Posts tagged ‘Homofobia’

05/11/2012

Grupos gays brasileiros ganham apoio da ONU para criminalizar homofobia


Grupos gays brasileiros ganham apoio da ONU para criminalizar homofobiaOs defensores do homossexualismo no Brasil têm sido apoiados por uma união de diferentes grupos dentro das Nações Unidas em seu esforço para ver o país criminalizar a “homofobia”. O principal argumento é que os “preconceitos” são um obstáculo para a prevenção da AIDS.

De acordo com a denúncia do ativista cristão Julio Severo, uma nova carta dirigida às autoridades internacionais explica que a comunidade gay do Brasil registra índices AIDS de “mais de 10 por cento.” Para conter o avanço dessa “epidemia” e impedir que ela varra a nação, a carta afirma que o “principal responsável pela alta prevalência do HIV entre os homossexuais é a alta violência contra eles.”

A carta também diz que preconceitos contra a homossexualidade são um obstáculo forte para a prevenção da Aids. Entre os 30 signatários estão o Grupo temático Ampliado sobre HIV/Aids no Brasil, USAID, ACNUR, UNAIDS, UNESCO, UNFPA e UNICEF e vários outros grupos e autoridades, como o Ministério da Saúde do Brasil, a Secretaria Especial de Direitos Humanos da Presidência, além de deputadas federais e Tony Reis, presidente da Associação Brasileira LGBT, o maior grupo de defesa dos homossexuais do Brasil.

Essa é mais uma demonstração que estão aumentando no Brasil os esforços para proteger a prática do homossexualismo e criminalizar os que se opõe. Ao fazer um lobby tão grande junto à ONU, existe um indicativo que esse tipo de movimento agora pode se espalhar pelo mundo.

Um dos argumentos que chama atenção é a utilização de dados do estudo feito pela Fundação Perseu Abramo (em 2008) afirmando que “a população brasileira reconhece a existência de forte preconceito contra lésbicas (92%), gays (92%), bissexuais (90%), travestis (93%) e transexuais (91%).

Julio Severo lembra que a Fundação Perseu Abramo está ligada ao PT, partido que ocupa o Executivo e predomina no Legislativo do Brasil. Destaca ainda que, quando essa carta exorta o governo brasileiro a adotar medidas fortes no combate à “homofobia”, defende a votação e aprovação da PLC 122, conhecido projeto de lei anti-“homofobia” que vem sendo combatido pela maioria dos evangélicos do país.

Em seu artigo, Severo comenta sobre um estudo que testou o nível de “homofobia” dos brasileiros. Os entrevistados foram requisitados para comentar declarações como “Deus fez o homem e a mulher com sexos diferentes para que cumpram seu papel e tenham filhos”. Curiosamente, os que concordaram parcial ou completamente com essa declaração foram rotulados de “homofóbicos”. Ou seja, isso significaria que 92% de brasileiros poderiam ser rotulados assim e com base nos resultados, o governo comprovaria que a imensa maioria de seus cidadãos eram “homofóbicos” e, portanto, precisavam ser reeducados

Esse perigoso apoio internacional pode fortalecer futuras ações de grupos pró-gay no Brasil.

Severo finaliza: “O governo de Dilma Rousseff e de seu antecessor, Lula, fez o possível para aprovar o PLC 122 e outras medidas homossexualistas, que foram paralisadas pelo esforço de católicos e evangélicos. Certamente, o governo de Dilma recebe de braços abertos a pressão para fazer exatamente o que já vem querendo fazer a um longo tempo: impor a agenda gay na maioria dos brasileiros que insiste em ver a homossexualidade como uma anormalidade”.

Fonte: Gospel Prime, Traduzido de WND

11/06/2011

Ala homossexual do PSDB cobra explicações de deputado evangélico por negociar “kit gay”


Ala homossexual do PSDB cobra explicações de deputado evangélico por negociar “kit gay”O núcleo de diversidade sexual do PSDB, o Diversidade Tucana, vai pedir para o partido cobrar explicações do deputado João Campos (PSDB-GO), presidente da Frente Parlamentar Evangélica, por ter negociado com o governo a retirada do Kit anti-homofobia.

