Posts tagged ‘dois anos’

25/09/2013


domingos-263x200Evangélico há dois anos e morando na Arábia desde janeiro, Domingos, zagueiro que passou pelo Santos, Portuguesa e Guarani, conta que “ouviu chamado de Deus” em 2009.

Domingos diz ter encontrado no Qatar o lugar ideal para viver. Atleta do Al-Kharitiyath, time local, o zagueiro conta que o país oferece tranquilidade para residir com a família e ótima educação para os filhos. Evangélico há dois anos e morando na Arábia desde janeiro, ele se distanciou das tentações que o atormentaram durante a carreira: comidas gordurosas, carteado e bebidas.

Em entrevista por telefone ao UOL Esporte, Domingos, que teve passagens marcantes por Santos, Portuguesa e Guarani, reconheceu que levou uma vida desregrada. Ele relata fatos do passado que, segundo ele, não combinam mais com seu comportamento atual.

Os carteados e churrascos promovidos em casa, misturados com noitadas com cerveja, resultavam em constantes atrasos a treinos.

“Sempre depois dos jogos de sábado eu saía para beber ‘umazinha’ à noite. Mas essa umazinha virava duas, três, quatro, cinco…Hoje eu tenho consciência da importância do meu corpo e agradeço a Deus por ter me dado saúde. Se eu continuasse bebendo ainda hoje, estaria 10kg acima do meu peso”, relembra Domingos.

No Qatar, há forte restrição a bebidas alcoólicas. É proibido o consumo nas ruas, e a venda é controlada a turistas. O rigoroso sistema árabe não foi o que determinou mudança no estilo de vida, enfatiza Domingos.

O jogador de 27 anos conta que “ouviu chamado de Deus” em 2009, defendendo o Santos, quando Roberto Brum apresentou mensagens bíblicas. Anos mais tarde ele se converteria evangélico. Desde então, Domingos riscou excessos fora de campo e passou a dar mais valor à família.

“Eu não dava tanta importância para minha família como agora. Não tem coisa melhor do que estar ao lado de sua mulher e ver sua filha crescendo com educação em um país tranquilo. Bebida agora posso dizer que é vinho no jantar com minha mulher. Esse é o máximo”, afirmou.

A manutenção do peso ideal (85kg) era algo difícil anos atrás. Domingos deixava de lado as recomendações alimentares feitas pelos clubes para matar a fome à noite.

“Eu costumava ganhar peso. O [Emerson] Leão disse uma vez que eu cheguei sete quilos a mais. Ele falou uma verdade. A nutricionista do Santos fazia o cardápio certinho, mas aí eu passava no McDonald´s à noite e comia muito. Eu gostava bastante de fazer churrasco com cervejinha em casa. Isso tudo engorda”.

Aos 27 anos, Domingos afirma ter atingido a plenitude física e mental.

Em 21 jogos pelo Al-Kharitiyath, não levou nenhum vermelho. Seu time chegou à final do torneio qatari na semana passada, feito inédito e celebrado pelos donos do clube. Mas o time de Domingos perdeu.

Em alta com os xeques do clube, Domingos teve seu contrato renovado por mais dois anos.

“Eu sempre tive muita força, mas não tinha tanta experiência. Hoje me sinto com corpo de 18 anos, mas muito mais maduro”.

Satisfeito no Qatar, Domingos descarta retornar ao Brasil tão cedo. Ele planeja encerrar a carreira daqui oito anos, se possível no Grêmio.

“Não quero voltar tão cedo. Mas quero um dia voltar ao Grêmio. Lá eu joguei uma partida inexplicável, inesquecível, que ficou conhecida como Batalha dos Aflitos [vitória do Grêmio contra o Náutico, em 2005, que assegurou o título da Série B]”, orgulha-se Domingos.

Time de policiais no Qatar

Domingos fez fama de jogador rude. Ele leva com bom humor o rótulo e ressalta que zagueiro tem que ser sério.

No Qatar, é comum jogadores possuírem outras profissões. No time de Domingos vários atletas são policiais. O zagueiro ironiza o fato.

“Os jogadores trabalham de dia e jogam à noite aqui no Qatar. No meu time a maioria é policial. Se eu der porrada no treino eu vou preso”, diverte-se.

Fonte: UOL

03/09/2013

STF suspende sessão da Câmara que manteve mandato de Donadon


STF suspende sessão da Câmara que manteve mandato de Donadon O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu suspender a decisão da Câmara dos Deputados que na última semana votou pela não cassação do deputado Natan Donadon (ex-PMDB-GO), que está preso após ser condenado pelos crimes de peculato e formação de quadrilha.

