Posts tagged ‘islâmismo’

06/10/2015

Mulheres cristãs que não negam a fé são estupradas em público pelo Estado Islâmico


cristao na indiaMilitantes do Estado Islâmico (EI) assassinaram 12 cristãos que se recusaram a negar sua fé em Jesus Cristo para seguirem o Islã. Entre os mortos, estava um menino de 12 anos, filho de um líder ministerial, e duas mulheres que foram estupradas em público. Os relatos são do site Gospel Herald.

As execuções aconteceram no dia 28 de agosto, em uma aldeia próxima à Aleppo, na Síria. Na ocasião, os extremistas islâmicos cortaram a ponta dos dedos do garoto, afirmando que só iriam parar se o pai dele voltasse para o Islã, segundo relatos de integrantes do grupo Christian Aid Mission.

“Quando o líder da equipe (pai da criança) se recusou a negar Jesus, os militantes do EI torturaram e espancaram ele e outros dois membros do ministério. Em seguida, os três homens e o menino encontraram a morte na crucificação”, relatou Christian Aid em uma declaração.

Além deles, outros oito membros do ministério, incluindo duas mulheres, foram mortos.

~Antes disso, eles haviam sido levados a um local separado onde foram pressionados a retornar ao Islã. Ao recusar a oferta, as mulheres, com idades entre 29 e 33 anos, “foram estupradas diante da multidão, que foi convocado a assistir a cena. Em seguida, todos os oito foram decapitados.”

Segundo familiares e residentes que assistiram os crimes brutais, os cristãos foram mortos em oração diante dos militantes do Estado Islâmico.

“Alguns moradores disseram que eles estavam orando em nome de Jesus, outros disseram que estavam declarando a Oração do Senhor, e outros disseram que alguns deles levantaram suas cabeças para entregar seus espíritos a Jesus”, disse diretor do ministério Christian Aid. “Uma das mulheres olhou para cima e parecia estar sorrindo quando disse: ‘Jesus!'”.

Os corpos dos mortos ficaram pendurados nas cruzes para exibição. Os doze mártires estão entre milhares de cristãos mortos pelo EI, um grupo muçulmano extremista determinado a “apagar” o cristianismo do Oriente Médio.

Desde que a guerra civil eclodiu em 2011, na Síria, a população cristã despencou em dois terços. No Iraque, a população cristã está à beira da extinção, chegando a abaixo de 200 mil atualmente.

Fonte: Guia-me

06/10/2015

Cristãos são assassinatos enquanto oravam o “Pai Nosso”


perseguicao_religiosaDoze cristãos foram brutalmente executados pelo Estado Islâmico, incluindo um menino de 12 anos, filho de um plantador de igrejas sírio. Segundo relatos os mártires foram fiéis até o fim. Uma das mulheres foi decapitada pelos terroristas e testemunhas dizem que ela morreu sorrindo e a última palavra saída de sua boca foi: “Jesus!”

A missão Christian Aid, que faz trabalho humanitário na região, está divulgando a execução ocorrida em agosto, em uma aldeia na região de Aleppo, na Síria. Seu relatório visa despertar o ocidente para a realidade que as mortes de cristãos não cessaram.

“Em frente a uma pequena multidão, os extremistas islâmicos cortaram as pontas dos dedos do menino, enquanto diziam a seu pai que aquilo só acabaria se ele, o pai, voltasse para o Islã”, afirma o material da Christian Aid.

Os soldados do Estado Islâmico executaram os cristãos de diferentes maneiras, incluindo uma crucificação. Todos os mortos eram ex-muçulmanos convertidos a Cristo. Como se recusaram a negar sua fé, as mulheres, com idades entre 29 e 33 anos, foram estupradas diante da população local. Em seguida, a maioria foi decapitada.

