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13/03/2019

A missionária sueca perseguida no Brasil, internada em hospício e ‘esquecida’ pela História


Frida Maria Strandberg Vingren morreu aos 49 anos, no dia 30 de setembro de 1940, na Suécia, nos braços da filha. Abatida, ela pesava 23 quilos.

Frida Maria Strandberg Vingren morreu aos 49 anos, no dia 30 de setembro de 1940, na Suécia, nos braços da filha. Abatida, ela pesava 23 quilos.

No decorrer dos cinco anos anteriores, entre idas e vindas em um hospital psiquiátrico de Estocolmo, a missionária sueca perdera quase 40 quilos. Ela fora internada pela primeira vez no dia 12 de janeiro de 1935, levada da estação central da cidade, quando tentava tomar um trem que a levaria para Portugal – de onde, acredita-se, pegaria um navio de volta para o Brasil.

Casada com o sueco que fundou, em Belém do Pará, a Assembleia de Deus, Frida se tornou uma das mais importantes lideranças da igreja no decorrer dos 15 anos em que esteve no Brasil. Ajudou a construir o ministério no Rio de Janeiro, comandava um jornal e pregava em praça pública.

Suas atribuições – muitas até então reservadas apenas aos homens –, entretanto, desagradaram pastores brasileiros e suecos, fizeram com que ela fosse perseguida e pressionada a voltar a seu país de origem, onde teve um fim trágico.

história da missionária passou décadas esquecida e, nos últimos anos, vem sendo resgatada tanto na Suécia quanto no Brasil. Foi tema de livro, de tese de doutorado e voltou a alimentar o debate – atual e ainda polêmico – sobre o papel da mulher na Assembleia de Deus, a maior religião pentecostal do país, com 12 milhões de fiéis.

Belém do Pará, onde tudo começou

Frida embarcou para Belém em 1917, aos 26 anos, enviada pela Igreja Filadélfia, uma denominação pentecostal baseada em Estocolmo.

Veio para juntar-se a Gunnar Vingren, que, sete anos antes, havia fundado a Assembleia de Deus no Brasil. Eles haviam se conhecido naquele mesmo ano, quando o missionário estava na Suécia para arrecadar fundos e visitar a família.

“Ele conta a ela sobre a missão e ela se apaixona pela ideia do Brasil”, diz Valéria Vilhena, pesquisadora da Universidade Metodista, que baseou o doutorado na vida da missionária e que lança neste ano um livro sobre sua história.

Frida, Gunnar e dois filhos

 chegou ao Brasil sete anos antes de Frida, em 1910; o casal teve seis filhos

Três meses depois de desembarcar no Norte do país, ela se casa com Gunnar, em uma cerimônia realizada pelo pastor sueco Samuel Nyström, que, ironicamente, se tornaria um de seus maiores antagonistas.

No início, Frida restringe seu trabalho aos serviços sociais da igreja, tradicionalmente entregues às mulheres. Cuidar dos filhos, zelar pelos órfãos, visitar os idosos e os doentes.

A jovem ia com frequência aos centros afastados que isolavam pacientes com hanseníase do restante da população – os chamados leprosários, que surgiram no Brasil naquela época –, diz Kajsa Norell, jornalista sueca autora de Halleljua Brasilien!, lançado em 2011, que conta a história do surgimento da Assembleia de Deus no Brasil.

O marido, missionário “por vocação”, na definição de Vilhena, estava constantemente viajando, buscando expandir o trabalho da igreja. A saúde frágil fazia com que ele quase sempre voltasse para casa doente. As particularidades da região que escolheu para pregar não ajudavam: pegou malária diversas vezes.

“Ele ficava muito tempo de cama”, diz o sociólogo Gedeon Freire de Alencar, autor de Matriz Pentecostal Brasileira: Assembleias de Deus, 1911-2011 e um dos primeiros a redescobrir a história de Frida, no início dos anos 2000.

Com o tempo, a missionária assume cada vez mais as atribuições de Gunnar em Belém. Talentosa, ela começa a traduzir os hinos da igreja sueca para o português. Canta, toca e começa a pregar.

“Ela transforma os boletins entediantes dos missionários (publicados nos jornais da igreja sueca) em histórias incríveis. Um dos textos conta sobre a prisão que ela visitava toda semana em Belém, que mantinha 200 garotos entre cinco e 20 anos de idade, alguns que estavam ali simplesmente por não terem pai”, conta Norell, que passou meses entre os arquivos da Igreja Filadélfia, mantidos em um castelo nas redondezas de Estocolmo.

