente – futura e candidata a presidente. Marina Silva tem uma história de vida de impressionar muito, mas poucos conhecem o seu intimo e suas crenças. Abaixo você confere duas entrevista recentes de Marina:

Para a Revista Comunhão

Maria Osmarina Silva de Lima, a missionária e ambientalista Marina Silva, despede-se do Senado após 16 anos defendendo a causa ambiental no Governo, tanto como senadora, quanto como ministra do Meio Ambiente. A ex-candidata à presidência da República pelo Partido Verde (PV) fala à Comunhão sobre seu ministério, o movimento pró-Marina Silva, as barreiras e conquistas em seu ativismo ambiental, o papel da igreja na obra restauradora de Deus na Terra e seus sonhos para o País

A infância difícil no Acre, de muitas privações, ajudou a levá-la ao encontro com Deus?
Foi uma infância bem paradoxal, porque tinha a abundância dos recursos da Floresta Amazônica, apesar de algumas faltas em outras áreas. Eu era uma criança que ficava contemplando as estrelas, o sol, a lua, o céu, as coisas da natureza e identificando em tudo isso a presença de Deus. E na escassez d de alimento e nas dificuldades de doenças – porque não havia médico -,poder contar com o sobrenatural era a única esperança que tínhamos. Então, Deus sempre ocupou um lugar muito forte na minha vida. Tirávamos da floresta o nosso suprimento: látex, óleo. A floresta era, enfim, nosso grande celeiro. Tínhamos, ao mesmo tempo, uma floresta bonita exuberante e a escassez. Aquilo que não produzíamos comprávamos dos patrões, e o preço das mercadorias era sempre muito alto, ao contrário do preço da borracha que fabricávamos. Éramos submetidos a um regime quase que de escravidão.

O versículo “Quando sou fraco é que sou forte” (2 Coríntios 12:10) abre a sua biografia. Como, ao longo dos anos, a fé ajudou na superação da fragilidade na saúde?
Quando a gente se depara com uma falta em nós mesmos, com nossa insuficiência para uma série de coisas, não somos capazes de nos sentirmos amados e de termos o amor do outro, nem de nos sentirmos saudáveis, se a saúde não está em nós. Mas quando nos deparamos com essa fragilidade, podemos dar espaço para que Deus possa preencher essa falta. Então, ao me identificar faltosa em mim mesma, eu crio um espaço para que Deus possa preencher esse vazio, e aí eu sou uma pessoa forte. Toda vez que eu me encho de mim mesma, sinto-me autossuficiente em tudo e eu diminuo o espaço da presença de Deus em minha vida. E aí, contraditoriamente, ficamos fracos, porque Deus é quem nos sustenta.

Como concilia o ministério na igreja com o ativismo político?
Em 2004, eu fui consagrada à missionária da Assembléia de Deus de Brasília, que é a igreja onde congrego, cujo presidente é o pastor Sóstenes Apolo. Considero meu ministério itinerante para falar sobre essa esperança restauradora que é Jesus. Ao mesmo tempo, acredito que o trabalho que exerço na defesa do meio ambiente é um ministério, porque na Carta de Paulo aos Romanos diz que toda a criação geme com dores de parto. E ela geme esperando ser restaurada. Então, quando nossos primeiros pais caíram no Éden, tudo caiu com eles. A restauração de Deus é integral, é para tudo que Ele criou, inclusive a natureza. Por isso, sinto-me parte de um trabalho que tem a ver com esse processo de restauração da obra de Deus. E dá para conciliar porque não são incompatíveis. Quando temos uma função pública, atuamos para todos que creem. Quando temos a clareza da fé, você sabe que, se é abençoado, é também abençoador. E a bênção de Deus é para impactar onde a gente estiver, sem impor nossas verdades e valores.

Sofre preconceitos por ser cristã e estar alinhada com o pensamento científico?
Eu diria que na campanha eu sofri alguns preconceitos por ser evangélica. Quem acompanhou os movimentos na Internet sabe que eram feitas acusações e rotulações que não têm nada a ver com o meu testemunho de vida, e as pessoas que me conhecem e acompanham a minha vida sabem disso. Mas quando as pessoas têm a oportunidade de conhecerem e serem conhecidas, na maioria das vezes, o preconceito acaba.

