Posts tagged ‘Portas Abertas’

13/09/2013

Pastor Batista na Síria diz que não abandona o país mesmo se acontecer uma guerra


Pastor Batista na Síria diz que não abandona o país mesmo se acontecer uma guerra

Desde o início do conflito, mais de 100 mil pessoas morreram no país em uma crise que, segundo o ministério Portas Abertas, se agravou com a denúncia de uso de armas químicas contra civis, inclusive mulheres e crianças. Essa situação tem levado milhões de pessoas aos campos de refugiados nos países vizinhos, como Turquia, Iraque, Líbano e Jordânia.

Mesmo diante dessa situação, um pastor batista que atua na Síria como missionário, afirma que não deixará o país por estar lá para realizar sua missão como cristão. Outros cristãos se organizam em países vizinhos para ajudar os refugiados, e discutir a situação da Síria.

Segundo o Baptist Press, o pastor escreveu uma carta à sua agência missionária explicando seus motivos para permanecer no país.

– Eu vou ficar. Eles me dizem para ir, para migrar, mas insisto e lhes digo que vou ficar – afirma o pastor, que teve sua identidade protegida por motivos de segurança.

– Eu estou na Igreja para levar a mensagem de Jesus como uma luz para os perdidos e sem esperança. Eu fico porque a colheita é abundante. Estou aqui para servir os mais necessitados – ressalta o líder cristão, que em sua carta ressalta que, apesar de estarem vivendo tempos difíceis, não devem “deixar de ser fiel ao Senhor”.

Em um campo de refugiados no Líbano, cristãos também revelaram o ambiente de terror e guerra que estão vivendo, e ressaltam a importância da ajuda oferecida aos refugiados.

– Nós estamos falando de crianças que viram assassinatos horríveis ouviram histórias de estupro e tortura. Estão tragicamente perdidas, mas ainda lhes restam um pingo de esperança. A maioria dessas crianças só quer ficar vivas, mas algumas delas nem ficar vivas querem – afirmou um voluntário cristão, em relato publicado pelo Baptist Press.

Don Alan, chefe de uma agência de missão no Oriente Médio, também comentou a situação dos refugiados, afirmando que, naquele lugar, “toda família tem uma história trágica para contar”.

– Podemos aprender a chorar com os que choram e ouvir com atenção e obediência ao chamado de Deus para fazermos missão – completou Alan.

Informações Gospel +

29/11/2012

MUDANÇA NO COMANDO EXECUTIVO DA PORTAS ABERTAS BRASIL


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Foi Comunicado o desligamento do pr. Carlos Alfredo de Sousa do cargo de secretário geral da Portas Abertas Brasil, na presente data. As razões da mudança são de ordem estratégica, nada havendo que desabone o pr. Carlos Alfredo. Deixamos aqui registrado nosso agradecimento por sua contribuição ao ministério e, ao mesmo tempo, desejamos as bênçãos do Senhor em sua nova etapa de vida.

O irmão Marco Aurélio de Alexandria Cruz assumirá o cargo de secretário geral da Portas Abertas Brasil em 3 de janeiro de 2013. Marco Aurélio é graduado em engenharia mecânica, possui pós-graduação em Gestão e Planejamento Estratégico. Atualmente é mestrando em Divindade no Seminário Teológico Servo de Cristo, em São Paulo, capital. Entre 1998 e 2008, integrou os quadros da Volkswagen, tendo, por 2 anos, exercido posição de liderança na filial chinesa da empresa situada em Xangai. De 2008 até o momento, vinha atuando como gestor executivo na Igreja Batista do Morumbi, também na cidade de São Paulo.

Nesse breve período de transição, o irmão Kalil Paiva D’Almeida, gerente administrativo da Missão, assumirá interinamente o comando do escritório, sob supervisão direta do conselho.

Manifestamos nosso total apoio a Marco Aurélio e oramos a fim de que ele e a equipe da Portas Abertas Brasil reforcem seu compromisso em servir os cristãos que são perseguidos por causa do nome do Senhor Jesus.

