Posts tagged ‘paganismo’

09/04/2012

Bento XVI denuncia situação ‘dramática’ da Igreja e critica desobediência


Papa Bento XVI criticou, nesta quinta-feira, grupo de padres europeus e também reiterou o ‘não’ ao sacerdócio feminino.

O papa Bento XVI declarou nesta quinta-feira, 5, que a situação atual da Igreja Católica é muitas vezes “dramática”, reiterou o “não” ao sacerdócio feminino e denunciou a “desobediência organizada” defendida por um grupo de padres europeus e o “analfabetismo religioso” da sociedade.

Perante mais de dez mil pessoas, 1.600 delas religiosos, o pontífice oficiou na basílica de São Pedro, no Vaticano, a Missa Crismal, que abre o Tríduo Pascal (o conjunto de três celebrações do Cristianismo na Semana Santa).

A missa de ontem celebra a Quinta-Feira Santa, dia em que se lembra a instituição do sacramento por Jesus Cristo durante a Última Ceia. Assim, dirigindo-se aos sacerdotes, o papa lembrou o momento da ordenação sacerdotal e perguntou se eles “são homens que agem partindo de Deus e em comunhão com Jesus Cristo” e se suas vidas correspondem com essa consagração.

Bento XVI disse ainda que o sacerdócio exige renúncias, servir ao próximo e ser fiel a Cristo.

O papa também denunciou o recente documento publicado por um grupo de sacerdotes europeus que “apela à desobediência”. O papa se referia aos 300 párocos austríacos que organizaram, pela internet, a iniciativa “Um chamado à desobediência”, por meio da qual exigem reformas como o sacerdócio feminino e o de homens casados.

O pontífice, de quase 85 anos, declarou que esses padres invocam a desobediência na esperança de renovar a Igreja. “Mas a desobediência é um caminho para renovar a Igreja?”, indagou o papa na missa. Bento XVI aproveitou para destacar que Cristo se preocupava com a verdadeira obediência, frente ao arbítrio do homem.

Bento XVI também recomendou aos sacerdotes mais estudo, ressaltando que existe “um analfabetismo religioso que se divulga na sociedade”. “Os elementos fundamentais da fé, que antes qualquer criança sabia, são cada vez menos conhecidos”, denunciou o papa.

Durante a missa, os sacerdotes renovaram as promessas de pobreza, castidade e obediência, e Bento XVI abençoou o óleo dos catecúmenos, o dos doentes e o crisma (óleo e bálsamos misturados), que lhe foram apresentados em três grandes jarras de prata.

Os óleos bentos na Quinta-Feira Santa pelos bispos serão utilizados para ungir os que são batizados e os que são confirmados para a ordenação sacerdotal. Esse rito é celebrado em todas as catedrais do mundo.

Na tarde desta Quinta-Feira Santa o papa seguiu para a Basílica de São João de Latrão, a catedral de Roma, para celebrar a missa da Última Ceia, na qual tradicionalmente lava os pés de doze presbíteros.

Fonte: Estadão

08/04/2012

Filipinos comemoram a Sexta-Feira Santa com violentas crucificações


Os fanáticos católicos filipinos protagonizaram nesta Sexta-feira Santa uma série de exibições de delírio religioso no dia em que o mundo cristão recorda a crucificação de Jesus Cristo.

As violentas crucificações são malvistas pela hierarquia da Igreja católica, mas acabaram se convertendo numa mórbida atração turística.

O curandeiro Arturo Bating, de 44 anos, estendeu seus braços e manteve uma calma estoica enquanto seus vizinhos o levantavam numa cruz de madeira sobre um montículo de areia e depois cravavam pregos de 10 centímetros em suas mãos.

“Esta é uma promessa que fiz a Deus para que ele proteja minha família das enfermidades”, declarou à AFP o penitente, vestido com uma bata branca, ao término de sua provação que durou vários minutos e foi acompanhada por dezenas de pessoas.

“Foi um pouco doloroso, mas suportável”, acrescentou Bating, que se submeteu ao suplício pela primeira vez, mas tem a intenção de repeti-lo todos os anos.

Outros dois devotos foram imediatamente pregados na cruz na aldeia de San Juan, periferia da cidade de San Fernando (norte).

Alex Laranang, de 57 anos, declarou à AFP que se faz crucificar todos os anos durante os 12 últimos anos.

Como Bating, afirmou que a dor física era um inconveniente menor.

“Quase não senti dor. Os nervos estavam mortos”, afirmou.

“Depois disso, vou para minha casa, comer e dormir. Dois dias depois, volto para o trabalho”, acrescentou.

