Posts tagged ‘Leia a Bíblia’

25/02/2011

Qual o tempo certo para o casamento?


O tempo certo para o casamento é diferente para cada pessoa e único em cada situação. Níveis de maturidade e experiência de vida são fatores que variam bastante; algumas pessoas estão prontas para se casar com 18 anos, e outras nunca estão prontas. Quando lemos os classificados e os anúncios: “Divórcio – $199!”, é bem óbvio que a maioria da nossa sociedade não enxerga o casamento como um compromisso para a vida inteira. No entanto, essa é a visão do mundo, que muito frequentemente vai de encontro à visão de Deus (1 Coríntios 3:18).

Um alicerce firme para um casamento ter sucesso é fundamental e deve ser resolvido antes de uma pessoa começar a namorar um possível cônjuge. Nossa caminhada Cristã deve incluir mais do que apenas ir à igreja aos domingos ou fazer parte de um estudo Bíblico. Temos que ter um relacionamento pessoal com Deus que existe apenas quando confiamos e obedecemos a Jesus Cristo. Precisamos nos educar sobre o casamento e procurar obter a visão de Deus sobre o casamento para então podermos nos dedicar totalmente à aventura que é o casamento. É preciso saber o que a Bíblia diz sobre amor, compromisso, relações sexuais, o papel do marido e da esposa e sobre as expectativas que Deus tem de nós antes de nos comprometermos ao casamento. Ter pelo menos um bom casal Cristão como modelo também é importante. Eles podem responder nossas perguntas sobre os fatores que fazem parte de um casamento de sucesso, como eles criam intimidade (além do físico), como sua fé é importante em suas vidas, etc.

Antes de considerar casamento, o casal deve ter certeza de que não estão em jugo desigual, quer dizer, que um é seguidor de Cristo e o outro não. 2 Coríntios 6:14-15 diz: “Não vos ponhais em jugo desigual com os incrédulos; porquanto que sociedade pode haver entre a justiça e a iniqüidade? Ou que comunhão, da luz com as trevas? Que harmonia, entre Cristo e o Maligno? Ou que união, do crente com o incrédulo?” Para um Cristão de livre e espontânea vontade se casar com um incrédulo não só seria um pecado, mas um erro grave pelo qual ele (ela) iria inevitavelmente se arrepender. Cristãos são membros da família de Deus, e incrédulos são inimigos de Deus (Colossenses 1:19-22). Todos nós estamos sob o controle de Deus ou de Satanás, e essas duas forças não podem viver juntas em harmonia (Atos 26:18).

Um futuro casal também precisa ter certeza de que se conhecem bem. Eles devem conhecer a opinião da outra pessoa sobre o casamento, finanças, parentes, como criar filhos, disciplina, tarefas do marido e da esposa, se um ou os dois vão trabalhar fora de casa, assim como o nível de maturidade espiritual do seu possível cônjuge. Muitas pessoas se casam acreditando apenas no que a outra pessoa disse sobre ser um Cristão, apenas para descobrir depois que era tudo uma farsa. Todo casal que está considerando casamento deve fazer parte de aconselhamento pré-nupcial com um conselheiro Cristão ou pastor. Na verdade, muitos pastores não vão executar o casamento a menos que tenham se reunido várias vezes com o casal para aconselhamento.

Casamento é não só um compromisso, mas uma aliança com Deus. É um compromisso de permanecer com a outra pessoa pelo resto de sua vida, quer seu cônjuge seja rico, pobre, saudável, doente, gordo, magro, ou entedioso. Um casamento Cristão deve resistir a todas as circunstâncias, incluindo brigas, raiva, devastação, desastres, depressão, amargura, vícios e solidão. Ninguém deve entrar em um casamento achando que divórcio é uma opção – nem mesmo como o último recurso quando um casal acha que acabou de aguentar a última gota. A Bíblia nos diz que através de Deus, todas as coisas são possíveis (Lucas 18:27), e isso com certeza inclui o casamento. Se o casal faz a decisão no início de honrar seu compromisso e de colocar Deus em primeiro lugar em suas vidas, divórcio não vai ser uma solução inevitável para uma solução miserável.

