Posts tagged ‘Crescimento dos Cristão’

18/08/2012

Domingo Espetacular fará “Raio X” da Igreja Universal


Domingo Espetacular fará “Raio X” da Igreja UniversalDurante o programa Domingo Espetacular, da Rede Record, será exibida uma reportagem especial. O programa vai ao ar neste domingo (19), às 21h30.

O tema dessa matéria inédita será a história dos 35 anos da Igreja Universal. Conforme a divulgação, será mostrado a trajetória de fé do bispo Edir Macedo, as origens da IURD, o fenômeno de crescimento de fiéis no Brasil e no mundo.

O documentário foi produzido ao longo de quatro meses, com gravações mostrando o trabalho espiritual e social da IURD em diferentes países da Europa, Ásia e da África.

Repórteres da Record viajaram pelo mundo para produzir um impressionante material sobre o que é considerado “o maior movimento de fé do Brasil”.

Para os seguidores da IURD que estão participando dos 21 dias do Jejum de Daniel, que começou em 13 de agosto, a Record esclarece que assistir o programa não quebra o propósito de fé. Afinal, a lista publicada pela IURD inclui, além do material da Arca Universal, os programas da IURD TV e outros programas da IURD nas tevês Record e Gazeta.

Fonte: Gospel Prime

27/07/2012

Pesquisadora da Globo fala sobre o fenômeno evangélico no Brasil


O resultado do Censo 2010 revelando o crescimento significativo do número da população evangélica no Brasil nos últimos 20 anos foi tema do artigo O Brasil não é mais um país apenas católico?, da professora e pesquisadora Yvonne Maggie, colunista do site G1. (Clique aqui e leia a matéria: Número de evangélicos aumentou mais de 60% em 10 anos, diz IBGE)

Segundo Yvonne, os números apresentam um Brasil bem diferente daquele que prevalecia até o final do século passado, sendo o crescimento da população evangélica uma das maiores mudanças “em termos de visão de mundo ocorridas nos últimos anos”.

Dentre alguns comentários sobre o tema, a pesquisadora cita alguns questionamentos, que, possivelmente, levarão algum tempo para serem respondidos: o que de fato isso muda na vida das pessoas e qual a relação desse crescimento com o que vem sendo chamado de “intolerância religiosa”.

Ela também faz uma análise econômica. “O Brasil do real e do controle da hiperinflação, que completou 18 anos este ano, foi acompanhado pelo crescimento de uma nova classe média – milhares de pessoas deixaram de viver abaixo da linha da pobreza – e de uma ética centrada na responsabilidade individual, com o crescimento paralelo do número de protestantes”.

A pesquisadora é enfática sobre o combate a intolerância. “A intolerância e a violência devem, é claro, ser combatidas. Não se justificam num país democrático, onde a Constituição prega a liberdade religiosa. O fato é grave e há leis que devem ser acionadas em defesa daqueles que sofrem qualquer tipo de perseguição”, escreveu Yvone ao citar o fato de um ‘grupo evangélico’ ter invandido um terreiro de candomblé em Pernambuco.

No entanto, ela chama atenção de que certo conflito “revela mais do que os interesses materiais e diretos daqueles que estão em combate”. Para a professora ‘a intolerância’ por partes de alguns evangélicos pode estar ligada ao desejo da “destruição da crença de que as pessoas são vítimas de ataques místicos, de olho grande, de feitiço o que, segundo eles, retira do indivíduo a responsabilidade sobre seus atos”.

Como exemplo, Yvonne Maggie citou a entrevista de Roseane Collor, que acusou o ex-marido de praticar magia negra na residência do casal em Brasília. “Segundo Rosane, só a entrega a Jesus protegeria os indivíduos das tramas nas quais se enredam aqueles que se dedicam a praticar os rituais de magia negra. Só Jesus salva da sina ou da maldição que não permite que o indivíduo se responsabilize pelos seus atos”.

E a pesquisadora finaliza: “A entrega a Jesus propugnada pelos evangélicos, pode ser vista como um rompimento com esta cosmologia do feitiço na qual as pessoas estão sempre tendo de se defender dos ataques místicos e, com isso, dependendo dos que têm esses poderes para livrá-los do mal.(…) Os protestantes rompem também com a aliança centenária da Igreja Católica com as religiões afro-brasileiras, que ao mesmo tempo as atacava e mantinha uma relação ambígua. Romper os laços com a Igreja Católica e com a crença no feitiço representa uma virada radical no cenário cosmológico da vida social brasileira”.

