Posts tagged ‘cardeal’

29/09/2013

Vaticano sugere à ONU lei contra a perseguição religiosa


Vaticano sugere à ONU lei contra a perseguição religiosa O Vaticano se pronunciou pedindo que a ONU crie uma lei contra a perseguição religiosa. O pedido veio em resposta a uma ação de países muçulmanos que querem uma “lei contra a difamação das religiões”.

O cardeal Peter Kodwo Appiah Turkson, natural de Gana, disse que diante dos últimos acontecimentos é necessário “pedir a adoção de uma lei contra a perseguição de minorias, designadamente cristãos”. Ele se refere ao massacre a cristãos que tem acontecido em diversos países muçulmanos como o Egito, a Síria, o Iraque e outros.

Até o papa Francisco tem mostrado preocupação com a situação das minorias religiosas nesses países, na quarta-feira (25) durante a homília na praça São Pedro ele pediu para que os fiéis rezassem pelos milhares de cristãos perseguidos.

O pedido de uma lei mundial sobre a perseguição religiosa foi feito durante a conferência de imprensa que aconteceu no Vaticano durante esta semana reunindo cardeais da Igreja Católica que se preparam para o 50.º aniversário da encíclica do papa João XXIII.

Além de lembrar sobre a morte de cristãos, Turkson também alertou os presentes sobre a exploração da água na África dizendo que os chineses e outros povos vão até o continente para procurar ouro nos rios deixando-os poluídos.

Outros cardeais comentaram sobre as injustiças sociais do mundo, o fornecimento de armas e a violação dos países ocidentais sobre as regras do “Estado de Direito” se referindo aos regimes autoritários. Com Informações Noticias Ao Minuto.

14/11/2012

Arcebispo católico diz que imprensa “exagera” em casos de pedofilia


Arcebispo católico diz que imprensa “exagera” em casos de pedofiliaO Cardeal George Pell, da Arquidiocese de Sydney, é a autoridade máxima da Igreja Católica na Austrália. Ele deu uma entrevista nesta terça-feira onde defendeu os padres das acusações de abuso sexual a crianças.

George acredita que imprensa está fazendo uma “campanha” contra os católicos no país, divulgando fatos “exagerados”.

Empunhando um volumoso dossiê, o religioso quer ter uma oportunidade de provar que não tentou encobrir casos de pedofilia envolvendo padres australianos.

“A Igreja Católica se esforça para apurar os casos e considera importante a investigação da polícia. Ficará provado que as denúncias são exageradas. Há uma campanha persistente da imprensa para atacar a Igreja nesse caso. Uma pergunta a ser feita é se é positivo para as vítimas esse furor da imprensa. A busca por justiça é um direito de todos. Estou pronto para cooperar totalmente. É uma grande oportunidade de ajudar as vítimas e desfazer exageros, separando fatos da ficção”, declarou.

Sua reação veio após a polícia divulgar denúncias de abuso sexual de menores em uma escola católica em Sydney. Com isso, a premiê australiana Julia Gillard anunciar a formação de uma comissão especial para investigar a pedofilia cometida por religiosos no país.

A principal acusação contra a Igreja Católica em várias partes do mundo é justamente a falta de punição. Os líderes abafam os casos e acabam deixando os abusadores livres da Justiça comum. Um estudo nacional encomendado pela Conferência Americana de Bispos Católicos à Universidade John Jay de Justiça Criminal, nos EUA alguns anos atrás, mostrou que dos 4.392 padres acusados, apenas 14,1% foram denunciados à polícia. O resto das acusações ficou dentro das dioceses, acobertado por líderes como o cardeal Bernard Law. As informações são do portal Terra.

Em março de 2010, o Papa Bento XVI divulgou uma carta pastoral condenando a pedofilia, algo que já era condenada pela doutrina católica. No documento, o Papa, mesmo tendo sido acusado de encobrir vários casos de padres pedófilos no passado, expressou a sua profunda “vergonha” pelos crimes de pedofilia cometidos pelos clérigos católicos, “pediu desculpa às vítimas” e disse ainda “que os culpados devem responder “diante de Deus e dos tribunais””.

Fonte: Gospel Prime

09/10/2012

Cardeal norte-americano diz que casos de pedofilia influenciaram “redução drástica” da fé no Ocidente


O cardeal de Washington afirmou que os casos de pedofilia que abalaram a Igreja Católica nos últimos anos estão entre os factos que desencadearam uma redução drástica da fé cristã no mundo ocidental.