Frida com presos

Direito de imagemACERVO CPAD-CEMPImage captionFrida na escola dominical em que lecionava, em uma prisão no Rio de Janeiro

Frida passa então a bater de frente com o pastor Samuel Nyström – à frente do jornal da Assembleia de Deus, batizado de Boa Semente –, que era radicalmente contra que as mulheres pudessem pregar.

Em sua correspondência com a liderança da igreja na Suécia, Nyström passa a reclamar da missionária em toda oportunidade que lhe aparece. “Nas cartas que escrevia a Lewi Pethrus (uma das maiores figuras do pentecostalismo sueco) o tom é de fofoca mesmo: ‘Hoje ela fez isso e isso, ontem foi isso e isso'”, afirma Norell.

Em 1924, com quatro filhos, o casal Frida e Gunnar decide então se mudar para o Rio de Janeiro para fundar um novo ministério. “Eles decidem sair de Belém porque a tensão já era insustentável”, ressalta Vilhena.

 

O ministério feminino no Rio de Janeiro

Na capital carioca, Frida expande seu trabalho. Torna-se a primeira mulher da religião a dirigir uma escola bíblica dominical, fundada em uma prisão, e inicia o jornal Som Alegre, através do qual passa a defender o ministério feminino.Frida

Seus textos citam com frequência trechos da Bíblia que, em sua visão, deixavam claro que as mulheres poderiam pregar, ensinar ou doutrinar.

O comportamento desagrada também pastores brasileiros, incluindo Paulo Leivas Macalão, gaúcho, de família abastada e com tradição militar, que estava à frente da Assembleia de Deus Madureira, hoje uma das maiores do país.

“Parte dos pastores da igreja no Rio de Janeiro já não queria se submeter a sueco pobre e semiletrado. A mulher, muito pior”, acrescenta Alencar.

Ele lembra que, no início do século 20, a Suécia era um país pobre, onde a igreja luterana era a religião oficial. Perseguidos, os pentecostais migraram especialmente para os Estados Unidos. Os que vieram para o Brasil escolheram Belém porque, na época, graças à riqueza gerada pela borracha, era uma das cidades mais ricas do país.

A convenção de 1930 e o ‘enquadramento’

As tensões culminam na convocação da primeira grande convenção da Assembleia de Deus, realizada no dia 12 de julho de 1930, em Natal (RN).

“O motivo da convocação foi Frida”, destaca Isael Araújo, pastor da Assembleia de Deus em Niterói e autor da biografia Frida Vingren, lançada em 2014.

No encontro, os pastores definiram as atividades que poderiam ser desempenhadas pelas mulheres na igreja. Elas não chegaram a ser expressamente proibidas, por exemplo, de pregar – mas a atribuição não estava na lista do que as religiosas “tão somente” poderiam fazer.

“Foi um enquadramento”, acrescenta Araújo, que foi chefe do Centro de Estudos do Movimento Pentecostal (CEMP) da Casa Publicadora das Assembleias de Deus (CPAD). Em todo o processo, Gunnar ficou ao lado da esposa e defendeu o ministério feminino, mas foi voto vencido.

Nos meses que se seguiram, a situação ficou pior. Frida usou seu espaço no jornal da Assembleia para desafiar as decisões tomadas na convenção e para pedir que as mulheres não recuassem. “Um dos textos dessa época tinha como título ‘Deus nos convoca para a guerra’. Era uma demonstração direta de insubordinação”, diz Alencar.

Frida Strandberg Vingren

Direito de imagemACERVO CPAD-CEMPImage captionPressionada, Frida deixa o Brasil em 1932

O clima de conflito fica claro nas cartas trocadas entre os missionários e em outros

documentos da época: “Eles (os missionários brasileiros) precisam de homens. De preferência, com as mesmas qualidades de liderança como a de Frida e Adina (Nelson, esposa de Otto Nelson), mas do sexo masculino”, escreve o pastor A.P. Franklin no jornal da igreja na Suécia, chamado The Harald.

A situação escalou depois de um suposto caso de adultério de Frida com um brasileiro. Apesar de não haver uma confirmação documental do romance que a missionária teve com o rapaz, bem mais novo que ela, os indícios levam a crer que isso de fato aconteceu.

“Eu realmente acredito que seja verdade”, diz Norell, que entrevistou um dos filhos de Frida e algumas de suas netas enquanto escrevia o livro e que identificou o assunto em cartas enviadas à Suécia “por pessoas que não eram hostis a ela”.

