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14/09/2013

Presidente russo dá uma aula de cristianismo a Obama


Presidente russo dá uma aula de cristianismo a ObamaDe um lado, o ganhador do Prêmio Nobel da Paz de 2009 e líder da que foi chamada durante muitos anos de “a maior nação evangélica do mundo”. Do outro, um polêmico presidente de um país que durante mais de 70 anos tentou exterminar todas as religiões e instaurar o ateísmo comunista.

Vladimir Putin, presidente da Rússia, e Barack Obama, dos EUA, estão no centro do debate internacional sobre a necessidade (ou não) de uma intervenção militar estrangeira na Síria. Putin tem seus interesses, pois é aliado do atual presidente Bashar al-Assar. Obama, embora não admita, sabe que a CIA tem fornecido armas aos rebeldes e, de maneira surpreendente, se aliado à Al-Qaeda.

No que parecia ser a véspera do ataque americano, Moscou sugeriu a Damasco que entregasse suas armas químicas, as destruísse e participa-se da Convenção pelo Banimento de Armas Químicas. Para surpresa de muitos, a Síria respondeu positivamente. Obama foi forçado a mudar o discurso e declarou que a resposta da Síria era um “desenvolvimento potencialmente positivo”.

A hipótese de invasão ainda não está totalmente descartada, mas os especialistas em relações internacionais apontam para o fato de que isso pode resultar rapidamente em um conflito muito maior, que atingirá grande parte do mundo, em especial os países do Oriente Médio. Como sempre, um ataque a Israel é apontado pela Síria e pelo Irã como a primeira forma de “represália”.

Mas dia 11, quando se lembrava o 12º aniversário do ataque que marcou o início do século XXI e foi usado de justificativa para a invasão do Iraque e do Afeganistão, uma outra surpresa. O New York Times, um dos jornais mais influentes do mundo, publicou o artigo “Um apelo da Rússia: o que Putin tem a dizer aos EUA sobre a Síria”. É uma espécie de “carta aberta” que repercutiu na imprensa mundial.

Quem agia como embaixador pela paz era o presidente russo e alguns trechos do material tem um peso histórico. Obama tem jogado a responsabilidade de algumas decisões militares para o Congresso dos Estados Unidos. Vladimir Putin fez uma crítica certeira ao que é quase um dogma na política externa, a chamada “excepcionalidade” da nação americana, fruto direto de uma antiga e persistente mentalidade que o destino manifesto dos EUA é ser o guardião do planeta.

Eis alguns trechos do artigo, que para muitos analistas é uma aula de política externa e de cristianismo a Obama. Curiosamente, o presidente americano tomou posse pedindo ajuda a Deus para governar. Mesmo assim, para um número crescente de americanos ele é um “muçulmano disfarçado” e para 25% da população trata-se do próprio Anticristo.

Leia:

“As relações entre nós já passou por diferentes estágios. Estivemos uns contra os outros durante a guerra fria. Também já fomos aliados e juntos vencemos os nazistas… Esse potencial ataque dos Estados Unidos contra a Síria, mesmo com a oposição de muitos países e dos maiores líderes políticos e religiosos, incluindo o Papa, terá como resultado mais vítimas inocentes e, numa escalada que espalhará potencialmente, o conflito muito além das fronteiras da Síria.

Um ataque só intensificará a violência e irá iniciar uma nova onda de terrorismo. Isso pode minar os esforços multilaterais para resolver a questão nuclear iraniana e o conflito Israel-Palestina, além de desestabilizar o Oriente Médio e o Norte da África.

Poderá desequilibrar todo o sistema da lei e da ordem internacional… O Departamento de Estado dos EUA classifica como organizações terroristas a Frente Al-Nusra, o Estado Islâmico do Iraque e o Levante, que lutam ao lado da oposição [da Síria].

Esse conflito interno, sustentado por armas estrangeiras fornecidas aos rebeldes, é um dos mais sangrentos do mundo… Não estamos protegendo o governo sírio, mas o direito internacional… Ninguém duvida que gás venenoso foi usado na Síria.

Mas existem todos os motivos para acreditar que não foram utilizados pelo Exército sírio, mas sim pelas forças de oposição, visando provocar uma intervenção de seus poderosos patrões estrangeiros, que se mantêm ao lado dos fundamentalistas… Um número crescente de nações vem procurando adquirir armas de destruição em massa.

É uma questão lógica: ninguém vai desafiar quem tem a bomba em seu arsenal… Analisei atentamente seu pronunciamento à nação na ultima terça-feira. E gostaria de discordar do que ele [Obama] disse sobre a excepcionalidade dos Estados Unidos, ao declarar que a política do país é “o que torna os EUA diferentes.

É o que nos torna excepcionais”. É extremamente perigoso encorajar as pessoas a considerar a si mesmas excepcionais, seja qual for a intenção… Existem nações grandes e pequenas, ricas e pobres, com tradições democráticas antigas e aquelas que ainda procuram seu caminho em rumo à democracia. Suas políticas também diferem.

Somos todos diferentes, mas, quando pedimos as bênçãos de Deus, devemos nos lembrar de que Ele criou a todos nós como iguais”.

18/10/2012

Uso da palavra “vagina” faz livraria evangélica recusar livro


Uso da palavra “vagina” faz livraria evangélica recusar livroUma autora evangélica acredita que seu livro de memórias está sendo boicotado por uma grande cadeia de livrarias cristãs dos EUA, porque inclui a palavra “vagina”.

O segundo livro de Evans, A Year of Biblical Womanhood [Vivendo um ano pelos princípios da Bíblia para as mulheres], relata como ela viveu durante um ano inteiro seguindo as instruções da Bíblia do modo mais literal possível. Isso incluía chamar o seu marido de “senhor” e acampar no jardim durante os períodos de menstruação.

