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01/09/2013

Padre renuncia o ministério sacerdotal após engravidar jovem de 22 anos


 

Padre renuncia o ministério sacerdotal após engravidar jovem de 22 anos

Padre renuncia o ministério sacerdotal após engravidar jovem de 22 anos

A história foi revelada pelo padre da Paróquia Nossa Senhora da Conceição, em Gavião, na missa do último domingo, 25 de agosto.

Gerônimo disse que as coisas saíram do controle: “Com o tempo fui observando que na nossa amizade tinha algo a mais: o amor, mas sempre procuramos deixá-lo só no nível da amizade, pois dizia que, se por acaso eu percebesse que não conseguiria manter o celibato, deixaria antes o ministério para não escandalizar a comunidade. Mas por ironia do destino não aconteceu como eu pensava e nos envolvemos concretamente e hoje ela está grávida e eu quero assumir a paternidade”, disse.

O padre exercia a função desde 2009, após ter passado por seis anos de estudos intensos sobre teologia e filosofia, e disse que o desejo pelo sacerdócio vinha desde a infância: “Minha família é religiosa, desde os 7 anos dizia que queria ser padre. Aos 13, 14 anos, comecei a namorar e parei de falar que queria ser padre, mas aos 20 anos terminei o segundo grau e resolvi que tinha que decidir o que faria e fui para o seminário em 2002″, relatou Gerônimo.

Em seu discurso de despedida, o padre revelou que entrou em crise quando se deu conta de que o sentimento pela jovem era maior que a amizade: “Quando aconteceu o primeiro beijo, a gente falava que aquilo não deveria ter acontecido. Ela ficava preocupada, ficamos assim alguns dias, mas não conseguíamos conter a vontade de ficar junto”, declarou. “Ninguém desconfiou, e se desconfiavam, não falavam. Somente nós dois sabíamos”.

O romance cresceu e virou uma gravidez, motivo que forçou o padre a tomar uma decisão: ou assumiria a paternidade, ou manteria seu sacerdócio escondendo o filho: “A gente precisava assumir. De imediato resolvi assumir. Nós conversávamos muito com medo da reação das pessoas, não queríamos ser motivo de escândalo para a comunidade. O pai dela disse que pela nossa amizade tinha medo que isso acontecesse, mas, como assumi, a família dela encarou com mais tranquilidade”, afirmou Gerônimo.

Para o futuro, Gerônimo planeja um reinício profissional, a fim de manter sua nova família: “Por enquanto trabalho como pedreiro, porque só tenho formação geral em filosofia, que não é reconhecida. Vou tentar faculdade na área de engenharia pelo conhecimento que já tenho na área de construção civil”, disse ao G1, adiantando que pretende pedir autorização para celebrar seu casamento na igreja: “Vou fazer um pedido formal para casar. O bispo ficou de se informar sobre os procedimentos. Acho que o padre precisa fazer uma carta pedindo dispensa para casar na Igreja. Geralmente os papas liberam”.

Gerônimo diz ainda que nada mudou em sua fé: “Só não vou servir como padre, mas vamos continuar ajudando como for possível”, concluiu.

Informações: Gospel Mais

19/12/2012

Padre anuncia que vai se casar e ter um filho durante celebração em Igreja


Os fiéis da Igreja Católica na cidade de Trapani, na Sicília na Itália foram surpreendidos com o anúncio feito pelo padre local, disse que seria sua última celebração e que ia se casar com a sua companheira que espera um filho. A noticia causou alvoroço na comunidade. Um padre italiano surpreendeu os fiéis durante a missa anunciando seu casamento com sua companheira, que espera um bebê, contou nesta sexta-feira a imprensa italiana. “Esta será a última missa que celebro, me apaixonei por uma mulher e em poucos meses vou ser pai”, disse Vito Lombardo, de 33 anos, pároco da igreja de São Lourenço na cidade de Trapani, na Sicília, segundo a edição local do jornal La Repubblica.

O jornal informa também que o padre e a mulher mantinham uma relação há muito tempo, mas que o religioso decidiu parar de servir à Igreja quando a mulher ficou grávida. Segundo a imprensa local, Vito informou ao Vaticano sobre sua decisão antes de anunciá-la publicamente.