O pastor que era ‘uma mistura de Edir Macedo com Silas Malafaia’

A situação fica insuportável no Brasil e, em de 1932, o casal, que na época tinha seis filhos, decide retornar à Suécia. Antes de partir, contudo, eles perdem a filha mais nova – e Gunnar morre pouco tempo depois de chegar à Europa.Frida e Gunnar (esq.) foram casados pelo pastor Samuel Nyström (dir.), que viveu no Brasil com a esposa, Lina (também na foto)

Direito de imagem’HALLELUJA, BRASILIEN!’/CORTESIA KAJSA NORELLImage captionFrida e Gunnar (esq.) foram casados pelo pastor Samuel Nyström (dir.), que viveu no Brasil com a esposa, Lina (também na foto)Frida quer retomar a vida de missionária, mas a liderança da igreja no Brasil não aprova seu retorno. Na Suécia, suas aspirações também são tolhidas por Lewi Pethrus, um dos maiores líderes da igreja pentecostal no país.

Inimigo poderoso, ele era “mistura de Edir Macedo com Silas Malafaia”, define o pastor Araujo. A comparação com o fundador da Igreja Universal do Reino de Deus, denominação neopentecostal, e com o pastor do ministério Vitória em Cristo, ligado à Assembleia de Deus, dá conta do espírito “empreendedor” de Pethrus e de sua postura muitas vezes polêmica.

Em 1964, Pethrus fundaria o partido democrata-cristão sueco – o Kristdemokraterna (KD) –, de centro-direita.

Diante dos reiterados pedidos de Frida, o líder afirma que seu trabalho no Brasil havia prejudicado a missão e dá-lhe um não definitivo.

Ela levanta então recursos por conta própria e decide ir para Portugal.

O hospício e o esquecimento

Detida na estação de trem de Estocolmo, ela já sai com uma camisa de força em direção ao hospital psiquiátrico.

A igreja lhe tira a guarda dos filhos e doa todos os seus pertences.

Para Kajsa Norell, é difícil dizer se, naquele momento, Frida realmente tinha algum tipo de doença psiquiátrica. “Ela estava esgotada, física e mentalmente, já tinha tido malária no Brasil e, provavelmente, sofria de alguma doença na tireoide”.

Em nenhum dos prontuários médicos, contudo, há o diagnóstico de que ela sofria de algum distúrbio mental.

Frida Strandberg Vingren

Direito de imagemACERVO CPAD-CEMPImage captionFrida morreu aos 49 anos

Durante sua pesquisa, a autora percebeu “alguma coisa estranha” nos olhos de Frida. Quanto mais recente a fotografia, mais saltados eles pareciam. A partir dos registros médicos da missionária, especialistas concluíram que ela tinha possivelmente hipertireoidismo – doença que provavelmente a matou.

Para o pastor Araújo, o conflito direto com as maiores lideranças da igreja está entre as razões para o ‘esquecimento’ de Frida. Ele nega que a biografia, publicada pela editora da Assembleia de Deus, seja uma ação de reparação à missionária.

“Gunnar Vingren, o pioneiro da igreja, já tinha uma biografia. A esposa, ainda não. Não quis fazer uma biografia crítica, porque não sou sociólogo”, justifica.

Ele diz ter se deparado com a história quando trabalhava no Dicionário do Movimento Pentecostal, em 2007, e viajou à Suécia em 2008. Os diários de Gunnar e parte do acervo que estava com a família, incluindo fotos, hoje se encontram no Brasil.

Na Suécia, a Igreja Filadélfia foi confrontada com a trajetória de Frida quando o livro de Kajsa Norell foi lançado.

“Aquilo era uma novidade completa para nós”, diz Gunnar Swahn, que foi secretário de missões da Igreja Filadélfia até recentemente, quando se aposentou. “Foi horrível o que fizeram com ela. Muita gente ficou chocada com a forma como ela foi tratada pelas antigas lideranças”.

O livro, ele acrescenta, se soma a outras obras publicadas nos últimos anos na Suécia que revelam traços e atitudes polêmicas de Lewi Pethrus, em relação ao qual a igreja tem hoje uma postura crítica. “Digamos que ele não é idolatrado pelos fiéis, apesar de ainda ser uma figura importante”.

Igreja Filadélfia, em Estocolmo

Direito de imagemSIMEON HAGSTRÖM/CORTESIAImage captionA Igreja Filadélfia, que mandou Frida para o Brasil, tem hoje visão bastante crítica em relação a Lewi Pethrus, um dos maiores líderes da denominação e poderoso inimigo da missionária

Questionado sobre as mulheres, se elas hoje podem ser pastoras, ele se apressa: “Ah, sim! Nós gostamos de pensar que somos uma igreja progressista.”

A BBC News Brasil não teve retorno da Assembleia de Deus Belém sobre o pedido de entrevista e não conseguiu contato com a Assembleia de Deus Madureira, no Rio de Janeiro.

A Assembleia de Deus e as mulheres

As mulheres têm ganhado cada vez mais espaço dentro das Assembleias de Deus no Brasil, diz Alencar. Essa tendência, contudo, é bastante assimétrica nas diferentes regiões do país, justamente pelas características da religião.