Enquanto esperavam pela execução, estavam de joelhos diante dos militantes islâmicos e começaram a orar em voz alta o “Pai Nosso”. Testemunhas contam que alguns afirmavam estar entregando sua alma para Jesus.  Isso irritou os militantes do EI, que deixaram os corpos dos mortos pendurados em cruzes por dias.oração

O grupo jihadista destruiu quase a totalidade de mosteiros cristãos, bem como todas as Bíblia e documentos que falem sobre a fé cristã.  Estima-se que na Síria, a população cristã hoje é apenas um terço do que era antes da guerra civil iniciada em 2011. No Iraque, a população cristã está à beira da extinção. Existiam cerca de 1,5 milhão em 2003, totalizando menos de 200.000 agora.

A International Christian Concern, grupo que defende os direitos humanos de cristãos, relata que muitas igrejas se tornaram verdadeiros “matadouros”. Durante cerimônias públicas, os cristãos vêm sendo mortos dentro dos templos.

Patrick Sookhdeo, diretor da Barnabas Fund, organização que visa ajudar os cristãos da Síria, acredita que o que o Estado Islâmico está fazendo é pior que o nazismo em matéria de barbárie.

“O que eles estão fazendo é perfeitamente normal, pois defendem a sharia. Eles não veem um problema nisso. Essa justificativa religiosa é que torna isso tão terrível.” Ele conta que não entende como as Nações Unidas se negam a classificar os atos do Estado Islâmico como “genocídio”. Com informações de Gospel Herald

06/10/2015

Jovens enfrentam perseguição na Inglaterra ao deixar o islã


jovens-perseguidosJovens britânicos de famílias muçulmanas estão desistindo do Islã e por isso enfrentam diversos problemas familiares. Os relatos foram feitos à BBC de Londres, onde os jovens afirmam que sofreram perseguições e até ameaça de morte por terem abanando a crença da família.

Um dos relatos é de uma garota de 17 anos que três anos atrás começou a questionar a religião e se rebelou contra o uso de hijab (véu que cobre a cabeça das mulheres muçulmanas). Em seguida a jovem moradora de Lancashire, na Inglaterra, resolveu que não queria mais ser muçulmana e foi ameaçada de morte pelo próprio pai.

A garota precisou chamar a polícia depois de ter apanhado muito e por este motivo seu pai foi condenado por crueldade infantil. Hoje ela está sob a guarda do pai de seu namorado, pois precisou se separar de sua mãe e seus irmãos.

Mas a jovem não está sozinha, uma jovem de 25 anos que mora em South Yorkishire resolveu deixar o islamismo quando estava na faculdade porque descobriu que seus pais haviam arranjado um casamento para ela.

Com medo de ser rejeitada pela família por deixar o Islã, a jovem resolveu não voltar mais para casa. “Eu sei que minha família não iria me machucar, não os meus pais e irmãos”, disse ela que não deixou que outras pessoas da família soubessem de sua decisão. “Meu pai me disse que se as pessoas erradas descobrissem, ele não saberia o que poderia acontecer.”

Através de um fórum on-line outros ex-muçulmanos conversam e falam sobre suas experiências e medos, a jovem de 25 anos participa desses debates e incentiva os participantes a conquistarem a independência financeira antes de contar aos seus pais sobre a decisão.

Os relatos de quem sofre por deixar a religião são impressionantes, há jovens que ouviram de parentes que por conta da sua escolha toda a família foi “manchada” e que seus irmãos e irmãs não poderiam mais se casar.

Outros preferem manter a decisão de não mais seguir a religião em segredo, com medo do que a comunidade em sua volta. “Eu vivia em Bradford e era bem discreta porque lá havia muitos muçulmanos na região. Eu ainda tenho esse medo contido, é difícil de explicar. Você simplesmente quer se manter calado a respeito disso. É mais seguro assim”, disse outro jovem.

Alguns países muçulmanos possuem leis severas que podem condenar à morte quem desiste da religião. A lei da blasfêmia mata muitas pessoas em países como o Paquistão. No Reino Unido não há esse tipo de lei, porém os muçulmanos vivem em comunidades fechadas e esse tipo de notícia pode prejudicar os relacionamentos de toda a família.

