Posts tagged ‘Kit Gay’

08/06/2011

Jean Wyllys irá propor uma moção de aplausos para o pastor Ricardo Gondin


Jean Wyllys irá propor uma moção de aplausos para o pastor Ricardo GondinO deputado Jean Wyllys (PSOL-RJ) escreveu em seu Twitter que irá propor uma moção de aplausos para o pastor Ricardo Gondin.

A conversa surgiu quando ele elogiava o texto do Frei Betto, um representante de Igreja Católica que saiu em defesa dos direitos civis para homossexuais e em defesa do Estado Laico.

Por causa dessa luta em favor do grupo LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais e Travestis), Jean Wyllys estava propondo aprovar na Câmara uma moção de aplausos para o religioso.

Uma de suas seguidoras pediu para ele incluir o pastor da Igreja Betesda nesta moção já que ele vem sofrendo uma série de “retaliações” da comunidade evangélica por também defender a causa LGBT.

Fonte: Gospel Prime

06/06/2011

Parlamentares evangélicos querem que combate a intolerância religiosa esteja novo Kit Gay


O governo estuda ampliar o enfoque do “kit anti-homofobia” e transformá-lo em uma iniciativa de combate a todas as formas de discriminação, disse nesta terça-feira o ministro Fernando Haddad (Educação).

De acordo com o ministro, a medida foi sugerida por parlamentares da Frente da Família, que se preocupariam “com todas as formas de preconceito”, e está sendo avaliada. A produção do kit, destinado a alunos do ensino médio, foi suspensa na semana passada por ordem da presidente Dilma Rousseff, que afirmou que o governo não pode “defender uma opção sexual”.

A nova versão do material, agora, poderá abranger também o combate a outras formas de intolerância, como a religiosa, segundo Haddad. Ele afirmou que já há materiais elaborados pelo MEC (Ministério da Educação) sobre esses outros temas.

Fonte: Folha

05/06/2011

MEC será investigado por desperdício de dinheiro público no Kit Gay


O Tribunal de Contas da União (TCU) informou nesta quarta-feira (1º) que vai cobrar do Ministério da Educação explicações sobre a possibilidade de “desperdício” de recursos públicos na produção dos kits anti-homofobia, que seriam distribuídos em escolas. Na semana passada, a presidente Dilma Rousseff cancelou a produção do material.

A assessoria de imprensa do Ministério da Educação informou que vai aguardar a comunicação oficial do TCU para se pronunciar sobre o assunto.

A investigação foi proposta pelo ministro do TCU José Jorge, responsável pela fiscalização dos gastos do Ministério da Educação, por causa da decisão da presidente de suspender a produção do material, destinado a combater o preconceito contra homossexuais. A alegação da presidente é que o governo não pode interferir na vida privada dos brasileiros.

“[Desperdício] é o que pode ter ocorrido quando o governo desistiu de distribuir os kits às escolas, conforme informações veiculadas pela imprensa. Diante desse quadro, o Tribunal pode e deve agir, cobrando explicações dos responsáveis acerca dos gastos efetuados com a elaboração do material”, afirmou o ministro, durante a sessão desta quarta.

De acordo com a assessoria do TCU, serão pedidas ao Ministério da Educação informações como valor total gasto até o momento e forma de concepção e produção do material.

Jorge deixou claro que o TCU não vai se pronunciar sobre o conteúdo ou a “escolha da política pública”. “O TCU deve passar ao largo do exame da conveniência ou adequabilidade da abordagem adotada pelo Ministério da Educação para orientar educadores e jovens estudantes”, disse o ministro do TCU.

Fonte: G1

30/05/2011

Haddad afirma que o “Kit gay” será reformulado e lançado até fim do ano


Haddad afirma que o “Kit gay” será reformulado e lançado até fim do anoO ministro da Educação, Fernando Haddad, afirmou que kit anti-homofobia será reformulado e enviado a professores da rede pública de ensino até o fim deste ano. O anunciou foi feito aos jornalistas nesta sexta-feira, 27, na cidade de São Paulo.

Nessa data o material já havia sido suspenso pela presidente Dilma Rousseff depois da pressão que a bancada evangélica e católica fizeram no governo, ameaçando até convocar o Ministro da Casa Civil, Antonio Palocci, para depor sobre seu enriquecimento atípico nos últimos quatro anos.

A decisão da presidente é que de agora em diante todo o assunto de ordem comportamental terá que passar por uma análise pela Secretaria-Geral da República.

