Posts tagged ‘Cristãos do Egito’

17/10/2012

Na Praça Tahrir, alegria dos cristãos é maior do que a revolta popular


Na Praça Tahrir, alegria dos cristãos é maior do que a revolta popularConhecida por ser palco de gritos e revoltas de manifestantes, há quatro dias, a Praça Tahrir cedeu lugar para um movimento diferente: a oração dos cristãos egípcios falou mais alto que a reinvidicação dos civis.

Na última sexta-feira (12), em meio às comemorações brasileiras em alusão ao Dia das Crianças, no Egito, milhares de manifestantes se reuniram na famosa Praça Tahrir, no centro do Cairo, lugar que se tornou o símbolo da revolução egípcia em 25 de janeiro de 2011. Todos gritavam, cheios de raiva, contra vários acontecimentos políticos recentes, expressando, por muitas razões, seu desapontamento, rejeição e frustração.

Mas, na data marcada, nesta mesma praça, havia uma igreja onde cerca de 1.200 cristãos adoravam ao Senhor com alegria e gratidão. Na ocasião, o pastor citou alguns versículos do livro de Atos, referindo-se aos discípulos e quando eles foram espancados, porém, ainda assim, consideraram uma honra serem dignos de sofrerem insultos pelo nome de Jesus!

Os gritos de raiva e rejeição que vinham da praça em um tom bastante alto, só não foram maiores que os gritos de alegria que saíam da igreja, da boca do povo de Deus, muito mais altos. Os cristãos buscavam a presença do Senhor, clamavam por cura sobre a nação do Egito e oravam para que Deus se fizesse conhecido pelos egípcios.

A satisfação e felicidade que encheu o coração dos discípulos há dois mil anos é a mesma que estava enchendo os corações dos cristãos egípcios naquela tarde de sexta-feira, em meio à revolta popular. O Deus de tantos anos atrás é o mesmo Deus de hoje; as Palavras escritas naquele tempo são cumpridas na vida daqueles que O buscam com sinceridade: “Se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar e orar, buscar a minha face e se afastar dos seus maus caminhos, dos céus o ouvirei, perdoarei o seu pecado e curarei a sua terra.” 2 Crônicas 7.14

Ore pelo Egito

Na classificação de países que mais perseguem os cristãos, o Egito ocupa o 15º lugar. Embora os seguidores de Jesus tenham liberdade religiosa, estão sujeitos à discriminação por parte da sociedade e de representantes do governo. Hoje, o cristianismo abrange em torno de 11% da população, sendo considerada a maior população cristã nos países árabes. A maioria não possui Bíblia e tampouco treinamento.

Após a deposição do ditador Hosni Mubarak, em fevereiro de 2011, durante as revoltas da Primavera Árabe, a situação ficou indefinida no país até que Mohamed Mursi, membro do Partido Liberdade e Justiça (PLJ), braço político da Irmandade Muçulmana, assumiu o Governo. No vídeo abaixo, saiba mais sobre a realidade dos cristãos que vivem no Egito. Interceda pelos nossos irmãos e irmãs nesse país.

Fonte: Portas Abertas

14/06/2011

Autoridades do Egito reformularam leis para construção de templos


Um novo código de construção civil no Egito é visto pelos muçulmanos e pelos ativistas cristãos como um passo importante para o fim da violência religiosa e o respeito pelos direitos humanos no país.

Durante os últimos meses, muitos cristãos organizaram um protesto em frente à sede da TV estatal Maspero, no Cairo, após a violência sectária que explodiu em Imbaba. O governo prometeu, dia 12 de maio, que em 30 dias resolveria os problemas.

Ismail, membro da Irmandade Muçulmana, e outros egípcios muçulmanos arquivaram uma queixa contra o primeiro-ministro, Essam Sharaf, acusando-o de elaborar uma lei que “não respeita a Constituição e as medidas de justiça defendidas pela Sharia (lei)”. Isso é um fato relevante, pois o Egito é um estado islâmico.

“Como podemos autorizar a construção de templos com base na distância (uma igreja ou mesquita por quilômetro quadrado, no máximo, de acordo com o novo projeto), enquanto os direitos humanos utilizam para isso a taxa populacional?”, questionou Ismail em sua reclamação.

“Em áreas de população elevada, uma mesquita por quilômetro quadrado não é suficiente para orações e isso significa que os mulçumanos acabarão orando na rua,” disse Ismail.

Da mesma forma, os cristãos parecem também não estar felizes com muitos artigos do projeto de lei, mas por razões diferentes. Serba Moun, padre da Igreja Imbaba, local de violência recente, descreveu-a como “uma lei complicada e não unificada.” De acordo com Moun, a lei ainda derruba as muitas barreiras que existem para a construção de igrejas.