É importante enfatizar que Deus quer nos dar os desejos de nosso coração, mas isso só é possível se nossos desejos forem iguais aos dEle. Ele tem um plano para cada um de nós, e esse plano pode incluir casamento ou não. Casamento e família são geralmente os próximos passos depois que alguém termina seus estudos e / ou consegue um emprego. Mas Paulo diz em 1 Coríntios 7:7: “Quero que todos os homens sejam tais como também eu sou; no entanto, cada um tem de Deus o seu próprio dom; um, na verdade, de um modo; outro, de outro”. Isso talvez não seja evidente para uma pessoa de primeira. Talvez eles só vão perceber que esse é o plano de Deus para suas vidas depois de anos à procura de um parceiro sem nunca ter encontrado a pessoa certa.

Muitas pessoas se casam porque acham que isso é a coisa certa a fazer. No início do namoro, e até mesmo do casamento, ao ver a outra pessoa, de repente você sente aquele frio na barriga. Romance está no seu auge, e você sabe o que é “estar apaixonado”. Muitos acham que esse sentimento vai durar para sempre. Infelizmente, não é esse o caso. O resultado pode ser decepção ou até divórcio quando esses sentimentos mudam, mas aqueles que estão em casamentos felizes sabem que a alegria de estar com a outra pessoa não tem que acabar. Ao contrário, aquele “frio” abre as portas para um amor mais profundo, um compromisso mais forte, um alicerce mais sólido e uma segurança inquebrável.

A Bíblia deixa bem claro que a definição de amor não depende de sentimentos; isso é evidente quando Deus nos manda amar nossos inimigos (Lucas 6:35). É possível apenas quando deixamos o Espírito Santo trabalhar através de nós, cultivando o fruto da nossa salvação (Gálatas 5:22-23). É uma decisão que temos que fazer diariamente para morrer para nós mesmos e nosso egoísmo, e para deixar que Deus brilhe atravésde nós. 1 Coríntios 13:4-7 nos diz como devemos amar outras pessoas: “O amor é paciente, é benigno; o amor não arde em ciúmes, não se ufana, não se ensoberbece, não se conduz inconvenientemente, não procura os seus interesses, não se exaspera, não se ressente do mal; não se alegra com a injustiça, mas regozija-se com a verdade; tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta”.

Fonte: Got Questions

24/02/2011

É bíblica a infalibilidade papal?


A Igreja Católica Romana ensina que o papa é infalível quando fala de sua posição de autoridade sobre um assunto ou doutrina em particular (falando ex cathedra). Muitos têm um entendimento errôneo da “infalibilidade papal” como indicando que tudo que o papa diz é infalível. Isto não é o que a Igreja Católica Romana quer dizer com “infalibilidade papal”. De acordo com a Igreja Católica Romana, esta infalibilidade do papa, somente quando estiver falando ex cathedra, é parte do magisterium da Igreja Católica Romana, ou “autoridade de ensinar da Igreja”, que Deus deu à “Igreja mãe” para a guiar sem falhas. Esta “autoridade de ensinar da Igreja” é constituída da habilidade infalível de ensinar do papa, a habilidade infalível de ensinar dos concílios da igreja convocados pela autoridade do papa e do magistério ordinário dos bispos (autoridade de ensinar doutrinas religiosas). Este magistério ordinário envolve, entre outras coisas, bispos em vários lugares começando a ensinar as mesmas doutrinas (por exemplo, o ensinamento de que Maria foi concebida sem pecado), e se este ensinamento ganha aceitação através da igreja como um todo, isto indica que o Santo Espírito trabalha através dos bispos e que este ensinamento vem de Deus. O Papa pode, depois, reconhecer tal e proclamar, infalivelmente, que isto vem de Deus e deve ser aceito por todos os católicos romanos.

A questão é se este ensinamento está em concordância com as Escrituras. A Igreja Católica Romana vê o papado e a autoridade infalível de ensinar da “Igreja mãe” como sendo necessária para guiar a Igreja, e usa isto como argumento lógico para a provisão de Deus neste assunto. Mas examinando as Escrituras, acharemos o seguinte:

1) Apesar de Pedro ter sido central na distribuição do Evangelho nos primeiros tempos (parte do significado atrás de Mateus 16:18-19), o ensinamento das Escrituras, visto em contexto, em lugar algum declara que ele, Pedro, estava em autoridade acima dos outros apóstolos ou acima de toda a Igreja (veja Atos 15:1-23; Gálatas 2:1-14; I Pedro 5:1-5). Nem ao menos uma vez sequer, as Escrituras ensinam que o Bispo de Roma deveria ter supremacia sobre a Igreja. Ao contrário, há apenas uma referência nas Escrituras de Pedro escrevendo da “Babilônia”, um nome às vezes aplicado a Roma, encontrado em I Pedro 5:13; basicamente disto e do aumento histórico da influência do Bispo de Roma vem o ensinamento da Igreja Católica Romana sobre a primazia do Bispo de Roma. Entretanto, as Escrituras mostram que a autoridade de Pedro era dividida com outros apóstolos (Efésios 2:19-20) e que a autoridade de “ligar e desligar” a ele atribuída era da mesma forma dividida com as igrejas locais, não apenas seus líderes (veja Mateus 18:15-19; I Coríntios 5:1-13; II Coríntios 13:10; Tito 2:15; 3:10-11). Então, o alicerce para a infalibilidade papal… a existência do próprio papado não tem base nas Escrituras.

2) Em lugar algum as Escrituras afirmam que para manter a igreja livre de erro, a autoridade dos apóstolos foi passada adiante àqueles que eles ordenaram (ensinamento da Igreja Católica Romana chamado “sucessão apostólica”). A sucessão apostólica é uma leitura forçada destes versos que a Igreja Católica Romana usa para apoiar esta doutrina (II Timóteo 2:2; 4:2-5; Tito 1:5; 2:1; 2:15; I Timóteo 5:19-22). Paulo NÃO chama os crentes em várias igrejas para que recebam Tito, Timóteo e outros líderes da igreja baseado na sua autoridade como bispos, mas baseado no fato de serem colaboradores com ele (I Coríntios 16:10; 16:16; II Coríntios 8:23). O que as Escrituras ensinam é que falsos ensinamentos se levantariam mesmo dentre os líderes aceitos pela igreja, e que os cristãos deveriam comparar os ensinamentos destes líderes de igreja com as Escrituras. Só elas são infalíveis, como diz a Bíblia. A Bíblia não ensina que os apóstolos são infalíveis, exceto quando algo por eles escrito é incorporado nas Escrituras (II Timóteo 3:16; II Pedro 1:18-21). Paulo, falando aos líderes da igreja na cidade de Éfeso, faz menção à vinda de falsos mestres, e para lutar contra tal erro ele não recomenda os apóstolos e aqueles que têm autoridade”, mas recomenda “a Deus e à palavra da sua graça…” (Atos 20:28-32).

3) Em nenhum lugar as escrituras dão o ensinamento sobre o “magisterium” ou magistrado dos bispos tratando-o como de igual peso com as Escrituras. O que mostra a história é que quando alguma outra fonte de autoridade é tratada como sendo de igual peso com as Escrituras, a segunda autoridade sempre termina substituindo as Escrituras (o que é o caso com os outros escritos aceitos dos Mórmons e com a revista “ A Sentinela”, publicada pelas Testemunhas de Jeová). Assim também acontece com a Igreja Católica Romana. Repetidamente o Catecismo Católico afirma que muitas de suas doutrinas não são encontradas ou baseadas nas Escrituras (Maria como co-redentora e co-mediadora, sem pecado, concebida sem pecado; sua assunção; orar a santos e venerá-los, assim como suas imagens; etc.). Para os católicos romanos, é a “Igreja mãe” a autoridade final, não as Escrituras, mesmo dizendo eles que o magisterium é “servo das Escrituras”. Mais uma vez, a Bíblia ensina que somente as Escrituras devem ser usadas como padrão para que se separe a verdade da mentira. Em Gálatas 1:8-9, Paulo afirma que não é QUEM ensina, mas O QUE é ensinado que deve ser usado para determinar o que é verdade e o que é engano. E apesar da Igreja Católica Romana continuar a pronunciar maldição de inferno àqueles que rejeitarem a autoridade do papa, as Escrituras reservam esta maldição àqueles que ensinarem um evangelho diferente daquele que já foi dado e registrado no Novo Testamento (Gálatas 1:8-9).

4) Enquanto a Igreja Católica Romana vê a sucessão apostólica e o infalível magisterium da igreja como algo logicamente necessário para Deus guiar a Igreja sem erros, as Escrituras afirmam que Deus providenciou para sua igreja através:

(a) das infalíveis Escrituras (Atos 20:32; II Timóteo 3:15-17; Mateus 5:18; João 10:35; Atos 17:10-12; Isaías 8:20; 40:8; etc.),

(b) o sumo-sacerdócio incessante de Cristo no céu (Hebreus 7:22-28),

(c) a provisão do Espírito Santo, que guiou os apóstolos à verdade após a morte de Cristo (João 16:12-14), que dá o dom aos crentes para a obra no ministério, incluindo o do ensino (Romanos 12:3-8; Efésios 4:11-16) e que usa a Palavra escrita como Seu maior instrumento (Hebreus 4:12; Efésios 6:17).

