Posts tagged ‘Bento XVI’

09/04/2012

Bento XVI denuncia situação ‘dramática’ da Igreja e critica desobediência


Papa Bento XVI criticou, nesta quinta-feira, grupo de padres europeus e também reiterou o ‘não’ ao sacerdócio feminino.

O papa Bento XVI declarou nesta quinta-feira, 5, que a situação atual da Igreja Católica é muitas vezes “dramática”, reiterou o “não” ao sacerdócio feminino e denunciou a “desobediência organizada” defendida por um grupo de padres europeus e o “analfabetismo religioso” da sociedade.

Perante mais de dez mil pessoas, 1.600 delas religiosos, o pontífice oficiou na basílica de São Pedro, no Vaticano, a Missa Crismal, que abre o Tríduo Pascal (o conjunto de três celebrações do Cristianismo na Semana Santa).

A missa de ontem celebra a Quinta-Feira Santa, dia em que se lembra a instituição do sacramento por Jesus Cristo durante a Última Ceia. Assim, dirigindo-se aos sacerdotes, o papa lembrou o momento da ordenação sacerdotal e perguntou se eles “são homens que agem partindo de Deus e em comunhão com Jesus Cristo” e se suas vidas correspondem com essa consagração.

Bento XVI disse ainda que o sacerdócio exige renúncias, servir ao próximo e ser fiel a Cristo.

O papa também denunciou o recente documento publicado por um grupo de sacerdotes europeus que “apela à desobediência”. O papa se referia aos 300 párocos austríacos que organizaram, pela internet, a iniciativa “Um chamado à desobediência”, por meio da qual exigem reformas como o sacerdócio feminino e o de homens casados.

O pontífice, de quase 85 anos, declarou que esses padres invocam a desobediência na esperança de renovar a Igreja. “Mas a desobediência é um caminho para renovar a Igreja?”, indagou o papa na missa. Bento XVI aproveitou para destacar que Cristo se preocupava com a verdadeira obediência, frente ao arbítrio do homem.

Bento XVI também recomendou aos sacerdotes mais estudo, ressaltando que existe “um analfabetismo religioso que se divulga na sociedade”. “Os elementos fundamentais da fé, que antes qualquer criança sabia, são cada vez menos conhecidos”, denunciou o papa.

Durante a missa, os sacerdotes renovaram as promessas de pobreza, castidade e obediência, e Bento XVI abençoou o óleo dos catecúmenos, o dos doentes e o crisma (óleo e bálsamos misturados), que lhe foram apresentados em três grandes jarras de prata.

Os óleos bentos na Quinta-Feira Santa pelos bispos serão utilizados para ungir os que são batizados e os que são confirmados para a ordenação sacerdotal. Esse rito é celebrado em todas as catedrais do mundo.

Na tarde desta Quinta-Feira Santa o papa seguiu para a Basílica de São João de Latrão, a catedral de Roma, para celebrar a missa da Última Ceia, na qual tradicionalmente lava os pés de doze presbíteros.

Fonte: Estadão

30/03/2012

Igrejas evangélicas ganham cada vez mais espaço em Cuba


No momento que o Papa Bento XVI visita a capital cubana nesta semana, sites revelam análises sobre as consequências do fim da restringência aos cultos religiosos, no começo da década de 1990.

Estas avaliações apontam que as igrejas evangélicas já dominam quase metade da ilha, ao mesmo tempo em que o número de católicos segue cada vez mais escasso.

A usina de ideias Pew Research Center (PRC) fornece informações sobre tendências que constituem mudanças entre os Estados Unidos e o restante do mundo.

Segundo a subdivisão da PRC que cuida de pesquisas sobre religião, o Forum on Religion and Public Life, não muito mais da metade dos cubanos é católico e ainda é menor o índice de praticantes.

Sob o ponto de vista do jornalista Randal C. Archibold, do The New York Times, esta propensão ao culto evangélico deixa clara a ausência de comoção por parte da população no comparecimento do papa até a ilha.

De acordo com o site do jornal Estadão, os fatores que contribuiram com esta elevada aceitação foram a simpatia de militares e membros do governo com o culto não católico, a ajuda das igrejas dos Estados Unidos e a receptividade aos laços ancestrais de Cuba com a África.

Fonte: Christian Post

10/10/2011

Revista IstoÉ destaca “Os 7 pecados da Igreja Católica”


Faz cerca de 140 anos que o número de católicos no Brasil segue ladeira abaixo. No século XIX, precisamente em 1872, o conglomerado de brasileiros que se assumia fiel à Igreja Católica beirava a totalidade da população, 99,7%. Durante os 100 anos seguintes, a cada década que se encerrava, aproximadamente 1% abandonava a religião. O índice dessa queda, atualmente, continua o mesmo. Mudou, porém, o fato de ele ocorrer a cada ano. Essa aceleração do declínio foi constatada pela pesquisa “Novo Mapa das Religiões”, realizada pelo Centro de Políticas Sociais da Faculdade Getulio Vargas.

Ao processar microdados da Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF) produzida pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2003 e 2009, os estudiosos, capitaneados pelo economista Marcelo Neri, constataram que nesse intervalo de seis anos cerca de 6% da população deixou a religião romana – decresceu de 73,7% para 68,4%. O montante de fiéis que segue atualmente a doutrina preconizada pelo Vaticano é o mais baixo verificado no País.

E, pela primeira vez na história, em alguns Estados e capitais da maior nação católica do planeta, o número de adeptos da religião não chega nem à metade dos habitantes (leia quadro). Quais seriam, então, os deslizes patrocinadores da queda do status do catolicismo entre os brasileiros, como as estatísticas não se cansam de mostrar? ISTOÉ recorreu a um colegiado de profissionais da religião, gente que pensa a Igreja, para discorrer sobre os possíveis pecados da Santa Madre. Eis os sete principais confessados.

