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04/12/2012

Centro inter-religioso pretende unir todas as religiões em busca da paz mundial


Centro inter-religioso pretende unir todas as religiões em busca da paz mundialO secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, e os ministros das Relações Exteriores da Arábia Saudita, Áustria e Espanha, participaram da abertura de um centro internacional para o diálogo inter-religioso no centro histórico de Viena.

O Centro Internacional para o Diálogo Inter-religioso e Intercultural Rei Abdullah Bin Abdulaziz é um projeto que busca ampliar o diálogo entre as diferentes religiões.  Patrocinado pelo governo da Arábia e co-patrocinado pela Áustria e Espanha, seu conselho será composto de um diretório formado por representantes católicos, protestantes, ortodoxos, judeus, budistas, hinduístas e pelas três principais vertentes do Islã: xiita, wahhabista e sunita.

Um observador do Vaticano ressaltou que a nova instituição tem como objetivo tornar-se “uma ponte para facilitar o diálogo entre religiões, a fim de melhorar a cooperação, o respeito à diversidade, justiça e paz”.

Os organizadores do Centro, que leva o nome do rei saudita, garantem que não haverá interferência política e que o conselho, será independente. ”O que tentamos mostrar é que a religião não deve ser vista não como parte de um problema, mas como parte de uma solução”, resumiu o ministro das Relações Exteriores da Espanha, José Manuel García-Margallo. Mas a inauguração do centro gerou um acalorado debate entre diferentes grupos de ativistas por causa do envolvimento da Arábia Saudita, berço do Islã e que não permite a existência de outras religiões em seu território. No entanto, os proponentes esperam promover uma maior tolerância nesta nação.

O secretário Ban Ki-moon lembrou dos atuais conflitos na Síria e as disputas entre israelenses e palestinos como exemplos que mostram a necessidade de “um entendimento a longo prazo que passa por fronteiras e identidades religiosas, nacionais, culturais e étnicas”.

O rabino David Rosen, representante do judaísmo no Centro Rei Abdullah, ressalta que o Centro tem programas para combater a intolerância e os preconceitos. Ele ressalta que “anunciaremos uma primeira iniciativa que envolverá as diversas comunidades religiosas – principalmente igrejas e mesquitas – para combater a mortalidade infantil e para favorecer uma educação básica para a saúde. Outros pontos são, por exemplo, a assistência aos órfãos da AIDS, a educação, os problemas relacionados ao ambiente. Também temos que reconhecer que ocorrem coisas terríveis em nome da religião… Há muitos conflitos que são conflitos territoriais, para os quais a religião é explorada. Eu conheço muito bem a Irlanda, mas isso também vale para o Sri Lanka, para a Caxemira, para a Nigéria. E particularmente para o meu país no Oriente Médio”.

O que originou a ideia deste novo centro foi a Conferência Internacional do Diálogo realizada em Madri, em 2008, com o patrocínio da Arábia Saudita. Margallo ressalta que a é um fórum de diálogo “não entre religiões, mas entre crentes de distintas religiões que compartilham valores e princípios para fazer com o que mundo viva mais em paz, mais estável e mais harmonioso”. Com informações Acontecer Cristiano e Unisinos.

Fonte: Gospel Prime

26/11/2012

Rabino tenta provar que neurociência pode explicar a fé


Rabino tenta provar que neurociência pode explicar a féO cérebro desempenha um papel importante na maneira como as pessoas estabelecem sua relação os outros e nele residem as questões morais. Embora essa declaração seja esperada de um cientista, analisar como o cérebro processa a relação com Deus é o desafio do rabino Ralph Mecklenburger, do Texas, que escreveu um livro sobre o assunto recentemente.

“Nosso cérebros determina tudo o que fazemos”, disse Mecklenburger, que além de liderar a Congregação Beth-El, na cidade de Fort Worth, também é professor na Brite Divinity School, uma universidade cristã. “Nosso cérebro estabelece que tipo de arte ou de música gostamos. Ele definitivamente também molda a nossa religião”.

No seu livro, “Our Religious Brains: What Cognitive Science Reveals About Belief, Morality, Community and Our Relationship With God” [Nossos cérebros religiosos: o que a ciência cognitiva revela sobre crença, moralidade, comunidade, e nosso relacionamento com Deus], ele afirma: “As nossas crenças, a nossa espiritualidade, nosso senso de comunidade, nossa relação com as pessoas e com Deus não são menos dependentes de nossos cérebros que atividades triviais como ler, rir, exercitar, resolver problemas, amar e tudo o mais o que fazemos”.

Mecklenburger tornou-se interessado no funcionamento do cérebro muitos anos atrás, quando seu filho, Alan, foi diagnosticado com transtorno de déficit de atenção, aos 5 anos. “Eu queria saber como o cérebro do meu filho era diferente dos outros”, disse.

Alan fez um tratamento e hoje é um consultor de informática formado pela Universidade do Texas, em Austin.

O rabino começou a ler muito sobre a neurociência e se apaixonou pelo assunto. “Eu encontrei este material fascinante, porque nos ajuda a descobrir quem eu sou e quem você é. Realmente, algo incrível. Há cerca de cem bilhões de neurônios em seu cérebro. Todos estão interligados. É aí que a surge nossa consciência. Um verdadeiro milagre”.