De acordo com o projeto de lei, os governadores terão o direito de dar a licença para estabelecimentos e também de autorizar a demolição ou a manutenção de toda casa ou templo da região. Todos os pedidos que não receberem uma resposta dentro do prazo determinado serão considerados aprovados.

Fonte: Portas Abertas

13/05/2011

Egito quer facilitar a construção de igrejas


Egito quer facilitar a construção de igrejasO Governo do Egito disse nesta quarta-feira (11) que estava considerando novas leis para criminalizar a violência sectária e diminuir as restrições contra a construção de igrejas, quatro dias depois que 12 pessoas morreram em confrontos religiosos.

O gabinete disse em comunicado que também iria banir protestos e reuniões em frente a locais de culto e proibir o uso de slogans religiosos por partidos políticos, particularmente durante as eleições.

Os confrontos sectários representam um desafio para o recém-empossado regime militar, que está temporariamente governando o Egito, e que está sendo pressionados para impor a segurança e reanimar a economia enquanto tenta evitar duras táticas de segurança contra os islâmicos empregados pelo antigo regime.

Um comunicado do gabinete disse que um comitê foi criado para elaborar as novas regulamentações, incluindo “uma lei unificada para a construção de locais de culto”.

As atuais leis tornam mais fácil a construção de mesquitas do que igrejas. Os cristãos, que compõem cerca de 10 % da população egípcia de 80 milhões de pessoas, já pedem há muito tempo a igualdade de direitos.

Muçulmanos e cristãos realizaram manifestações de união durante os protestos que derrubaram o ex-presidente Hosni Mubarak em 11 de fevereiro, mas tensões inter-religiosas têm intensificado desde sua renúncia

No sábado, confrontos irromperam após rumores de que cristãos teriam sequestrado uma mulher que se converteu ao islamismo, provocando a morte de 12 pessoas, enquanto cerca de 238 outras ficaram feridas.


Fonte: Estadão

10/05/2011

Continua tensa a relação entre cristãos e muçulmanos


Continua tensa a relação entre cristãos e muçulmanos Continuam os protestos contra os incêndios em igrejas no centro do Cairo, após o final de semana de confrontos. Os cristãos coptas estão recolhendo os pedaços depois os confrontos em que duas igrejas foram incendiadas e 12 pessoas mortas.

No sábado à noite, grupos muçulmanos atacaram e incendiaram a igreja de Mar Mina, em Imbaba, por acreditarem que os cristãos mantinham presa ali uma ex-muçulmana que teria mudado de credo para se casar com um jovem cristão. O confronto sangrento deixou pelo menos 12 mortos e 232 feridos, de acordo com números divulgados pelo Ministério da Saúde do Egito.

A mulher teria aparecido em uma televisão cristã para desmentir as acusações.

Grupos de cristãos e muçulmanos atiraram bombas e pedras uns nos outros nas ruas.  Casas e lojas também foram alvejadas. A polícia conseguiu colocar a situação sob controle depois de usar gás lacrimogêneo para dispersar a multidão.

Os líderes da igreja conduziram orações e declararam três dias de luto.

Centenas de cristãos se reuniram em frente ao prédio da televisão estatal no centro do Cairo, pedindo a demissão do principal líder militar do Egito, o Marechal de Campo Mohamed Hussein Tantawi, e acusando o Exército de não protegê-los.

O governo adotou uma postura mais rígida em resposta à violência, com as 190 pessoas detidas e se comprometeu a pagar uma indenização às famílias dos mortos e feridos na violência.

Autoridades prometem aumentar segurança de igrejas

Em entrevista à televisão, o governador da província de Giza, que inclui setores da Grande Cairo e onde está localizado o bairro de Imbaba, Ali Abdel Rahman, disse que o Exército e a polícia conseguiram acalmar a região.

O confronto, segundo agências de notícias internacionais, representa um novo desafio para os generais que governam o país desde a saída do poder do presidente Hosni Mubarak, em decorrência de intensos protestos.

O ministro da Justiça, Mohamed el-Guindy, prometeu que o governo vai aumentar a segurança nos locais de culto e endurecer as leis que criminalizam ataque a locais de adoração.

Periodicamente há incidentes armados entre cristãos e muçulmanos no Egito por motivos religiosos, especialmente no sul do país.

Fonte: Christian Post / Missão Portas Abertas

18/03/2011

Exército reconstroi igreja copta no Egito


 Exército reconstroi igreja copta no EgitoO exército egípcio começou a reconstrução da igreja copta de São Mina e de São Jorge, em Soul, incendiada por muçulmanos no dia 5 de abril do ano passado. Fontes que preferiram não se identificar disseram à agência AsiaNews  que o trabalho começou noúltimo dia 14 e que é patrocinado pelo Governo.

