Archive for setembro 27th, 2012

27/09/2012

Pastor Marco Feliciano responde críticas de Jean Wyllys


O pastor e deputado federal Marco Feliciano (PSC-SP) publicou em seu site uma nota em resposta aos ataques feitos pelo deputado federal Jean Wyllys (PSOL – RJ) a respeito de uma polêmica em torno de uma pregação feita pelo pastor durante o Congresso Gideões Missionários da Última Hora.

Na ocasião, Feliciano afirmou que há uma conspiração envolvendo o governo e ativistas gays para impor à sociedade princípios que são ofensivos às práticas cristãs, e pontua que a AIDS é uma doença predominantemente homossexual.

O deputado Jean Wyllys, em resposta ao pastor, publicou um artigo em seu site afirmado que Marco Feliciano era o “pastor e deputado do ódio e da mentira” e que o discurso dele era “fundamentalista e fascista”.

Na tréplica de Feliciano, o pastor disse que o aborrecimento de Wyllys no assunto se deu por ter sido contrariado: “O senhor Jean Wyllys demonstra ser um parlapatão, pois fica deblaterando sobre um assunto que ele desconhece, acusando a multidão que me ouviu de incultos e incautos, e a mim de um mentiroso homofóbico desprovido de intelectualidade, simplesmente por ter lembrado a eles e aborrecido a este sobre o assunto da perversão sexual, da imoralidade e da doutrinação imposta pela comunidade GLBT à nossa geração”.

-Ao deputado Jean Wyllys explico, o púlpito de uma igreja não é lugar para demonstração de intelectualidade nem desfile de títulos honoríficos – ressaltou Feliciano.

A respeito da possibilidade de infecção com o vírus HIV, Feliciano observou que “a chamada AIDS pode atingir qualquer pessoa independente de preferência sexual, mas a própria ciência revela o predomínio de infecção por esta doença em pessoas manifestamente homossexuais”.

O pastor ainda confrontou o deputado e ativista gay a respeito da acusação de desonestidade: “Quando esse cidadão se refere a minha pregação como desonestidade intelectual pergunto: quem é desonesto, quando se refere a um culto a Deus e uma pregação da palavra como se fosse discurso, a quem ele pensa que está enganando? Em um culto evangélico não há discurso político ou intelectual, o objetivo do discurso religioso é espiritual, coisa que o senhor Jean nunca vai entender”.

Open in new windowMarco Feliciano aproveitou a nota para reafirmar seu compromisso de pregação contra a prática homossexual: “Todos os dias da minha vida pregarei o que diz a Palavra, que a prática do ato íntimo entre dois homens ou duas mulheres é e continuará sendo pecado e ponto. Não discuto o que é pregado no púlpito fora do momento da pregação”.

Confira abaixo, a íntegra da nota publicada pelo pastor e deputado federal Marco Feliciano em resposta ao deputado federal Jean Wyllys:

Jean Wyllys, parlapatão, néscio e desorientado… mas digno de minhas orações

Em resposta ao artigo postado na internet por sua Excelência o Deputado Jean Wyllys, eleito com pouco mais de 10 mil votos, pelo Estado do Rio de Janeiro que estima-se em sua Parada do Orgulho Gay, reuniu milhares de militantes da causa, quero dizer que primeiramente na qualidade de cristão aprendi que ao sofrer um injusto ataque devemos oferecer a outra face e esse conceito nunca mudará no meu coração, portanto minha resposta será sempre de forma a respeitar o direito que tens de dizer aquilo que tiver vontade mas também tenho direito de discordar.

O senhor Jean Wyllys por ser desavisado ou por qualquer outro motivo se refere a minha manifestação numa pregação da Palavra de Deus em uma reunião numa igreja, local esse onde qualquer cidadão deveria saber que é prevista total liberdade de manifestação religiosa prevista na constituição pois aquele local é um púlpito onde quem professa a mesma fé que eu, crê que tudo o que se fala ali é a pura inspiração da pregação da palavra. Ninguém em sã consciência usa um púlpito para fazer desabafos, nem atacar quem quer que seja, pelo contrário, ali pregamos que o humilde será exaltado e quem exaltar-se será humilhado, e por isso me acusa de fundamentalista.

Ao deputado Jean Wyllys explico, o púlpito de uma igreja não é lugar para demonstração de intelectualidade nem desfile de títulos honoríficos pois pessoas simples quando são tomadas pela força do Espírito Santo fazem os mais notáveis intelectuais aceitarem a Palavra de Deus e sua indubitável sabedoria.