Mas Haddad já está garantindo que os vídeos do projeto serão refeitos e distribuídos a professores do ensino médio. O ministro disse também que as mudanças no chamado “kit-gay” não vão onerar o estado, uma vez que o convênio firmado entre o MEC e as ONGs responsáveis pelo kit previa a possibilidade de alterações.

“O custo original de 1,8 milhão de reais inclui quantas reformulações forem necessárias.” O kit contém três vídeos e uma cartilha. Até agora, a produção envolveu gastos com pesquisa, produção e gravação dos vídeos, além da realização de seminários para treinamento de cerca de 200 pessoas no final de 2010.

Fonte: Veja

28/05/2011

Bancada evangélica fez o correto ao trocar suspensão do kit gay por omissão no caso Palocci? Opine!


Bancada evangélica fez o correto ao trocar suspensão do kit gay por omissão no caso Palocci? Opine!A tática usada pela Frente Parlamentar Evangélica (FPE) para que o material do Ministério da Educação conhecido com “Kit Gay”  não fosse entregue nas escolas públicas gerou muita polêmica no meio cristão.

As cartilhas e os vídeos que, para muitos, incentivariam os alunos de escolas públicas a serem homossexuais, só foram suspensos pela presidente Dilma Rousseff porque as bancadas evangélica e católica ameaçaram cobrar explicações sobre as movimentações financeiras do ministro da Casa Civil, Antonio Palocci.

O ministro está envolvido em uma investigação financeira, seu patrimônio cresceu cerca de 20 vezes nos últimos quatro anos. Se a presidente não tivesse retirado o kit gay a FPE chamaria Palocci para explicar essa movimentação atípica em suas contas bancárias.

Um dos que se manifestaram sobre esse assunto foi o pastor Marcelo Lemos Gonçalves da Igreja Anglicana Reformada, em seu blog, apesar de comemorar a suspensão do kit do MEC, o pastor não apoiou os meios que os parlamentares evangélicos usaram para conseguir esse feito.

“O Kit não caiu por se provar que o mesmo não cabe em nossa sociedade, mas sim porque a Bancada Evangélica vendeu-se a já famosa corrupção Brasileira,” escreveu o pastor.

O pastor parte daquela premissa de que os fins jamais devem justificar os meios.

“Que vergonha senhores políticos de GEZUIS!(sic) Quer dizer que vão fechar os olhos para a corrupção apenas para aprovar um projeto pessoal? Quer dizer que estão mais preocupados com o tal Kit que com o dinheiro supostamente roubado dos pobres e das viúvas?”

Outro blogueiro que escreveu sobre o assunto foi o assembleiano Gutierres Siqueira, do blog Teologia Pentecostal, ele também não apoia essa “barganha” que fizeram com a presidente.

“Meu Deus! Não se corrige um erro com outro grande erro! Até quando veremos os deputados evangélicos nos levando a vergonha?” escreve.

Na sua opinião, a bancada evangélica fez o correto? Opine!

Fonte: Gospel Prime

27/05/2011

Deputados da frente evangélica e católica pretendem anular decisão do STF sobre união gay


Deputados da frente evangélica e católica pretendem anular decisão do STF sobre união gayDeputados evangélicos e católicos protocolam documento para sustar a decisão do Supremo Tribunal Federal que reconheceu como entidade familiar a união entre pessoas do mesmo sexo.

Os parlamentares se reuniram na noite desta quarta-feira, 25, juntamente com o presidente da Câmara, deputado Marco Maia, para protocolar um Projeto de Decreto Legislativo que tem o objetivo de anular a decisão do STF e todos os atos decorrentes dessa decisão.

O texto do documento declara que o Supremo agiu contra sua principal função que é julgar os casos em cima da Constituição Federal e do Código Civil. Citando trechos dessas cartas os deputados caracterizavam a decisão como inconstitucional e por isso tem que ser suspensa.

O PDL tem cinco páginas e é assinado pelo deputado João Campos, presidente da FPE, que conseguiu o apoio de outros deputados para levar esse projeto à diante.

Clique aqui ter acesso ao documento na íntegra

Fonte: Gospel Prime

26/05/2011

‘Ensino gay’ nas escolas causa reação e professor teme aumento da ‘homofobia’


Ministério Público Federal, invoque o princípio de que o Estado é laico e acabe com o proselitismo religioso nas escolas.

Ministério da Educação prepara ‘kit gay’; Igreja Católica reage e condena decisão do Supremo sobre união homossexual.