“Falei com minha mãe pelo telefone e ela berrou: ‘você não é mais meu filho!’ Aí meu irmão pegou o telefone e a mensagem que eles me passaram era de que eu não pertencia mais à família e, desde então, eu nunca mais pude falar com eles”, diz um jovem paquistanês que se mudou para o Reino Unido para estudar teologia e decidiu que não acreditava mais no Islã.

“Eu pessoalmente concluí que essa fé é extremamente misógina e isso se tornou um ponto de virada claro para mim. Todos os meus amigos muçulmanos ficaram chocados. Inicialmente, eles acharam que eu estava brincando, mas quando perceberam que era sério, eles começaram a me xingar, de uma forma leve no início, mas depois passaram a me atacar, me ameaçar”, revela o paquistanês.

Fonte: Gospel Prime

 

04/10/2015

Cristãos egípcios são ousados e destemidos na evangelização


egitoSer cristão é um grande desafio no Egito. Muitos egípcios foram julgados por serem cristãos e receberam sentenças que estão cumprindo em várias prisões, em todo o país. Esse risco se aplica a todos os que compartilham a mensagem do Evangelho com qualquer muçulmano.

Mas, apesar do risco, todos os que receberam o amor cristão têm sorrisos genuínos, e os corações compassivos, e isto ainda não é proibido pela lei egípcia, segundo eles. “Nós não seremos detidos porque temos a luz de Jesus brilhando sobre nossas vidas. E nós brilhamos em público, o que nos traz uma tremenda oportunidade de viver o verdadeiro evangelho”.

Os jovens egípcios são ousados quando se trata de cristianismo. No mês passado, um grupo de evangelização foi às ruas, segurando banners que continham mensagens de amor, na praça principal de uma cidade, em meio à festa do Ramadan, para felicitar seus vizinhos muçulmanos. Entregaram doces e causaram um verdadeiro impacto.

Entre as frases, lia-se: “Eu sou um cristão e eu amo todos os muçulmanos”. Essa mensagem chocou muitas pessoas, e atraiu o interesse de outras. Muitos não entenderam, mas alguns muçulmanos se aproximaram e apertaram as mãos dos cristãos. Muitas amizades nasceram naquele momento, conforme os relatos dos jovens que disseram que os cristãos devem ser os guardiões da verdadeira esperança da humanidade.

Fonte: Folha Gospel

04/10/2015

Netanyahu cala Assembleia da ONU ao denunciar acordo nuclear com Irã


xbenjamin-netanyahuCerca de 24 horas após o presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, afirmar diante da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas, que pode abandonar os acordos de paz,  quem usou a palavra foi o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu.

Em um discurso considerado histórico, calou durante cerca de 45 segundos os representantes diplomáticos ali reunidos. Netanyahu denunciou o acordo nuclear das potências mundiais com o Irã.

Ele disse que aquele tempo devia servir para que o mundo “pensasse no que fez” em relação às ameaças de Teerã de destruir o Estado judeu. O silêncio do auditório, ironicamente, parece ter falado mais alto.

O premiê afirmou que seu governo “fará de tudo” para defender-se e reiterou que seu país está pronto a retomar “imediatamente” as conversas sobre paz com os palestinos.

“Após 70 anos do assassinato de 6 milhões de judeus, líderes iranianos prometem destruir meu país, matar meu povo. A resposta desta assembleia, de quase todos os governos aqui presentes, foi inexistente. Silêncio total. Silêncio ensurdecedor”, enfatizou.

Deixou ainda uma mensagem aos líderes do Irã: “seu plano para destruir Israel fracassará. E esta é a minha mensagem aos países da ONU: sejam quais forem as resoluções que vocês adotarem neste local, Israel fará todo o possível para defender seu Estado e seu povo”.

Netanyahu lembrou que as Nações Unidas são sempre rápidas em criticar e se postar contra Israel, mas tem falhado em impedir a morte de cerca de 300.000 civis na Síria.