Entre as pesquisas citadas, estão as do Dr. Andrew Newberg e do falecido Eugene d’Aquil, que usaram imagens tomográficas para estudar o que acontece dentro do cérebro de religiosos meditando e rezando, incluindo monges budistas, padres e freiras. Curiosamente, os dois grupos demonstraram um fenômeno semelhante: menor atividade na parte traseira superior do cérebro, que nos orienta no tempo e no espaço.

Quanto mais profunda era a meditação, os monges diziam se sentiam mais integrados ao universo. As freiras, durante a oração intensa, diziam sentir um contato mais íntimo com Deus.

“O fato é que eles perderam a distinção de tempo e espaço e começaram e imergir em outro estado de consciência”, disse Mecklenburger. “Ao sentir essa ‘conexão’, revelaram algo que a física moderna já é capaz de explicar”.

O mais importante, disse ele, é que o estudo mostra que algo realmente diferente ocorre no cérebro durante qualquer experiência espiritual. Essa investigação científica sobre oração, a meditação e outras práticas sagradas não diminui a importância da religião, ressalta o rabino. Ele também defende que nossa estrutura cerebral “nos predispõe para encontrar a fé”.

“Faz parte de nossa natureza sentir temor diante deste grande universo e encontrar maneiras diferentes de lidar com ele. Uma dessas formas é a religião. Nossos cérebros exploram inúmeras possibilidades do que é a vida. As mais complexas são as religiosas. É a religião que nos aponta a principal maneira de ver mundo e dar sentido a ele”.

A moralidade básica, segundo ele, é parte essencial do nosso cérebro. O bom comportamento é aprendido com os pais, através de experiências e na igreja. Mas a neurociência indica que a moralidade também faz parte da estrutura cerebral desde que nascemos.

“Há um certo egoísmo básico em todos nós”, disse. “É parte da natureza humana. Nossa tendência é pensar, ‘Quero tudo para mim.”

Ele explica que podemos ‘programar’ nossos cérebros para nos impedir de ceder às tentações (comer mais do que devíamos, ter um caso extraconjugal ou dizer/fazer alguma coisa errada).
“Mas os desejos relacionados a sexo, fome e poder são os mais fortes. Ainda muito frágeis. Às vezes a programação funciona, às vezes não”, enfatiza.

A religião e seus ensinamentos morais ajudariam a dominar esses ‘padrões cerebrais negativos’. “Às vezes é literalmente uma parte do cérebro lutando contra outra parte do cérebro”.

Mecklenburger conclui que mesmo as pessoas que não acreditam em Deus, acabam acreditando em alguma outra coisa. “Nosso cérebro precisa encontrar uma maneira de se relacionar com o mundo… Algumas pessoas acabam usando isso para a política. Outras para a filosofia ou a ciência. Há quem se resuma a usar isso para buscar dinheiro e prazer”.

Traduzido de Star Telegram.

Fonte: Gospel Prime

21/11/2012

Nome da operação de Israel anti-Hamas tem significado bíblico


Nome da operação de Israel anti-Hamas tem significado bíblicoO nome da campanha de Israel contra o Hamas divulgado para a imprensa, em inglês, é “Operação Pilar da Defesa”. Mas a leitura do nome da ação em hebraico poderia provocar surpresa ao se constatar que é “Operação Pilar de Cloud”

Um porta-voz das Forças de Defesa de Israel explicou que a maioria dos israelenses reconheceria o termo “coluna de nuvem”, sendo essa uma referência bíblica.

“Nos baseamos na coluna de nuvem que acompanhou a nação de Israel durante o Êxodo, enquanto eles saiam o Egito e viajavam para a terra prometida”, disse Eytan Buchman, chefe  de mídia das Forças Armadas de Israel. “Eles queriam ter proteção contra os problemas do deserto, ladrões, povos inimigos, cobras e escorpiões.”

Buchman disse que o nome da operação anti-Hamas comunica a mensagem de que se trata de uma manobra defensiva.

“Estamos chegando a uma década de foguetes sendo disparados indiscriminadamente contra civis”, explica Buchman, referindo-se às ações do Hamas no sul de Israel. A atual operação militar do Estado judaico, ressalta, “é como uma nuvem proverbial que está chegando para proteger.”

A primeira referência bíblica a uma coluna de nuvem está em Êxodo 14:19-20, que descreve a fuga dos israelitas da escravidão, culminando com a divisão do Mar Vermelho feita por Moisés.

De acordo com o rabino Shmuel Herzfeld, que lidera a Sinagoga Nacional, em Washington, a ideia da coluna de nuvem refere-se à proteção física e espiritual: “A mensagem espiritual aqui é sobre a oração a Deus pedindo proteção”, disse Herzfeld. ”Em Êxodo, a coluna de nuvem é a proteção espiritual dos israelenses”.

A coluna também aparece no livro de Salmos, em um versículo que lembra que Deus falou com os líderes hebreus como Moisés, Arão e Samuel “na coluna de nuvem”.

Mesmo com muitas críticas pela opção de associar um ataque militar a uma manifestação divina, Buchman disse que ele o exército de Israel simplesmente queria enfatizar a “natureza defensiva da operação”. Ele lembrou ainda que operações anteriores de Israel já usaram referências bíblicas.

Em 2002, disse ele, as forças de defesa usaram o nome “Operação Arca de Noé” na apreensão de um navio palestino carregado com foguetes, mísseis e explosivos. Em 2008, a operação em Gaza foi chamada de “Chumbo Fundido”. Ela começou durante o feriado judaico do Chanuká e faz referência a uma canção religiosa popular neste período do ano. Traduzido de CNN.

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