Posts tagged ‘Descoberta’

14/04/2011

Achados arqueológicos revolucionários postos sob suspeita


70 livros de metal supostamente descobertos em uma caverna na Jordânia foram aclamados como os primeiros documentos cristãos. Datados de poucas décadas após a morte de Jesus, os estudiosos dizem que os “códices” são a descoberta arqueológica mais importante da história.

Os livros são bastante inéditos, visto que nunca foram encontradas relíquias do movimento cristão primitivo. Aos poucos, porém, a excitação dessa descoberta foi acalmada por questionamentos quanto à autenticidade dos códices, cujo ponto de apoio eram páginas em chumbo fundido, ligadas por anéis de chumbo.

Recentemente, um tradutor aramaico, Steve Caruso, concluiu sua análise dos artefatos, e afirmou ter uma evidência irrefutável de que eles são falsos.

O especialista obteve fotos de todos os textos. Examinando-as, confirmou que havia um monte de formas de escrita aramaicas velhas (com pelo menos 2.500 anos), mas percebeu que elas estavam misturadas a outras formas de escrita mais jovens.

Olhando apuradamente, o tradutor concluiu que nunca havia visto um tipo de mistura daquelas. Os manuscritos mais novos que ele identificou, chamados Nabatean e Palmira, datam do segundo e terceiro séculos, o que prova que os documentos não poderiam ter sido escritos durante os primórdios do cristianismo.

Segundo a nova análise, mesmo os manuscritos mais antigos foram escritos por alguém que não sabia o que estava fazendo. Há inconsistências no modo como foi feita a ordem da escrita. O pesquisador afirma que os escribas tinham formas muito específicas de escrever. Além disso, vários caracteres apareceram “tremidos”, um erro que implica que eles foram copiados às pressas, e não são originais.

Um arqueólogo grego, Peter Thonemann, já tinha afirmado que as imagens que aparecem nos códices, incluindo uma de Cristo na cruz, eram anacrônicas. Segundo ele, a imagem que dizem ser Cristo é na verdade o deus do sol Hélios, a partir de uma moeda que veio da ilha de Rodes. Também há algumas inscrições em hebraico e grego nos manuscritos. O arqueólogo acredita que os códices foram falsificados nos últimos 50 anos.

O que não significa que os livros já foram desacreditados. Um estudioso de arqueologia religiosa antiga, David Elkington, continua a acreditar na autenticidade dos códices. Durante meses, ele e sua equipe têm tentado ajudar o governo jordaniano a recuperar os códices de Israel, para onde foram contrabandeados.

Eles argumentam que os códices mostram imagens de Jesus com Deus, bem como um mapa de Jerusalém e um texto discutindo a vinda do Messias. Além disso, os livros foram supostamente encontrados perto de onde refugiados cristãos acamparam, na época. A equipe ainda identifica um fragmento de leitura do texto que diz “Eu andarei em retidão”, uma possível referência à ressurreição de Jesus.

No entanto, David, um dos únicos defensores dos códices, parece estar sem credenciais acadêmicas. Outros estudiosos questionam que o “arqueólogo britânico” não é um arqueólogo. Ele parece não ocupar nenhum cargo ou posição acadêmica, e muitos dos seus trabalhos não seriam aceitos por qualquer acadêmico ou estudioso.

Os especialistas que fizeram análises posteriores dos códices – e que concluíram que eles são falsos – reclamam do embalo dos meios de comunicação. Segundo eles, a mídia acabou dando um impulso para o assunto. Algumas boas fotos provavelmente também ajudaram. Tudo parecia convincente sobre a superfície; com um pouco mais de tempo e prudência, os veículos teriam percebido que David Elkington, que trouxe o assunto para primeiro plano, está à margem da academia.