O Ministério da Educação (MEC) preparou um material com o ‘tema gay’ – três filmes e um guia de orientação aos professores – para ser distribuído nas escolas de todo o Brasil. O projeto-piloto está sendo analisado pelo MEC e o plano inicial é distribuir 6 mil kits nas escolas públicas do país ainda este ano. O objetivo é levar para o ambiente escolar o tema como forma de reconhecimento da diversidade sexual e enfrentamento do preconceito. Mas a idéia de instituir o ‘ensino gay’ nas escolas está provocando reação em todo o País, começando pela Igreja Católica.

A polêmica proposta já provocou caloradas discussões no Congresso Nacional. O deputado federal Jair Bolsonaro (PP-RJ) acusou o Ministério da Educação e grupos LGBT de “incentivar o homossexualismo” e de tornar “nossos filhos presas fáceis para pedófilos”.

Aqui em Maceió o tema começa a repercutir com fortes reações contrárias ao que alguns chamam de “homossexualização da comunidade estudantil”. Nossa reportagem ouviu dois professores da Escola Estadual Irene Garrido, no Tabuleiro, para saber o que acham da ideia de fragmentar o tema para mostrar, nas escolas, apenas um lado da controversa questão sexual.

O professor de geografia Marcos Damasceno é a favor do combate à homofobia, mas não apóia, nem de longe, a proposta de ensinar o homossexualismo nas escolas. “Eu estou trabalhando com crianças, que ainda estão em formação sexual e a homossexualidade envolve muito mais do que apenas a questão moral”.
Na opinião do professor, o importante é discutir na escola a sexualidade de forma ampla e abrangente porque existe a homossexualidade e também a heterossexualidade. “O ideal é falar sobre sexo amplamente, desde as doenças sexualmente transmissíveis, gravidez na adolescência até os gêneros. Se o tema é fragmentado, a discussão é empobrecida”.

Ele se revelou preocupado com a forma como o tal ‘kit gay’ será implementado na sala de aula. “Que preparação terá o professor e a professora? Que suporte e ferramentas serão usados? Para que depois não venha se fazer apologia de algo que você não segue”.

Damasceno afirmou que o debate sobre o tema tem que acontecer em todos os segmentos sociais porque, não sendo assim, corre-se o risco de reforçar o preconceito e ódio contra homossexuais. E citou um exemplo que testemunhou na sua sala de aula, quando um aluno homossexual sentou na cadeira de um aluno evangélico, que posteriomente se recusou sentar na cadeira onde um homossexual havia sentado. “Ele expressou seu fundamentalismo religioso. Se a gente não discutir e o assunto não for bem trabalhado, vamos viver situações de confronto em sala de aula”.

Assim como Marcos Damasceno, a professora de português Gasparina Cavalcante acredita que discutir a sexualidade de forma ampla é a melhor maneira de orientar os alunos sobre o homossexualismo. “Eu defendo a sexualidade de forma ampla e só o homossexualismo não. Por que chamar tanta atenção para o tema? Se a todo momento aprendemos que não devemos discriminar? Então o ensino tem que ser de forma globalizada”.
De acordo com a professora o homossexualismo dentro das escolas é uma realidade, mas isso não é motivo para que o tema seja aplicado em sala de aula fora de um contexto. “Os jovens encaram a vida como pode tudo e querem experimentar de tudo. E se o tema for recorrente, por conta da curiosidade natural da idade, eles podem sim querer experimentar uma relação com pessoa do mesmo sexo”.

Ela acrescentou que, se o projeto do MEC começar, como está previsto, no segundo semestre de 2011, o que vai acontecer é a supervalorização do tema. “Se passar a dizer que usar droga é bom, é o máximo, então vamos supervalorizar isso, e com a homossexualidade pode ser assim”.

Gasparina afirma que não é contra o homossexualismo. Para ela essa é uma questão de nascença: nasce ou não homossexual. “Agora ser orientado de que a homossexualidade é normal, é natural, isso não vai favorecer? Isso não vai facilitar e induzir o jovem a achar isso natural? É complicado”.

Igreja Católica condena decisão do STF

No início de maio, o Supremo Tribunal Federal reconheceu por unanimidade a relação entre pessoas do mesmo sexo. Agora devem ser aplicadas a esse tipo de relação às mesmas regras da união estável heterossexual, prevista no Código Civil. A Corte não relacionou os direitos que decorrem da decisão. Mas, por analogia, os gays poderão pleitear, por exemplo, a declaração conjunta de Imposto de Renda, pensão em caso de morte ou separação, partilha de bens e herança. A pessoa só precisa comprovar que integra uma “convivência pública, contínua e duradoura”, como diz a lei.

