Archive for setembro 18th, 2013

18/09/2013

Biografia de cristão lidera as bilheterias e é forte candidato ao Oscar


Eugene Allen pode ser um nome desconhecido da história. Contudo, um mordomo negro que serviu durante 34 anos na Casa Branca, conviveu de perto com 8 presidentes diferentes, certamente tem muitas histórias para contar.

 

Desde o tempo de Harry Truman na década de 1950, quando os negros ainda sofriam segregação, até Barack Obama, o primeiro presidente negro, ele era uma testemunha privilegiada dos acontecimentos mais importantes da história.

 

Nascido em 1919, Allen viu seu pai ser assassinado por causa da cor. Ele teve uma vida pessoal sofrida e morreu em 2010. Essa história só ficará conhecida da maioria das pessoas este ano. Sua biografia foi adaptada para o cinema no longa “The Butler” [O Mordomo], que está por três semanas em primeiro lugar nas bilheterias americanas. O sucesso imediato é confirmado pelo fato de já estar sendo apontado como o principal candidato ao Oscar de 2014.

 

No elenco, Forest Whitaker vive o mordomo e Oprah Winfrey interpreta sua esposa, Gloria. Dirigido por Lee Daniels, o elenco conta ainda com nomes de peso como Jane Fonda, Cuba Gooding Jr, Robin Williams e o cantor Lenny Kravitz.

 

O que chega as telas, porém, não é um relato totalmente biográfico do neto de escravos que chegou a ser o chefe dos empregados da Casa Branca. Renomeado como Cecil Gaines, o mordomo retratado é apenas inspirado na biografia de Eugene Allen. Embora seja uma verdadeira aula de história política, outro aspecto importante de sua vida foi suprimido.

 

Durante quase 60 anos, Eugene Allen foi um membro fiel da Primeira Igreja Batista de Washington, serviu como diácono. Era visto por todos como um homem humilde e de muita fé. Os obreiros da igreja predominantemente negra que conviveram com ele, o descrevem como um “pacificador”. Dedicado, além de recepcionar todo domingo as pessoas que chegavam para o culto, ele arregaçava as mangas e ajudava na cozinha quando haviam jantares especiais.

 

O pastor Robert Hood, que conviveu com Allen declarou: “Ele não foi apenas um serviçal na Casa Branca… também estava fazendo o trabalho do Senhor.”

 

O sucesso nas bilheterias da produção que custou 30 milhões de dólares já arrecadou quase 100, se deve, em parte, aos membros das igrejas de negros americanas. Um trabalho especial de divulgação foi feito para mostrar o lado “religioso” da película.

 

No filme, Cecil e Gloria Gaines são retratados como um casal cristão, com um crucifixo sobre a cama e que leem a Bíblia. Mas o filme faz apenas uma abordagem política, mostrando os duros tempos da segregação racial, passando pela luta dos direitos civis dos negros e lembrando como foi o governo de oito presidentes.

 

O diretor Lee Daniels, que foi criado numa família evangélica, disse que era importante para o filme incluir elementos religiosos. Ele disse que lutou para incluir uma cena que mostra o mordomo num jantar da igreja na qual um coro canta um hino. “Você não pode contar uma história sobre o movimento dos direitos civis, sem a música gospel e os pastores negros”, disse ele. “Isso é impossível”.

 

O filme acaba sendo atrativo para os cristãos, pois mostra uma mensagem positiva de alguém que compartilhava de sua fé, mas está longe de ser um filme “gospel”. Por isso, grupos cristãos questionam por que o estúdio que produziu o longa suprimiu em grande parte a importância da fé de Allen.

 

Talvez como resposta a isso, a empresa The Weinstein Co., contratada para a campanha publicitária, elaborou inclusive um “guia espiritual”, para ser usado pela igrejas interessadas. O material faz um paralelo de temas do filme com reflexão e passagens das Escrituras. O guia afirma em sua introdução: “O objetivo é ajudar a relacionar a comovente história de Cecil Gaines às nossas próprias histórias pessoais enquanto nos esforçamos para viver uma vida cristã mais autêntica.”

