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13/03/2019

A missionária sueca perseguida no Brasil, internada em hospício e ‘esquecida’ pela História


Frida Maria Strandberg Vingren morreu aos 49 anos, no dia 30 de setembro de 1940, na Suécia, nos braços da filha. Abatida, ela pesava 23 quilos.

Frida Maria Strandberg Vingren morreu aos 49 anos, no dia 30 de setembro de 1940, na Suécia, nos braços da filha. Abatida, ela pesava 23 quilos.

No decorrer dos cinco anos anteriores, entre idas e vindas em um hospital psiquiátrico de Estocolmo, a missionária sueca perdera quase 40 quilos. Ela fora internada pela primeira vez no dia 12 de janeiro de 1935, levada da estação central da cidade, quando tentava tomar um trem que a levaria para Portugal – de onde, acredita-se, pegaria um navio de volta para o Brasil.

Casada com o sueco que fundou, em Belém do Pará, a Assembleia de Deus, Frida se tornou uma das mais importantes lideranças da igreja no decorrer dos 15 anos em que esteve no Brasil. Ajudou a construir o ministério no Rio de Janeiro, comandava um jornal e pregava em praça pública.

Suas atribuições – muitas até então reservadas apenas aos homens –, entretanto, desagradaram pastores brasileiros e suecos, fizeram com que ela fosse perseguida e pressionada a voltar a seu país de origem, onde teve um fim trágico.

história da missionária passou décadas esquecida e, nos últimos anos, vem sendo resgatada tanto na Suécia quanto no Brasil. Foi tema de livro, de tese de doutorado e voltou a alimentar o debate – atual e ainda polêmico – sobre o papel da mulher na Assembleia de Deus, a maior religião pentecostal do país, com 12 milhões de fiéis.

Belém do Pará, onde tudo começou

Frida embarcou para Belém em 1917, aos 26 anos, enviada pela Igreja Filadélfia, uma denominação pentecostal baseada em Estocolmo.

Veio para juntar-se a Gunnar Vingren, que, sete anos antes, havia fundado a Assembleia de Deus no Brasil. Eles haviam se conhecido naquele mesmo ano, quando o missionário estava na Suécia para arrecadar fundos e visitar a família.

“Ele conta a ela sobre a missão e ela se apaixona pela ideia do Brasil”, diz Valéria Vilhena, pesquisadora da Universidade Metodista, que baseou o doutorado na vida da missionária e que lança neste ano um livro sobre sua história.

Frida, Gunnar e dois filhos

 chegou ao Brasil sete anos antes de Frida, em 1910; o casal teve seis filhos

Três meses depois de desembarcar no Norte do país, ela se casa com Gunnar, em uma cerimônia realizada pelo pastor sueco Samuel Nyström, que, ironicamente, se tornaria um de seus maiores antagonistas.

No início, Frida restringe seu trabalho aos serviços sociais da igreja, tradicionalmente entregues às mulheres. Cuidar dos filhos, zelar pelos órfãos, visitar os idosos e os doentes.

A jovem ia com frequência aos centros afastados que isolavam pacientes com hanseníase do restante da população – os chamados leprosários, que surgiram no Brasil naquela época –, diz Kajsa Norell, jornalista sueca autora de Halleljua Brasilien!, lançado em 2011, que conta a história do surgimento da Assembleia de Deus no Brasil.

O marido, missionário “por vocação”, na definição de Vilhena, estava constantemente viajando, buscando expandir o trabalho da igreja. A saúde frágil fazia com que ele quase sempre voltasse para casa doente. As particularidades da região que escolheu para pregar não ajudavam: pegou malária diversas vezes.

“Ele ficava muito tempo de cama”, diz o sociólogo Gedeon Freire de Alencar, autor de Matriz Pentecostal Brasileira: Assembleias de Deus, 1911-2011 e um dos primeiros a redescobrir a história de Frida, no início dos anos 2000.

Com o tempo, a missionária assume cada vez mais as atribuições de Gunnar em Belém. Talentosa, ela começa a traduzir os hinos da igreja sueca para o português. Canta, toca e começa a pregar.

“Ela transforma os boletins entediantes dos missionários (publicados nos jornais da igreja sueca) em histórias incríveis. Um dos textos conta sobre a prisão que ela visitava toda semana em Belém, que mantinha 200 garotos entre cinco e 20 anos de idade, alguns que estavam ali simplesmente por não terem pai”, conta Norell, que passou meses entre os arquivos da Igreja Filadélfia, mantidos em um castelo nas redondezas de Estocolmo.

Frida com presos

Direito de imagemACERVO CPAD-CEMPImage captionFrida na escola dominical em que lecionava, em uma prisão no Rio de Janeiro

Frida passa então a bater de frente com o pastor Samuel Nyström – à frente do jornal da Assembleia de Deus, batizado de Boa Semente –, que era radicalmente contra que as mulheres pudessem pregar.

Em sua correspondência com a liderança da igreja na Suécia, Nyström passa a reclamar da missionária em toda oportunidade que lhe aparece. “Nas cartas que escrevia a Lewi Pethrus (uma das maiores figuras do pentecostalismo sueco) o tom é de fofoca mesmo: ‘Hoje ela fez isso e isso, ontem foi isso e isso'”, afirma Norell.

Em 1924, com quatro filhos, o casal Frida e Gunnar decide então se mudar para o Rio de Janeiro para fundar um novo ministério. “Eles decidem sair de Belém porque a tensão já era insustentável”, ressalta Vilhena.

 

O ministério feminino no Rio de Janeiro

Na capital carioca, Frida expande seu trabalho. Torna-se a primeira mulher da religião a dirigir uma escola bíblica dominical, fundada em uma prisão, e inicia o jornal Som Alegre, através do qual passa a defender o ministério feminino.Frida

Seus textos citam com frequência trechos da Bíblia que, em sua visão, deixavam claro que as mulheres poderiam pregar, ensinar ou doutrinar.

