Posts tagged ‘Ensino Religioso’

02/06/2011

“Leio a Bíblia de manhã e à noite. E dou aulas de cristianismo, às vezes”, diz estrela do rock


Em uma entrevista recente ao Jornal da Tarde, Alice Cooper, músico de 63 anos falou sobre drogas, música e hobbys. Mas o cantor também revelou que ora duas vezes ao dia e que eventualmente dá aulas de cristianismo.

Tudo isso seria normal se o rock star não cantasse canções que contrariam os ensinamentos bíblicos, em algumas delas ele fala até de necrofilia (excitação sexual decorrente da visão ou do contato com um cadáver), mas para ele “não tem nada na Bíblia que proíba alguém de ser um rock star.”

Sempre que o cantor sobe ao palco ele se transforma em um personagem, suas performances no palco inspiraram grandes artistas como a banda Kiss e Marilyn Mayson.

Apesar de sua aparência e letras liberais ele afirma ao jornal que não contrata músicos que usam drogas. “Eu não vou contratar alguém que usa drogas. Porque quando formos entrar em turnê, ele vai ser um problema. Não estou falando de beber uma cerveja. Isso não é problema para ninguém. Mas se você está numa banda grande, estar bêbado sempre não funciona no show. Não dá.”

O músico que não bebe há 30 anos conta que tomou a decisão de abandonar o vício quando viu seus amigos morrendo, Jim Morrison e Jimmy Hendrix. Nessa hora o repórter pergunta como ele é fora dos palcos e a resposta é surpreendente.

“Sou um cristão normal. Quando eu for para São Paulo, você vai ver. Vou fazer compras, jogar uma partida de golfe. O que acontece é que, quando eu viro Alice Cooper, preciso me tornar um vilão. Sou como o Darth Vadder, do Guerra nas Estrelas, ou como o Hannibal Lecter, de O Silêncio dos Inocentes. Eles são vilões. Eu adoro fazer essa transformação.”

Interessado nessa história o repórter pergunta se dá para ser um rock star e ter uma religião. “Dá, sim. Sou protestante. Não existe nada na Bíblia que diga que você não pode ser um cantor de rock’n’roll. Entendo que Deus me deu um talento e espera que eu o use. O meu show não tem nada de anticristo. Muito pelo contrário, acho até bem cristão.”

Alice Cooper revela que na igreja tem pessoas que não gostam de suas atitudes, mas a maioria o enxerga como mais um cristão. “Existem advogados cristãos, médicos cristãos. Sou um cantor de rock cristão. Sempre oro antes dos shows. Oro todos os dias. Leio a Bíblia de manhã e à noite. E dou aulas de cristianismo, às vezes. Meu pai era pastor, meu avô também. Isso é algo de família.”

Fonte: Gospel Prime / Jornal da Tarde

31/05/2011

ONU critica Brasil por permitir ensino religioso em escolas públicas


Um relatório da Organização das Nações Unidas (ONU) que será apresentado essa semana ao Conselho de Direitos Humanos fará um alerta ao Brasil porque foi revelado que centenas de escolas públicas em pelo menos 11 Estados brasileiros desrespeitam o caráter laico do Estado e impõem o ensino religioso.

A pesquisa foi realizada pela relatora da ONU para o direito à cultura, Farida Shaheed, que também alerta que intolerância religiosa e racismo “persistem” na sociedade brasileira.

Shaheed pedirá uma posição mais forte por parte do governo para frear ataques realizados por “seguidores de religiões pentecostais” contra praticantes de religiões afro-brasileiras no País.

A relatora também chamará a atenção para uma das maiores preocupações é o com o ensino religioso, assunto que pôs Vaticano e governo em descompasso diplomático.

Os Estados citados por Farida, que visitou o País no final do ano passado, são Alagoas, Amapá, Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Pará, Paraíba, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Santa Catarina.

A representante da ONU diz ter recolhido pedidos para que o material usado em aulas de religião nas escolas públicas seja submetido a uma revisão por especialistas, como no caso de outros materiais de ensino. Além disso, “recursos de um Estado laico não devem ser usados para comprar livros religiosos para escolas”, esclarece.

Para ela as principais preocupações que impedem a implementação efetiva do que é previsto na Constituição são: deixar o conteúdo de cursos religiosos serem determinados pelo sistema de crença pessoal de professores ou administradores de escolas; usar o ensino religioso como proselitismo; ensino religioso compulsório e excluir religiões de origem africana do curriculum.

Segundo a Lei de Diretrizes e Bases da Educação  o ensino religioso deve ser oferecido em todas as escolas públicas de ensino fundamental, mas a matrícula é facultativa. A legislação também pede que a definição do conteúdo seja feita pelos Estados e municípios, mas afirma que o conteúdo deve assegurar o respeito à diversidade cultural religiosa e proíbe qualquer forma de proselitismo.

“Em tese, deveria haver um professor capaz de representar todas as religiões. Mas, como sabemos, é impossível”, explica Roseli Fischmann, da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo (USP)

Para a professora da USP a educação religiosa deve ser restrita aos colégios confessionais, pois lá, o pai matricula consciente de que seu filho terá o ensinamento religioso.

