Posts tagged ‘Portas Abertas Internacional’

29/11/2012

MUDANÇA NO COMANDO EXECUTIVO DA PORTAS ABERTAS BRASIL


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Foi Comunicado o desligamento do pr. Carlos Alfredo de Sousa do cargo de secretário geral da Portas Abertas Brasil, na presente data. As razões da mudança são de ordem estratégica, nada havendo que desabone o pr. Carlos Alfredo. Deixamos aqui registrado nosso agradecimento por sua contribuição ao ministério e, ao mesmo tempo, desejamos as bênçãos do Senhor em sua nova etapa de vida.

O irmão Marco Aurélio de Alexandria Cruz assumirá o cargo de secretário geral da Portas Abertas Brasil em 3 de janeiro de 2013. Marco Aurélio é graduado em engenharia mecânica, possui pós-graduação em Gestão e Planejamento Estratégico. Atualmente é mestrando em Divindade no Seminário Teológico Servo de Cristo, em São Paulo, capital. Entre 1998 e 2008, integrou os quadros da Volkswagen, tendo, por 2 anos, exercido posição de liderança na filial chinesa da empresa situada em Xangai. De 2008 até o momento, vinha atuando como gestor executivo na Igreja Batista do Morumbi, também na cidade de São Paulo.

Nesse breve período de transição, o irmão Kalil Paiva D’Almeida, gerente administrativo da Missão, assumirá interinamente o comando do escritório, sob supervisão direta do conselho.

Manifestamos nosso total apoio a Marco Aurélio e oramos a fim de que ele e a equipe da Portas Abertas Brasil reforcem seu compromisso em servir os cristãos que são perseguidos por causa do nome do Senhor Jesus.

São Paulo, 28 de novembro de 2012

Aguinaldo Cavalcante Cajaíba
Presidente do Conselho de Administração da Portas Abertas Brasil

Informação Portas Abertas

07/10/2012

Quando Deus intervém, o milagre acontece


Quando Deus intervém, o milagre aconteceSer cristão no Uzbequistão não é fácil. A perseguição já atingiu níveis bastante graves; se pegos com uma Bíblia ou outros materiais cristãos, irmãos são presos, torturados e até mortos. Pela graça do Senhor, porém, a Portas Abertas tem recebido testemunhos de gratidão a Deus. Conheça um deles:

Em maio desse ano, a Portas Abertas publicou notícia de que a cristã Lena, de 60 anos, e seus parentes Ayoub e Latife tiveram problemas no Uzbequistão quando oficiais encontraram materiais cristãos na casa do pai de Ayoub.  A polícia o prendeu, assim como o irmão de Ayoub, e levou Lena para a delegacia, onde todos foram interrogados.  Depois disso, policiais saíram à procura de Ayoub, para prendê-lo também.

A tensão e o estresse dos encaminhamentos jurídicos do caso afetaram seriamente a saúde de Lena. Correram o mundo, diversos pedidos de oração por Ayoub, Latife e Lena, por todas estas dificuldades que eles enfrentaram. Pedidos de intercessão pelo advogado dos cristãos; sabedoria, saúde e força para a família e intervenção de Deus sobre o caso.

Ayoub recentemente enviou uma nota à Portas Abertas, com ótimas notícias:

“Em primeiro lugar, eu gostaria de expressar nossa gratidão a todos aqueles que oraram por nós durante este tempo de perseguições graves. Gostaria de compartilhar a boa notícia com vocês: Deus ouviu nossas orações!

Durante o primeiro processo que enfrentamos fomos multados por nossas atividades e tivemos de pagar cinco salários mínimos, o que equivale a cerca de 160 dólares americanos. Preocupamo-nos com o segundo processo judicial porque este seria baseado no direito penal e, portanto, muito mais grave e difícil para nós.

Nós ficamos totalmente maravilhados com a intervenção do Senhor, quando ouvimos que o segundo processo judicial tinha sido cancelado. Deus tinha amolecido o coração das pessoas que estavam no comando do nosso caso e, por algum motivo, eles decidiram encerrá-lo. Um dos parentes dos oficiais ficou gravemente doente, o que retardou significativamente o processo. Esse foi o motivo mais provável de terem cancelado o processo judicial.

Nós acreditamos que Deus estava no controle de cada dia. O que aconteceu foi um verdadeiro milagre para nós! Nunca ouvi falar de um caso como o nosso, onde os investigadores apenas pediram uma tradicional refeição de plov para ser servida, e encerraram o caso. Deus encorajou muito a nossa família e sentimos o seu apoio em oração.”