O comportamento desagrada também pastores brasileiros, incluindo Paulo Leivas Macalão, gaúcho, de família abastada e com tradição militar, que estava à frente da Assembleia de Deus Madureira, hoje uma das maiores do país.

“Parte dos pastores da igreja no Rio de Janeiro já não queria se submeter a sueco pobre e semiletrado. A mulher, muito pior”, acrescenta Alencar.

Ele lembra que, no início do século 20, a Suécia era um país pobre, onde a igreja luterana era a religião oficial. Perseguidos, os pentecostais migraram especialmente para os Estados Unidos. Os que vieram para o Brasil escolheram Belém porque, na época, graças à riqueza gerada pela borracha, era uma das cidades mais ricas do país.

A convenção de 1930 e o ‘enquadramento’

As tensões culminam na convocação da primeira grande convenção da Assembleia de Deus, realizada no dia 12 de julho de 1930, em Natal (RN).

“O motivo da convocação foi Frida”, destaca Isael Araújo, pastor da Assembleia de Deus em Niterói e autor da biografia Frida Vingren, lançada em 2014.

No encontro, os pastores definiram as atividades que poderiam ser desempenhadas pelas mulheres na igreja. Elas não chegaram a ser expressamente proibidas, por exemplo, de pregar – mas a atribuição não estava na lista do que as religiosas “tão somente” poderiam fazer.

“Foi um enquadramento”, acrescenta Araújo, que foi chefe do Centro de Estudos do Movimento Pentecostal (CEMP) da Casa Publicadora das Assembleias de Deus (CPAD). Em todo o processo, Gunnar ficou ao lado da esposa e defendeu o ministério feminino, mas foi voto vencido.

Nos meses que se seguiram, a situação ficou pior. Frida usou seu espaço no jornal da Assembleia para desafiar as decisões tomadas na convenção e para pedir que as mulheres não recuassem. “Um dos textos dessa época tinha como título ‘Deus nos convoca para a guerra’. Era uma demonstração direta de insubordinação”, diz Alencar.

Frida Strandberg Vingren

Direito de imagemACERVO CPAD-CEMPImage captionPressionada, Frida deixa o Brasil em 1932

O clima de conflito fica claro nas cartas trocadas entre os missionários e em outros

documentos da época: “Eles (os missionários brasileiros) precisam de homens. De preferência, com as mesmas qualidades de liderança como a de Frida e Adina (Nelson, esposa de Otto Nelson), mas do sexo masculino”, escreve o pastor A.P. Franklin no jornal da igreja na Suécia, chamado The Harald.

A situação escalou depois de um suposto caso de adultério de Frida com um brasileiro. Apesar de não haver uma confirmação documental do romance que a missionária teve com o rapaz, bem mais novo que ela, os indícios levam a crer que isso de fato aconteceu.

“Eu realmente acredito que seja verdade”, diz Norell, que entrevistou um dos filhos de Frida e algumas de suas netas enquanto escrevia o livro e que identificou o assunto em cartas enviadas à Suécia “por pessoas que não eram hostis a ela”.

O pastor que era ‘uma mistura de Edir Macedo com Silas Malafaia’

A situação fica insuportável no Brasil e, em de 1932, o casal, que na época tinha seis filhos, decide retornar à Suécia. Antes de partir, contudo, eles perdem a filha mais nova – e Gunnar morre pouco tempo depois de chegar à Europa.Frida e Gunnar (esq.) foram casados pelo pastor Samuel Nyström (dir.), que viveu no Brasil com a esposa, Lina (também na foto)

Direito de imagem’HALLELUJA, BRASILIEN!’/CORTESIA KAJSA NORELLImage captionFrida e Gunnar (esq.) foram casados pelo pastor Samuel Nyström (dir.), que viveu no Brasil com a esposa, Lina (também na foto)Frida quer retomar a vida de missionária, mas a liderança da igreja no Brasil não aprova seu retorno. Na Suécia, suas aspirações também são tolhidas por Lewi Pethrus, um dos maiores líderes da igreja pentecostal no país.

Inimigo poderoso, ele era “mistura de Edir Macedo com Silas Malafaia”, define o pastor Araujo. A comparação com o fundador da Igreja Universal do Reino de Deus, denominação neopentecostal, e com o pastor do ministério Vitória em Cristo, ligado à Assembleia de Deus, dá conta do espírito “empreendedor” de Pethrus e de sua postura muitas vezes polêmica.

Em 1964, Pethrus fundaria o partido democrata-cristão sueco – o Kristdemokraterna (KD) –, de centro-direita.

Diante dos reiterados pedidos de Frida, o líder afirma que seu trabalho no Brasil havia prejudicado a missão e dá-lhe um não definitivo.

Ela levanta então recursos por conta própria e decide ir para Portugal.

O hospício e o esquecimento

Detida na estação de trem de Estocolmo, ela já sai com uma camisa de força em direção ao hospital psiquiátrico.

A igreja lhe tira a guarda dos filhos e doa todos os seus pertences.

Para Kajsa Norell, é difícil dizer se, naquele momento, Frida realmente tinha algum tipo de doença psiquiátrica. “Ela estava esgotada, física e mentalmente, já tinha tido malária no Brasil e, provavelmente, sofria de alguma doença na tireoide”.

Em nenhum dos prontuários médicos, contudo, há o diagnóstico de que ela sofria de algum distúrbio mental.

Frida Strandberg Vingren

Direito de imagemACERVO CPAD-CEMPImage captionFrida morreu aos 49 anos

Durante sua pesquisa, a autora percebeu “alguma coisa estranha” nos olhos de Frida. Quanto mais recente a fotografia, mais saltados eles pareciam. A partir dos registros médicos da missionária, especialistas concluíram que ela tinha possivelmente hipertireoidismo – doença que provavelmente a matou.

Para o pastor Araújo, o conflito direto com as maiores lideranças da igreja está entre as razões para o ‘esquecimento’ de Frida. Ele nega que a biografia, publicada pela editora da Assembleia de Deus, seja uma ação de reparação à missionária.

