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20/11/2012

Pastor preso tem pedido de fiança negado no Paquistão


No Paquistão, a Constituição estabelece o islamismo como a religião do Estado, declarando, também, que as minorias religiosas devem ter condições para professar e praticar sua religião em segurança. Mas mesmo nesta condição um pastor por professar a sua fé em Cristo e pregar o evangelho foi preso. Apesar disso, o governo limita a liberdade religiosa utilizando-se, principalmente, da polêmica lei de blasfêmia.

De acordo com o The Christian Post (CP) paquistanês, quinta-feira (31/10), um pastor, preso por blasfêmia, em Sanghla Hill, província de Punjab, teve seu pedido de liberdade sob fiança negado.

Karama Patras foi detido após a polícia o ter levado em custódia quando um grupo de muçulmanos atacou sua casa.

Patras conduzia uma reunião de oração no lar de uma família cristã quando alguém levantou questões sobre a festa islâmica do sacrifício, Eid-ul-Adha, e o que a carne desse sacrifício significa para os cristãos.

Quando ele respondeu com versículos da Bíblia – trecho de 1 Coríntios 10:28-29 – vizinhos muçulmanos ouviram a discussão e, rapidamente, chamaram outros.

Quando o encontro terminou e Patras já voltava para casa, ele ouviu, através de alto-falantes das mesquitas, imãs apelando a seus colegas muçulmanos para que punissem o pastor por proibir o Eid-ul-Adha aos cristãos.

“O pastor Karama Patras é um blasfemo, infiel, merece ser morto”, escutava-se pelas ruas. Nesse momento, segundo o CP, centenas de islâmicos atacaram a casa de Patras.

Oficiais dirigiram-se até o local e resgataram o pastor da fúria da multidão, que o agredia e destruía sua casa.

Patras foi acusado nos termos do Artigo 295, A- das notórias leis de blasfêmia do Paquistão. Ele é representado por Tahir Naveed, mesmo advogado de defesa do caso de Rimsha Masih. Ore em favor dessa causa, para que a Justiça alcance o pastor e sua fé no Senhor seja honrada.

Fonte: Inforgospel

29/09/2012

No Paquistão, adolescente cristã é declarada inocente


No Paquistão, adolescente cristã é declarada inocenteO caso de Rimsha Masih, a cristã paquistanesa de 14 anos, que enfrentou a prisão por, supostamente , queimar o Alcorão, mas, em seguida, foi declarada “inocente” pela polícia, teve outra reviravolta: surpreendentemente, o caso não foi fechado, ao invés disso, ela será ouvida em um tribunal de menores.

Segunda-feira (24), um tribunal local, ordenou a transferência do caso de Rimsha para o tribunal de menores, de acordo com o advogado da garota, Tahir Naveed Choudhry. A decisão seguiu-se a uma audiência que aconteceu sábado (22), quando a polícia disse que Rimsha era inocente.

Depois de ser acusada por suposta blasfêmia, em 16 de agosto, Rimsha passou três semanas em uma prisão adulta preventiva, na Cadeia de Adiala, em Rawalpindi. Ela tinha sido acusada de queimar páginas do Alcorão (livro sagrado islâmico) e colocá-las em um saco de lixo. Rimsha foi libertada sob fiança, em 8 de setembro, depois que a polícia prendeu o clérigo de uma mesquita próxima, Imam Khalid Jadoon, por denunciá-la falsamente.

O juiz Raja Jawad Abbas do Distrito de Tribunal e Sessões disse: “Nós recebemos o relatório médico que confirma que ela tem 14 anos. Por isso, a investigação deve ser apresentada em um tribunal de menores.” Um relatório médico oficial classificou Rimsha como “ignorante” e com uma idade mental mais jovem do que seus anos de fato. Outros alegaram que ela tem 11 anos e sofre de Síndrome de Down.

Abdul Raheem Rao, advogado que representa  Malik Ammad, vizinho de Rimsha, e que a acusou originalmente, contestou o relatório médico, alegando que o documento estava errado e que Rimsha, na verdade, tem 21 anos de idade. O juiz alertou que ele deveria recorrer ao tribunal de menores, caso quisesse recorrer da decisão de sua libertação. O advogado de acusação também disse que Rimsha havia sido enviada para a Noruega, mas seu advogado, Tahir Naveed Chaudhry, disse que ela ainda está no Paquistão. Sua localização não pode ser divulgada devido a riscos de segurança. Seus pais receberam ameaças de morte.

Rimsha foi convocada a comparecer pessoalmente na próxima audiência do caso, em primeiro de outubro. Ao ser julgada com idade considerada juvenil, Rimsha poderá enfrentar uma pena máxima de sete anos de prisão. Se ela fosse julgada como adulta, poderia ser condenado à prisão perpétua.

Rimsha é declarada inocente

Um investigador de polícia disse sábado (22), no tribunal, em Islamabad, que não há nenhuma evidência de que Rimsha Masih tenha profanado o Alcorão.

Munir Hussain Jaffri comentou ainda que é possível que o Imam Khalid Jadoon tenha adulterado provas, colocando páginas do Alcorão em uma bolsa que Rimsha carregava. A polícia declarou que o clérigo deve enfrentar o julgamento em seu lugar.

Jaffri havia dito anteriormente que três testemunhas viram o clérigo acrescentando as páginas com versos do Alcorão às cinzas de Malik Ammad; entregue como prova contra Rimsha. Os três exortaram o líder muçulmano a não interferir e depositar os documentos, mas ele lhes disse: “Vocês sabem que esta é a única forma de expulsar os cristãos da área.” Mais de 600 cristãos fugiram do bairro após a detenção.

Mais uma vez, a polícia levou  Rimsha ao tribunal em um helicóptero e depois a encaminhou de volta para um local desconhecido.


Fonte: Portas Abertas

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