Apesar das dificuldades crescentes nas relações com o governo Obama, o primeiro-ministro israelense tem uma visita agendada na Casa Branca mês que vem. Com informações de Jerusalém Post

Assista:

26/09/2015

300 muçulmanos armados atacam escola para garotos cristãos no Paquistão.


islamismo“É muito triste que os radicais islâmicos atacam cristãos paquistaneses por causa de Charlie Hebdo. Cristãos condenam as caricaturas blasfemas. É uma pena que mesmo depois de 67 anos desde o nascimento do Paquistão, os cristãos ainda não foram considerados cidadãos paquistaneses, mas são vistos como ‘aliados ocidentais'”, Nasir Saeed, diretor da ONG Centro de Assistência Jurídica Assistência e Assentamento, disse à Agência de Notícias Fides.

O ataque ocorreu no Painel de Ensino Médio, na cidade de Bannu, na província de Khyber Pakhtunkhwa. Os estudantes muçulmanos aparentemente foram capazes de saltar as paredes exteriores da escola e abrir as portas antes de atacar os cristãos.

A escola foi fechada por pelo menos dois dias, com as medidas de segurança adicionais que estão sendo consideradas para proteger os alunos.

Na semana passada, multidões de muçulmanos queimaram várias igrejas e casas de pastores em Níger, também em protesto aos desenhos de Charlie Hebdo. Pelo menos 10 pessoas foram mortas nos confrontos. Os pastores na capital Niamey revelaram que quase todo associado com as igrejas foram alvejados.

Marchas também foram realizadas no Paquistão, onde os muçulmanos insistiram em que a liberdade de expressão não dá o direito de desrespeitar a religião.

Os protestos dizem respeito aos desenhos de Maomé publicados por Charlie Hebdo ao longo dos anos, que são considerados ofensivos para muitos muçulmanos em todo o mundo. A revista satírica experimentou um ataque terrorista organizado pela al-Qaeda no início de janeiro, quando 12 pessoas foram mortas a tiros em seus escritórios em Paris. Os dois pistoleiros que executaram o ataque, e mais tarde foram mortos, disseram que eles estavam “vingando” Muhammad.

Os desenhos animados de Charlie Hebdo, muitas vezes tem como alvo os cristãos também, como Igreja Ortodoxa Russa Patriarca Kirill apontou no domingo.

“As caricaturas do Profeta Muhammad são caricaturas infantis em comparação com o que esta publicação permite-se em zombar os sentimentos dos cristãos”, disse Kirill em um sermão.

“Hoje, ao dizer ‘não’ ao terrorismo, assassinatos, violência, nós também dizemos ‘não’ para a inexplicável ação por um determinado grupo de pessoas de ridicularizar os sentimentos religiosos.”

Vários outros líderes cristãos, incluindo o Papa Francis, disseram que é errado ridicularizar a religião de tal forma, ao mesmo tempo, falando contra o terrorismo.

“Você não pode provocar. Você não pode insultar a fé dos outros. Você não pode tirar sarro da fé dos outros”, Francis disse a repórteres após o ataque.

A comunidade minoritária cristã no Paquistão tem sido alvo tanto por leis de blasfêmia do governo no poder, que muitas vezes se concentram em minorias religiosas, mas também por multidões de radicais que buscam fazer justiça com as próprias mãos.

Saeed disse que os cristãos em tais comunidades são frequentemente alvo de ações nos países ocidentais.

“Sempre que incidentes ocorrem em países ocidentais, os paquistaneses fiéis são atacados. Cristãos, que já estão vivendo sob constante medo por suas vidas, tornam-se ainda mais vulneráveis”, disse o diretor da CLAAS. “É dever dos políticos criar um ambiente cultural e uma sociedade em que os cristãos e minorias religiosas se sintam seguros.”