Fonte: Portas Abertas

05/10/2012

“Ser cristão no Uzbequistão não é nada fácil”, diz Rivaldo


“Ser cristão no Uzbequistão não é nada fácil”, diz RivaldoO jogador Rivaldo concedeu uma entrevista para o site do Portas Abertas lembrando do tempo em que esteve jogando pelo Bunyodkor, time de Uzbequistão, o 9º país de maior perseguição contra cristãos.

Na entrevista ele relembra os momentos que passou naquele país e como percebeu que falar de Jesus publicamente era proibido. “Teve um episódio, em que ganhamos a copa do Uzbequistão e usei uma camisa com os dizeres ‘Jesus number 1′ (Jesus, número 1) quando vi no site, eles haviam apagado o nome “Jesus” e falaram que não poderia mais fazer aquilo”.

Assim que se mudou para Uzbequistão, Rivaldo que é cristão tentou fazer alguns cultos em casa, mas acabou sentindo no coração o desejo de frequentar uma igreja local. Na entrevista ele relata que não só ele como outros jogadores brasileiros também passaram a congregar com cristãos uzbequistaneses.

Foi com este contato que ele pode perceber como é difícil ser cristão em um país de maioria muçulmana. “Ser cristão no Uzbequistão não é nada fácil, para mim não foi tão difícil por ser uma pessoa conhecida, mas para eles, é duro”, diz.

Leia a entrevista na íntegra:

Rivaldo, você tem conhecimento sobre a perseguição e intolerância religiosas?
Com certeza.

Você já ouviu falar da Portas Abertas durante suas passagens por diversos países, principalmente no período que morou no UZBEQUISTÃO jogando pela Bunyodkor? O que conheceu da Portas Abertas nestes locais?
 Tive conhecimento pela internet. Foi pelo site da Portas Abertas que fiquei sabendo que o Uzbequistão era o 9º país mais perseguido do mundo.

O que conheceu da igreja no UZBEQUISTÃO, pois o país ocupa o 9º lugar na Classificação de Países por Perseguição? Teve contato com os cristãos locais?
Quando cheguei lá, comecamos a fazer culto em casa, mas, senti em meu coração que deveria participar de uma igreja local, que eu deveria ser testemunha de Jesus aos uzbeques, e foi o que fiz, eu e todos os brasileiros começamos a participar de uma igreja local. Foi um tempo maravilhoso!

Você já foi proibido de expressar sua fé publicamente?
Fui, e no Uzbequistão, mesmo. Teve um episódio, em que ganhamos a copa do Uzbequistão e usei uma camisa com os dizeres “Jesus number 1” (Jesus, número 1) quando vi no site, eles haviam apagado o nome “Jesus” e falaram que não poderia mais fazer aquilo, mas continuei fazendo. Não por palavras mas por atitudes.

O que sentiu por ser cristão em um país de maioria muçulmana? Teria algum testemunho relacionado à restrição religiosa para compartilhar?
Ser cristão no Uzbequistão não é nada fácil, para mim não foi tão difícil por ser uma pessoa conhecida, mas para eles, é duro. Sei que Jesus nos levou até lá para sermos luz, testemunhas vivas. O mais emocionante foi ter convivido com cristãos locais. Ver a alegria deles por estarmos lá… A esperança de que Jesus não tinha se esquecido deles.

O que você acredita ser a maior necessidade para a minoria cristã no Uzbequistão?
Liberdade de expressar sua fé. Liberdade de ouvir um louvor. Liberdade de ler a palavra de Deus.

Você já tentou aproximação para falar do amor de Deus para jogadores de outras religiões? Qual foram as reações?
Respeito muito as pessoas, não sou aquela pessoa de impor a minha opinião. Falo de Jesus através das minhas atitudes, e da minha maneira de ser. E sei que muitos deles foram impactados.

Em quais situações você acha que se deve abrir mão de professar publicamente sua fé?
Tenho certeza de que em nenhum momento. Nunca negarei a Jesus. É por Ele e para Ele que vivo.

Fonte: Gospel prime

02/10/2012

Cristã de 74 anos é vítima de violência policial


Cristã de 74 anos é vítima de violência policialSétima nação na Classificação da Portas Abertas de Países por Perseguição de Cristãos, o Uzbequistão sediou, recentemente, uma série de ofensas contra os cristãos, incluindo agressões policiais, espancamentos, e multas exorbitantes por conta de atividade religiosa. O site de notícias Forum 18 News Service relatou que duas mulheres idosas são as vítimas mais recentes.