Nunca discuto o que Deus me manda falar no momento que estou pregando mas devo dar uma resposta a esse senhor. Todos sabemos que a chamada AIDS pode atingir qualquer pessoa independente de preferencia sexual mas a própria ciência revela o predomínio de infecção por esta doença em pessoas manifestamente homossexuais, tanto é verdade que quando se doa sangue na entrevista se for declinada a condição de homossexual essa doação é recusada pois a medicina entende que se trata de grupo de risco e tenho sim o dever de alertar os fiéis que estão me ouvindo esperando uma revelação de Deus em suas vidas. Quando esse cidadão se refere a minha pregação como desonestidade intelectual pergunto: Quem é desonesto, quando se refere a um culto a Deus e uma pregação da palavra como se fosse discurso, a quem ele pensa que está enganando? Em um culto evangélico não há discurso político ou intelectual, o objetivo do discurso religioso é espiritual, coisa que o senhor Jean nunca vai entender visto que julga que estou me aproveitando da publicidade que é dado aos cultos evangélicos, inclusive gravados em DVD, alcançando os mais longínquos pontos da Terra. Quero ver este senhor apresentar uma única religião conhecida que aprova a união de pessoas do mesmo sexo. Será difícil pra ele conseguir isso, pois em alguns templos nem a sua entrada será permitida quando não professar a fé correspondente aquele culto.

Todos os dias da minha vida pregarei o que diz a Palavra, que a prática do ato íntimo entre dois homens ou duas mulheres é e continuará sendo pecado e ponto. Não discuto o que é pregado no púlpito fora do momento da pregação. Quem não suporta saber que professamos uma fé que difere da sua e usa dos meios de comunicação ao seu alcance e suas prerrogativas como autoridade legislativa para tentar confundir pessoas, inclusive levianamente taxando-as de ignorantes, pergunto: quem é fundamentalista? Cada vez mais me convenço que estou na Câmara dos Deputados por um desígnio de Deus pois imagino se aquele lugar fosse tomado por maioria de pessoas inconformadas com quem, como já disse, pensa diferentemente deles.

Quando no início da atual legislatura na Câmara Federal ouvi muitas crítica pela forma de como a legislação eleitoral permite que pessoas como o senhor Jean Wyllys se elejam com voto de outros candidatos e com pouco mais de 10 mil votos consigam um mandato de deputado federal, saí em sua defesa afirmando que é regra estabelecida e temos que respeitar e novamente pergunto: Quem é fundamentalista?

Quando as estatísticas apontam que pessoas que se identificam como membros do movimento LGBT são menos de 5% do total da população, mas que, por causa da militância, que não aceita crítica e que face a qualquer manifestação contrária usa o termo “homofobia” pergunto: quem é fundamentalista? Sempre afirmei que não tenho nada contra qualquer pessoa que professe qualquer religião ou qualquer comportamento social, o que critico é o radicalismo pois Deus ama o pecador mas não suporta o pecado. Quando o senhor Jean Wyllys em seu blog faz um ataque contra a minha pessoa ele coloca 3 tópicos tirados totalmente do contexto e fala sobre um jovem gay submetido a uma sessão de cura, e uma pesquisa não sei tirada da onde que indica que homofóbicos sentem excitação por homossexuais e finalmente cita um pastor pedófilo, pergunto novamente: quem é fundamentalista?

Senhor Jean Wyllys finalizo conclamando o senhor e todos os seus leitores para que entendam que a nossa convivência tem que ser pacífica, com tolerância, paz e Deus no coração pois quando o senhor pergunta quem me deu o título de profeta eu respondo procure essa explicação na Bíblia que é o único livro que norteia a minha vida, todos os outros milhares que leio e que já li ilustram o meu intelecto mas não satisfazem a minha alma. Não carrego ódio no meu coração como o senhor afirmou nem uso o púlpito para fins políticos pois todos sabem eu estou deputado mas nunca deixarei de ser pastor pois para isso fui chamado, suas criticas para mim nada mais são do que balsamo para revigorar a minha fé e força para continuar pregando o evangelho de Cristo, do qual não me envergonho e convido todos a visitarem uma Igreja e meditar sobre a palavra de Deus tenho certeza haverá mudanças substanciais pois essa sim é a indubitável verdade o resto é do maligno.

Em minha pregação conclamei os fiéis a lembrarem-se do que diz a bíblia: Não se conformar com este mundo… Rm.12:2, e também que a igreja é Sal da Terra e a Luz do mundo… Mt.5:13-14, ou seja, nas palavras de Jesus sem a pregação do evangelho o mundo apodrece e fica em trevas.

