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13/03/2019

A missionária sueca perseguida no Brasil, internada em hospício e ‘esquecida’ pela História


Frida Maria Strandberg Vingren morreu aos 49 anos, no dia 30 de setembro de 1940, na Suécia, nos braços da filha. Abatida, ela pesava 23 quilos.

Frida Maria Strandberg Vingren morreu aos 49 anos, no dia 30 de setembro de 1940, na Suécia, nos braços da filha. Abatida, ela pesava 23 quilos.

No decorrer dos cinco anos anteriores, entre idas e vindas em um hospital psiquiátrico de Estocolmo, a missionária sueca perdera quase 40 quilos. Ela fora internada pela primeira vez no dia 12 de janeiro de 1935, levada da estação central da cidade, quando tentava tomar um trem que a levaria para Portugal – de onde, acredita-se, pegaria um navio de volta para o Brasil.

Casada com o sueco que fundou, em Belém do Pará, a Assembleia de Deus, Frida se tornou uma das mais importantes lideranças da igreja no decorrer dos 15 anos em que esteve no Brasil. Ajudou a construir o ministério no Rio de Janeiro, comandava um jornal e pregava em praça pública.

Suas atribuições – muitas até então reservadas apenas aos homens –, entretanto, desagradaram pastores brasileiros e suecos, fizeram com que ela fosse perseguida e pressionada a voltar a seu país de origem, onde teve um fim trágico.

história da missionária passou décadas esquecida e, nos últimos anos, vem sendo resgatada tanto na Suécia quanto no Brasil. Foi tema de livro, de tese de doutorado e voltou a alimentar o debate – atual e ainda polêmico – sobre o papel da mulher na Assembleia de Deus, a maior religião pentecostal do país, com 12 milhões de fiéis.

Belém do Pará, onde tudo começou

Frida embarcou para Belém em 1917, aos 26 anos, enviada pela Igreja Filadélfia, uma denominação pentecostal baseada em Estocolmo.

Veio para juntar-se a Gunnar Vingren, que, sete anos antes, havia fundado a Assembleia de Deus no Brasil. Eles haviam se conhecido naquele mesmo ano, quando o missionário estava na Suécia para arrecadar fundos e visitar a família.

“Ele conta a ela sobre a missão e ela se apaixona pela ideia do Brasil”, diz Valéria Vilhena, pesquisadora da Universidade Metodista, que baseou o doutorado na vida da missionária e que lança neste ano um livro sobre sua história.

Frida, Gunnar e dois filhos

 chegou ao Brasil sete anos antes de Frida, em 1910; o casal teve seis filhos

Três meses depois de desembarcar no Norte do país, ela se casa com Gunnar, em uma cerimônia realizada pelo pastor sueco Samuel Nyström, que, ironicamente, se tornaria um de seus maiores antagonistas.

No início, Frida restringe seu trabalho aos serviços sociais da igreja, tradicionalmente entregues às mulheres. Cuidar dos filhos, zelar pelos órfãos, visitar os idosos e os doentes.

A jovem ia com frequência aos centros afastados que isolavam pacientes com hanseníase do restante da população – os chamados leprosários, que surgiram no Brasil naquela época –, diz Kajsa Norell, jornalista sueca autora de Halleljua Brasilien!, lançado em 2011, que conta a história do surgimento da Assembleia de Deus no Brasil.

O marido, missionário “por vocação”, na definição de Vilhena, estava constantemente viajando, buscando expandir o trabalho da igreja. A saúde frágil fazia com que ele quase sempre voltasse para casa doente. As particularidades da região que escolheu para pregar não ajudavam: pegou malária diversas vezes.

“Ele ficava muito tempo de cama”, diz o sociólogo Gedeon Freire de Alencar, autor de Matriz Pentecostal Brasileira: Assembleias de Deus, 1911-2011 e um dos primeiros a redescobrir a história de Frida, no início dos anos 2000.

Com o tempo, a missionária assume cada vez mais as atribuições de Gunnar em Belém. Talentosa, ela começa a traduzir os hinos da igreja sueca para o português. Canta, toca e começa a pregar.

“Ela transforma os boletins entediantes dos missionários (publicados nos jornais da igreja sueca) em histórias incríveis. Um dos textos conta sobre a prisão que ela visitava toda semana em Belém, que mantinha 200 garotos entre cinco e 20 anos de idade, alguns que estavam ali simplesmente por não terem pai”, conta Norell, que passou meses entre os arquivos da Igreja Filadélfia, mantidos em um castelo nas redondezas de Estocolmo.