Relíquias cristãs falsas são relativamente comuns. Segundo pesquisadores, as pessoas querem muito encontrar provas materiais dos dois primeiros séculos do cristianismo, mas isso é muito difícil porque o número de cristãos neste período era incrivelmente pequeno – provavelmente menos de 7.000 por 100 d.C. – e eles não se distinguiam materialmente dos seus irmãos judeus

Fonte: Hype Science

31/03/2011

Considerada a maior do século, descoberta arqueológica pode revelar detalhes da origem do cristianismo


Uma antiga coleção de 70 livros pequenos, cada um com 5 a 15 páginas de chumbo, pode desvendar alguns segredos dos primórdios do cristianismo. Para os estudiosos de religião e de história, trata-se de um tesouro sem preço. Ziad Al-Saad, diretor do Departamento de Antiguidades da Jordânia chegou a dizer que pode ser a “descoberta mais importante da história da arqueologia”.

Embora ainda estejam divididos quanto à sua autenticidade, especialistas acreditam que trata-se da maior descoberta da arqueologia bíblica desde que foram encontrado os Rolos do Mar Morto, em 1947.

Os livros foram descobertos há cinco anos em uma caverna (foto) em uma região remota da atual Jordânia. Acredita-se que pertenciam a cristãos que fugiram após a queda de Jerusalém no ano 70 dC. Documentos importantes do mesmo período já foram encontrados no mesmo local.

Testes iniciais indicam que alguns desses livros de metal datam do primeiro século. A estimativa é baseada na forma de corrosão que atingiu o material, algo que especialistas acreditam ser impossível reproduzir artificialmente. Quando os estudos forem concluídos, esses livros podem entrar para a história como alguns dos primeiros documentos cristãos, antecedendo até mesmo os escritos atribuídos ao apóstolo Paulo.

A doutora Margaret Barker, ex-presidente da Sociedade de Estudos do Antigo Testamento, explica: “O livro do Apocalipse fala de um livro selado que seria aberto somente pelo Messias. Outros textos da época falam sobre livros  de sabedoria selados e de uma tradição secreta transmitida por Jesus aos seus discípulos mais próximos. Esse é o contexto dessa descoberta. Sabe-se que, pelo menos em duas ocasiões, grupos de refugiados da perseguição em Jerusalém rumaram para o leste, atravessaram a Jordânia, perto de Jericó e foram para a região onde esses livros agora foram achados.”

Para ela, outra prova de que o material é cristão e não judaico é o fato de os escritos estarem em formato de livros, não de pergaminhos. “Os cristãos estão particularmente associados com a escrita na forma de livros. Eles guardavam livros como parte de uma tradição secreta do início do cristianismo… Caso se confirmem as análises iniciais, esses livros poderão trazer uma luz nova e dramática para a nossa compreensão de um período muito significativo da história, mas até agora pouco conhecido.”

Ela refere-se ao período entre a morte de Jesus e as primeiras cartas do Apóstolo Paulo. Há referências históricas a alguns desses acontecimentos, mas quase nenhum material deixado por quem realmente vivenciou o surgimento da igreja cristã. Essa descoberta sanaria muitas das dúvidas levantadas por outros estudiosos sobre a veracidade dos relatos da existência do que comumente é chamado de “o Jesus histórico”.

Fonte: Pavablog

06/02/2011

Arqueólogos descobrem igreja bizantina de 1.500 anos em Israel


Arqueólogos descobrem igreja bizantina de 1.500 anos em IsraelArqueólogos descobriram em Israel uma antiga igreja com idade estimada em 1.500 anos. A construção possui um mosaico bem preservado no chão, característicos do período, com desenhos de leões, raposas, peixes e pavões.

O representante Amir Ganor, da Autoridade de Antiguidades de Israel, disse que a igreja localizada a sudoeste da cidade de Jerusalém era frequentada entre os séculos 5º e 7º d.C. As escavações arqueológicas começaram depois que ladrões foram vistos próximo ao local.

A princípio, os pesquisadores haviam pensado que tinham encontrado uma sinagoga antiga, mas se trata, na verdade, de uma igreja bizantina.

29/01/2011

Descoberta em Israel coloca em xeque a teoria evolucionista


Descoberta em Israel coloca em xeque a teoria evolucionistaUma equipe de cientistas da Universidade de Telaviv descobriu numa gruta em Israel fósseis que parecem ser do homem moderno, mas que estão em camadas de terra com idade entre os 400 e 200 mil anos – mais antigas do que o nascimento dos antepassados diretos do Homem. A descoberta deixou a comunidade científica em alvoroço.