Ao contrário da Igreja Católica, bastante hierarquizada, sua estrutura é congregacional. “É como se fosse uma democracia direta”, compara o sociólogo. Cada congregação define suas liturgias, “tem lugar que aceita mulher, tem lugar que não aceita”.

Em 2005, ele exemplifica, o pastor Manoel Ferreira – filiado ao PSC e presidente da Convenção Nacional das Assembleias de Deus no Brasil – Ministério de Madureira (Conamad) –, ao consagrar Jairo Manhães como pastor, acabou consagrando, sem aviso prévio, sua esposa, Cassiane – “cantora gospel de sucesso e milionária”.

Depois disso, afirma Alencar, todas as esposas de pastores do ministério de Madureira também foram ordenadas como pastoras. “Já a minha igreja, a Betesda, consagra pastoras desde 1994”, ele acrescenta.

Fonte: BBC Brasil

09/03/2019

Troca de pastores gera confusão e protestos na Igreja do Evangelho Quadrangular


A determinação para a troca de pastor na Igreja do Evangelho Quadrangular (IEQ) do Jardim São Camilo, na zona norte de Sorocaba, causou confusão e motivou protestos dos fieis contra a decisão adotada pela direção da denominação.

Com um documento assinado pela superintendência da igreja, líderes religiosos, entre eles o deputado estadual Carlos Cezar (PSB) teriam arrombado os portões da unidade na última segunda-feira (4) para dar acesso ao novo escolhido para ser o pastor local, mas fieis impediram a troca.

O pastor titular da IEQ do São Camilo, Amauri de Almeida, registrou um boletim de ocorrência por dano, exercício arbitrário das próprias razões e constrangimento ilegal.

Após a tentativa, os frequentadores da igreja se reuniram nesta terça-feira (5) para um culto e também para reafirmar a posição contrária à troca do pastor que, segundo eles, está há 30 anos à frente da comunidade, tendo sido o principal responsável inclusive pela construção do prédio.

Eles, que alegam que a motivação para a tentativa de troca do pastor seria divergência de doutrina, deram um “abraço” no entorno do imóvel depois de trocarem as fechaduras e cadeados que foram arrombados.

Os fieis ainda acusam o grupo que se dirigiu à unidade de agir com “truculência e ameaças”. O caso foi registado em vídeos que circulam nas redes sociais.

Segundo o vice-presidente da Igreja Quadrangular do São Camilo, Edilson Gonçalves, que estava acompanhado do pastor auxiliar César Magno, a ordem para a troca de pastor teria partido de Carlos Cezar. Ainda conforme ele, seguranças armados acompanhavam os membros da comitiva que se dirigiu ao local para efetuar a mudança.

“Foi uma situação muito desconfortável. Arrombaram aqui, sofremos ameaças de agressão e o nosso pastor sequer teve tempo de dialogar com eles”, disse.

A Igreja do Evangelho Quadrangular, por meio da Sede Regional 726, sob a superintendência do reverendo Zarias Alves de Campos, esclarece que mediante a declaração pública de desligamento do próprio pastor Amauri de Almeida em culto realizado no último domingo (3), a instituição foi impelida a nomear outro pastor para liderar a igreja em questão.

Na qualidade de procurador da IEQ na região eclesiástica 726, o pastor Zarias afirmou, por meio de nota enviada pela assessoria de imprensa, que agiu legitimamente amparado pelo Estatuto da Igreja, já que o patrimônio móvel e imóvel pertence à denominação nacional, visto que é regida pelo princípio da unidade patrimonial nacional e doutrinária.

Diante dos fatos, diz a nota, o superintendente regional tomou a decisão de nomear outro pastor para a igreja local, que já está oficializado para dar prosseguimento aos trabalhos naquele bairro.

A assessoria ainda esclarece que o pastor Carlos Cezar da Silva esteve, juntamente com o superintendente, alguns pastores e membros da IEQ nesta ação de posse do novo pastor, na condição de integrante do Conselho Fiscal da denominação em nível nacional.

Fonte: Jornal Cruzeiro do Sul

30/01/2019

Padre é suspenso após suspeita de assédio sexual, em SP


O reitor da Basílica de Santo Antônio, em Americana (interior de SP), padre Pedro Leandro Ricardo, 50, foi suspenso por tempo indeterminado de suas funções eclesiásticas sob suspeita de ter assediado por anos rapazes menores de idade.

O decreto foi publicado neste domingo (27) por dom Vílson Dias de Oliveira, bispo da Diocese de Limeira.

O afastamento vem na esteira de uma investigação do Ministério Público de São Paulo que mira não só o padre Leandro Ricardo, mas o próprio bispo.

