Archive for ‘POLÍTICA’

13/03/2019

A missionária sueca perseguida no Brasil, internada em hospício e ‘esquecida’ pela História


Frida Maria Strandberg Vingren morreu aos 49 anos, no dia 30 de setembro de 1940, na Suécia, nos braços da filha. Abatida, ela pesava 23 quilos.

Frida Maria Strandberg Vingren morreu aos 49 anos, no dia 30 de setembro de 1940, na Suécia, nos braços da filha. Abatida, ela pesava 23 quilos.

No decorrer dos cinco anos anteriores, entre idas e vindas em um hospital psiquiátrico de Estocolmo, a missionária sueca perdera quase 40 quilos. Ela fora internada pela primeira vez no dia 12 de janeiro de 1935, levada da estação central da cidade, quando tentava tomar um trem que a levaria para Portugal – de onde, acredita-se, pegaria um navio de volta para o Brasil.

Casada com o sueco que fundou, em Belém do Pará, a Assembleia de Deus, Frida se tornou uma das mais importantes lideranças da igreja no decorrer dos 15 anos em que esteve no Brasil. Ajudou a construir o ministério no Rio de Janeiro, comandava um jornal e pregava em praça pública.

Suas atribuições – muitas até então reservadas apenas aos homens –, entretanto, desagradaram pastores brasileiros e suecos, fizeram com que ela fosse perseguida e pressionada a voltar a seu país de origem, onde teve um fim trágico.

história da missionária passou décadas esquecida e, nos últimos anos, vem sendo resgatada tanto na Suécia quanto no Brasil. Foi tema de livro, de tese de doutorado e voltou a alimentar o debate – atual e ainda polêmico – sobre o papel da mulher na Assembleia de Deus, a maior religião pentecostal do país, com 12 milhões de fiéis.

Belém do Pará, onde tudo começou

Frida embarcou para Belém em 1917, aos 26 anos, enviada pela Igreja Filadélfia, uma denominação pentecostal baseada em Estocolmo.

Veio para juntar-se a Gunnar Vingren, que, sete anos antes, havia fundado a Assembleia de Deus no Brasil. Eles haviam se conhecido naquele mesmo ano, quando o missionário estava na Suécia para arrecadar fundos e visitar a família.

“Ele conta a ela sobre a missão e ela se apaixona pela ideia do Brasil”, diz Valéria Vilhena, pesquisadora da Universidade Metodista, que baseou o doutorado na vida da missionária e que lança neste ano um livro sobre sua história.

Frida, Gunnar e dois filhos

 chegou ao Brasil sete anos antes de Frida, em 1910; o casal teve seis filhos

Três meses depois de desembarcar no Norte do país, ela se casa com Gunnar, em uma cerimônia realizada pelo pastor sueco Samuel Nyström, que, ironicamente, se tornaria um de seus maiores antagonistas.

No início, Frida restringe seu trabalho aos serviços sociais da igreja, tradicionalmente entregues às mulheres. Cuidar dos filhos, zelar pelos órfãos, visitar os idosos e os doentes.

A jovem ia com frequência aos centros afastados que isolavam pacientes com hanseníase do restante da população – os chamados leprosários, que surgiram no Brasil naquela época –, diz Kajsa Norell, jornalista sueca autora de Halleljua Brasilien!, lançado em 2011, que conta a história do surgimento da Assembleia de Deus no Brasil.

O marido, missionário “por vocação”, na definição de Vilhena, estava constantemente viajando, buscando expandir o trabalho da igreja. A saúde frágil fazia com que ele quase sempre voltasse para casa doente. As particularidades da região que escolheu para pregar não ajudavam: pegou malária diversas vezes.

“Ele ficava muito tempo de cama”, diz o sociólogo Gedeon Freire de Alencar, autor de Matriz Pentecostal Brasileira: Assembleias de Deus, 1911-2011 e um dos primeiros a redescobrir a história de Frida, no início dos anos 2000.

Com o tempo, a missionária assume cada vez mais as atribuições de Gunnar em Belém. Talentosa, ela começa a traduzir os hinos da igreja sueca para o português. Canta, toca e começa a pregar.