Fonte: Infor Gospel

30/11/2012

Bispo católico ordena retirada de santos de praça por ofender outras religiões


Bispo católico ordena retirada de santos de praça por ofender outras religiõesÉ comum encontrar notícias sobre pedidos de retirada de símbolos religiosos de espaços públicos, mas em Cacoal (RO) o pedido não parte de ateus ou outros representantes da sociedade, mas do próprio bispo católico que afirma que as imagens de santos colocadas na Praça da Matriz estão ofendendo os seguidores de outras religiões.

“Lá é uma praça pública. Tem que se respeitar as pessoas de outras religiões e a comunidade precisava ser consultada, sempre caminhando em comunhão”, diz Dom Bruno.

A Igreja Sagrada Família encomendou 22 estátuas de santos que representam os santos de cada comunidade católica do município, até o momento seis deles já foram entregues e postos na frente da igreja.

O pedido do bispo foi feito ao coordenador da igreja, Fernando da Silva, que não concorda com a decisão do líder da Igreja Católica na região.

“Fiquei decepcionado com a ordem dada pelo bispo. Acredito que quando a casa é sua, você faz o que quiser no quintal dela”, disse Azevedo que de tão inconformado com a decisão pediu para deixar o cargo que ocupa.

Quem também não vê problemas em ter as imagens decorando a praça pública é o padre Valdemir Galdino, responsável pela igreja, que já sabe o que fará com os santos que já estavam prontos: doar para as outras igrejas da cidade.

O site G1 conversou com dois moradores de Cacoal, um deles é católico e não acredita que as estátuas possam ofender alguém. Nestor Pereira Campista, 69 anos, diz que são os devotos desses santos é que são ofendidos por seguidores de outras religiões.

Já o comerciante Carlos Roberto Custódio, 46 anos, não declarou sua religião, mas disse que as imagens estão constrangendo os não católicos que passam pela praça.

Fonte: Gospel Prime

01/11/2012

Padre expulsa menina de igreja em Nova Serrana por causa de short


Thalita e o pai (Foto: Anna Lúcia Silva/ G1)Uma adolescente de 16 anos foi expulsa neste domingo (28) de uma missa na comunidade de Gamas, na cidade de Nova Serrana, no Centro-Oeste de Minas Gerais. Segundo a estudante Thalita Alessandra Silva Mota, o motivo foi o short que ela usava. Ela contou que o padre chamou sua atenção na frente de mais de 150 pessoas que estavam presentes durante a celebração de uma missa. “Ele disse no microfone que a roupa que eu estava era inadequada para uma missa. Eu não ficaria chateada se ele tivesse dito isso reservadamente. O problema foi que ele não soube ser educado e disse para eu me retirar da igreja e trocar a minha roupa”, desabafou. Em entrevista ao G1, o padre João Luiz Moreira confirmou a repreensão e disse que não muda a opinião.

O pai da menor, o cortador de solas de sapato, Cleisson Renato Mota, contou que Thalita passou por uma cirurgia na perna há menos de 30 dias e por causa dos pontos que ainda não cicatrizaram ela não podia usar roupas apertadas. “Foi recomendação do médico que ela não usasse roupas apertadas para não prejudicar a cicatrização, e nem roupas abafadas por causa do calor, por isso ela escolheu ir com o short à igreja”, contou.

Ainda de acordo com o pai e a menina, durante a missa o padre comentou sobre o tipo de roupas adequadas para a igreja e falou repetidas vezes sobre o mesmo assunto e, quando viu Thalita usando o short, a chamou e disse que o que ele estava falando era exatamente com ela. “Ele apontou o dedo para mim e falou: Mocinha, isso que eu estou falando é para você mesma. Vá embora e troque essa roupa que não é adequada para a ocasião. Eu abaixei a cabeça e entrei para a sacristia e fiquei lá até que passasse o mal estar. Depois fui embora para casa acompanhada do meu pai”, lembrou.

Pai alega que foi recomendação médica após cirurgia (Foto: Anna Lúcia/G1)Cleisson Mota contou que tentou alertar o padre sobre o motivo da roupa da filha. “Para evitar qualquer constrangimento, eu tentei chamá-lo para justificar, mas ele simplesmente me ignorou e continuou a missa. Logo depois o que eu temia aconteceu, ele chamou a atenção da Thalita na frente de todos presentes”, explicou.