São Paulo, 28 de novembro de 2012

Aguinaldo Cavalcante Cajaíba
Presidente do Conselho de Administração da Portas Abertas Brasil

Informação Portas Abertas

26/11/2012

Vamos Orar Juntos: precisamos ser UM COM ELES!


Encerramento VO.jpgO ano todo a Portas Abertas trabalhou em prol do Congresso Vamos Orar Juntos. Promovido entre os dias 22 a 25 de novembro, hoje chegou ao fim o ciclo de palestras e seminários que reuniu mais 150 pessoas em uma pousada em Itu (SP). Além do conteúdo teórico, a programação incluiu estações de oração pela Igreja Perseguida em diversos países e uma sala de intercessão que funcionou 24 horas, desde a abertura até o encerramento do evento.

Entre os participantes, havia representantes de muitos estados do Brasil, como São Paulo, Rio de Janeiro, Amazonas, Paraíba, Rio Grande do Sul, Ceará, Pernambuco e Bahia. Junto a eles, estavam o canadense Paul Estabrooks, que ministrou o treinamento Permanecendo Firme Através da Tempestade; e a família Oviedo – Pr. Medardo, sua esposa, Luz Mary e seus dois filhos pequenos – cristãos colombianos que vivem em meio às tensões das guerrilhas no país.

Uma missionária brasileira que, ao lado de seu esposo e dois filhos morou seis anos em um país da Ásia Central, também esteve no Congresso e falou às irmãs do ministério Mulheres do Caminho sobre a realidade de quem vive debaixo de uma burca.

Todos os cultos das 20h30 foram transmitidos ao vivo, por meio do Portal Água Viva. De casa, 450 irmãos puderam ouvir as preleções de Estabrooks e Oviedo e, com eles, aprender a importância de confiarmos em Deus e nunca negarmos nossa fé.  O testemunho de viúvas, órfãos, jovens, homens e mulheres que sofrem perseguição diariamente por causa de sua escolha por Jesus trouxe à Igreja livre reunida no Congresso a responsabilidade da oração e contribuição em favor desses irmãos.

Através do Congresso Vamos Orar Juntos, a Portas Abertas Brasil pôde cumprir a sua principal missão: conscientizar a Igreja brasileira livre da situação extrema que muitos precisam enfrentar por conta seu amor a Deus e ao Evangelho da salvação.

Muito obrigado a todos os congressistas, aos preletores, à equipe que participou da organização do evento e da filmagem dos seminários, aos voluntários que nos ajudaram e acima de tudo, rendemos graças a Deus, que nos capacitou com todos os recursos, renovou as forças e abençoou a obra de nossas mãos. Ebenézer: até aqui nos ajudou o Senhor.

Fonte: Portas Abertas Brasil

24/11/2012

Permanecendo Firme Através da Tempestade


Paul no VO.jpgSegundo o livro Operation World (Operação Mundial), pela primeira vez foi documentado que há uma “igreja adoradora” em cada país geopolítico do mundo. Essa foi a primeira informação compartilhada pelo correspondente canadense Paul Estabrooks no culto de abertura do Congresso Vamos Orar Juntos, da Portas Abertas.

Estabrooks é autor de diversos livros e é responsável, também, pelo conteúdo do treinamento Permanecendo Firme Através da Tempestade (PFAT). Esse treinamento é aplicado apenas nos projetos de campo da Portas Abertas, ou seja, em países onde ficam as bases de apoio que formam a linha de frente do trabalho de fortalecimento dos cristãos que sofrem perseguição, lugares onde há severa punição para aqueles que decidem seguir o Senhor Jesus.

Como parte da programação do Congresso, essa é a primeira vez que esse conteúdo é divulgado no Brasil. Já nos primeiros slides da apresentação de Estabrooks há uma afirmação muito interessante: “Os cristãos são como sachês de chá. É preciso colocá-los na água quente para saber o quanto eles são fortes!” Ele contou que aprendeu essa verdade com irmãos da Igreja perseguida.