1 Romanização da Igreja

É cantada em prosa e verso, já há algum tempo, a rejeição dos fiéis contemporâneos a autoridades religiosas que impõem doutrinas e ritos. Imposição, obrigação e restrição são palavras proscritas em um cenário no qual cada vez mais as pessoas se habilitam a estar no comando do próprio destino. A Igreja Católica, no entanto, caminha na direção oposta. Vive um momento de reinstitucionalização de seus fiéis, de os disciplinar para que aprofundem a sua fé. Os bispos defendem um contato maior com os bens religiosos, como missas e novenas.

Esse processo preconizado pelo Vaticano é conhecido como romanização do catolicismo. “Bento XVI prefere uma Igreja menor e mais atuante em vez de uma maior sem atuação coerente e consistente”, afirma o cientista da religião Jung Mo Sung, da Universidade Metodista do Estado de São Paulo (Umesp). “A estratégia fortalece o fervor de uma minoria praticante, mas traz uma consequência não intencional da perda de adesão de católicos difusos.”

Esse efeito-rebote, somado à procura cada vez maior da população por curas e milagres que resolvam rapidamente seus problemas, tem levado esses católicos a migrar para outras denominações ou encorpar o grupo dos que fazem contato com o divino sem o intermédio de uma instituição. “A Igreja prefere que as pessoas que buscam soluções imediatas por meio de milagres não permaneçam nela”, diz o teólogo jesuíta João Batista Libanio. Diminui-se o número de católicos, mas, por outro lado, aumenta-se o dos praticantes conscientes.

2 Supermercado católico

Párocos têm relatado que seus templos estão existindo à imagem e semelhança de supermercados. Percebem que é cada vez maior o número de fiéis que procuram a igreja ocasionalmente, em busca de serviços religiosos como casamentos, missas de sétimo dia, batizados e bênçãos de lugares e objetos. Tratado como produto, o casamento, só para citar um dos “bens” católicos, se torna um evento alheio à doutrina. “Há casais que trazem o CD da novela que faz sucesso para tocar na cerimônia. Se você se nega, alguns inconformados batem boca com você, viram as costas e procuram quem o faça”, conta o padre José João da Silva, da paróquia São José Operário, em Itaquera, na zona leste da cidade de São Paulo. “Vivemos uma igreja fast-food.”

Nessa lógica de mercado, missa de sétimo dia tem se transformado em uma grande assembleia de gente que só foi ao templo por conta da ocasião e não está preocupada com o significado do ritual. Quanto aos batizados, explica o cônego Celso Pedro da Silva, da paróquia Santa Rita de Cássia, do Pari, zona norte de São Paulo, a Igreja supõe que quem quer que o filho se insira nela antes do uso da razão o faz porque dela faz parte e aceita suas regras. “O mesmo vale para a primeira comunhão, mas muitos pais não têm vínculos efetivos, nem foram casados na Igreja”, diz ele. “Acredito que uma dificuldade do catolicismo seja saber que o povo católico não é evangelizado e, mesmo assim, se comportar na prática como se ele fosse”, diz o cônego.

O padre João Carlos Almeida, teólogo e diretor da Faculdade Dehoniana (SP), foi vigário paroquial no Santuário São Judas Tadeu, na capital paulista, por três anos. E conta que passava quase o dia todo atendendo a confissões e abençoando automóveis. “Muita gente trazia seu carro recém-comprado para ser benzido e ia embora. Poucos rezavam ou participavam de uma missa”, lembra. Com a oferta religiosa na vitrine, católicos assistem a seus fiéis se afastando dos vínculos espirituais.

3 Fuga de mulheres

Está lá no “Novo Mapa das Religiões”. Entre as 25 denominações pesquisadas, apenas no catolicismo a mulher não constitui a maioria dos adeptos (leia quadro à pág. 70). Entre evangélicos, espíritas, religiões de matriz africana, oriental e asiática, elas superam os fiéis do sexo masculino. As católicas, porém, são cerca de 67,9%, enquanto os homens são 68,9%. Neri, o organizador do estudo da FGV, atribui o resultado, entre outras interpretações, ao fato de as alterações no estilo de vida feminino ocorridas nos últimos 30 anos não terem encontrado eco na doutrina católica, menos afeita a mudanças. De fato, seguem engessadas na Igreja, só para citar três tabus, as questões sobre os métodos contraceptivos, o divórcio e o aborto.

De acordo com o teólogo Jorge Cláudio Ribeiro, da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC), o catolicismo não gosta da mulher. “Ao que parece, elas, mal-amadas que são pela Igreja, estão se autorizando a não gostar da religião, a reagir”, diz ele. Seu colega de PUC, o padre e psicólogo João Edénio dos Reis Valle, afirma não ter dúvida de que a questão de gênero pesa na constante diminuição do número de católicos no País. “Ela pesa em especial nas mulheres de classes mais instruídas e em melhor posição socioeconômica”, afirma. “Essas não só percebem como discutem e não aceitam as posições da Igreja em relação a uma série de questões que as afetam.” E conclui discorrendo sobre a não participação clerical feminina. “Elas reivindicam um papel novo e ativo na vida da instituição.”

4 Escândalo de pedofilia

Em 2002, um grupo de mais de 500 pessoas levou à Justiça americana denúncias de abusos sexuais cometidos por sacerdotes e membros da arquidiocese de Boston, nos Estados Unidos. Esse escândalo foi a chama que fez arder uma fogueira de denúncias mundo afora, inclusive no Brasil. Na Irlanda, só para dar a dimensão do problema, a pedofilia acobertada por seis décadas pela hierarquia católica local foi tachada pela Anistia Internacional como o maior crime contra os direitos humanos já registrado na história daquele país. Para uma instituição que tem como bandeira a verdade sobre o mundo, ser atingida por problemas éticos que constituem crime representou um duro golpe. E a mazela dos escândalos de abuso sexual envolvendo crianças afastou muitos simpatizantes do catolicismo.

