Posts tagged ‘profanação’

03/06/2011

Vítimas de pedofilia do clero processam Igreja Católica


Cerca de 80 vítimas de pedofilia por parte de elementos do clero na Bélgica apresentaram uma acusação contra a Santa Sé e altos responsáveis da Igreja Católica belga num tribunal de primeira instância em Gand, para exigirem indemnizações. As primeiras audiências deverão ser marcadas para Setembro.

Walter Van Steenbrugge, advogado das vítimas, salientou que o processo visa a «Santa Sé, sacerdotes belgas e outros religiosos», não sendo contra o Papa Bento XVI directamente dada a sua imunidade enquanto chefe de Estado do Vaticano.
No entanto, o sumo pontífice não foi esquecido: O Papa «nomeia os bispos que estão sob a sua autoridade, o que o torna responsável pelos seus erros», para além de que «não interveio pessoalmente nem deu instruções, o que permitiu que os abusos continuassem e se agravassem», disse Walter Van Steenbrugge em conferência de imprensa.
Recorde-se que em 2010, a Igreja Católica viveu um escândalo, quando o bispo de Bruges, Roger Vangheluwe, reconheceu ter cometido abusos sexuais e se demitiu em Abril de 2010. Neste processo são ainda visados o arcebispo André-Joseph Léonard e o cardeal Godfried Dannels por «não terem impedido os abusos».

Notícias Cristãs / Abola

02/06/2011

Site da ABGLT convoca para ato de queima da Bíblia


Um dos textos dizia que “em frente a Catedral, nós ativistas LGBTT iremos queimar um exemplar da ‘Bíblia Sagrada’”.

No que a entidade classifica como um “ataque hacker”, um aviso postado na tarde desta terça-feira (31) no site da Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT) convocava simpatizantes a um evento em Brasília, supostamente programado para amanhã (1), em que seriam queimados exemplares da Bíblia.

Na primeira versão publicada na seção de “eventos nacionais” da página virtual, o texto dizia que “em frente a Catedral, nós ativistas LGBTT iremos queimar um exemplar da ‘Bíblia Sagrada’”. Em seguida, a mensagem defendia que “um livro homofóbico como este não deve existir em um mundo onde a diversidade é respeitada.”

Por fim, o autor da postagem, que se indentificava como “João Henrique Boing, ativista GLSBTT”, conclamava o público para seu suposto ato: “Amanhã iremos queimar a homofobia. Compareça”.
Após o anúncio gerar comentários raivosos no Twitter, uma nova versão do aviso foi postado. O texto dizia: “Queimando a Homofobia: aglomeração as 14h na porta da catedral. Tragam livros religiosos, em prol da diversidade”.

Às 20h40, esse trecho continuava publicado no site da instituição, uma das mais atuantes no processo que culminou com a aprovação da união estável entre homossexuais pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no dia 5 de maio.

Segundo Toni Reis, presidente da associação, tudo não passou de um ataque de hackers. “Não somos nós que estamos publicando esse tipo de coisa. Temos respeito total pelas religiões. A Bíblia é para ser respeitada”, disse ele, que afirmou ter teólogos no corpo diretivo da entidade.

A liderança gay, que se uniu ao seu companheiro logo após a decisão no Supremo, explicou que já entrou em contato com as autoridades policiais de Curitiba, cidade sede da ABGLT, para registrar a modificação ilegal de sua página virtual. “Estamos até cogitando tirar o site do ar”, assumiu.

Toni pediu “mil desculpas” aos que se sentiram ofendidos com a postagem. “Estamos tentando verificar quem é o autor desse tipo de ataque. É alguém muito mal intencionado. As pessoas que são homofóbicas não param de nos atacar.”

Segundo ele, esta não foi a primeira vez que hackers teriam entrado na página da entidade. Há dois meses, explica ele, foi publicada a seguinte mensagem na página eletrônica: “Bolsonaro para presidente do Brasil”, em referência ao deputado federal Jair Bolsonaro (PP-RJ), que protagonizou inúmeros ataques aos movimentos gays nos últimos tempos em Brasília.

Fonte: UOL / Folha Gospel

09/04/2011

Queimar Alcorão é como crucificar Jesus Cristo, afirma John Piper


O altamente respeitado pastor evangélico John Piper fez um comentário surpreendente ainda perspicaz terça-feira quando ele comparou a queima do livro sagrado islâmico com a crucificação de Cristo.

