Posts tagged ‘faixa de gaza’

26/11/2012

Israel limita acesso de palestinos à Esplanada das Mesquitas


“Apenas homens maiores de 40 anos e com documento de identidade emitido pelas autoridades israelenses poderão ir à Esplanada das Mesquitas, cujo acesso permanecerá liberado para as mulheres”, disse mais cedo o porta-voz da polícia Luba Samri.

“Importantes forças da polícia e da guarda de fronteira serão enviadas a zonas sensíveis da Cidade Velha de Jerusalém”.

A medida foi decidida após o anúncio do Exército hebreu de deter 55 ativistas palestinos na Cisjordânia por “atividades terroristas”, depois da entrada em vigor, na quarta-feira (21), do cessar-fogo entre Israel e o Hamas na Faixa de Gaza.

A Esplanada das Mesquitas, onde estão a Cúpula da Rocha e a mesquita Al Aqsa, é o terceiro local mais sagrado do Islã e está em Jerusalém Oriental, conquistada e anexada por Israel em 1967, em uma decisão não reconhecida pela comunidade internacional.

Israel considera o conjunto de Jerusalém como sua “capital eterna e indivisível”, enquanto os palestinos querem estabelecer na parte oriental a capital do Estado ao qual aspiram.

Trégua

O primeiro-ministro do Hamas na Faixa de Gaza, Ismail Haniyeh, pediu nesta quinta-feira (22) às diferentes facções palestinas que respeitem a trégua estabelecida na véspera com Israel.

“Saúdo as facções da resistência que têm respeitado o acordo desde que entrou em vigor e peço a cada uma que a respeitem e atuem em consequência”, disse Haniyeh em um discurso na Cidade de Gaza.

O território palestino tentava voltar à sua rotina nesta quinta, depois que o cessar-fogo interrompeu oito dias de bombardeios israelenses. Habitantes do território palestino, que na véspera comemoraram a trégua, saíam às ruas, e o comércio da capital funcionava normalmente.

Mas efetivos da polícia do Hamas e homens armados de outras forças de segurança continuavam nas ruas, ao mesmo tempo que autoridades israelenses alertavam que, se necessário, as operações militares podem ser retomadas.

Israel começou nesta quinta a retirar suas forças militares que se preparavam para invadir a Faixa de Gaza. Tanques empoeirados e escavadeiras blindadas foram içados para veículos de transporte e assim deixaram os bosques de eucaliptos desordenados, onde já haviam acampado antes de invadirem Gaza em 2009.

Israel diz que os militantes dispararam 1.500 foguetes, dos quais dois causaram vítimas fatais. Alguns desses projéteis são caseiros, outros são contrabandeados do Irã. Mas 84 por cento dos foguetes disparados de Gaza foram abatidos em pleno voo pelo novo sistema israelense de defesa antiaérea, chamado Cúpula de Ferro.

Fonte: G1

20/11/2012

Ataques a Gaza prejudicam o turismo em Israel


Ataques a Gaza prejudicam o turismo em IsraelOs combates na Faixa de Gaza tem distanciado os turistas que planejavam visitar Israel nos próximos dias. A Terra Santa é o principal ponto de turismo religioso do mundo e atrai milhares de pessoas todos os anos.

Mas com os ataques dos últimos dias muitos hotéis, junto com a empresa EI AI tiveram cancelamentos e a expectativa é que nos próximos dias mais pessoas desistam de visitar Israel.

O Ministério do Turismo ainda não deu estatísticas oficiais, mas está ciente que o número de desistências tende a aumentar. “Houve cancelamentos mínimos atualmente, mas é óbvio que essa é uma situação que se desenvolve”, disse uma fonte à agência Reuters.
Enquanto o governo israelense monta uma intensa campanha aérea contra a Faixa de Gaza para deter os foguetes lançados pelos palestinos que só aceitarão o cessar fogos depois que o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu tirar os israelenses da região.

O primeiro foguete dos palestinos atingiu a região da Cisjordânia na última sexta-feira (15) deixando três israelenses mortos.

O clima de tensão tomou conta da região e os turistas começaram a cancelar suas viagens, como conta o porta-voz do Fattal, a maior rede de hotéis de Israel. “Vemos o início de uma tendência, mas apenas em alguns dias seremos capazes de ver em que direção caminha a tendência geral”, disse.

Belém também está sentindo com a crise, a cidade onde está localizada a Igreja da Natividade recebe milhões de turistas, mas já perdeu metade de suas reservas devido a violência em Gaza.

Quem participa de cruzeiros também está evitando aportar em Israel, no último domingo a Rádio Israel anunciou que quatro cruzeiros, transportando 6.000 turistas no total, evitaram a região com medo dos ataques.