Leia o texto de Yvonne Maggie na íntegra:

O Brasil não é mais um país apenas católico?

O Censo de 2010 revelou o crescimento significativo da população evangélica no Brasil que passou de 15,4% em 2000 para 22,2% em 2010. Dos que se declararam evangélicos, 60,0% se disseram de origem pentecostal, 18,5%, evangélicos de missão e 21,8 %, evangélicos não determinados. Segundo este mesmo censo, diminuiu o número dos que se designaram católicos ao longo da última década e aumentou o número dos que dizem não ter religião. Estes números apresentam um Brasil bem diverso daquele que prevalecia até o último decênio do século XX. O crescimento da população evangélica parece ser uma das maiores mudanças em termos de visão de mundo ocorridas nos últimos vinte anos no Brasil. É difícil pensar sobre esse tema sem cair no debate acalorado de posições extremadas. O que significa esse florescimento? O Brasil deixou de ser um país católico?

Dentre as muitas questões que devem ser pensadas sobre o aumento do protestantismo destaco duas que, evidentemente, não esgotam o problema. Em primeiro lugar, o que muda quando 20% de uma população majoritariamente católica passa a se declarar protestante? Em segundo, qual a relação deste fato com o que vem sendo chamado de intolerância religiosa?

Em um post anterior afirmei que o Brasil do real e do controle da hiperinflação, que completou 18 anos este ano, foi acompanhado pelo crescimento de uma nova classe média – milhares de pessoas deixaram de viver abaixo da linha da pobreza – e de uma ética centrada na responsabilidade individual, com o crescimento paralelo do número de protestantes. Alguns leitores me perguntaram o que tem a ver o aumento do protestantismo com o Plano Real. Há muito tempo venho pensando nesse aspecto da questão. É difícil dizer o que vem antes, o ovo ou a galinha.

O crescimento espantoso do número de evangélicos no País talvez seja sinal de que as regras morais e os valores indispensáveis ao surgimento do “espírito do capitalismo” são, de fato, complementares às mudanças econômicas e à maior racionalidade na vida cotidiana. Max Weber, um dos fundadores, e clássico da sociologia, escreveu sobre isso no século passado. Não penso ser absurdo admitir que no Brasil do século XXI uma ideologia mais voltada para o indivíduo e para o trabalho tenha sido concomitante à obra dos economistas que planejaram e executaram a estratégia de controle da inflação. A luta contra o clientelismo, ao qual sempre esteve ligada a Igreja católica, faz parte da nova ética necessária à implantação de forma mais racional e menos emocional de gerir a vida cotidiana e, é claro, a vida pública.

A pergunta que sempre me faço é por que tantas pessoas têm abandonado suas pertenças religiosas para aderir à fé protestante? Será possível que mais de 20% de adeptos do protestantismo sejam apenas pessoas ingênuas e manipuladas por falsos pastores que só desejam o seu dízimo?

Quando afirmo estas minhas ideias muitos me contradizem dizendo que os protestantes brasileiros não têm a lógica do calvinismo clássico, europeu, e mostram os alarmantes processos de intolerância religiosa como o que ocorreu no último dia 17 de julho na cidade de Olinda, em Pernambuco. Nessa noite, um grupo de evangélicos empunhando a Bíblia Sagrada invadiu um terreiro onde se realizava um ritual de candomblé, gritando que seus adeptos eram enviados do demônio, de satanás, do capiroto.

A intolerância e a violência devem, é claro, ser combatidas. Não se justificam num país democrático, onde a Constituição prega a liberdade religiosa. O fato é grave e há leis que devem ser acionadas em defesa daqueles que sofrem qualquer tipo de perseguição. Mas é preciso entender o que está em jogo quando pessoas de credos diferentes se enfrentam, pois o conflito revela mais do que os interesses materiais e diretos daqueles que estão em combate. A intolerância religiosa por parte de alguns evangélicos pode estar vinculada ao fato de almejarem a destruição da crença de que as pessoas são vítimas de ataques místicos, de olho grande, de feitiço o que, segundo eles, retira do indivíduo a responsabilidade sobre seus atos. O caso do “Quebra de xangô” nas Alagoas que narrei em outro post é um caso paradigmático.

