Cristãos gays de 23 países pressionam papa a dizer algo contra homofobia


O Fórum Europeu dos grupos cristãos de Lésbicas, Gays, Bissexuais eTransgêneros (que conta com 44 realidades dos 23 países) vai enviar, no dia 10 de junho, uma carta ao papa [acima, um trecho dela].

A mensagem é clara, libertadora, daquelas sobre as quais se pode construir uma mudança. Os fiéis cristãos se recusam a serem considerados contra a natureza, que merecem tratamento e muito menos compaixão. São pessoas que têm o direito à felicidade e sabem “dar o melhor de si no trabalho e no apoio aos outros”.Com a carta, pede-se um posicionamento claro contra a homofobia, uma condenação dos atos de violência (como o assassinato do ugandense Kato), a colaboração para a descriminalização dos atos homossexuais em nível mundial.

Novo ar dentro da Igreja Católica, como testemunha o próprio Fórum, que aprovou o texto da carta no final de maio para enviá-lo no dia 10 de junho, em Roma, por ocasião da conferência organizada pela Nuova Proposta [associação de leigos/as cristãos/ãs homossexuais] dentro do EuroPride, intitulada: “As pessoas homossexuais e transexuais e as Igrejas cristãs na Europa”. Entre os relatores da manifestação estarão John McNeil, um dos padres fundadores da teologia gay, excluído da ordem dos jesuítas por causa da sua homossexualidade.

Com essa carta ao papa, os cristãos passam de vítimas de medo e de desespero – por serem excluídas e muitas vezes condenadas – a pessoas que têm a coragem de romper o silêncio. Entre os pontos fundamentais, indicam com clareza a Bento 16 os danos provocados pelas terapias reparativas: “Ainda existe uma forma de pressão por parte de alguns expoentes do clero da Igreja Católica Romana sobre os cristãos LGBT para que se submetam a ‘terapias reparativas’ para modificar o sua própria orientação sexual. Essa estratégia da igreja e o pedido às pessoas LGBT para viverem a condição da castidade são causa de muitas tragédias, incluindo suicídios e graves estados de depressão, entre quem tenta observar e seguir heroicamente os ensinamentos da Igreja”.

O pedido é claro: “Vossa Santidade, que não se dê mais como indicação que as pessoas homossexuais devem se submeter a terapias, mas sim que tenham direito a uma vida que preveja também uma relação afetiva no sinal da fidelidade”.

Como o papa irá responder?

O texto não é daqueles que possam cair no vazio. O papa sabe que algumas dioceses começaram uma pastoral de acolhida para os grupos gays? Não chegou do alto nenhuma ordem para parar: isso significa que está sendo dada autonomia aos bispos sobre o assunto?
Se o povo católico vir, nas Igrejas, lésbicas e gays ativos como todos os outros, o efeito será a dissolução de parte dos preconceitos.

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