O que é que esta gente estava fazendo lá? Essa é a pergunta que arqueólogos pelo mundo inteiro estão fazendo agora, pois o assunto foi parar na na revista Science e a descoberta vai mudar o mapa da ocupação do planeta pela espécie humana. O que aconteceu – arqueólogos encontrar artefatos humanos fora da África muito antes de os humanos terem saído da África – muda muita coisa na ciência. Eles não precisaram se esforçar muito para perceber que isso não fazia muito sentido. A descoberta muda todo o quadro do processo evolutivo aceito até hoje pela comunidade científica.

É consenso há décadas que o homo sapiens (classificação do homem segundo a teoria evolucionista) surgiu na África há 200 mil anos e saiu do continente para ocupar todos os cantos do mundo há 60 mil. Mas as ferramentas humanas de cortar, furar e raspar (especialmente coisas parecidas com machados) encontradas nos Emirados Árabes têm 125 mil anos. Os donos dos machados poderiam, de fato, ter atravessado o Mar Vermelho com certa facilidade, molhando apenas as canelas. O mar estava, dizem os climatologistas, bem mais seco na época, tendo várias regiões rasas.

Os livros didáticos, então, terão de alterar seus números nas próximas edições. “O estudo levanta muito mais perguntas que respostas”, diz Jeffrey Rose, arqueólogo da Universidade de Birmingham (Reino Unido). Ele fala isso porque ninguém sabe se essa expedição humana pioneira teve sucesso (e então seria razoável imaginar que eles acabaram chegando em regiões como a Índia e até a Austrália) ou se estamos falando apenas de uma meia dúzia de perdidos que se afastaram da África e acabaram morrendo, sem deixar descendentes.

Se a última hipótese for a verdadeira, a resposta para a pergunta que inicia este texto é simples: estavam, sim, desbravando a região, mas acabaram fracassando e não são nossos ancestrais, honra que fica reservada mesmo para grupos que saíram da África milhares de anos depois, como já se imaginava.

Mas é difícil cravar essa conclusão. Primeiro porque o clima da península Arábica, na época, não era desértico: esses pioneiros devem ter encontrado grandes savanas, repletas de grandes animais como gazelas, para a alegria dos bons caçadores. Se a comida era farta, por que eles teriam morrido fácil? A hipótese de guerra também não convence muito: não existem evidências de que outras espécies de hominídeos pudessem oferecer risco.

Os neandertais, por exemplo, viviam bem longe, perto da Europa. Justamente por ser uma região então mais úmida, é difícil acreditar que fósseis humanos de então possam ser encontrados hoje na região, trazendo mais informações sobre o que aconteceu com esse grupo. A umidade do solo não favorece a conservação dos ossos – por isso é difícil encontrar fósseis na Amazônia, por exemplo. Existe uma chance, então, de simplesmente não ser possível saber qual foi o destino daquelas pessoas.


Fonte: AD de Alagoas

19/01/2011

Achada Bíblia de 340 anos, com apenas 40 cópias conhecidas no mundo


Bíblia alemã de 340 anos 151x200 Achada Bíblia de 340 anos, com apenas 40 cópias conhecidas no mundoDebra Court, uma professora do ensino secundário de Bonduel, no Wisconsin (EUA), descobriu uma Bíblia alemã de 340 anos num cofre da escola da Igreja luterana onde trabalha. A obra, de 1.500 páginas, é uma tradução do texto original de Martinho Lutero e foi impressa na Alemanha em 1670.

A descoberta foi feita há dois anos, altura em que a professora andava à procura de documentos antigos para mostrar aos seus alunos, mas Debra Court diz que não se apercebeu da raridade do documento – que julgava tratar-se apenas de um “livro velho”.