Em seu blog, o senhor Jean Wyllys demonstra ser um parlapatão, pois fica deblaterando sobre um assunto que ele desconhece, acusando a multidão que me ouviu de incultos e incaltos, e a mim de um mentiroso homofóbico desprovido de intelectualidade, simplesmente por ter lembrado a eles e aborrecido a este sobre o assunto da perversão sexual, da imoralidade e da doutrinação imposta pela comunidade GLBT à nossa geração.

Em alguns dias, mostrarei a todo o Brasil o vídeo gravado no Seminário presidido pelo senhor Jean Wyllys sobre Orientação sexual na primeira infância, e então veremos a reação dos Brasileiros a respeito do que o nobre deputado e seus companheiros de militância gay inseridos no MEC, no conselho de Psicologia e afins pensam e preparam para os nossos filhos, e então veremos quem é de fato o fundamentalista.

Por algum tempo tentei, e agora vejo que inutilmente, me aproximar do senhor Jean Wyllys para juntos pensarmos de maneira intelectual sobre os assuntos que legitimam nossos mandatos, mas fui inocente. Pensei que nossa discordância se dava apenas na pessoa jurídica, mas ao ver seu blog, percebi que não há respeito nem a pessoa física.

Não sou seu inimigo repito, mas de agora em diante, serei mais incisivo sobre estes temas e denunciarei com mais veemência cada um de seus maléficos planos de desestabilizar a família brasileira, de ofender a igreja cristã e sobre as formas que tentará usar para doutrinar a próxima geração com esse estilo que de longe deve ser chamado de estilo de vida.

Fonte: Gospel +

27/09/2012

Julgamento de ex-mordomo do papa expõe “VaticanLeaks” da Igreja Católica


Paolo Gabriele, 46, ex-mordomo do papa Bento 16, é acusado de vazar para a imprensa documentos secretos do Vaticano.

Há seis anos, todos os dias, antes do amanhecer e depois do anoitecer, Paolo Gabriele, 46, casado e pai de três filhos, percorria a pé a distância entre sua residência e o apartamento de Bento 16. Na ida e na volta, o mordomo do papa passava junto a um caixa automático muito peculiar. O fundo da tela reproduz “A Criação de Adão”, o afresco pintado por Michelangelo no teto da Capela Sistina, e entre as línguas que o convidam a introduzir o cartão e sacar euros está o latim: “Inserito scidulam quaeso ut faciundam cognoscas rationem” (que pode ser traduzido como: “Coloque seu cartão para realizar suas operações”).

Há exatamente quatro meses Paolo Gabriele deixou de passar junto do caixa do Banco do Vaticano. Em 23 de maio, a polícia o deteve sob a acusação de roubar e vazar para a imprensa a correspondência particular de Joseph Ratzinger. Gabriele, também conhecido como Paoletto, afirmou que sua única intenção foi ajudar a Igreja e o papa, revelando as intrigas palacianas. O julgamento, que começa no próximo sábado (29), na Cidade do Vaticano, deverá esclarecer se, como no caixa, a religião, a arte e o latim só serviam de envoltório para um motivo muito mais terreno.

A primeira parte da história é bem conhecida. Há um ano, um grande número de documentos confeccionados para serem lidos exclusivamente por Bento 16 começou a vazar na mídia. O primeiro foi uma carta do arcebispo Carlo Maria Viganò advertindo o papa sobre diversos casos de corrupção dentro do Vaticano. Depois se conheceu outro relato, elaborado pelo cardeal colombiano Darío Castrillón, no qual se falava de uma estranha conjuração para matar Ratzinger – “o papa morrerá em 12 meses” – e das más relações entre o sucessor de Pedro e seu secretário de Estado, monsenhor Tarcisio Bertone.

Um espião, não se sabe com que interesse nem a que preço, continuou fornecendo documentos cujo denominador comum era a luta de poder acirrada no seio da Cúria. Depois de uma temporada encerrado em silêncio, o porta-voz do Vaticano, Federico Lombardi, acabou admitindo que a Igreja estava sofrendo seu “VaticanLeaks” particular e o jornal “L’Osservatore Romano” publicou um editorial em que retratava a situação de um papa idoso, doente e só: “um pastor rodeado de lobos”. A secretaria de Estado do Vaticano reagiu finalmente encarregando o cardeal espanhol Julián Herranz de procurar o suposto culpado, e, no final de maio, surgiu a surpresa: o traidor, o espião, o corvo, era o fiel Paoletto – o mordomo do papa. O que o despertava às 6h30, o ajudava a vestir-se, a preparar a missa, lhe servia o desjejum e o almoço, o que –por volta das 9 da noite– lhe preparava uma infusão e o ajudava a despir-se e a ir para a cama…