Durante a manhã de hoje (23), o correspondente ministrou aos participantes do Vamos Orar Juntos duas partes do treinamento. Inicialmente, afirmou: “Há dois lados da vida cristã: o sofrimento e a glória. Quando nós participamos do sofrimento de Jesus, podemos ter certeza que também participaremos da sua glória.”

Para Estabrooks, “sofrimento, na vontade de Deus, tem significado e propósito: tornar o cristão alguém segundo a imagem de seu filho, Jesus”. Ele continuou: “Se não vale a pena morrer por Cristo, não vale a pena viver!”

Então, recontou a história que alguns irmãos na América Latina lhe falaram. Nessa região há diversos países em que a violência fala mais alto que a tolerância religiosa e o respeito aos direitos humanos. O tempo todo, cristãos enfrentam risco de morte. Acordam de manhã, beliscam a si mesmo e, ao perceberem que ainda estão vivos, glorificam ao Senhor por mais um dia em que podem servi-Lo e adorá-Lo na Terra. “Já estamos mortos em Cristo, só nos resta servimos ao Senhor dia após dia”, disseram eles a Estabrooks.

Paul acrescentou: “Às vezes as tempestades da vida vêm para nos mostrar que Deus está no controle. Ele não nos garante conforto, mas dá a certeza que a tempestade, um dia, vai acabar!”

*Congresso Vamos Orar Juntos

Fonte: Portas Abertas

24/11/2012

ATENÇÃO! Congresso Vamos Orar Juntos será transmitido online


banneFACEr_congressoVO.jpgFinalmente chegou o mês mais esperado do ano! Dez anos após a última edição do Congresso Vamos Orar Juntos, promovemos a nova edição desse que é considerado um dos maiores eventos da Portas Abertas.

Dois correspondentes internacionais irão compartilhar seu conhecimento e experiência. São eles: Paul Estabrooks, do Canadá – que já falou essa noite (21), na abertura do evento e continuará ministrando amanhã – e Medardo Oviedo, da Colômbia. Prepare-se, cada um deles têm uma centena de testemunhos e estudos da Bíblia que certamente edificarão sua fé. Também estão previstas diversas reuniões de oração ao longo da programação, como vigílias e uma sala de intercessão que funcionará 24 horas por dia, até o final das atividades.

Uma oportunidade como essa ninguém quer perder não é?  Pensando nisso, preparamos uma surpresa para quem ficou em casa: todos cultos noturnos serão transmitidos ao vivo por meio de uma plataforma online! É muita bênção! Então, aproveite para ouvir a Palavra do Senhor e compartilhar com o maior número de pessoas possível. Às 20h30, acesse o link: www.portalaguaviva.com.br.

Confira

14/11/2012

Portas Abertas visita vítimas do atentado de Kaduna


Emmanuel Danyang_cut.jpgPouco depois de, supostamente, um membro do grupo radical Boko Haram dirigir um carro carregado de explosivos até uma Igreja de Kaduna, na Nigéria, e detonar uma bomba lá, colaboradores da Portas Abertas foram ao local, a fim de falar com testemunhas e incentivar os enlutados e feridos a manterem-se fiéis ao Senhor, mesmo em meio à dor e à perda.

No final de outubro, a congregação estava reunida para um culto de adoração, como fazia todas as manhãs de domingo. Próximo das 8h45, o motorista de um Honda CRV direcionou o veículo para o portão de segurança da igreja. Quando oficiais chegaram até o veículo, o condutor inverteu e, em seguida, acelerou em linha reta através da cerca para dentro do prédio da igreja, detonando a bomba. A explosão abriu um buraco na parede e no telhado do edifício. A imprensa local informou que nove pessoas foram mortas, mas testemunhas indicaram que quatro morreram, enquanto 145 ficaram feridas.