O pastor da congregação, Timothy Shoup, fotografou então a Bíblia e enviou as imagens para os estudiosos, que acabaram por identificar a obra, de que há apenas 40 cópias conhecidas no mundo inteiro.
Shoup confessou à Associated Press que não faz ideia de como o livro chegou até à sua congregação.

“Não sabemos porque a tínhamos no cofre – temos estado a perguntar a todos os membros mais antigos da congregação e a pessoas que estão em lares, mas ninguém se lembra.”

Fonte: Correio da Manhã / Gospel PrimeVia: Notícias Cristãs

09/01/2011

Ossuário de irmão de Jesus é verdadeiro, diz universidade hebráica


Ela pesa 25 quilos. Tem 50 centímetros de comprimento por 25 centímetros de altura. E está, indiretamente, no banco dos réus de um tribunal de Jerusalém desde 2005. A discussão em torno de uma caixa mortuária com os dizeres “Tiago, filho de José, irmão de Jesus” nasceu em 2002, quando o engenheiro judeu Oded Golan, um homem de negócios aficionado por antiguidades, revelou o misterioso objeto para o mundo. A possibilidade da existência de um depositário dos restos mortais de um parente próximo de Jesus Cristo agitou o circuito da arqueologia bíblica. Seria a primeira conexão física e arqueológica com o Jesus do Novo Testamento. Conhecido popularmente como o caixão de Tiago, a peça teve sua veracidade colocada em xeque pela Autoridade de Antiguidades de Israel (IAA). Em dezembro de 2004, Golan foi acusado de falsificador e a Justiça local entrou no imbróglio. No mês passado, porém, o juiz Aharon Far¬kash, responsável por julgar a suposta fraude cometida pelo antiquário judeu, encerrou o processo e acenou com um veredicto a favor da autenticidade do objeto. Também recomendou que o IAA abandonasse a defesa de falsificação da peça. “Vocês realmente provaram, além de uma dúvida razoável, que esses artefatos são falsos?”, questionou o magistrado. Nesses cinco anos, a ação se estendeu por 116 sessões. Foram ouvidas 133 testemunhas e produzidas 12 mil páginas de depoimentos.

Especialista em arqueologia pela Universidade Hebraica de Jerusalém, Rodrigo Pereira da Silva acredita que todas as provas de que o ossuário era falso caíram por terra. “A paleografia mostrou que as letras aramaicas eram do primeiro século”, diz o professor do Centro Universitário Adventista de São Paulo (Unasp). “A primeira e a segunda partes da inscrição têm a mesma idade. E o estudo da pátina indica que tanto o caixão quanto a inscrição têm dois mil anos.” O professor teve a oportunidade de segurá-lo no ano passado, quando o objeto já se encontrava apreendido no Rockfeller Museum, em Jerusalém.

Durante o processo, peritos da IAA tentaram desqualificar o ossuário, primeiro ao justificar que a frase escrita nele em aramaico seria forjada. Depois, mudaram de ideia e se ativeram apenas ao trecho da relíquia em que estava impresso “irmão de Jesus” – apenas ele seria falso, afirmaram.


Inscrição: Tiago, irmão de Jesus

A justificativa é de que, naquele tempo, os ossuários ou continham o nome da pessoa morta ou, no máximo, também apresentavam a filiação dela. Nunca o nome do irmão. Professor de história das religiões, André Chevitarese, da Universidade Federal do Rio de Janeiro, levanta a questão que aponta para essa desconfiança. “A inscrição atribuiria a Tiago uma certa honra e diferenciação por ser irmão de Jesus. Como se Jesus já fosse um pop¬star naquela época”, diz ele. Discussões como essa pontuaram a exposição de cerca de 200 especialistas no julgamento. A participação de peritos em testes de carbono-14, arqueologia, história bíblica, paleografia (análise do estilo da escrita da época), geologia, biologia e microscopia transformou o tribunal israelense em um palco de seminário de doutorado. Golan foi acusado de criar uma falsa pátina (fina camada de material formada por microorganismos que envolvem os objetos antigos). Mas o próprio perito da IAA, Yuval Gorea, especializado em análise de materiais, admitiu que os testes microscópicos confirmavam que a pátina onde se lê “Jesus” é antiga. “Eles perderam o caso, não há dúvida”, comemorou Golan.