A segunda parte da história já não é tão conhecida. Paolo Gabriele passou os dois primeiros meses de cativeiro em um calabouço e de 21 de julho para cá esperou o julgamento em prisão domiciliar. Também que, junto com uma multidão de documentos, os agentes da polícia encontraram em sua residência no Vaticano uma pepita de ouro, uma edição ilustrada da “Eneida” de Annibal Caro, de 1581, e um cheque sem cobrar de 100 mil euros que José Luiz Mendoza, presidente da Universidade Católica San Antonio de Murcia (UCAM), havia enviado ao papa. Soube-se também que Joseph Ratzinger está com pena e que Paolo Gabriele lhe pediu perdão. Inclusive que, junto dele no banco dos réus se sentará Claudio Sciarpelletti, um técnico em informática que, ao que parece, o encobriu.

O que não se sabe é o fundamental. Por que fez isso realmente? Foi uma arma contra o papa nas mãos de outros? De quem? Atuou sozinho ou o Vaticano ainda é um ninho de corvos? Só foi movido por um estranho desejo de limpar a Igreja de intrigas ou, pelo contrário, foi o vil metal que o levou a trair o papa? E, sobretudo, que relação teve sua detenção com a substituição fulminante de Ettore Gotti Tedeschi à frente do Instituto para as Obras de Religião (IOR), o Banco do Vaticano?

Porque Paolo Gabriele e Gotti Tedeschi, o mordomo e o banqueiro, ambos muito próximos de Joseph Ratzinger, caíram ao mesmo tempo. Sobre o primeiro, o Vaticano soltou a polícia. Sobre o segundo, o descrédito. Criticou-se ferozmente sua gestão e inclusive se pôs em dúvida sua capacidade psicológica, a ponto de que Tedeschi, 67, também presidente da filial italiana do Banco Santander e velho amigo do papa, esteve prestes a contar o que tinha visto nos abismos do dinheiro da Igreja. “Prefiro não falar”, concluiu, “se o fizesse só diria palavras feias. Debato-me entre a ânsia de explicar a verdade e não querer perturbar o santo padre.”

Mas sim, falou. Duas semanas depois de sua demissão, a polícia apareceu de surpresa em sua casa em Piacenza e em seus escritórios em Milão. Um agente da polícia lhe informou que sua presença ali não obedecia a nenhum assunto relacionado com o Banco do Vaticano, mas sim com uma investigação antiga sobre comissões ilegais na venda de helicópteros para a Índia. O banqueiro reagiu com alívio: “Uma revista? Pensei que vinham me dar um tiro”. O curioso é que os agentes, que teoricamente iam por outro assunto, acabaram levando documentação sobre supostas operações de lavagem de dinheiro no Banco do Vaticano. A mídia italiana publicou que, entre as anotações apreendidas, havia detalhes muito precisos sobre operações ilícitas realizadas por prelados, homens de negócios mais ou menos sujos – que na Itália são chamados de “faccendieri” -, políticos de alto escalão e até chefes da máfia. O escândalo estava prestes a ultrapassar todos os limites quando ocorreu um fato muito significativo.

A Igreja mandou calar. Em uma sexta-feira à tarde, em uma hora totalmente incomum, o Vaticano emitiu um duro comunicado no qual advertia policiais, jornalistas, promotores, juízes e políticos do governo de que o material apreendido na casa de Tedeschi era propriedade da Santa Sé e que, se continuasse havendo vazamentos da investigação –um esporte nacional na Itália–, processaria quem fosse necessário. Os vazamentos pararam e desde então, no início de julho, o caso foi perdendo força, talvez ajudado pelo verão –o papa passa três meses descansando em sua residência de Castel Gandolfo e a Cúria tenta imitá-lo– e o controle férreo da informação.

No próximo sábado, às 9h30, Paolo Gabriele se sentará no banco dos réus para enfrentar a acusação de “roubo agravado”. O presidente do tribunal será Giuseppe Dalla Torre, acompanhado de Paolo Papanti Pelletier e Venerando Marano. A acusação será dirigida pelo promotor de justiça do Vaticano, Nicola Picardi, e a defesa do mordomo estará a cargo da advogada Cristiana Arru, depois que o outro advogado –Carlo Fusco, amigo de infância de Paoletto– decidiu retirar-se por causa de “divergências” (não deu mais explicações) no processo.