Na vizinha aldeia de San Pedro Cutud, os dirigentes locais disseram que cerca de 20 penitentes seriam crucificados durante o dia.

Uma mulher e quatro homens, incluindo dois que passariam pela experiência pela primeira vez, também se dispunha a ser crucificados nesta sexta-feira, na cidade de Paombong, norte de Manila, segundo um funcionário da prefeitura, Reynaldo Sulit.

O arcebispo José Palma, presidente da Conferência de Bispos Católicos das Filipinas, disse, o início da semana, que apesar de a Igreja católica não incentivar esta forma extrema de adoração, também não recrimina os que a praticam.

“Nós não julgamos nem condenamos, mas não incentivamos esta prática”, afirmou monsenhor Palma à rádio católica Veritas.

A crucificação é a forma mais macabra, porém não a única, de extrema penitência praticada nas Filipinas, o país mais católico da Ásia, onde esta Igreja tem 75 milhões de fieis.

Muitos filipinos realizam atos de piedade mais práticos, como visitar várias igrejas a pé para orar durante a Quinta e a Sexta-feira Santa.

No entanto, dezenas de homens católicos descalços e usando capuzes negros se chicoteiam com um bambu nas costas até sangrar percorrendo as ruas das cidades.

Em Paombong, cerca de mil espectadores esperavam pacientemente para ver as crucificações sob um ardente sol tropical.

“Aqui as pessoas seguem suas crenças. Não devemos criticá-las”, afirmou Sulit, um funcionário local que supervisiona a cerimônia em nome do governo municipal.

Camilla Kozinska, uma fotógrafa independente polonesa, disse se sentir fascinada e repugnada, ao mesmo tempo, ao assistir as crucificações junto a 3 mil espectadores filipinos e estrangeiros.

“É sangue demais”, declarou a católica de 29 anos à AFP. “É uma experiência nova para mim”.

Fonte: AFP

08/04/2012

Evangélicos podem comer ovos de Páscoa?


Na Páscoa, milhares celebram o momento religioso com ovos de chocolate, muitos se perguntam se comer os simbólicos ovos de chocolate não desvirtua o real sentido do evento.

O motivo é que a data nada tem a ver com ovos, sendo uma festa judaica e lembrada pelos cristãos como o tempo em que Jesus morreu na cruz e depois ressuscitou.

Assim surge a pergunta: Os evangélicos comem ovos de Páscoa?

Para entender o assunto, e responder a questão, o escritor, conferencista e Chanceler da Universidade Presbiteriana Mackenzie, rev. Augustus Nicodemus explica em um artigo em seu blog, sobre o significado da Páscoa e a importância do evento para os cristãos.

Segundo Nicodemus, a Páscoa é uma festa judaica que se refere ao episódio da Décima Praga narrado no Antigo Testamento.

Neste dia, ele explica, o anjo da morte “passou por cima” das casas dos judeus no Egito e não entrou em nenhuma delas para matar os primogênitos. Depois disso, os israelitas saíram do Egito, livres da escravidão de 400 anos e o dia foi instituído como festa da “páscoa” por Moisés.

A festa, tornou-se a mais importante festa anual dos judeus, quando sacrificava-se um cordeiro que era comido com ervas amargas e pães sem fermento.

Segundo o reverendo, Jesus Cristo foi traído, preso e morto durante a celebração em Jerusalém, tendo sua morte ocorrida numa sexta, e sua ressurreição num domingo.

Na quinta-feira, Jesus determinou aos seus discípulos que comessem pão e tomassem vinho em memória dele. “Estes elementos simbolizavam seu corpo e seu sangue que seriam dados pelos pecados de muitos – uma referência antecipada à sua morte na cruz”.

Nicodemus esclarece, assim, que a Páscoa não é celebrada pelos cristãos, pois é uma festa judaica. É um momento em que se lembra o sacrifício de Jesus, e se come pão e vinho em memória dele.

“E isto não somente nesta época do ano, mas durante o ano todo”, faz ele a ressalva.

Para concluir, ele afirma que coelhos, ovos e outros apetrechos populares que foram acrescentados ao evento, nada têm a ver com o significado da Páscoa judaica e nem da ceia do Senhor celebrada pelos cristãos.

O que fazer então com a Páscoa, bem como as crendices acrescentadas a ela? O teólogo deixa sugestões:

(1) rejeitá-las completamente, por causa dos erros, equívocos, superstições e mercantilismo que contaminaram a ocasião;
(2) aceitá-las normalmente como parte da cultura brasileira;
(3) usar a ocasião para redimir o verdadeiro sentido da Páscoa.

Fonte: The Christian Post

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