No final de maio os parlamentares evangélicos e católicos apresentaram uma série de medidas para o governo federal caso eles não retirassem o material que seria distribuído para escolas públicas. Entre essas medidas estava convocar o então ministro Antonio Palocci para explicar em uma CPI o crescimento do seu patrimônio.

O Diversidade quer que o partido se posicione. O articulador do núcleo, Marcos Fernandes, diz que o grupo pretende ainda conversar com o presidente da FPE para “que ele, por ser do PSDB, ao falar como deputado, perceba a posição do partido”.

Para o discurso do deputado não está alinhado com os ideais defendidos pela legenda.

“Ele declarou que, se a Dilma insistisse no kit, que deputado chama de “kit gay”, eles (os parlamentares religiosos) iriam assinar a CPI do Palocci. O PSDB e o DEM é que entraram com pedido de CPI. Como ele disse que pretendia negociar?” indaga.

Fernandes diz também que o discurso do deputado evangélico não está alinhado com os ideais defendidos pela legenda, já que o PSDB tem vários projetos que protegem a população LGBT (lésbicas, gays, bissexuais e transexuais).

Em post intitulado “O fundamentalismo avança, nós trabalhamos para combatê-lo!”, publicado no Blog Diversidade Tucana, João Campos foi chamado de “deputado no PSDB que aderiu ao obscurantismo e à pregação homofóbica como forma de se promover”.

Fonte: Gospel Prime / Terra Magazine

08/06/2011

Cristãos gays de 23 países pressionam papa a dizer algo contra homofobia


O Fórum Europeu dos grupos cristãos de Lésbicas, Gays, Bissexuais eTransgêneros (que conta com 44 realidades dos 23 países) vai enviar, no dia 10 de junho, uma carta ao papa [acima, um trecho dela].

A mensagem é clara, libertadora, daquelas sobre as quais se pode construir uma mudança. Os fiéis cristãos se recusam a serem considerados contra a natureza, que merecem tratamento e muito menos compaixão. São pessoas que têm o direito à felicidade e sabem “dar o melhor de si no trabalho e no apoio aos outros”.Com a carta, pede-se um posicionamento claro contra a homofobia, uma condenação dos atos de violência (como o assassinato do ugandense Kato), a colaboração para a descriminalização dos atos homossexuais em nível mundial.

Novo ar dentro da Igreja Católica, como testemunha o próprio Fórum, que aprovou o texto da carta no final de maio para enviá-lo no dia 10 de junho, em Roma, por ocasião da conferência organizada pela Nuova Proposta [associação de leigos/as cristãos/ãs homossexuais] dentro do EuroPride, intitulada: “As pessoas homossexuais e transexuais e as Igrejas cristãs na Europa”. Entre os relatores da manifestação estarão John McNeil, um dos padres fundadores da teologia gay, excluído da ordem dos jesuítas por causa da sua homossexualidade.

Com essa carta ao papa, os cristãos passam de vítimas de medo e de desespero – por serem excluídas e muitas vezes condenadas – a pessoas que têm a coragem de romper o silêncio. Entre os pontos fundamentais, indicam com clareza a Bento 16 os danos provocados pelas terapias reparativas: “Ainda existe uma forma de pressão por parte de alguns expoentes do clero da Igreja Católica Romana sobre os cristãos LGBT para que se submetam a ‘terapias reparativas’ para modificar o sua própria orientação sexual. Essa estratégia da igreja e o pedido às pessoas LGBT para viverem a condição da castidade são causa de muitas tragédias, incluindo suicídios e graves estados de depressão, entre quem tenta observar e seguir heroicamente os ensinamentos da Igreja”.

O pedido é claro: “Vossa Santidade, que não se dê mais como indicação que as pessoas homossexuais devem se submeter a terapias, mas sim que tenham direito a uma vida que preveja também uma relação afetiva no sinal da fidelidade”.

Como o papa irá responder?