​A pedido da Promotoria, a Polícia Civil de Americana abriu um inquérito para investigar acusações contra os sacerdotes católicos.

É o padre Leandro que tem maior protagonismo na denúncia feita de forma anônima e que embasou a abertura de investigação sob sigilo judicial a Folha de S. Paulo conversou com quatro pessoas citadas no documento, entre supostas vítimas e seus parentes.

Elas citam cinco garotos que teriam sido alvo de Leandro em paróquias por que passou entre avanços que não prosperaram e casos consentidos.

O clérigo só foi afastado do cargo após a Folha de S. Paulo questionar a diocese sobre o inquérito em andamento. Antes da suspensão, o padre já havia pedido para sair alegando “momentos de estresse muito grande” que afetaram “suas plenas capacidades”.

Contra dom Vílson pairam suspeitas de acobertamento da ação do clérigo e questionamentos sobre seu patrimônio a denúncia cita dez imóveis. Procurados, os dois negam qualquer malfeito.

O caso envolve promotores de Americana, Limeira e Araras. Começou a partir de uma carta anônima que chegou ao gabinete da deputada estadual Leci Brandão (PC do B) e foi encaminhada para o procurador-geral paulista e de lá para as cidades.

Fonte: Folha de S. Paulo

27/06/2015

Papa pede perdão a denominação evangélica por séculos de perseguição


xpapa-na-igreja-valdense-277x200A visita do Papa Francisco a Turim recebeu muito destaque da mídia por suas declarações contra a indústria bélica. Afirmou que as pessoas que fabricam ou fazem investimentos em empresas de armas não podem se dizer cristãos. Também recebeu cobertura a visita que fez ao famoso “Santo Sudário”.

Contudo, nesses dois dias em que esteve na cidade que fica perto da fronteira com a França, um fato passou quase despercebido, mas que tem grande importância para os evangélicos.

Na segunda (22), o Pontífice esteve num templo Valdense. É a primeira vez que um papa visita oficialmente um templo dessa denominação evangélica. Ele foi recebido por três pastores, e fez um pedido de perdão.

“Por parte da Igreja Católica, lhes peço perdão pelas atitudes e o comportamento não cristão e até mesmo não humano que, ao longo da história, tivemos contra vocês. Em nome do Senhor Jesus Cristo, perdoem-nos!”, clamou.

Reforçou ainda: “Podemos somente nos entristecer sobre a oposição e as violências cometidas. Eu peço ao Senhor que nos dê a graça de nos reconhecer como pecadores e que saibamos perdoar uns aos outros”, reiterou. Finalizou dizendo acreditar que existe “uma profunda ligação entre as duas religiões, apesar das diferenças”.

Durante a visita de Francisco, ele tirou fotos ao lado dos pastores e beijou um exemplar da Bíblia em Italiano. O pastor da comunidade valdense em Turim, Eugenio Bernardini, questionou diante da imprensa: “Qual era o pecado dos valdenses Eles eram um movimento de evangelização popular, realizado por leigos?”.  Depois, agradeceu a iniciativa, afirmando que o pontífice “aceitou ultrapassar uma barreira histórica de oito séculos” entre os dois grupos cristãos.

Ressaltou ainda que a aproximação entre católicos e valdenses modernos, era fruto da exortação papal Evangelii Gaudium (Alegria do Evangelho em português), na qual Francisco exortou os cristãos a viver juntos em “diversidade reconciliada”.

Os Valdenses

Essa pequena denominação evangélica foi perseguida pela Igreja Católica Romana durante séculos na França e na Itália. A origem da Igreja Valdense, por volta de 1170, tem relação com os movimentos de renovação espiritual dentro da Igreja Católica Romana, no que mais tarde tornou-se parte da Reforma Protestante.

O comerciante francês Pedro Valdo (que vivia na Itália) teve acesso a uma Bíblia em linguagem popular e através dela iniciou um movimento que negava o papado de Roma. Até então a Bíblia era de difícil acesso e as cópias disponíveis estavam em Latim.

Inicialmente o grupo que passou a defender as ideias de Valdo eram denominados os Pobres de Espírito. Contudo, após a morte do seu líder passaram a ser chamados de valdenses, semelhantemente ao que ocorria com Lutero e a igreja dos luteranos séculos mais tarde.

Trabalhando para distribuir exemplares da Bíblia traduzidas para a língua do povo, Valdo e seus seguidores iniciaram pequenos grupos, principalmente na região da fronteira entre França e Itália.

Como era comum na Idade Média, além de perseguidos pela Igreja Católica, foram declarados hereges e finalmente excomungados em 1184. Vários papas tentaram exterminar os valdenses. Mesmo assim o grupo cresceu e se espalhou. Comandados pelo duque de Sabóia, em 1655, forças leais ao Vaticano conduziram uma campanha que envolvia tortura, estupro e assassinato contra eles.