“Ela transforma os boletins entediantes dos missionários (publicados nos jornais da igreja sueca) em histórias incríveis. Um dos textos conta sobre a prisão que ela visitava toda semana em Belém, que mantinha 200 garotos entre cinco e 20 anos de idade, alguns que estavam ali simplesmente por não terem pai”, conta Norell, que passou meses entre os arquivos da Igreja Filadélfia, mantidos em um castelo nas redondezas de Estocolmo.

Frida com presos

Direito de imagemACERVO CPAD-CEMPImage captionFrida na escola dominical em que lecionava, em uma prisão no Rio de Janeiro

Frida passa então a bater de frente com o pastor Samuel Nyström – à frente do jornal da Assembleia de Deus, batizado de Boa Semente –, que era radicalmente contra que as mulheres pudessem pregar.

Em sua correspondência com a liderança da igreja na Suécia, Nyström passa a reclamar da missionária em toda oportunidade que lhe aparece. “Nas cartas que escrevia a Lewi Pethrus (uma das maiores figuras do pentecostalismo sueco) o tom é de fofoca mesmo: ‘Hoje ela fez isso e isso, ontem foi isso e isso'”, afirma Norell.

Em 1924, com quatro filhos, o casal Frida e Gunnar decide então se mudar para o Rio de Janeiro para fundar um novo ministério. “Eles decidem sair de Belém porque a tensão já era insustentável”, ressalta Vilhena.

 

O ministério feminino no Rio de Janeiro

Na capital carioca, Frida expande seu trabalho. Torna-se a primeira mulher da religião a dirigir uma escola bíblica dominical, fundada em uma prisão, e inicia o jornal Som Alegre, através do qual passa a defender o ministério feminino.Frida

Seus textos citam com frequência trechos da Bíblia que, em sua visão, deixavam claro que as mulheres poderiam pregar, ensinar ou doutrinar.

O comportamento desagrada também pastores brasileiros, incluindo Paulo Leivas Macalão, gaúcho, de família abastada e com tradição militar, que estava à frente da Assembleia de Deus Madureira, hoje uma das maiores do país.

“Parte dos pastores da igreja no Rio de Janeiro já não queria se submeter a sueco pobre e semiletrado. A mulher, muito pior”, acrescenta Alencar.

Ele lembra que, no início do século 20, a Suécia era um país pobre, onde a igreja luterana era a religião oficial. Perseguidos, os pentecostais migraram especialmente para os Estados Unidos. Os que vieram para o Brasil escolheram Belém porque, na época, graças à riqueza gerada pela borracha, era uma das cidades mais ricas do país.

A convenção de 1930 e o ‘enquadramento’

As tensões culminam na convocação da primeira grande convenção da Assembleia de Deus, realizada no dia 12 de julho de 1930, em Natal (RN).

“O motivo da convocação foi Frida”, destaca Isael Araújo, pastor da Assembleia de Deus em Niterói e autor da biografia Frida Vingren, lançada em 2014.

No encontro, os pastores definiram as atividades que poderiam ser desempenhadas pelas mulheres na igreja. Elas não chegaram a ser expressamente proibidas, por exemplo, de pregar – mas a atribuição não estava na lista do que as religiosas “tão somente” poderiam fazer.

“Foi um enquadramento”, acrescenta Araújo, que foi chefe do Centro de Estudos do Movimento Pentecostal (CEMP) da Casa Publicadora das Assembleias de Deus (CPAD). Em todo o processo, Gunnar ficou ao lado da esposa e defendeu o ministério feminino, mas foi voto vencido.

Nos meses que se seguiram, a situação ficou pior. Frida usou seu espaço no jornal da Assembleia para desafiar as decisões tomadas na convenção e para pedir que as mulheres não recuassem. “Um dos textos dessa época tinha como título ‘Deus nos convoca para a guerra’. Era uma demonstração direta de insubordinação”, diz Alencar.

Frida Strandberg Vingren

Direito de imagemACERVO CPAD-CEMPImage captionPressionada, Frida deixa o Brasil em 1932

O clima de conflito fica claro nas cartas trocadas entre os missionários e em outros

documentos da época: “Eles (os missionários brasileiros) precisam de homens. De preferência, com as mesmas qualidades de liderança como a de Frida e Adina (Nelson, esposa de Otto Nelson), mas do sexo masculino”, escreve o pastor A.P. Franklin no jornal da igreja na Suécia, chamado The Harald.