Fonte: Christian Post

22/04/2015

Vídeo do Estado Islâmico mostra execuções de cristãos etíopes


Com 29 minutos, o vídeo, divulgado em sites jihadistas, mostra um grupo de pelo menos 12 homens sendo degolados em uma praiaO grupo radical Estado Islâmico divulgou neste domingo (19) um vídeo que mostra a execução de vários homens, apresentados como cristãos etíopes capturados na Líbia.

Com 29 minutos, o vídeo, divulgado em sites jihadistas, mostra um grupo de pelo menos 12 homens sendo degolados em uma praia e outro grupo, de 16 homens, mortos a tiro em área deserta.

Em fevereiro, o grupo jihadista já tinha divulgado vídeo mostrando a decapitação de 21 homens, a maioria egípcios coptas, em uma praia, numa encenação parecida com a das imagens divulgadas besse domingo.

Um homem vestido de negro aparece falando em inglês sobre a batalha entre “a fé e a blasfêmia”, e os condenados são apresentados como membros “da Igreja etíope inimiga”.

O Estado Islâmico assumiu o controle de parte dos territórios da Síria e do Iraque, onde proclamou um califado e onde tem multiplicado os abusos, utilizando os vídeos como armas de propaganda.

Fonte Verdade Gospel

01/09/2013

Cristãos no Egito estão aterrorizados após ataques a igrejas


Cristãos no Egito estão aterrorizados após ataques a igrejas

Cristãos no Egito estão aterrorizados após ataques a igrejas

Os atacantes começaram a queimar igrejas no país pouco depois da sangrenta expulsão, na quarta-feira, dos seguidores de Mursi que acampavam em duas praças do Cairo, no que parece ser uma represália.

“As pessoas estão mortas de medo, ninguém se atreve a sair de casa”, disse Marco, um engenheiro de 27 anos por telefone à AFP a partir da cidade de Sohag.

O pior é que os atacantes “sabem onde os coptas vivem”, já que, depois de queimar várias igrejas, começaram com as casas.

A União Juvenil Maspero, um movimento da juventude copta, está convencida de que se trata de uma “guerra de represálias” contra a minoria religiosa, que representa 10% da população egípcia.

O grupo acusou os seguidores de Mursi de convertê-los em alvo em resposta ao apoio do Papa dos coptos Tawadros II ao golpe militar que expulsou do poder no dia 3 de julho o líder islamita.

Veja também: Confrontos no Egito causa destruição de igrejas

A Iniciativa Egípcia pelos Direitos Humanos (EIPR), uma ONG local, afirma que na quarta-feira ao menos 25 igrejas foram queimadas, assim como escolas cristãs, lojas e casas nas 27 províncias do país.

O arcebispo caldeu iraquiano, Louis Sako, disse à AFP que uma das igrejas de sua comunidade foi queimada na quarta-feira.

“É um autêntico desastre”, disse antes de advertir que a região é um vulcão perigoso.

Para Marco, os ataques contra as igrejas não são nenhuma surpresa, já que elas já haviam sido alvo em outras ocasiões.

Mas o que mais o impactou foram os incêndios das casas de coptas e os saques de suas lojas.

Os atacantes “gritavam slogans a favor de Mursi e usavam faixas na cabeça com a frase ‘Irmandade Muçulmana’ escrita”, explicou.

A União Juvenil Maspero, que documentou a violência da qual os cristãos foram vítimas durante o ano em que Mursi permaneceu na presidência, também culpa os seguidores do líder deposto pelos ataques.

“Os coptas são alvos de ataques em nove províncias, o que gera medo, perdas e destruição apenas porque são cristãos”, disse o grupo.

Os seguidores de Mursi acusam frequentemente os cristãos de apoiar o presidente Hosni Mubarak, que foi deposto na revolta de 2011. Mas os cristãos também eram vítimas quando Mubarak estava no poder.

Na quinta-feira, o governo interino instalado pelo exército disse que os ataques contra os cristãos egípcios são a “linha vermelha” e afirmou que as autoridades “responderão energicamente” a qualquer provocação.

Pouco depois, o ministro da Defesa, o general Abdel Fatah al-Sissi, chefe das forças armadas que liderou o golpe, afirmou que o exército pagará a reconstrução das igrejas destruídas.