O texto não é daqueles que possam cair no vazio. O papa sabe que algumas dioceses começaram uma pastoral de acolhida para os grupos gays? Não chegou do alto nenhuma ordem para parar: isso significa que está sendo dada autonomia aos bispos sobre o assunto?
Se o povo católico vir, nas Igrejas, lésbicas e gays ativos como todos os outros, o efeito será a dissolução de parte dos preconceitos.
02/06/2011

Usuários reclamam de possível censura do twitter à manifestação #contrapl122


Usuários reclamam de possível censura do twitter à manifestação #contrapl122Internautas que estavam em Brasília e também milhares que puderam participar mas queriam se manifestar dizendo que são contra o Projeto de Lei 122 que criminaliza toda opinião contrária ao homossexualismo, disseram que sofreram censura do  Twitter que bloqueou a hashtag #contrapl122.

O “tuitaço” precisou ser alterado para #eusoucontrapl122 já que o microblog não estava aceitando a versão anterior.

“O ato de eu ser chamada de homofóbica e preconceituosa também não é uma falta de respeito e preconceito? #SoucontraPL122,” escreveu uma internauta.

Outro usuário do twitter escreveu: “Eu quero ter meu direito de dizer o que penso…#soucontraPl122.”

Muitos optaram em usar duas hashtags para justificarem seus posicionamentos: “#NaoSouHomofobico e #SouContraPL122″.

As palavras entraram rapidamente para o Trend Topics, mas logo foram alcançadas pela vertente que apoia o PL. Muitos usuários ofendiam e insultavam os usuários que se manifestavam contra.

“Bando de cristão ordinário. #euapoioplc122sim,” escreveu um internauta.

As palavras de apoio ao projeto considerado como inconstitucional não foram bloqueadas pelo Twitter.

Fonte: Gospel Prime

02/06/2011

Site da ABGLT convoca para ato de queima da Bíblia


Um dos textos dizia que “em frente a Catedral, nós ativistas LGBTT iremos queimar um exemplar da ‘Bíblia Sagrada’”.

No que a entidade classifica como um “ataque hacker”, um aviso postado na tarde desta terça-feira (31) no site da Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT) convocava simpatizantes a um evento em Brasília, supostamente programado para amanhã (1), em que seriam queimados exemplares da Bíblia.

Na primeira versão publicada na seção de “eventos nacionais” da página virtual, o texto dizia que “em frente a Catedral, nós ativistas LGBTT iremos queimar um exemplar da ‘Bíblia Sagrada’”. Em seguida, a mensagem defendia que “um livro homofóbico como este não deve existir em um mundo onde a diversidade é respeitada.”

Por fim, o autor da postagem, que se indentificava como “João Henrique Boing, ativista GLSBTT”, conclamava o público para seu suposto ato: “Amanhã iremos queimar a homofobia. Compareça”.
Após o anúncio gerar comentários raivosos no Twitter, uma nova versão do aviso foi postado. O texto dizia: “Queimando a Homofobia: aglomeração as 14h na porta da catedral. Tragam livros religiosos, em prol da diversidade”.

Às 20h40, esse trecho continuava publicado no site da instituição, uma das mais atuantes no processo que culminou com a aprovação da união estável entre homossexuais pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no dia 5 de maio.

Segundo Toni Reis, presidente da associação, tudo não passou de um ataque de hackers. “Não somos nós que estamos publicando esse tipo de coisa. Temos respeito total pelas religiões. A Bíblia é para ser respeitada”, disse ele, que afirmou ter teólogos no corpo diretivo da entidade.

A liderança gay, que se uniu ao seu companheiro logo após a decisão no Supremo, explicou que já entrou em contato com as autoridades policiais de Curitiba, cidade sede da ABGLT, para registrar a modificação ilegal de sua página virtual. “Estamos até cogitando tirar o site do ar”, assumiu.

Toni pediu “mil desculpas” aos que se sentiram ofendidos com a postagem. “Estamos tentando verificar quem é o autor desse tipo de ataque. É alguém muito mal intencionado. As pessoas que são homofóbicas não param de nos atacar.”