A decisão foi dada pelo ministro Luís Roberto Barroso diante de um pedido feito pelo líder do PSDB na Câmara, Carlos Sampaio (SP). Na decisão o presidente do STF chega a citar a indignação cívica diante da não cassação do parlamentar.

“Pela gravidade moral e institucional de se manterem os efeitos de uma decisão política que (…) chancela a existência de um deputado presidiário (…). A indignação cívica, a perplexidade jurídica, o abalo às instituições e o constrangimento que tal situação gera para os Poderes constituídos legitimam a atuação imediata do Judiciário. Como consequência, suspendo os efeitos da deliberação do Plenário da Câmara”, diz trecho da decisão.

Donadon não teve o mandato cassado por uma diferença de 24 votos, apenas 233 dos deputados votaram pela perda do mandato, contra 131 que pedira a absolvição do parlamentar preso e 41 abstenções. Fora isso, 108 deputados faltaram naquele dia, o que prejudicou a votação.

Jornais e até mesmo alguns deputados chegaram a dizer que a Donadon foi beneficiado por artimanhas políticas realizadas pelas bancadas evangélicas, do PT e PMDB que se articularam para não deixar que ele perdesse o mandato. O presidente da Casa, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), determinou o afastamento do deputado preso até que ele seja solto da cadeia, o que deve acontecer em dois anos. Durante esse período ele não deve receber nenhum tipo de benefício, nem o salário ou as taxas de gabinete.

 

Informações da Folha de SP.

22/10/2012

Pastor foi queimado até a morte 8 dias após seu casamento


Pastor foi queimado até a morte 8 dias após seu casamentoA Portas Abertas visitou Damaris, viúva de Jackson, um dos pastores que foi queimado até a morte, no Quênia, em um ataque contra cristãos

“Eu tive o privilégio de conduzir Jackson Kioko ao Senhor, no ano de 2008”, contou Samuel Wainaina, pastor e fundador da Igreja de Melquisedeque, em Mombasa.

“Depois disso, eu o discipulei por dois anos, antes do seu treinamento para o ministério. Eu investi muito nele porque era evidente que, apesar de ser relativamente jovem na fé, o pastor Jackson era um homem muito dedicado a Deus, valente na obra do Senhor”, contou.

“Ele era um evangelista apaixonado, que viveu para cumprir apenas uma função, pura e simplesmente: transformar o maior número possível de pessoas com quem tinha contato em discípulos do Reino de Deus. Ele era um trabalhador muito esforçado e confiável.”

Infelizmente, concluiu o pastor Samuel, “eu perdi um valioso amigo e colega de trabalho no ministério, ele foi o meu assistente. Como igreja, perdemos um jovem muito generoso, uma benção na casa de Deus.”

O pastor Samuel falou sobre a morte de Kioko durante a visita de um colaborador da Portas Abertas à cidade costeira de Mombasa que, posteriormente, também foi levado à esposa do falecido Jackson, de 29 anos, Damaris Kioko.

Quando estavam a caminho da casa de Damaris, Geoffrey, o jovem indicado pelo pastor Samuel a guiá-los até a viúva, contou como o grupo de jovens da Igreja Melquisedeque perdeu uma voz unificada que os encorajava a serem mais espirituais e verdadeiros adoradores, pessoas de oração. Ele contou que Jackson sempre participou das orações noturnas e incentivava os jovens, futuros trabalhadores da igreja, a assumirem a liderança dos serviços da noite, como parte de sua formação. “Ele reunia a juventude da igreja e mostrava-lhes o que significa servir a Deus”, disse.

Ao chegarem à casa simples e confortável dos Kioko, Damaris delicadamente os conduziu para dentro. Já no início da conversa, os participantes haviam adquirido uma comunhão tão grande, que era evidente a dor que ainda machucava o coração de Damaris; ela ficava visivelmente sem fôlego ao falar sobre Jackson. A lembrança do que tinha acontecido com seu amado fazia com que seu peito se comprimisse tanto que ela falava de maneira ofegante.

Muitas vezes, sua voz era apenas um sussurro. Percebendo o quão doloroso a narração daquilo tudo estava sendo, o colaborador da Portas Abertas que a ouvia perguntou se ela queria parar, mas a resposta foi: “Não, está tudo bem”, seguida de seu depoimento:

“Jackson era tão sincero. Ele tinha a mente aberta, para frente, orava muito, era um trabalhador esforçado. Tinha apenas um objetivo na vida e dizia que era o seu chamado: ganhar almas para Jesus. Ele não se importava com o lugar que precisasse ir ou com quem falaria, tudo o que ele queria era que todo mundo que estivesse ao seu alcance ouvisse sobre Cristo”.