 

Até mesmo um trailer diferenciado foi produzido para ser divulgada pela mídia cristã, onde a trilha é uma balada gospel e mostra Whitaker orando na igreja com o áudio “Acho que Deus estava cuidando de nós”. As informações são de Religion News e Washington Post.

 

O filme ainda não tem previsão de estreia no Brasil.

Assista o trailer:

18/09/2013

Sucesso no cinema, filme de terror “Invocação do Mal” foi feito para evangelizar


O filme “A Invocação do Mal” teve uma surpreendente arrecadação de 41 milhões de dólares no final de semana  que estreou nos cinemas americanos. Com grandes expectativas, estreou no Brasil também em primeiro lugar nas bilheterias, impulsionado pelo lançamento numa sexta-feira 13. Foram mais de 4 milhões de arrecadação no país, em 400 salas. Ultrapassou a produção “Aviões”, da Disney, exibido em 628 salas do país, segundo informações divulgadas pela consultoria Rentrak nesta terça (17). Os dados são referentes ao período entre 13 e 15 de setembro.

Com atores desconhecidos e filmado com baixo orçamento, vem chamando atenção da mídia por ser considerado um sucesso inesperado. Também contribuiu o fato de ter como diretor James Wan, da série “Jogos Mortais”. O longa tem todas as características típicas de um filme de horror: portas que rangem, coisas misteriosas que surgem na noite, bonecos assustadoras e o espírito de uma bruxa que se apodera do corpo de uma mãe inocente. Seu diferencial é um personagem inesperado na trama: Deus.

Os irmãos gêmeos Chad e Carey Hayes, cineastas responsáveis pelo roteiro e pela produção, dizem que seu filme não é um “totalmente cristão”, mas sua forte mensagem religiosa deve agradar ao público, pois é um “filme de terror salutar”.

A trama de “Invocação do Mal” é baseada numa ha vida real da família Perron, que são ajudados por Ed e Lorraine Warren, um casal de “consultores de feitiçaria demoníaca”. Em 1971, eles foram chamados para uma antiga fazenda em Rhode Island, que era considerada assombrada. A família, Carolyn e Roger Perron e suas cinco filhas, viveu dez anos no local, em meio à visões, barulhos inexplicáveis e objetos que se moviam sozinhos. Mesmo mais de três décadas depois, eles continuam marcados pela experiência que viveram. A filha mais velha, Andrea, descreveu isso nos três livros que escreveu. Em uma entrevista recente, resumiram a assim a situação: “Vivíamos em um pedaço do inferno. Dez ou doze espíritos eram frequentemente vistos por nós. Havia algo de natureza demoníaca naquela casa”.

Mas os diretores preferiram uma abordagem diferente. “Para enfatizar que dois personagens que tinham uma fé muito forte, nós precisamos fazê-los pregar… apenas tivemos que mostrar isso”, disse Carey Hayes em uma entrevista. ”Sua fé era a ferramenta mais afiada em sua caixa de ferramentas.”

No decorrer do filme, a família Perron sofre com relógios que para todas as noites às 03h07, forças invisíveis que puxavam as pernas das cinco filhas enquanto elas dormem e a misteriosa morte do cão da família. Eles diziam ouvir barulhos assustadores vindos do porão e decidiram buscar ajuda dos Warren.

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Os caça-fantasmas logo identificam e tentam expulsar o espírito maligno da fazenda. Trata-se de um demônio que dizia ser o espírito de uma bruxa que foi queimada no século 19. Atendendo pelo nome de Bate-Seba, essa bruxa toma o corpo e a alma da mãe da família, Carolyn Perron (interpretada por Lili Taylor). A certa altura, Lorraine Warren (interpretada por Vera Farmiga) diz a seu marido Ed (Patrick Wilson) antes de começarem o exorcismo: “Deus nos uniu por uma razão! Fazermos isso.”

Os Hayes, que escreveram o roteiro explicam: “Nós fizemos um filme que não tem nenhum sangue, ninguém morre… e nada de sexo ou linguagem chula”, seu irmão gêmeo Chad acrescentou.

Bobby Downes, presidente dos Estúdios EchoLight diz estar tentando fazer o filme atrair o público cristão e que filmes de terror podem levar as boas novas.