Segundo Ana Lúcia Silva Campos, que estava na missa, a atitude do padre foi desnecessária. “Ele falou três vezes sobre tipo de roupa para a igreja, foi muito grosso ao falar. Na terceira vez, quando Thalita se levantou, ele disse diretamente para ela com tom de grosseria, fiquei muito constrangida por ela”, opinião.

“O tipo de abordagem do padre tirou a atenção de todos dentre o da igreja, o pessoal ficou falando e cochichando sobre esse assunto. Ele não podia ter feito isso, poderia ter chamado a menina em um canto, sem prejudicar a garota que virou motivo de conversa durante o dia todo, foi um absurdo”, reforçou a estudante Larissa Cristina Campos a dona de casa.

Padre admite atitude sobre a roupa da adolescente

Padre confirma a repreensão (Foto: Anna Lúcia Silva/ G1)O padre João Luiz Moreira confirmou a repreensão à adolescente e afirmou que não muda a opinião só porque a menina passou por uma cirurgia. Segundo ele, a igreja é lugar sagrado e por isso as pessoas devem se vestir adequadamente para as celebrações. “Eu falei realmente que a roupa não era roupa de igreja. Em seguida ela se levantou e foi para frente da igreja. Por isso falei que estava falando com ela”, admitiu.

O pai da adolescente registrou um Boletim de Ocorrência e falou que irá acionar a Justiça pelo ato do padre. ”Eu vou processar o padre. Ele não tinha o direito de constranger minha filha na frente de todo mundo”, argumentou. Sobre uma possível ação na Justiça, o pároco não quis falar. “É um direito que ele tem, eu não vou dizer nada sobre o assunto”, finalizou.

 

Fonte: G1

20/10/2012

Igreja Católica excomungará defensores do aborto no Uruguai


A Igreja Católica anunciou nesta quinta-feira (18/10) que vai excomungar todos os uruguaios que fizeram campanha em favor da descriminalização do aborto, medida aprovada nesta semana pelo Congresso do país.

De acordo com o Monsenhor Heriberto Bodeant, secretário da Conferência Episcopal, a decisão foi tomada porque a Igreja Católica classifica a decisão como um retrocesso do Uruguai no que se refere a direitos humanos.

Bodeant refutou inclusive a proposta de um referendo para que a população se posicione sobre a questão, segundo o jornal El País.

A hipótese de um plebiscito para discutir o aborto no Uruguai foi levantada nesta quinta-feira, com a realização de um abaixo-assinado. Parlamentares da coalização governista Frente Ampla, como a senadora Lucía Topolansky, se mostraram favoráveis à ideia, que já havia sido sugerida por opositores à descriminalização.

A votação de ontem foi a segunda vez em que o Congresso uruguaio aprovou a medida. No governo anterior ao do presidente José Mujica, de Tabaré Vázquez, a descriminalização foi vetada pelo então mandatário. Mujica, que pertence ao mesmo partido de Vázquez, no entanto, já afirmou que não pretende repetir o antecessor.

O projeto aprovado pelo Parlamento uruguaio diz respeito às mulheres com até três meses de gestação e que, para abortar, serão obrigadas a passar por um comitê de ginecologistas.

Fonte: Opera Mundi

09/10/2012

Cardeal norte-americano diz que casos de pedofilia influenciaram “redução drástica” da fé no Ocidente


O cardeal de Washington afirmou que os casos de pedofilia que abalaram a Igreja Católica nos últimos anos estão entre os factos que desencadearam uma redução drástica da fé cristã no mundo ocidental.

O cardeal Donald William Wuerl falava no início dos trabalhos do Sínodo dos Bispos de 2012, subordinado ao tema “Nova Evangelização”. O encontro, a decorrer no Vaticano, foi aberto no domingo pelo papa Bento XVI.

Durante a leitura do “Relatio ante disceptationen” (título em latim), documento que contém as indicações fornecidas aos prelados para a preparação do Sínodo, Wuerl afirmou que a “drástica redução” da prática da fé cristã entre os fiéis do mundo ocidental é uma consequência dos “transtornos ocorridos” durante as décadas de 1970 e 1980.

Segundo o cardeal, uma catequese “escassa ou incompleta” e “algumas aberrações” na prática da liturgia levaram a que gerações inteiras se afastassem da fé cristã.