“Eu estava prestes a entoar o coro de uma canção quando ouvimos um golpe estrondoso. O veículo atingiu a parede ao lado do coro, que se quebrou e caiu sobre nós. Quando eu voltei à consciência toda a igreja estava envolta em fumaça. Meu corpo estava em tal estado de choque que eu pensei que o impacto da explosão tinha me matado. Todos choravam muito. Havia vidros quebrados e sangue por toda parte. Eu vi os corpos sem vida e tive de orar, pedir por coragem. Alguns membros do meu coro estavam entre os mortos”, disse Emmanuel Danyang (foto), maestro da igreja.

“Estabeleceu-se uma imensa confusão na igreja. Correndo, impotente, por todas as direções, eu só podia gritar para os céus. A raiva paralisante foi surgindo dentro de mim ao testemunhar o desastre e a agonia no rosto das pessoas”, compartilhou Sansão, outro cristão que viveu essa terrível experiência.

A Portas Abertas visitou vítimas em quatro hospitais diferentes e outras em suas casas. Cecilia Samuel, que perdeu o marido na explosão, disse, pouco depois da alta hospitalar, “Eu sou feliz por estar viva hoje. Meu marido e eu estávamos na área do coro da igreja quando a bomba explodiu. Foi realmente um dia terrível para mim. Eu o vi morrer. Mas agradeço a Deus porque o meu marido morreu nEle, salvo. E eu o encontrarei no céu quando chegar a minha vez também.”

Um tempo precioso foi gasto com as crianças afetadas física e emocionalmente pelo incidente. Quinta-feira, 8 de novembro, aconteceu um funeral coletivo pelo falecimento de quatro pequenos cristãos.

Apesar do ataque, os cultos já foram retomados normalmente. Kazat, um crente que escapou por pouco da morte na explosão declarou: “Nenhum ataques ou bombardeio pode nos impedir de seguir a Jesus. Essas experiências só nos aproximam mais ainda de Deus. Nossos irmãos e irmãs que morreram estão agora com o Senhor, por isso, se morrermos em Cristo somos mais que vencedores.”

Colaboradores da Portas Abertas constataram que este é o sentimento geral entre os cristãos. Todos se declararam preparados para suportar a perseguição por causa de sua fé em Cristo.

Pedidos de oração

• Ore para que o Senhor continue fortalecendo, guiando e protegendo os cristãos no norte da Nigéria.
• Interceda pelo trabalho da Portas Abertas na Nigéria, pelo treinamento de cristãos a estarem preparados e resistirem a perseguição atual com amor, fé e confiança.
• Peça pelos líderes da Igreja em todo norte da Nigéria, que confessaram o quanto é difícil controlar os jovens quando incidentes como estes ocorrem. Ore por parcerias entre a Portas Abertas e as Igrejas, para que a juventude  cristã seja incentivada a responder à perseguição de maneira diferente.
• Muitos cristãos em todo o país têm sido afetados por ataques de perseguição que resultam em traumas sérios. Ore para que o trabalho da Portas Abertas ajude às Igrejas a ministrarem a esperança e a graça do Senhor sobre a vida dos cristãos traumatizados.

Fonte: Portas Abertas

14/11/2012

Guerra civil na Síria: cristãos são alvo de violência


Syrian girl.jpg“De um tempo para cá, certos elementos passaram a atingir os cristãos na Síria. Eu vejo isso como um ponto de mudança no conflito sírio. Porque, até agora, crentes sofreram acidentalmente com a violência, eles não eram o alvo propriamente dito. Mas, de repente, parece que os cristãos tornaram-se um objetivo específico dos ataques”, disse o colaborador da Portas Abertas, em contato com muitos cristãos sírios.

Ele listou alguns dos incidentes ocorridos nas últimas semanas: “A explosão de uma bomba no bairro Jaramana, em Damasco, causou muitas vítimas, a maioria cristãos. Outra bomba foi encontrada antes de explodir, no bairro cristão de Bab Touma, na capital da Síria, ao lado de duas igrejas. Soubemos também de casos de sequestros e assassinatos de crentes”, completou.