Frida com presos

Direito de imagemACERVO CPAD-CEMPImage captionFrida na escola dominical em que lecionava, em uma prisão no Rio de Janeiro

Frida passa então a bater de frente com o pastor Samuel Nyström – à frente do jornal da Assembleia de Deus, batizado de Boa Semente –, que era radicalmente contra que as mulheres pudessem pregar.

Em sua correspondência com a liderança da igreja na Suécia, Nyström passa a reclamar da missionária em toda oportunidade que lhe aparece. “Nas cartas que escrevia a Lewi Pethrus (uma das maiores figuras do pentecostalismo sueco) o tom é de fofoca mesmo: ‘Hoje ela fez isso e isso, ontem foi isso e isso'”, afirma Norell.

Em 1924, com quatro filhos, o casal Frida e Gunnar decide então se mudar para o Rio de Janeiro para fundar um novo ministério. “Eles decidem sair de Belém porque a tensão já era insustentável”, ressalta Vilhena.

 

O ministério feminino no Rio de Janeiro

Na capital carioca, Frida expande seu trabalho. Torna-se a primeira mulher da religião a dirigir uma escola bíblica dominical, fundada em uma prisão, e inicia o jornal Som Alegre, através do qual passa a defender o ministério feminino.Frida

Seus textos citam com frequência trechos da Bíblia que, em sua visão, deixavam claro que as mulheres poderiam pregar, ensinar ou doutrinar.

O comportamento desagrada também pastores brasileiros, incluindo Paulo Leivas Macalão, gaúcho, de família abastada e com tradição militar, que estava à frente da Assembleia de Deus Madureira, hoje uma das maiores do país.

“Parte dos pastores da igreja no Rio de Janeiro já não queria se submeter a sueco pobre e semiletrado. A mulher, muito pior”, acrescenta Alencar.

Ele lembra que, no início do século 20, a Suécia era um país pobre, onde a igreja luterana era a religião oficial. Perseguidos, os pentecostais migraram especialmente para os Estados Unidos. Os que vieram para o Brasil escolheram Belém porque, na época, graças à riqueza gerada pela borracha, era uma das cidades mais ricas do país.

A convenção de 1930 e o ‘enquadramento’

As tensões culminam na convocação da primeira grande convenção da Assembleia de Deus, realizada no dia 12 de julho de 1930, em Natal (RN).

“O motivo da convocação foi Frida”, destaca Isael Araújo, pastor da Assembleia de Deus em Niterói e autor da biografia Frida Vingren, lançada em 2014.

No encontro, os pastores definiram as atividades que poderiam ser desempenhadas pelas mulheres na igreja. Elas não chegaram a ser expressamente proibidas, por exemplo, de pregar – mas a atribuição não estava na lista do que as religiosas “tão somente” poderiam fazer.

“Foi um enquadramento”, acrescenta Araújo, que foi chefe do Centro de Estudos do Movimento Pentecostal (CEMP) da Casa Publicadora das Assembleias de Deus (CPAD). Em todo o processo, Gunnar ficou ao lado da esposa e defendeu o ministério feminino, mas foi voto vencido.

Nos meses que se seguiram, a situação ficou pior. Frida usou seu espaço no jornal da Assembleia para desafiar as decisões tomadas na convenção e para pedir que as mulheres não recuassem. “Um dos textos dessa época tinha como título ‘Deus nos convoca para a guerra’. Era uma demonstração direta de insubordinação”, diz Alencar.

Frida Strandberg Vingren

Direito de imagemACERVO CPAD-CEMPImage captionPressionada, Frida deixa o Brasil em 1932

O clima de conflito fica claro nas cartas trocadas entre os missionários e em outros

documentos da época: “Eles (os missionários brasileiros) precisam de homens. De preferência, com as mesmas qualidades de liderança como a de Frida e Adina (Nelson, esposa de Otto Nelson), mas do sexo masculino”, escreve o pastor A.P. Franklin no jornal da igreja na Suécia, chamado The Harald.

A situação escalou depois de um suposto caso de adultério de Frida com um brasileiro. Apesar de não haver uma confirmação documental do romance que a missionária teve com o rapaz, bem mais novo que ela, os indícios levam a crer que isso de fato aconteceu.

“Eu realmente acredito que seja verdade”, diz Norell, que entrevistou um dos filhos de Frida e algumas de suas netas enquanto escrevia o livro e que identificou o assunto em cartas enviadas à Suécia “por pessoas que não eram hostis a ela”.