“Foi como se um ‘tsunami’ de influência secular tivesse destruído toda uma paisagem cultural, arrastando com ele alguns indicadores sociais, como o matrimônio, a família, o conceito do bem comum e a distinção entre o bem e o mal”, afirmou o cardeal norte-americano.

Numa referência aos casos de pedofilia que envolveram membros do clero, Wuerl afirmou que “de maneira trágica, os pecados de alguns incentivaram a desconfiança em algumas estruturas da Igreja”.
Ainda durante a leitura do relatório, feita em latim, o idioma oficial do Vaticano, o cardeal denunciou que a sociedade atual “subestima e por vezes ridiculariza” a família tradicional.

O núcleo familiar continua a ser o pilar da sociedade e o contexto natural para a transmissão da fé, sublinhou.

O cardeal acrescentou que a atual sociedade exalta a liberdade individual e a supremacia do indivíduo, referindo que a secularização, o laicismo e o racionalismo criaram uma ideologia que “subjuga a fé à razão”.

A progressiva secularização criou, salientou Wuerl, “uma espécie de eclipse do sentido de Deus”.

Como tal, o cardeal de Washington defendeu a urgência de uma nova evangelização.

O Sínodo dos Bispos irá decorrer até 28 de outubro, contando com a presença de 262 prelados de todo o mundo. Também participam no encontro representantes de 15 igrejas cristãs não católicas.

Fonte: Diário Digital (Portugal)

27/09/2012

Julgamento de ex-mordomo do papa expõe “VaticanLeaks” da Igreja Católica


Paolo Gabriele, 46, ex-mordomo do papa Bento 16, é acusado de vazar para a imprensa documentos secretos do Vaticano.

Há seis anos, todos os dias, antes do amanhecer e depois do anoitecer, Paolo Gabriele, 46, casado e pai de três filhos, percorria a pé a distância entre sua residência e o apartamento de Bento 16. Na ida e na volta, o mordomo do papa passava junto a um caixa automático muito peculiar. O fundo da tela reproduz “A Criação de Adão”, o afresco pintado por Michelangelo no teto da Capela Sistina, e entre as línguas que o convidam a introduzir o cartão e sacar euros está o latim: “Inserito scidulam quaeso ut faciundam cognoscas rationem” (que pode ser traduzido como: “Coloque seu cartão para realizar suas operações”).

Há exatamente quatro meses Paolo Gabriele deixou de passar junto do caixa do Banco do Vaticano. Em 23 de maio, a polícia o deteve sob a acusação de roubar e vazar para a imprensa a correspondência particular de Joseph Ratzinger. Gabriele, também conhecido como Paoletto, afirmou que sua única intenção foi ajudar a Igreja e o papa, revelando as intrigas palacianas. O julgamento, que começa no próximo sábado (29), na Cidade do Vaticano, deverá esclarecer se, como no caixa, a religião, a arte e o latim só serviam de envoltório para um motivo muito mais terreno.

A primeira parte da história é bem conhecida. Há um ano, um grande número de documentos confeccionados para serem lidos exclusivamente por Bento 16 começou a vazar na mídia. O primeiro foi uma carta do arcebispo Carlo Maria Viganò advertindo o papa sobre diversos casos de corrupção dentro do Vaticano. Depois se conheceu outro relato, elaborado pelo cardeal colombiano Darío Castrillón, no qual se falava de uma estranha conjuração para matar Ratzinger – “o papa morrerá em 12 meses” – e das más relações entre o sucessor de Pedro e seu secretário de Estado, monsenhor Tarcisio Bertone.

Um espião, não se sabe com que interesse nem a que preço, continuou fornecendo documentos cujo denominador comum era a luta de poder acirrada no seio da Cúria. Depois de uma temporada encerrado em silêncio, o porta-voz do Vaticano, Federico Lombardi, acabou admitindo que a Igreja estava sofrendo seu “VaticanLeaks” particular e o jornal “L’Osservatore Romano” publicou um editorial em que retratava a situação de um papa idoso, doente e só: “um pastor rodeado de lobos”. A secretaria de Estado do Vaticano reagiu finalmente encarregando o cardeal espanhol Julián Herranz de procurar o suposto culpado, e, no final de maio, surgiu a surpresa: o traidor, o espião, o corvo, era o fiel Paoletto – o mordomo do papa. O que o despertava às 6h30, o ajudava a vestir-se, a preparar a missa, lhe servia o desjejum e o almoço, o que –por volta das 9 da noite– lhe preparava uma infusão e o ajudava a despir-se e a ir para a cama…