Fontes da Portas Abertas na Síria, disseram que, agora, a situação instalou-se por todo o país. Este seria um quadro novo e preocupante no conflito que já acontece há 20 meses. Desde que a crise começou, em março de 2011, mais de 30 mil sírios foram mortos e muitos foram feridos, entre eles vários cristãos. “Nas últimas semanas vimos um aumento repentino de ataques direcionados, especialmente, à minoria cristã no país”, informou o porta-voz da Portas Abertas. Sua afirmação é baseada nos relatos de várias Igrejas.

O ataque à bomba ao bairro de Jaramana, em 29 de outubro, foi diferente dos demais. Até então, o alvo de explosões foram, sobretudo, prédios do governo ou outros locais estratégicos. Em Jaramana, porém, não havia nenhum prédio do governo nas proximidades. “A área onde ocorreu o ataque não tem edifícios com vínculos políticos”, de acordo com uma fonte da Portas Abertas. “Exceto por uma pessoa, todos os mortos e feridos são cristãos: 11 morreram e 69 ficaram feridos, sendo que 20 deles em estado crítico”, relatou.

O porta-voz da Portas Abertas está preocupado, assim como muitos irmãos na Síria também estão. Segundo ele, é impossível afirmar quem são os responsáveis pelos sequestros e atentados. “Mas parece que, entre os combatentes da oposição, há extremistas religiosos que podem, muito bem, tirar proveito da atual situação caótica do país para atacar os cristãos.”

“Tudo isso que está acontecendo é muito triste”, disse ele. “Por outro lado, já era esperado que a situação para os cristãos se tornasse cada vez pior.” O colaborador da Portas Abertas conversou com crentes locais: “Todo o tipo de elementos radicais vindo de países estrangeiros tem espaço na guerra síria. Semana passada, eu vi um vídeo perturbador no YouTube, e que poderia ter sido motivado pela pregação de imãs, carregada de ódio e que, constantemente, incentiva ataques contra cristãos e outros não-muçulmanos.”

O estado de guerra civil no país já levou um fluxo de refugiados para áreas mais seguras na Síria, mas também para os países vizinhos. “Nós não temos o número exato de refugiados cristãos, mas ouvimos que mais irmãos têm saído ou estão dispostos a sair agora”, disse o porta-voz.

O trabalho da Portas Abertas no país também foi afetado pela violência dos ataques: “A distribuição de Bíblias e livros cristãos está se tornando muito difícil e a organização de treinamentos no país é praticamente impossível. Nós apoiamos várias Igrejas no trabalho de assistência aos refugiados na Síria, mas até essa tarefa está se tornando cada vez mais complicada”, narrou nosso colaborador no país.

Pedidos de oração

    • Peça a Deus por força para os líderes e pastores. Eles estão ficando muito cansados. Esforçam-se para dar o seu melhor e encontrar energia para lidar com a situação e as histórias que ouvem diariamente.

    • Ore por segurança e ousadia para os cristãos que vivem na Síria.

    • Clame por paz na região.

Fonte: Portas Abertas

22/10/2012

Pastor foi queimado até a morte 8 dias após seu casamento


Pastor foi queimado até a morte 8 dias após seu casamentoA Portas Abertas visitou Damaris, viúva de Jackson, um dos pastores que foi queimado até a morte, no Quênia, em um ataque contra cristãos

“Eu tive o privilégio de conduzir Jackson Kioko ao Senhor, no ano de 2008”, contou Samuel Wainaina, pastor e fundador da Igreja de Melquisedeque, em Mombasa.

“Depois disso, eu o discipulei por dois anos, antes do seu treinamento para o ministério. Eu investi muito nele porque era evidente que, apesar de ser relativamente jovem na fé, o pastor Jackson era um homem muito dedicado a Deus, valente na obra do Senhor”, contou.

“Ele era um evangelista apaixonado, que viveu para cumprir apenas uma função, pura e simplesmente: transformar o maior número possível de pessoas com quem tinha contato em discípulos do Reino de Deus. Ele era um trabalhador muito esforçado e confiável.”

Infelizmente, concluiu o pastor Samuel, “eu perdi um valioso amigo e colega de trabalho no ministério, ele foi o meu assistente. Como igreja, perdemos um jovem muito generoso, uma benção na casa de Deus.”

O pastor Samuel falou sobre a morte de Kioko durante a visita de um colaborador da Portas Abertas à cidade costeira de Mombasa que, posteriormente, também foi levado à esposa do falecido Jackson, de 29 anos, Damaris Kioko.

Quando estavam a caminho da casa de Damaris, Geoffrey, o jovem indicado pelo pastor Samuel a guiá-los até a viúva, contou como o grupo de jovens da Igreja Melquisedeque perdeu uma voz unificada que os encorajava a serem mais espirituais e verdadeiros adoradores, pessoas de oração. Ele contou que Jackson sempre participou das orações noturnas e incentivava os jovens, futuros trabalhadores da igreja, a assumirem a liderança dos serviços da noite, como parte de sua formação. “Ele reunia a juventude da igreja e mostrava-lhes o que significa servir a Deus”, disse.

Ao chegarem à casa simples e confortável dos Kioko, Damaris delicadamente os conduziu para dentro. Já no início da conversa, os participantes haviam adquirido uma comunhão tão grande, que era evidente a dor que ainda machucava o coração de Damaris; ela ficava visivelmente sem fôlego ao falar sobre Jackson. A lembrança do que tinha acontecido com seu amado fazia com que seu peito se comprimisse tanto que ela falava de maneira ofegante.

Muitas vezes, sua voz era apenas um sussurro. Percebendo o quão doloroso a narração daquilo tudo estava sendo, o colaborador da Portas Abertas que a ouvia perguntou se ela queria parar, mas a resposta foi: “Não, está tudo bem”, seguida de seu depoimento:

“Jackson era tão sincero. Ele tinha a mente aberta, para frente, orava muito, era um trabalhador esforçado. Tinha apenas um objetivo na vida e dizia que era o seu chamado: ganhar almas para Jesus. Ele não se importava com o lugar que precisasse ir ou com quem falaria, tudo o que ele queria era que todo mundo que estivesse ao seu alcance ouvisse sobre Cristo”.

“Estas foram as qualidades que me atraíram nele. Nós nos conhecemos na igreja Melquisedeque, onde eu servia como cantora evangelista e integrava a equipe de mídia. Por um tempo, nós nos paqueramos e, quando ele se declarou, eu aceitei de bom grado”, contou Damaris com um sorriso tímido.

“Ficamos noivos no ano passado e planejávamos nos casar neste ano. Esses planos foram abençoados pelo Senhor e no sábado, 28 de abril de 2012, fomos finalmente declarados marido e mulher em uma cerimônia maravilhosa. Membros de nossa igreja, famílias e amigos alegraram-se conosco. ”

E continuou: “Segunda-feira, 7 de maio, foi o primeiro dia de Jackson de volta ao trabalho, após o casamento e, como de costume, ele partiu em uma missão de evangelização. Nós nos separamos felizes, eu não imaginava que nunca mais o veria novamente. ”

Damaris fez uma pausa e, em seguida, declarou com uma tristeza silenciosa que trouxe lágrimas aos olhos “Oito dias . Eu estive casada por apenas oito dias. Queimaram o nosso futuro, quando queimaram Jackson. Nós nem sequer temos um corpo para enterrar.” Isto foi dito de uma maneira tão angustiada, que soou apenas um sussurro.