Mesmo não ganhando nas urnas, a senhora foi considerada uma verdadeira vencedora no último pleito. Ser presidente do Brasil é um sonho?
Servir ao Brasil é uma aspiração, graças a Deus. Para mim, pode ser sendo uma boa professora ou uma senadora comprometida com a defesa da educação, da saúde, do meio ambiente, dos direitos humanos, da justiça e da ética na política. Isso é servir ao Brasil. Assim como sendo candidata à presidência da República, discutindo as questões com profundidade, evitando o embate, procurando fazer o verdadeiro debate, não transformando a fé numa arma política nem os púlpitos em palanque. O que está dentro de mil é o desejo de servir onde quer que eu esteja, porque não devemos escolher a bênção de Deus, e sim o Deus da bênção. E quando escolhemos o Deus da bênção, onde colocarmos a planta dos nossos pés é ali que a devemos fazer a diferença. Pode ser na comunidade, dentro da nossa casa ou no local de trabalho.

Eleita para dois mandatos consecutivos, a senhora está se despedindo do Senado. Fale das principais dificuldades enfrentadas para a aprovação de seus projetos no Senado.
Foi uma série de dificuldades, já que trabalho com temas novos. Um dos projetos mais importantes da minha trajetória legislativa no Senado foi a Lei de Acesso aos Recursos da Biodiversidade, e estou saindo, depois de 16 anos, sem ver esse projeto ser aprovado. Apresentei 72 projetos ao longo desses anos. Alguns foram votados e transformados em lei, mas os que são mais estruturantes, na perspectiva do desenvolvimento sustentável, da economia e da ecologia, não foram aprovados. Há uma dificuldade porque muita gente ainda coloca economia em oposição à ecologia e vê na proteção do meio ambiente uma barreira para o desenvolvimento, quando, na verdade, a grande barreira está na destruição das bases naturais que o promove.

Na vida política e partidária, a senhora já se viu, em algum momento, obrigada a tomar alguma decisão conflitante com a Palavra de Deus?
Graças a Deus, durante esses anos todos, eu sempre tive uma atitude de não abrir mão dos meus princípios em função de determinadas circunstância. Sempre necessário, eu alegava objeção de consciência para não ter que votar em propostas contrárias ao que penso. É claro que são situações pelas quais você vai ter que pagar um preço de acordo com sua decisão. Uma parte das pessoas compreende e outras vão criticar. Mas é assim na vida, e democracia é isso. É preciso acabar com essa história de rotular as pessoas e passar a discutir, com profundidade, o mérito do que ela está dizendo e pensando.

Em seu pronunciamento de despedida do Senado, a senhora disse que “fiz o bom combate e guardei a fé” e que quer estar na ativa como mantenedora de utopias. Quais são as suas utopias?
Eu tenho o sonho de continuar sonhando pelo resto da minha vida. Tudo aconteceu na história da humanidade porque alguém foi capaz de sonhar, de se projetar para além de si mesmo e do seu tempo e fazer com que aquilo que ele faz tenha um forte vínculo com aqueles que virão. Quero continuar aliançada com aqueles que ainda não nasceram, para que possam ter condições iguais ou melhores das que temos hoje. Abraão deu um bom exemplo em relação a isso quando, aos 100 anos, plantou um bosque em Berseba sabendo que não ia comer dos frutos daquelas árvores nem ia usar aquela madeira, deixando tudo para a geração seguinte. Eu tenho o sonho de que o Brasil seja um país socialmente justo, ambientalmente sustentável, economicamente próspero, culturalmente diverso; que continue com a bênção de ter um Estado laico para assegurar os direitos dos que creem e dos que não creem e que possa garantir àqueles que não receberam esse toque do Espírito o convencimento desses princípios e dessa forma de viver.