O pastor que era ‘uma mistura de Edir Macedo com Silas Malafaia’

A situação fica insuportável no Brasil e, em de 1932, o casal, que na época tinha seis filhos, decide retornar à Suécia. Antes de partir, contudo, eles perdem a filha mais nova – e Gunnar morre pouco tempo depois de chegar à Europa.Frida e Gunnar (esq.) foram casados pelo pastor Samuel Nyström (dir.), que viveu no Brasil com a esposa, Lina (também na foto)

Direito de imagem’HALLELUJA, BRASILIEN!’/CORTESIA KAJSA NORELLImage captionFrida e Gunnar (esq.) foram casados pelo pastor Samuel Nyström (dir.), que viveu no Brasil com a esposa, Lina (também na foto)Frida quer retomar a vida de missionária, mas a liderança da igreja no Brasil não aprova seu retorno. Na Suécia, suas aspirações também são tolhidas por Lewi Pethrus, um dos maiores líderes da igreja pentecostal no país.

Inimigo poderoso, ele era “mistura de Edir Macedo com Silas Malafaia”, define o pastor Araujo. A comparação com o fundador da Igreja Universal do Reino de Deus, denominação neopentecostal, e com o pastor do ministério Vitória em Cristo, ligado à Assembleia de Deus, dá conta do espírito “empreendedor” de Pethrus e de sua postura muitas vezes polêmica.

Em 1964, Pethrus fundaria o partido democrata-cristão sueco – o Kristdemokraterna (KD) –, de centro-direita.

Diante dos reiterados pedidos de Frida, o líder afirma que seu trabalho no Brasil havia prejudicado a missão e dá-lhe um não definitivo.

Ela levanta então recursos por conta própria e decide ir para Portugal.

O hospício e o esquecimento

Detida na estação de trem de Estocolmo, ela já sai com uma camisa de força em direção ao hospital psiquiátrico.

A igreja lhe tira a guarda dos filhos e doa todos os seus pertences.

Para Kajsa Norell, é difícil dizer se, naquele momento, Frida realmente tinha algum tipo de doença psiquiátrica. “Ela estava esgotada, física e mentalmente, já tinha tido malária no Brasil e, provavelmente, sofria de alguma doença na tireoide”.

Em nenhum dos prontuários médicos, contudo, há o diagnóstico de que ela sofria de algum distúrbio mental.

Frida Strandberg Vingren

Direito de imagemACERVO CPAD-CEMPImage captionFrida morreu aos 49 anos

Durante sua pesquisa, a autora percebeu “alguma coisa estranha” nos olhos de Frida. Quanto mais recente a fotografia, mais saltados eles pareciam. A partir dos registros médicos da missionária, especialistas concluíram que ela tinha possivelmente hipertireoidismo – doença que provavelmente a matou.

Para o pastor Araújo, o conflito direto com as maiores lideranças da igreja está entre as razões para o ‘esquecimento’ de Frida. Ele nega que a biografia, publicada pela editora da Assembleia de Deus, seja uma ação de reparação à missionária.

“Gunnar Vingren, o pioneiro da igreja, já tinha uma biografia. A esposa, ainda não. Não quis fazer uma biografia crítica, porque não sou sociólogo”, justifica.

Ele diz ter se deparado com a história quando trabalhava no Dicionário do Movimento Pentecostal, em 2007, e viajou à Suécia em 2008. Os diários de Gunnar e parte do acervo que estava com a família, incluindo fotos, hoje se encontram no Brasil.

Na Suécia, a Igreja Filadélfia foi confrontada com a trajetória de Frida quando o livro de Kajsa Norell foi lançado.

“Aquilo era uma novidade completa para nós”, diz Gunnar Swahn, que foi secretário de missões da Igreja Filadélfia até recentemente, quando se aposentou. “Foi horrível o que fizeram com ela. Muita gente ficou chocada com a forma como ela foi tratada pelas antigas lideranças”.

O livro, ele acrescenta, se soma a outras obras publicadas nos últimos anos na Suécia que revelam traços e atitudes polêmicas de Lewi Pethrus, em relação ao qual a igreja tem hoje uma postura crítica. “Digamos que ele não é idolatrado pelos fiéis, apesar de ainda ser uma figura importante”.

Igreja Filadélfia, em Estocolmo

Direito de imagemSIMEON HAGSTRÖM/CORTESIAImage captionA Igreja Filadélfia, que mandou Frida para o Brasil, tem hoje visão bastante crítica em relação a Lewi Pethrus, um dos maiores líderes da denominação e poderoso inimigo da missionária

Questionado sobre as mulheres, se elas hoje podem ser pastoras, ele se apressa: “Ah, sim! Nós gostamos de pensar que somos uma igreja progressista.”