“Gunnar Vingren, o pioneiro da igreja, já tinha uma biografia. A esposa, ainda não. Não quis fazer uma biografia crítica, porque não sou sociólogo”, justifica.

Ele diz ter se deparado com a história quando trabalhava no Dicionário do Movimento Pentecostal, em 2007, e viajou à Suécia em 2008. Os diários de Gunnar e parte do acervo que estava com a família, incluindo fotos, hoje se encontram no Brasil.

Na Suécia, a Igreja Filadélfia foi confrontada com a trajetória de Frida quando o livro de Kajsa Norell foi lançado.

“Aquilo era uma novidade completa para nós”, diz Gunnar Swahn, que foi secretário de missões da Igreja Filadélfia até recentemente, quando se aposentou. “Foi horrível o que fizeram com ela. Muita gente ficou chocada com a forma como ela foi tratada pelas antigas lideranças”.

O livro, ele acrescenta, se soma a outras obras publicadas nos últimos anos na Suécia que revelam traços e atitudes polêmicas de Lewi Pethrus, em relação ao qual a igreja tem hoje uma postura crítica. “Digamos que ele não é idolatrado pelos fiéis, apesar de ainda ser uma figura importante”.

Igreja Filadélfia, em Estocolmo

Direito de imagemSIMEON HAGSTRÖM/CORTESIAImage captionA Igreja Filadélfia, que mandou Frida para o Brasil, tem hoje visão bastante crítica em relação a Lewi Pethrus, um dos maiores líderes da denominação e poderoso inimigo da missionária

Questionado sobre as mulheres, se elas hoje podem ser pastoras, ele se apressa: “Ah, sim! Nós gostamos de pensar que somos uma igreja progressista.”

A BBC News Brasil não teve retorno da Assembleia de Deus Belém sobre o pedido de entrevista e não conseguiu contato com a Assembleia de Deus Madureira, no Rio de Janeiro.

A Assembleia de Deus e as mulheres

As mulheres têm ganhado cada vez mais espaço dentro das Assembleias de Deus no Brasil, diz Alencar. Essa tendência, contudo, é bastante assimétrica nas diferentes regiões do país, justamente pelas características da religião.

Ao contrário da Igreja Católica, bastante hierarquizada, sua estrutura é congregacional. “É como se fosse uma democracia direta”, compara o sociólogo. Cada congregação define suas liturgias, “tem lugar que aceita mulher, tem lugar que não aceita”.

Em 2005, ele exemplifica, o pastor Manoel Ferreira – filiado ao PSC e presidente da Convenção Nacional das Assembleias de Deus no Brasil – Ministério de Madureira (Conamad) –, ao consagrar Jairo Manhães como pastor, acabou consagrando, sem aviso prévio, sua esposa, Cassiane – “cantora gospel de sucesso e milionária”.

Depois disso, afirma Alencar, todas as esposas de pastores do ministério de Madureira também foram ordenadas como pastoras. “Já a minha igreja, a Betesda, consagra pastoras desde 1994”, ele acrescenta.

Fonte: BBC Brasil

01/02/2019

Vídeo da Barragem de Brumadinho Rompendo


Veja:

26/11/2015

Governo rebate críticas da ONU sobre resposta ‘inaceitável’ à tragédia em Mariana


mariana2O governo brasileiro afirmou na noite desta quarta-feira que entrará em contato com a ONU para oferecer esclarecimentos sobre as medidas que vem tomando em relação à tragédia de Mariana.
No início do dia, a ONU fez duras críticas ao que considerou uma resposta “inaceitável” por parte do governo e também da Vale e da mineradora anglo-australiana BHP.
E um comunicado com declarações de seu relator especial para assuntos de Direitos Humanos e Meio Ambiente, John Knox, e do relator para Direitos Humanos e Substâncias Tóxicas, Baskut Tuncak, a ONU criticou a demora de três semanas para a divulgação de informações sobre os riscos gerados pelos bilhões de litros de lama vazados no Rio Doce pelo rompimento da barragem, no último dia 5.
“As providências tomadas pelo governo brasileiro, a Vale e a BHP para prevenir danos foram claramente insuficientes. As empresas e o governo deveriam estar fazendo tudo que podem para prevenir mais problemas, o que inclui a exposição a metais pesados e substâncias tóxicas. Este não é o momento para posturas defensivas”, disseram os especialistas da ONU no documento.
Em resposta, a Presidência informou que entrará em contato com a ONU para esclarecer seis pontos do comunicado: atendimento emergencial, abastecimento de água, monitoramento do Rio Doce, multas à Samarco, recuperação do Rio Doce, e força-tarefa para salvar animais ameaçados.
O governo brasileiro afirmou que “o Serviço Geológico Brasileiro (CPRM) antecipou o início da operação 24 horas de monitoramento contínuo do Sistema de Alerta da Bacia do Rio Doce”, monitorando amostras de água e concluindo que “não há indicações de que a lama seja tóxica em relação a metais pesados.”