“Estas foram as qualidades que me atraíram nele. Nós nos conhecemos na igreja Melquisedeque, onde eu servia como cantora evangelista e integrava a equipe de mídia. Por um tempo, nós nos paqueramos e, quando ele se declarou, eu aceitei de bom grado”, contou Damaris com um sorriso tímido.

“Ficamos noivos no ano passado e planejávamos nos casar neste ano. Esses planos foram abençoados pelo Senhor e no sábado, 28 de abril de 2012, fomos finalmente declarados marido e mulher em uma cerimônia maravilhosa. Membros de nossa igreja, famílias e amigos alegraram-se conosco. ”

E continuou: “Segunda-feira, 7 de maio, foi o primeiro dia de Jackson de volta ao trabalho, após o casamento e, como de costume, ele partiu em uma missão de evangelização. Nós nos separamos felizes, eu não imaginava que nunca mais o veria novamente. ”

Damaris fez uma pausa e, em seguida, declarou com uma tristeza silenciosa que trouxe lágrimas aos olhos “Oito dias . Eu estive casada por apenas oito dias. Queimaram o nosso futuro, quando queimaram Jackson. Nós nem sequer temos um corpo para enterrar.” Isto foi dito de uma maneira tão angustiada, que soou apenas um sussurro.

“Jackson tinha 34 anos, era o primeiro de nove filhos do Sr. e Sra. Musyoki. Ele tinha duas irmãs e seis irmãos. São uma família grande e amorosa, que me acolheu em seu convívio e têm me apoiado muito desde que tudo aconteceu. Por favor, orem por essa família também, eles sofrem a dor de ter perdido um filho servo do Senhor, trabalhador. ”

“Como você é capaz de continuar?” Perguntou-lhe o colaborador da Portas Abertas. Ela parou por um momento e depois respondeu: “Somente através das orações e o apoio de amigos, familiares e membros da igreja. Eles oram todo o tempo por mim. Isso me deu força para prosseguir.”

“Peço mais orações, por favor! É tão difícil! Ni mzigo siwezi kubeba peke yangu (é um fardo que eu não tenho força para carregar sozinha). Ajude-me a carregá-lo através de suas orações. Eu não sei como passar por isso. Eu preciso de Deus, preciso dEle para me impulsionar para frente, para me levar adiante. Eu preciso que Ele me tome em seus braços,  quando eu não posso andar. Tudo o que preciso agora é de Deus. E eu preciso das orações da igreja ao lado das minhas, para os momentos de maior  fraqueza. Por favor, orem por mim.”

Fonte: Portas Abertas
09/10/2012

Joaquim Barbosa é filho de uma evangélica


Joaquim Barbosa é filho de uma evangélicaJoaquim Barbosa parece nunca ter se acomodado ao que parecia ser o caminho natural para ele.  O hoje ministro do Supremo Tribunal Federal, aos 58 anos aparece com destaque na mídia em meio ao histórico julgamento do mensalão.

Filho de um pedreiro, cresceu ouvindo que nas festas de aniversário de famílias mais abastadas deveria ficar sempre no fundo do salão. Mas Joaquim, quando criança, preferia não ir às festas a ter de se submeter à humilhação de ficar separado dos colegas.

Dario Alegria, um primo distante de Joaquim, diz que naqueles tempos os garotos negros da cidade eram vítimas de forte preconceito. “Mas o Joaquim quebrou toda essa lógica, ele era diferente, nunca levava desaforo para casa e não aceitava humilhação”, acredita.

O pai de Joaquim morreu há dois anos. Ele atribui muito do seu perfil à influência de Benedita, sua mãe, evangélica da Assembleia de Deus há 45 anos.

Criado em Paracatu, interior de Minas Gerais, desde criança, Joaquim trabalhou com o pai. Por vezes ajudando a fazer tijolo, em outras entregando lenha num caminhão velho da família.

Joaquim Rath, um amigo de infância do ministro, lembra que na casa da família Barbosa não havia sofá, geladeira nem televisão. Só uma mesa com cadeiras. Ele morava com os pais e mais sete irmãos “Mas com o Joaquim não tinha essa história de negro humilde e pobre, e ele não se subordinava aos ricos e brancos”, lembra.

Em 1971, a família foi tentar a vida em Brasília, a 250 quilômetros de Paracatu. Na capital federal, Joaquim se formou em Direito. Depois, foi aprovado no concurso para oficial de chancelaria do Itamaraty e posteriormente em outro, para procurador da República.