A entrevista feita pelo Fantástico da TV Globo com Rosane Collor de Mello, ex-primeira-dama do País, que teve enorme repercussão, talvez seja um bom caso para pensar esta nova ética. Rosane Collor, convertida ao protestantismo, acusou seu ex-marido, quando era presidente, de praticar atos de “magia negra” na residência particular do casal em Brasília. Na entrevista Rosane Collor também falou da conversão da mãe-de-santo Maria Cecília que frequentava a casa da família para realizar rituais de magia negra durante a corrida de Collor para a presidência e, mesmo depois, para protegê-lo dos ataques místicos de seus inimigos, fazendo com que o mal que eles lhe desejavam se voltasse contra eles mesmos. Uma foto mostrando a mãe-de-santo citada na entrevista, subindo a rampa do Palácio do Planalto em 1991 ao lado do presidente vestido de branco, revela as ligações perigosas de Fernando Collor de Mello que possibilitaram as acusações de bruxaria. Rosane Collor disse que apenas ela e a ex-mãe-de-santo Maria Cecília, por terem “aceitado Jesus”, se livraram do que ela chamou de “maldição do Collor”. Segundo Rosane, só a entrega a Jesus protegeria os indivíduos das tramas nas quais se enredam aqueles que se dedicam a praticar os rituais de magia negra. Só Jesus salva da sina ou da maldição que não permite que o indivíduo se responsabilize pelos seus atos.

É impensável, vinte anos depois do impeachment de Collor de Mello, uma relação tão estreita entre um presidente e uma médium. A entrega a Jesus propugnada pelos evangélicos, pode ser vista como um rompimento com esta cosmologia do feitiço na qual as pessoas estão sempre tendo de se defender dos ataques místicos e, com isso, dependendo dos que têm esses poderes para livrá-los do mal. O feitiço une assim pessoas e grupos e simboliza o clientelismo na política e na vida social. Os protestantes rompem também com a aliança centenária da Igreja católica com as religiões afro-brasileiras, que ao mesmo tempo as atacava e mantinha uma relação ambígua. Romper os laços com a Igreja católica e com a crença no feitiço representa uma virada radical no cenário cosmológico da vida social brasileira.

16/07/2012

Vânia Love agora é evangélica: ‘Estou fora do carnaval’


Vânia é irmã do jogador de futebol Vagner Love

A modelo Vânia Love, irmã do jogador Vagner Love, fez uma revelação na quinta-feira (12), em suas redes sociais que deixou muita gente de boca aberta. Ela revelou que há um ano vem frequentando uma igreja evangélica e que naquele dia havia decidido se converter de vez.

“Faz um ano e meio que comecei a frequentar uma igreja evangélica, e Deus tem feito maravilhas na minha vida. Decidi traçar novos rumos! Vou me dedicar a minha vida profissional, minha família, meus amigos e não amigos, e fazer o que for significante para Deus. Gostaria de agradecer todo o carinho que vocês tiveram comigo no decorrer desse tempo, e que vocês continuem me acompanhando nessa nova etapa da minha vida. Irei continuar a compartilhar aqui as coisas boas que irão acontecer. Afinal, as notícias boas de Deus nós devemos espalhar para edificação da fé, honra e glória Dele!”, escreveu ela afirmando para muitos dos seguidores que estava bem, não havia acontecido nenhum fato grave para que ela tomasse a decisão, e que estava bastante feliz.

Fora do carnaval

Procurada pelo EGO (coluna do site globo.com), Vânia falou brevemente sobre sua nova opção de vida e disse que isso inclui não desfilar mais no Carnaval.

“Tudo o que escrevi no Twitter é verdade. É aquilo mesmo. Estou indo à igreja já há um ano, mas agora me converti e estou bem feliz. Não fico mais no carnaval. Estou fora”, disse.

Vânia Love já foi rainha de bateria da escola de samba Império Serrano e, em 2012, desfilou como musa da Portela.

16/07/2012

Marcha para Jesus reúne multidão de evangélicos em São Paulo


A 20ª edição da Marcha para Jesus de São Paulo reuniu uma multidão na Zona Norte da cidade no início da tarde deste sábado (14). A Polícia Militar ainda não divulgou quantas pessoas participaram do evento, mas os organizadores da marcha estimam a presença de 6 milhões.

Nesta edição, 12 trios elétricos participaram do evento, que contaram com apresentação de mais de 30 cantores, bandas e grupos gospel. Entre eles Jotta A, Aline Barros, Thalles Roberto, Fernanda Brum entre outros.