“O evangelho visa compartilhar a ideia de que podemos usar até uma pequena luz para dissipar muitas trevas… Podemos comunicar o evangelho de uma forma que é atraente para um público não acostumado com a mensagem [cristã]. Acho que não podemos nos limitar pelo gênero”, defende.

A EchoLight associou-se à gigante Warner Bros, que deseja que seus filmes atraiam o público religioso. Embora os verdadeiros Ed e Lorraine Warren eram católicos devotos, os irmãos Hayes são evangélicos e dizem estar conscientes das forças demoníacas e da batalha espiritual existente no mundo. Para eles, isso também é realidade em Hollywood. “Temos visto coisas nesses meio que gostaria de nunca ter visto”, enfatiza Chad.

Ele termina a entrevista citando o Livro de Efésios: “a nossa luta não é contra pessoas, mas contra os poderes e autoridades, contra os dominadores deste mundo de trevas, contra as forças espirituais do mal nas regiões celestiais… Se você pensar bem, nosso filme se encaixa nisso.”

A produção é considerada um sucesso, pois custou US$ 20 milhões e já arrecadou mais de 10 vezes o valor em cinemas de diversos países. Uma sequência já foi anunciada, mas não há detalhes sobre o roteiro ainda.

Com informações de Religion News, IG e Cinema UOL.

Assista o trailer:

18/09/2013

Evangélico comanda presídio e unidade se torna modelo


Evangélico comanda presídio e unidade se torna modelo O presídio de Sapé, cidade localizada a 55 km de João Pessoa, na Paraíba, é dirigido por Antônio Silva Neto, 46 anos, evangélico da Igreja Universal o Reino de Deus que tem feito da unidade um modelo de gestão para todo o Estado.

Silva Neto implantou um modelo de qualificação para os detentos e o método tem gerado tantos resultados que o presídio passou a ser referência e o diretor tem viajado para diversas cidades brasileiras para palestrar sobre administração prisional.

Mas antes de chegar ao sucesso profissional, o evangélico passou por momento de muito sofrimento, um tiro acidental tirou a vida de sua esposa e por este motivo, ele como policial militar, foi condenado a 15 anos e 8 meses de prisão.

Nascido em Patos, também na Paraíba, Silva Neto teve bom comportamento e logo teve a pena reduzida para o regime semiaberto passando a trabalhar como vigilante da Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB) e em 2011 passou a atuar como diretor da cadeia pública em Sapé.

“Fui muito criticado por colegas que integram a Segurança, mas, graças a Deus, venho desempenhado meu trabalho com sucesso e isso me fez ser convidado para participar de seminários e palestras no país e até mesmo na Bolívia, abordando o modelo de administração prisional”, diz.

Em Sapé os presidiários podem terminar o ensino fundamental ou médio e também participar de cursos de culinária, pintura, artesanato e outros. Fora isso, o presídio de Silva Neto é o que tem o menor índice de reincidência. “De 100 presos liberados, apenas dois retornam”, diz. Com informações Portal Correio e Eu sou a Universal.

Assista ao vídeo onde o diretor do presídio de Sapé comenta sobre seu trabalho modelo:

 

18/09/2013

Silas Malafaia comenta prisão de lésbicas durante culto de Feliciano


Silas-Malafaia 1O pastor Silas Malafaia escreveu um texto em seu site Verdade Gospel comentando sobre a prisão de duas jovens que foram presas por se beijarem durante a pregação do pastor Marco Feliciano no último domingo (15) na cidade de São Sebastião, litoral de São Paulo.

Feliciano percebeu a movimentação dos ativistas, uma das jovens era a organizadora do “beijaço gay” que pedia a saída do pastor da Comissão de Direitos Humanos e Minoria da Câmara (CDHM), e pediu para que a polícia retirassem as jovens que estavam desrespeitando o local de culto.

Para Malafaia a atitude mostra que o ativismo gay é intolerante e não sabe respeitar quem diverge de suas práticas. O pastor também criticou a atitude da imprensa que, ao noticiar o caso, tomou partido colocando o deputado como o grande vilão da história.