O primeiro-ministro interino, Hazem Beblawi, também anunciou na quinta-feira que se reunirá com o Papa copta para manifestar sua solidariedade.

A agência de notícias estatal Mena informou que 80 partidários de Mursi foram detidos e serão julgados por tribunais militares por sua suposta participação nos incêndios de igrejas na província de Suez na quarta-feira.

A Irmandade Muçulmana não se manifestou a respeito, a não ser para sugerir que as autoridades estão por trás da violência.

“O regime alçado ao poder pelo golpe militar está restaurando a violência sectária, como fizeram quando Mubarak estava a ponto de cair”, disse o porta-voz Gehad el Haddad pelo Twitter.

Ishak Ibrahim, um pesquisador do EIPR sobre assuntos religiosos, disse que o Estado “tem que intervir para proteger a população. São necessárias ações concretas após os grandes discursos”.

Segundo ele, o “discurso do ódio” que existe contra os cristãos em todo o país é mais dos salafistas, dos islamitas mais conservadores, que da Irmandade Muçulmana.

A maioria dos ataques ocorreram fora das grandes cidades, em áreas onde a presença das forças de ordem é mínima.

“Famílias que têm muito medo para sair para comprar comida esperam algo concreto”, disse Karem, outro morador de Sohag.

Informações: AFP

04/12/2012

Revista comenta o crescimento dos evangélicos e critica o evangelismo


Revista comenta o crescimento dos evangélicos e critica o evangelismoA Revista de História da Biblioteca Nacional (RHBN) do mês de dezembro traz uma edição especial de artigos que contam a história da fé evangélica no Brasil.

Os temas abordados nas reportagens falam tanto das primeiras igrejas até os ministérios mais atuais, falando também da atuação política que estes religiosos passaram a ter nas últimas décadas.

“Sem revoluções, imposição ou violência, elas agem pela conversão e crescem sempre de baixo para cima, raramente seduzem as elites nos primeiros encontros, misturam com alguma facilidade a sua fé aos aspectos mais tradicionais das igrejas predominantes, e transformam a religião em uma identidade conquistada e vencedora”, diz trecho do texto.

O artigo postado no site da RHBN fala também sobre a evangelização de missionários brasileiros que levam a mensagem para países da América Latina e da África, citando que a língua facilita este contato, além de traçar dados históricos, a revista também faz críticas e comparam as igrejas atuais com empresas multinacionais.

Ao criticar o evangelismo, o texto diz que a atitude é impulsionada pela “batalha espiritual” que demoniza a pobreza, a violência, a exclusão, o desemprego a solidão e etc. E sobre a chamada Janela 10-40, localização geográfica onde está os países menos evangelizados do mundo, o artigo diz que os “horrores contemporâneos” combatido pelos evangélicos são o islamismo e a as religiões orientais.

Leia o artigo completo:

Colonizado e cristão, miscigenado e avesso a Revoluções, o Brasil evangélico adapta a crença em seus mitos fundadores e difunde um protestantismo que pretende conquistar o mundo.

Ao final dos anos de 1950, Nelson Rodrigues tornou conhecida a expressão “complexo de vira-latas” para falar da suposta inferioridade a que o brasileiro se colocava diante do mundo. Tratava-se, naquela ocasião, de uma crônica sobre futebol, mas funcionaria durante muito tempo como um deboche do atraso brasileiro, o país do eterno futuro, cheio de potencialidades naturais e de “cordialidade”, mas incapaz de resolver seus problemas mais antigos como o analfabetismo e a fome.

