Posts tagged ‘Palestina’

12/07/2011

Cristãos apoiam fim de conflito entre Israel e Palestina


Os líderes religiosos protestantes e cristãos pediram ao presidente Obama que tome “medidas ousadas” para estabelecer a paz em Israel e na Palestina.

Em uma carta redigida por “Igrejas para a Paz do Oriente Médio”, feita essa semana, o presidente foi chamado a ter uma posição clara e corajosa na Assembleia Geral das Nações Unidas.

A carta diz que Obama deve fazer uma declaração que aborde todas as questões que envolvem esse conflito, incluindo a questão de Jerusalém, com soluções justas para os refugiados e acesso assegurado para todas as crenças a seus lugares sagrados.

Em um comunicado, a NCC disse: “A carta ao presidente vem em um momento em que o caminho para a paz está cheio de obstáculos e os líderes israelitas e palestinos entendem os desafios que estão enfrentando no âmbito político.”

A carta a Obama diz que “o tempo não está do lado da paz”, e os líderes solicitam que a questão seja priorizada pelo presidente. A carta foi assinada por líderes religiosos de todas as igrejas cristãs.

O presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, disse em um discurso ao parlamento holandês, em Haia, que o povo palestino reconhece o direito de Israel de existir. Segundo o Jerusalem Post, Abbas acrescentou que esperava que o governo israelense respondesse aos seus comentários.

A WAFA, agência palestina de notícias, informou que Abbas disse: “Nosso principal objetivo são as negociações de paz com o lado israelense e espero que os Estados Unidos, a União Europeia e a Federação Russa tenham sucesso em seus esforços para retomar as negociações de paz.”

Sobre o progresso, nas últimas semanas tem sido feito um acordo de reconciliação entre as autoridades palestinas e o Hamas.

Fonte: CPADNews

06/12/2010

Israel lamenta reconhecimento do Estado palestino pelo Brasil


Em nota, governo expressou ‘decepção’ com decisão do presidente Lula. Reconhecimento atendeu a pedido do presidente da Autoridade palestina.

Israel lamentou neste sábado (4) a decisão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de reconhecer o Estado palestino de acordo com as fronteiras de 1967.

“Israel lamenta e expressa sua decepção depois da decisão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva adotada um mês antes de passar o poder para a presidente eleita Dilma Rousseff”, indica um comunicado do ministério israelense de Relações Exteriores.

Segundo a nota publicada na sexta-feira pelo ministério brasileiro das Relações Exteriores, o reconhecimento de um Estado palestino responde a um pedido pessoal feito pelo presidente da Autoridade palestina, Mahmoud Abbas, a Lula, em 24 de novembro passado.

“Por considerar que o pedido apresentado por sua Excelência é justo e coerente com os princípios defendidos pelo Brasil para a questão palestina, o Brasil, por meio desta carta, reconhece o Estado Palestino nas fronteiras de 1967″, diz o texto.

No comunicado, Lula reitera a necessidade de tornar realidade “a legítima aspiração do povo palestino a um Estado unido, seguro, democrático e economicamente viável, coexistindo em paz com Israel”.

Uma nota oficial da chancelaria brasileira também recordou que, desde 1998, a representação da Delegação Especial Palestina em Brasília goza de tratamento “equiparado aos de uma embaixada, para todos os efeitos”.

O ministério israelense das Relações Exteriores reagiu dizendo que a decisão do governo brasileiro “constitui uma violação dos acordos interinos assinados entre Israel e a Autoridade palestina e que estipulam que o tema do futuro da Cisjordânia e da Faixa de Gaza será discutido e definido mediante negociações”.

Os legisladores americanos também criticaram na sexta-feira a decisão do Brasil de reconhecer o Estado palestino com as fronteiras de 1967, afirmando que é “extremamente imprudente” e “lamentável”.

A decisão brasileira “é lamentável e só vai prejudicar um pouco mais a paz e a segurança no Oriente Médio”, afirmou Ileana Ros-Lehtinen, que lidera os republicanos na comissão de Assuntos Externos da Câmara de Representantes.

Ros-Lehtinen disse ainda que “as nações responsáveis” devem esperar para dar esse passo até o retorno de palestinos às negociações diretas com Israel.

A comunidade internacional apoia as demandas palestinas por um Estado em praticamente toda a Faixa de Gaza, a Cisjordânia e Jerusalém oriental, todos os territórios ocupados por Israel em 1967, na Guerra dos Seis Dias.

Mas os Estados Unidos e a maioria dos governos ocidentais são reticentes em reconhecer um Estado palestino, afirmando que isso deve ser alcançado através de uma negociação de paz com Israel.

A postura do Brasil também gerou a ira do legislador democrata Eliot Engel, que a classificou de “extremamente imprudente”, acrescentando que significava “o último suspiro de uma política externa (brasileira) que se isolou muito sob o governo de Lula”.

Engel citou as atitudes de Lula de “mimar” o presidente iraniano, Mahmud Ahmadinejad, e advertiu que o Brasil “quer se estabelecer como uma voz no mundo, mas está fazendo as escolhas erradas”.

“Só podemos esperar que a nova liderança que vem para o Brasil mude o curso e entenda que este não é o caminho para ganhar a preferência como uma potência emergente, ou para se tornar um membro permanente do Conselho de Segurança das Nações Unidas”.

“O Brasil está enviando uma mensagem aos palestinos de que eles não precisam fazer a paz para obter o reconhecimento como um Estado soberano”, disse Engel.

Ele acrescentou que deu “um forte apoio ao Brasil como uma democracia dinâmica e diversificada, que um dia terá seu lugar ao lado as principais nações do mundo”.

Fonte: O Verbo / G1

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