É o que defende o cientista da religião Sung. “O militante não terá sua fé abalada. Mas os que se sentiam católicos por uma afinidade de infância ou inspirados em alguma figura pública podem ter deixado de ser por causa desses fatos.”

Para piorar, a Igreja não foi hábil na cicatrização da ferida. “Ela trabalhou a questão na base do segredo e do corporativismo. A lógica interna de uma instituição que se protege e não ventila o problema levou a ampliar o fenômeno, tornando-o uma sensação nos meios de comunicação”, afirma a socióloga da religião Brenda Carranza, da PUC de Campinas. Só há pouco tempo Bento XVI decidiu ordenar que os bispos abrissem normativas internas contra padres suspeitos de ser pedófilos e informassem as autoridades civis. Em setembro, ao visitar sua terra natal, a Alemanha, que perdeu 180 mil adeptos no ano passado por conta dos abusos sexuais praticados por sacerdotes, disse: “Posso compreender que, em vista de tais informações, alguém diga: ‘Esta já não é a minha Igreja.’”

5 Ausência de lideranças

Dom Hélder Câmara, arcebispo emérito de Olinda e Recife, falecido em 1999 aos 90 anos, foi quatro vezes indicado ao Prêmio Nobel da Paz. Grande defensor dos direitos humanos durante a ditadura militar brasileira, homem de vida simples que morava no quartinho de uma sacristia no Recife, ele foi um expoente internacional da Igreja Católica. Multidões se mobilizaram ao seu redor, no Brasil e na Europa, para ouvi-lo. Atualmente, porém, não há entre o colegiado católico nacional símbolos como dom Hélder, capaz de cooptar fiéis por meio do exemplo. “Numa sociedade moderna, em que a adesão à religião acontece por opção pessoal, é preciso que haja nomes admirados publicamente”, diz Sung, da Umesp. As grandes figuras católicas da atualidade são os padres cantores.

Eles, porém, fazem eco entre os católicos militantes, explica Sung, mas não são referência para setores não atuantes do catolicismo. A Igreja deixou de ser representativa entre os brasileiros como algo a ser admirado há quase duas décadas. Dom Paulo Evaristo Arns, cardeal emérito de São Paulo que lutou contra a tortura e os maus-tratos a presos políticos durante a ditadura, e uma dessas figuras que inspiraram muitos católicos, se aposentou em 1998. “Dom Paulo é uma personalidade que enfrentou um regime militar, criava afinidade entre o povo e a instituição”, afirma o padre Libanio. Aos 90 anos, Arns vive recluso em Taboão da Serra, na Grande São Paulo, enquanto sacerdotes empunham microfones para cantar e fazer coreografias de suas músicas no altar.

6 Comunicação centralizada

Há comunidades dentro do catolicismo que lançam mão de tecnologias para se relacionar com os jovens. Elas têm escancarado à Igreja, segundo a socióloga da religião Brenda, que não é mais possível seguir com a ideia de que o fiel se encontra na paróquia. Estabelecida em sua maioria em grandes centros urbanos, essa turma mais nova sofre com o impacto da mobilidade, do crescimento acelerado, do consumo exacerbado, enfim, elementos que a fazem estabelecer relação com a crença muitas vezes a distância. Para a professora da PUC, a noção de participação das novas gerações urbanas é pautada pela afinidade. O jovem busca uma instituição quando se identifica com ela, independentemente da proximidade física. “Mas a noção da Igreja de paróquia é territorial”, diz Brenda. Para o padre Libanio, enxergar as demandas da população e repensar até onde a religião pode ir na direção delas é o caminho para o futuro do catolicismo. “Os fiéis querem aquilo que os satisfaz e têm buscado muito o mundo virtual”, diz ele. “A Igreja Católica tem de repensar a sua estrutura paroquial.”

7 Perda de identidade social

Houve um tempo, em muitas cidades do interior do País principalmente, que frequentar uma igreja era condição obrigatória para quem quisesse engatar um relacionamento amoroso sério. Quantos garotos não foram riscados por potenciais sogras da lista de pretendentes pelo fato de não irem à missa? Assumir-se membro de uma entidade religiosa – católica, de preferência – conferia pertençer a um grupo social. Diante da pressão para uma definição religiosa, muita gente tendia a assumir a crença na qual havia sido batizado, mesmo que exercitasse também a sua fé em terreiros de umbanda ou centros espíritas. “Católico era o imenso guarda-chuva cultural e religioso que permitia o trânsito espiritual”, diz Brenda Carranza, da PUC.

Com a disseminação do processo de secularização no campo religioso nacional, essa prática foi ficando obsoleta. A possibilidade de expressar a fé livre de preconceitos tem feito com que cada vez mais os brasileiros, quando submetidos a censos, assumam que não seguem os dogmas defendidos pela Santa Sé ou mesmo nenhum credo – daí o grupo dos sem-religião também estar em crescimento. O catolicismo, então, perdeu a status de produtor de identidade social.

Infografico Catolica Revista IstoÉ destaca Os 7 pecados da Igreja Católica

Fonte: Revista IstoÉ

15/06/2011

Viver o Evangelho não é utopia, mas forma de vida plena, diz Papa


O Papa Bento XVI inaugurou na tarde da segunda-feira, 13,  na Basílica de São João de Latrão, o Congresso Eclesial da Diocese de Roma que tem o tema: “Estas palavras emocionaram-nos até ao fundo do coração”. A alegria de gerar a fé na Igreja de Roma.