Coincidência ou não, entre os anos 50 e 70, a população evangélica daria uma salto de quase 70% em relação ao período anterior, acompanhada pela modernização conservadora durante a ditadura militar, e pela explosão mundial de movimentos sociais em defesa da liberdade de expressão, dos direitos das minorias e da negação da guerra. Um por um, os temas da agenda social brasileira e mundial foram gradualmente incorporados à pregação protestante tradicional: o pastor abre as portas da Igreja como as de sua própria casa, possui a autoridade de um pai ao acolher o cidadão mais desamparado pelo Estado e pela sociedade; oferece-lhe uma família para pertencer, eventualmente emprego e orgulho próprio, e um objetivo de vida, uma missão: mostrar ao mundo o caminho da salvação.

Podia ter dado certo ou não, como ocorre igualmente nos processos históricos e na vida, mas em fins da década de 1980, a redemocratização no Brasil e a vitória do capitalismo no mundo, contribuíram com importantes ferramentas: a legítima liberdade de crença religiosa, o livre acesso aos meios de comunicação e a consolidação do modelo liberal de sociedade de massa: cada um por si e pelos seus.

Contudo, o Espírito Santo, ou para os mais céticos, o senso de realidade e de oportunidade de alguns pastores e igrejas escapou à observação restrita às fronteiras e à conjuntura, e enxergou o impacto da fragmentação global. Conflitos étnicos, desemprego generalizado e a desarticulação da família tradicional não desfrutam mais da opção dos projetos revolucionários, o Estado tornou-se autoridade menos capaz com o aprofundamento da globalização, e a política é hoje um terreno cada vez mais desacreditado pelos jovens. Nascidas no dia a dia da batalha que cada fiel pentecostal trava com a realidade brasileira, explicada pela demonização de seus mais diversos reversos, as igrejas evangélicas oferecem à América Latina, Ásia e África uma nova utopia. Sem revoluções, imposição ou violência, elas agem pela conversão e crescem sempre de baixo para cima, raramente seduzem as elites nos primeiros encontros, misturam com alguma facilidade a sua fé aos aspectos mais tradicionais das igrejas predominantes, e transformam a religião em uma identidade conquistada e vencedora, pois que escolhida para levar a palavra de Deus aos incrédulos.

Na África e na América Latina, as proximidades da língua parecem ajudar no crescimento das igrejas brasileiras, sempre associadas a outros elementos, específicos em cada país. Pesquisadores apontam que nessas regiões os cultos são realizados em proporção de 40% na língua local, e 60% em português, atraindo também os grupos de imigrantes brasileiros.

Na Argentina, é possível que as sucessivas crises econômicas, somadas ao desgaste no orgulho das classes médias, contribuam para uma aceitação das igrejas bem maior do que no Chile, onde o catolicismo ainda é profundamente identificado com uma distinção de classe. Bolívia, Peru e México apresentam um índice de crescimento pentecostal marcadamente entre as populações indígenas, para as quais há um trabalho direcionado por parte de algumas igrejas, e minuciosamente acompanhado pela SEPAL (Servindo aos pastores e líderes), missão internacional que avalia e difunde o crescimento evangélico no Brasil há mais de 30 anos. No site da instituição/Rede é possível ter acesso às chamadas “missões transculturais”, cujos objetivos variam de acordo com as regiões de destino e a formação dos missionários. Estes, são atualmente cerca de 600 e incluem teólogos, professores, antropólogos, administradores, entre muitos outros espalhados por quase 70 países do globo.

A motivação mais comum a levar essas pessoas para lugares tão distantes de suas raízes é a “batalha espiritual”: cada povo não cristão seria vitima de um tipo de demônio como a pobreza, a violência, a exclusão, o neocolonialismo, o desemprego, a solidão, etc. Mas entre os horrores contemporâneos, existe ainda uma hierarquia que alça ao seu topo o islamismo e as religiões orientais. Daí a existência da chamada “Janela 10-40”; segundo a qual a maior concentração de pessoas do globo terrestre que ainda não “encontrou Jesus” localiza-se no retângulo que se estende da África ocidental através da Ásia, entre os graus 10 e 40 a norte do equador, incluindo o bloco muçulmano e o bloco budista, ou seja, bilhões de pessoas à espera da conversão.