Resumindo, a Bíblia fala de apenas um guia duradouro, “tangível” e infalível deixado por Deus para Sua igreja. É a Palavra escrita de Deus, não um líder infalível (II Timóteo 3:15-17). E da mesma forma que Ele deu seu Santo Espírito para guiar os homens santos para que escrevessem tais Escrituras (II Pedro 1:19-21), também Ele deu Seu Santo Espírito para que habitasse, enchesse, guiasse e distribuísse dons aos membros da Sua igreja nos dias de hoje, para o propósito de direcioná-la através da correta interpretação da Palavra escrita (I Coríntios 12; 14; Efésios 4:11-16). Que haja facções ou falsos ensinamentos hoje, não deveria ser surpresa, pois a Bíblia também nos alerta de que haveria falsos mestres que “torceriam” o significado da Palavra escrita (II Pedro 3:16) e que estes falsos mestres se levantariam de dentro das igrejas (Atos 20:30). Por isto, os crentes deveriam voltar-se para Deus e para a “palavra de Sua graça” para que fossem guiados (Atos 20:32), determinando a verdade não por QUEM a disse, mas comparando-a com o evangelho já recebido pela igreja primitiva, o evangelho registrado a nós nas Escrituras (Gálatas 1:8-9; veja também Atos 17:11).

23/02/2011

O que diz a Bíblia a respeito de tatuagens e piercings?


A lei do Velho Testamento ordenou aos israelitas: “Pelos mortos não dareis golpes na vossa carne; nem fareis marca alguma sobre vós. Eu sou o Senhor” (Levítico 19:28). Portanto, apesar de não estarem os crentes sob a lei do Velho Testamento nos dias de hoje (Romanos 10:4; Gálatas 3:23-25; Efésios 2:15), o fato de ter havido um uma ordem contra tatuagens deveria nos fazer pensar sobre a questão. O Novo Testamento não faz menção sobre os crentes fazerem ou não tatuagem.

Fonte: GotQuestions

Em relação às tatuagens e piercings, um bom teste é determinar se podemos ou não, com honestidade e sã consciência, pedir a Deus que abençoe e use esta atividade particular para Seus bons propósitos. “Portanto, quer comais quer bebais, ou façais outra qualquer coisa, fazei tudo para glória de Deus” (I Coríntios 10:31). A Bíblia não se coloca condenando tatuagens ou piercings, mas também não nos dá razão alguma para crermos que Deus nos deixaria fazê-los.

Outra questão a considerar é o recato. A Bíblia nos instrui ao recato no vestir (I Timóteo 2:9). Um aspecto do vestir recatadamente é nos certificarmos de que cada parte que precisa ser coberta com roupas está adequadamente vestida. Entretanto, o significado essencial do recato é não chamar atenção para si mesmo. As pessoas que se vestem com recato o fazem de maneira tal que jamais chamam atenção para si mesmas. Tatuagens e piercings, com certeza, são chamativos. Neste sentido, as tatuagens e piercings não são recatados.

Um princípio importante das escrituras a respeito de casos sobre os quais a Bíblia não lida especificamente é que, se há dúvidas se isto agrada ou não a Deus, então é melhor não fazê-lo. “Mas aquele que tem dúvidas, se come está condenado, porque não come por fé; e tudo o que não é de fé é pecado” (Romanos 14:23). Precisamos ter em mente que nossos corpos, assim como nossas almas, foram redimidos e pertencem a Deus. Apesar de não se aplicar diretamente a tatuagens e piercings, I Coríntios 6:19-20 nos dá um princípio: “Ou não sabeis que o vosso corpo é o templo do Espírito Santo, que habita em vós, proveniente de Deus, e que não sois de vós mesmos? Porque fostes comprados por bom preço; glorificai, pois, a Deus no vosso corpo, e no vosso espírito, os quais pertencem a Deus.” Esta grande verdade deve sempre pesar no que fazemos e até onde podemos ir em relação a nossos corpos. Se nossos corpos pertencem a Deus, deveremos sempre nos certificar de que temos Sua clara “permissão” antes de neles deixarmos “marcas” com tatuagens e piercings.

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