O ossuário de Tiago, que chegou a ser avaliado entre US$ 1 milhão e US$ 2 milhões, é tão raro que cerca de 100 mil pessoas esperaram horas na fila para vê-lo no Royal Ontario Museum, no Canadá, onde foi exposto pela primeira vez, em 2002. Agora que a justiça dos homens não conseguiu provas contra sua autenticidade, e há chances de ele ser mesmo uma relíquia de um parente de Jesus, o fascínio só deve aumentar.

Fonte: O Verbo / Revista Istoé / ADIBERJ

21/12/2010

Ossos de João Batista podem estar em mosteiro na Europa


Ossos de Joao Batista podem estar em mosteiro na Europa 250x166 Ossos de João Batista podem estar em mosteiro na EuropaEm um mosteiro isolado, na Europa, foram encontrados aqueles que podem ser os ossos de João Batista, o homem que batizou Jesus Cristo.

A ilha da Bulgária não parece ter nenhuma importância. Pequena, desabitada, esquecida, gelada. Ilha de São João. Só agora os cientistas descobriram que esse nome sempre teve um motivo muito especial.

Como é que São João Batista pode ter sido enterrado naquela ilhota, no Mar Negro, a mais de mil quilômetros da Terra Santa? Para os estudiosos, isso é possível, e é uma história que envolve aventura, perigos e heroísmo.

A igreja o considera o maior depois de Cristo, o profeta que nasceu para anunciar a vinda do messias. João ganhou o nome de Batista por ter batizado Jesus, em uma das cenas mais famosas do Evangelho. A igreja ortodoxa o representa como um anjo. A cabeça que carrega na bandeja é a dele mesmo, cortada por Herodes, rei de Israel, a pedido de Salomé.

Cinco lugares no mundo reivindicam a posse da cabeça autêntica de São João. A cabeça que está guardada na igreja de Notre Dame d’Amiens, na França, é uma das cinco que estão espalhadas pelo mundo. Outras podem ser encontradas em Roma, Munique, Istambul e Damasco. Egito e Montenegro também exibem relíquias de São João.

Mas os ossos que foram encontrados neste ano na Bulgária vieram com uma prova de antiguidade que os torna ainda mais preciosos.

É o que sobrou da chamada “Nova Basílica”. Quando o templo foi erguido, no século XIII, já fazia 900 anos que São João Batista tinha sido enterrado lá.

No templo do século III foi encontrado o relicário, enterrado debaixo da mesa do altar. A pouco mais de um metro, estava a placa com a inscrição. Ela não prova que os ossos são de São João Batista. Mas prova que nos primeiros tempos do cristianismo, as pessoas acreditavam que ele estava enterrado lá.

O arqueólogo Kazimir Popkonstantinov diz que é a primeira vez que os ossos são encontrados junto com uma inscrição. As letras em grego dizem: Deus ajude o seu servo Tomá, que carregou as relíquias de São João. E também está gravada a data: 24 de junho. O dia de São João.

Popkonstantinov completa com uma frase surpreendente para um cientista. Ele diz: Deus e São João Batista me guiaram nesta descoberta. As relíquias estão expostas numa igrejinha modesta em Sozopol, a cidade que fica diante da ilha.

Vão passar por testes para identificar a idade dos ossos e se todos pertencem à mesma pessoa. Mas por enquanto os búlgaros só querem celebrar o Natal. Nesta época de reunir a família, eles não têm dúvidas de quem chegou para a festa foi Jesus Cristo, o filho de Deus, o homem que recebeu o batismo das mãos de São João.