Fale sobre suas expectativas em relação à gestão da primeira mulher presidente da República.
Eu torço para que seja uma gestão exitosa, para o bem do Brasil e dos brasileiros, para que a mensagem que foi dada sobre a relevância do tema sustentabilidade seja compreendida pelo novo governo e para que todas as questões possam ser integradas em políticas estruturantes. Que a sustentabilidade possa ser a questão central e que a gente integre os desafios da proteção ao meio ambiente aos desafios da agenda econômica, sem que um seja considerado mais importante do que o outro

O movimento pró-Marina Silva reacendeu em muitos o desejo de votar nas últimas eleições. Essa onda crescente de admiração pela sua pessoa a preocupa?
Eu sinto uma sensação de alegria e gratidão pelo respeito que as pessoas têm pelo meu trabalho, pela minha contribuição política. Mas sei que quando você é político e goza de algum carisma na sociedade, tem que saber administrar adequadamente para evitar qualquer tipo de manipulação. Além disso, não pode se colocar no lugar do “salvador da pátria” nem tirar das pessoas a responsabilidade de ter uma visão crítica ou de tomar as decisões por sua própria cabeça. Foi pensando assim que decidi ficar independente. É muito difícil, às vezes, ter essa atitude, porque somos tentados a querer ser importantes e dizer “olha, você ganhou porque fui eu quem te apoiou” ou “conduzi 20 milhões de pessoas para votar em você”. Mas a Palavra de Deus diz que a gente não deve ir pela porta larga, mas sim pelo caminhos estreito. Então, eu procuro sempre receber tudo isso com muito afeto, alegria, humildade e gratidão.

Os adeptos da “Marina mania” dizem que, se concorrer, a senhora será a próxima presidente. Todo esse apoio lhe deixa mais otimista para disputar o cargo de presidente?
Essa aceitação, solidariedade e apoio aumentam a responsabilidade. Eu tenho falado que é preciso construir no Brasil uma terceira via. Não há liberdade de escolha quando a gente tem que decidir entre A e B. E o Brasil está ficando um país quase bipartidarista, dividido entre o PT e o PSDB. E é fundamental a construção da terceira via para que, de fato, as pessoas possam ter liberdade de escolha. Então, isso aumenta sim a responsabilidade no sentido de querer contribuir para a concretização dessa via. Se for novamente candidata à presidência da República, como mulher de fé, eu sei que tenho ainda muita reflexão e avaliação pela frente e muita oração para que essa decisão apareça. Agora, não me coloco, a priori, no lugar de candidata porque quero trabalhar com a tranquilidade de quem vai fazer o que é necessário, contribuir sem ter que estar acotovelando as pessoas para que eu seja a candidata.

Durante os anos como senadora e com o ativismo ambiental, acha que tem conseguido fazer com que os problemas dos estados do Norte e Nordeste sejam tratados como questões nacionais?
Fiz um esforço muito grande para que isso acontecesse. De alguma forma, foi possível contribuir, sabendo que esse encontro do Brasil consigo mesmo não é obra de uma pessoa e sim de todos brasileiros. Não é propaganda do Nordeste para o Norte, Sul, Sudeste e Centro-Oeste. É a perspectiva do encontro, da diferença social, cultural e política, mas sabendo que nós, das regiões mais pobres do Brasil, não podemos ser vistos como problema, mas como solução também. Quanto de vento e sol tem no Nordeste para gerar energia e riqueza, emprego e desenvolvimento para o país e, inclusive, para a comunidade pobre? Lembre-se da expressão que diz assim: “Fulano vai ver de quê? De vento?”. Pois hoje é preciso viver de vento, sim. Por isso, a gente precisa ter um modelo econômico mais democrático e horizontal, para que todos possam ser beneficiados com as riquezas naturais.

Acha que tem conseguido quebrar paradigmas por priorizar a causa ambiental?
O Brasil vem quebrando paradigmas. Pesquisas recentes dão conta de que 95% dos brasileiros estão dispostos a pagar mais caro pelos alimentos para protegerem as florestas. Grande parte dos brasileiros está ocupada com a manutenção do código florestal. E mais de 80% dos brasileiros estão dizendo que não votam em quem não tem compromisso com o meio ambiente. As empresas estão começando a integrar os critérios de responsabilidade socioambiental. Os governos estão sendo forçados a parar com o discurso aparentemente fácil para ganhar votos e com a oposição de meio ambiente e desenvolvimento. A juventude, cada vez mais, tem uma consciência maravilhosa em relação a esses temas. As crianças são altamente informadas sobre a necessidade de uma nova atitude em relação à natureza. Há uma sensibilidade para o tema, só que até transformar isso em atitude, leva um tempo e o planeta não pode esperar muito.