A concetração começou pela manhã, na Praça da Luz, no Centro. Por volta das 10h30, os evangélicos seguiram em caminhada em direção a Santana, na Zona Norte. Na Praça Heróis da Força Expedicionária Brasileira aconteceram shows de cantores e bandas gospel.

“O Brasil será o maior país evangélico do planeta”, declarou o presidente da 20ª Marcha para Jesus, Estevam Hernandes, na abertura do evento. Segundo ele, os religiosos já chegam a 42,3 milhões no país, “aumento de 66%”, disse. De acordo com última medição do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o aumento foi notado nos últimos 10 anos.

Segundo Hernandes, o crescimento se deve à pregação e à evangelização das igrejas. “E ao fato de que os  estereótipos têm caído por terra”, afirmou. Por isso, “nós declaramos que, de Norte a Sul, este país se renderá aos pés de Jesus Cristo”, disse Hernandes.

Autoridades

O prefeito da cidade, Gilberto Kassab, marcou uma rápida presença, junto com o ministro da Pesca Marcelo Crivella. Representando a presidente Dilma Rousseff, o ministro disse que ela tem um “carinho especial” pelos evangélicos. “Dilma pediu para transmitir votos de que seja uma marcha que celebre a liberdade, a fé e a democracia no Brasil”, afirmou o ministro.

O senador Magno Malta também esteve presente e segundo site oficial do evento, ele é participante do evento há 18 anos. “A Marcha deveria acontecer todos os dias, mas, infelizmente, sabemos que isso não é possível”, disse ele. Sobre a importância de sua participação como homem público no evento, Malta foi enfático: “É aqui que eu me habilito”.

Data alterada

 

Pela primeira vez, a marcha não ocorreu no feriado de Corpus Christi, em junho. A mudança foi um acordo entre a prefeitura e os organizadores para que o evento não coincidisse com a Parada Gay e para que ocorresse durante as férias escolares. Segundo a prefeitura, a nova data gera um impacto menor no trânsito na cidade.

Organizada desde 1993, a Marcha para Jesus passou a fazer parte do calendário oficial do país após lei federal promulgada em 2009. O evento é organizado pela Igreja Renascer em Cristo e é apoiado por diversas denominações evangélicas.

Camisetas customizadas

A professora Ângela, de 22 anos, começou a personalizar a sua camiseta na terça-feira (10) e terminou só no sábado (14). Ela e as amigas bordaram lantejoulas nas roupas.

A analista de qualidade Solange Machado, de 34 anos, trouxe as três filhas e o marido de Piracaia, interior de SP, para participar do evento. Ela participa desde 19994. “A marcha é algo profético, vem para abençoar a nossa cidade. Tenho história de pedidos feitos na marcha que foram atendidos”.

A estudante Amanda Martins, de 19 anos, também vem para a marcha desde pequena. “A marcha representa a exaltação do nome de Jesus”. Ela costuma ficar até o final do evento e conta que sempre conhece pessoas novas durante a marcha.

Fonte: G1, Folha e Estadão

30/04/2012

O Crescimento Dos Evangélicos Em Portugal


Há cada vez menos católicos em Portugal e cada vez mais protestantes/evangélicos e Testemunhas de Jeová, revela um estudo do Centro de Estudos de Religiões e Culturas da Universidade Católica Portuguesa.

“Pode observar-se um decréscimo relativo da população que se declara católica e um incremento da percentagem relativa às outras posições de pertença religiosa, com um particular destaque para o universo protestante (incluindo os evangélicos)”, refere o relatório interpretativo do “Inquérito 2011″ que compara dados de 1999 com um outro inquérito realizado no final do ano passado.

O estudo, que pretende perceber como é que os portugueses se situam perante o fenómeno religioso, revela que, nos últimos onze anos, os católicos diminuiram 7,4 por cento (%), passando de 86,9% da população para 79,5%.

Ao contrário da tendência de diminuição de católicos, duplicou a percentagem de pessoas com uma religião diferente da católica (2,7% em 1999 para 5,7%), assim como cresceu o número de pessoas sem qualquer religião (de 8,2% para 14;2%), um aumento que se sentiu em todas as categorias: os indiferentes passaram de 1,7 para 3,2; os agnósticos de 1,7 para 2,2 e os ateus de 2,7% para 4,1%.

Entre a população crente com religião, a grande maioria continua a ser católica, mas tem vindo a reduzir o seu peso: no final do século passado representavam a quase totalidade dos crentes com 97%, enquanto agora esse grupo representa 93,3%.

