Posts tagged ‘Sudão do Sul’

29/10/2015

Templo de igreja luterana é demolido no Sudão e ameaças à liberdade religiosa aumentam no país


Templo de igreja luterana é demolido no Sudão e ameaças à liberdade religiosa aumentam no país

A polícia da cidade de Omdurman (Sudão) demoliu o prédio da Igreja Evangélica Luterana local e agora, há temores crescentes de cristãos locais, depois que mais esta igreja foi destruída. A igreja estava perto de uma mesquita, que se manteve intacta. A construção de novas igrejas no Sudão é proibida e a polícia usou desta justificativa “legal” para demolir o edifício.

Segundo a agência ‘Christian Solidarity Worldwide’, “A destruição da Igreja Evangélica Luterana de Omdurman é um desenvolvimento alarmante que ocorre em meio a relatos de que outros templos cristãos foram destruídos no Sudão, na última quinzena”.

“Estes incidentes são parte das restrições sistemáticas do governo sobre os direitos e liberdades das minorias religiosas do Sudão, que tem como alvo principal, a fé cristã. De particular interesse é o fato de a igreja luterana de Omdurman estar situada a alguns metros de uma mesquita, que tem autorização para permanecer em pé, com destaque para a discriminação no processo de seleção de projetos de redesenvolvimento”, acrescentou.

“A congregação da Igreja Evangélica Luterana não só perdeu o seu lugar de reuniões / cultos, mas também enfrenta deslocamento permanente, desde que o governo deixou de permitir a construção de novas igrejas. A CSW apela ao Governo do Sudão para respeitar o direito constitucionalmente garantido de liberdade religiosa, tanto na lei como na prática, e para que cesse a destruição ilegal dos lugares de culto cristãos”.

O governo do Sudão tem intimidado a construção de edifícios da igrejas, invadido livrarias cristãs, prendendo e expulsando os cristãos estrangeiros, desde o Sudão do Sul se separou em 2011.

O templo da Igreja Pentecostal do Sudão em Cartum (capital do Sudão), que também abrigou o Centro Cristão da cidade, foi trancada no ano passado.

O Sudão é considerado pelos Estados Unidos um “País de Preocupação Específica” e está em sexto lugar na Missão Portas Abertas Internacional, na lista de países que sofrem com a perseguição religiosa, atualizada recentemente.

13/02/2011

Para cristãos, independência do Sudão do Sul teria sido revelada nas Escrituras


Para cristãos, independência do Sudão do Sul teria sido revelada nas EscriturasPara os cristãos do recém-formado Sudão do Sul, a  oportunidade de tornar-se independente da maioria muçulmana do norte é mais que um dos termos do acordo de paz de 2005, que encerrou uma guerra civil de duas décadas. Trata-se da vontade de Deus para cumprir uma profecia do capítulo 18 do livro do profeta Isaías.

A independência de sua nação teria sido anunciada na Bíblia mais de 2.000 anos atrás, em uma das várias passagens que se refere à terra de Cuche, e os descreve como pessoas de estatura elevada e pele lisa, cuja terra os rios dividem.

“Lemos muitas vezes esse texto bíblico no domingo”, disse Ngor Kur Mayol, imigrante sudanês residente nos EUA que votou no referendo realizado no início deste mês para decidir a independência. ”O texto menciona muito a maneira como estávamos sofrendo durante tantos anos e como esse sofrimento irá terminar depois que votamos pela independência.”

A interpretação não é de todo inverosímil, defende o professor Ellen Davis, da Escola Teológica de Duke, que tem colaborado desde 2004 com a Igreja Episcopal do Sudão a fim de reforçar a educação teológica naquele país .

“Não há dúvidas que Isaías 18 fala sobre o povo do Alto Nilo. Realmente está falando sobre o povo sudanês”, explica Davis. Segundo ele, a crença na profecia é quase unanimidade entre os cristãos daquele país.

“De modo geral, os cristãos sudaneses  creem muito mais que a maioria dos cristãos norte-americanos que a Bíblia fala de acontecimentos atuais. Em especial dos acontecimentos políticos”, disse o professor.

Líder de uma Igreja Presbiteriana de imigrantes sudaneses em Nashville, o pastor Jock Paleak explica como Isaías 18 tem sido interpretada como uma referência para a independência.

“A Bíblia diz que quando eles levantarem a bandeira sobre os montes, o mundo inteiro vai ver.” Para ele, os olhos do mundo todo estão agora sobre o  Sudão do Sul.

Os resultados divulgados na semana passada mostram que a separação  foi aprovada por quase 99% dos eleitores. Os sudaneses que moram em outros países também puderam votar.

Para Paleak, Isaías 18 termina com uma indicação que aponta o fim do regime  muçulmano do norte. O versículo 7 diz: “Eles levarão seus presentes para a monte Sião”. “Significa que serão livres para louvar a Deus do seu jeito em sua própria terra”, explica ele.