O cineasta Fernando Meireles afirmou, em sua biografia, que a senhora está voltada para o amanhã. Qual deve ser o papel da igreja na promoção de uma melhor relação do homem com a natureza para garantir o futuro ambiental do planeta?
A primeira coisa é ser coerente. Eu sempre brinco dizendo que é incoerente dizer que amamos o Criador sem respeitar a criação. Quando a gente ama alguém, a gente respeita o que ela faz, o que ela construiu e nos deu de presente. Deus nos deu o planeta Terra para morar. Em Salmos 115:16 diz que Deus habita nos céus, mas a terra foi dada para os homens morarem, e esse presente de Deus precisa ser cuidado. Essas riquezas e belezas são fundamentais para a manutenção da vida na Terra. E, obviamente, que, o grande desafio da igreja é de ter a perspectiva do reino de Deus aqui também na Terra. A promessa de restauração não é só para os humanos, é para toda criação. Se a gente entender isso como um ministério, a igreja vai ter um papel relevante, trabalhando os temas na comunidade, alinhando-se politicamente às grandes questões nacionais e internacionais e, ao mesmo tempo, fazendo a diferença na perspectiva que nos ensina a Palavra de Deus.

Fonte: Cepavi

 

16/03/2011

Organizações cristãs levam ajuda para vítimas no Japão


Os cristãos estão levando ajuda de emergência aos sobreviventes do terremoto e do tsunami que devastou o nordeste do Japão na última sexta (11).

Teme-se que mais de 10 mil pessoas tenham sido mortas no desastre, descrito pelo primeiro-ministro do Japão como a mais grave crise que atingiu o país desde a Segunda Guerra Mundial, que terminou há 65 Anos.

Milhões de pessoas estão sem água potável, eletricidade e comida depois do terremoto de magnitude 8,9.

A Visão Mundial tem levado suprimentos para os sobreviventes e criado áreas de segurança na zona da catástrofe para ajudar as crianças a recuperar do trauma de perder seus pais ou suas casas.

O chefe da Visão Mundial Justin Byworth disse que a organização está levantando dinheiro para apoiar as suas equipas que se encontram no terreno. “É claro que este é um desastre enorme. As crianças perderam seus pais, suas casas e suas escolas. Aqueles que viveram sofrem o risco de ficarem gravemente traumatizadas”.

Byworth disse ainda: “É vital que as crianças nessas situações possam ter um lugar seguro para serem cuidadas por conselheiros treinados para ajudá-las. Os pais vão estar em choque também. Ao fornecer um lugar seguro para seus filhos, os pais poderão se concentrar no que precisam fazer para protegerem suas famílias, sabendo que seus filhos estarão bem tratados”.

O Reino Unido enviou uma equipe de socorristas, médicos e cães farejadores para ajudar na busca por sobreviventes em Ofunato, cerca de 100 quilômetros ao norte do porto da cidade de Sendai.

O Exército de Salvação no Japão enviou uma equipe de socorro de emergência para Sendai, que foi praticamente destruída pelo tsunami, e está apelando por doações.

As Nações Unidas disse que as operações de resgate e ajuda estão sendo prejudicadas por réplicas contínuas, alertas de tsunami e incêndios.

“Muitas áreas ao longo da costa nordeste permanecem isoladas e inacessíveis”, disse a ONU em um comunicado.

Tearfund expressa preocupação especial para as comunidades pobres, que disse que eram muitas vezes “mal-equipadas” para responder após um desastre natural.

A agência de Desenvolvimento Cristão está oferecendo suas orações para o povo do Japão e pela recuperação do país a longo prazo.

Christian Aid ofereceu uma oração para aqueles afetados pela catástrofe e aos trabalhadores de resgate.