Emanoella Remigio, presidente da Comissão de diversidade sexual da OAB/AL, disse que as uniões homoafetivas são antigas e que já era tempo de efetivar os direitos desses casais. “Essas uniões constituem-se com os mesmos requisitos e as mesmas características da união estável heterossexual, com a única diferença do sexo dos envolvidos. O que não constitui restrição de direito, e nem poderia, nos termos na Constituição Federal de 1988”.
Para ela a decisão do STF foi muito acertada. “O Supremo fez um belíssimo trabalho ao reconhecer a qualidade de entidades familiares para esses casais, mostrando que o Direito está acima de quaisquer preconceitos. Essa não foi uma vitória apenas de um grupo, mas da democracia”.
Segundo a advogada esses são sinais de maturidade de uma sociedade que começa a entender que o povo se faz de maioria e minoria e que o direito de todos precisa ser equilibrado no sistema. “Foi uma decisão histórica e de muita sensibilidade. Isso é verdadeiramente um Estado Democrático de Direito”.

A Igreja Católica, através da CNBB, reagiu de pronto à ideia de ensinar o homossexualismo nas escolas. Aqui em Maceió, o arcebispo dom Antônio Muniz preferiu se situar diante da questão invocando a posição assumida pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) que emitiu nota oficial em que proclama:

“As pessoas que sentem atração sexual exclusiva ou predominante pelo mesmo sexo são merecedoras de respeito e consideração. Repudiamos todo tipo de discriminação e violência que fere sua dignidade de pessoa humana. Tais uniões não podem ser equiparadas à família, que se fundamenta no consentimento matrimonial, na complementaridade e na reciprocidade entre um homem e uma mulher, abertos à procriação e educação dos filhos. Equiparar as uniões entre pessoas do mesmo sexo à família descaracteriza a sua identidade e ameaça a estabilidade da mesma.

É atribuição do Congresso Nacional propor e votar leis, cabendo ao governo garanti-las. Preocupa-nos ver os poderes constituídos ultrapassarem os limites de sua competência, como aconteceu com a recente decisão do Supremo Tribunal Federal. Não é a primeira vez que no Brasil acontecem conflitos dessa natureza que comprometem a ética na política.

A instituição familiar corresponde ao desígnio de Deus e é tão fundamental para a pessoa que o Senhor elevou o Matrimônio à dignidade de Sacramento. Assim, motivados pelo Documento de Aparecida, propomo-nos a renovar o nosso empenho por uma Pastoral Familiar intensa e vigorosa”.

Fonte: Primeira Edição

26/05/2011

Evangélicos ameaçaram convocar Palocci para vetar distribuição do kit gay


Evangélicos ameaçaram convocar Palocci para vetar distribuição do kit gayNa terça-feira, 24, parlamentares das Frentes Evangélica, Católica e da Família se reuniram de forma emergencial para discutir medidas que seriam tomadas para forçar o governo a alterar o material do chamado kit gay elaborado por ONGs a pedido do ministério da Educação.

A reunião foi marcada porque os parlamentares se sentiram desrespeitados pelo ministro Fernando Haddad que mentiu ao dizer-lhes que alteraria o material e depois revelou à imprensa que não mudaria nada, já que as cartilhas e os vídeos que serão distribuídos em 6 mil escolas públicas já estão prontos.

De acordo com o deputado João Campos (PSDB – CE), líder da bancada evangélica, se o governo insistisse em manter o kit, eles bloqueariam a votação na Câmara e apoiariam a convocação do ministro Palocci para dar explicações.

Além dessa convocação ao ministro da Casa Civil os parlamentares cogitavam outras medidas como a saída do Ministro da Educação; a criação de uma CPI para apurar as denuncias de irregularidades no MEC; a obstrução de todas votações do plenário e também a convocação do ministro Fernando Haddad, na comissão de Educação e Cultura, para explicar as cartilhas sobre homofobia.

Essa reunião ganhou grandes proporções no Congresso e o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gilberto Carvalho,  foi ao encontro dos parlamentares para dizer que a Presidente Dilma Rousselff decidiu cancelar a distribuição do kit gay.

Fonte: Gospel Prime

26/05/2011

Dilma suspende ´kit gay` após protesto da bancada evangélica


Dilma suspende ´kit gay` após protesto da bancada evangélicaApós protestos das bancadas religiosas no Congresso, a presidente Dilma Rousseff determinou nesta quarta-feira (25) a suspensão do “kit anti-homofobia”, que estava sendo elaborado pelo Ministério da Educação para distribuição nas escolas, informou o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gilberto Carvalho.

