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07/04/2018

Ex-homossexual, pastor denuncia ativistas LGBT por “intolerância”


Hoje pastor, David Kyle Foster viveu muitos anos o estilo de vida homossexual. Há décadas ele prega que qualquer pessoa pode ser liberta como ele foi e mudar de vida, mas ultimamente vem sendo perseguido e caluniado por ativistas LGBT.

“Porque eles nos odeiam? É por amor que proclamamos as boas novas que Jesus Cristo pode libertar o cativo. É por nossa própria experiência, como ex-gays, que gritamos dos telhados que qualquer um deseje se arrepender de seu pecado pode ser perdoado e curado daquelas coisas que estão destruindo suas vidas”, escreveu ele em uma “carta aberta” publicada pela revista pentecostal Charisma.

Foster lembra que nunca forçou ninguém a tomar essa decisão e os homossexuais que buscam ajuda em seu ministério não ficam presos em algum “campo de conversão”. “Essas ideias são pura ficção, inventadas por ativistas LGBT, que talvez tenham, subconscientemente, medo de estar vivendo uma mentira. Por isso, empregam publicamente táticas de intimidação para se esconder de seus próprios medos e justificar sua decisão imprudente de permanecer como estão”, afirma o pastor.

Citando trechos bíblicos, ele lembrou que qualquer pessoa que deseje ser um discípulo de Jesus deve entender que as Escrituras trazem ensinamentos morais. “De acordo com 1 Coríntios 6: 9-11, as pessoas estavam deixando o estilo de vida gay 2.000 anos atrás, para seguirem a Cristo. Eu conheci milhares de ex-gays nos meus 30 anos de ministério”.

O líder religioso diz que vem pesquisando sobre o assunto por mais de 20 anos e diz ter provas científicas e estatísticas que mostram, inequivocamente, que o estilo de vida gay é perigoso para aqueles que o praticam e que sua causa não é “geneticamente determinada”.

“Existem muitos estudos clínicos mostrando que pode ser o resultado de trauma, negligência, abuso e / ou uma série de outras causas ao mesmo tempo”, assegurou. Destacou ainda que as taxas de suicídio entre a população LGBT é “significativamente mais alta, bem como de abuso de entorpecentes, depressão e outros problemas de saúde mental”.

Com anos de experiência no auxílio aos que desejavam abandonar a homossexualidade, Foster lamenta que “os ativistas gays deliberadamente deturparam a terapia e os ministérios que tentam ajudar aqueles que desejam abandonar o estilo de vida gay”. Diz não ter dúvida que “em seu esforço para fazer com que juízes e legisladores proíbam tal ajuda, os ativistas pressionaram legisladores, profissionais de saúde mental e líderes religiosos com argumentos falaciosos e mentirosos”.

Em tom de desabafo, o pastor Foster evita generalizar, mas diz que a motivação de muitos grupos ativistas organizado é somente financeira. Eles exigem verbas para garantia de seus “direitos” e tentam destruir a todos que “atrapalham” seu negócio.

“Os ativistas se tornaram profissionais em interpretar o papel de vítima, sabendo que as pessoas bem-intencionadas sempre estarão do lado de alguém que seja vítima. Isso se chama manipulação emocional e tem sido uma estratégia bem conhecida dos movimentos LGBT desde os anos 1950, quando tinham outros nomes”, destaca. No seu entendimento, “está se tornando cada vez mais difícil manter essa fachada de vítima quando fazem esforços claros de silenciar sumariamente qualquer pessoa que fale a verdade em amor sobre essas pessoas tão quebradas pela vida que escolheram.

O pastor chama a atenção para o que seria a nova estratégia dos ativistas: focar nos menores de idade. “Eles estão tentando aprovar novas legislações que impedem os pais de se manifestarem contrários a decisões que afetam a vida inteira de uma pessoa, como tratamentos hormonais e mudanças de sexo”, denunciou Foster.

Finalizou dizendo que “o que está em jogo é a saúde emocional e espiritual de nossos filhos, que estão sendo sacrificados no altar do engano, do dinheiro e do ganho político. Está na hora de pararmos de viver de ilusões e fazermos o que é certo, para variar”.