Segundo o juiz do Vaticano Paolo Papanti, o mordomo poderá ser condenado a no máximo oito anos de prisão, em função do Código Penal vigente no Vaticano desde 1889. No decorrer do julgamento, o papa pode ainda optar por conceder a Gabriele a graça do indulto. Mas ele não poderá voltar a trabalhar no Vaticano. O regulamento geral da Cúria Romana –aprovado em 1999 por João Paulo 2º– prevê a “demissão de ofício” para quem comete atos graves de indisciplina e insubordinação. Não é necessário ser um lince para intuir que a Igreja quer encerrar o assunto o quanto antes. Só oito jornalistas –escolhidos pela sala de imprensa do Vaticano– poderão entrar no julgamento, mas sem material de gravação.

Se Gabriele aceitar as acusações e a condenação sem abrir a boca, sem contar o como e o porquê dos vazamentos, o Vaticano talvez consiga evitar um novo escândalo midiático, mas a verdade voltará a ficar oculta. A mancha da suspeita –a que há décadas envolve o Banco do Vaticano– não se lava com caixas modernas enfeitadas de arte e de latim: “Inserito scidulam…”.

Gabriele enfrenta prisões lotadas

A Igreja não tem prisões além das do pecado. Se finalmente recaísse sobre Paolo Gabriele uma pena de prisão, teria que cumpri-la em uma prisão italiana. E isso, nas palavras de Bento 16, representaria uma dupla condenação. No último Natal, o papa fez uma visita pastoral ao presídio romano de Rebibbia, e o que viu ali lhe causou tal espanto que, diante da ministra italiana da Justiça, Paola Severino, declarou: “A superlotação e a deterioração das prisões tornam mais amarga a prisão, representam uma dupla pena”.

As condições desde então não melhoraram, de maneira que não parece previsível que Paoletto, apesar de sua culpa, possa terminar recluso no inferno de uma prisão. Outra opção seria o confinamento em um convento, do modo que a justiça italiana – que nunca deixa de surpreender – acaba de adotar com Luigi Lusi, senador do Partido Democrático (PD, de centro-esquerda) processado sob a acusação de ter roubado 25 milhões de euros quando era tesoureiro de La Margherita.

Enquanto isso, o papa busca um substituto. Sob o título “Vaticano procura mordomo”, o jornal “La Stampa” informou há alguns dias que Joseph Ratzinger levou para Castel Gandolfo Angelo Gugel, um mordomo já veterano, de absoluta confiança, enquanto decide entre Sandro Mariotti, aliás Sandrone, ou Andrea Monzo, filho de um porteiro da Congregação para a Doutrina da Fé. Como se vê, não é um assunto menor.

O mordomo é uma das pessoas mais próximas do papa. Faz parte do que intramuros se costuma chamar de “família pontifícia”, os habitantes do Apartamento. Trata-se do padre Georg Gänswein, secretário pessoal do papa, do padre maltês Alfred Xuereb, quatro laicas consagradas – Carmela, Loredana, Cristina e Rosella – e uma freira, irmã Birgit Wansing, que o ajuda nos trabalhos de estudo e escrita. Trabalhos que certamente trazem ao papa bons benefícios.

Acaba-se de saber que Joseph Ratzinger já terminou seu terceiro volume sobre a vida de Jesus, dedicado aos textos de Mateus e Lucas sobre as circunstâncias do nascimento em Nazaré, e que decidiu que será uma editora laica, a Rizzoli, a encarregada de sua publicação. O contrato não é mau: 2 milhões de euros.

As chaves do escândalo na Santa Sé

– Fevereiro de 2012. O vazamento para vários meios de comunicação italianos de documentos secretos (entre eles algumas cartas relacionadas a um suposto complô para matar o papa Bento 16) conturbam o Vaticano. Os documentos vazados deixam as lutas de poder dentro da Cúria descobertas. O porta-voz da Santa Sé, Federico Lombardi, admite que a Igreja está sofrendo seu próprio “VaticanLeaks”. O jornal oficial do Vaticano, “L’Osservatore Romano”, descreve o papa Bento 16 como “um pastor rodeado de lobos”.

– 23 de maio. Cai o “espião do Vaticano”. As investigações conduzem até Paolo Gabriele, 46, ajudante de câmara do papa e uma das pessoas de sua máxima confiança. Gabriele, um homem devoto, casado e pai de três filhos, presta declaração diante de Nicola Picardi, promotor geral do Vaticano. A polícia encontra em sua casa “caixas repletas de documentos”.

A polícia vaticana encontra fotocópias de documentos e objetos do papa, uma edição do século 16 da “Eneida” e inclusive um cheque no valor de 100 mil euros que a Universidade Católica de San Antonio (Murcia, Espanha) enviou para o papa.

