Adolescente sofre discriminação em escola onde professora utilizava Bíblia em aula


O aluno do 2º ano do Ensino Médio na Escola Estadual Antonio Caputo disse que passou a ser alvo de brincadeiras e ataques por parte dos colegas por ser praticante de candomblé, e se recusar a participar do momento religioso realizado pela professora de história.

Roseli utilizava uma Bíblia e pregava durante vinte minutos, antes do início da aula, segundo a agência Estado. O pai do estudante, o aposentado Sebastião da Silveira, é sacerdote de cultos afro. O filho não concordava com a pregação, o que foi percebido pelos colegas que passaram a intimidá-lo.

“Ficamos abalados”, disse Silveira, porque a escola não deu garantias sobre a segurança de seu filho. Já a professora alegou que a pregação religiosa fazia parte de seu método de aula.

O caso está sendo tratado como intolerância religiosa, a professora e a direção da escola podem sofrer punição, segundo Antônio Carlos Arruda, coordenador de políticas públicas de combate ao preconceito.

Uma multa que varia de R$ 9.200 a R$ 18,4 mil poderá ser aplicada, pois a prática é proibida pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional. “É uma história recorrente. Lamentamos quando a gente tem alguém de má formação que não tem tolerância ou respeito com o outro”, disse Arruda à publicação.

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