Segundo ele, esta não foi a primeira vez que hackers teriam entrado na página da entidade. Há dois meses, explica ele, foi publicada a seguinte mensagem na página eletrônica: “Bolsonaro para presidente do Brasil”, em referência ao deputado federal Jair Bolsonaro (PP-RJ), que protagonizou inúmeros ataques aos movimentos gays nos últimos tempos em Brasília.

Fonte: UOL / Folha Gospel

02/06/2011

Religiosos entregam 1 milhão de assinaturas contra o PL 122


Líderes religiosos entregaram ao presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), um abaixo-assinado com mais de 1 milhão de assinaturas contra o Projeto de Lei 122/2006, que aumenta a pena para quem discrimina homossexuais. Evangélicos e católicos alegam que o projeto cria uma casta privilegiada e fere a liberdade religiosa.

O pastor Silas Malafaia atuou como porta-voz do grupo. Ele disse que não há acordo e que a proposta precisa ser arquivada: “O projeto de lei é inconstitucional. Lei contra a homofobia já existe, isso é conversa para dar privilégio a uma minoria”, argumentou. Mais cedo, cerca de 25 mil pessoas se reuniram em frente ao Congresso para protestar contra a medida. Deputados e senadores da bancada cristã participaram do ato. Silas Malafaia chegou a rasgar uma cópia do Projeto de Lei.

Os manifestantes da chamada Marcha da Família também protestaram contra o casamento gay, a legalização do aborto e a descriminalização das drogas.

Polêmica – O projeto de lei que criminaliza a homofobia foi aprovado no plenário da Câmara no ano passado. O texto prevê pena de prisão de até 5 anos para quem criticar os homossexuais publicamente, seja qual for a razão. E também estabelece punição a quem preterir homossexuais em uma seleção de emprego, por exemplo.

A relatora do texto no Senado, Marta Suplicy (PT-SP), chegou a influir uma emenda dando imunidade a pregadores que atuem dentro de templos religiosos. Mas isso não mudou a postura dos cristãos: “A senadora Marta Suplicy pensa que crente é otário”, disse Silas Malafaia, do alto de um carro de som, nesta quarta-feira. Os manifestantes vaiaram quando o nome da parlamentar foi citado.

Fonte: VEJA

26/05/2011

‘Ensino gay’ nas escolas causa reação e professor teme aumento da ‘homofobia’


Ministério Público Federal, invoque o princípio de que o Estado é laico e acabe com o proselitismo religioso nas escolas.

Ministério da Educação prepara ‘kit gay’; Igreja Católica reage e condena decisão do Supremo sobre união homossexual.

O Ministério da Educação (MEC) preparou um material com o ‘tema gay’ – três filmes e um guia de orientação aos professores – para ser distribuído nas escolas de todo o Brasil. O projeto-piloto está sendo analisado pelo MEC e o plano inicial é distribuir 6 mil kits nas escolas públicas do país ainda este ano. O objetivo é levar para o ambiente escolar o tema como forma de reconhecimento da diversidade sexual e enfrentamento do preconceito. Mas a idéia de instituir o ‘ensino gay’ nas escolas está provocando reação em todo o País, começando pela Igreja Católica.

A polêmica proposta já provocou caloradas discussões no Congresso Nacional. O deputado federal Jair Bolsonaro (PP-RJ) acusou o Ministério da Educação e grupos LGBT de “incentivar o homossexualismo” e de tornar “nossos filhos presas fáceis para pedófilos”.

Aqui em Maceió o tema começa a repercutir com fortes reações contrárias ao que alguns chamam de “homossexualização da comunidade estudantil”. Nossa reportagem ouviu dois professores da Escola Estadual Irene Garrido, no Tabuleiro, para saber o que acham da ideia de fragmentar o tema para mostrar, nas escolas, apenas um lado da controversa questão sexual.