A segunda parte da história já não é tão conhecida. Paolo Gabriele passou os dois primeiros meses de cativeiro em um calabouço e de 21 de julho para cá esperou o julgamento em prisão domiciliar. Também que, junto com uma multidão de documentos, os agentes da polícia encontraram em sua residência no Vaticano uma pepita de ouro, uma edição ilustrada da “Eneida” de Annibal Caro, de 1581, e um cheque sem cobrar de 100 mil euros que José Luiz Mendoza, presidente da Universidade Católica San Antonio de Murcia (UCAM), havia enviado ao papa. Soube-se também que Joseph Ratzinger está com pena e que Paolo Gabriele lhe pediu perdão. Inclusive que, junto dele no banco dos réus se sentará Claudio Sciarpelletti, um técnico em informática que, ao que parece, o encobriu.

O que não se sabe é o fundamental. Por que fez isso realmente? Foi uma arma contra o papa nas mãos de outros? De quem? Atuou sozinho ou o Vaticano ainda é um ninho de corvos? Só foi movido por um estranho desejo de limpar a Igreja de intrigas ou, pelo contrário, foi o vil metal que o levou a trair o papa? E, sobretudo, que relação teve sua detenção com a substituição fulminante de Ettore Gotti Tedeschi à frente do Instituto para as Obras de Religião (IOR), o Banco do Vaticano?

Porque Paolo Gabriele e Gotti Tedeschi, o mordomo e o banqueiro, ambos muito próximos de Joseph Ratzinger, caíram ao mesmo tempo. Sobre o primeiro, o Vaticano soltou a polícia. Sobre o segundo, o descrédito. Criticou-se ferozmente sua gestão e inclusive se pôs em dúvida sua capacidade psicológica, a ponto de que Tedeschi, 67, também presidente da filial italiana do Banco Santander e velho amigo do papa, esteve prestes a contar o que tinha visto nos abismos do dinheiro da Igreja. “Prefiro não falar”, concluiu, “se o fizesse só diria palavras feias. Debato-me entre a ânsia de explicar a verdade e não querer perturbar o santo padre.”

Mas sim, falou. Duas semanas depois de sua demissão, a polícia apareceu de surpresa em sua casa em Piacenza e em seus escritórios em Milão. Um agente da polícia lhe informou que sua presença ali não obedecia a nenhum assunto relacionado com o Banco do Vaticano, mas sim com uma investigação antiga sobre comissões ilegais na venda de helicópteros para a Índia. O banqueiro reagiu com alívio: “Uma revista? Pensei que vinham me dar um tiro”. O curioso é que os agentes, que teoricamente iam por outro assunto, acabaram levando documentação sobre supostas operações de lavagem de dinheiro no Banco do Vaticano. A mídia italiana publicou que, entre as anotações apreendidas, havia detalhes muito precisos sobre operações ilícitas realizadas por prelados, homens de negócios mais ou menos sujos – que na Itália são chamados de “faccendieri” -, políticos de alto escalão e até chefes da máfia. O escândalo estava prestes a ultrapassar todos os limites quando ocorreu um fato muito significativo.

A Igreja mandou calar. Em uma sexta-feira à tarde, em uma hora totalmente incomum, o Vaticano emitiu um duro comunicado no qual advertia policiais, jornalistas, promotores, juízes e políticos do governo de que o material apreendido na casa de Tedeschi era propriedade da Santa Sé e que, se continuasse havendo vazamentos da investigação –um esporte nacional na Itália–, processaria quem fosse necessário. Os vazamentos pararam e desde então, no início de julho, o caso foi perdendo força, talvez ajudado pelo verão –o papa passa três meses descansando em sua residência de Castel Gandolfo e a Cúria tenta imitá-lo– e o controle férreo da informação.

No próximo sábado, às 9h30, Paolo Gabriele se sentará no banco dos réus para enfrentar a acusação de “roubo agravado”. O presidente do tribunal será Giuseppe Dalla Torre, acompanhado de Paolo Papanti Pelletier e Venerando Marano. A acusação será dirigida pelo promotor de justiça do Vaticano, Nicola Picardi, e a defesa do mordomo estará a cargo da advogada Cristiana Arru, depois que o outro advogado –Carlo Fusco, amigo de infância de Paoletto– decidiu retirar-se por causa de “divergências” (não deu mais explicações) no processo.