Depois dos primeiros dois anos de reflexão dedicados a participação na Missa dominical, o testemunho da caridade e o itinerário de verificação pastoral, a Diocese de Roma se centrará, no próximo biênio, na iniciação cristã.

O congresso refletirá também o papel das famílias na atuação educativa das crianças e a formação dos catequistas.

No discurso proferido na Basílica de São João de Latrão, o Papa insistiu na necessidade de voltar a proclamar a Boa Nova nas regiões de antiga tradição cristã e exortou a percorrer o caminho no qual se descobre o Evangelho, não como uma utopia, mas como uma forma de vida plena.

Bento XVI salientou também que a fidelidade à fé da Igreja deve conjugar-se com a criatividade catequética que tenha na devida conta o contexto, a cultura e a idade do destinatário.

Citando uma das intervenção durante o sínodo romano, o Papa disse que “a fé não deve ser pressuposta mas proposta. É precisamente assim. A fé não se conserva por si mesma no mundo, não se transmite automaticamente no coração do homem, mas deve ser sempre anunciada. E o anuncio da fé, por sua vez, para ser eficaz deve partir de um coração que acredita, que espera, que ama, um coração que adora Cristo e acredita na força do Espírito Santo”.
Um anuncio que deve ressoar de novo nas regiões de antiga tradição cristã e que se resume na necessidade, já advertida por João Paulo II, de uma nova evangelização dirigida a todos aqueles que apesar de conhecerem a fé já não apreciam a beleza do cristianismo, e inclusive é possível que o considerem como um obstáculo para alcançar a felicidade, salientou o Pontífice.

Neste contexto o Santo Padre repetiu as suas palavras  proferidas aos jovens na Jornada Mundial da Juventude de Colônia: “a felicidade que procurais, a felicidade a que tendes direito tem um nome e um rosto: Jesus de Nazaré escondido na Eucaristia”.

Bento XVI manifestou o desejo de que aumente o compromisso com uma renovada estação de evangelização que não é só o trabalho de alguns, mas de todos os membros da Igreja. Porque, como salientou o Papa, cada um dos fiéis baptizados é mensageiro deste anuncio.

Em primeiro lugar , os pais que são chamados a colaborar com Deus na transmissão do dom inestimável da vida, porém também devem fazer conhecer Aquele que é a Vida. Neste sentido Bento XVI assegurou aos pais o apoio da Igreja nesta missão fundamental.

Além disso, o Santo Padre referiu-se ao trabalho que a comunidade cristã deve fazer na formação dos adolescentes ajudando-os não só a compreender com a inteligência as verdades da fé, mas também com as experiencias de oração, de caridade e de fraternidade.

O Papa salientou ao concluir seu discurso que a fé corre o perigo de permanecer muda se não encontrar uma comunidade que a põe em pratica, tornando-a viva e atraente como experiencia da realidade da vida verdadeira.

Fonte: Canção Nova

08/06/2011

Cristãos gays de 23 países pressionam papa a dizer algo contra homofobia


O Fórum Europeu dos grupos cristãos de Lésbicas, Gays, Bissexuais eTransgêneros (que conta com 44 realidades dos 23 países) vai enviar, no dia 10 de junho, uma carta ao papa [acima, um trecho dela].

A mensagem é clara, libertadora, daquelas sobre as quais se pode construir uma mudança. Os fiéis cristãos se recusam a serem considerados contra a natureza, que merecem tratamento e muito menos compaixão. São pessoas que têm o direito à felicidade e sabem “dar o melhor de si no trabalho e no apoio aos outros”.Com a carta, pede-se um posicionamento claro contra a homofobia, uma condenação dos atos de violência (como o assassinato do ugandense Kato), a colaboração para a descriminalização dos atos homossexuais em nível mundial.

Novo ar dentro da Igreja Católica, como testemunha o próprio Fórum, que aprovou o texto da carta no final de maio para enviá-lo no dia 10 de junho, em Roma, por ocasião da conferência organizada pela Nuova Proposta [associação de leigos/as cristãos/ãs homossexuais] dentro do EuroPride, intitulada: “As pessoas homossexuais e transexuais e as Igrejas cristãs na Europa”. Entre os relatores da manifestação estarão John McNeil, um dos padres fundadores da teologia gay, excluído da ordem dos jesuítas por causa da sua homossexualidade.

Com essa carta ao papa, os cristãos passam de vítimas de medo e de desespero – por serem excluídas e muitas vezes condenadas – a pessoas que têm a coragem de romper o silêncio. Entre os pontos fundamentais, indicam com clareza a Bento 16 os danos provocados pelas terapias reparativas: “Ainda existe uma forma de pressão por parte de alguns expoentes do clero da Igreja Católica Romana sobre os cristãos LGBT para que se submetam a ‘terapias reparativas’ para modificar o sua própria orientação sexual. Essa estratégia da igreja e o pedido às pessoas LGBT para viverem a condição da castidade são causa de muitas tragédias, incluindo suicídios e graves estados de depressão, entre quem tenta observar e seguir heroicamente os ensinamentos da Igreja”.

O pedido é claro: “Vossa Santidade, que não se dê mais como indicação que as pessoas homossexuais devem se submeter a terapias, mas sim que tenham direito a uma vida que preveja também uma relação afetiva no sinal da fidelidade”.

Como o papa irá responder?