– 27 de maio. Paolo Gabriele nomeia dois advogados. A polícia vaticana investiga suas contas bancárias, procura cúmplices e tenta averiguar o motivo dos vazamentos. A hipótese dominante é que se trata de desacreditar o secretário de Estado, Tarcisio Bertone, amigo e braço-direito do papa, dentro da luta pela sucessão. Nos documentos vazados, Bertone aparece como um homem ambicioso e todo-poderoso, cada vez mais distante de Bento 16.

– 3 de junho. O jornal “La Repubblica” publica três outras cartas. O remetente anônimo acusa Bertone e Georg Gänswein, secretário pessoal de Bento 16, de serem os “verdadeiros responsáveis” pela fuga da informação, e diz que Gabriele é um bode-expiatório. O papa lamenta o tratamento que o caso recebe na mídia, que “amplifica deduções gratuitas”. Alguns dias depois, o cardeal Bertone acusa os jornalistas pelo clima de “mesquinharia, mentiras e calúnias” e acusa a mídia de “imitar Dan Brown”.

– 30 de junho. O Vaticano contrata o jornalista americano Greg Burke para melhorar sua imagem depois dos escândalos provocados pelo vazamento de documentos.

– 21 de julho. O juiz de instrução do caso, Piero Bonet, concede prisão domiciliar a Gabriele, detido desde 24 de maio, à espera do julgamento.

– 24 de julho. Gabriele divulga uma carta dirigida a Bento 16 pedindo perdão e dizendo-lhe que está muito arrependido.

– 13 de agosto. O juiz ordena o processamento de Gabriele pelo roubo com agravantes de documentos secretos da Santa Sé. O magistrado pede que também seja julgado Claudio Sciarpelletti, um programador de informática de 48 anos empregado na Secretaria de Estado da Santa Sé. O informático supostamente teria ajudado Gabriele no tráfico de documentos.

– 30 de agosto. O advogado de Gabriele, Carlo Fusco, renuncia, alegando “divergências sobre a estratégia defensiva” diante do julgamento.

– 17 de setembro. O juiz estabelece para 29 de setembro o início do julgamento contra Gabriele e Sciarpelletti pelo roubo e divulgação dos documentos secretos da Santa Sé. Caso sejam considerados culpados, a pena varia de um a seis anos de prisão. Gabriele foi submetido a duas perícias psiquiátricas, uma por parte do tribunal Vaticano e outra pedida por seu advogado, e ambas demonstraram que é “uma pessoa correta e normal” que cometeu um “fato extremamente grave”. A imprensa italiana garante que cerca de 20 pessoas estão sendo investigadas.

Fonte: El Pais

27/09/2012

Dia da Diferença atrai multidão de fiéis da Igreja Universal


Dia da Diferença atrai multidão de fiéis da Igreja Universal No último domingo (23) a Igreja Universal do Reino de Deus organizou em todos os templos do Brasil e do mundo o “Dia da Diferença”, uma reunião de fé que reivindica as promessas de Deus.

Quem esteve no Cenáculo de Santo Amaro no culto das 9h30 acompanhou a ministração do bispo Edir Macedo que ensinou aos presentes como se deve pedir por essas promessas.

“É hora de você chegar e dizer a Deus: ‘… Eu quero ver se o Senhor existe, hoje, aqui, agora, afinal, como saberei se o Senhor é verdadeiro ou uma mentira? Se a Bíblia é a Palavra de Deus ou invenção do homem?’ Se você tem essa fé, essa coragem, você começa uma vida nova agora!”, disse o líder da IURD.

A chamada feita nos meios de comunicação da igreja convidava aqueles que estavam em situações difíceis para o “Dia D”, para clamarem por mudança de vida. Citando o versículo de Malaquias 3:18, eles mostravam que é possível ter uma vida diferenciada das pessoas que não servem a Deus.

Fonte: Gospel Prime

27/09/2012

Justiça proíbe exibição no Brasil de filme que ofende Maomé


O YouTube tem dez dias para tirar do ar o trailer de ‘Inocência dos Muçulmanos’, que causou protestos em países islâmicos.

O Tribunal de Justiça de São Paulo proibiu nesta terça-feira, 25, o site YouTube de exibir o trailer do filme ‘Inocência dos Muçulmanos’ que, ofensivo ao islamismo, tem causado protestos em diversos países. Horas antes, a presidente Dilma Rousseff condenou a islamofobia no discurso de abertura da 67.ª Assembleia-Geral das Nações Unidas, em Nova York.

A decisão foi tomada nesta tarde pelo juiz Gilson Delgado Miranda, da 25ª Vara Cível, segundo informações da assessoria de imprensa do TJ, e acata um pedido da União Nacional Islâmica contra a Google Brasil, responsável pelo serviço de vídeos online.