mariana2Esclareceu, no entanto, que “os resultados obtidos em mais de 40 coletas mostram uma quantidade de material em suspensão (turbidez) muito acima dos valores observados pela CPRM em 2010. Além da turbidez, os resultados revelam também uma diminuição significativa na quantidade de oxigênio dissolvido na água que pode está relacionada com a mortandade de peixes.”
Isso porque, em sua crítica, a ONU menciona a contradição nas informações divulgadas sobre o desastre, em especial a insistência da Samarco, joint venture formada por Vale e BHP para explorar minérios na região, de que a lama não continha substâncias tóxicas. E descreve com detalhes o desastre ecológico provocado pelo vazamento, incluindo a chegada da lama ao mar.
“As autoridades brasileiras precisam discutir se a legislação para a atividade mineradora é consistente com os padrões internacionais de direitos humanos, incluindo o direito à informação. O Estado tem a obrigação de gerar, atualizar e disseminar informações sobre o impacto ambiental e presença de substâncias nocivas, ao passo que empresas têm a responsabilidade de respeitar os direitos humanos”, afirmou Tuncak.
Multa e diálogo
A nota da Presidência também cita a multa de R$ 250 milhões à Samarco e diz que “o governo vem cobrando a atuação da empresa na contenção e na reparação dos danos causados pela tragédia”.
O comunicado salientou ainda que o governo federal “iniciou um diálogo com os governos mineiro e capixaba para definir um plano conjunto de recuperação da Bacia Hidrográfica do Rio Doce” e “vêm fazendo ações de emergência para proteger a fauna da região afetada pela catástrofe, como a retirada de ovos de tartaruga de locais ameaçados na costa capixaba, bem como a captura e transporte de matrizes de peixes também ameaçados.
Em entrevistas, a presidente Dilma Rousseff tem negado negligência no caso. A Samarco, por sua vez, tem afirmado que suas operações eram regulares, licenciadas e monitoradas dentro dos melhores padrões de monitoramento de barragens.
Nesta quarta-feira pela manhã, no programa Bom Dia Ministro, os ministros Izabella Teixeira (Meio Ambiente) e Gilberto Occhi (Integração Nacional) disseram que “desde o primeiro momento” o governo “atuou em uma força tarefa com todos os setores na busca de salvar pessoas”.
Quadro desolador
Os dois especialistas classificaram a tragédia como mais um exemplo de negligência de empresas em proteger os direitos humanos e traçam um quadro desolador pós-desastre para as comunidades afetadas.
“Poderemos jamais ter um remédio eficaz para as vítimas, cujos parentes ou ganha-pão podem estar debaixo dessa onda de lixo tóxico, e nem para o meio ambiente, que sofreu danos irreparáveis. Empresas trabalhando com atividades envolvendo o uso de material de risco precisam ter a prevenção de acidentes no centro de seu modelo de negócios.”
A BBC Brasil entrou em contato com a Samarco, a Vale e a BHP. Até a noite desta quarta-feira, a Vale respondeu dizendo que não comentaria a nota da ONU mas que esclarece, em seu site, que os rejeitos de mineração não são tóxicos.
A Samarco afirmou que “respeita o direito de expressão da ONU, porém afirma que todas as medidas estão sendo tomadas para prestar assistência emergencial às famílias e comunidades afetadas e para a mitigação das consequências socioambientais desse acidente” e que “desde a ocorrência do acidente em sua Barragem de Fundão vem permanentemente informando à sociedade, autoridades e imprensa que o material proveniente das barragens não apresenta perigo à saúde humana”.

Fonte: BBC

29/10/2015

IURD e IMPD se unem no apoio a CPMF


IURD e IMPD se unem no apoio a CPMFO bispo Edir Macedo, da Igreja Universal do Reino de Deus, e Valdemiro Santiago, da Igreja Mundial do Poder de Deus, já discutiram e se ameaçaram publicamente várias vezes. Quando a IMPD começou a tirar fiéis da IURD, começou uma acirrada campanha para desmoralizar o apóstolo, especialmente nos programas de TV e nos sites ligados a Macedo.

Contudo, agora esses dois rivais estão vivendo um tempo de aliança. Ambos estão juntos com o governo petista, defendendo a aprovação da CPMF. Claro, desde que as igrejas fiquem isentas.

A imagem que marcou essa união, que deve ser apenas temporária, é do encontro da presidente Dilma com o senador Marcelo Crivella (PRB/RJ), ao lado do deputado federal Francisco Floriano (PR/RJ). Ambos são líderes das “alas evangélicas” de seus respectivos partidos, que formam a base aliada do governo petista. Ao mesmo tempo Crivella é bispo licenciado da Universal e Floriano é pastor da Igreja Mundial.

De acordo com o jornalista Lauro Jardim, em sua coluna do jornal O Globo, essa composição dos grupos políticos de Macedo e Santiago gera “ciumeira” em outros líderes evangélicos, que não foram chamados.

No início do mês, diversos pastores e líderes denominacionais foram a Brasília se encontrar com Dilma e “garantir” a previsão da Constituição Federal de isenção tributária para todos os templos religiosos.  Na ocasião, a presidente garantiu aos líderes que os templos evangélicos, católicos, espíritas e de todas as demais religiões não serão tributados caso a CPMF seja aprovada no Congresso.

Além de representantes da IURD e IMPD, estavam o bispo Geraldo Tenuta, da Igreja Renascer em Cristo; Pastores Samuel e Abner Ferreira, da Assembleia de Deus Madureira, Juanribe Pagliarin, da Paz e Vida.

Publicamente, o único líder que se manifestou contra a CPMF foi o pastor Silas Malafaia, que ameaçou denunciar em seu programa todos os deputados evangélicos que votarem a favor da CPMF.

“O deputado evangélico que apoiar essa porcaria eu vou dizer o nome no meu programa e vou pedir para que os evangélicos não votem mais neles”, afirma. “Eu sou contra beneficiar as religiões”, afirma Malafaia. “Chega, o que passar disso [imunidade tributária da Constituição] é palhaçada!”.

Obs: é engraçado ver pastores que não une para pregar a palavra de Deus, mas para apoiar o governo a criar mais imposto para punir, o povo com altos impostos. Os mesmo deveriam esta reunido para ajudar outras igrejas que estão trabalhando para tirar viciados do craque, das ruas. Poderiam criar centro de tratamento para os que vivem com pessoas viciadas…

06/10/2015

IGREJAS DITAS EVANGÉLICAS ESTÃO ADOTANDO ‘COSTUMES’ JUDAIZANTES. ISSO É ‘DECAIR DA GRAÇA’


doutrinas judaizantesMeus prezados leitores, desejam que estejam bem.

Sei que por mais uma vez, estarei aborrecendo algumas pessoas, principalmente a muitos líderes que, por não quererem ser confrontados, não gostarão de ler o que estarei postando.