Fonte: CPAD News

16/03/2011

Juiz bloqueia carregamentos de Bíblias para o Uzbequistão


A Sociedade Bíblica do Uzbequistão foi multada por supostamente “violar” alguns procedimentos governamentais relacionados à importação de dois carregamentos de 5 mil Bíblias em russo e 7 mil Bíblias infantis nos idiomas uzbeque e Karakalpak. O Comitê de Assuntos Religiosos se recusou a liberar os livros apesar de diversos apelos feitos pelas igrejas cristãs.

O juiz ordenou que a Sociedade Bíblica devolvesse o carregamento para a Rússia, e cobrisse as despesas. Os oficiais alertaram a organização que “não há necessidade de importar Bíblias para o Uzbequistão, já que existe uma versão eletrônica disponível na internet”.

Ore para que a Bíblia Sagrada esteja disponível para todas as pessoas no Uzbequistão. Ore para que os exemplares dos carregamentos não sejam devolvidos e possam ser distribuídos no país. Ore também para que os apelos feitos pela Sociedade Bíblica tenham influência e alterem a decisão do juiz.

Fonte: Portas Abertas

 

16/03/2011

Rob Bell fala sobre céu e inferno em lançamento de seu livro


Desde que Rob Bell, pastor da igreja Mars Hill, começou a divulgar seu novo livro, Love Wins [O Amor Vence], tem causado uma onda de reflexão e debate teológico sobre o céu e o inferno.

Em tempos nos quais todos dão sua opinião em tempo real usando redes sociais como Twitter e Facebook, literalmente milhões de mensagens a favor e contra os argumentos do pastor tomaram a internet nas últimas semanas. O assunto chegou a ser Trend Topic do Twitter mundial por algumas horas.

Quase que imediatamente ao lançamento de um vídeo onde Rob simplesmente fazia perguntas em frente a uma câmera de vídeo, cópias de parte do livro já estavam na mão de revistas e jornais cristãos, bem como de teólogos e estudiosos.

O conhecido teólogo John Piper escreveu uma enigmática mensagem no Twitter, onde dizia “Adeus, Rob Bell”. O site Gospel Coalition publicou uma avaliação negativa do livro, na qual Justin Taylor colocou Bell na lista dos hereges que contribuíam para desacreditar a Bíblia. Embora reconhecesse que não lera todo o livro, para ele os capítulos aos quais teve acesso e o vídeo produzido para o lançamento eram o suficiente.

O debate acalorado rendeu boa publicidade para o livro, a ponto de a editora Harper One antecipar seu lançamento em 15 dias. Ontem (13/3), o Bell fez o lançamento em sua igreja, em Grand Rapids (vídeo). Para tranquilizar os mais de 10 mil membros da Mars Hill, disse que não é universalista, crê que Jesus é o único caminho da salvação, acredita no nascimento virginal e que Jesus é Deus.

O lançamento mundial foi feito na noite de 14 de março, em uma conversa com a editora da revista Newsweek, Lisa Miller. A entrevista foi no estilo “Altas Horas”, com perguntas selecionadas entre as enviadas por e-mail e algumas das pessoas na platéia. Tudo foi transmitido pelo sistema Livestream.

Muito articulado, Bell sabe bem como usar as palavras, mas em vários momentos não conseguiu dar respostas claras. Pelo menos duas vezes foi perguntado sobre sua crença (ou não) no inferno e no julgamento. O escritor preferiu enfatizar que o propósito eterno de Deus e o evangelho do Novo Testamento revelam mais o amor de um Deus todo-poderoso do que sua ira. Também disse que existe um inferno existencial, que pode ser experimentado na vida aqui na terra como consequência de escolhas erradas por parte das pessoas. Para ele, o céu também pode ser experimentado na terra, referindo-se ao Jardin do Éden.

Lisa Miller é judia e, ao mesmo tempo que levantou questões sobre a revelação de Deus no Antigo Testamento, revelou-se desconfortável quando o assunto era Jesus ser o caminho para o céu. De maneira geral, Bell não estava preocupado em esclarecer todas as acusações que sofreu e enfatizou a necessidade de as pessoas lerem seu livro todo para entender sua posição. O mantra da noite foi “Deus é amor. Nada pode mudar isso”. Ele também lembrou que durante muito tempo o evangelho (boas novas) pregado pelas igrejas resume-se ao seu destino eterno, esquecendo de mostrar como devemos vivenciar o amor de Deus aqui na terra.