A Igreja Valdense hoje conta cerca de 50 mil fiéis no mundo inteiro, com presença no norte da Itália, também na Alemanha, na França, nos Estados Unidos e até no Uruguai. Com informações de Christian Today e ABC

13/09/2013

Pastor Marcos Pereira é condenado 15 anos de prisão por estupro pela Justiça do RJ


Pastor Marcos Pereira é condenado a 15 anos de prisão pela Justiça do RJ

Pastor Marcos Pereira é condenado a 15 anos de prisão pela Justiça do RJ

Segundo os autos do processo, o crime foi cometido, no final de 2006, contra uma fiel nas dependências da igreja. “As testemunhas ouvidas relatam com firmeza como o acusado é uma pessoa manipuladora, fria, só pensa em si, utilizando-se das pessoas para satisfazer seus instintos mais primitivos e de forma promíscua, utiliza da boa fé das pessoas para enganá-las”, diz a juíza Ana Helena Mota Lima Vale na sentença.

Acusado de estuprar fiéis
Quatro testemunhas do caso do pastor Marcos Pereira afirmaram ter sofrido abuso sexual por parte do religioso em depoimento na 2ª Vara Criminal, em São João de Meriti, em julho. Uma fiel, em depoimento de 2h30, confirmou os fatos afirmados na denúncia e disse que tinha medo de deixar a igreja e ser morta a mando dele.

O pastor, que está preso desde o dia 8 de maio, é acusado pelo Ministério Público estadual por dois crimes de estupro e por coação. Ele está no Complexo Penitenciário de Gericinó, em Bangu, na Zona Oeste.

O religioso teve a prisão preventiva decretada pelos dois juízos: no dia 2 de maio, pela 2ª Vara Criminal, e, no dia 8 de maio, pela 1ª Vara Criminal.

Envolvimento com tráfico
A Promotoria de Investigação Penal do Ministério Público do Rio de Janeiro denunciou o traficante Marcos dos Santos Nepomuceno, o Marcinho VP, e o pastor Marcos Pereira, da Igreja Assembleia de Deus dos Últimos Dias, por associação ao tráfico.

Segundo a denúncia, Marcinho VP e o pastor Marcos se associaram para a prática do tráfico e arquitetaram um plano criminoso no qual ambos se utilizariam da estrutura da igreja fundada pelo pastor. O texto diz ainda que em um primeiro momento o pastor Marcos agia como um simples “pombo-correio”, levando ordens dos chefes do tráfico que estavam presos para as comunidades onde estes atuavam.

Com informações: G1

01/09/2013

Padre renuncia o ministério sacerdotal após engravidar jovem de 22 anos


 

Padre renuncia o ministério sacerdotal após engravidar jovem de 22 anos

Padre renuncia o ministério sacerdotal após engravidar jovem de 22 anos

A história foi revelada pelo padre da Paróquia Nossa Senhora da Conceição, em Gavião, na missa do último domingo, 25 de agosto.

Gerônimo disse que as coisas saíram do controle: “Com o tempo fui observando que na nossa amizade tinha algo a mais: o amor, mas sempre procuramos deixá-lo só no nível da amizade, pois dizia que, se por acaso eu percebesse que não conseguiria manter o celibato, deixaria antes o ministério para não escandalizar a comunidade. Mas por ironia do destino não aconteceu como eu pensava e nos envolvemos concretamente e hoje ela está grávida e eu quero assumir a paternidade”, disse.

O padre exercia a função desde 2009, após ter passado por seis anos de estudos intensos sobre teologia e filosofia, e disse que o desejo pelo sacerdócio vinha desde a infância: “Minha família é religiosa, desde os 7 anos dizia que queria ser padre. Aos 13, 14 anos, comecei a namorar e parei de falar que queria ser padre, mas aos 20 anos terminei o segundo grau e resolvi que tinha que decidir o que faria e fui para o seminário em 2002″, relatou Gerônimo.

Em seu discurso de despedida, o padre revelou que entrou em crise quando se deu conta de que o sentimento pela jovem era maior que a amizade: “Quando aconteceu o primeiro beijo, a gente falava que aquilo não deveria ter acontecido. Ela ficava preocupada, ficamos assim alguns dias, mas não conseguíamos conter a vontade de ficar junto”, declarou. “Ninguém desconfiou, e se desconfiavam, não falavam. Somente nós dois sabíamos”.