O professor de geografia Marcos Damasceno é a favor do combate à homofobia, mas não apóia, nem de longe, a proposta de ensinar o homossexualismo nas escolas. “Eu estou trabalhando com crianças, que ainda estão em formação sexual e a homossexualidade envolve muito mais do que apenas a questão moral”.
Na opinião do professor, o importante é discutir na escola a sexualidade de forma ampla e abrangente porque existe a homossexualidade e também a heterossexualidade. “O ideal é falar sobre sexo amplamente, desde as doenças sexualmente transmissíveis, gravidez na adolescência até os gêneros. Se o tema é fragmentado, a discussão é empobrecida”.

Ele se revelou preocupado com a forma como o tal ‘kit gay’ será implementado na sala de aula. “Que preparação terá o professor e a professora? Que suporte e ferramentas serão usados? Para que depois não venha se fazer apologia de algo que você não segue”.

Damasceno afirmou que o debate sobre o tema tem que acontecer em todos os segmentos sociais porque, não sendo assim, corre-se o risco de reforçar o preconceito e ódio contra homossexuais. E citou um exemplo que testemunhou na sua sala de aula, quando um aluno homossexual sentou na cadeira de um aluno evangélico, que posteriomente se recusou sentar na cadeira onde um homossexual havia sentado. “Ele expressou seu fundamentalismo religioso. Se a gente não discutir e o assunto não for bem trabalhado, vamos viver situações de confronto em sala de aula”.

Assim como Marcos Damasceno, a professora de português Gasparina Cavalcante acredita que discutir a sexualidade de forma ampla é a melhor maneira de orientar os alunos sobre o homossexualismo. “Eu defendo a sexualidade de forma ampla e só o homossexualismo não. Por que chamar tanta atenção para o tema? Se a todo momento aprendemos que não devemos discriminar? Então o ensino tem que ser de forma globalizada”.
De acordo com a professora o homossexualismo dentro das escolas é uma realidade, mas isso não é motivo para que o tema seja aplicado em sala de aula fora de um contexto. “Os jovens encaram a vida como pode tudo e querem experimentar de tudo. E se o tema for recorrente, por conta da curiosidade natural da idade, eles podem sim querer experimentar uma relação com pessoa do mesmo sexo”.

Ela acrescentou que, se o projeto do MEC começar, como está previsto, no segundo semestre de 2011, o que vai acontecer é a supervalorização do tema. “Se passar a dizer que usar droga é bom, é o máximo, então vamos supervalorizar isso, e com a homossexualidade pode ser assim”.

Gasparina afirma que não é contra o homossexualismo. Para ela essa é uma questão de nascença: nasce ou não homossexual. “Agora ser orientado de que a homossexualidade é normal, é natural, isso não vai favorecer? Isso não vai facilitar e induzir o jovem a achar isso natural? É complicado”.

Igreja Católica condena decisão do STF

No início de maio, o Supremo Tribunal Federal reconheceu por unanimidade a relação entre pessoas do mesmo sexo. Agora devem ser aplicadas a esse tipo de relação às mesmas regras da união estável heterossexual, prevista no Código Civil. A Corte não relacionou os direitos que decorrem da decisão. Mas, por analogia, os gays poderão pleitear, por exemplo, a declaração conjunta de Imposto de Renda, pensão em caso de morte ou separação, partilha de bens e herança. A pessoa só precisa comprovar que integra uma “convivência pública, contínua e duradoura”, como diz a lei.

Emanoella Remigio, presidente da Comissão de diversidade sexual da OAB/AL, disse que as uniões homoafetivas são antigas e que já era tempo de efetivar os direitos desses casais. “Essas uniões constituem-se com os mesmos requisitos e as mesmas características da união estável heterossexual, com a única diferença do sexo dos envolvidos. O que não constitui restrição de direito, e nem poderia, nos termos na Constituição Federal de 1988”.
Para ela a decisão do STF foi muito acertada. “O Supremo fez um belíssimo trabalho ao reconhecer a qualidade de entidades familiares para esses casais, mostrando que o Direito está acima de quaisquer preconceitos. Essa não foi uma vitória apenas de um grupo, mas da democracia”.
Segundo a advogada esses são sinais de maturidade de uma sociedade que começa a entender que o povo se faz de maioria e minoria e que o direito de todos precisa ser equilibrado no sistema. “Foi uma decisão histórica e de muita sensibilidade. Isso é verdadeiramente um Estado Democrático de Direito”.