O YouTube tem dez dias para tirar do ar o trailer no Brasil. A cada dia de descumprimento da medida, uma multa de RS 10 mil será cobrada da empresa, segundo o despacho do magistrado. Cabe recurso.

A reportagem entrou em contato com a Google Brasil para que a empresa comentasse o caso. Até o início desta noite, porém, os representantes do site não retornaram o pedido do Estado.

“O caso realmente envolve uma questão complexa e de difícil solução. Em verdade, traz um conflito claro em relação à liberdade de expressão e à necessidade proteção de indivíduos ou grupos humanos contra manifestações que possam induzir ou incitar a discriminação de preconceito de religião. Realmente, o nosso sistema constitucional consagra a liberdade de expressão por considerá-la um dos fundamentos essenciais de uma sociedade democrática (…). Cancelar o que é ilícito, no entanto, não ofende o valor relevante da liberdade de pensamento e de comunicação”, declarou o juiz em sua decisão, argumentando que a medida não representa censura. Leia o documento na íntegra.

O advogado da União Nacional Islâmica, Adib Adbouni comemorou a decisão e disse que o filme viola a Constituição, pois, em sua interpretação, viola o direito de liberdade de religião. Para o advogado, o vídeo “ofende a coletividade islâmica”.

Para o presidente da Associação Beneficente Islâmica do Brasil, Bilal Jumaa, que organizou uma passeata contra o filme, a decisão da Justiça foi acertada. “Foi bom para impedir que digam essas coisas ruins”, disse o religioso. “Isso é um ataque que mexe com todas as religiões e vai proteger a liberdade de religião.”

Ainda de acordo com Jumaa, o fato de a comunidade islâmica brasileira ter se mobilizado pode ter contribuído para a proibição do filme. “Pode ser, sim. A gente se mobilizou e mostrou que esse filme não é legítimo.

Fonte: Estadão

27/09/2012

Sonegar imposto é pecado, alerta pastor Silas Malafaia


Mais uma vez o pastor Silas Malafaia escreve sobre um assunto bastante polêmico em sua coluna do site Verdade Gospel. Dessa vez o tema escolhido foi a sonegação de impostos e o roubo de energia elétrica chamados popularmente de “gato”.

Com o artigo o pastor presidente da igreja Assembleia de Deus Vitória em Cristo ensina que um cristão não deve fraudar os sistemas para deixar de pagar por um serviço recebido e nem mesmo sonegar os impostos.

“Assim como a cidadania celestial implica obediência a Deus e compromisso com Ele, a cidadania terrena implica o pagamento pelos serviços e benefícios que recebemos. Logo, nós, evangélicos, não podemos fugir aos encargos tributários”, diz Malafaia.

Tanto as instalações clandestinas como a sonegação de tributos são considerados crimes e a pessoa que é pega cometendo uma dessas infrações terá que arcar com multas ou até mesmo sendo preso, pois em alguns casos a pena prevista é de reclusão de dois a cinco anos para os sonegadores.

“Não há dúvidas de que o cristão que nega seu dever como cidadão de pagar os devidos impostos e serviços de que desfruta tem uma atitude reprovável à luz da Lei de Deus. Sonegar é pecado!”

Citando a Bíblia o pastor inclui no texto os versículos de Romanos 13:7 e Mateus 22:21 que falam sobre o pagamento de tributos e impostos.

27/09/2012

Novas redes sociais para católicos e muçulmanos


Novas redes sociais para católicos e muçulmanosO Facebook já tem quase um bilhão de usuários e, aparentemente, ainda reina supremo. Mas duas novas redes sociais foram lançadas visando alcançar especificamente os religiosos: a Salamworld, muçulmana, e a Aleteia, católica.

O Salamworld surgiu na Turquia e funciona em fase beta (de testes). Ela será aberta a todos os interessados em novembro. Sabendo da grande popularidade das redes entre os jovens de países islâmicos, seus criadores acreditam que vão ter 150 milhões de usuários daqui a três anos.

“Estamos quebrando o estereótipo conservador ao desenvolver uma rede global e inovadora, que dá à juventude muçulmana uma plataforma para levar seus projetos adiante”, explica Ahmed Azimov, 35, vice-presidente do site.

A rede tem uma visão ampla para sua popularização, por isso a diretoria é formada por pessoas de 17 países diferentes e terá versões em árabe, francês, inglês, malaio, persa, russo e turco.

As preocupações são muitas, por isso o site possui uma equipe de moderadores, que analisa os conteúdos suspeitos, dizendo se pode ser aprovado ou rejeitado. Isso evitaria a disseminação de conteúdo considerado haram (pecaminoso). Já é empregado um tipo de “filtro” que reconhece pornografia e outras formas de conteúdo profano.