A polícia invadiu a casa de Nina Cashina, uma cristã protestante, deficiente, de 74 anos de idade, e confiscou 25 livros cristãos, incluindo sete Bíblias e três Novos Testamentos russos; 25 DVDs e 20 fitas de áudio. Eles, então, invadiram a casa pertencente à  vizinha de Cashina, Gulya. O Forum 18 não conseguiu descobrir o nome completo de Gulya, mas soube, através de fontes, que ela está registrada como portadora de deficiência, em uma clínica local.

Após entrarem na casa de Gulya, os policiais algemaram a mulher e arrastaram-na para o carro, onde ela foi agredida por vários oficiais. As duas mulheres foram levadas para uma delegacia próxima, onde Gulya sofreu um ataque epilético. Ore pela recuperação dela.

Ainda segundo reportagem do Forum 18, médicos queriam levá-la a um hospital, mas a polícia não permitiu. Ao invés disso, “obrigaram-na a escrever uma declaração de que Cashina distribuía DVDs de filmes cristãos entre os muçulmanos.”

Ambas as mulheres foram liberadas e Cashina enfrenta, agora, acusações administrativas. O Forum 18 informou que milhares de crentes no Uzbequistão têm enfrentado perseguições como esta. Em alguns casos, as multas excedem quase 30 vezes o salário mínimo.

Na região leste do Uzbequistão, um irmão foi multado por cantar músicas cristãs

O Forum 18 também relatou as multas excessivas contra Viktor Kotov, no início de setembro. Em uma manhã de domingo, a casa de Kotov foi invadida por 15 policiais à paisana, que questionaram os moradores sem mostrar qualquer documentação. Em seguida, produziram registros oficiais e saíram. Mais tarde, Kotov foi multado em 314.600 sons do Uzbeque (moeda local); a soma de cinco vezes o salário mínimo mensal.

“Quando os policiais invadiram a residência, Kotov, sua esposa e filhos e uma mulher idosa, amiga da família, estavam simplesmente cantando músicas cristãs”, crentes locais relataram ao Forum 18.

“Este caso mostra, mais uma vez, que as autoridades do Uzbequistão estão decididas a liderar uma luta contra os cristãos do país.”

Ore pela paz no Uzbequistão. Peça a Deus pela proteção e livramento dos crentes que enfrentam perseguição nesta nação.

Fonte: Portas Abertas

13/09/2012

Pastor é preso por distribuir literatura cristã na Índia


Um pastor indiano foi detido por três dias porque agressores o acusaram de converter hindus ao cristianismo. Segundo os rebeldes, o cristão “criticava a religião hindu e suas práticas religiosas, e também os forçava a beber sangue de vaca”.

O ataque ocorreu após 25 hindus radicais terem descoberto que o líder religioso estava distribuindo literatura cristã.

O pastor John Pargy, de 26 anos, da Igreja Cristã em Birmawal, Ratlam, prega o Evangelho de Jesus Cristo na Índia. Ele é casado com a jovem Neelu, de 23 anos, e tem dois filhos, um de dois, outro de cinco anos.

Na última sexta-feira (7), Pargy estava distribuindo literatura cristã na aldeia de Birmawal quando cerca de 25 ativistas dos grupos radicais hindus RSS e Bajranga Dal o atacaram. Agrediram-no e o acusaram de converter praticantes do hindu ao cristianismo.

Embora eles estivessem determinados a tirar sua vida, alguma coisa os fez mudar de decisão e eles o levaram à delegacia de polícia de Birmawal. Prestaram reclamações de que ele estava criticando a religião hindu e as práticas religiosas que a envolvem, e também forçava indivíduos a beberem  sangue de vaca – animal considerado sagrado na Índia.

De Birmawal, ele foi transferido para a delegacia de Ratlam, onde foi acusado sob a legislação da Índia de perturbar a paz pública; enviado à prisão, foi liberto sob fiança, após três dias.


Fonte: Portas Abertas

08/06/2012

Portas Abertas oferece apoio financeiro para treinamento bíblico de jovens israelitas


Portas Abertas oferece apoio financeiro para treinamento bíblico de jovens israelitas

Cerca de 12 estudantes participaram do 13º treinamento Lech L’cha, um programa intensivo de estudo bíblico voltado para jovens israelenses que tem o apoio no ministério Portas Abertas.

O treinamento aconteceu durante três meses, e nesse período além de serem ensinados de acordo com a Bíblia esses jovens também são discipulados e testemunham grandes mudanças em suas vidas.

“A despeito de diferentes personalidades, foi uma bênção e uma resposta às nossas orações, vermos o amor, a unidade e a fome por comunhão e crescimento, neste grupo, desde o início”, diz um porta-voz do Lech L’cha.