A Igreja Católica, através da CNBB, reagiu de pronto à ideia de ensinar o homossexualismo nas escolas. Aqui em Maceió, o arcebispo dom Antônio Muniz preferiu se situar diante da questão invocando a posição assumida pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) que emitiu nota oficial em que proclama:

“As pessoas que sentem atração sexual exclusiva ou predominante pelo mesmo sexo são merecedoras de respeito e consideração. Repudiamos todo tipo de discriminação e violência que fere sua dignidade de pessoa humana. Tais uniões não podem ser equiparadas à família, que se fundamenta no consentimento matrimonial, na complementaridade e na reciprocidade entre um homem e uma mulher, abertos à procriação e educação dos filhos. Equiparar as uniões entre pessoas do mesmo sexo à família descaracteriza a sua identidade e ameaça a estabilidade da mesma.

É atribuição do Congresso Nacional propor e votar leis, cabendo ao governo garanti-las. Preocupa-nos ver os poderes constituídos ultrapassarem os limites de sua competência, como aconteceu com a recente decisão do Supremo Tribunal Federal. Não é a primeira vez que no Brasil acontecem conflitos dessa natureza que comprometem a ética na política.

A instituição familiar corresponde ao desígnio de Deus e é tão fundamental para a pessoa que o Senhor elevou o Matrimônio à dignidade de Sacramento. Assim, motivados pelo Documento de Aparecida, propomo-nos a renovar o nosso empenho por uma Pastoral Familiar intensa e vigorosa”.

Fonte: Primeira Edição

26/05/2011

Evangélicos ameaçaram convocar Palocci para vetar distribuição do kit gay


Evangélicos ameaçaram convocar Palocci para vetar distribuição do kit gayNa terça-feira, 24, parlamentares das Frentes Evangélica, Católica e da Família se reuniram de forma emergencial para discutir medidas que seriam tomadas para forçar o governo a alterar o material do chamado kit gay elaborado por ONGs a pedido do ministério da Educação.

A reunião foi marcada porque os parlamentares se sentiram desrespeitados pelo ministro Fernando Haddad que mentiu ao dizer-lhes que alteraria o material e depois revelou à imprensa que não mudaria nada, já que as cartilhas e os vídeos que serão distribuídos em 6 mil escolas públicas já estão prontos.

De acordo com o deputado João Campos (PSDB – CE), líder da bancada evangélica, se o governo insistisse em manter o kit, eles bloqueariam a votação na Câmara e apoiariam a convocação do ministro Palocci para dar explicações.

Além dessa convocação ao ministro da Casa Civil os parlamentares cogitavam outras medidas como a saída do Ministro da Educação; a criação de uma CPI para apurar as denuncias de irregularidades no MEC; a obstrução de todas votações do plenário e também a convocação do ministro Fernando Haddad, na comissão de Educação e Cultura, para explicar as cartilhas sobre homofobia.

Essa reunião ganhou grandes proporções no Congresso e o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gilberto Carvalho,  foi ao encontro dos parlamentares para dizer que a Presidente Dilma Rousselff decidiu cancelar a distribuição do kit gay.

Fonte: Gospel Prime

26/05/2011

Dilma suspende ´kit gay` após protesto da bancada evangélica


Dilma suspende ´kit gay` após protesto da bancada evangélicaApós protestos das bancadas religiosas no Congresso, a presidente Dilma Rousseff determinou nesta quarta-feira (25) a suspensão do “kit anti-homofobia”, que estava sendo elaborado pelo Ministério da Educação para distribuição nas escolas, informou o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gilberto Carvalho.

“O governo entendeu que seria prudente não editar esse material que está sendo preparado no MEC. A presidente decidiu, portanto, a suspensão desse material, assim como de um vídeo que foi produzido por uma ONG – não foi produzido pelo MEC – a partir de uma emenda parlamentar enviada ao MEC”, disse o ministro, após reunião com as bancadas evangélica, católica e da família.