“O governo entendeu que seria prudente não editar esse material que está sendo preparado no MEC. A presidente decidiu, portanto, a suspensão desse material, assim como de um vídeo que foi produzido por uma ONG – não foi produzido pelo MEC – a partir de uma emenda parlamentar enviada ao MEC”, disse o ministro, após reunião com as bancadas evangélica, católica e da família.

Segundo ele, a presidente decidiu ainda que todo material que versar sobre “costumes” terá de passar pelo crivo da coordenação-geral da Presidência e por um amplo debate com a sociedade civil. “O governo se comprometeu daqui para frente que todo material que versará sobre costumes será feito a partir de consultas mais amplas à sociedade”, afirmou.

Segundo o ministro, a determinação do governo não é um “recuo” na política de educacional contrária à homofobia “Não se trata de recuo. Se trata de um processo de consulta que o governo passará a fazer, como faz em outros temas também, porque isso é parte vigente da democracia”, disse.

De acordo com Carvalho, Dilma vai se reunir nesta semana com os ministros da Educação, Fernando Haddad, e da Saúde, Alexandre Padilha, para tratar do material didático.

“A presidenta vai fazer um diálogo com os ministros para que a gente tome todos os devidos cuidados. Em qualquer área do governo estamos demandando que qualquer material editado passe por um crivo de debate e de discussão e da coordenação da Presidência.”

Retaliação suspensa

Diante da decisão de Dilma, o ex-governador do Rio de Janeiro, Anthony Garotinho (PR-RJ), que participou da reunião com Carvalho, afirmou que estão suspensas as medidas anunciadas pelas bancadas religiosas em protesto contra o “kit anti-homofobia”.

Em reunião, os parlamentares haviam decidido colaborar com a convocação do ministro da Casa Civil, Antonio Palocci, para que ele explique sua evolução patrimonial.

O ministro Gilberto Carvalho negou ter pedido que os parlamentares desistissem de trabalhar pela convocação de Palocci diante da decisão da presidente sobre o “kit anti-homofobia”.

“Isso é uma posição deles. Nós falamos para eles que, em função desse diálogo, que eles tomassem as atitudes que eles achassem consequentes com esse diálogo. Eles é que decidiram suspender aquelas histórias que eles estavam falando. Não tem toma lá da cá, não”, afirmou.

Os deputados também ameaçaram obstruir a pauta da Câmara e abrir uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar a contratação pelo MEC da ONG que elaborou a cartilha.

“Ele [Gilberto Carvalho] disse que tem a palavra da presidente da República de que nada do que está no material é de consentimento dela. Mas nós acordamos que ele falará. E nós suspendemos a obstrução e todas as nossas medidas”, afirmou Garotinho.


Fonte: G1

21/05/2011

Colunista da Veja afirma que Ministro da Educação mentiu aos parlamentares evangélicos


Em seu blog no site da Veja, o jornalista Reinaldo Azevedo escreveu um texto desmentindo o ministro da Educação, Fernanda Haddad que esteve essa semana com deputados da Frente Parlamentar Evangélica e também com católicos para explicar o conteúdo do polêmico kit anti-homofobia que será distribuído nas escolas públicas.

O jornalista comemora que até aquele momento nenhum representante brasileiro não-gay havia sido chamado para discutir o assunto. “É a primeira vez que brasileiros não-gays estão sendo chamados a debater o assunto. Até a pouco, a questão estava entregue apenas a ONGs estrangeiras e à militância gay, como se o público-alvo do programa não fosse o conjunto dos estudantes.”

Para Azevedo o MEC tem sim culpa nos folhetos e nos vídeos que vazaram para a imprensa e que chegou às mãos dos parlamentares trazendo indignação aos mais conservadores que prometeram não votar em nenhum dos projetos em pauta no Congresso até que esse material seja recolhido.

“Aos congressistas, assegurou que filmes e cartilhas que circulam por aí ainda não são de responsabilidade do Ministério. (…) Conversa mole, e ele sabe disso muito bem. Pode ainda não ser o produto final, mas tudo foi elaborado sob o comando do governo federal”, escreveu o jornalista.

Lembrando do dia que o material didático contra a homofobia nas escolas foi apresentado, o colunista da Veja comprova que o MEC tinha conhecimento do conteúdo do programa.

O texto publicado na última quinta-feira, 19, também contesta os dizeres de um colunista da Folha de São Paulo que não achou certo o ministro da Educação sentar com os parlamentares que ele chamou ironicamente de “Bancada da Bíblia” para falar de um assunto que o Livro já condena.

Confira o texto na integra aqui.

Fonte: Gospel Prime

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