Fez doutorado na Sorbonne, em Paris, foi professor visitante na Universidade Colúmbia, em Nova York, e na Universidade da Califórnia. Barbosa fala quatro idiomas além do português: inglês, alemão, italiano e francês.

O tio, José Barbosa, de 78 anos, lembra que o menino tinha alguns hábitos estranhos: lia tudo o que encontrava, escrevia no ar, cantava em outros idiomas e gostava de andar com o peito estufado, imitando gente importante. “Todos viam que o Joaquim seria alguém quando crescesse”, afirma.

O ministro Joaquim é relator do processo do mensalão. Nos últimos dias condenou por crime de corrupção ativa José Dirceu, José Genoino e Delúbio Soares, que formavam a cúpula do Partido dos Trabalhadores (PT). Em novembro vai assumir a presidência do STF.   Na internet já existe uma campanha para que seja presidente da República.

“O ministro incorpora uma espécie de herói do século XXI. Precisávamos de uma pessoa com o perfil dele para romper com os rapapés aristocráticos, pois chegamos ao limite da tolerância com a calhordice no poder”, diz o antropólogo Roberto DaMatta.

Fonte: Gospel Prime

14/09/2012

‘Peço, em nome de Jesus: devolva o corpo do meu marido’, disse mulher


A esposa do auxiliar de serviços gerais Alexandre Lima, de 37 anos, estava presente, na noite de quarta-feira (12), ao culto do Ministério Palavra de Vida, em Nilópolis, na Baixada Fluminense, quatro dias após o assassinato do marido. O Ministério foi fundado com a ajuda de Alexandre há dois anos. O diácono Alex, como era mais conhecido pelos fiéis, foi morto por traficantes, no sábado (8), quando caminhava no Parque do Gericinó, próximo de casa, também em Nilópolis. De acordo com a esposa, os criminosos não queriam devolver o corpo, até que ela fez um apelo: “Você tem pai, você tem mãe, você tem filho, você tem alguém que você ame? Eu te peço, em nome de Jesus, que você devolva o corpo do meu marido. Em nome de Jesus!”.

A esposa de Alexandre, que prefere não ter o nome revelado, deu entrevista ao site de notícias G1 na pequena casa onde são realizados os cultos, próximo ao bairro Cabral, em Nilópolis. Ela confirmou a versão de que o marido pode ter sido morto por estar com fones de ouvidos e não ter escutado ordens dadas por traficantes da Favela da Chatuba, que fica no município de Mesquita, ao lado de Nilópolis.

Segundo ela, um vizinho presenciou o crime da laje de casa, que tem fundos para o Parque do Gericinó. “O vizinho contou que o Alex estava andando na mata, quando os caras falaram: ‘Para! Para aí! Levanta a blusa! Levanta a blusa!’. Ele não levantou a blusa e mandaram bala nele”, relatou a esposa do diácono, que trabalha como empregada doméstica.

“De repente, uma vizinha veio chamando: ‘Vem aqui, rápido, para não assustar as crianças’. Perguntei: ‘O que houve?’. Ela respondeu: ‘Atiraram no seu marido’. E eu: ‘Não. Meu marido está ali. Acabei de vê-lo pela janela. Vou lá chamar’. Mas ela garantiu: ‘Não! Foi o Alex! Meu cunhado viu tudo lá da laje.’”, recorda a esposa do diácono. Ela conta que, de início, quis ir correndo ver o que tinha acontecido com Alexandre, mas foi contida por um vizinho, que se prontificou a tentar chegar até o local do crime. “Mas meu vizinho contou que os traficantes ameaçaram: ‘Mete o pé! Volta! Quem passar, vou mandar fogo’”, contou a esposa.

Em seguida, a esposa do diácono foi alertada por uma das filhas que os traficantes estavam atendendo o telefone de Alexandre. “Liguei e falei assim: ‘Eu poderia falar com o Alex?’ Responderam: ‘Não tem nenhum Alex aqui’. Eu disse: ‘Vem cá, meu filho: eu já sei do acontecimento. Não me interessa o que fez, ou o que deixou de fazer. Eu quero ir pegar o corpo do meu marido. Você permite que eu entre aí? Nem que eu entre sozinha. Eu quero o corpo do meu marido, por favor, porque eu sou uma pessoa de Deus. Ele também é uma pessoa de Deus e eu preciso enterrá-lo’”, conta ela.