A CBD, maior livraria evangélica online do mundo, colocou o livro à venda hoje, mas com um alerta em sua página dizendo que não apóia o seu conteúdo. Por isso, doará todo o lucro com as vendas dele para a ONG humanitária Compassion.

Imediatamente após a transmissão da conversa com Bell, a Christianity Today, uma das revistas mais influentes do meio cristão, postou sua resenha do livro com o título “A ponte de Rob Bell é grande demais”. O editor Mark Galli deu ao livro apenas 2 estrelas (de 5 possíveis). Ao mesmo tempo que elogia, sua resenha questiona a fundamentação do autor. Galli escreve:

“O polêmico pastor levanta questões cruciais, mas suas respostas podem sabotar seus objetivos… Depois de ler o livro, é difícil acreditar que Bell não defende o universalismo, embora, para ser justo, ele não afirma isso formalmente no texto. Em alguns parágrafos, ele faz alusão às consequências infernais da incredulidade. No final, afirma estar levantando a questão só para mostrar que ”devemos deixar bastante espaço” para essa possibilidade. Em sua tentativa de tornar Jesus mais atrativo para os incrédulos, Bell levanta questões cruciais que durante anos muitos evangélicos não tiveram a coragem de fazer em voz alta. Devemos agradecer a ele por trazer tais questões à luz, para que possamos analisá-las abertamente de novo nos dias de hoje”.

Mark Driscoll, que rivaliza em popularidade com Rob Bell entre a maioria dos jovens evangélicos americanos, escreveu hoje em seu blog, mesmo sem citar nomes:

“Hoje em dia está se tornando popular a esperança de que os pecadores acabarão se arrependendo e todo mundo vai acabar indo para o céu. Esta é a reconciliação universal, antiga visão de Orígenes. No entanto, não há a menor evidência bíblica de um arrependimento pós-morte”.

A controvérsia está longe do fim. Brian McLaren, um dos mentores de Bell, que o defendeu nesse debate acirrado, lançará amanhã seu novo livro: Naked Spirituality: A Life with God in Twelve Simple Words [Espiritualidade nua: uma vida com Deus em 12 palavras simples] também pela Harper One.

Em um trecho disponível em seu site, ele destaca parte do argumento central do livro:

“Jesus estava certo. Paulo estava certo. João estava certo. Buda estava certo. Até mesmo os Beatles estavam certos. Tudo se resume ao amor, a compaixão ou como você quiser chamá-lo. O amor é nossa ligação vital. Uma vida com Deus é uma vida de amor. Você conhece a Deus quando ama a Deus. Conhece a Deus quando ama os outros. Você conhece seu vizinho, um estranho ou mesmo um inimigo quando o ama”.

Fonte: Pavablog

16/03/2011

Al-Qaeda lança revista com dicas de beleza e atentados suicidas


O grupo extremista Al-Qaeda lançou a revista Al-Shamikha [Mulher Majestosa], voltada para o público feminino, que mistura dicas de moda e beleza e orientações sobre como funcionam os atentados suicidas. Toda escrita em árabe, é uma criação Al-Shamikha Media Foundation.

Ela está sendo chamada de ‘a Cosmopolitan do Jihad”, em referência à revista feminina mais vendida do mundo. A capa da primeira edição traz o cano de uma sub-metralhadora ao lado de uma mulher coberta com a burca (foto). Estará disponíveis em vários países e também conta com uma versão eletrônica.

O editorial explica que o objetivo da revista é educar as mulheres e envolvê-las na guerra contra os inimigos do Islã. Afinal, as mulheres constituem metade da população. E prossegue dizendo: “Os inimigos do Islã estão empenhados em impedir que a mulher muçulmana saiba a verdade sobre sua religião e seu papel, pois sabem muito bem o que aconteceria se as mulheres entrarem de vez na jihad”.

O primeiro número traz ainda entrevistas exclusivas com esposas que elogiam a decisão dos seus maridos (considerados mártires) de morrer em atentados. Uma delas, chamada Umm Muhanad, relata a bravura do marido em seu ataque suicida no Afeganistão.