Já deixei de ser convidado para levar a Palavra de Deus em algumas igrejas ditas evangélicas e que têm por prática ‘cultuar’ ao Senhor, usando as práticas judaizantes.

Pastores amigos, já deixaram de falar comigo; outros, desviam-se de mim, quando me vêm e outros, já deixaram claro para sua membresia que eu, não poderia ‘voltar á pregar novamente em seus cultos porque não concordo com as suas práticas de adoração’.

Bem, lamento isso. Mas, prefiro que seja assim, pois, não ficarei quieto, calado, fazendo-me de desentendido, quando sei que as práticas judaizantes são heresias infiltradas nessas igrejas que se dizem evangélicas, mas que, já perderam(e não sabem), a essência do Evangelho: a pureza doutrinária.

Bem, vamos então a mais um ‘combate’ contra as heresias que são defendidas por lideres que, até vão em ‘Cursos Judaizantes para aprenderem a cultuar a Jeová melhor’. A que situação chegamos!!!

A introdução de práticas judaizantes nos cultos é a nova onda que assola as igrejas evangélicas. O que mais nos entristece é a falta de entendimento bíblico que paira sobre as mentes que se dizem seguidoras de Cristo. Examinar a Palavra de Deus continua sendo a regra bíblica única e final para análise  e julgamento de práticas e doutrinas ensinadas dentro da igreja. Entretanto, parece que a Bíblia Sagrada está sendo um tanto “desconhecida” de alguns dirigentes evangélicos. Tudo que represente uma nova “atração” é imediatamente incorporada e sem nenhum questionamento. É a igreja seguindo as mesmas regras ditadas pelo mundo da “moda”. Não sabem viver sem inventar coisas novas. Deveriam, sim, abandonar essas práticas, para retornar ao modelo de igreja maravilhosa dos tempos apostólicos.

Exemplos de práticas judaicas nessas igrejas:

1- Músicos tocando de costas para a congregação, como  “levitas de Deus” do Antigo Testamento.

2- Uso do Shofar(berrante), para ‘invocar a presença divina e liberar unção’.

3- Guardar o sábado  como o “dia do Senhor”.

4- Adoção do calendário de  festas judaicas.

5- Adotar o Kipá e o Talit,  as vestimentas judaicas utilizadas na liturgia das sinagogas.

6- Presença de símbolos judaicos na igreja: a bandeira de Israel, o Menorah(candelabro), ou a Estrela de Davi, uma Torá pelo menos, dentre tantos outros mais.

7- Adotar a Arca da Aliança como simbologia visível  da presença do poder divino na igreja.

8-Utilizar nomenclatura judaica para designar níveis de autoridade na igreja (ex.: rabinos, levitas).

Tudo que é novo deve ser incorporado aos cultos?

A Palavra de Deus nos orienta ‘a examinar tudo e reter apenas o que for bom’ e bíblico. Na contramão seguem milhões de evangélicos abraçando qualquer coisa, simplesmente porque é novidade. Esse não é um comportamento que agrade a Deus, fique bem claro.

Mas o que a Bíblia noz diz a respeito das práticas do judaísmo?

O  judaísmo segue práticas do Antigo Testamento que não são lícitas aos seguidores de Cristo. Essa é uma lição clara que pode ser vislumbrada no conflito que ocorreu entre os apóstolos Pedro e Paulo. Pedro, que convivia bem com os gentios, quando se via cercado pelos judeus, mudava seu comportamento. Por isso Paulo, ao vê-lo  agir contra a verdade do Evangelho, o repreendeu dizendo: “Se tu, sendo judeu, vives como os gentios, e não como judeu, por que obrigas os gentios a viverem como judeus?” Isso fica bem claro ao examinarmos Gálatas 2:14: E acrescentou: “o homem não é justificado pelas obras da lei, mas pela fé em Jesus Cristo, temos também crido em Jesus Cristo, para sermos justificados pela fé em Cristo, e não pelas obras da lei; porquanto pelas obras da lei nenhuma carne será justificada.” – Gl. 2:16.

Se as obras da lei, por um lado, não nos justificam, por outro podem nos desviar do alvo principal: obediência e prática do Evangelho. Então, tome cuidado com suas obras, principalmente com as contrárias aos ensinamentos genuinamente bíblicos.

Cuidado Pastores 

Pastores, tenham a bondade de examinar mais as Escrituras. ‘Vós cuidais ter nelas a vida eterna’. Nada lhe deve ser tirado, acrescentado ou torcido. As práticas da Lei e do judaísmo não podem justificar e tornar melhor essa ou aquela igreja. Cristo deixou -no Evangelho- tudo que nos é necessário saber para O seguirmos corretamente. E isso tem que nos bastar. Como seguir o Evangelho na prática é dificultoso, pois exige mudança de hábitos, pensamentos e comportamentos, muitos acabam por adotar subterfúgios que se tornam heresias e falsas doutrinas. Toda essa invencionice é contrária ao Evangelho, o qual por si só nos é suficiente para nossa justificação. Tudo o mais são doutrinas falsas e heréticas que fatalmente irão assolar as igrejas aonde quer que forem adotadas.

Porque as práticas do judaísmo são contrárias à Bíblia?

A liturgia do judaísmo terminou com o fim do ministério e morte de João Batista, e foi isso confirmado por Jesus Cristo: ” A lei e os profetas duraram até João; desde então é anunciado o reino de Deus, e todo o homem emprega força para entrar nele” Lc. 16:16. Jesus veio nos trazer uma Nova Aliança, não baseada nas práticas da Lei e, menos ainda, na liturgia judaica, mas no Seu sangue. Não podemos ensinar que as práticas do Velho Testamento servem para nossa justificação.

A justificação pela Nova Aliança

A justificação pela Nova Aliança é contrária à do Antigo Testamento. Naquele, as “obras da Lei” serviram de aio (cuidador), até a vinda de Cristo, nosso professor, explica o apóstolo Paulo: “a lei nos serviu de aio, para nos conduzir a Cristo, para que pela fé fôssemos justificados” Gl. 3:24. “Mas, depois que veio a fé, já não estamos debaixo de aio”. Gl. 3:25.