O inquérito mostra um aumento de protestantes/evangélicos (que passaram de 0,3% para 2,8%) e das Testemunhas de Jeová, que em 1999 representavam um por cento e agora são 1,5%. Os “outros cristãos” também aumentaram uma décima (1,5% para 1,6%) assim como os pertencentes a religiões não cristãs (eram 0,2 e agora são 0,8%).

Informações: Jornal de Notícias

30/03/2012

Igrejas evangélicas ganham cada vez mais espaço em Cuba


No momento que o Papa Bento XVI visita a capital cubana nesta semana, sites revelam análises sobre as consequências do fim da restringência aos cultos religiosos, no começo da década de 1990.

Estas avaliações apontam que as igrejas evangélicas já dominam quase metade da ilha, ao mesmo tempo em que o número de católicos segue cada vez mais escasso.

A usina de ideias Pew Research Center (PRC) fornece informações sobre tendências que constituem mudanças entre os Estados Unidos e o restante do mundo.

Segundo a subdivisão da PRC que cuida de pesquisas sobre religião, o Forum on Religion and Public Life, não muito mais da metade dos cubanos é católico e ainda é menor o índice de praticantes.

Sob o ponto de vista do jornalista Randal C. Archibold, do The New York Times, esta propensão ao culto evangélico deixa clara a ausência de comoção por parte da população no comparecimento do papa até a ilha.

De acordo com o site do jornal Estadão, os fatores que contribuiram com esta elevada aceitação foram a simpatia de militares e membros do governo com o culto não católico, a ajuda das igrejas dos Estados Unidos e a receptividade aos laços ancestrais de Cuba com a África.

Fonte: Christian Post

24/05/2011

Igreja cresce no Japão após tragédias


Igreja cresce no Japão após tragédiasJá faz quase três meses desde que o Japão foi destruído por um terremoto e um tsunami. Bilhões de dólares foram enviados ao país para diminuir os danos dessa profunda recessão, com milhares de empregos perdidos, empresas aleijados, e em alguns casos – destruída pelo desastre. Embora tenha sido uma má notícia para a economia, a tragédia deu à Igreja um impulso.

Joe Handley é presidente da Asian Access , um ministério que apóia a igreja local no Japão. Ele está em Fukushima, com boas notícias sobre o que Deus está fazendo através da igreja pós-terremoto. Ele diz que de todos os grupos de ajuda que ele tem visto na região, a maior resposta veio de “igrejas japonesas de todo o país – Okinawa, Tóquio, Hiroshima. É simplesmente inacreditável a quantidade de amor das igrejas japonesas, como elas têm se mobilizado para alcançar e ajudar neste momento”.

Em conversa com eles, Handley diz que as igrejas têm o desejo de plantar novas icongregações, especialmente em áreas onde há não há templos. “Uma dessas áreas, Iwata, é uma das regiões com menos igreja de todo o país do Japão, e ainda os pastores têm um coração de verdade para alcançá-los neste momento de necessidade.”

Handley diz que uma denominação quer plantar 50 novas igrejas nesta área, enquanto outro grupo quer plantar igrejas nas aldeias à beira-mar que nunca tiveram um templo.

Antes do desastre, o crescimento da igreja estava em declínio. “Esta é realmente uma nova época para a igreja. Novas redes estão se formando. Deus está nos chamando para um novo momento com estas igrejas”, diz Handley.


Fonte: Mission Network News

19/02/2011

Missionário da SEPAL diz que população evangélica no Brasil atingirá 57,4 milhões em 2011


evangelicos 250x188 Missionário da SEPAL diz que população evangélica no Brasil atingirá 57,4 milhões em 2011   Luis André Bruneto, um dos pesquisadores da SEPAL, Missão Internacional Servindo aos Pastores e Líderes que realiza estudos teológicos, falou ao The Christian Post sobre as projeções da população evangélica para os próximos anos e as possíveis razões que explicam fenômeno do rápido crescimento da população evangélica no Brasil.

De acordo com um estudo realizado pela SEPAL no ano passado, se o Brasil continuar com a média de 7,42% de crescimento no número de conversões ainda este ano chegaremos a 57,4 milhões de evangélicos.

O estudo foi baseado nos dados do Censo do IBGE de 2000 e da pesquisa realizada pelo Instituto Datafolha em março de 2007, encontrando que em 2020 a população evangélica representará mais de 50% da população brasileira.