O Portas Abertas apoia esse treinamento oferecendo ajuda financeira, por acreditar na verdade desse curso que tem como objetivo fazer com que jovens possam conhecer a vontade de Deus para suas vidas.

Entre os alunos desse curso bíblico encontramos jovens que acabaram de sair do serviço militar e também jovem que terminaram os estudos e começaram a trabalhar, assim como outros cristãos que mostrarem interesse pelo programa.

Além de terem aulas dentro da sede do Lech L’cha, esses alunos também conhecem localidades históricas como Jerusalém, Eilat, Arad, Galileia e o deserto.

No final do programa, vários participantes escreveram suas experiências. “Deus me conduziu a este programa porque queria me mostrar quem eu sou. Ele simplesmente operou uma mudança de 180 graus em mim e me deu muitas coisas que nunca tive antes: amigos, autoconhecimento e, através dos projetos que realizamos, Ele Se revelou a mim. Este programa é como uma garrafa de água refrescante. Percebi que Deus me deu um propósito na vida e que devo continuar nele”, disse um dos jovens.

O site do Portas Abertas teve o cuidado de revelar as histórias sem mostrar o nome verdadeiro de cada um desses jovens para preservá-los diante dos conflitos religiosos daquela região.

Leia alguns testemunhos:

– “Deus fez uma grande obra em minha vida! Ainda está em progresso; creio que é só o início. Mas Deus desnudou meu coração e operou nele, trazendo à luz coisas que eu havia escondido. Ainda estou lidando com elas, mas Deus está me ajudando a confiar n’Ele. Agradeço-O pelo que tem feio em minha vida e pelo que ainda vai fazer”.

– “Quando cheguei ao Lech L’cha, Deus simplesmente me colocou à parte e me edificou de novo”, foi a experiência de Alice. “Não foi fácil: Percebi que tudo o que tinha sido, até então, não era o que Deus queria para mim, e tudo o que construíra ao longo dos anos, tinha que ser esvaziado. Foi difícil, mas Deus fez uma obra perfeita. Descobri um amor pelas Escrituras e um desejo de ler e aprofundar meu conhecimento nelas”.

– “Este programa me ajudou a conhecer melhor Deus e compreender a Sua vontade através das Escrituras. Antes eu tinha dificuldade de ler o Velho Testamento; não conseguia entender nada. Lia apenas o Novo Testamento, porque o hebraico era mais fácil. Mas, durante o programa, aprendi também a ler o Velho Testamento. Eu tinha grandes expectativas de que viriam coisas boas; e vieram coisas boas!”.

Fonte: Portas Abertas

13/05/2011

Irmão André comemora 83 anos


Irmão André comemora 83 anos Em 2011, o fundador da Portas Abertas, Irmão André, completou 83 anos de idade na última quarta-feira (11/05) e 58 anos de ministério com a Igreja Perseguida. E depois de ter visitado quase o mundo todo servindo a irmãos livres e perseguidos, sua saúde começa a dar sinais de que é necessário descansar.

Desde 2008, ele fez um anúncio oficial de que não mais visitaria países livres e que tinha o desejo de dedicar seus últimos anos ministrando à Igreja Perseguida. Desde então, o Irmão André participou de poucos eventos na Europa e investiu suas energias no contato com líderes do Talibã e Al Qaeda, no Paquistão e Afeganistão.

O que ele não esperava era que em maio de 2010, após retornar de uma de suas viagens mais marcantes no Paquistão, teria de enfrentar uma difícil experiência. Ele estava limpando seu jardim quando teve uma crise aguda de estafa e caiu no chão quase morto. Seu corpo estava tão cansado e sem energia que estava desfalecendo. Por um milagre, sua esposa que havia saído para um compromisso, mas retornou para pegar algo que havia esquecido na casa, o encontrou no jardim. Imediatamente chamaram uma ambulância e ele foi levado para o hospital. Sua situação era frágil e ele foi induzido ao coma. Durante alguns dias, muitos pensaram que ele não sobreviveria, mas ainda não era seu tempo.

O Irmão André relata que enquanto estava inconsciente teve uma visão com Jesus e Ele lhe disse sete coisas. Ao acordar, lembrava apenas de cinco delas. Uma das mais impressionantes era: “Os muçulmanos têm tido sonhos e visões comigo, porque a Igreja no Ocidente não tem feito aquilo que foi comissionada a fazer”.

Poucas semanas depois do incidente, André foi para o encontro anual de diretores da Portas Abertas, que reúne os líderes do escritório do mundo todo e compartilhou sobre seu estado de saúde e o que Jesus havia lhe dito.

Alguns pensaram que aquele seria o fim, mas o “contrabandista de Deus” não foi impedido por aquele incidente e, mesmo com a saúde frágil, já visitou outra vez o Paquistão ainda em 2010 e, também, fez uma viagem à África do Sul em fevereiro de 2011 para visitar um dos outros fundadores da Portas Abertas, Deryck Stone, que está com um câncer terminal. Em visita ao amigo, André se emocionou muito e os dois entenderam que aquele seria, provavelmente, o último encontro que teriam.

No dia 28 de fevereiro de 2011, André recebeu o prêmio de Herói da fé da Universidade de Liderança, na Flórida, Estados Unidos, mas como está frágil em sua saúde não esteve presente no evento para receber o prêmio. Na placa, o texto dizia: “Prêmio Herói da fé, 2011, Irmão André, em nome de uma grata geração de pastores de jovens por seu coração humilde, visão ousada e serviço sacrificial.”

O médico do Irmão André pediu que ele não viaje mais e, por isso, ele tem repousado e dedicado seu tempo em oração pela Igreja Perseguida e também a receber visitas de membros da Portas Abertas, amigos e familiares.

Ore pelo Irmão André, para que sua saúde seja restabelecida. Ore por sua família e para que ele continue a cumprir a vontade de Deus nos anos que virão.


Fonte: Portas Abertas

25/03/2011

Diretor da Portas Abertas alerta sobre o drama da perseguição religiosa


O tempo da tenebrosa Cortina de Ferro, conjunto de nações comunistas, vassalas da extinta União Soviética na opressão aos crentes em Jesus, já é passado. Contudo, novos “golias” se levantam em pleno século 21 contra a ação da Igreja. Um dos principais é o islamismo, crença que avança em todo o mundo, inclusive no Ocidente. A militância muçulmana, baseada em políticas de Estado no mundo árabe, representa a maior ameaça do momento ao Evangelho. Em países como Arábia Saudita, Iêmen e Irã, para citar apenas alguns, professar o cristianismo pode levar à morte. Mas a missão Portas Abertas tem feito tudo para não só encorajar e ajudar os cristãos que sofrem por sua fé, como também estimular os crentes que vivem no mundo livre a adotar essa causa como sua. A entidade internacional, fundada em 1955 pelo missionário holandês Anne van der Bijl – ou Irmão André, codinome adotado para mantê-lo no anonimato na época em que contrabandeava bíblias para o Leste Europeu –, é hoje o maior braço de apoio à Igreja Perseguida.

Há 13 anos na missão e um no cargo de secretário-geral, o pastor Carlos Alfredo de Sousa comanda o escritório brasileiro de Portas Abertas, em São Paulo. É uma equipe enxuta, bem de acordo com a filosofia da missão: empregar o máximo de recursos na atividade-fim e manter a transparência financeira e administrativa. “Temos mais de 5 mil projetos em andamento no mundo”, diz Alfredo. Membro da Igreja Aliança Cristã e Missionária do Aeroporto, casado, dois filhos, ele encontrou na missão uma maneira de atender ao chamado. “A Igreja brasileira é uma das mais dinâmicas no mundo e queremos que ela se envolva com o drama dos cristãos perseguidos. Esse é um privilégio e também um desafio que Deus nos entregou”, acredita. Carlos Alfredo recebeu CRISTIANISMO HOJE para esta entrevista:

 

CRISTIANISMO HOJE – Com o fim do comunismo, antigo fantasma da Igreja, qual é a grande ameaça à fé, hoje?

CARLOS ALFREDO – O Muro de Berlim caiu e o comunismo entrou em decadência. Mas, entre céticos e fanáticos religiosos, a perseguição tem crescido de forma alarmante em todo o mundo. O Instituto Pew Fórum publicou uma pesquisa que mostra que 70% da população mundial vive em locais onde existe algum tipo de limitação à liberdade religiosa. Países como o Brasil são uma minoria. E a tendência é que as restrições religiosas se tornem cada vez mais severas, mesmo que supostamente visem a defender a liberdade. Caso exemplar é o da França, que aprovou uma lei pela qual, em lugares públicos, não se pode ostentar símbolos religiosos, sejam eles quipás de judeus, véus de muçulmanos ou cruzes de cristãos. E isso está acontecendo em países onde, teoricamente, há toda a liberdade.

 

Portas Abertas não é uma missão convencional, que treina e envia obreiros para o campo. Como é o trabalho da organização?

Atuamos nos países e regiões onde existe perseguição, independentemente de qual seja seu motivo. Nosso trabalho é identificar os crentes locais, estabelecer formas de contato com eles, aferir suas necessidades e atendê-los com um objetivo: fortalecê-los em sua fé. Temos hoje cerca de 5 mil projetos em andamento, como distribuição de bíblias, treinamento de obreiros, fornecimento de microcrédito e iniciativas para geração de renda – já que, em muitos lugares, os cristãos são impedidos até de trabalhar –, entre outros. Procuramos também dar visibilidade internacional a casos de prisão e abusos contra cristãos em todo o mundo. Quando damos visibilidade a transgressões aos direitos humanos, a tendência é que a pressão, principalmente quando vem de governos, diminua. Nenhum governo quer ter problemas internacionais. Em dezembro, entregamos à ONU um manifesto intitulado Free to believe [“Liberdade para crer”], com mais de 500 mil assinaturas contra a Resolução da Difamação Religiosa.

 

Que resolução é essa?

A Organização da Conferência Islâmica, que congrega 57 países, tem apresentado sistematicamente na ONU um projeto que dá aos governos envolvidos o direito de dizer quais visões religiosas podem e quais não podem se expressar em seus países, bem como autoridade para o Estado punir aqueles que professem confissões “inaceitáveis”, de acordo com o que acreditam. Isso equivale a tornar a perseguição legal, criminalizando palavras e ações contrárias ou diferentes de uma opção religiosa particular – no caso, o islamismo. Se aprovado, esse instrumento também dará legitimidade internacional a leis nacionais que punem, por exemplo, a blasfêmia contra o Islã ou que proíbam críticas à religião majoritária. Com isso, minorias religiosas, não somente cristãs, passarão a sofrer muito mais pressão, especialmente, em países islâmicos.

Especialistas em ciências da religião preveem que, em menos de três décadas, a Europa se tornará majoritariamente muçulmana. A liberdade religiosa no Ocidente corre risco?

Basta andar por qualquer país europeu para se ver grandes grupos islâmicos, bairros inteiros. Isso ainda não é um dos maiores motivos de preocupação, pois a Igreja lá, apesar de decadente, ainda é livre. A diferença entre a Igreja perseguida e a Igreja da Europa é que aquela é muito mais ativa e está, inclusive, disposta a pagar o preço para ver seus conterrâneos convertidos a Cristo. As agências missionárias tradicionais devem atentar com mais carinho e cuidado para a Europa, que entregou-se ao secularismo. O que está acontecendo na Europa é um processo irreversível – o continente deixou de ser celeiro de missões para se tornar um campo missionário.

 

E no Brasil, o senhor enxerga algum movimento que possa contrapor-se à livre expressão de crença?

A curto e médio prazos, não vejo nenhuma ameaça à liberdade religiosa no Brasil, mesmo com a eventual aprovação do Projeto de Lei 122/06 [N.da Redação: a proposta institui, entre outras medidas, a condenação legal à chamada homofobia]. Mesmo que ele seja aprovado, a probabilidade de ser derrubado no Supremo Tribunal Federal é grande, pois é inconstitucional. Nosso país ainda é cristão – veja como as discussões sobre a legalização do aborto, que conta com a oposição ferrenha da maioria dos católicos e evangélicos, influenciaram tanto as últimas eleições.

 

Mas a restrição ao discurso evangélico contra a homossexualidade não representa uma ameaça ao trabalho dos pastores e das igrejas?

A questão mais grave não é essa. Independentemente da aprovação ou não, o problema é que a sociedade brasileira já está se posicionando na defesa e na simpatia ao homossexualismo. Na mídia, você já percebe a valorização do comportamento homossexual. De agora em diante, mesmo que não leve a uma prisão ou ao fechamento de uma igreja, qualquer posição contrária ao homossexualismo já será duramente questionada. A Igreja deve se posicionar contra todo pecado, independentemente de qual seja, se homossexualismo ou corrupção – e não, classificá-lo. A Igreja perseguida nos dá um bom exemplo dessa estratégia. Num país onde existe perseguição, é necessário se posicionar como cristão. Não há meio termo.

 

Processos de revolução social e econômica geralmente antecedem momentos de grande mudança espiritual, como aconteceu no Reino Unido no século 18 e, mais recentemente, no Leste Europeu. Na sua opinião, a China passa por situação semelhante hoje?

Nesses próximos anos, se houver algum movimento social que possa trazer uma mudança para a Igreja, um avivamento, acredito que acontecerá na China. Aquele país vive um período de transformações, com a abertura econômica, mas ainda mantendo um forte controle político e social pelo Estado. As igrejas de lá ainda sofrem muito, mas o processo já tem trazido alívio a muitas delas, principalmente nas grandes cidades. Por outro lado, também temo, pois a Igreja, quando consegue a liberdade, tende a ser mais acomodada. Na China mesmo, muitos jovens cristãos estão deixando o interior para ir ganhar dinheiro nas metrópoles. Esse novo estilo de vida atrai a juventude, e a tendência é de os valores cristãos ficarem em segundo plano. Parece contraditório, mas a liberdade muitas vezes mais prejudica a Igreja do que a ajuda.

O governo brasileiro acaba de reconhecer a legitimidade de um futuro Estado palestino. Se essa nação de fato for implantada, o que mudaria em relação ao cristianismo na região?

A decisão representa um apoio importante para uma população necessitada, e para se reparar uma injustiça histórica. Mas, na prática, não muda muita coisa, por causa do peso do Brasil. Se fossem os Estados Unidos, seria outra dimensão. A situação na região é complicada e isso, por si só, dificulta muito o trabalho missionário. Quando estive por lá, conversei com cristãos palestinos e judeus messiânicos, ou seja, crentes em Jesus dos dois lados do conflito. Há uma enorme dificuldade em trabalhar a reconciliação entre esses dois grupos. O judeu messiânico resiste a se relacionar com o cristão palestino. Ambos os lados têm suas posições em relação à terra e seus sentimentos de dor; acompanharam de perto os acordos e resoluções nos últimos anos, mas sabem que apenas Cristo pode trazer a paz definitiva àquela região. A Igreja brasileira tende a ser mais sionista, apoiando Israel, mas sem conhecer o contexto. O Israel de hoje é secularizado, não sabe quem é Deus e não o busca. Apenas uma minoria é religiosa. Em relação à presença missionária brasileira, no lado palestino, somos muito bem recebidos. Eles nos amam. Seria muito bom que os grupos de cristãos brasileiros que visitam Israel tirassem um tempo para estar entre seus irmãos palestinos. No Brasil, temos um potencial enorme e estamos nos estruturando para aproveitá-lo. Nos próximos 15 anos, queremos ter 1 milhão de brasileiros engajados na causa da Igreja perseguida – não apenas contribuindo, mas orando, escrevendo cartas, visitando, enfim, agindo de alguma forma em favor dos seus irmãos que têm os mais básicos direitos negados devido à fé que professam.

 

O senhor acredita que é possível despertar a Igreja do mundo livre para as necessidades dos crentes que sofrem perseguição?

Costumo dizer que, quando a Igreja preocupa-se com missões, geralmente se lembra de dois personagens: o missionário ou o perdido. Mas, nessa temática, não se fala sobre o que acontece quando esse perdido se converte. Uma coisa é se converter no Brasil; outra, é aceitar o Evangelho no Oriente Médio, no norte da África ou no sul da Ásia. A Igreja Perseguida precisa ser incluída, urgentemente, na pauta missionária. Não se pode olhar para as nações unicamente como povos não alcançados. Tudo bem que há muitos lugares para os quais precisamos enviar missionários; mas também há países e regiões em que isso é impossível. Lá, existem igrejas locais que precisam ser fortalecidas.

 

Missões de origem internacional estão enfrentando dificuldade para captar recursos e manter suas atividades no Brasil. Como Portas Abertas tem enfrentado essa crise?

Acho que o grande problema das outras missões é que ficaram por demais dependentes, esperando recursos de fora. Desde o começo, Portas Abertas Brasil nunca dependeu de recursos externos. Fomos aprimorando nossa forma de trabalho no Brasil, e isso deu confiabilidade à organização. Temos auditorias interna e externa, há prestação de contas. Mesmo com sua origem estrangeira, a missão tornou-se uma parceira brasileira, por respeitar e trabalhar com a Igreja nacional. A contribuição financeira do Brasil no orçamento mundial de Portas Abertas tem aumentado gradativamente. Em 2011, devemos ficar entre as seis bases que mais contribuem para os projetos de campo, ficando atrás de países ricos como Holanda, Estados Unidos, Reino Unido e Alemanha, e em patamar semelhante ao da França.

O governo brasileiro já sinalizou que pretende exercer maior controle sobre as instituições do Terceiro Setor. Isso pode prejudicar as missões evangélicas?

Qualquer organização do Terceiro Setor deve ser muito transparente. Isso é um princípio básico, que, se não for respeitado, fará com que as fontes de financiamento se fechem. As modernas fundações, por lei, já são preparadas para auditar quanto entra e o que é feito de seus recursos. Uma minoria de igrejas e entidades evangélicas presta contas, divulga quanto arrecadou e em que gastou para os fiéis. Isso é um processo de aprendizado. Mas, quem não deve, não teme. Nossa única preocupação é continuar mandando recursos com isenção do Imposto de Renda. Se o governo quiser tributar 15% da arrecadação das entidades, será um valor elevado.