“Jackson tinha 34 anos, era o primeiro de nove filhos do Sr. e Sra. Musyoki. Ele tinha duas irmãs e seis irmãos. São uma família grande e amorosa, que me acolheu em seu convívio e têm me apoiado muito desde que tudo aconteceu. Por favor, orem por essa família também, eles sofrem a dor de ter perdido um filho servo do Senhor, trabalhador. ”

“Como você é capaz de continuar?” Perguntou-lhe o colaborador da Portas Abertas. Ela parou por um momento e depois respondeu: “Somente através das orações e o apoio de amigos, familiares e membros da igreja. Eles oram todo o tempo por mim. Isso me deu força para prosseguir.”

“Peço mais orações, por favor! É tão difícil! Ni mzigo siwezi kubeba peke yangu (é um fardo que eu não tenho força para carregar sozinha). Ajude-me a carregá-lo através de suas orações. Eu não sei como passar por isso. Eu preciso de Deus, preciso dEle para me impulsionar para frente, para me levar adiante. Eu preciso que Ele me tome em seus braços,  quando eu não posso andar. Tudo o que preciso agora é de Deus. E eu preciso das orações da igreja ao lado das minhas, para os momentos de maior  fraqueza. Por favor, orem por mim.”

Fonte: Portas Abertas
07/10/2012

Quando Deus intervém, o milagre acontece


Quando Deus intervém, o milagre aconteceSer cristão no Uzbequistão não é fácil. A perseguição já atingiu níveis bastante graves; se pegos com uma Bíblia ou outros materiais cristãos, irmãos são presos, torturados e até mortos. Pela graça do Senhor, porém, a Portas Abertas tem recebido testemunhos de gratidão a Deus. Conheça um deles:

Em maio desse ano, a Portas Abertas publicou notícia de que a cristã Lena, de 60 anos, e seus parentes Ayoub e Latife tiveram problemas no Uzbequistão quando oficiais encontraram materiais cristãos na casa do pai de Ayoub.  A polícia o prendeu, assim como o irmão de Ayoub, e levou Lena para a delegacia, onde todos foram interrogados.  Depois disso, policiais saíram à procura de Ayoub, para prendê-lo também.

A tensão e o estresse dos encaminhamentos jurídicos do caso afetaram seriamente a saúde de Lena. Correram o mundo, diversos pedidos de oração por Ayoub, Latife e Lena, por todas estas dificuldades que eles enfrentaram. Pedidos de intercessão pelo advogado dos cristãos; sabedoria, saúde e força para a família e intervenção de Deus sobre o caso.

Ayoub recentemente enviou uma nota à Portas Abertas, com ótimas notícias:

“Em primeiro lugar, eu gostaria de expressar nossa gratidão a todos aqueles que oraram por nós durante este tempo de perseguições graves. Gostaria de compartilhar a boa notícia com vocês: Deus ouviu nossas orações!

Durante o primeiro processo que enfrentamos fomos multados por nossas atividades e tivemos de pagar cinco salários mínimos, o que equivale a cerca de 160 dólares americanos. Preocupamo-nos com o segundo processo judicial porque este seria baseado no direito penal e, portanto, muito mais grave e difícil para nós.

Nós ficamos totalmente maravilhados com a intervenção do Senhor, quando ouvimos que o segundo processo judicial tinha sido cancelado. Deus tinha amolecido o coração das pessoas que estavam no comando do nosso caso e, por algum motivo, eles decidiram encerrá-lo. Um dos parentes dos oficiais ficou gravemente doente, o que retardou significativamente o processo. Esse foi o motivo mais provável de terem cancelado o processo judicial.

Nós acreditamos que Deus estava no controle de cada dia. O que aconteceu foi um verdadeiro milagre para nós! Nunca ouvi falar de um caso como o nosso, onde os investigadores apenas pediram uma tradicional refeição de plov para ser servida, e encerraram o caso. Deus encorajou muito a nossa família e sentimos o seu apoio em oração.”