Segundo o juiz do Vaticano Paolo Papanti, o mordomo poderá ser condenado a no máximo oito anos de prisão, em função do Código Penal vigente no Vaticano desde 1889. No decorrer do julgamento, o papa pode ainda optar por conceder a Gabriele a graça do indulto. Mas ele não poderá voltar a trabalhar no Vaticano. O regulamento geral da Cúria Romana –aprovado em 1999 por João Paulo 2º– prevê a “demissão de ofício” para quem comete atos graves de indisciplina e insubordinação. Não é necessário ser um lince para intuir que a Igreja quer encerrar o assunto o quanto antes. Só oito jornalistas –escolhidos pela sala de imprensa do Vaticano– poderão entrar no julgamento, mas sem material de gravação.

Se Gabriele aceitar as acusações e a condenação sem abrir a boca, sem contar o como e o porquê dos vazamentos, o Vaticano talvez consiga evitar um novo escândalo midiático, mas a verdade voltará a ficar oculta. A mancha da suspeita –a que há décadas envolve o Banco do Vaticano– não se lava com caixas modernas enfeitadas de arte e de latim: “Inserito scidulam…”.

Gabriele enfrenta prisões lotadas

A Igreja não tem prisões além das do pecado. Se finalmente recaísse sobre Paolo Gabriele uma pena de prisão, teria que cumpri-la em uma prisão italiana. E isso, nas palavras de Bento 16, representaria uma dupla condenação. No último Natal, o papa fez uma visita pastoral ao presídio romano de Rebibbia, e o que viu ali lhe causou tal espanto que, diante da ministra italiana da Justiça, Paola Severino, declarou: “A superlotação e a deterioração das prisões tornam mais amarga a prisão, representam uma dupla pena”.

As condições desde então não melhoraram, de maneira que não parece previsível que Paoletto, apesar de sua culpa, possa terminar recluso no inferno de uma prisão. Outra opção seria o confinamento em um convento, do modo que a justiça italiana – que nunca deixa de surpreender – acaba de adotar com Luigi Lusi, senador do Partido Democrático (PD, de centro-esquerda) processado sob a acusação de ter roubado 25 milhões de euros quando era tesoureiro de La Margherita.

Enquanto isso, o papa busca um substituto. Sob o título “Vaticano procura mordomo”, o jornal “La Stampa” informou há alguns dias que Joseph Ratzinger levou para Castel Gandolfo Angelo Gugel, um mordomo já veterano, de absoluta confiança, enquanto decide entre Sandro Mariotti, aliás Sandrone, ou Andrea Monzo, filho de um porteiro da Congregação para a Doutrina da Fé. Como se vê, não é um assunto menor.

O mordomo é uma das pessoas mais próximas do papa. Faz parte do que intramuros se costuma chamar de “família pontifícia”, os habitantes do Apartamento. Trata-se do padre Georg Gänswein, secretário pessoal do papa, do padre maltês Alfred Xuereb, quatro laicas consagradas – Carmela, Loredana, Cristina e Rosella – e uma freira, irmã Birgit Wansing, que o ajuda nos trabalhos de estudo e escrita. Trabalhos que certamente trazem ao papa bons benefícios.

Acaba-se de saber que Joseph Ratzinger já terminou seu terceiro volume sobre a vida de Jesus, dedicado aos textos de Mateus e Lucas sobre as circunstâncias do nascimento em Nazaré, e que decidiu que será uma editora laica, a Rizzoli, a encarregada de sua publicação. O contrato não é mau: 2 milhões de euros.

As chaves do escândalo na Santa Sé

– Fevereiro de 2012. O vazamento para vários meios de comunicação italianos de documentos secretos (entre eles algumas cartas relacionadas a um suposto complô para matar o papa Bento 16) conturbam o Vaticano. Os documentos vazados deixam as lutas de poder dentro da Cúria descobertas. O porta-voz da Santa Sé, Federico Lombardi, admite que a Igreja está sofrendo seu próprio “VaticanLeaks”. O jornal oficial do Vaticano, “L’Osservatore Romano”, descreve o papa Bento 16 como “um pastor rodeado de lobos”.