Hoje, com as modernas tecnologias de informação e transmissão de dados, o contrabando de Bíblias em papel, que deu origem à missão, ainda é vantajoso?

Desde a época do cassete, como muita gente nas regiões que atendemos não sabe ler, já gravávamos e distribuíamos textos sagrados em fitas para gravador. Hoje, muitas pessoas em países fechados já leem as Escrituras através de microchips. Portas Abertas está atenta às novas mídias, usando-as principalmente em favor do público mais jovem. Mas, não tem jeito – em muitos lugares, o papel ainda é a única mídia disponível. E continuaremos, durante anos, contrabandeando o bom e velho livro de capa preta.
Fonte: Cristianismo Hoje

 

09/01/2011

Na lista dos dez lugares mais perigosos para um cristão viver, oito são nações islâmicas


Pastores querem se aproximar dos muçulmanos 250x176 Na lista dos dez lugares mais perigosos para um cristão viver, oito são nações islâmicasAo mesmo tempo em que líderes mundiais protestam contra o assassinato de 21 cristãos num bárbaro atentado à bomba de extremistas contra uma igreja cristã de Alexandria, no Egito, há poucos dias, um relatório que avalia a perseguição contra cristãos, divulgado nesta quarta-feira, 5 de janeiro, pela missão Portas Abertas Internacional, sediada nos Estados Unidos, confirma os países islâmicos como os lugares onde há mais perigo e violência contra cristãos.

Segundo o “Open Doors 2011 World Watch List”, que avalia as condições em que vivem os cristãos em 77 nações e, em seguida, classifica os 50 primeiros onde é mais difícil praticar tal fé, apesar da Coreia do Norte ser a terrível anticampeã pela nona vez (permanecendo como o primeiro lugar em nível de perseguição aos seguidores de Jesus), na lista dos dez mais perigosos lugares para um cristão viver, oito são países de maioria muçulmana. Dos 30 primeiros países na lista, apenas sete têm outro tipo de grupo que não os extremistas islâmicos como os principais perseguidores dos cristãos.
E a perseguição aumentou em sete destes países. No Irã, a violência cresce para tentar sufocar o crescente movimento de igrejas nos lares. No Afeganistão, milhares de fiéis têm que viver de forma clandestina. Na Arábia Saudita, ainda é proibido qualquer pessoa nascida naquele país se converter ao cristianismo. A Somália sem lei, terroristas sanguinários ameaçam matar os missionários cristãos que querem ajudar o povo e atender a necessidade alimentar das pessoas pobres. No Iémen, permanece a determinação de expulsar todos os obreiros cristãos. E no Iraque, que saltou de décimo-sétimo para oitavo pior perseguidor de cristãos, aconteceu um dos piores massacres, com 58 cristãos assassinados por extremistas em uma catedral de Bagdá em outubro.

A lista dos 10 países onde há mais perseguição contra cristãos também inclui: Maldivas, Uzbequistão e Laos. A Mauritânia parece estar se tornando mais tolerante com as diferenças. Caiu da posição número 8 para a décima-terceira em grau de perseguição.

Nos últimos anos há um êxodo de cristãos deixando o Iraque para escapar da perseguição. Atualmente, restam pouco mais de 300 mil cristãos neste antigo berço do Cristianismo, onde hoje milícias organizadas barbarizam famílias apenas pelo fato de não professarem a mesma fé que eles. A cidade de Mosul e a capital, Bagdá, são os lugares onde a perseguição religiosa é mais intensa. No ano passado, pelo menos 90 pessoas morreram por Cristo no Iraque e outras centenas ficaram feridas em ataques com bombas e armas. Há rumores de que, nas últimas duas semanas, houve uma onda de violência que ceifou ainda mais vidas.

Outra informação interessante do estudo de Portas Abertas é sobre o Paquistão, país que está entre os quinze mais perseguidores, subindo de décimo-quarto para décimo-primeiro, mas que tem a maior população de cristãos entre eles: 5 milhões de seguidores de Jesus.

Segundo o presidente da Portas Abertas Internacional, Carl Moeller, “ser um ex-muçulmano ou um cristão da igreja subterrânea em nações dominadas por muçulmanos é como ter desenhado nas costas dos cristãos um grande alvo. Não há liberdade de crença ou religião na maioria destes lugares. E como o relatório 2011 denuncia, a perseguição aos cristãos em países islâmicos continua a crescer”.

Fonte: SOMA / Gospel Prime

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