18/09/2013

Biografia de cristão lidera as bilheterias e é forte candidato ao Oscar


Eugene Allen pode ser um nome desconhecido da história. Contudo, um mordomo negro que serviu durante 34 anos na Casa Branca, conviveu de perto com 8 presidentes diferentes, certamente tem muitas histórias para contar.

 

Desde o tempo de Harry Truman na década de 1950, quando os negros ainda sofriam segregação, até Barack Obama, o primeiro presidente negro, ele era uma testemunha privilegiada dos acontecimentos mais importantes da história.

 

Nascido em 1919, Allen viu seu pai ser assassinado por causa da cor. Ele teve uma vida pessoal sofrida e morreu em 2010. Essa história só ficará conhecida da maioria das pessoas este ano. Sua biografia foi adaptada para o cinema no longa “The Butler” [O Mordomo], que está por três semanas em primeiro lugar nas bilheterias americanas. O sucesso imediato é confirmado pelo fato de já estar sendo apontado como o principal candidato ao Oscar de 2014.

 

No elenco, Forest Whitaker vive o mordomo e Oprah Winfrey interpreta sua esposa, Gloria. Dirigido por Lee Daniels, o elenco conta ainda com nomes de peso como Jane Fonda, Cuba Gooding Jr, Robin Williams e o cantor Lenny Kravitz.

 

O que chega as telas, porém, não é um relato totalmente biográfico do neto de escravos que chegou a ser o chefe dos empregados da Casa Branca. Renomeado como Cecil Gaines, o mordomo retratado é apenas inspirado na biografia de Eugene Allen. Embora seja uma verdadeira aula de história política, outro aspecto importante de sua vida foi suprimido.

 

Durante quase 60 anos, Eugene Allen foi um membro fiel da Primeira Igreja Batista de Washington, serviu como diácono. Era visto por todos como um homem humilde e de muita fé. Os obreiros da igreja predominantemente negra que conviveram com ele, o descrevem como um “pacificador”. Dedicado, além de recepcionar todo domingo as pessoas que chegavam para o culto, ele arregaçava as mangas e ajudava na cozinha quando haviam jantares especiais.

 

O pastor Robert Hood, que conviveu com Allen declarou: “Ele não foi apenas um serviçal na Casa Branca… também estava fazendo o trabalho do Senhor.”

 

O sucesso nas bilheterias da produção que custou 30 milhões de dólares já arrecadou quase 100, se deve, em parte, aos membros das igrejas de negros americanas. Um trabalho especial de divulgação foi feito para mostrar o lado “religioso” da película.

 

No filme, Cecil e Gloria Gaines são retratados como um casal cristão, com um crucifixo sobre a cama e que leem a Bíblia. Mas o filme faz apenas uma abordagem política, mostrando os duros tempos da segregação racial, passando pela luta dos direitos civis dos negros e lembrando como foi o governo de oito presidentes.

 

O diretor Lee Daniels, que foi criado numa família evangélica, disse que era importante para o filme incluir elementos religiosos. Ele disse que lutou para incluir uma cena que mostra o mordomo num jantar da igreja na qual um coro canta um hino. “Você não pode contar uma história sobre o movimento dos direitos civis, sem a música gospel e os pastores negros”, disse ele. “Isso é impossível”.

 

O filme acaba sendo atrativo para os cristãos, pois mostra uma mensagem positiva de alguém que compartilhava de sua fé, mas está longe de ser um filme “gospel”. Por isso, grupos cristãos questionam por que o estúdio que produziu o longa suprimiu em grande parte a importância da fé de Allen.

 

Talvez como resposta a isso, a empresa The Weinstein Co., contratada para a campanha publicitária, elaborou inclusive um “guia espiritual”, para ser usado pela igrejas interessadas. O material faz um paralelo de temas do filme com reflexão e passagens das Escrituras. O guia afirma em sua introdução: “O objetivo é ajudar a relacionar a comovente história de Cecil Gaines às nossas próprias histórias pessoais enquanto nos esforçamos para viver uma vida cristã mais autêntica.”

 

Até mesmo um trailer diferenciado foi produzido para ser divulgada pela mídia cristã, onde a trilha é uma balada gospel e mostra Whitaker orando na igreja com o áudio “Acho que Deus estava cuidando de nós”. As informações são de Religion News e Washington Post.

 

O filme ainda não tem previsão de estreia no Brasil.

Assista o trailer:

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