O texto não é daqueles que possam cair no vazio. O papa sabe que algumas dioceses começaram uma pastoral de acolhida para os grupos gays? Não chegou do alto nenhuma ordem para parar: isso significa que está sendo dada autonomia aos bispos sobre o assunto?
Se o povo católico vir, nas Igrejas, lésbicas e gays ativos como todos os outros, o efeito será a dissolução de parte dos preconceitos.
03/05/2011

Bento XVI proclama João Paulo II beato diante de um milhão de pessoas


O número dois do Vaticano, cardeal Tarciso Bertone, declarou que João Paulo II poderá ser canonizado “dentro de alguns anos”.

O Papa Bento XVI proclamou neste domingo “beato” seu antecessor, João Paulo II (1978-2005), durante uma imponente cerimônia celebrada na praça de São Pedro diante de um milhão de pessoas de pessoas, que aplaudiram o anúncio.

O Papa, que usava a casula e a mitra de João Paulo II, pronunciou a frase em latim que elevou o antecessor, com o qual colaborou durante 23 anos, à glória dos altares.

“Concedemos que o venerado Servo de Deus João Paulo II, Papa, seja de agora em diante chamado beato”, proclamou.

Muitos aplausos e gritos de “Santo subito” (Santo já), como no dia do funeral de João Paulo II, foram ouvidos na praça, repleta de pessoas que exibiam bandeiras de muitos países, entre elas a polonesa e a brasileira.

A comoção foi grande entre os representantes das 86 delegações de países e, sobretudo, entre aqueles que conheceram de perto o Pontífice, como o cardeal polonês Stanislaw Dziwisz, secretário por mais de 40 anos de João Paulo II.

Uma imensa fotografia de 1995 de Karol Wojtyla foi desvelada no momento da beatificação, no balcão central da basílica.

Bento XVI oficiou a missa ao lado de vários cardeais de todo o mundo e com um dos secretários de João Paulo Pablo II, Mieczslaw Mokrzycki.

Durante a cerimônia, que aconteceu com tempo bom, o Papa também usou o cálice de João Paulo II utilizou nos últimos anos.

Bento XVI elogiou durante a homilia o novo beato, que segundo ele teve a “força de um gigante.

“Abriu a Cristo a sociedade, a cultura, os sistemas políticos e econômicos, invertendo com a força de um gigante, força que vinha de Deus, uma tendência que podia parecer irreversível”, afirmou o Papa.

“Ajudou os cristãos de todo o mundo a não ter medo de serem chamados de cristãos, de pertencer à Igreja, de falar do Evangelho”, disse para a multidão de pessoas de todo o mundo reunidas na praça de São Pedro para a beatificação de João Paulo II, pontífice de 1978 a 2005.

Bento XVI, primeiro pontífice em vários séculos a proclamar beato seu antecessor, recordou que o Papa polonês vivenciou o confronto entre marxismo e cristianismo.

“Karol Wojtyla subiu ao trono de Pedro levando consigo a profunda reflexão entre o marxismo e o cristianismo, centrada no homem. Sua mensagem foi esta: o homem é o caminho da Igreja e Cristo é o redentor do homem”.

“Aquela carga de esperança que de certa maneira se deu ao marxismo e à ideologia do progresso, ele a reivindicou legitimamente para o cristianismo, restituindo a fisionomia autêntica da esperança”, disse.

Na homilia, Bento XVI, que derrubou a norma que obriga um prazo de espera de cinco anos após a morte de uma pessoa para abrir o processo de beatificação, reconheceu que a causa teve uma “razoável rapidez”.

“Já naquele dia (em referência ao funeral) sentíamos o perfume de sua santidade”, disse.

“E eis que o dia esperado chegou. Chegou rápido porque assim quis o Senhor: João Paulo II é beato”, clamou.

O Papa concluiu a homilia agradecendo a Deus por ter concedido a honra de colaborar “durante muito tempo com o beato Papa João Paulo II”.

“Quando me convocou a Roma como Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, durante 23 anos pude estar perto dele e venerar cada vez mais sua pessoa. Sua profundidade espiritual e a riqueza de suas intenções apoiavam meus serviços. O exemplo de sua oração sempre me impressionou e edificou”, afirmou Bento XVI.

O culto litúrgico do novo beato será celebrado a cada 22 de outubro, data do início do pontificado de João Paulo II em 1978.

A beatificação do Papa polonês, que faleceu em 2 de abril de 2005, aos 84 anos, após uma longa batalha contra uma doença que o mundo acompanhou de perto, é o passo anterior à canonização e aconteceu em tempo recorde, inferior aos cinco anos habitualmente necessários para iniciar o processo.

A polícia de Roma calcula que mais de um milhão de pessoas compareceram à capital, a maioria para assistir à beatificação, mas também para o tradicional show realizado na cidade pelo Dia do Trabalho.

Os cristãos da Terra Santa celebraram o evento com uma missa em Belém, cidade onde Jesus Cristo nasceu, na Cisjordânia, na presença do primeiro-ministro palestino, Salam Fayyad.

Fayyad repetiu o célebre apelo do Papa “Não tenham medo” aos palestinos reunidos, falando da reconciliação entre os dois movimentos rivais, o Fatah e o Hamas.

Em Lourdes (sudoeste da França), 20.000 pessoas aclamaram a beatificação desse “peregrino” que esteve duas vezes na cidade mariana.

O novo beato, que está entre os Pontífices que permaneceu mais tempo no trono de Pedro, transformou a face da Igreja em quase 27 anos de pontificado.

A beatificação aconteceu no Dia do Trabalho, o que para muitos é uma feliz coincidência, já que durante a juventude Karol Józef Wojtyla foi operário metalúrgico, além de grande defensor do sindicato independente polonês Solidariedade, que virou um grande movimento nos anos 80 e contribuiu para a queda do comunismo no leste europeu.