Fonte: Gospel prime

20/11/2012

Rabino acredita que guerra com Gaza é prenúncio da vinda do Messias


Rabino acredita que guerra com Gaza é prenúncio da vinda do MessiasEnquanto um número crescente de israelenses é convocado para se apresentar ao exército e o mundo teme uma invasão de Gaza por terra, Shalom Hammer, rabino-chefe do exército de Israel tenta animar as tropas postando trechos das Escrituras em sua conta do Twitter.

Um dia após o início dos confrontos, quando os primeiros mísseis partiam para Tel Aviv e Jerusalém, ele postou passagens de Zacarias 12:10, “Mas sobre a casa de Davi, e sobre os habitantes de Jerusalém, derramarei o Espírito de graça e de súplicas”. Talvez pela limitação de espaço do Twitter, o rabino só mencionou a primeira parte do versículo.

Esse texto, para cristãos e judeus messiânicos apontam a vinda do Messias, pois a segunda parte diz: “e olharão para mim, a quem traspassaram; e pranteá-lo-ão sobre ele, como quem pranteia pelo filho unigênito; e chorarão amargamente por ele, como se chora amargamente pelo primogênito”. Essa seria uma clara alusão a crucificação que revelaria Yeshua (Jesus) como o Messias.

O fato de o rabino chefe do exército ter postado esse versículo, segundo o site Israel Today, parece ser especialmente oportuno agora que a tensão da batalha contra Gaza aumenta. O motivo é o verso imediatamente anterior, Zacarias 12:9, que diz: “E acontecerá naquele dia, que procurarei destruir todas as nações que vierem contra Jerusalém”.

Dentro do mesmo contexto, os judeus se apoiam na profecia de Zacarias 9:5-6: “Ascalom o verá e temerá; também Gaza, e terá grande dor; igualmente Ecrom; porque a sua esperança será confundida; e o rei de Gaza perecerá, e Ascalom não será habitada. E um bastardo habitará em Asdode, e exterminarei a soberba dos filisteus”.

Os palestinos de hoje, que ocupam a Faixa de Gaza, dizem ser os descendentes dos filisteus. Traduzido de Israel Today.

01/11/2012

Cristãos palestinos sofrem e perseveram por amor à fé


Israel.Palestina.jpgO cristianismo é uma realidade cada vez mais residual no território em que Jesus nasceu e viveu. Hoje os cristãos representam pouco mais de 1% da população israelita e palestina.

 “Nunca me esquecerei de suas orações por mim e pela minha família. Eu pude senti-las, e elas tocaram meu coração de maneira poderosa. Elas me encheram de força e capacidade para suportar aquele terrível acontecimento. Suas orações por mim são como uma bengala que me ajuda a andar e a manter o equilíbrio aonde quer que eu vá”.

As palavras acima foram ditas por Pauline Ayyad, esposa de Rami Khader Ayyad, ex-diretor da única livraria cristã da Faixa de Gaza (Palestina), sequestrado e assassinado em 2007, após sofrer uma série de ameaças de radicais islâmicos. Um grupo ligado à Al Qaeda, que atuava em Gaza, assumiu a responsabilidade por lançar bombas na livraria e tambem por matar Rami. O casal Ayyad tinha dois filhos; quando Rami foi morto, Pauline estava grávida de 5 meses de uma menina. Hoje Pauline e seus três filhos passam bem, mas sofreram muito e ainda sofrem com a perda de Rami.

A realidade dos cristãos palestinos é muito dura, principalmente para aqueles que vivem na Faixa de Gaza, região governada pelo partido islâmico Hamas. Os cristãos de Gaza sofrem com diversos problemas psicológicos devido à pressão feita pelas forças do governo, além disso, sofrem com o desemprego, com o isolamento da sociedade, com um sentimento latente de insegurança, etc. Muitos, inclusive crianças, estão traumatizados pelas crueldades que aconteceram e ainda acontecem em Gaza.

Em outras áreas da Palestina*, como em Belém, a população cristã diminuiu drasticamente nos ultimos 20 anos, de 60 para apenas 10%. Na Cisjordânia, há situações de discriminação e danos de propriedades cristãs. Isso ocorre devido aos constantes ataques e pressões que a comunidade cristã sofre por parte das autoridades locais e do fanatismo religioso. Mesmo assim é possivel notar a presença de cristãos, por exemplo, em Belém, Ramallah, Nablus e outros locais. Em Nablus, no norte da Cisjordânia, restam hoje, aproximadamente, 500 cristãos – há 40 anos eles eram 3.000.

Mesmos sem grande peso político ou econômico, os cristãos asseguram que a sua presença na Palestina nunca irá desaparecer. “Somos poucos, somos pequenos, mas estamos aqui e permaneceremos”, afirma um cristão palestino.

O Auxílio da Portas Abertas
A Portas Abertas tem atuado em diversos países ao redor do mundo para socorrer cristãos em situações de vulnerabilidade, discriminação e perseguição religiosa. Nos últimos anos a Portas Abertas tem atuado em parceria com a Sociedade Bíblica Palestina para dar assistencia às famílias que, por causa dos conflitos entre israelenses e palestinos, perderam o contato com seus entes queridos e vivem em situação de pobreza extrema.

