Posts tagged ‘tempo certo para o casamento’

10/12/2019

A arte de permanecer casados


Texto básico: Malaquias 2.12-16

Versículo-chave: Malaquias 2.15
“…Portanto, cuidai de vós mesmos, e ninguém seja infiel para com a mulher da sua mocidade”.

Alvo da lição:
Ao estudar esta lição, você se dedicará de modo sábio e cristão à manutenção de um casamento saudável.

Leia a Bíblia diariamente:
seg   1Pe 3.9-12
ter    Rm 12.14-21
qua   Mt 19.4-6
qui    Pv 4.25-27
sex    Pv 14.1; 24.3-4
sáb    Mc 10.2-12
dom  Gn 2.18-25

A lição de hoje trata de alguns princípios sobre a manutenção do casamento:

1. Casamentos são realizados com a previsão de durarem a vida toda.

2. Os casamentos não duram a vida toda naturalmente, sem algum esforço e cuidado.

3. Devemos descobrir e tomar atitudes claras e eficazes para que o casamento seja durável.

O estudo da lição não tem a intenção de acusar ou trazer um peso ainda maior aos que experimentaram o divórcio. O fato é que mesmo as pessoas que passaram por divórcio entendem que o casamento é feito para durar toda a vida. Também não teremos segredos garantidos e fáceis para as pessoas permanecerem casadas, mas alguns princípios que tenham fundamento na palavra de Deus, e que poderão ajudar na construção de casamentos mais saudáveis e mais duráveis.

Quando alguém assume um grande compromisso, geralmente, espera que logo acabe. Do outro lado, quando alguém aceita um compromisso de longa duração, espera que o valor do compromisso esteja diluído de tal maneira que se torne bastante pequeno, aceitável. No casamento, as duas dimensões estão presentes: trata-se de um compromisso intenso e, ao mesmo tempo, um compromisso extenso, para toda a vida. Nossa lição evitará o trabalho de defesa da durabilidade do casamento, e se dedicará a oferecer orientações básicas que ajudem as pessoas “na arte de permanecerem casadas”.

I. Casamentos duráveis demonstram presença equilibrada de amor e compromisso (Mc 10.7-8)

Aqueles que são casados há muitos anos, geralmente, testemunham que “só o amor não sustenta uma relação”. Aqueles que se separaram um dia demonstram na prática que “só o compromisso não sustenta uma relação”. Ainda assim, ambos concordarão que uma relação duradoura depende tanto de amor como de compromisso – muito amor, e compromisso firme!

A maneira bíblica de descrever compromisso no casamento está na célebre frase proferida em Gênesis (2.24-25) e pelo próprio Senhor Jesus: “Por isso, deixará o homem a seu pai e mãe e unir-se-á a sua mulher, e, com sua mulher, serão os dois uma só carne” (Mc 10.7-8). Duas expressões são especialmente contundentes ao ensinarem a intensidade do compromisso: “unir-se” e “uma só carne”. Segundo os estudiosos, “unir-se” tem o significado de um elo forte que não será jamais quebrado, envolvendo duas características: lealdade inabalável e amor ativo, permanente, que não desiste. Do outro lado, tornar-se uma só carne (que inclui relação sexual e todas as dimensões adicionais afetivas e físicas) significa uma natureza de união tão forte que seria impossível desunir (separar, cortar, dividir) sem que marcas profundas sejam manifestas. Para se ter uma ideia da natureza desse modelo de união, a Bíblia o chama de mistério e declara ser essa a representação mais completa do relacionamento entre Cristo e Sua igreja (Ef 5.31-32).

Um compromisso de tamanha magnitude e com tamanhas implicações não é assumido com facilidade. Por isso, alguns chegam a temer o casamento. A base do comprometimento tem que ser o amor, pois ele expulsa o medo (1Jo 4.18 NVI). Desse modo, enquanto o compromisso dá sustentação para o sentimento de amor, o amor torna possível a manutenção do compromisso.

II. Casamentos duráveis pedem manutenção sistemática

A atitude própria de todas as pessoas que adquirem um bem durável é programar-se para o natural cuidado de sua manutenção. Assim fazemos quando adquirimos uma casa, um carro ou mesmo algum eletrodoméstico. Na verdade, até mesmo a garantia da maioria dos bens depende de sua manutenção adequada. O mesmo acontece quando se deseja construir um casamento durável. Sem manutenção adequada, os casamentos se tornam vulneráveis e frágeis.