Após a cerimônia deste domingo, o Papa Bento XVI abriu a procissão diante do caixão de João Paulo II, instalado dentro da basílica de São Pedro.

Pouco depois de dar a comunhão a um grupo de fiéis e de saudar, em sete idiomas, os milhares de peregrinos presentes, o Pontífice liderou a procissão em homenagem ao novo beato.

Instalado diante do altar central, cercado por flores amarelas, cor do Vaticano, o caixão de madeira clara de João Paulo II tinha uma Bíblia aberta em cima.

Bento XVI rezou em silêncio ante o caixão do antecessor.

Diante do caixão de João Paulo II e de uma preciosa relíquia com seu sangue, expostos dentro da Basílica para veneração, passam há várias horas centenas de fiéis.

Algumas pessoas desmaiaram durante a cerimônia. A nota triste ficou por conta da morte do cardeal espanhol Agustín García Gasco Vicente, de 80 anos, ex-arcebispo de Valencia, que sofreu um infarto pouco antes da cerimônia.

Na segunda-feira à noite, o caixão será colocado definitivamente na capela de São Sebastião, ao lado da capela onde está localizada a célebre estátua Pietà de Michelangelo, na ala direita da Basílica de São Pedro.

A placa de mármore que cobria o túmulo nas grutas vaticanas será enviada para a Cracóvia, para ser utilizada na construção de uma nova igreja, que será erguida em nome do Papa polonês.

Neste domingo, em entrevista à rede italiana Rai Uno, o número dois do Vaticano, cardeal Tarciso Bertone, declarou que João Paulo II poderá ser canonizado “dentro de alguns anos”.

Perguntado pela rede Rai Uno sobre uma eventual canonização do papa polonês, o cardeal Bertone respondeu: “basta um milagre cientificamente provado e considerado como tal, (uma cura) visto como inexplicável do ponto de vista científico pela comissão médica, pela comissão teológica, assim como pelos cardeais e bispos membros da Congregação para a Causa dos Santos”.

Com isso, “diria, certamente, dentro de alguns anos”, acrescentou o Secretário de Estado do Vaticano entrevistado durante o programa Porta a Porta, apresentado neste domingo à noite.

Fonte: AFP

19/04/2011

Padre Marcelo Rossi solta o verbo


Padre Marcelo Rossi solta o verbo contra a Record e detona Edir MacedoMarcelo Rossi resolveu soltar o verbo após anos de silêncio. O padre concedeu uma entrevista exclusiva nas páginas amarelas da revista “Veja”, que foi distribuída para assinantes na tarde deste domingo (17). O religioso da Igreja Católica contou que, há um ano, sofreu um acidente na esteira ergométrica, se machucou e entrou em estado de “tristeza profunda”. Ele revelou que alguns membros da Igreja Católica sentem dor de cotovelo por ele fazer tanto sucesso.

“Em meados de 2007, decidi reduzir as evangelizações em massa. (…) Passei por um tremendo baque durante a visita de Bento XVI ao Brasil. Eu tinha um sonho na vida: cantar para o papa na minha terra. Nunca escondi isso de ninguém. Mas me colocaram para fazer um espetáculo às 5h40 da manhã (…) Fui vítima de boicote. (…) Eles capricharam na humilhação”, revelou.

Ao ser questionado, Rossi contou que se relaciona bem com alguns evangélicos.

“Eu respeito os que têm uma doutrina, como a Assembléia de Deus. Outros, eu chamo de seita. Seita, para mim, é a Renascer e aquela lá do bispo Edir Macedo. O Gugu, que é meu amigo, certa vez me chamou para ir no programa dele, da Record. Record não dá, né? Deus abençoe o Edir Macedo, mas eu não concordo com nada do que ele prega e veicula”, detonou.

Ainda na entrevista, Rossi também falou sobre o assédio feminino e criticou o Padre Fábio de Mello.

“A batina é a maior identidade sacerdotal. Acho um perigo não usá-la. A batina impõe respeito, é uma proteção – inclusive contra o assédio das mulheres. Você não imagina a quantidade de besteiras que eu ouço. (…) Algumas mulheres conseguem até o número do meu celular. Já alertei o Fábio para que não deixasse de usar a batina. E ele está usando, por acaso? Bem se vê que eu não tenho influência sobre ele”, disse.

Fonte: Aj

04/03/2011

Papa exonera judeus de serem os culpados pela morte de Jesus


No dia 10 de março o papa Bento XVI lançará a segunda parte do livro “Jesus de Nazaré” que fala sobre a paixão, morte e ressurreição de Cristo e os momentos mais decisivos na vida de Jesus, segundo o papa. Nessa obra o bispo de Roma exonera os judeus de serem os culpados por Jesus ser condenado à morte.

O Pontífice assinala que, quando no Evangelho de Mateus se fala que “todo o povo” pediu a crucificação de Cristo, “não se expressa um fato histórico”. Na visão dele não seria possível ter tantas pessoas condenando. “Como seria possível todo o povo (judeu) estar presente nesse momento para pedir a morte de Jesus?”, questiona o papa teólogo.

De acordo com ele essa errônea interpretação de que todos os judeus condenaram Cristo teve consequências “fatais”, em referência às contínuas acusações de deicídio aos judeus durante séculos, que propiciou sua perseguição.

Bento XVI acrescenta que a “realidade” histórica aparece mais correta nos evangelhos de João e Marcos. E que o verdadeiro grupo de acusadores foram alguns círculos do templo de Jerusalém e a massa que apoiava Barrabás no contexto da anistia pascal.

O Concílio Vaticano II (1962-1965), que lançou à Igreja ao século XXI, promulgou a declaração “Nostra Aetate”, com o fim dos católicos retiraram as acusações de deicídio contra os judeus.