Na primeira ligação, os traficantes disseram que o corpo estava em uma rua próxima à Favela da Chatuba. Mas, mesmo com a ajuda de um mutirão de vizinhos, nada foi encontrado. A esposa de Alexandre insistiu, e na segunda vez, o traficante respondeu: “Olha, você está com muita marra, mas vou falar: está lá no rio”.

Outras mortes

“Fomos ver, e estava no rio, próximo à Chatuba”, recorda a esposa de Alexandre. Ela conta que um primo dela, que é bombeiro, foi quem retirou o corpo de dentro do rio. Alexandre Lima foi um dos oito mortos de um sábado sangrento, quando outros seis jovens, todos moradores de Nilópolis, também foram mortos, após tomarem banho em uma cachoeira próxima à Favela da Chatuba.

Alexandre e a esposa estavam juntos há 20 anos. Conheceram-se em Itaipuaçu, distrito de Maricá mudaram-se para Nilópolis em 1999, onde entraram para a igreja evangélica e se casaram. Criavam, juntos, cinco filhos, um deles adotado. O primeiro filho nascido após se mudarem para Nilópolis faz aniversário neste sábado (15), uma semana após a morte do pai.

Enquanto se esforça para conter as lágrimas, a esposa de Alexandre conclui: “Eu não consegui comer até hoje. Só nesta quarta-feira fui comer um pouquinho. Ele era muito carinhoso, e sempre me esperava para comer. É uma tortura. Ficar dentro de casa também dá um vazio. Tem horas que dá vontade de chamar por ele. Parece que a pessoa está ali”.

Fonte: G1

13/03/2012

Bispos da Igreja Universal poderão ser presos por “curar” jovem homossexual


O vídeo onde um jovem homossexual é exorcizado e “curado” durante um programa da IURD TV pode render um processo judicial histórico no país.

Neste programa, o bispo Edir Macedo, fundador da Igreja Universal do Reino de Deus, fala que o jovem identificado apenas como Leandro passaria por um processo de “libertação”.

O bispo Clodomir Santos é chamado e conversa com o demônio e o expulsa depois de saber que o jovem se tornou gay por ser vítima de um “trabalho de macumba” de um vizinho contra ele.

O jovem se contorce, grita e se ajoelha no chão enquanto os bispos começam a gritar “queimando, queimando, queimando” e o exorcismo é feito. O jovem volta ao seu estado normal e diz que se sente melhor. Depois, agradece por ser libertado pelos bispos da Universal.

A alegação da Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT) é que as imagens seriam provas de “charlatanismo”. Segundo o artigo 283 do Código Penal, esse crime pode resultar na prisão dos envolvidos por até dois anos.

A ABGLT pediu ao Ministério Público de São Paulo que investigue o caso, pois afirma que embora a Constituição garanta liberdade de culto, a homossexualidade não pode ser tratada como uma doença. Desde 1990, ela não consta mais da Classificação Internacional de Doenças, da Organização Mundial da Saúde.

“Parece-nos que o vídeo em questão, assim como vários outros disponíveis na internet com conteúdos parecidos, é uma prova cabal da prática do charlatanismo, uma vez que divulga publicamente a suposta “cura” de uma condição que não é doença, além de disseminar a demonização e manifesta intolerância da homossexualidade”, diz o requerimento encaminhado pela Associação ao MP.

O Ministério Público ainda não se manifestou a respeito. Não é a primeira vez que Toni Reis, presidente da ABGLT, entra em rota de colisão com os evangélicos.

Reis e sua associação já reivindicartam no ano passado punições às emissoras que levem ao ar declarações ofensivas aos direitos homossexuais. Sua solicitação ao Ministério das Comunicações é que se iniba essa prática em especial nos programas religiosos transmitidos em rede aberta.

Além dos pastores evangélicos, em especial Silas Malafaia, que moveu um processo contra Toni Reis, o deputado Jair Bolsonaro também já foi atacado pela ABGLT.

Esta semana, a ABGLT e outras entidades similares, enviaram um ofício ao Ministério Público Federal, questionando o veto aos vídeos da campanha do Carnaval contra a Aids, produzida pelo Ministério da Saúde com o foco em jovens gays.

Também solicitou ao Ministério Público Federal que investigue e tome providências sobre o veto à distribuição do chamado “kit Gay”, material distribuído nas escolas que serviria para combater a homofobia. Na interpretação dos evangélicos e católicos, que conseguiram impedir sua distribuição, o material iria promover a homossexualidade.

A Associação quer saber que providências o governo está tomando “diante da comprovada existência da homofobia no ambiente escolar”.7

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