“A Igreja será construída no mesmo local e com as mesmas dimensões da anterior, apesar da oposição dos radicais islâmicos”, disse a fonte. A comunidade copta acolheu com alegria a notícia, mas anunciou que continuará a se manifestar diante da sede da televisão egípcia para exigir direitos iguais para os cristãos, que ainda hoje são negados pela constituição egípcia.

“A reconstrução da igreja é um sinal de boa vontade por parte dos militares”, disseram as fontes. “Nos últimos dias, uma delegação da Universidade Al-Azhar reuniu-se com os cristãos do vilarejo de Soul para apresentar a sua solidariedade”.

Após o incêndio da Igreja Copta de São Mina e São Jorge, em Soul (30 km ao sul do Cairo), ocorreram confrontos entre muçulmanos e coptas que causaram a morte de 13 pessoas e mais de 50 feridos. No último dia 11 de março, centenas de cristãos coptas e muçulmanos, segurando os símbolos da Cruz e da Meia-lua reuniram-se na praça Tahrir para reafirmar a unidade interconfessional do povo egípcio.

Segundo as fontes, a cidade do Cairo vive uma atmosfera positiva e não há relatos de novos confrontos entre cristãos e muçulmanos, apesar do contínuo medo dos extremismos islâmicos. “Os irmãos muçulmanos são o único grupo organizado e armado neste país. Apesar das divisões internas, eles estarão unidos para fazer avançar as ideias do radicalismo islâmico nas próximas eleições parlamentares”, disse a fonte.


Fonte: Rádio Vaticano / Portas Abertas

 

12/02/2011

Guia turístico cristão teme futuro no Egito


Guia turístico cristão teme futuro no Egito Um guia turístico cristão que trabalha no Egito se mostrou preocupado com as transformações políticas que o país possa sofrer com a queda de Hosni Mubarak, após 30 anos de ditadura. Em entrevista ao site da Veja, aos 41 anos, Aid Gabala Samuel, que é formado em arqueologia, teme que a Irmandade Muçulmana assuma o poder e transforme a sua vida em caos.

Dois cadeados separam Samuel das ruas do Cairo. Em seu apartamento, com a segurança da porta reforçada, protege-se das manifestações que ocorrem ao seu redor. Do lado de dentro, respira-se a preocupação com o futuro do país.

O nome bíblico Samuel deixa evidente que ele é um dos 12 milhões de cristãos do Egito que não serão tolerados caso o grupo de radicais islâmicos chegue aos cargos mais altos do país. “Se isso acontecer, terei que sair”, disse, por telefone, ao site de VEJA.

Samuel frisa que apoia os protestos contra Hosni Mubarak, e que também quer um novo governo – desde que não seja comandado pelos “irmãos islâmicos”, como os chama. Ele sabe que, dentre os diferentes movimentos presentes na Praça Tahrir, a Irmandade é a mais bem organizada e com maior número de seguidores. E teme os desdobramentos prováveis disso tudo.

“Eles não pedem o governo para eles agora. São espertos. No momento, atendem aos pedidos dos jovens manifestantes de combater à corrupção do governo atual. O medo dos cristãos é de que, quando mudar o sistema vigente, eles (a Irmandade Muçulmana) mostrem a segunda cara”, explica.

Para Samuel, o ideal seria a formação de um conselho com a presença de diversos movimentos da sociedade de onde sairia uma nova constituição, laica. “Longe da religião”, imagina o arqueólogo. Atualmente, apesar de haver liberdade de culto, são muitos os obstáculos à prática cristã. Construir uma igreja no Egito, por exemplo, é uma cruzada. “O Cairo cresceu, e novas cidades surgiram. Elas querem ter igrejas, mas é complicado. Tem que ter assinatura de oficiais do alto da hierarquia. Agora, não é uma liberdade completa, mas podemos orar, pelo menos. Com os islamitas, ficará impossível”, lamenta desde já.

Para piorar a insegurança de Samuel em relação ao futuro, pesa o fato de ser guia turístico e arqueólogo. “Para a Irmandade Muçulmana, as ruínas são símbolo do paganismo. É um pensamento radical. Não acredito que destruiriam as pirâmides, mas aqui temos muitos museus ao ar livre. Isso me preocupa.” Neste momento, a história do país está guardada por homens do Exército. Samuel continua em casa, sem trabalho. O último grupo de turistas que atendeu se despediu às pressas no dia 29 de janeiro. Eram brasileiros aflitos para deixar o Egito. “E eu tentava acalmá-los. Dizia que isso sempre acontecia. Guia sempre finge que está tudo tranquilo”, diz.

Neste momento, todo o esforço de Samuel é para acalmar a si mesmo. Sua sensação é de que a cada dia a situação piora, mas ele tenta se convencer de que vai melhorar. A polícia voltou às ruas, ele já tem coragem de sair um pouco – sempre de dia.

Fonte: Portas abertas/ Veja

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