A situação escalou depois de um suposto caso de adultério de Frida com um brasileiro. Apesar de não haver uma confirmação documental do romance que a missionária teve com o rapaz, bem mais novo que ela, os indícios levam a crer que isso de fato aconteceu.

“Eu realmente acredito que seja verdade”, diz Norell, que entrevistou um dos filhos de Frida e algumas de suas netas enquanto escrevia o livro e que identificou o assunto em cartas enviadas à Suécia “por pessoas que não eram hostis a ela”.

O pastor que era ‘uma mistura de Edir Macedo com Silas Malafaia’

A situação fica insuportável no Brasil e, em de 1932, o casal, que na época tinha seis filhos, decide retornar à Suécia. Antes de partir, contudo, eles perdem a filha mais nova – e Gunnar morre pouco tempo depois de chegar à Europa.Frida e Gunnar (esq.) foram casados pelo pastor Samuel Nyström (dir.), que viveu no Brasil com a esposa, Lina (também na foto)

Direito de imagem’HALLELUJA, BRASILIEN!’/CORTESIA KAJSA NORELLImage captionFrida e Gunnar (esq.) foram casados pelo pastor Samuel Nyström (dir.), que viveu no Brasil com a esposa, Lina (também na foto)Frida quer retomar a vida de missionária, mas a liderança da igreja no Brasil não aprova seu retorno. Na Suécia, suas aspirações também são tolhidas por Lewi Pethrus, um dos maiores líderes da igreja pentecostal no país.

Inimigo poderoso, ele era “mistura de Edir Macedo com Silas Malafaia”, define o pastor Araujo. A comparação com o fundador da Igreja Universal do Reino de Deus, denominação neopentecostal, e com o pastor do ministério Vitória em Cristo, ligado à Assembleia de Deus, dá conta do espírito “empreendedor” de Pethrus e de sua postura muitas vezes polêmica.

Em 1964, Pethrus fundaria o partido democrata-cristão sueco – o Kristdemokraterna (KD) –, de centro-direita.

Diante dos reiterados pedidos de Frida, o líder afirma que seu trabalho no Brasil havia prejudicado a missão e dá-lhe um não definitivo.

Ela levanta então recursos por conta própria e decide ir para Portugal.

O hospício e o esquecimento

Detida na estação de trem de Estocolmo, ela já sai com uma camisa de força em direção ao hospital psiquiátrico.

A igreja lhe tira a guarda dos filhos e doa todos os seus pertences.

Para Kajsa Norell, é difícil dizer se, naquele momento, Frida realmente tinha algum tipo de doença psiquiátrica. “Ela estava esgotada, física e mentalmente, já tinha tido malária no Brasil e, provavelmente, sofria de alguma doença na tireoide”.

Em nenhum dos prontuários médicos, contudo, há o diagnóstico de que ela sofria de algum distúrbio mental.

Frida Strandberg Vingren

Direito de imagemACERVO CPAD-CEMPImage captionFrida morreu aos 49 anos

Durante sua pesquisa, a autora percebeu “alguma coisa estranha” nos olhos de Frida. Quanto mais recente a fotografia, mais saltados eles pareciam. A partir dos registros médicos da missionária, especialistas concluíram que ela tinha possivelmente hipertireoidismo – doença que provavelmente a matou.

Para o pastor Araújo, o conflito direto com as maiores lideranças da igreja está entre as razões para o ‘esquecimento’ de Frida. Ele nega que a biografia, publicada pela editora da Assembleia de Deus, seja uma ação de reparação à missionária.

“Gunnar Vingren, o pioneiro da igreja, já tinha uma biografia. A esposa, ainda não. Não quis fazer uma biografia crítica, porque não sou sociólogo”, justifica.

Ele diz ter se deparado com a história quando trabalhava no Dicionário do Movimento Pentecostal, em 2007, e viajou à Suécia em 2008. Os diários de Gunnar e parte do acervo que estava com a família, incluindo fotos, hoje se encontram no Brasil.

Na Suécia, a Igreja Filadélfia foi confrontada com a trajetória de Frida quando o livro de Kajsa Norell foi lançado.

“Aquilo era uma novidade completa para nós”, diz Gunnar Swahn, que foi secretário de missões da Igreja Filadélfia até recentemente, quando se aposentou. “Foi horrível o que fizeram com ela. Muita gente ficou chocada com a forma como ela foi tratada pelas antigas lideranças”.

O livro, ele acrescenta, se soma a outras obras publicadas nos últimos anos na Suécia que revelam traços e atitudes polêmicas de Lewi Pethrus, em relação ao qual a igreja tem hoje uma postura crítica. “Digamos que ele não é idolatrado pelos fiéis, apesar de ainda ser uma figura importante”.

Igreja Filadélfia, em Estocolmo

Direito de imagemSIMEON HAGSTRÖM/CORTESIAImage captionA Igreja Filadélfia, que mandou Frida para o Brasil, tem hoje visão bastante crítica em relação a Lewi Pethrus, um dos maiores líderes da denominação e poderoso inimigo da missionária

Questionado sobre as mulheres, se elas hoje podem ser pastoras, ele se apressa: “Ah, sim! Nós gostamos de pensar que somos uma igreja progressista.”

A BBC News Brasil não teve retorno da Assembleia de Deus Belém sobre o pedido de entrevista e não conseguiu contato com a Assembleia de Deus Madureira, no Rio de Janeiro.

A Assembleia de Deus e as mulheres

As mulheres têm ganhado cada vez mais espaço dentro das Assembleias de Deus no Brasil, diz Alencar. Essa tendência, contudo, é bastante assimétrica nas diferentes regiões do país, justamente pelas características da religião.

Ao contrário da Igreja Católica, bastante hierarquizada, sua estrutura é congregacional. “É como se fosse uma democracia direta”, compara o sociólogo. Cada congregação define suas liturgias, “tem lugar que aceita mulher, tem lugar que não aceita”.

Em 2005, ele exemplifica, o pastor Manoel Ferreira – filiado ao PSC e presidente da Convenção Nacional das Assembleias de Deus no Brasil – Ministério de Madureira (Conamad) –, ao consagrar Jairo Manhães como pastor, acabou consagrando, sem aviso prévio, sua esposa, Cassiane – “cantora gospel de sucesso e milionária”.

Depois disso, afirma Alencar, todas as esposas de pastores do ministério de Madureira também foram ordenadas como pastoras. “Já a minha igreja, a Betesda, consagra pastoras desde 1994”, ele acrescenta.

Fonte: BBC Brasil

29/10/2015


Imagem redimensionadaDeputados apresentaram nesta segunda-feira (26) recursos para levar o projeto do Estatuto da Família (PL 6583/13) à votação no Plenário da Câmara. A proposta foi aprovada em comissão especial no último dia 8 e, por tramitar em caráter conclusivo, seguiria diretamente para o Senado.

A deputada Erika Kokay (PT-DF) e o deputado Jean Wyllys (Psol-RJ), no entanto, conseguiram as assinaturas necessárias para solicitar a análise do projeto em Plenário. Não há prazo para essa votação e quem define a data é o presidente da Câmara. Em caso de aprovação do recurso, o Plenário da Câmara terá de votar o estatuto. Já em caso de rejeição do recurso, o estatuto seguirá para o Senado.

O texto causa polêmica por definir família como o núcleo formado a partir da união entre um homem e uma mulher. Erika Kokay argumenta que o estatuto deixa de contemplar vários arranjos familiares presentes no Brasil, como a união entre pessoas do mesmo sexo, já reconhecida pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Imagem redimensionada“Esse estatuto define uma lógica de família que exclui as demais e as joga no limbo do processo de discriminação. Com o recurso, é suspenso o poder conclusivo e, enquanto ele não for apreciado, o projeto não caminha para o Senado. Penso que a Câmara, na sua maioria, não vai concordar com um projeto que é obscurantista e inconstitucional, porque o Supremo já decidiu sobre isso”, afirmou a deputada.

Na apresentação dos recursos de Erika Kokay e Jean Willys, nesta segunda-feira, vários representantes de movimentos sociais, principalmente LGBTs, fizeram manifestação na Câmara, com palavras de ordem e cartazes em que classificam o Estatuto da Família de “discriminatório”, “homofóbico”, “machista”, “patriarcal” e “inconstitucional”.

O Estatuto da Família foi aprovado na comissão especial com o apoio maciço das bancadas religiosas, sobretudo a evangélica.

Expectativa de aprovação

O relator da matéria, deputado Diego Garcia (PHS-PR), afirmou que o recurso para apreciação em Plenário já era esperado e não deve reverter a tendência de aprovação do texto na Câmara. “Estamos muito bem seguros de que o texto apreciado no Plenário também será aprovado com grande maioria. É uma oportunidade de a sociedade brasileira saber o que cada parlamentar pensa a respeito de todos os ataques que a família vem sofrendo no dia a dia”, disse.

O estatuto também trata de direitos da família e das diretrizes das políticas públicas voltadas para valorização e apoio à “entidade familiar”. O projeto cria ainda os Conselhos da Família, que seriam órgãos permanentes e autônomos com poder para auxiliar na elaboração de políticas públicas, além de acompanhar e fiscalizar sua implementação.

Íntegra da proposta:

PL-6583/2013

Fonte: Agência Câmara Notícias

26/10/2015

Campanha “Ore pela sua polícia” começa este mês


ORE PELA SUA POLICIAAconteceu neste domingo (25) a quarta edição da campanha Ore Pela Sua Polícia, realizada pelos PMs de Cristo.

A mobilização tem como objetivo mobilizar a comunidade evangélica para clamar pela  Segurança Pública, mas este ano além de convocar os moradores do Estado de São Paulo, a campanha se estende para todo o Brasil.

Serão 52 dias de oração até o dia 15 de dezembro, aniversário da Polícia Militar. Até lá serão realizados uma série de eventos e ações práticas, como vigílias, cultos temáticos, ronda missionária, além de entregas de devocionais personalizados para a PM em várias unidades policiais, dentre outras ações.

Os eventos são organizados e promovidos pelos Núcleos PMs de Cristo em parceria com igrejas locais, voluntários e colaboradores e devem acontecer em diferentes partes do Estado de São Paulo.

“Conclamamos toda a comunidade cristã a se posicionar como bons soldados de Cristo, em oração, para buscarmos juntos a face de Deus e intercedemos pelas autoridades da Segurança Pública e pela transformação do Brasil”, afirmou o presidente da missão PMs de Cristo, Coronel PM Alexandre Marcondes Terra.

A campanha traz como versículo tema 2 Crônicas 7:14 que diz: “E se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar, e orar, e buscar a minha face e se converter dos seus maus caminhos, então eu ouvirei dos céus, e perdoarei os seus pecados, e sararei a sua terra”.

A igreja que desejar participar da campanha pode inserir na programação de culto semanal, até 15 de dezembro, um período de oração pelas autoridades da Segurança Pública e pela transformação do Brasil; assumir um dia ou mais de oração (relógio 24 horas) entre os membros; além de orar, visitar policiais enfermos, viúvas e órfãos da família policial militar.

Além disso, as igrejas interessadas ainda poder participar patrocinando a entrega do devocional personalizado para a PM na unidade policial da comunidade. Para saber mais sobre a campanha acesse o http://www.pmsdecristo.org.br.

08/10/2015

Magno Malta anuncia criação de partido e quer ser presidente da república


MAGNO_MALTAO senador Magno Malta (PR-ES) não esconde que pretende disputar a presidência da República. Ano passado, lançou sua pré-candidatura, mas não teve apoio do seu partido, que seguiu na base de apoio a Dilma.

Em um encontro com líderes cristãos neste final de semana, o senador anunciou que está trabalhando para criar uma nova legenda. Ela atenderá pelo nome de Partido da Valorização da Vida.

Malta dará início esta semana a uma campanha nacional para recolher assinaturas. Já foi feito o registo do partido em um cartório de Brasília. No ano que vem deve apresentar todos documentos necessários para o Tribunal Superior Eleitoral.

O nome reflete a postura que sempre pautou a atuação política do pastor que trabalhou anos com a recuperação de drogados. Seu discurso será “conservador e cristão”. As pautas são as mesmas que marcaram seus discursos: contra aborto, eutanásia, armas e legalização das drogas. É a favor da redução da maioridade penal.