A BBC News Brasil não teve retorno da Assembleia de Deus Belém sobre o pedido de entrevista e não conseguiu contato com a Assembleia de Deus Madureira, no Rio de Janeiro.

A Assembleia de Deus e as mulheres

As mulheres têm ganhado cada vez mais espaço dentro das Assembleias de Deus no Brasil, diz Alencar. Essa tendência, contudo, é bastante assimétrica nas diferentes regiões do país, justamente pelas características da religião.

Ao contrário da Igreja Católica, bastante hierarquizada, sua estrutura é congregacional. “É como se fosse uma democracia direta”, compara o sociólogo. Cada congregação define suas liturgias, “tem lugar que aceita mulher, tem lugar que não aceita”.

Em 2005, ele exemplifica, o pastor Manoel Ferreira – filiado ao PSC e presidente da Convenção Nacional das Assembleias de Deus no Brasil – Ministério de Madureira (Conamad) –, ao consagrar Jairo Manhães como pastor, acabou consagrando, sem aviso prévio, sua esposa, Cassiane – “cantora gospel de sucesso e milionária”.

Depois disso, afirma Alencar, todas as esposas de pastores do ministério de Madureira também foram ordenadas como pastoras. “Já a minha igreja, a Betesda, consagra pastoras desde 1994”, ele acrescenta.

Fonte: BBC Brasil

07/03/2019

MUNDO CRISTÃO“Pastores precisam plantar igrejas lideradas pelo Espírito Santo e não por suas preferências pessoais”


Palestrando durante a Conferência Exponencial, na terça-feira, na First Baptist Orlando em Orlando, Florida, o pastor Francis Chan falou sobre a necessidade de os pastores realmente aceitarem que Jesus Cristo, e não eles, quem manda nas igrejas, referindo-se a Efésios 5.

“Ele é o nossa cabeça. Então, à luz dessa verdade, como devo agir? Todos nós acreditamos que Ele é o cabeça, certo? E se ele não fosse o chefe da Igreja? Como você faria as coisas de maneira diferente? Pense nisso ”, pediu Chan, que abandonou seu ministério como pastor de uma megaigreja nos EUA para dedicar-se a escrever e trabalhar com discipulado individual.

“Eu percebo que muitas vezes eu não ajo como se Jesus fosse o chefe da Igreja. Eu não ajo como se eu fosse apenas um braço. Eu realmente não me humilho, ‘Senhor, você é o cabeça da Igreja. O que você quer que eu faça? O braço não faz nada a menos que a cabeça diga a ele para fazer isso’”, argumentou.

Para o teólogo, é preciso que os pastores declarem constantemente: “Deus, por favor, mate minha carne”. Destacou que sempre pede “que Cristo viva através de mim”. “De vez em quando, vejo o pequeno Francis. Mate-o, Deus. Não há nada para defender aqui. Eu quero ele crucificado. Eu realmente quero que Cristo viva através de mim”.

O preletor usou o exemplo de uma “piscina de ondas” que ele viu recentemente. Para Chan, aquilo “lembra da Igreja”.

Albert Tate, líder da Fellowship Church em Monrovia, Califórnia, e outro pregador da conferência, implorou para que os pastores “parem de construir igrejas que se pareçam com vocês e comecem a construir igrejas que se parecem com Jesus”.

Ele não poupou críticas ao que vê em seu país: “Nessas igrejas… todo mundo se veste da mesma forma, todos fazem compras no mesmo lugar, todas têm as mesmas coisas, todos são quase da mesma idade. Deixe-me dizer uma coisa, você tem uma igreja que está pronta para o domingo, mas não está pronta para o céu”.

30/01/2019

Igrejas se mobilizam para ajudar vítimas da tragédia em Brumadinho


As igrejas evangélicas de Brumadinho estão completamente envolvidas com a tragédia que se abateu sobre a cidade, atingindo famílias e membros das igrejas, provocando perdas materiais e de vidas humanas.

A cidade com cerca de 40 mil pessoas passa pelo pior momento de sua história de apenas 80 anos.

“Estamos estupefatos com tudo o que aconteceu. Mais uma vez uma tragédia nas nossas Minas Gerais”, desabafou o pastor Marcio dos Santos, diretor-executivo da Convenção Batista Mineira que está à frente do plano de ação para ajudar as vítimas e os familiares atingidos pelo rompimento da barragem da Vale, em Brumadinho, na última sexta-feira (25).

O pastor Márcio esteve ao lado do governador de Minas, Romeu Zema, na recepção aos soldados do Exército de Israel que, por sua experiência e expertise em grandes desastres, chegou em Minas ontem para dar apoio às autoridades brasileiras que trabalham na cidade.