Ao que é possível obter de informações nos sites das igrejas como a Universal do Reino de Deus, e em pesquisas acadêmicas variadas, as missões são estudadas com bastante antecedência por uma comissão que visita o país ou região de destino e elabora uma espécie de dossiê avaliando as probabilidades de sucesso, a legislação local, os trâmites relacionados à existência jurídica da Igreja e, sobretudo, a cultura local. Contexto nacional, linguagem apropriada, classes e modos de vida específicos, localização ideal dos templos com vias de acesso e sem concorrências, compra ou preferencialmente o aluguel de um imóvel com as proporções adequadas, arrecadamento estimado dos dízimos… A fé evangélica é também uma empresa de porte multinacional, embora esteja longe de se reduzir a isso.

Movidas especialmente pela adesão global de populações pobres, com baixos graus de instrução, não-brancas, jovens, e mulheres, tudo indica que essas igrejas buscam e produzem fieis cada vez mais diferentes entre si, marcados por histórias nacionais e individuais muito particulares, parecidos com a sociedade em que vivem mas, ao mesmo tempo, sensíveis a um discurso que universaliza sentimentos velhos conhecidos do povo brasileiro.

Desde a síndrome de vira latas criada por Nelson Rodrigues, até a opressão sentida pelas tribos indígenas latino-americanas, agora fortalecidas pelo poder eleitoral dos evangélicos, a exclusão social, no caso dos imigrantes nos Estados Unidos, e a diversidade, marca de nossa identidade histórica e cultural, agora oferecida aos russos, aos chineses, e aos países muçulmanos mais radicais… Não sem algum custo, é claro.

Para conhecer o discurso, o impacto cultural e religioso, e as estratégias utilizadas pelas igrejas evangélicas no Brasil e no mundo, leia o dossiê “Evangélicos, a fé que seduz o Brasil”, capa da Revista de História do mês de dezembro.

Fonte: Gospel Prime

20/11/2012

Pastor preso tem pedido de fiança negado no Paquistão


No Paquistão, a Constituição estabelece o islamismo como a religião do Estado, declarando, também, que as minorias religiosas devem ter condições para professar e praticar sua religião em segurança. Mas mesmo nesta condição um pastor por professar a sua fé em Cristo e pregar o evangelho foi preso. Apesar disso, o governo limita a liberdade religiosa utilizando-se, principalmente, da polêmica lei de blasfêmia.

De acordo com o The Christian Post (CP) paquistanês, quinta-feira (31/10), um pastor, preso por blasfêmia, em Sanghla Hill, província de Punjab, teve seu pedido de liberdade sob fiança negado.

Karama Patras foi detido após a polícia o ter levado em custódia quando um grupo de muçulmanos atacou sua casa.

Patras conduzia uma reunião de oração no lar de uma família cristã quando alguém levantou questões sobre a festa islâmica do sacrifício, Eid-ul-Adha, e o que a carne desse sacrifício significa para os cristãos.

Quando ele respondeu com versículos da Bíblia – trecho de 1 Coríntios 10:28-29 – vizinhos muçulmanos ouviram a discussão e, rapidamente, chamaram outros.

Quando o encontro terminou e Patras já voltava para casa, ele ouviu, através de alto-falantes das mesquitas, imãs apelando a seus colegas muçulmanos para que punissem o pastor por proibir o Eid-ul-Adha aos cristãos.

“O pastor Karama Patras é um blasfemo, infiel, merece ser morto”, escutava-se pelas ruas. Nesse momento, segundo o CP, centenas de islâmicos atacaram a casa de Patras.

Oficiais dirigiram-se até o local e resgataram o pastor da fúria da multidão, que o agredia e destruía sua casa.

Patras foi acusado nos termos do Artigo 295, A- das notórias leis de blasfêmia do Paquistão. Ele é representado por Tahir Naveed, mesmo advogado de defesa do caso de Rimsha Masih. Ore em favor dessa causa, para que a Justiça alcance o pastor e sua fé no Senhor seja honrada.

Fonte: Inforgospel

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