Fonte: Portas Abertas

05/10/2012

“Ser cristão no Uzbequistão não é nada fácil”, diz Rivaldo


“Ser cristão no Uzbequistão não é nada fácil”, diz RivaldoO jogador Rivaldo concedeu uma entrevista para o site do Portas Abertas lembrando do tempo em que esteve jogando pelo Bunyodkor, time de Uzbequistão, o 9º país de maior perseguição contra cristãos.

Na entrevista ele relembra os momentos que passou naquele país e como percebeu que falar de Jesus publicamente era proibido. “Teve um episódio, em que ganhamos a copa do Uzbequistão e usei uma camisa com os dizeres ‘Jesus number 1′ (Jesus, número 1) quando vi no site, eles haviam apagado o nome “Jesus” e falaram que não poderia mais fazer aquilo”.

Assim que se mudou para Uzbequistão, Rivaldo que é cristão tentou fazer alguns cultos em casa, mas acabou sentindo no coração o desejo de frequentar uma igreja local. Na entrevista ele relata que não só ele como outros jogadores brasileiros também passaram a congregar com cristãos uzbequistaneses.

Foi com este contato que ele pode perceber como é difícil ser cristão em um país de maioria muçulmana. “Ser cristão no Uzbequistão não é nada fácil, para mim não foi tão difícil por ser uma pessoa conhecida, mas para eles, é duro”, diz.

Leia a entrevista na íntegra:

Rivaldo, você tem conhecimento sobre a perseguição e intolerância religiosas?
Com certeza.

Você já ouviu falar da Portas Abertas durante suas passagens por diversos países, principalmente no período que morou no UZBEQUISTÃO jogando pela Bunyodkor? O que conheceu da Portas Abertas nestes locais?
 Tive conhecimento pela internet. Foi pelo site da Portas Abertas que fiquei sabendo que o Uzbequistão era o 9º país mais perseguido do mundo.

O que conheceu da igreja no UZBEQUISTÃO, pois o país ocupa o 9º lugar na Classificação de Países por Perseguição? Teve contato com os cristãos locais?
Quando cheguei lá, comecamos a fazer culto em casa, mas, senti em meu coração que deveria participar de uma igreja local, que eu deveria ser testemunha de Jesus aos uzbeques, e foi o que fiz, eu e todos os brasileiros começamos a participar de uma igreja local. Foi um tempo maravilhoso!

Você já foi proibido de expressar sua fé publicamente?
Fui, e no Uzbequistão, mesmo. Teve um episódio, em que ganhamos a copa do Uzbequistão e usei uma camisa com os dizeres “Jesus number 1” (Jesus, número 1) quando vi no site, eles haviam apagado o nome “Jesus” e falaram que não poderia mais fazer aquilo, mas continuei fazendo. Não por palavras mas por atitudes.

O que sentiu por ser cristão em um país de maioria muçulmana? Teria algum testemunho relacionado à restrição religiosa para compartilhar?
Ser cristão no Uzbequistão não é nada fácil, para mim não foi tão difícil por ser uma pessoa conhecida, mas para eles, é duro. Sei que Jesus nos levou até lá para sermos luz, testemunhas vivas. O mais emocionante foi ter convivido com cristãos locais. Ver a alegria deles por estarmos lá… A esperança de que Jesus não tinha se esquecido deles.

O que você acredita ser a maior necessidade para a minoria cristã no Uzbequistão?
Liberdade de expressar sua fé. Liberdade de ouvir um louvor. Liberdade de ler a palavra de Deus.

Você já tentou aproximação para falar do amor de Deus para jogadores de outras religiões? Qual foram as reações?
Respeito muito as pessoas, não sou aquela pessoa de impor a minha opinião. Falo de Jesus através das minhas atitudes, e da minha maneira de ser. E sei que muitos deles foram impactados.

Em quais situações você acha que se deve abrir mão de professar publicamente sua fé?
Tenho certeza de que em nenhum momento. Nunca negarei a Jesus. É por Ele e para Ele que vivo.

Fonte: Gospel prime

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