“O apoio das igrejas tem sido amplo, além de ações sociais com arrecadações de roupas, remédios e água, há um grande envolvimento de apoio espiritual, com visitas a casas e orações”, destacou a presidente do Conselho de Pastores Evangélicos de Brumadinho, a pastora Maria da Conceição Lima dos Santos.

“Nosso sentimento é de profunda de tristeza. Estamos orando em todo o tempo oferecendo apoio e sustentação espiritual para as vítimas”, disse a presidente do COPEB, que é pastora da Igreja do Evangelho Quadrangular, em entrevista exclusiva ao site cristão Guia me.

De acordo com as pastora Conceição, 12 igrejas estão envolvidas com apoio às vítimas, entre as quais, a Quadrangular, a Assembleia de Deus, a Batista Ebenézer e a Primeira Batista de Brumadinho.

“Estamos de plantão para visitas e oração. Estamos unidos em força e unidade, buscando os princípios, cumprindo a Palavra de Deus do verdadeiro amor de Jesus”, disse.

Uma das ações que a Primeira Igreja Batista de Brumadinho está realizando é o suporte aos socorristas e voluntários envolvidos com os resgates.

“Nós estamos instalando máquinas para lavar as fardas dos que estão trabalhando”, disse o seminarista Aquarius Campos, que está coordenando as ações. Segundo ele, este mesmo suporte será oferecido aos soldados do IDF (Forças de Defesa de Israel), que chegaram a Minas para dar suporte às vítimas. “A ideia é lavar, passar e embalar as fardas para entregar aos que estão trabalhando”, disse.

O diretor-executivo da Convenção Batista Mineira disse que doações como roupas, alimentos e água já não são mais necessárias, agora a ajuda deve ser com relação às moradias das vítimas.  Para isso, ele pediu que todos os batistas se mobilizem com a finalidade de levantar recursos para reconstruir as casas destruídas.

Membros da igreja Batista, Laura e Abel perderam tudo. “Ouvi um barulho de árvores batendo, a menina estava nos fundos da casa e começou a gritar. Saí para fora e o barro já estava em nossa casa”, conta Abel, um morador sobrevivente, mas que perdeu tudo.

O pastor Marcio conta que em Mariana a  Convenção Batista teve o mesmo envolvimento. “Nós que tivemos muito próximos em Mariana apoiando as famílias, inclusive até hoje mantemos base naquela cidade”.

Ele disse que em Brumadinho é hora de oferecer outro tipo de ajuda também. “Precisamos reconstruir as casas destas pessoas que perderam tudo, como a Laura e o Abel que são membros da igreja”.

Ele disse que a Convenção Batista está comprometida com esse tipo de ação. “Precisamos fazer a diferença na vida dessas pessoas e mostrar Jesus de forma prática”, disse o pastor Marcio.

Auxiliar do pastor João Luiz, da Primeira Igreja Batista em Brumadinho, Aquarius disse ainda que a igreja vai receber um ônibus equipado para ajudar em ações de saúde, com equipes de voluntários que darão suporte às pessoas. Entre os voluntários está uma missionária da cidade de Barra Longa, que atuou diretamente na tragédia ocorrida em Mariana. “Ela tem experiência”, disse Aquarius.

Ele explicou ainda que foi criado um fundo, por meio da Convenção Batista Mineira, para custear as ações de socorro e apoio às vítimas. “O gerenciamento será feito pela Convenção e o direcionamento das necessidades apontado pela igreja local”, explicou.

Oração

A dor e o sofrimento das famílias têm sido imensos. Nesta segunda-feira (28), o pastor João Luiz realizou o culto fúnebre de um homem, vítima do rompimento da barragem, ex-membro da igreja que foi batizado por ele. Caberá ao pastor também centralizar a ajuda enviada pela Convenção à cidade.

Muitas orações têm sido feitas pelas vítimas. Para Ronaldo Adriano da Silva, que cuida da Comunicação da Igreja Ebenézer, presidida pelo pastor José Ricardo Santana, “no momento, o que mais precisamos é de oração e cremos que Deus nos consola e nos sustenta”.

A presidente do COPEB também fala que o maior apoio agora não são alimentos ou outros donativos, mas o suporte espiritual.

“As igrejas têm suas equipes, que estão sendo direcionadas aos lares e às famílias para dar suporte espiritual e oração. Estamos em plantão, em alerta em todo momento, prontos para as convocações feitas pelos irmãos. Estamos fazendo tudo conforme está em nossa possibilidade e habilidade para fazer”.