O romance cresceu e virou uma gravidez, motivo que forçou o padre a tomar uma decisão: ou assumiria a paternidade, ou manteria seu sacerdócio escondendo o filho: “A gente precisava assumir. De imediato resolvi assumir. Nós conversávamos muito com medo da reação das pessoas, não queríamos ser motivo de escândalo para a comunidade. O pai dela disse que pela nossa amizade tinha medo que isso acontecesse, mas, como assumi, a família dela encarou com mais tranquilidade”, afirmou Gerônimo.

Para o futuro, Gerônimo planeja um reinício profissional, a fim de manter sua nova família: “Por enquanto trabalho como pedreiro, porque só tenho formação geral em filosofia, que não é reconhecida. Vou tentar faculdade na área de engenharia pelo conhecimento que já tenho na área de construção civil”, disse ao G1, adiantando que pretende pedir autorização para celebrar seu casamento na igreja: “Vou fazer um pedido formal para casar. O bispo ficou de se informar sobre os procedimentos. Acho que o padre precisa fazer uma carta pedindo dispensa para casar na Igreja. Geralmente os papas liberam”.

Gerônimo diz ainda que nada mudou em sua fé: “Só não vou servir como padre, mas vamos continuar ajudando como for possível”, concluiu.

Informações: Gospel Mais

03/04/2011

O caso Jeremias Rocha: Abuso de Poder


O caso Jeremias Rocha Um pastor brasileiro da região do Amazonas, norte do país, ficou mentalmente doente depois de ser preso por “supostamente” ter batido em suas duas filhas, de acordo com reportagens dos meios de comunicação locais. Até recentemente, conforme noticiaram as reportagens, o pastor estava algemado a uma cama de hospital presidiário, onde ele era forçado até mesmo a fazer suas necessidades fisiológicas em frente dos funcionários.
Jeremias Albuquerque Rocha, que acabou de completar 26 anos, era um atuante pastor evangélico na cidade de Carauari até maio do ano passado, quando uma agente do conselho tutelar o denunciou por bater em suas filhas, pelo que ele foi acusado de “tortura”.
Apesar de que nenhuma evidência física tivesse sido apresentada ao juiz, Rocha foi colocado em detenção preventiva, numa cela de prisão tão cheia de presos que ele era forçado a ficar de pé o dia inteiro, e tinha de dormir agachado no chão, que estava coberto de papelão.

Passaram-se meses sem nenhuma solução. Em nenhum momento se apresentou algum relatório médico documentando qualquer marca física [no caso de suas filhas] nem houve nenhum exame físico confirmando ferimentos – provas que a lei exige. Em agosto, Rocha havia, conforme as reportagens, começado a chorar e desmaiar dentro de sua cela. Quando foi levado a um hospital próximo e diagnosticado com doença mental, o juiz Jânio Tutomu Takeda se recusou a acreditar no diagnóstico, afirmando que Rocha estava “fingindo”, e ordenou que ele fosse algemado à cama do hospital.

As reportagens mostraram que o juiz Takeda rejeitou os relatórios dos médicos enquanto a situação de Rocha estava se deteriorando. Em 9 de dezembro, os médicos deram dois relatórios sobre Rocha, diagnosticando-o com “graves ataques de pânico e profunda depressão, tentativas suicidas” e recomendando que lhe retirassem as algemas e que ele fosse transferido para uma instituição psiquiátrica especializada. Outro relatório foi dado em 21 de janeiro deste ano, notando a grave situação de Rocha e recomendando prisão domiciliar ou remoção para uma unidade especializada.

Apesar dos pedidos de seus médicos, Rocha continuou algemado à cama até 2 de fevereiro, quando seu pai entrou com pedido de habeas corpus e uma queixa formal diante da comissão de direitos humanos do Amazonas. Embora as algemas tivessem sido removidas, as reportagens mostraram que ele ainda tem marcas nos pulsos e pés e permanece em situação grave.

“Na semana passada, mais precisamente no dia 3 de março, Jeremias Albuquerque Rocha, que há dois anos era ministro evangélico em Carauari, um município 786 km distante de Manaus, completou 26 anos de idade, mas ele esteve alheio a data”, conforme reportagem feita no começo deste mês pelo jornal Portal do Holanda. “Jeremias não lembrou do próprio aniversário, mal lembra do seu nome. Seu estado é catatônico, olhar preso ao teto ou ao chão, fica permanentemente calado, a não ser nos momentos em que entra em pânico, aos berros pede para não lhe colocarem algemas ou passa horas tendo repetidas crises de choro convulsivo”.

Quando Epitácio da Silva Almeida, o presidente da Comissão de Direitos Humanos do Amazonas, chegou em 3 de março para examinar Rocha e investigar o caso, o juiz Takeda de repente anunciou que ele já tinha dado a sentença em fevereiro, embora as reportagens tivessem mostrado que os autos processuais não foram achados em parte alguma e o veredicto jamais tivesse sido anunciado. Takeda disse que condenou Rocha e o sentenciou a seis anos e meio de prisão.