Para o apresentador do Programa Vitória em Cristo o caso não foi encerrado da forma como se deveria, pois baseado na lei as jovens cometeram um crime e mereciam ser presas.

“Essas duas lésbicas mereciam ir para a cadeia porque cometeram dois crimes. Um, contra a lei maior, a Constituição Brasileira, que no artigo 5º, no inciso 6″, diz ele citando o trecho que garante a proteção do Estado ao local de culto. O segundo crime seria o de perturbar e escarnecer o local de culto como está previsto no Artigo 208 do Código Penal.

“Isto é apenas um pequeno sinal do que eles desejam impor à sociedade e o que eu lamento é que ainda tem muitos pastores e cristãos que estão na cegueira espiritual e não conseguem ver a trama diabólica para nos obrigar a aceitar suas práticas.”

18/09/2013

Cláudio Duarte lança canal no YouTube


Cláudio Duarte lança canal no YouTube Cláudio Duarte, pastor conhecido por suas palestras sobre sexualidade e por usar o humor para atrair a atenção do público ao explicar valores cristãos, divulgou através das redes sociais que está estreando um canal no YouTube que se chamará “Um pastor cheio de graça”.

Auxiliar da Igreja Batista Monte Horebe em Campo Grande, Rio de Janeiro, o extrovertido pastor promete abordar temas polêmicos com a mesma linguagem engraçada usada em suas palestras. Enquanto vários de seus vídeos são compartilhados pelas redes sociais, e multiplicam-se os convites de igrejas, ele pretende alcançar mais pessoas através dos vídeos publicados na internet.

“Toda a segunda às 11 da manhã um novo vídeo estará sendo postado. Compartilhe com suas redes sociais. Diversos temas estarão sendo abordados, polêmicos, é verdade. Mas de uma forma bem divertida, bem extrovertida. Com certeza vale a pena estar conosco participando e principalmente compartilhando com suas redes sociais”, disse o pastor.

Na estreia do novo projeto Duarte fez comentários engraçados sobre o tema “Cerveja zero” e foi enfático ao afirmar que é totalmente contra o consumo de cerveja, mas destacou que não pode considerar pecado, pois a Bíblia condena a embriaguez e não o consumo.

Assista:

18/09/2013

Encontrada casa de sumo sacerdote dos tempos de Jesus


Encontrada casa de sumo sacerdote dos tempos de JesusEm alguns locais de Israel, descobertas arqueológicas não são novidade. O Monte Sião, local mencionado na Bíblia cerca de 150 vezes sempre gerou discussões sobre sua localização exata, pois tornou-se sinônimo de “local sagrado”.

Uma nova descoberta foi divulgada esta semana por Shimon Gibson, arqueólogo britânico que lidera uma equipe da Universidade da Carolina do Norte (UCN). O estudioso descobriu em 2000 uma caverna em Ein Karim, que ficou conhecida por “A gruta de São João Batista”, que embora questionada, trouxe um novo entendimento sobre certas questões culturais do tempo de Jesus.

Agora, ele e o doutor James Tabor, especialista da UCN em história cristã primitiva, acreditam que a descoberta de uma habitação pode oferecer importantes informações históricas. Na época de Jesus, no alto do Monte Sião ficava o palácio de Herodes. Logo abaixo, estava a área onde moravam as pessoas das classes mais privilegiadas, representantes escolhidos pelos dominantes romanos.

A equipe de arqueólogos acredita que a descoberta de uma mansão da época do segundo templo, possivelmente pertenceu a um membro da casta sacerdotal judaica dominante. Para eles, é possível aprender muito sobre como viviam os sacerdotes do Templo de Jerusalém na época de Jesus.

O local possuía uma câmara separada que se acredita ser um tipo de banheiro, com uma larga banheira ao lado de uma piscina ritual de purificação (micvê). Para Gibson, esse banheiro “extra” é um sinal claro da riqueza e importância de seu morador.

“O banheiro é muito importante porque, até agora, os poucos que encontramos ficavam dentro de edifícios palacianos, portanto, associados com os governantes”, esclarece.