A primeira parte de “Jesus de Nazaré”, de 448 páginas, foi apresentada pelo Vaticano no dia 13 de abril de 2007 e nela o pontífice mostrou um Jesus “real”, e afirmou que Cristo é uma figura “historicamente sensata e convincente”.

Fonte: Gospel Prime

 

24/02/2011

É bíblica a infalibilidade papal?


A Igreja Católica Romana ensina que o papa é infalível quando fala de sua posição de autoridade sobre um assunto ou doutrina em particular (falando ex cathedra). Muitos têm um entendimento errôneo da “infalibilidade papal” como indicando que tudo que o papa diz é infalível. Isto não é o que a Igreja Católica Romana quer dizer com “infalibilidade papal”. De acordo com a Igreja Católica Romana, esta infalibilidade do papa, somente quando estiver falando ex cathedra, é parte do magisterium da Igreja Católica Romana, ou “autoridade de ensinar da Igreja”, que Deus deu à “Igreja mãe” para a guiar sem falhas. Esta “autoridade de ensinar da Igreja” é constituída da habilidade infalível de ensinar do papa, a habilidade infalível de ensinar dos concílios da igreja convocados pela autoridade do papa e do magistério ordinário dos bispos (autoridade de ensinar doutrinas religiosas). Este magistério ordinário envolve, entre outras coisas, bispos em vários lugares começando a ensinar as mesmas doutrinas (por exemplo, o ensinamento de que Maria foi concebida sem pecado), e se este ensinamento ganha aceitação através da igreja como um todo, isto indica que o Santo Espírito trabalha através dos bispos e que este ensinamento vem de Deus. O Papa pode, depois, reconhecer tal e proclamar, infalivelmente, que isto vem de Deus e deve ser aceito por todos os católicos romanos.

A questão é se este ensinamento está em concordância com as Escrituras. A Igreja Católica Romana vê o papado e a autoridade infalível de ensinar da “Igreja mãe” como sendo necessária para guiar a Igreja, e usa isto como argumento lógico para a provisão de Deus neste assunto. Mas examinando as Escrituras, acharemos o seguinte:

1) Apesar de Pedro ter sido central na distribuição do Evangelho nos primeiros tempos (parte do significado atrás de Mateus 16:18-19), o ensinamento das Escrituras, visto em contexto, em lugar algum declara que ele, Pedro, estava em autoridade acima dos outros apóstolos ou acima de toda a Igreja (veja Atos 15:1-23; Gálatas 2:1-14; I Pedro 5:1-5). Nem ao menos uma vez sequer, as Escrituras ensinam que o Bispo de Roma deveria ter supremacia sobre a Igreja. Ao contrário, há apenas uma referência nas Escrituras de Pedro escrevendo da “Babilônia”, um nome às vezes aplicado a Roma, encontrado em I Pedro 5:13; basicamente disto e do aumento histórico da influência do Bispo de Roma vem o ensinamento da Igreja Católica Romana sobre a primazia do Bispo de Roma. Entretanto, as Escrituras mostram que a autoridade de Pedro era dividida com outros apóstolos (Efésios 2:19-20) e que a autoridade de “ligar e desligar” a ele atribuída era da mesma forma dividida com as igrejas locais, não apenas seus líderes (veja Mateus 18:15-19; I Coríntios 5:1-13; II Coríntios 13:10; Tito 2:15; 3:10-11). Então, o alicerce para a infalibilidade papal… a existência do próprio papado não tem base nas Escrituras.

2) Em lugar algum as Escrituras afirmam que para manter a igreja livre de erro, a autoridade dos apóstolos foi passada adiante àqueles que eles ordenaram (ensinamento da Igreja Católica Romana chamado “sucessão apostólica”). A sucessão apostólica é uma leitura forçada destes versos que a Igreja Católica Romana usa para apoiar esta doutrina (II Timóteo 2:2; 4:2-5; Tito 1:5; 2:1; 2:15; I Timóteo 5:19-22). Paulo NÃO chama os crentes em várias igrejas para que recebam Tito, Timóteo e outros líderes da igreja baseado na sua autoridade como bispos, mas baseado no fato de serem colaboradores com ele (I Coríntios 16:10; 16:16; II Coríntios 8:23). O que as Escrituras ensinam é que falsos ensinamentos se levantariam mesmo dentre os líderes aceitos pela igreja, e que os cristãos deveriam comparar os ensinamentos destes líderes de igreja com as Escrituras. Só elas são infalíveis, como diz a Bíblia. A Bíblia não ensina que os apóstolos são infalíveis, exceto quando algo por eles escrito é incorporado nas Escrituras (II Timóteo 3:16; II Pedro 1:18-21). Paulo, falando aos líderes da igreja na cidade de Éfeso, faz menção à vinda de falsos mestres, e para lutar contra tal erro ele não recomenda os apóstolos e aqueles que têm autoridade”, mas recomenda “a Deus e à palavra da sua graça…” (Atos 20:28-32).