Mesmo assim, Paleak não afirma estar “100% seguro” de que a profecia realmente se refere à independência do Sudão do Sul. Já o pastor Malok Deng, da Igreja Bíblica Sudanesa de Nashville, não tem dúvidas disso.

Ele viu o sofrimento dos sudaneses do Sul durante a guerra civil que deixou dois milhões de mortos e a fuga de muitas pessoas que saíram do país durante o conflito como parte de um plano divino descrito no capítulo dois de Sofonias, entre outras passagens.

“O texto diz que Deus enviaria inimigos para nos castigar, assim poderemos nos arrepender de nossos pecados e voltar para Deus”, disse o pastor. ”É por isso que tudo isso está acontecendo.” Deng conta que a guerra provocou sua conversão.

“Quando era adolescente, fui para o norte de Darfur por causa da guerra. Foi então que conheci o Senhor e fui salvo. Se não fosse isso, teria morrido no paganismo.”

Martin Drani, pastor Igreja Comunitária Sudanesa, em Nashville, não tem dúvidas de que Deus é a verdadeira força por trás do referendo. Ele afirma: ”É uma profecia. Se você acredita na Bíblia, então sabe que toda profecia deve se cumprir. Os israelitas também tinham profecias sobre eles que foram cumpridas.”

Outros estudiosos também veem a possibilidade de que o norte muçulmano estará envolvido no ataque a Israel profetizado em Ezequiel 38, onde afirma-se que a terra de Cuche fará aliança com a Pérsia (Irã) e Pute (Líbia) no fim dos tempos. Assim, apenas países muçulmanos atacariam Israel segundo o profeta Ezequiel. O Sudão do Sul será majoritariamente cristão, pois após a decisão pela independência muitos moradores do norte que seguem a fé cristã estão mudando para o sul.

Mesmo assim, nem todos os sudaneses veem a situação da mesma maneira. Ayak Duot, por exemplo, discorda que trate-se de uma profecia cumprida. ”Ouvi falar disso, mas não acredito. Quando o sul do Sudão se tornar um país novo,  será porque muitas pessoas, inclusive meu pai, lutaram e morreram por esta causa”, afirma.

Depois do anúncio oficial do resultado do referendo, países ligados à ONU devem reconhecer a independência, que só deve ser formalizada em 9 de julho. Ainda há disputas bilaterais sobre a demarcação definitiva da fronteira, por conta da divisão dos preciosos recursos hídricos do Nilo e das reservas de petróleo do país.

Fonte: Pavanews, com informações de G1, Sudanese Online e Prophecy Newswatch

01/02/2011

Mais de 99% do sul do Sudão votam pela separação


Mais de 99% do sul do Sudão votam pela separaçãoMais de 99% dos sudaneses do sul votaram a favor da secessão do norte, segundo um oficial do referendo que saiu neste domingo, dia 30 de janeiro, no anúncio do primeiro resultado preliminar.

“A votação para a separação foi 99,57 por cento, “disse Chan Reek Madut, o chefe adjunto da comissão que organizou o referendo, a uma multidão na capital do sul de Juba, segundo o Reuters.
O comparecimento às urnas no sul do país foi de 99%, disse Madut. E mais de 60% dos sudaneses do sul que vivem no norte do país votaram, com 58% de votação para se separar, afirmou.

Mohamed Khalil Ibrahim, presidente da Comissão do Referendo do Sudão do Sul, disse que 99% da diáspora sul do Sudão em oito nações também votaram a favor da secessão.

Após décadas de guerra civil e de tensão permanente entre os governos do norte e do sul, parece que o sul vai finalmente tornar-se seu próprio país. O referendo de uma semana, que começou em 09 de janeiro, é chamado pelo Acordo de Paz Global 2005, que encerrou mais de duas décadas de guerra civil.

Apesar de um acordo de paz ter sido assinado em 2005, a tensão entre a maioria árabe muçulmana do Norte e cristãos africanos e animistas do Sul permaneceu elevada durante os seis anos que antecederam o referendo. Muitos temiam que a violência fosse irromper durante a votação de uma semana, mas nada ocorreu.

O Presidente do Sudão do Sul Salva Kiir, que é esperado para liderar a independência do Sul, pediu para o Sudão do Sul perdoar o Norte pelos anos de violência durante a guerra civil. Cerca de 1,9 milhões de pessoas morreram durante a guerra entre o Norte e o Sul e mais de 500 Igrejas foram destruídas no sul do país.

“Por nossos irmãos e irmãs falecidos, especialmente aqueles que caíram durante o tempo de luta, que Deus os abençoe com paz eterna,” disse Kiir na catedral católica em Juba, a 16 de janeiro.

“E,” continuou ele, “podemos, como Jesus Cristo na cruz, perdoar aqueles que forçadamente causaram suas mortes.”

Os resultados finais do referendo são esperados para serem anunciados no início de fevereiro.


Fonte: Christian Post/Missão Portas Abertas

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