“Projetamos uma porcentagem de cerca de 52,2% da população evangélica em 2020, ou seja, aproximadamente 109,3 milhões de evangélicos para uma população de 209,3 milhões,” afirmou Luis.

A projeção baseia-se na taxa de crescimento obtida entre os anos de 1990 e 2000 e na premissa de que a taxa de crescimento dessa religião continue a mesma dos últimos 40 anos. Segundo o missionário a confiabilidade desses dados é de 95%.

Crescimento não é avivamento

O fenômeno do grande crescimento não se trata de avivamento, de acordo com o pesquisador da SEPAL, pois ele acredita que o avivamento se reflete, “na conversão em massa das pessoas, e também em profundas mudanças no pensamento da sociedade, direcionada pela influência dos cristãos redimidos.”

“Se tomarmos essas duas linhas de pensamento, não está acontecendo um avivamento no Brasil,” afirmou Bruneto.

Para ele os motivos desse crescimento não significar avivamento são: “o evangelismo aguerrido dos evangélicos, a adoção de regras menos rígidas, a ampliação da visão da vida cristã para dentro da sociedade, a flexibilidade dos costumes e o aumento da classe média.”

Contradições

O estudo constatou uma menor presença na região Nordeste do Brasil,  para justificar os motivos desse déficit, Luís A. Bruneto dividiu a região em dois grupos. .” O tipo “A,” diz ele, com belas praias, grandes cidades, onde os evangélicos possuem um crescimento abaixo do restante do país, mas aceitável. E o outro, ele chama de tipo “B,” que é o nordeste do sertão, onde os evangélicos raramente passam de 1%.

As três razões para esse índice seja tão baixo estaria relacionado, primeiramente a forte raiz católica romana da população, ampliada pela religiosidade sincrética mística e a segunda se deve à dificuldade de evangelizar as cidades do interior do nordeste. “Boa parte do sertão não possui estradas asfaltadas e os meios de comunicação são precários,” explicou.
A terceira razão é a falta de interesse da Igreja em evangelizar esse povo carente. “Na verdade, a razão para isso é que o retorno financeiro dentro dessa realidade é mínimo, e assim, a missão não consegue se auto sustentar nem mesmo em longo prazo.”

A questão do nominalismo na opinião do pesquisador deve avançar, citando um exemplo em que a cidade mais evangélica do Brasil, Quinze de Novembro (RS), tem cerca de 80,4% de evangélicos e a sua cidade vizinha Alto Alegre, a 20 km de distância, tem apenas 0,28% de evangélicos.

Luis também pergunta, “será que a vida num país de maioria protestante pode mudar?” Segundo ele, a resposta para essa pergunta depende de como a liderança se comportará daqui para frente.

Para ele, o Brasil possui hoje uma liderança “despreparada em sua maioria e a maioria é carente de direção na teologia, eclesiologia e missiologia.”

Ele expressa também algumas preocupações com relação ao crescimento da população evangélica, como por exemplo, crescimento econômico que atrairá líderes materialistas.

“A classe média deve dobrar nos próximos anos isso, “atraindo gente com o “olho gordo” nessa fatia da população, ou seja, líderes materialistas com forte vocação para a teologia da prosperidade.”

Além disso, ele cita que há a “superficialidade da vida do povo brasileiro.”

“Vemos isso presente no meio evangélico brasileiro e deve continuar assim pelos próximos anos, acelerando a dualidade entre ‘vida religiosa’ e ‘vida secular,’ que já existe hoje.”

Luis, mencionou também “o egoísmo e o individualismo presente nesses dias, externando também na vida religiosa.”

“Muito embora, parte do povo evangélico se preocupa com o próximo, uma outra parte, e poderíamos afirmar a maioria, se preocupa apenas com o seu bem-estar.”

Entretanto, ele acredita positivamente na transformação da sociedade brasileira e urge para que haja “uma instituição forte que represente os evangélicos, em sua maioria, “que grite alto pelos interesses pautados na Palavra de Deus.”

Os estudiosos da SEPAL aguardam a divulgação do próximo censo, o de 2010, para obterem condições reais para verificar as estimativas quanto aos evangélicos e a população brasileira.

Eles planejam após isso fazer o mapa evangelístico do país baseado nos novos dados e compará-los com os anteriores.

Fonte: Gospel Prime / The Christian Post

%d blogueiros gostam disto: