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27/12/2011

Onde Jesus Cristo realmente nasceu?


Onde Jesus Cristo realmente nasceu?

Todos os anos muitos cristãos de todo o mundo visitam Israel e querem conhecer o local onde Jesus Cristo nasceu. Em geral eles visitam a Igreja da Natividade, o local tradicionalmente apontado como o local do nascimento. Mas nem todos concordam com isso.

“A Igreja da Natividade foi construída em 326, quando o imperador Constantino decidiu que o cristianismo seria a religião oficial do Império Romano”, explica o professor Qustandi Shomali, da Bethlehem University. “É o lugar onde o cristianismo começou.”

Dentro da igreja, as colunas originais do século 4 ainda estão de pé. Conta-se que foi a rainha Helena, mãe de Constantino, que mandou construir a igreja. ”Os indícios que seja este o local  onde Jesus nasceu remontam a meados do primeiro século,” disse Shomali.

No primeiro século, o imperador romano Adriano destruiu Belém. Depois de ter destruído a cidade, mandou construiu um templo e plantou um bosque sobre o local onde os peregrinos cristãos vinham para homenagear o lugar onde Jesus nasceu. “Na verdade, este templo em vez de destruir, preservou o lugar”, acrescentou Shomali.

O historiador Jerônimo escreveu em 396 d.C, “Mesmo aqueles que são estranhos à fé sabem que dentro daquela gruta nasceu o rei que é adorado e glorificado pelos cristãos.”

A entrada principal da Igreja da Natividade é chamada de Porta da Humildade, pois todos precisam se curvar para passar por ela. Foi originalmente construída pelos cruzados e alterada pelos otomanos, a fim de manter cavaleiros montados fora da igreja.

No lugar central dentro da gruta, uma estrela marca o local exato onde Cristo teria nascido. Os peregrinos costumam tocar a estrela e registrar em fotos o momento em que veem o local do nascimento de Jesus. Para muitos, é uma profunda experiência emocional e espiritual.

Outro evento registrado na Bíblia aconteceu depois que Jesus nasceu. Shomali fala sobre um aspecto pouco conhecido da Igreja da Natividade.

“Este é o lugar onde temos o túmulo dos filhos inocentes”, disse o professor. ”Herodes matou cerca de 6.000 crianças nessa região a fim de tentar eliminar Jesus, pois ele não queria um novo rei para substituí-lo.” Abaixo da igreja estão os ossos de algumas das crianças que teriam sido mortas por ordem de Herodes.

Mas os milhares de peregrinos que visitaram Belém todos estes anos foram ao lugar errado?

O arqueólogo israelense Aviram Oshri acredita que o nascimento foi numa cidade chamada Belém mais ao norte, perto de Nazaré, onde Jesus passou a infância.

Sua tese que questiona uma das mais antigas tradições cristã baseia-se em dados históricos, citações do Antigo e Novo Testamentos e mais de dez anos de escavações.

Oshri está convicto de que Jesus nasceu em Belém da Galileia, e não em Belém da Judeia, como é chamada pelos arqueólogos a cidade na Cisjordânia que atualmente faz parte da Autoridade Nacional Palestina.

O Evangelho de Mateus narra que Maria viajou em um burro de Nazaré, na Galileia, até Belém, onde Jesus nasceu. A distância de quase 100 km entre as cidades era enorme para a época.

“Se ela percorresse mesmo essa distância teria dado à luz muito antes. Faz muito mais sentido que a Belém do nascimento seja a da Galileia, que fica a apenas 7 km de Nazaré”, garante o arqueólogo.

Sua tese não é original. Ao longo da história muitos estudiosos questionam o local. Mas Oshri diz ter reunido indícios arqueológicos para provar esse “erro histórico”. Um de seus  argumentos mais contundente é que em Belém da Judeia jamais foram encontrados sinais da Roma antiga.

Porém, em Belém da Galileia, Oshri achou diversos vestígios de atividade humana da época de Jesus. Entre eles, há restos de uma muralha que foi construída para proteger a recém-criada comunidade cristã.

Historiadores sugerem que os autores do Evangelho trocaram propositalmente as Beléns para associar Jesus ao rei Davi, que era da Judeia. Cristo era seu descendente, segundo as Escrituras.

Até 1948, Belém da Galileia foi habitada por uma comunidade do grupo religioso alemão dos templários. Após o estabelecimento do Estado de Israel, a aldeia tornou-se uma comunidade agrícola. Com cerca de 800 habitantes, hoje mais parece um condomínio de alta classe. São raros os vestígios de atividade arqueológica.

Em 2005, após divulgar sua tese, Oshri foi rebaixado de posto na Autoridade de Antiguidades de Israel. Ele busca financiamento para continuar as escavações e conseguir provar seu argumento.

Yossi Yeger, dono de um hotel em Belém da Galileia, diz que o boicote a Oshri faz parte de uma série de conspirações ao longo da história. “Se José nasceu em Nazaré e Maria em Belém, a 100 km de distância, como eles se conheceram, pelo Facebook?”, ironiza.

Com informações Folha e CBN

20/02/2011

Lugar do nascimento de Jesus pode virar Patrimônio da Humanidade


Lugar do nascimento de Jesus pode virar Patrimônio da Humanidade O Centro histórico de Belém, o Caminho da Peregrinação e a Basílica da Natividade, construída no local onde Jesus nasceu, poderão ser em breve reconhecidos como Patrimônio da Humanidade.

A cidade palestina, que a cada ano recebe milhares de peregrinos que desejam conhecer onde viveu o Messias, apresentou sua candidatura para ser incorporada à lista da Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (Unesco) e reforçar a proteção de um lugar sagrado para grande parte da Humanidade.

Hamdan Taha, vice-ministro de Turismo e Antiguidades da Autoridade Nacional Palestina (ANP), explicou que esse reconhecimento internacional reflete o quanto “Belém é um lugar de importância inquestionável” e que tal ato beneficiará a conservação da cidade.

Dentro da Basílica encontra-se uma gruta na qual o lugar do nascimento de Cristo está marcado por uma cruz de 14 pontas.

Sua história se remonta no século IV, quando Helena, mãe do imperador romano Constantino, fez uma peregrinação à região e identificou o lugar no qual, conforme a Bíblia relata, Maria “deu à luz a seu filho primogênito, e envolveu-o em panos,  deitou-o numa manjedoura, porque não havia lugar para eles na estalagem”, Lc 2.7.

Constantino ordenou ao bispo Makarios de Jerusalém no ano 325 a edificação de uma igreja, muito pequena, com uma planta octogonal diretamente sobre a gruta, que foi incendiada e destruída quase totalmente na revolta samaritana do ano 529 e reconstruída com sua atual estrutura 36 anos depois pelo imperador Justiniano I.

Ao longo de sua longa trajetória, a Basílica sofreu diversos danos e uma deterioração geral que alertou sobre a importância de frear este processo e fez com que em 2008 o Fundo Mundial de Monumentos a incluísse em sua lista dos 100 lugares em maior perigo.

Restauradores especialistas estudam atualmente as renovações necessárias e preparam um projeto para realizar a maior restauração de sua história, que apresentarão no dia 25 de março.

“O relatório analisará o estado de todos os elementos, tanto os estruturais (teto, colunas, muros) como os decorativos (pinturas e mosaicos)”, explicou o engenheiro chefe do projeto, Issa Murra.

A principal preocupação é o teto de madeira, em estado precário há 200 anos.

Embora ainda não se conheçam os detalhes do projeto restaurador, se sabe que sua fase inicial terá um custo de US$ 1 milhão, que serão recolhidos em todo o planeta.

A candidatura é a primeira deste tipo que prepara a ANP, já que até o momento a única cidade palestina reconhecida como Patrimônio da Humanidade pela Unesco é a cidade de Jerusalém, ocupada por Israel e que obteve essa denominação em 1981.

Os palestinos já anunciaram que, após Belém, proporão uma distinção igual para outras cidades históricas, como Jericó, Hebron, Nablus e Sebastia.

Fonte: EFE/ CPAD News

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