Fonte: Fantástico

18/11/2010

Peritos confirmam veracidade do ossuário de “Tiago, filho de José, irmão de Jesus”


Depois de cinco anos de processo Justiça israelense afirma que caixa mortuária de Tiago tem dois mil anos e encerra o caso 250x156 Peritos confirmam veracidade do ossuário de Tiago, filho de José, irmão de JesusEla pesa 25 quilos. Tem 50 centímetros de comprimento por 25 centímetros de altura. E está, indiretamente, no banco dos réus de um tribunal de Jerusalém desde 2005. A discussão em torno de uma caixa mortuária com os dizeres “Tiago, filho de José, irmão de Jesus” nasceu em 2002, quando o engenheiro judeu Oded Golan, um homem de negócios aficionado por antiguidades, revelou o misterioso objeto para o mundo. A possibilidade da existência de um depositário dos restos mortais de um parente próximo de Jesus Cristo agitou o circuito da arqueologia bíblica. Seria a primeira conexão física e arqueológica com o Jesus do Novo Testamento. Conhecido popularmente como o caixão de Tiago, a peça teve sua veracidade colocada em xeque pela Autoridade de Antiguidades de Israel (IAA). Em dezembro de 2004, Golan foi acusado de falsificador e a Justiça local entrou no imbróglio.No mês passado, porém, o juiz Aharon Far kash, responsável por julgar a suposta fraude cometida pelo antiquário judeu, encerrou o processo e acenou com um veredicto a favor da autenticidade do objeto. Também recomendou que o IAA abandonasse a defesa de falsificação da peça. “Vocês realmente provaram, além de uma dúvida razoável, que esses artefatos são falsos?”, questionou o magistrado. Nesses cinco anos, a ação se estendeu por 116 sessões. Foram ouvidas 133 testemunhas e produzidas 12 mil páginas de depoimentos.

Especialista em arqueologia pela Universidade Hebraica de Jerusalém, Rodrigo Pereira da Silva acredita que todas as provas de que o ossuário era falso caíram por terra. “A paleografia mostrou que as letras aramaicas eram do primeiro século”, diz o professor do Centro Universitário Adventista de São Paulo (Unasp). “A primeira e a segunda partes da inscrição têm a mesma idade. E o estudo da pátina indica que tanto o caixão quanto a inscrição têm dois mil anos.” O professor teve a oportunidade de segurá-lo no ano passado, quando o objeto já se encontrava apreendido no Rockfeller Museum, em Jerusalém.

Durante o processo, peritos da IAA tentaram desqualificar o ossuário, primeiro ao justificar que a frase escrita nele em araimaco seria forjada. Depois, mudaram de ideia e se ativeram apenas ao trecho da relíquia em que estava impresso “irmão de Jesus” – apenas ele seria falso, afirmaram.

A justificativa é de que, naquele tempo, os ossuários ou continham o nome da pessoa morta ou, no máximo, também apresentavam a filiação dela. Nunca o nome do irmão. Professor de história das religiões, André Chevitarese, da Universidade Federal do Rio de Janeiro, levanta a questão que aponta para essa desconfiança. “A inscrição atribuiria a Tiago uma certa honra e diferenciação por ser irmão de Jesus. Como se Jesus já fosse um pop star naquela época”, diz ele. Discussões como essa pontuaram a exposição de cerca de 200 especialistas no julgamento. A participação de peritos em testes de carbono-14, arqueologia, história bíblica, paleografia (análise do estilo da escrita da época), geologia, biologia e microscopia transformou o tribunal israelense em um palco de seminário de doutorado. Golan foi acusado de criar uma falsa pátina (fina camada de material formada por microorganismos que envolvem os objetos antigos). Mas o próprio perito da IAA, Yuval Gorea, especializado em análise de materiais, admitiu que os testes microscópicos confirmavam que a pátina onde se lê “Jesus” é antiga. “Eles perderam o caso, não há dúvida”, comemorou Golan.

O ossuário de Tiago, que chegou a ser avaliado entre US$ 1 milhão e US$ 2 milhões, é tão raro que cerca de 100 mil pessoas esperaram horas na fila para vê-lo no Royal Ontario Museum, no Canadá, onde foi exposto pela primeira vez, em 2002. Agora que a justiça dos homens não conseguiu provas contra sua autenticidade, e há chances de ele ser mesmo uma relíquia de um parente de Jesus, o fascínio só deve aumentar.

Fonte: Isto É

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