Almeida diz que planeja iniciar representação legal contra Takeda, e o presidente do Tribunal de Justiça do Amazonas, João Simões, também prometeu tomar medidas legais no caso, depois de sua própria investigação.

Nota do tradutor

Leviandade e negligência. Acusado sem provas por algo que, objetivamente, nem crime é, jovem pastor amazonense foi detido e deixado em situação constrangedora e degradante. Agora, Jeremias Albuquerque Rocha está com problemas mentais sérios. Quem se responsabilizará?
Nota do tradutor: Em reação a esse caso bárbaro, LifeSiteNews, responsável pelo site Notícias Pró-Família, está em sua edição internacional em inglês convocando seus leitores a fazerem contato com as embaixadas do Brasil no mundo inteiro. Se você vive em outra parte do mundo e quer se manifestar, faça contato com as embaixadas brasileiras aqui.

Fonte: LifeSiteNews
De Matthew Cullinan Hoffman
Tradução: Júlio Severo

Via: CPAD NEWS

04/03/2011

Padre-prefeito de São Raimundo Nonato é afastado do cargo


O Tribunal Regional Federal da 1ª Região com sede em Brasília, confirmou nesta 4ª feira, o afastamento do cargo, do prefeito de São Raimundo Nonato, padre Herculano Negreios(PT). A confirmação se deu através da negativa dos Embargos Declaratórios que o prefeito ajuizou na tentaiva de se manter no posto por ter sido condenado no mês passado à perda do cargo e ao pagemento de multa. O padre prefeito já tinha sido condenado no mês passado. Ele é acusado de não prestar contas de 61 mil e 100 reais que recebeu do FNDE em 9 de julho de 1998 quando era prefeito da cidade. A denuncia partiu do Procurador Carlos Wagner. Foi aberto o processo com o padre prefeito tendo direito a ampla defesa do contraditório, mas seus arguentos não foram suficientes.

RECURSOS
O prefeito pode ainda recorrer para outra instância superior, mas o fará fora do cargo. Além de perder o mandato, o prefeito Herculano Negreiros deverá devolver a importância de 61 mil e 100 reais com juros e correção aos cofres públicos, pagar multa e ainda ficará proibido de contratar com o setor público por cinco anos.

QUEM ASSUME

Com a saída em definitivo do padre prefeito Herculano Negreiros, há uma dúvida sobre quem vai substitui-lo. Se o vice Beto Macedo(PDT) ou o segundo colocado na eleição de 2008, Walmir Filho(DEM)

FICHA LIMPA

Na decisão do TRF da 1ª região, o relator, desembargadaor federal Henrique Henriques condena o prefeito Herculano Negreiros a cinco anos de inelegibilidade. O voto foi mantido pelo revisor, desembargador Tourinho Neto e acompanhado pelos demais membros presentes a sessão, desembargadores Assusete Mahalhães, Klaus Kuschel e Marcos Vinicius Reis. Mas como se trata de uma decisão colegiada, o prefeito acaba sendo alcançado pela Lei Ficha Limpa, por isos, ficará oito anos inelegível.

COMUNICADO
O TRF deverá comunicar à Justiça Federtal local que, por sua vez, comunicará ao Tribunal Regional Eleitoral para determinar o imediato afastamento do prefeito e decidir sobre quem assumirá o comando da prefeitura de São Raimaundo Nonato, município a 520km de Teresina.

Entenda o caso

02/03/2011

Padre manda destruir igreja evangélica


Padre manda destruir igreja evangélicaOs moradores do bairro Baixão da Guiomar acusam o Prefeito de São Raimundo Nonato (Piauí), Padre Herculano de Negreiros, de mandar, sem autorização judicial, derrubar uma Igreja Evangélica.

Abalada, a proprietária do local, Maria Teresa Brito, informou que a igreja possui a documentação registrada em cartório do local.

Os moradores se dizem indignados com a atitude do Prefeito Herculano que mandou um trator junto com a Polícia Militar destruir a igreja.

De acordo com a Polícia Militar, existe um decreto de n° 153/2001, que solicita a Polícia Militar acompanhar os fiscais para demolir a Igreja com o Ofício de n° 063. Segundo o Tenente da Polícia Militar, o proprietário já havia recebido várias notificações de irregularidades. Copiado do NC

A proprietária Maria Brito chorou bastante quando viu a igreja destruída. Sua casa, que fica ao lado, teve paredes rachadas e de acordo com ela, toda a população está chocada.
Fonte: Notícias Cristãs com informações do Ai5Piaui.com

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