A lição dada pela Lei

A lição a ser tirada é que a Lei, mesmo quando ensina as profecias, os princípios de sabedoria, as regras morais e de bons costumes, sempre está apontando para o Cristo que “havia de vir” e que seria o modelo perfeito a ser ouvido e seguido por todos os que almejassem a salvação e a vida eterna. Isso foi revelado a Moisés como profecia para nós, hoje, como igreja: “O Senhor vosso Deus levantará de entre vossos irmãos um profeta semelhante a mim; a ele ouvireis em tudo quanto vos disser. E acontecerá que toda a alma que não escutar esse profeta será exterminada dentre o povo.” -At. 3:22-23.

“Alimpais-vos do fermento para que sejais uma nova massa”

Não é possível ser uma “nova criatura” se não nos limparmos do fermento que está degenerando a massa. Se você está procurando ser uma nova massa, jamais o será enquanto estiver contaminado com todo esse “fermento” que está destruindo a grande massa de evangélicos.

O Evangelho deve ser seguido como ele é. Se sua igreja não o ensina e o reverencia desse modo, tome a decisão bíblicamente correta: não siga tais igrejas, siga o Evangelho de Jesus Cristo. As “igrejas” falharão, mas o Evangelho de Cristo não falhará, “pois é o poder de Deus para salvação de todo aquele que crê; primeiro do judeu, e também do grego”.- Rm. 1:16.

Por que isso acontece no meio do povo de Deus? Há pelo menos dois fatores que se destacam: a ingenuidade/ignorância e a manipulação. Diria que sempre (correndo o risco de generalizar erroneamente), uma das duas estão presentes:

Primeiro fator:

Uma compreensão superficial da bíblia, que mesmo quando é honesta, aparece repleta de equívocos por ingenuidade e por ignorância. Essas pessoas não conhecem a cultura hebraica e acabam superficializando o significado de muitos textos e, outras vezes, atribuem a eles um significado que nunca tiveram a pretensão de ter. Exemplos: será que muitos sinceros irmãos sabem por que Jesus curou um cego de nascença em vez de um surdo de nascença? Por que curou leprosos em vez de amputados? O entendimento dessas razões dá sentido a muita coisa nas escrituras. Essas duas curas citadas só eram possíveis, segundo a crença judaica, graças a ação do Messias, que eles esperavam. Portanto, Jesus realizou essas curas não para dar vida boa aos curados e sim, para que ficasse claro para os judeus que o Messias estava diante deles.

Segundo fator:

Há os que usam essas questões para manipular o povo. Os primeiros são sinceros enganados; estes, são enganadores. É bem diferente. Os que usam essas tradições judaicas para manipular, tem pleno conhecimento desse contexto, porém escondem e distorcem para não perderem o status de “representantes de Deus na Terra”, para não perderem o poder e o dinheiro que arrecadam. Já pensou se eles assumissem que o templo que constroem não é a “casa de Deus”, nem tem nada de sagrado e tampouco é um ‘portal mágico’ onde Deus “desce” para falar com Seu povo, sendo, ao contrário, apenas um prédio que construíram para abrigar as pessoas enquanto se reúnem? Já pensou se dissessem que os homens não precisam deles, nem de instituição alguma para ter acesso a Deus, porém eles existem apenas como uma estratégia para agrupar pessoas de mesma fé? Seja sincero: o “império” cairia

Boa parte das pessoas quando entendem isso ficam iradas, magoadas e são transformadas em “militantes anti-religião”. Elas ficam inconformadas de terem sido manipuladas por tanto tempo e partem para o outro extremo: o do ódio! É o que tem ocorrido atualmente com muitos, que ao descobrirem que homem nenhum está em um nível acima de outro e que todos tem acesso direto a Deus em Cristo, passam a combater a religião com esse mesmo “espírito religioso” (intolerante e que tenta convencer a todos “na marra”).

Portanto, esse segundo fator que é a maioria de defensores dos costumes judaicos, agem assim por conveniência. Não é financeiramente lucrativo pregar apenas a Palavra de Deus.

Quando se mostra essa mentalidade judaica (o homem cumprindo obrigações, ritos, tradições em troca de bênçãos divinas), gera retorno, pois lotam os “templos”, geram ofertas, dízimos, afinal, todos que assim são instruídos desejarão “barganhar com Deus”.

O que podemos concluir? Que a adoção desses símbolos judaicos é uma estratégia, na maioria das vezes, para cultivar na mentalidade da cristandade essa noção judaica de fé, que é o homem fazendo algo para Deus, em troca de benefícios divinos, que vão desde a salvação até uma promoção no emprego.

Agora que sabe que essas tradições não tem relação alguma com a essência da mensagem de Cristo, se adotará esses símbolos ou não é escolha sua. Eu já fiz a minha parte: uma vez que tenho O que é Santo, Perfeito, Eterno e Pleno (Jesus Cristo), por que desejaria voltar ‘às sombras e aos símbolos’ que meramente ‘visavam apontar para Aquele que é, que encarnou e que tudo consumou na Cruz?’

Muito cuidado em não voltarem ás práticas antigas, pretendo valorizar aquilo que não tem nenhum valor espiritual para a igreja de Jesus.

Viva vencendo os Judaizantes e seus métodos de fazerem prezas suas os que já foram libertos pelo Evangelho de Jesus!!!

Abraços.

Seu irmão menor.

Por: Waldison Lima

Fonte: Uma Alma Sedenta.

22/04/2015

Vídeo do Estado Islâmico mostra execuções de cristãos etíopes


Com 29 minutos, o vídeo, divulgado em sites jihadistas, mostra um grupo de pelo menos 12 homens sendo degolados em uma praiaO grupo radical Estado Islâmico divulgou neste domingo (19) um vídeo que mostra a execução de vários homens, apresentados como cristãos etíopes capturados na Líbia.