A pastora disse esperar que essa tragédia possa ser ponto de maior unidade entre as igrejas, como acontecia na igreja primitiva, onde tudo era compartilhado.

“Que Deus abençoe a todos os pastores de cada igreja, a cada denominação, a cada membro e nós que estamos sofrendo as consequências dessa grande tragédia e provação que atingiu a todos nós, que com ela possamos aprender a sermos um”, disse a pastora Conceição.

Fonte: Guia-me

30/01/2019

Igreja que não evangeliza está doente, diz Hernandes Dias Lopes


Durante o programa “Sala de Prosa”, o pastor Hernandes Dias Lopes alertou sobre a necessidade de evangelização por parte das igrejas. “Igreja que não evangeliza está doente”, disse.

“Evangelizar é quando a igreja tira o foco dela mesma para servir a Deus, levando o Evangelho a quem carece da graça para ser salvo”, explicou. “E nós temos muitas motivações para evangelizar”, continuou.

Entre elas citou que Deus usa a igreja para esse propósito. “O governo não vai evangelizar, a ONU não vai evangelizar”, resumiu. Logo, esse é o papel da igreja e dos cristãos.

“Se eu não fizer, quem vai fazer?”, lança a questão. “A Bíblia diz que Deus vai cobrar o sangue da nossa mão, daquele ímpio que morreu sem ouvir a Palavra”, pontuou.

“As igrejas que mais sabem, são as que menos fazem”

Segundo o pastor, hoje em dia tem muita igreja que se preocupa em realizar congresso, conferência, seminário, simpósio e que “atravessa o Atlântico pra isso, mas não atravessa a rua pra falar de Jesus”, observou.

Assista!

12/01/2016

Faleceu o Pr. Gilberto Malafaia, pai do Pr. Silas Malafaia


Pr. Gilberto e irmã Albertina completariam em 2015 quase sete décadas de casamento

Pr. Gilberto e irmã Albertina completariam em 2015 quase sete décadas de casamento

Faleceu na madrugada desta terça-feira (12), aos 95 anos de idade, o pastor Gilberto Malafaia, fundador da Igreja Assembleia de Deus em Jacarepaguá (IADJ). O velório será hoje partir às 19h, no templo da IADJ, localizado na Rua André Rocha, 890, Taquara (RJ).

O culto fúnebre está marcado para esta quarta-feira (13), a partir das 9h e o sepultamento será às 11h, no Cemitério Jardim da Saudade, em Sulacap.

Breve histórico

Gilberto Gonçalves Malafaia nasceu em 10 de janeiro de 1921 na cidade de Castro Alves, Bahia. Mudou-se para o Rio de Janeiro onde serviu a Marinha do Brasil por 25 anos. Formou-se em Pedagogia tornando-se um exímio educador.

Fundador da Igreja Assembleia de Deus em Jacarepaguá seu ministério foi marcado pelo amor as almas perdidas, submissão a Palavra de Deus e excelência no Ensino Bíblico.

Era casado com a professora Albertina Malafaia há sessenta e sete anos e deixa seis filhos, 18 netos e 14 bisnetos.

Fonte: Biografia Pastor Gilberto Malafaia    

26/12/2015

Vídeo contra o casamento gay viraliza nas redes sociais


yago-martinsEm pouco mais de um mês, um vídeo de 12 minutos passou dos três milhões de visualizações no Facebook apenas na página que foi originalmente publicado. Como é comum, foi repostado por várias outras pessoas e possui versões para outras redes sociais. Sendo assim é difícil calcular seu alcance total.

O que chama mais atenção é que, ao contrário do que normalmente acontece com vídeos ‘virais’, não é curto nem possui um tom cômico. Trata-se de uma avaliação consistente sobre a origem do conceito de casamento e como a união consensual afetiva de pessoas do mesmo não pode ser chamada assim.

O jovem pastor batista Yago Martins, que é escritor e diretor da Academia de Formação em Missões Urbanas, contrasta as imposições “politicamente corretas” de nossos dias com o ensinamento bíblico sobre o assunto.

Inicia falando que os conceitos de casamento e família são anteriores ao Estado. Logo, o governo não pode mudar esse conceito. “O casamento gay não existe…. casamento vem de acasalamento, traz a ideia de união reprodutiva”, enfatiza.

Rebatendo alguns argumentos comuns dos movimentos LGBT no país, usa argumentos etimológicos, históricos e sociológicos para mostrar a incoerência de se usar o termo “casamento” para falar das uniões gays.