O cardeal Donald William Wuerl falava no início dos trabalhos do Sínodo dos Bispos de 2012, subordinado ao tema “Nova Evangelização”. O encontro, a decorrer no Vaticano, foi aberto no domingo pelo papa Bento XVI.

Durante a leitura do “Relatio ante disceptationen” (título em latim), documento que contém as indicações fornecidas aos prelados para a preparação do Sínodo, Wuerl afirmou que a “drástica redução” da prática da fé cristã entre os fiéis do mundo ocidental é uma consequência dos “transtornos ocorridos” durante as décadas de 1970 e 1980.

Segundo o cardeal, uma catequese “escassa ou incompleta” e “algumas aberrações” na prática da liturgia levaram a que gerações inteiras se afastassem da fé cristã.

“Foi como se um ‘tsunami’ de influência secular tivesse destruído toda uma paisagem cultural, arrastando com ele alguns indicadores sociais, como o matrimônio, a família, o conceito do bem comum e a distinção entre o bem e o mal”, afirmou o cardeal norte-americano.

Numa referência aos casos de pedofilia que envolveram membros do clero, Wuerl afirmou que “de maneira trágica, os pecados de alguns incentivaram a desconfiança em algumas estruturas da Igreja”.
Ainda durante a leitura do relatório, feita em latim, o idioma oficial do Vaticano, o cardeal denunciou que a sociedade atual “subestima e por vezes ridiculariza” a família tradicional.

O núcleo familiar continua a ser o pilar da sociedade e o contexto natural para a transmissão da fé, sublinhou.

O cardeal acrescentou que a atual sociedade exalta a liberdade individual e a supremacia do indivíduo, referindo que a secularização, o laicismo e o racionalismo criaram uma ideologia que “subjuga a fé à razão”.

A progressiva secularização criou, salientou Wuerl, “uma espécie de eclipse do sentido de Deus”.

Como tal, o cardeal de Washington defendeu a urgência de uma nova evangelização.

O Sínodo dos Bispos irá decorrer até 28 de outubro, contando com a presença de 262 prelados de todo o mundo. Também participam no encontro representantes de 15 igrejas cristãs não católicas.

Fonte: Diário Digital (Portugal)

04/09/2012

Igreja Católica “parou há 200 anos”, diz cardeal italiano


Igreja Católica “parou há 200 anos”, diz cardeal italianoFaleceu na última semana o cardeal italiano Carlo Maria Martini um acadêmico e estudioso da Bíblia que serviu como arcebispo de Milão por mais de 20 anos. Em sua última entrevista Martini chegou a fazer duras críticas a Igreja Católica dizendo que a instituição não tem acompanhado os avanços da sociedade.

“A nossa cultura envelheceu, as nossas igrejas são grandes e vazias e a burocracia eclesiástica está crescendo, os nossos ritos religiosos e vestimentas são pomposos”, afirmou ele semanas antes de falecer.

Sua proposta para impedir que esse atraso continue afastando os fiéis seria de resgatar a confiança e fazer algumas adaptações na doutrina da instituição, transformações que começariam pelo papa Bento XVI e pelos seus arcebispos.

Para o jornal italiano Corriere della Sera o cardeal disse que entre as mudanças deve haver uma postura mais generosa em relação aos fiéis da Igreja Católica que são divorciados.

Outro ponto polêmico que Martini tocou durante a entrevista foi sobre os escândalos envolvendo líderes religiosos em casos de pedofilia. “Os escândalos sexuais envolvendo crianças nos obrigam a uma viagem de transformação”, teria dito.

As opiniões de Carlo Maria Martini sempre foram críticas em relação ao Vaticano, principalmente em relação a proibição do uso de camisinhas, que para ele era “o menor dos males”.

Em sua opinião os preservativos seriam uma das melhores maneiras de combater o Aids na África e se não bastasse sua posição em relação a isso, Martini também defendia a participação das mulheres no clero.

O cardeal Carlo Maria Martini faleceu na sexta-feira (31) aos 85 anos, seu corpo foi velado na catedral de Milão recebendo milhares de visitas. O enterro acontece nesta segunda-feira.

Com informações BBC

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