Ao longo do livro, ela usa a palavra “vagina” duas vezes: ao descrever o estupro de uma adolescente do Congo, e quando lembra a decisão de assinar um compromisso de abstinência quando tinha 15 anos.

“Eu usei a parte de trás da minha cadeira de metal para escrever meu nome naquela linha pontilhada antes de marchar até a frente da sala e prender em um quadro de cortiça gigante onde todos podiam ver a minha promessa a Deus e à minha vagina”.

Ela disse que só percebeu que poderia ser um problema usar essa palavra no início do ano, quando foi informada pela sua editora, Thomas Nelson, que ela não devia usá-la no segundo relato, pois as livrarias cristãs “aparentemente têm alguma coisa contra a vagina”.

“Eu dei um piti ao ouvir isso e disse que, se as livrarias cristãs ficarem presas aos seus próprios padrões ridículos, não poderiam sequer vender a Bíblia”, escreveu ela em seu blog.

“Eu digo a todos que eu vou lutar por meus princípios, mas vou ceder dentro de alguns dias, porque eu quero que as livrarias cristãs vendam uma versão censurada do meu livro… porque eu quero ganhar um monte de dinheiro… porque precisamos, a quatro anos, de um telhado novo em nossa casa e porque eu realmente quero ter um Mac, assim serei aceita pelas megaigrejas. Eu me sinto uma fraude… O mais frustrante disso, é claro, é que posso usar a palavra ‘vagina’ quando envolve estupro, mas eu não posso falar sobre ‘vagina’ quando o contexto envolve certo grau de propriedade e poder sobre meu próprio corpo”.

Alguns partidários reuniram-se para defender a sua causa, fizeram inclusive uma petição ao site Amazon. Camisetas com os dizeres “Equipe da Vagina” foram feitas. Até que Evans decidiu pedir que seu editor colocasse o termo “vagina” de novo em seu livro de memórias. “Achei que era mais importante ouvir as vozes de um público apaixonado do que as objeções da indústria cristã”, disse ela no blog.

O lançamento do livro será dia 30 de outubro, mas Evans já sabe que a empresa LifeWay, que tem 160 livrarias cristãs espalhadas pelos EUA não venderá o livro.

“Recebi recentemente um aviso que a LifeWay decidiu não vender meu livro em suas lojas, presumivelmente, por causa da controvérsia sobre o uso do termo “vagina”, escreveu Evans em sua página.

“Estou decepcionada, é claro, não apenas porque eu vou deixar de vender. A LifeWay certamente tem todo o direito de escolher os títulos que deseja vender, mas eu acho que essa ideia que os cristãos devem tomar cuidado ao pensar sobre a realidade, que devemos usar eufemismos e só contar histórias confortáveis e higienizadas, é uma percepção destrutiva que afeta profundamente a cultura evangélica como um todo”.

Em entrevista ao site da revista eletrônica Slate, nesta terça-feira, Evans mostrou-se contrariada pela decisão da LifeWay: “Eu não sei se eles ficaram mais ofendidos pela minha vagina ou pelo meu cérebro”.

Um porta-voz da LifeWay disse a Slate: “Nós selecionamos recursos que suprem as expectativas de nossos clientes usando como base várias questões, incluindo o alinhamento do conteúdo com as crenças evangélicas, os valores e a visão da LifeWay. Também consideramos as vendas passadas de um autor”, enfatizando que o primeiro livro de Evans, Evolving in Monkey Town [Evoluindo na Cidade dos Macacos], não vendeu bem.

Fonte: Gospel Prime

07/08/2012

Maioria dos filhos de ateus mudam de ideia quando adultos


Pessoas que crescem em um lar ateu são menos propensos a manter as suas crenças sobre a religião quando adultos, indica um estudo realizado pelo Centro de Pesquisa Aplicada do Apostolado, da Universidade de Georgetown.

Apenas cerca de 30% das pessoas que foram criadas em um lar ateu continuaram sendo ateus depois de adultos. Esta “taxa de retenção” é a menor entre as 20 diferentes categorias do estudo.

Foram ouvidos 1.387 ateus na pesquisa. Quatrocentos e trinta e dois entrevistados disseram ter sido criados por pais ateus. Desses, apenas 131 se identifica como ateu hoje.

“Os resultados mostram que os ateus americanos, em sua maioria, se “tornou” incrédulo quando adulto, mesmo tendo sido criado em outra fé. Parece ser muito mais desafiador criar uma criança ateia e fazê-la manter essa identidade por toda a sua vida “, explica o Dr. Mark Gray , um dos pesquisadores .

Gray também observou que, “entre os que foram criados como ateus, hoje 30% estão filiados a uma denominação protestante, 10% são católicos, 2% são judeus, 1% são mórmons, e 1% são pagãos”.

Os Hindus tiveram a maior taxa de retenção de 84%, seguido pelos judeus (76%), muçulmanos (76%), ortodoxos gregos (73%), mórmons (70%) e católicos (68%).

Entre os cristãos protestantes, os Batistas teve a maior taxa de retenção (60%), seguido por Luteranos (59%) e pentecostais (50%).

Testemunha de Jeová (37%), membros da Igreja Congregacional (37%) e da Igreja Holiness (32%), tem as menores taxas de retenção. Entre aqueles que cresceram sem uma fé religiosa ou sistema de crenças em particular, 38% permaneceram dessa forma.

O estudo utilizou como base os dados do Fórum Pew sobre Religião e Vida Pública dos EUA de 2008.

Traduzido e adaptado de Christian Post

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