Com informações Paulopes

24/05/2011

Audiência pública discute ensino religioso no AL


Audiência pública discute ensino religioso no AL O Conselho Municipal de Educação (Comed) realizou nesta quinta-feira, 19, no Auditório Paulo Freire, na Semed, audiência pública sobre a regulamentação do ensino religioso nas escolas do sistema municipal de ensino de Maceió (AL). A presidenta do Comed, Edna Lopes, apresentou as propostas desenvolvidas com a finalidade de discutir como será a oferta da disciplina na rede municipal de ensino.

A regulamentação dessa oferta vem da necessidade de integrar o ensino religioso na formação básica do cidadão, respeitando a diversidade religiosa e cultural do país, sendo assegurado o direito de facultabilidade e vedada qualquer forma de proselitismo.

O assessor do Departamento Geral de Ensino, Neilton Nunes, disse que esse momento é de extrema importância, pois a participação de cada um contribui para o crescimento na educação. “O sentido da audiência é para que todos possam participar e construir, juntos, novos rumos para organização do ensino aprendizagem”, enfatiza Neilton.

Alguns eixos foram debatidos na reunião: a forma de se entender o fenômeno religioso como construção cultural da humanidade, estudando os pontos de vista da antropologia, da sociologia e da filosofia das religiões; e o conhecimento dos livros sagrados e das tradições orais das matrizes religiosas: ocidental, oriental, africana e indígena.

“A regulamentação vai exigir de nós – educadores de ensino religioso – muita luta. É preciso de muita batalha para sanar a carência das escolas. Temos de aproveitar esse momento de discussão, para buscar melhorias na educação da rede”, falou a coordenadora de ensino religioso, Rosário de Fátima.

A audiência pública, instrumento que leva a decisão política ou legal com legitimidade e transparência, teve a participação de representantes da Secretaria Municipal de Educação de Maceió, Sinteal, Câmara de Vereadores, coordenadores, professores, conselheiros, além dos educadores do ensino religioso.

O secretário de educação, Thomaz Beltrão, destacou a importância de se debater a regulamentação para identificar com clareza o papel do ensino religioso. “É preciso que se construa um ambiente na escola, um espaço tolerante e fraterno, para que possamos acabar com o preconceito religioso”, disse o secretário.

No próximo dia 30 acontecerá uma palestra com a temática: Ensino religioso – área de conhecimento no contexto escolar – com a especialista em ensino religioso e escritora Maria Inês Carneato, no auditório Paulo Freire, às 8h30. O público alvo são diretores, coordenadores e professores de ensino religioso.

Fonte: Creio / O Jornal

21/05/2011

Pesquisa mostra que 69% dos pais são a favor das aulas de religião.


ensino religioso

Rio – Pesquisa feita pela Secretaria Municipal de Educação com pais de alunos de sete escolas da rede mostrou que a maioria (69%) quer que os filhos tenham aulas de religião — 31% preferem que, no horário, eles recebam lições sobre valores ligados à cidadania.
O levantamento, porém, só levou em conta a opinião de pouco mais da metade dos responsáveis. A Secretaria entregou para os alunos cerca de 5.600 questionários, todos deveriam ser preenchidos por seus pais e devolvidos à escola. Do total, apenas 51,5% foram respondidos.

Quem não quer
A adesão às lições religiosas é bem menor entre responsáveis por alunos dos últimos quatro anos do ensino fundamental — apenas 14% deles as aprovam. Entre todos os pais que querem essas aulas, 61,5% se disseram católicos; 35%, evangélicos.

Notícias Cristãs com informações do O Dia

04/03/2011

Proposta contra ensino religioso é ´imperdoável`,


Em artigo publicado no Estado de São Paulo, o ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Eros Roberto Grau, 70 anos, criticou a proposta da Procuradoria-Geral da República (PGR) para que o ensino religioso nas escolas públicas seja declarado inconstitucional. Para ele, a iniciativa, de cunho anticlerical, “é simplesmente imperdoável”.

Ele afirmou que a ação direita de inconstitucionalidade não tem fundamento porque o parágrafo 1º do artigo 210 da Constituição garante que “o ensino religioso, de matrícula facultativa, constituirá disciplina dos horários normais das escolas públicas de ensino fundamental”.  Para ele, a PGR não se resumiu em produzir “apenas um panfleto anticlerical”, mas também uma agressão à liberdade.

Disse que a proposta tem um viés anticatólico porque a Procuradoria só se interessou em denunciar a suposta inconstitucionalidade após o governo e o Vaticano terem assinado em 2008 um acordo pelo qual o Brasil se obriga a respeitar a importância do ensino religioso.
Argumentou que o acordo contém o que está na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, aprovada em 1996. “Bastou a celebração [do acordo] entre o Brasil e a Santa Sé para que à Procuradoria-Geral da República o ensino religioso passasse a parecer incompatível com a Constituição…”

Ele escreveu que a PGR, após 14 anos de inércia, pretende que o STF declare “que o ensino religioso em escolas públicas só pode ser de natureza não confessional, com proibição de admissão de professores na qualidade de representantes das confissões religiosas”.

Ele discordou do entendimento da PGR de que o ensino religioso seja ministrado apenas como formação cultural por professores não vinculados à religião. “Ensino religioso é ensino ministrado por professores confessionais, observada a pluralidade confessional do país.”
Escreveu que “a laicidade do Estado não significa inimizade com a fé” e que Constituição, promulgada “sob a proteção de Deus”, “não reduz a laicidade estatal a ateísmo”.

Fonte:  Guiame

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