3) Em nenhum lugar as escrituras dão o ensinamento sobre o “magisterium” ou magistrado dos bispos tratando-o como de igual peso com as Escrituras. O que mostra a história é que quando alguma outra fonte de autoridade é tratada como sendo de igual peso com as Escrituras, a segunda autoridade sempre termina substituindo as Escrituras (o que é o caso com os outros escritos aceitos dos Mórmons e com a revista “ A Sentinela”, publicada pelas Testemunhas de Jeová). Assim também acontece com a Igreja Católica Romana. Repetidamente o Catecismo Católico afirma que muitas de suas doutrinas não são encontradas ou baseadas nas Escrituras (Maria como co-redentora e co-mediadora, sem pecado, concebida sem pecado; sua assunção; orar a santos e venerá-los, assim como suas imagens; etc.). Para os católicos romanos, é a “Igreja mãe” a autoridade final, não as Escrituras, mesmo dizendo eles que o magisterium é “servo das Escrituras”. Mais uma vez, a Bíblia ensina que somente as Escrituras devem ser usadas como padrão para que se separe a verdade da mentira. Em Gálatas 1:8-9, Paulo afirma que não é QUEM ensina, mas O QUE é ensinado que deve ser usado para determinar o que é verdade e o que é engano. E apesar da Igreja Católica Romana continuar a pronunciar maldição de inferno àqueles que rejeitarem a autoridade do papa, as Escrituras reservam esta maldição àqueles que ensinarem um evangelho diferente daquele que já foi dado e registrado no Novo Testamento (Gálatas 1:8-9).

4) Enquanto a Igreja Católica Romana vê a sucessão apostólica e o infalível magisterium da igreja como algo logicamente necessário para Deus guiar a Igreja sem erros, as Escrituras afirmam que Deus providenciou para sua igreja através:

(a) das infalíveis Escrituras (Atos 20:32; II Timóteo 3:15-17; Mateus 5:18; João 10:35; Atos 17:10-12; Isaías 8:20; 40:8; etc.),

(b) o sumo-sacerdócio incessante de Cristo no céu (Hebreus 7:22-28),

(c) a provisão do Espírito Santo, que guiou os apóstolos à verdade após a morte de Cristo (João 16:12-14), que dá o dom aos crentes para a obra no ministério, incluindo o do ensino (Romanos 12:3-8; Efésios 4:11-16) e que usa a Palavra escrita como Seu maior instrumento (Hebreus 4:12; Efésios 6:17).

Resumindo, a Bíblia fala de apenas um guia duradouro, “tangível” e infalível deixado por Deus para Sua igreja. É a Palavra escrita de Deus, não um líder infalível (II Timóteo 3:15-17). E da mesma forma que Ele deu seu Santo Espírito para guiar os homens santos para que escrevessem tais Escrituras (II Pedro 1:19-21), também Ele deu Seu Santo Espírito para que habitasse, enchesse, guiasse e distribuísse dons aos membros da Sua igreja nos dias de hoje, para o propósito de direcioná-la através da correta interpretação da Palavra escrita (I Coríntios 12; 14; Efésios 4:11-16). Que haja facções ou falsos ensinamentos hoje, não deveria ser surpresa, pois a Bíblia também nos alerta de que haveria falsos mestres que “torceriam” o significado da Palavra escrita (II Pedro 3:16) e que estes falsos mestres se levantariam de dentro das igrejas (Atos 20:30). Por isto, os crentes deveriam voltar-se para Deus e para a “palavra de Sua graça” para que fossem guiados (Atos 20:32), determinando a verdade não por QUEM a disse, mas comparando-a com o evangelho já recebido pela igreja primitiva, o evangelho registrado a nós nas Escrituras (Gálatas 1:8-9; veja também Atos 17:11).

04/01/2011

Bento XVI convoca líderes religiosos de todo o mundo para Jornada Mundial de Oração pela Paz


papa Bento XVI 250x184 Bento XVI convoca líderes religiosos de todo o mundo para Jornada Mundial de Oração pela PazO papa Bento XVI anunciou ontem que pretende realizar um encontro na cidade italiana de Assis com líderes religiosos de todo o mundo, recordando o 25.º aniversário de uma iniciativa semelhante organizada por João Paulo II em 1986. O evento, conhecido como Jornada Mundial de Oração pela Paz, será em outubro.

“Vou peregrinar à cidade de São Francisco e convido os irmãos cristãos das distintas confissões, os representantes das tradições religiosas do mundo e, de forma ideal, todos os homens de boa vontade a se unirem a mim neste caminho para renovar solenemente o compromisso dos crentes de toda religião a viver a própria fé como um serviço à causa da paz”, disse o papa ontem, depois da oração do Ângelus na Praça de São Pedro, em Roma. Bento XVI reafirmou que as “grandes religiões podem constituir um importante fator de unidade e de paz para a família humana”.

Nas últimas semanas, diversos discursos papais enfatizaram a importância da liberdade religiosa na construção da paz. Ontem, Bento XVI sublinhou a importância do comprometimento dos líderes políticos para diminuir os conflitos que afligem as nações.

Na mensagem do Ângelus, Bento XVI denunciou o que considera dois extremos negativos atuantes no mundo: “Por um lado, o laicismo, que, de forma muitas vezes oculta, marginaliza a religião para confiná-la à esfera privada; por outro, o fundamentalismo, que pretende impor a religião a todos pela força”.

Em uma mensagem para a Jornada Mundial da Paz, celebrada ontem, o papa já havia afirmado que a “liberdade religiosa não é um patrimônio exclusivo daqueles que creem, mas de toda a família dos povos”. “É um elemento imprescindível do Estado de direito; não se pode negá-lo sem afetar os outros direitos e liberdades, pois são sua síntese e seu cume”, afirmou o papa

Nos pronunciamentos, o papa Bento XVI animou os cristãos a permanecer firmes diante da intolerância e da violência. O pedido ocorreu horas depois de um atentado a bomba matar cerca de 21 pessoas que deixavam uma igreja egípcia depois da missa. O papa condenou a ampliação da campanha contra os cristãos no Oriente Médio. Em um ataque em outubro a uma igreja de Bagdá, 68 pessoas foram mortas.

“Diante das discriminações, abusos e intolerâncias religiosas, que hoje afetam de modo particular os cristãos, dirijo o premente convite a não ceder ao desalento e à resignação”, afirmou o pontífice.

Fonte: Estadão / Gospel Prime

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