– 23 de maio. Cai o “espião do Vaticano”. As investigações conduzem até Paolo Gabriele, 46, ajudante de câmara do papa e uma das pessoas de sua máxima confiança. Gabriele, um homem devoto, casado e pai de três filhos, presta declaração diante de Nicola Picardi, promotor geral do Vaticano. A polícia encontra em sua casa “caixas repletas de documentos”.

A polícia vaticana encontra fotocópias de documentos e objetos do papa, uma edição do século 16 da “Eneida” e inclusive um cheque no valor de 100 mil euros que a Universidade Católica de San Antonio (Murcia, Espanha) enviou para o papa.

– 27 de maio. Paolo Gabriele nomeia dois advogados. A polícia vaticana investiga suas contas bancárias, procura cúmplices e tenta averiguar o motivo dos vazamentos. A hipótese dominante é que se trata de desacreditar o secretário de Estado, Tarcisio Bertone, amigo e braço-direito do papa, dentro da luta pela sucessão. Nos documentos vazados, Bertone aparece como um homem ambicioso e todo-poderoso, cada vez mais distante de Bento 16.

– 3 de junho. O jornal “La Repubblica” publica três outras cartas. O remetente anônimo acusa Bertone e Georg Gänswein, secretário pessoal de Bento 16, de serem os “verdadeiros responsáveis” pela fuga da informação, e diz que Gabriele é um bode-expiatório. O papa lamenta o tratamento que o caso recebe na mídia, que “amplifica deduções gratuitas”. Alguns dias depois, o cardeal Bertone acusa os jornalistas pelo clima de “mesquinharia, mentiras e calúnias” e acusa a mídia de “imitar Dan Brown”.

– 30 de junho. O Vaticano contrata o jornalista americano Greg Burke para melhorar sua imagem depois dos escândalos provocados pelo vazamento de documentos.

– 21 de julho. O juiz de instrução do caso, Piero Bonet, concede prisão domiciliar a Gabriele, detido desde 24 de maio, à espera do julgamento.

– 24 de julho. Gabriele divulga uma carta dirigida a Bento 16 pedindo perdão e dizendo-lhe que está muito arrependido.

– 13 de agosto. O juiz ordena o processamento de Gabriele pelo roubo com agravantes de documentos secretos da Santa Sé. O magistrado pede que também seja julgado Claudio Sciarpelletti, um programador de informática de 48 anos empregado na Secretaria de Estado da Santa Sé. O informático supostamente teria ajudado Gabriele no tráfico de documentos.

– 30 de agosto. O advogado de Gabriele, Carlo Fusco, renuncia, alegando “divergências sobre a estratégia defensiva” diante do julgamento.

– 17 de setembro. O juiz estabelece para 29 de setembro o início do julgamento contra Gabriele e Sciarpelletti pelo roubo e divulgação dos documentos secretos da Santa Sé. Caso sejam considerados culpados, a pena varia de um a seis anos de prisão. Gabriele foi submetido a duas perícias psiquiátricas, uma por parte do tribunal Vaticano e outra pedida por seu advogado, e ambas demonstraram que é “uma pessoa correta e normal” que cometeu um “fato extremamente grave”. A imprensa italiana garante que cerca de 20 pessoas estão sendo investigadas.

Fonte: El Pais

24/09/2012

Igreja Católica assume 620 casos de pedofilia na Austrália


A Igreja Católica confirmou 620 casos de abusos sexuais contra menores cometidos na Austrália por sacerdotes desde a década de 30, uma revelação inédita no país. Maioria dos casos ocorreu entre a década de 1960 e de 1980

A Igreja Católica confirmou 620 casos de abusos sexuais contra menores cometidos na Austrália por sacerdotes desde a década de 30, uma revelação inédita no país. O arcebispo de Melbourne, Denis Hart, classificou de “horríveis e vergonhosos” os números que aparecem em um relatório entregue para comissão que investiga no Parlamento do estado de Victoria casos de pedofilia cometidos em várias ordens religiosas.

Por meio de um comunicado, Hart disse que a maioria dos casos ocorreu entre a década de 1960 e de 1980, embora tenham ocorrido inclusive há 80 anos. Desde 1990, só 13 abusos foram registrados. O arcebispo afirmou que a igreja colaborará plenamente com a comissão parlamentar e acrescentou que está investigando outros 45 supostos abusos sexuais, informou a cadeia ABC.