Procura mostrar que “a família sempre foi percebida como um ato heterossexual, casamento não foi definido pelo Estado, foi percebido… Havia família quando não havia Estado”.

O pastor Martins contribui para a discussão do tema que tem ganhado cada vez mais espaço na sociedade brasileira. Ao mesmo tempo desafia a igreja para aprofundar a reflexão e sem precisar recorrer a ofensas ou debates tantas vezes infrutíferos.

“Se o mundo vai piorar, que nós sejamos [igreja] aqueles poucos que vão contra o caminho daqueles que destroem instituições milenares”, desafia.

Assista:

19/12/2015

Tradutores de Bíblia estão sendo presos e mortos em países muçulmanos, afirma ONG


Tradutores da Bíblia também tem sido submetidos a uma intensa perseguição em algumas partes do mundo,

Tradutores da Bíblia também tem sido submetidos a uma intensa perseguição em algumas partes do mundo,

Tradutores da Bíblia também tem sido submetidos a uma intensa perseguição em algumas partes do mundo, segundo revelou a Wycliffe Associates, organização que promove a tradução das Escrituras Saradas em diversas línguas.

Ao iniciar novos projetos de tradução de Bíblias este ano, muitos dos tradutores da organização enfrentaram duros desafios, particularmente em países predominantemente muçulmanos.

Na Índia, o grupo relatou que um tradutor foi arrancado de sua casa durante a madrugada e levou 17 tiros. Na mesma semana, 16 casos de tradutores presos e torturados foram registrados.

Outros tradutores têm enfrentado situações inexplicáveis. O líder de uma oficina de tradução no Sudeste Asiático perdeu a voz misteriosamente, enquanto um número significativo de participantes da oficina ficou doente. Um jovem tradutor do mesmo grupo também morreu enquanto cochilava durante o workshop.

De acordo com Bruce Smith, presidente da Wycliffe, o que os tradutores estão vivendo é uma parte esperada da guerra espiritual. Por outro lado, ele expressou alegria pelo fato de o grupo ter lançado 203 projetos de tradução em todo o mundo, dentro de um ano.

“Eu estava empolgado para testemunhar a Deus em um trabalho como este. Estávamos frustrados diante das nossas próprias forças. Mas quando oramos, quando reconhecemos o poder de Deus, Deus abre as portas”, disse Smith.

Atualmente, a organização está envolvida em um grande esforço chamado “Visão 2025”, um plano para ter a Bíblia traduzida em todas as línguas do mundo até 2025.

07/12/2015

Homem doente é acolhido por uma cristã norte-coreana e recebe a cura de Deus


coreia do norteShelter é uma norte-coreana conhecida por este nome em inglês, porque a tradução da palavra shelter é ‘abrigo’ ou ‘refúgio’. Os irmãos que são acolhidos por ela em sua casa na China dizem que ela transmite segurança até mesmo para aqueles que parecem estar no final de suas vidas.

“Eu estava tão doente, e realmente achei que morreria. Quando pensei que minha história estava no fim, entreguei minha vida a Cristo, mas tive uma surpresa: Jesus me curou. Eu sinto que estou vivendo um tempo extra agora, mesmo sem merecer, e não vou desperdiçar um momento sequer”, conta um dos acolhidos.

“Ela mora na cidade, e na frente de sua casa há pessoas vagando pelas ruas, procurando um lugar para dormir. Ela oferece não só esse lugar para passarem a noite, mas também algum alimento e, o principal, o amor”, revela um visitante da Portas Abertas que conheceu a cristã.

O curioso, segundo o visitante, é que essas pessoas podem seguir em frente, mas decidem voltar para saber por que Shelter oferece sua casa sem cobrar estadia. “É nessa hora que eu compartilho com eles sobre a Bíblia e a mensagem de salvação e muitos se convertem”, conta a cristã. Ela desabafa sobre o desgaste desse trabalho, mas garante que vale a pena. “Às vezes, eu fico muito cansada, mas eu dobro meus joelhos e Deus renova as minhas forças.”

Há treze anos, a Coreia do Norte está em primeiro lugar na Classificação da Perseguição Religiosa. A situação no país é uma das mais hostis ao evangelho, e é o lugar onde servir a Jesus tem custado a vida de muitos cristãos.

Motivos de oração

– Ore por Shelter, para que ela continue realizando a obra de Deus com a mesma força.
– Clame a Deus pelos cristãos perseguidos na Coreia do Norte; para que continuem perseverantes e testemunhando de Jesus a outras pessoas.
– Ore para que a Portas Abertas possa continuar encorajando e servindo aos cristãos nessas regiões.