Em um de seus discursos no Senado, deixou claro sua postura: “Se a família vai bem, a sociedade vai bem; se a família vai bem, a escola vai bem; se a família vai bem, a Forças Armadas vai bem (…) se a família vai mal a sociedade vai mal. Nosso grande drama foi ter excluído a família de tudo”.

Com as mudanças na lei eleitoral, a legenda poderá atrair até março de 2016 políticos de outros partidos para concorreram a cargos nas próximas eleições. O projeto é lançar candidatura própria ao Planalto em 2018.  Nas últimas eleições, ele apoiou pastor Everaldo, que concorreu pelo PSC. Com informações UOL

04/10/2015

Netanyahu cala Assembleia da ONU ao denunciar acordo nuclear com Irã


xbenjamin-netanyahuCerca de 24 horas após o presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, afirmar diante da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas, que pode abandonar os acordos de paz,  quem usou a palavra foi o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu.

Em um discurso considerado histórico, calou durante cerca de 45 segundos os representantes diplomáticos ali reunidos. Netanyahu denunciou o acordo nuclear das potências mundiais com o Irã.

Ele disse que aquele tempo devia servir para que o mundo “pensasse no que fez” em relação às ameaças de Teerã de destruir o Estado judeu. O silêncio do auditório, ironicamente, parece ter falado mais alto.

O premiê afirmou que seu governo “fará de tudo” para defender-se e reiterou que seu país está pronto a retomar “imediatamente” as conversas sobre paz com os palestinos.

“Após 70 anos do assassinato de 6 milhões de judeus, líderes iranianos prometem destruir meu país, matar meu povo. A resposta desta assembleia, de quase todos os governos aqui presentes, foi inexistente. Silêncio total. Silêncio ensurdecedor”, enfatizou.

Deixou ainda uma mensagem aos líderes do Irã: “seu plano para destruir Israel fracassará. E esta é a minha mensagem aos países da ONU: sejam quais forem as resoluções que vocês adotarem neste local, Israel fará todo o possível para defender seu Estado e seu povo”.

Netanyahu lembrou que as Nações Unidas são sempre rápidas em criticar e se postar contra Israel, mas tem falhado em impedir a morte de cerca de 300.000 civis na Síria.

Apesar das dificuldades crescentes nas relações com o governo Obama, o primeiro-ministro israelense tem uma visita agendada na Casa Branca mês que vem. Com informações de Jerusalém Post

Assista:

02/10/2015

Malafaia acusa imprensa de parcialidade sobre o Estatuto da Família: “Defendem o ativismo gay”


Pastor-Silas-MalafaiaO pastor Silas Malafaia comentou de forma bastante crítica a postura da imprensa ao noticiar a aprovação do projeto apelidado de Estatuto da Família pela Comissão Especial da Câmara dos Deputados. De acordo com o líder evangélico, o tom adotado foi tendencioso.

“A imprensa, de maneira quase que absoluta, negou a verdade dos fatos. Eu creio que a imprensa está aí para dar notícia, como ela é. A imprensa não está aí para defender esse ou aquele. Mas, eu lamento que a imprensa brasileira, na sua grande maioria, defende sim o ativismo gay e as causas gay”, observou.

Ressaltando ser um defensor da imprensa livre, o pastor chamou atenção para o que entendeu ser um excesso, já que a aprovação do Estatuto da Família na Comissão Especial foi uma reafirmação do que prega a carta magna do país.

“Qual é a questão do estatuto da família? A imprensa acusou ‘os deputados foram contra a decisão do STF’. Que papo é esse? O que está na Constituição brasileira, que é a lei máxima do país? Artigo 226, parágrafo 3º: a Constituição brasileira reconhece de família homem e mulher […] Isso está na Constituição. Quem te falou que o Supremo Tribunal Federal está acima da Constituição?”, afirmou, lembrando a concessão do direito à união civil dos homossexuais pela corte máxima do Poder Judiciário.