As 31 páginas da revista trazem 13 artigos, entre eles conselhos para quem deseja se casar com um desses guerreiros de Alá. A reportagem afirma que é dever das leitoras educar os filhos para estarem prontos para a jihad [guerra santa].

A “coluna de beleza” instrui as mulheres a ficarem em casa também com os rostos cobertos, mantendo sempre a “boa aparência”. Afinal, o véu é “parte dos desígnios de Deus Todo-Poderoso” e a burca foi criada para protegê-las do sol. Apresenta ainda sobre as vantagens de máscaras de beleza à base de mel e sobre etiqueta.

Outro artigo incentiva as leitoras a dar a vida pela causa islâmica, afinal “pelo martírio, os fiéis tem garantia de segurança e felicidade no paraíso”. O anúncio da próxima edição promete dicas sobre cuidados com a pele e como participar da jihad eletrônica.

Especialista em extremismo islâmico, James Brandon explica: ”A rede Al-Qaeda já percebeu como as revistas são eficientes para difundir os ideais da cultura ocidental e querem tentar reverter isso”.

O lançamento da Al-Shamikha ocorre nove meses após a Al Qaeda lançar outra revista, essa em inglês, chamada Inspire. O público-alvo é constituído de jovens muçulmanos no Ocidente, os quais são incitados a praticar atos de terrorismo. Embora esse tipo de campanhas sofisticados possam soar quase como ridículas entre o público ocidental, existem bons motivos para crer que com isso estão alcançando os jovens de muitos países islâmicos que buscam algum objetivo maior em suas vidas.

Fonte: Pavablog

 

16/03/2011

Símbolo pagão será erguido para comemorar 140 anos da Igreja Batista no Brasil


 

Em 10 de setembro de 2011 acontecerá um evento na cidade de Santa Barbara D’Oeste em comemoração aos 140 anos da Igreja Batista no Brasil. Para comemorar a data está sendo construído um Obelisco como marco da história da denominação conforme mostra vídeo divulgado no site da Convenção Batista do Estado de São Paulo.

A cidade de Santa Bárbara D’Oeste é o ponto inicial das Igrejas Batistas no Brasil, pois em 1871 batistas emigrados dos Estados Unidos fundaram ali a Primeira Igreja Batista no país.

A importância desses emigrantes não foi só para a evangelização, mas também para a cidade, pois eles trouxeram conhecimentos importantes para a agricultura e na área de fundição, contribuindo para o crescimento da cidade e do Brasil.

Por esses motivos, a prefeitura da cidade está apoiando o evento que convoca todos os mais de 1.200.000 batistas brasileiros a participarem das comemorações.

Obelisco

A criação de um obelisco para marcar os 140 anos da Igreja Batista tem gerado controvérsias, pois o marco é considerado um símbolo pagão. A origem dos obeliscos está ligada ao antigo Egito, representando o primeiro raio de sol, que seria o primeiro contato do deus Rá com os homens.

Diante da história do monumento que foi criado para adorar outros deuses, muitos cristãos enxergam a construção de um obelisco batista como uma afronta ao Evangelho por juntar elementos pagãos com o cristianismo.

Para Danilo Fernandes do blog Genizah Virtual a construção do obelisco “irá jogar a memória dos batistas na lama”, ele acredita que o monumento será erguido somente para satisfazer os interesses políticos da cidade. “Pois estão os batistas sendo obrigados a ver com tristeza a sua tradição jogada na lama para a promoção de uma cidade de periferia e de seus políticos que se orgulham de seu shopping, suas ruas e avenidas e que agora, ao custo da Santa Palavra querem transformar Santa Barbara do Oeste em ‘Meca Batista’.

Chegaram a criar no twitter um perfil @batistaspagaos para falar sobre o assunto. O micro blog é alimentado por Daniel Cocentino que explica o significado do obelisco. Segundo uma de suas mensagens a Convenção Batista do Rio de Janeiro não apóia essa construção. “Batistas do estado do Rio de Janeiro se levantam para rejeitar a inauguração de obelisco do paganismo egípcio em nome da denominação”.

 

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