Conheça as dificuldades para abrir uma Igreja em Mianmar


Conheça as dificuldades para abrir uma Igreja em Mianmar

Apesar das mudanças políticas que têm ocorrido em Mianmar atualmente, os cristãos, que constituem 9,5% da população do país, esperam ver essas mudanças chegarem às aldeias e vilarejos, onde as oposições à sua fé são sentidas de maneira mais intensa.

As boas relações com o chefe da aldeia contam muito, se um grupo de cristãos desejar realizar cultos aos domingos, em Mianmar.

“O processo não demora muito, se tivermos boas relações com o chefe da aldeia”, disse Chit*, um pastor com pouco mais de 50 anos de idade. “Devemos assegurar a carta de recomendação, um dos documentos necessários para abrir uma igreja”.

Em algumas comunidades, os cristãos gozam de boas relações com o chefe da aldeia, mas muitas vezes, a boa vontade dura pouco tempo, porque o regime militar pode arbitrariamente nomear um substituto. Cada chefe de aldeia supervisiona, pelo menos, 50 famílias.

“O próximo passo é obter autorização das autoridades municipais”, explicou o partor Chit. “Às vezes, temos que pagar para obter a autorização. Gastamos muito dinheiro para obter uma autorização municipal. A quantidade sempre depende do quanto os funcionários queiram receber”.

“Depois disso, eles emitem uma ” licença temporária “. Para obter essa autorização demora-se pelo menos um ano, nada menos que isso. Uma vez que a obtemos, podemos construir uma pequena casa de palha e estamos autorizados a orar, cantar e a organizar outros eventos religiosos, mas ainda não somos considerados uma ‘igreja’. Chamamos o lugar de “casa de oração.” Para ser reconhecido, precisamos pedir uma “licença permanente” às autoridades, em nível distrital, e depois ao Governo Central “, acrescentou.

Mas o valor de uma licença deste tipo está além da capacidade que a maioria dos pastores de Mianmar tem de pagar. Mesmo que consigam apresentar um pedido, vai demorar uma década antes de ser aprovado.

“Pode demorar uma eternidade”, lamentou o pastor Chit. “Estamos à mercê dos funcionários municipais. Neste momento, não podemos fazer mais nada, exceto acompanhar o desenrolar da petição ocasionalmente, e pagar algumas “taxas de expedição”. Na maioria dos casos, os documentos não serão enviados pelos funcionários ao Governo Central”.

Chit e a maioria dos pastores das aldeias pedem uma autorização temporária para se reunir com os membros de suas igrejas aos domingos, a fim de manter a comunhão da igreja, no entanto, eles devem procurar manter boas relações com os chefes das aldeias e mantê-los “satisfeitos”.

“Em ocasiões especiais, como no Natal, enviamos presentes para as autoridades locais”, disse o pastor Chit. “Claro, isso não garante nada. Eles podem fechar as igrejas e interromper nossas atividades o dia e a hora que quiserem”.

O pastor Chit participou de seminário organizado pela Portas Abertas que prepara cristãos para a perseguição, ali assistiu aulas sobre liderança, e participou de oficinas de subsistência no contexto de Mianmar. Mais do que apenas começar uma casa de oração, ele investe seu tempo pessoal e energia na construção da fé daqueles que vêm a Cristo através de seu ministério.

“No seminário, pude relembrar e aperfeiçoar algumas coisas que eu já sabia e fazia quando começei meu ministério”, disse o pastor Chit. “A maneira como eu fiz as coisas realmente não produziu nos cristãos um amadurecimento na fé. As lições que aprendi sobre o discipulado pessoal vão me ajudar muito em meu ministério”.

Fonte: Portas Abertas

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