Malafaia aproveitou para desafiar os ativistas gays a buscarem as vias legais para o reconhecimento das uniões homossexuais como família: “Eu falei pro líder do ativismo gay, o Toni Reis, na audiência pública da Comissão [Especial] do Estatuto da Família o seguinte: ‘Se vocês querem que a Constituição considere família dois homens ou duas mulheres, reúna 308 deputados, faça uma PEC (Projeto de Emenda Constitucional) e mude. Se não, meu querido, isso é vergonhoso’”, afirmou o pastor.

A ideia de que é necessário mudar leis para atender determinados grupos foi ironizada pelo pastor: “Então, é uma desmoralização da Constituição para atender a um grupo. Vamos fazer o seguinte: libera tudo que é droga, porque só no estado do Rio de Janeiro tem mais de um milhão de dependentes. Vamos contra as leis porque tem um grupo que está praticando. Que conversa é essa?”, questionou.

“Vamos falar a verdade: a Comissão [Especial] do Estatuto da Família concordou com o que está escrito na Constituição, que reconhece como entidade familiar [um núcleo] constituído por homem e mulher”, pontuou, acrescentando: “A imprensa não pode estar a favor de A ou B. Vamos dar a notícia como ela é”. Assista:

26/06/2015

Ex-gays contam suas histórias na Câmara a convite de Marco Feliciano


xjoide-miranta-300x200.jpeg.pagespeed.ic.nDNdmtVoVUMarco Feliciano (PSC-SP) realizou na Comissão de Direitos Humanos da Câmara desta quarta-feira (24) uma sessão para ouvir oito pessoas que abandonaram a prática homossexual e alguns especialistas no assunto.

A audiência pública convocada pelo parlamentar com pastores e psicólogos para debater a vida de quem deixa de ser gay tem o objetivo de combater o preconceito sofrido por aquelas pessoas que decidiram não ser mais gays.

Para a audiência foram convidados três pastores, uma missionária, dois psicólogos, um estudante de teologia, e uma estudante de psicologia. Além dos convidados, durante a sessão representantes do Conselho Federal de Psicologia (CFP) distribuíram um material sobre o posicionamento da entidade.

O CFP proíbe os profissionais da área de abordarem o tema. Durante a audiência, o vice-presidente do órgão, Rogério de Oliveira Silva, lembrou que o conselho proíbe os psicólogos do país de tratar de casos de homossexualidade, sob ameaça de punição da entidade.

Alvo do movimento gay desde 2013, quando foi presidente da CDHM, Feliciano é pastor evangélico e sua intenção é debater o posicionamento das pessoas convidadas sobre a questão e os problemas por elas enfrentados na sociedade.

No depoimento dos convidados todos apontaram abusos sexuais e abandono como causas por terem desenvolvido o comportamento homossexual e defenderam que as pessoas que deixaram a prática homossexual tomaram tal decisão por estarem certas de que não nasceram gays.

Os convidados também reclamaram da dificuldade de conseguir ajuda, tanto psicológica quanto médica, para tratar seus casos quando decidiram mudar de orientação sexual.

O pastor, professor e radialista Arlei Lopes Batista, afirmou que mesmo nas igrejas encontrou dificuldades para conseguir ajuda. “Eu encontrei a fé cristã e meu início foi muito difícil porque ela também não está preparada para essa acolhida”, disse

Fonte: Gospelprime

29/09/2013

Vaticano sugere à ONU lei contra a perseguição religiosa


Vaticano sugere à ONU lei contra a perseguição religiosa O Vaticano se pronunciou pedindo que a ONU crie uma lei contra a perseguição religiosa. O pedido veio em resposta a uma ação de países muçulmanos que querem uma “lei contra a difamação das religiões”.

O cardeal Peter Kodwo Appiah Turkson, natural de Gana, disse que diante dos últimos acontecimentos é necessário “pedir a adoção de uma lei contra a perseguição de minorias, designadamente cristãos”. Ele se refere ao massacre a cristãos que tem acontecido em diversos países muçulmanos como o Egito, a Síria, o Iraque e outros.

Até o papa Francisco tem mostrado preocupação com a situação das minorias religiosas nesses países, na quarta-feira (25) durante a homília na praça São Pedro ele pediu para que os fiéis rezassem pelos milhares de cristãos perseguidos.