Seu comentário vem em meio a relatos de que pelo menos 24 pessoas morreram, inclusive sete funcionários das Nações Unidas, no Afeganistão, desde sexta-feira por causa da queima do Alcorão por um pastor da Flórida, em março.

Para ajudar a explicar a fúria violenta dos Muçulmanos pela queima do Alcorão, Piper citou escrita do estudioso britânico Andrew Walls, fundador do Centro para o Estudo do Cristianismo no mundo não-ocidental, em seu livro The Cross-Cultural Process in Christian History (Processo Transcultural na História do Cristianismo).

No livro, Walls destacou que a diferença entre o Islã e o Cristianismo é que uma é facilmente traduzível, enquanto a outra resiste à tradução.

“Absolutos islâmicos são fixos em uma determinada língua, e nas condições de um determinado período da história humana. A Palavra divina, é o Alcorão, fixo no céu para sempre em árabe, a língua da revelação original,” escreveu Walls. “Para os Cristãos, no entanto, a Palavra divina é traduzível, infinitamente traduzível.

“Muito do mal-entendido entre Cristãos e Muçulmanos, surgiu a partir do pressuposto de que o Alcorão é para os Muçulmanos o que a Bíblia é para os Cristãos,” escreveu o Walls, que foi um dos primeiros estudiosos a estudar a mudança global da Igreja longe do Ocidente. “Seria mais correto dizer que o Alcorão é para os Muçulmanos que Cristo é para os Cristãos.”

Piper concluiu que o paralelo entre o Cristianismo e o Islã não é Cristo para profeta Maomé e Alcorão para a Bíblia. Pelo contrário, o paralelo é entre Alcorão e Cristo.

“O Alcorão é no Islã o que a encarnação de Cristo é para o Cristianismo,” afirmou Piper em seu blog no site Desiring God. “Se isto é assim, então a queima do Alcorão é paralela à crucificação de Cristo.”

A violência atual do Afeganistão relacionada com o Alcorão foi despertado quando o pastor da Flórida, Terry Jones e pregador Wayne Sapp colocou o livro sagrado islâmico em um julgamento simulado em 20 de março e achou-o “culpado de causar estupro, assassinato e terrorismo.” Como castigo, o Alcorão foi queimado.

Houve intencionalmente pouca cobertura da mídia nos EUA sobre a queima do Alcorão. Mas a notícia da profanação do livro sagrado islâmico logo chegou ao Afeganistão e Paquistão pela internet. O presidente afegão Hamid Karzai manifestou-se contra a queima do Alcorão e pediu ao governo dos EUA para processar os responsáveis. Oito dias depois de Karzai, condenou a queima Alcorão como “desrespeitosa e abominável,” protestos violentos eclodiram.

Em 01 de abril, centenas de afegãos irritados marcharam para a sede da missão da ONU no norte da cidade de Mazar-i-Sharif, após as orações de sexta-feira e atacaram os guardas e incendiaram a embaixada. Quase uma semana depois, os protestos continuaram em erupção no Afeganistão pelo que dois pregadores norte-americanos fizeram com o Alcorão.

Piper em seu blog sustentou que a queima do Alcorão não é o equivalente moral do assassinato de seres humanos. Mas ele observou que a compreensão do paralelo entre o cristianismo e o islamismo ajuda a explicar por que os Muçulmanos estão tão indignados.

No entanto, o pastor Minnesota também apontou a diferença entre a forma como o Islã e o Cristianismo ensinam os seus seguidores a reagir quando o Alcorão é profanado ou Cristo é crucificado. Mesmo quando Jesus enfrentou a crucificação, ele condenou a violência. Jesus repreendeu um de seus seguidores por usar a espada (Mateus 26:52), curou a orelha do inimigo que foi cortada (Lucas 22:51), orou para o perdão de quem o matou (Lucas 23:34), e ensinou seus discípulos a amar os seus inimigos (Lucas 6:27), apontou Piper.

“Assim, o Alcorão foi queimado e Cristo foi crucificado – e continua a ser crucificado,” Piper escreveu. “A prova está na resposta.”

Fonte: The Christian Post

 

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