A semelhança dessa estrutura com outras semelhantes fazem o arqueólogo asseverar: “Nossa teoria de trabalho é que estamos lidando com uma família sacerdotal”. Todos os indícios apontam para a residência do sumo-sacerdote, embora ainda não seja possível estabelecer com precisão. Embora o Antigo Testamento falasse sobre apenas um, os relatos dos Evangelhos mostra que existiam dois na primeira metade do século 1.

O aspecto incomum da descoberta reside no fato de estar fora da estrutura do palácio, o que fortaleceria a hipótese que pertenceu a sacerdotes sujeitos ao Império romano, mas que não se afastavam da sua condição de judeu. “Quem viveu nesta casa era um vizinho e teria acesso ao governante que morava no palácio”, especula.

Embora ainda cauteloso, por ser uma descoberta muito recente, James Tabor acredita que “Se esta realmente for a residência sacerdotal de uma rica família judia do primeiro século, imediatamente nos conectará não apenas com a elite de Jerusalém, mas com o próprio Jesus… Estas são famílias que viram Jesus ser preso e crucificado, então é importante conhecermos mais sobre eles e sua vida doméstica, além do nível de sua riqueza”.

Embora os artefatos encontrados ainda estejam passando por uma avaliação, um conjunto de itens, em particular, intriga os pesquisadores. Ali está o maior número de conchas de murex já encontrado nas ruínas de Jerusalém datadas do primeiro século. O murex é um molusco encontrado no mar Mediterrâneo, altamente valorizado no tempo dos romanos por causa da tintura roxa que era extraído da criatura ainda viva.

Em hebraico, a tinta roxo-avermelhada era denominada argaman e a roxo-azulada, tekhelet. Ambas vinham de espécies semelhantes do molusco, sendo usada em vestes de reis ou de funções rituais. O nome em latim era púrpura, pigmento mencionado na Bíblia. Esta tinta tinha grande valor por não desbotar e por serem necessários milhares de caramujos para se extrair algumas gramas da substância.

“A fabricação de corante parece ser algo supervisionado pela classe sacerdotal, em especial para os paramentos sacerdotais”, esclarece Gibson. “Se essas atividades domésticas eram realizadas pelos sacerdotes, iremos conhecer muito mais sobre eles do que sabíamos antes… os textos rabínicos concentravam-se em suas atividades na área do templo judeu, mas não há muito conhecimento sobre suas atividades fora do recinto sagrado”. Curiosamente, a descoberta surge poucas semanas após ser anunciado que Israel já tem novos sacerdotes preparados para fazer os sacrifícios no Terceiro Templo, incluindo as vestes, os instrumentos e as peças rituais.

murex Encontrada casa de sumo sacerdote dos tempos de Jesus

Os detalhes sobre a vida dessa classe importante no judaísmo do primeiro século podem ajudar os estudiosos do Novo Testamento, ressalta Tabor. “Jesus, de fato, criticava a riqueza dessa classe. Fala criticamente sobre suas roupas e suas longas vestes… Portanto, nos ajuda a compreender melhor como eles eram”.

Gibson complementa, lembrando que as tradição bizantinas do quarto século apontam para essa área a localização da mansão do sumo-sacerdote Caifás, ou talvez Anás, mencionados nos Evangelhos”, disse Gibson.

“Naqueles dias, as famílias podiam se reunir em grandes complexo, que poderiam ter até 20 quartos e vários andares diferentes”. Segundo o NT, Jesus foi preso e julgado num cômodo da casa do sumo-sacerdote que era capaz de hospedar todo o sinédrio, cerca de 70 pessoas.

Um dos mais importantes aspectos da boa conservação do local é que o Monte Sião ficava longe da área onde o imperador romano Adriano reconstruiu Jerusalém, em 135 d.C. A capital de Israel nos tempos de Jesus foi destruída pelo exército romanos no ano 70 e ficou desocupada por quase 65 anos.

Embora Gibson seja reticente em determinar quem morava ali, ela acredita que após a investigação terminar, dentro de alguns meses, será aberto aos visitantes que desejam ver as ruínas. No momento, as estruturas frágeis que foram estabilizadas através de procedimentos de conservação, mas a área continua perigosa para pessoas sem treinamento entrarem.

Com informações Science Codex e James Tabor.

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