O pedido de uma lei mundial sobre a perseguição religiosa foi feito durante a conferência de imprensa que aconteceu no Vaticano durante esta semana reunindo cardeais da Igreja Católica que se preparam para o 50.º aniversário da encíclica do papa João XXIII.

Além de lembrar sobre a morte de cristãos, Turkson também alertou os presentes sobre a exploração da água na África dizendo que os chineses e outros povos vão até o continente para procurar ouro nos rios deixando-os poluídos.

Outros cardeais comentaram sobre as injustiças sociais do mundo, o fornecimento de armas e a violação dos países ocidentais sobre as regras do “Estado de Direito” se referindo aos regimes autoritários. Com Informações Noticias Ao Minuto.

25/09/2013

Comissão de Ética da Presidência arquiva investigação contra Marcelo Crivella


Dilma+Marcelo crivelaO pedido de análise sob a conduta de Marcello Crivella como Ministro da Pesca foi arquivado pela Comissão de Ética da Presidência da República. De acordo com o jornalista Lauro Jardim, da coluna Radar On-line, o pedido foi feito por Rubens Bueno, líder do PR, baseado em uma reportagem do jornal O Globo que noticiou sobre a filiação de dirigentes de entidades sindicais ao partido PRB, do qual Crivella faz parte.

A reportagem foi publicada em maio com o título de “Crivella usa cargo de ministro para atrair líderes sindicais e fatura com projeto de habitação”. O texto de Alessandra Duarte levantava questões sobre a atuação do ministro em outros projetos e a participação de candidatos do PRB em inaugurações de programas tanto ligado à pasta de Pesca como em outras atividades como um programa de habitação no Rio de Janeiro.

Um dos recém filiados ao partido seria o presidente da Confederação Nacional dos Pescadores e Aquicultores (CNPA), Abraão Lincoln, que agora é presidente do partido no estado do Rio Grande do Norte.

Quem também se filiou ao partido de Crivella foi Hélio Braga, o presidente da Federação de Pescadores de Rondônia. Outro nome citado na reportagem foi o de Marcos Pereira, presidente da Federação de Pesca de Alagoas que na data da publicação da reportagem ainda não tinha assinado com a legenda.

20/09/2013

Abner Ferreira critica imprensa e defende direito a novo julgamento no caso mensalão


Abner Ferreira critica imprensa e defende direito a novo julgamento no caso mensalãoApós decisão do Supremo Tribunal Federal que garante um novo julgamento, por seis votos a favor e cinco contra, para parte dos envolvidos no escândalo do mensalão, Abner Ferreira, pastor presidente da Assembleia de Deus em Madureira, no Rio de Janeiro, criticou a postura da imprensa sobre a decisão do STF.

Na última quinta-feira a votação acabou empatada com cinco votos a favor e cinco contra a medida. Só faltava o voto do ministro Celso de Mello, que decidiu a favor do novo julgamento.

Na interpretação do ministro as condenações com ao menos quatro votos contrários devem ser revistas, recurso conhecido como embargo infringente, permitindo nova análise desses casos.

Na opinião do pastor Abner Ferreira, que é bacharel em Direito, as criticas ao ministro Celso de Melo são injustificadas já que não foi ele quem inventou os embargos infringentes. “Foi o Parlamento. Está no Ordenamento Jurídico Brasileiro”, explica.

O líder evangélico também afirmou que os parlamentares e juristas não devem posar de inconformados, pois “o devido processo legal exige ampla defesa”.

“Qualquer brasileiro tem direito ao duplo grau de jurisdição. E, em caso de empate, há que se assegurar o direito a um novo recurso. Isto é pressuposto fundamental em qualquer ordenamento jurídico no mundo. O grau recursal é inalienável. Chega de bazófia e populismo”, afirmou o pastor.

Abner Ferreira usou uma fala do jurista Joaquim Falcão para criticar a postura da imprensa sobre o caso, lembrando que “imprensa não é Justiça” e “repórter não é juiz”.

“Não raramente, hoje, alguns jornais, ao divulgarem a denúncia alheia, acusam sem apurar. Processam sem ouvir. Colocam o réu, sem defesa, na prisão da opinião pública. Enfim, condenam sem julgar”, disse Joaquim Falcão.

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