“Com a ajuda da Portas Abertas Internacional, pudemos socorrer muitas famílias necessitadas e devolver o sorriso aos rostos das pessoas marginalizadas”, disse um membro da Sociedade Bíblica da Palestina.

Nesses projetos, dezenas de famílias foram ajudadas com cestas básicas, remédios e materiais hospitalares.

A Portas Abertas também atua, na Palestina, através do Musalaha, um ministério de reconciliação entre jovens israelenses e palestinos. Organizando reuniões esporádicas, seminários e conferências, o Musalaha procura unir, através do amor de Cristo, jovens que foram separados pelo ódio e segregação.

Que possamos orar pela paz em Israel/Palestina, e para que muçulmanos e judeus se rendam ao incomparável amor de Cristo Jesus.

*Historicamente o termo Palestina abrange todo o território que hoje está dividido entre o Estado de Israel e as áreas habitadas por árabes palestinos, “Faixa de Gaza e Cisjordania”, respectivamente sob o governo do Hamas e da Autoridade Nacional Palestina.

Fonte: Portas Abertas

14/09/2012

Produtor de filme “anti-Islã” promete lançar série de TV sobre o assunto


Produtor de filme “anti-Islã” promete lançar série de TV sobre o assuntoSam Bacile foi identificado como o escritor, diretor e produtor do filme de duas horas “Inocência dos muçulmanos”, que provocou protestos que levaram à morte do embaixador dos EUA, Chris Stevens, na Líbia além de ataques a consulados americanos em outros países.

Bacile diz que vive na Califórnia, onde trabalha no setor imobiliário. Na verdade, o mistério sobre sua identidade aumentou quando um consultor do filme afirmou que o senhor Bacile não existe, uma vez que não apareceu em público.

Nas entrevistas que tem dado, quase todas por e-mail ou telefone, Bacile afirmou que o filme foi financiado com a ajuda de mais de 100 doadores judeus. Ele acrescentou que trabalhou com 60 atores e 45 extras para rodar o filme em um período de três meses no ano passado. “É um filme político. Não é um filme religioso”, finalizou.

Um trecho de 14 minutos do filme foi postado no YouTube em julho e ao ser dublado para o árabe recentemente geou protestos entre os muçulmanos pois o profeta Maomé é retratado como um homem mulherengo violento.

O material tem gerado protestos contra os Estados Unidos em diversos países do Oriente Médio e também foi divulgado pelo pastor Terry Jones, que já é desafeto dos muçulmanos por ter queimado exemplares do Alcorão.

No primeiro dia de protestos, egípcios rasgam bandeira dos EUA. No segundo dia, o embaixador dos EUA e 3 funcionários foram mortos na Líbia. Hoje, no terceiro dia, a embaixada dos EUA no Iêmen foi cercada e atacada. Pelo menos uma pessoa morreu e outras 20 ficaram feridas informaram fontes médicas às agências de notícias.

O governo americano teme que isso evolua para uma onda de ataques terroristas a outros alvos em todo o mundo. Manifestações também foram registradas nesta quinta em Bangladesh, Iraque, Marrocos, Sudão, Tunísia e na Faixa de Gaza.

Steve Klein afirma ter trabalhado na produção e disse à revista Atlantic que o nome Sam Bacile era um pseudônimo e que ele não era judeu. Mesmo assim, ele também tem uma visão negativa do Islã. E acrescentou: “Eu não sei muito sobre ele. Eu o conheci, falei com ele por uma hora. Ele não é de Israel, não. Eu posso dizer isso com certeza, o Estado de Israel não está envolvido… Seu nome é um pseudônimo. Duvido que ele seja judeu. Eu suspeito que isso seja uma campanha de desinformação”.

Segundo o jornal New York Post, autoridades norte-americanas identificaram o homem que diz ser Bacile como Nakoula Basseley, um cristão copta de 55 anos. A agência Associated Press descobriu que os dois são a mesma pessoa após rastrear o número de celular usado por Bacile em uma entrevista por telefone. O telefone estava sendo usado da casa de Nakoula.

Entre as últimas afirmações, atribuídas a Bacile na entrevista à Associated Press, está a declaração que ele pretende fazer filmes adicionais. “Meu plano é fazer uma série de 200 horas sobre o mesmo assunto”, disse ele. E foi mais além: “O principal problema é que eu sou o primeiro a colocar na tela alguém sendo [retratando] Maomé. Isso os deixou loucos. Mas nós temos que abrir a porta. Após o 11 de setembro seria bom todo mundo lembrar que estará na frente do juiz, Jesus”.

O governo americano busca se distanciar do vídeo. Nesta quinta-feira, a secretária de Estado americana, Hillary Clinton, disse que os EUA “nada têm a ver” com o filme, que classificou de “repugnante e repreensível”.

Traduzido de Telegraph e Associated Press

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