26/11/2015

Cinco pastores foram presos na China por cometerem “atividades de culto”


Imagem redimensionadaA Igreja Cristã 71st Street, localizada na província de Henan, foi invadida por oficiais do governo durante um treinamento bíblico. Dentre os 70 líderes da igreja que estavam participando, cinco foram detidos por 15 dias pelo departamento policial de Xigong.

Os cinco pastores, identificados como Shen Jianghua, Li Jianghua, Li Jia’en, Ms Li Jiangtao e Liang Jing, foram acusados ??de “usar uma organização de culto para minar a aplicação da lei”.

A igreja foi forçada a encerrar todas as suas atividades, e suas reuniões foram proibidas. O pastor da 71st Street, Li Jia’en, disse que a igreja deve continuar pagando o aluguel do prédior, mas não poderá usá-lo.

“As lojas, nas proximidades, receberam cartões de segurança pública indicando que elas devem ligar para a polícia se observarem que estamos nos encontrando na igreja”, acrescentou Jia’en.

Repressão

A China tem reprimido o cristianismo como resposta ao relevante crescimento da religião no país. Cerca de 1.700 igrejas foram demolidas ou tiveram suas cruzes removidas na província de Zhejiang.

Ativistas acreditam que Zhejiang esteja sendo usada pelo governo como um teste inicial, e temem que as medidas anti-cristãs sejam brevemente implementadas em outras províncias.

Fonte: Guia-me

29/10/2015

Revista Superinteressante ataca fé cristã (de novo)


Revista Superinteressante ataca fé cristã (de novo) Embora a revista Veja seja considerada por muitos um dos bastiões da imprensa contra o comunismo e favor dos conservadores, sua editora, a Abril, também é responsável pela Superinteressante.

Desde seu surgimento, na era da comunicação pré-internet, a publicação foi responsável por trazer uma série de informações que dificilmente eram encontradas fora de livros especializados. O foco da Superinteressante sempre foi abordar assuntos mais complexos em linguagem fácil e acessível. Contudo, nos últimos anos a revista tem feito uma série de reportagens que visam “desmistificar” a Bíblia e atacar as crenças do cristianismo.

Este ano duas capas geraram contrariedade no meio evangélico. Em setembro, o foco foi o chamado “Extremismo evangélico”. A capa exibia uma Bíblia coberta de sangue e a chamada dizia “Veja como os fundamentalistas ameaçam as liberdades individuais – e o próprio futuro das igrejas”. No miolo, reportagens tentando dizer que todos que defendem os preceitos da Bíblia são extremistas e tem sede de sangue, assim como os que corromperam os ensinamentos e se tornaram “inclusivos” em relação aos gays são os únicos que refletem o “amor”.

A edição que chega às bancas na próxima semana também promete uma série de distorções. Possivelmente por causa do sucesso da novela “Os Dez Mandamentos”, da Rede Record, os editores da Superinteressante dedicam a matéria de capa ao tema. Mas os primeiros anúncios mostram o tom do texto. “Como um rei megalomaníaco, muita geopolítica e uma farsa de proporções bíblicas criaram a saga de Moisés – o herói que foi sem nunca ter sido”, é a chamada divulgada nas redes sociais.

Superdesinteressante

Um dos autores do material é o jornalista Reinaldo José Lopes, que mantém o blog “Darwin e Deus”, onde procura constantemente mostrar como questões de fé podem ser explicadas pela ciência.

A Veja também já publicou material que atacava diretamente os ensinos de Jesus, além de questionar sua existência. Mas as matérias da Superinteressante são bem mais incisivas.

Curiosamente, quando a Super dedicou capas para falar do islamismo, o tom é bem menos crítico. “Os fundamentalistas são ínfima minoria no Islã, mas, com ações de grande repercussão, acertam em cheio os corações de milhares de muçulmanos com baixa autoestima – a causa antiocidental resgata a tão machucada identidade islâmica. Mas há também fundamentalistas islâmicos pacifistas e eles são a maioria”, dizia o texto do primeiro número dedicado ao assunto.

Em fevereiro de 2015, a matéria de capa abordava a vida de Maomé, o fundador do Islamismo. O texto é quase todo só de louvores ao Islã: “Uma religião humanitária, que, ao propor uma sociedade menos desigual e mais aberta ao diálogo, encarnou muito do que a humanidade tem de melhor. Que meia dúzia de psicopatas não acabem com esse legado”.

Com quase 40 marcas, que atingem 23 milhões de assinantes semanalmente (sem contar as edições digitais), o que faz com que a maior editora de revistas do Brasil ataque os relatos bíblicos e defenda os do Alcorão?

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