“Somos um ambiente seguro para a família muçulmana, livre de abuso infantil, álcool, extremismo e terrorismo”, enfatiza Azimov. “Nas outras redes, ninguém garante que, em vez da figura do Mickey, seu filho verá algo sujo.”

A rede Aleteia (“a verdade” em grego) entrou no ar semana passada, após um ano de testes. Sua proposta é agregar conteúdo que elucide as principais dúvidas em relação ao catolicismo.

Fundada na Itália, também está disponível em árabe, espanhol, francês, inglês, italiano e português. “A ideia é que todo o conteúdo parta de uma pergunta de um usuário”, explica Alexandre Ribeiro, 35, editor da versão lusófona do site.

“Hoje, se você busca temas sobre a Igreja Católica no Google, encontra pouquíssimas referências. Queremos jogar lá para cima [da página de resultados] informações tratadas, confiáveis.”
Através de mais de mil parcerias, a Aleteia oferece conteúdo em vídeo, texto e imagens sobre tópicos como “quem foi Jesus Cristo” e “por quantas mortes a Igreja foi responsável durante a Inquisição espanhola?”.

Por enquanto, no Brasil, seus parceiros são a Pontifícia Universidade Católica, a rede Canção Nova e a Arquidiocese do Rio de Janeiro.

Segundo Ribeiro, que não tem ligação formal com a Igreja, o site deve ganhar, em breve, uma seção para debates entre usuários.

Com informações Folha de SP

27/09/2012

Conheça os indicados ao Grammy Latino 2012


Conheça os indicados ao Grammy Latino 2012Os organizadores do Grammy Latino 2012 divulgaram a lista dos indicados para o prêmio de Melhor Álbum de Música Cristã em Língua Portuguesa. Este ano três dos cinco indicados são artistas evangélicos e dois artistas católicos.

Como foi divulgado anteriormente o grupo Diante do Trono está concorrendo pela primeira vez ao grande prêmio com o CD “Sol da Justiça” lançado em 2011 pela Som Livre.

O cantor César Baruk também faz parte desta lista, ele concorre com o CD “Eletro Acústico 3″, lançado pela Salluz Productions. Essa não é a primeira vez que ele concorre, em 2010 o álbum Multiforme também estava entre os indicados.

A terceira indicada para este prêmio é a cantora Aline Barros, o CD que concorre na categoria de melhor álbum cristão em português é o CD infantil “Aline Barros e Cia 3″ lançado pela MK Music.

Aline já venceu quatro edições do Grammy Latino nessa mesma categoria, a primeira vez foi em 2004 com o CD “Fruto de amor”. Em 2006, 2007 e 2011 ela volta a ser premiada pelos trabalhos “Aline Barros e Cia”, “Caminho de Milagres Ao Vivo” e “Extraordinário Amor de Deus”, respectivamente.

Os outros dois artistas que foram indicados nesta mesma categoria são os cantores católicos do Grupo Chamas, com o CD “Inquieto Coração” e os Cantores de Deus, com o álbum “Mulheres Ao Vivo”.

A entrega do Grammy Latino vai acontecer no dia 15 de novembro em Las Vegas, nos Estados Unidos.

Fonte: Gospel Prime

27/09/2012

ECAD participa pela primeira vez da Expocristã


O Ecad (Escritório Central de Arrecadação e Distribuição) está participando da Expocristã, evento que começou nesta terça-feira (25) e segue até o dia 30. Esta é a primeira vez que o órgão participa da feira voltada para líderes, pastores, lojistas, livreiros e o público cristão evangélico.

Durante os dias da feira, a equipe do Ecad estará trabalhando na divulgação de seus trabalhos e ainda promoverá algumas palestras. Serão dois temas abordados: Ecad. Tec Cia Rádio – sistema próprio de captação, gravação e identificação automática das músicas tocadas nas rádios – e sobre o Banco de áudio digital do Ecad.

Para quem não sabe o Ecad desenvolve o trabalho de arrecadação e distribuição dos direitos autorais de execução pública musical e também promove algumas campanhas junto a cantores e compositores, como a campanha “Vozes em Defesa do Direito Autoral. E que Vozes!” Essa mobilização conta com o apoio de grandes nomes da música evangélica como Davi Sacer, Andre Valadão e Aline Barros.

O objetivo dessa campanha é alertar a sociedade sobre a importância do pagamento do direito autoral e do uso autorizado da obra musical. Interessados em saber mais sobre essa e outras mobilizações do Ecad podem procurá-los na Expocristã ou acessar o site www.ecad.org.br.

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