Com 29 minutos, o vídeo, divulgado em sites jihadistas, mostra um grupo de pelo menos 12 homens sendo degolados em uma praia e outro grupo, de 16 homens, mortos a tiro em área deserta.

Em fevereiro, o grupo jihadista já tinha divulgado vídeo mostrando a decapitação de 21 homens, a maioria egípcios coptas, em uma praia, numa encenação parecida com a das imagens divulgadas besse domingo.

Um homem vestido de negro aparece falando em inglês sobre a batalha entre “a fé e a blasfêmia”, e os condenados são apresentados como membros “da Igreja etíope inimiga”.

O Estado Islâmico assumiu o controle de parte dos territórios da Síria e do Iraque, onde proclamou um califado e onde tem multiplicado os abusos, utilizando os vídeos como armas de propaganda.

Fonte Verdade Gospel

23/09/2013

Homem-bomba mata mais de 80 cristãos durante culto no Paquistão


homem-bomba-pasquistao-320x160Neste domingo (22), ocorreu um dos ataques mais violentos contra os cristãos no Paquistão nos últimos 70 anos. O cristianismo reúne cerca de 2% dos 180 milhões de habitantes do país. Especialistas acreditam é que é mais uma ação coordenada pela Al Qaeda, que no sábado usou guerrilheiros somalis para invadir um shopping não Quênia, visando justamente os cristãos.

Como resultado, homens-bomba invadiram o culto em uma igreja cristã em Peshawar, norte do Paquistão, resultando em 81 mortos e 131 feridos. Entre as vítimas fatais estavam 37 mulheres e um número não divulgado de crianças. A igreja evangélica fazia parte de uma das oito dioceses da igreja cristã do Paquistão, formada em 1970 como resultado da união entre luteranos, presbiterianos, metodistas e anglicanos. O templo da All Saints Church foi construído em 1883, quando a região ainda pertencia à Índia, sendo um dos mais antigos lugares de culto cristão no país.

Segundo investigações preliminares, um homem detonou mais de 16 quilos de explosivos enquanto mais de 500 fieis saiam da celebração para receber um almoço grátis na frente do templo. Testemunhas disseram ter ouvido duas explosões, sendo a segunda mais forte . “Houve explosões e foi o inferno para todos nós”, disse Nazir John, que estava na igreja. “Quando recuperei a consciência, não vi nada além de fumaça, poeira, sangue e as pessoas gritando. Vi também membros decepados e sangue por toda parte.” Até o momento trabalha-se com a teoria de que foi um único homem-bomba, embora não descarte a possibilidade de serem mais.

O ataque suicida contra a Igreja em Peshawar foi assumido pela nova facção talibã, a Junood ul-Hifsa. Ao mesmo tempo que anunciam sua criação, ameaçam matar estrangeiros e vingar os ataques americanos contra a Al-Qaeda na fronteira com o Afeganistão.

“Cometemos o atentado suicida na igreja de Peshawar e continuaremos atacando os estrangeiros e não muçulmanos até que parem os ataques de drones”, explicou Ahmad Marwat, porta-voz do grupo.

Nesta segunda, cristãos em diferentes cidades do Paquistão, protestaram contra a violência e para pedir mais proteção das autoridades. Na capital Islamabad, mais de 100 manifestantes bloquearam a principal avenida da cidade durante várias horas nesta segunda-feira. “Todo cristão está se sentindo ameaçado no Paquistão”, disse Tahir Naveed Chaudhry, advogado e presidente da Aliança das Minorias Cristãs do Paquistão.

Após as terríveis imagens do ataque se espalharam pela mídia no mundo todo, vários grupos cristãos pediram orações pelo país. O primeiro-ministro do Paquistão, Nawaz Sharif, e o Presidente Mamnoon Hussein, condenaram fortemente o ataque, mas não anunciaram nenhuma medida.

Com informações de L A Times e Washington Post

 

23/09/2013

Ativistas lançam campanha nas redes sociais para incentivar beijos gay durante cultos com pastor Marco Feliciano


Durante o Glorifica Litoral no último fim de semana, o pastor Marco Feliciano mandou prender duas jovens que estavam se beijando.

As provocações por parte dos ativistas gays ao pastor Marco Feliciano (PSC-SP) após a polêmica do beijo gay durante sua pregação no Glorifica Litoral no último fim de semana deverão aumentar nos próximos dias.

campanha-ativistas-gays-200x145Open in new windowUma campanha iniciada por Gustavo Don pede aos ativistas que “curtiram” sua página, Beijos para Feliciano, enviem fotos suas se beijando durante pregações do pastor para serem publicadas na rede social. A Beijos para Feliciano possui mais de 38 mil adeptos.

“Nada melhor do que expressar o nosso amor contra o ódio e o preconceito. Envie sugestões de fotos, sua ou de famosos, artes digitais, pinturas, etc”, pede o autor da campanha.

Um blog chamado AcidBlackNerd comentou a campanha e criticou a iniciativa: “Já que os militantes radicais já estão recorreiramente invadindo cultos religiosos não vai demorar muito até que esses ambientes sejam aos poucos invadidos por militantante beijoqueiros que não respeitam nada nem ninguém”, publicou.

O texto ainda afirma que quando uma página ativista “conclama as lésbicas para irem se beijar em cultos, estão oficialmente declarando que a lei que protege os praticantes de um culto de serem vítimas de escárnio durante suas cerimônias não precisa ser aplicada, pois aqueles declarados como ‘menos que humanos’ não merecem os mesmos direitos que os demais humanos”.

Fonte: Gospel+

 

22/09/2013


mulheres-tunisianas-300x200A questão do sexo no islamismo é cercada de controvérsias. Em cada grupo islâmico é tratada de uma maneira, às vezes sendo até conflitante. Mas uma coisa é certa o Alcorão tem uma promessa: “A menor recompensa para os fieis, que chegam ao paraíso, é uma habitação, onde 80.000 servos e 72 esposas estão ao seu serviço. Essa habitação é decorada com pérolas, águas marinhas e rubis, numa extensão que vai de Al-Jabiyyat até Damasco”.