“É um trauma e uma vergonha que estes abusos, com seu dramático impacto nas vítimas e suas famílias, fossem cometidos por sacerdotes católicos, religiosos e funcionários paroquiais”, protestou. “Este relatório demonstra que a igreja está comprometida a enfrentar a verdade e não se esquivar, diminuir ou evitar as ações daqueles que violaram seus votos sagrados”, garantiu Hart.

O Parlamento de Victoria criou em abril uma comissão especial para investigar os casos de pedofilia cometidos em várias ordens religiosas. As conclusões ficarão prontas no ano que vem. Segundo as associações das vítimas, o número dos menores vítimas de abusos pode superar 6.000 só em Victoria.

Em sua visita à Austrália, em julho do ano passado, o papa Bento XVI se reuniu com algumas das vítimas e pediu perdão em nome da igreja.

Fonte: Opera Mundi

04/09/2012

Igreja Católica “parou há 200 anos”, diz cardeal italiano


Igreja Católica “parou há 200 anos”, diz cardeal italianoFaleceu na última semana o cardeal italiano Carlo Maria Martini um acadêmico e estudioso da Bíblia que serviu como arcebispo de Milão por mais de 20 anos. Em sua última entrevista Martini chegou a fazer duras críticas a Igreja Católica dizendo que a instituição não tem acompanhado os avanços da sociedade.

“A nossa cultura envelheceu, as nossas igrejas são grandes e vazias e a burocracia eclesiástica está crescendo, os nossos ritos religiosos e vestimentas são pomposos”, afirmou ele semanas antes de falecer.

Sua proposta para impedir que esse atraso continue afastando os fiéis seria de resgatar a confiança e fazer algumas adaptações na doutrina da instituição, transformações que começariam pelo papa Bento XVI e pelos seus arcebispos.

Para o jornal italiano Corriere della Sera o cardeal disse que entre as mudanças deve haver uma postura mais generosa em relação aos fiéis da Igreja Católica que são divorciados.

Outro ponto polêmico que Martini tocou durante a entrevista foi sobre os escândalos envolvendo líderes religiosos em casos de pedofilia. “Os escândalos sexuais envolvendo crianças nos obrigam a uma viagem de transformação”, teria dito.

As opiniões de Carlo Maria Martini sempre foram críticas em relação ao Vaticano, principalmente em relação a proibição do uso de camisinhas, que para ele era “o menor dos males”.

Em sua opinião os preservativos seriam uma das melhores maneiras de combater o Aids na África e se não bastasse sua posição em relação a isso, Martini também defendia a participação das mulheres no clero.

O cardeal Carlo Maria Martini faleceu na sexta-feira (31) aos 85 anos, seu corpo foi velado na catedral de Milão recebendo milhares de visitas. O enterro acontece nesta segunda-feira.

Com informações BBC

09/06/2012

OAB pede apoio da Igreja Católica para impedir a corrupção eleitoral


OAB pede apoio da Igreja Católica para impedir a corrupção eleitoral

Como parte da campanha contra a corrupção eleitoral a Ordem dos Advogados do Brasil de Alagoas (OAB-AL) se reuniu na terça-feira (5) com o arcebispo metropolitano de Maceió, Dom Antônio Muniz Fernandez, para discutir parcerias nessa campanha.

A CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) lança sempre uma cartilha educativa para alertar a população que a compra de votos é ilegal e esse assunto também foi tratadora durante esse encontro.

A Comissão de Combate à Corrupção Eleitoral da OAB/AL deve visitar outras instituições para criar uma rede de combate à comercialização de votos, visando as eleições municipais que acontecerão em outubro.

Um canal de denúncia foi disponibilizado para a população de Alagoas para que candidatos que tentem comprar votos sejam punidos. No site da entidade terá um link “Crime eleitoral? Faça sua denúncia”, onde o eleitor poderá relatar o que aconteceu.

Essa campanha é importante para garantir que não haja compra de votos, durante as eleições muitos candidatos oferecem diversos benefícios, principalmente em comunidades carentes, para tentar atrair o público, mas tipo de esquema é ilegal.

Com informações Tribuna Hoje

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