Segundo ele, a presidente decidiu ainda que todo material que versar sobre “costumes” terá de passar pelo crivo da coordenação-geral da Presidência e por um amplo debate com a sociedade civil. “O governo se comprometeu daqui para frente que todo material que versará sobre costumes será feito a partir de consultas mais amplas à sociedade”, afirmou.

Segundo o ministro, a determinação do governo não é um “recuo” na política de educacional contrária à homofobia “Não se trata de recuo. Se trata de um processo de consulta que o governo passará a fazer, como faz em outros temas também, porque isso é parte vigente da democracia”, disse.

De acordo com Carvalho, Dilma vai se reunir nesta semana com os ministros da Educação, Fernando Haddad, e da Saúde, Alexandre Padilha, para tratar do material didático.

“A presidenta vai fazer um diálogo com os ministros para que a gente tome todos os devidos cuidados. Em qualquer área do governo estamos demandando que qualquer material editado passe por um crivo de debate e de discussão e da coordenação da Presidência.”

Retaliação suspensa

Diante da decisão de Dilma, o ex-governador do Rio de Janeiro, Anthony Garotinho (PR-RJ), que participou da reunião com Carvalho, afirmou que estão suspensas as medidas anunciadas pelas bancadas religiosas em protesto contra o “kit anti-homofobia”.

Em reunião, os parlamentares haviam decidido colaborar com a convocação do ministro da Casa Civil, Antonio Palocci, para que ele explique sua evolução patrimonial.

O ministro Gilberto Carvalho negou ter pedido que os parlamentares desistissem de trabalhar pela convocação de Palocci diante da decisão da presidente sobre o “kit anti-homofobia”.

“Isso é uma posição deles. Nós falamos para eles que, em função desse diálogo, que eles tomassem as atitudes que eles achassem consequentes com esse diálogo. Eles é que decidiram suspender aquelas histórias que eles estavam falando. Não tem toma lá da cá, não”, afirmou.

Os deputados também ameaçaram obstruir a pauta da Câmara e abrir uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar a contratação pelo MEC da ONG que elaborou a cartilha.

“Ele [Gilberto Carvalho] disse que tem a palavra da presidente da República de que nada do que está no material é de consentimento dela. Mas nós acordamos que ele falará. E nós suspendemos a obstrução e todas as nossas medidas”, afirmou Garotinho.


Fonte: G1

24/05/2011

Aliança de Batistas do Brasil apóia decisão do STF sobre união gay


Aliança de Batistas do Brasil apóia decisão do STF sobre união gayA Aliança de Batistas do Brasil aplaudiu a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que concede direitos civis a pessoas do mesmo sexo vivendo em situação estável, pois entendem que um de seus principais papéis é enfrentar a intolerância presente na sociedade brasileira.

Um documento dos batistas, assinado pela presidente da instituição, pastora Odja Barros diz que a Aliança “compreende como uma ‘boa nova’ o fato de que as pessoas identificadas sob a rubrica LGBTS (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Transexuais e Simpatizantes) estejam sendo incluídas no ideal de equidade social defendido pela Constituição Federal Brasileira.”

Para eles a decisão do STF trata de uma reparação a uma minoria historicamente tratada como pessoas de segunda categoria, estigmatizadas e sem uso pleno da cidadania.

“Não defendemos essas ideias por mera sofisticação cultural, muito menos para sermos fiéis à cultura presente, mas a defendemos como conseqüência de nossa leitura do Evangelho de Jesus Cristo e de nossa relação com a herança batista da qual fazemos parte”, escreveu Odja Barros que não encara o reconhecimento de direitos civis a pessoas do mesmo sexo vivendo em união estável como uma “onda de imoralidade”.

A sede da Aliança fica em Maceió e está presente em Pernambuco, Alagoas, Bahia e Rio de Janeiro.

Fonte: Gospel Prime / ALC

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