Enquanto ainda estão na terra, os jihadistas (defensores da guerra santa) que combatem na Síria decidiram realizar o que vem sendo chamado de “guerra santa do sexo”. O ministro do Interior da Tunísia, Lofti Ben Jedu, explicou que mulheres tunisianas são enviadas à Síria para ajudar a satisfazer as necessidades sexuais dos combatentes.

“Elas têm relações sexuais com 20, 30… até 100 jihadistas”, explicou o ministro durante a Assembleia Nacional. “Depois destas relações sexuais, feitas em nome da ‘jihad al nikah’ (“guerra santa do sexo”), voltam para casa grávidas”, relatou. Segundo a tradição isso é um motivo de orgulho, pois trata-se da “semente dos heróis”.

A prática da “jihad al nikah” não é nova. Desde os tempos de Maomé, se permite que muçulmanos tenham relações sexuais fora do casamento com várias pessoas. Para os líderes salafistas, que defendem uma volta às origens do islã, é uma forma legítima de guerrear.

Não se pode precisar quantos tunisianos foram enviados à Síria para lutar contra as tropas do presidente sírio Bashar al-Assad. O grupo dos “rebeldes”, como são chamados pela imprensa, é constituído de pessoas de várias nações. Da mesma forma, é desconhecido o número de mulheres que viajaram para lá com este objetivo, pois só a Tunísia admitiu a prática, que é disseminada em outros países islâmicos.

Em abril deste ano, o Sheikh Othman Battikh, uma das maiores autoridades religiosas daquela nação havia criticado a prática: “Meninas tunisianas estavam sendo recrutadas para viajar a Síria e oferecer serviços sexuais aos rebeldes… Pela Jihad, estão pressionando garotas para irem até a Síria. Meninas de 13 anos foram enviadas para fazer parte da jihad sexual. O que é isso? Isso se chama prostituição”. Seu desabafo lhe custou o cargo de Mufti, líder supremo.

No mês passado, foi divulgado pela imprensa internacional que alguns grupos afiliados aos terroristas da Al-Qaeda estavam usando menores de idade, que não poderiam ser reconhecidas porque seus rostos estavam sempre cobertos por véus.

Com informações de NY Daily News.

20/09/2013

Especialistas divergem sobre crime em beijo gay durante culto


Especialistas divergem sobre crime em beijo gay durante culto Após a polêmica envolvendo o deputado federal, pastor Marco Feliciano, juristas criticaram a prisão das jovens que se beijarem em evento evangélico realizado no último domingo na praia de São Sebastião (SP).

Joana Palhares, de 18 anos, e Yunka Mihura, de 20, foram retiradas pela Polícia Militar por perturbação a culto religioso. Feliciano era o preletor na 5ª edição do Glorifica Litoral e ao microfone disse que a polícia deveria “dar um jeito nas meninas” e afirmou que elas deveriam sair dali algemadas.

Feliciano afirmou que o ato das jovens é crime de acordo com o artigo 208 do Código Penal e prevê pena de um mês a um ano de prisão para quem “escarnecer de alguém publicamente, por motivo de crença ou função religiosa; impedir ou perturbar cerimônia ou prática de culto religioso; vilipendiar publicamente ato ou objeto de culto religioso”.

Procurado pelo jornal O Globo, o professor de Direito Processual Penal da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) Fernando Castelo Branco, afirmou que a manifestação das jovens não poderia se enquadrar no artigo 208 pois elas estão se manifestando em local público. “Se elas tivessem entrado em um templo, subido em púlpito, aí é diferente”, explica.

Mas para o doutor Rubens Teixeira o Código Penal é claro e mesmo não sendo um templo, a constituição protege o direito ao culto, “não se refere ao local de culto, se é fechado ou não”. “O direito à reunião pública é garantido na forma do Artigo 5o., XVI, da Constituição da República. O vídeo postado no Youtube não deixa dúvidas de que houve uma perturbação ao culto por um ato intencional e desrespeitoso”, explica.

Carlos Kauffmann, Conselheiro da OAB-SP e professor da PUC-SP diz que as jovens não fizeram nada proibido por lei e que o artigo 208 é inaplicável, pois duas meninas se beijarem não é proibido.

“É discutível porque tudo indica que a intenção delas não era atingir a religião dele, mas o deputado federal. O artigo visa à proteção do sentimento religioso. A intenção não era atingir o culto religioso, mas a pessoa. Elas não estavam escarnecendo a crença, mas a conduta dele como deputado federal”, afirma.

Para Rubens Teixeira não se justifica a manifestação em local de culto com a intenção de atingir uma única pessoa. Rubens acredita que as pessoas até podem se manifestar, mas desde que cumpram a lei.

“Não faz sentido agredir várias pessoas sob alegação de que se quer agredir uma delas. A atitude das ativistas desrespeitou todas as pessoas que estavam no culto e às que se ofenderam com a postura agressiva e desrespeitosa dessas manifestantes. O Estado não é homossexual, heterossexual, LGBT, vadio, religioso ou ateu: é republicano e laico. As pessoas podem se manifestar e serem ativistas pela causa que quiserem, mas devem cumprir a lei e respeitar os direitos alheios”, disse.

Sobre a ação da Guarda Municipal Rubens afirma que não houve excessos e que os agentes cumpriram o dever e que qualquer cidadão poderia dar voz de prisão a um criminoso, mas os policiais são incumbidos desta missão.

“Ativismo não é salvo conduto para se descumprir a lei, a menos que os agentes do Estado escolham prevaricar e agirem como ativistas em seus cargos, o que não aconteceu neste episódio. Qualquer cidadão pode dar voz de prisão a um criminoso, os policiais têm este dever. Os agentes públicos, ao que tudo indica, cumpriram bem sua missão”, concluiu.

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