Entre as diversas formas de se cuidar da manutenção de um casamento, duas serão destacadas aqui.

1. Disposição e capacidade de lidar com conflitos

Podemos evitar muitos dos conflitos que surgem no casamento bastando para isso uma atitude mais cuidadosa por parte de cada um de nós. A disposição para aceitar as diferenças, por exemplo, diminui de modo decisivo o potencial de um casal para se envolver em conflito – homens são diferentes de mulheres (que bom!), pessoas criadas na família “A” são diferentes de pessoas criadas na família “B”, e assim por diante. Nossas diferenças se manifestam na maneira como reagimos aos problemas, na escala de valores da família, no gosto por alimentos, ambientes, humor e de tantas outras maneiras. Há casais que não conseguem conviver porque um dos cônjuges deseja mudar o outro e fazê-lo ser exatamente igual a ele. Há casos em que a disposição para “implicar” com o outro e com a maneira de ele ser e perceber as coisas acaba por tornar insustentável a vida comum.

O texto de 1Pedro 3.1-7 (NVI) oferece exemplo de postura favorável para lidarmos com as diferenças quando orienta as mulheres cristãs a tratarem até mesmo com um marido que não obedece à Palavra: “Do mesmo modo, mulheres, sujeite-se cada uma a seu marido, a fim de que, se ele não obedece à palavra, seja ganho sem palavras, pelo procedimento de sua mulher, observando a conduta honesta e respeitosa de vocês” (v.1-2). O ensino alcança diversas áreas da vida familiar, e orienta também os homens a serem sábios no convívio com a própria esposa… “e tratem-nas com honra, como parte mais frágil e coerdeiras do dom da graça da vida…” (v.7).

2. Habilidade de lidar com mudanças necessárias e inevitáveis

Além das questões que podem ser vistas como “diferenças”, o casamento inclui enganos, erros e pecados por parte dos membros da família. O fato é que somos pecadores! A maneira como lidamos com os nossos próprios erros e com os erros do cônjuge será fundamental para definir a continuidade saudável do casamento. Isso significa aprender a pedir perdão (embora os exemplos bíblicos sejam tantos, temos a tendência de achar que é humilhante pedir perdão, e acabamos optando por atitudes prejudiciais ao casamento, como negar, “deixar o tempo passar”, ficar irritado quando confrontado, culpar o outro, etc.), ter capacidade para entrar em acordo com o outro e disposição para perdoar. A Bíblia nos ensina que devemos ser “uns para com os outros benignos, compassivos, perdoando-vos uns aos outros, como também Deus, em Cristo, vos perdoou” (Ef 4.32). Do outro lado, se existe um lugar em que deve ser aplicado o ensinamento de Jesus a Pedro segundo o qual devemos perdoar nossos irmãos até “setenta vezes sete”, esse lugar é no casamento.

A atitude de perdão, segundo a Bíblia, é antecedida por uma cuidadosa advertência contra os pecados relacionais que nos dividem e fazem nascer conflito. Em Efésios 4.25-31, somos exortados a ser cuidadosos para “não mentir uns aos outros (v.25), não nos entregar à raiva de uns para com os outros (v.26-27), não roubar uns dos outros (v.28), não dizer palavras que machuquem uns aos outros (v.29), e viver (inclusive em casa) de maneira que permaneça “Longe de vós, toda amargura, e cólera, e ira, e gritaria, e blasfêmias, e bem assim toda malícia” (v.31).

III. Casamentos duráveis recebem investimentos constantes

Um casamento saudável não se sustenta “naturalmente”, sem investimento.

1. De natureza física

Resumidamente, o investimento no casamento inclui o cuidado com o corpo (higiene, saúde, aparência…) e o uso de todas as potencialidades do corpo, incluindo as expressões físicas de carinho (de caráter sexual ou não).

 2. De natureza emocional

Podemos investir no casamento também por meio do uso adequado das emoções, especialmente quando oferecemos ao outro a segurança de que é importante, especial, alvo de amor. O livro de Cantares tem sido usado como um verdadeiro manual de investimento físico e emocional no casamento.

3. De natureza espiritual

Felizes são os casais que oram um pelo outro e juntos, que leem a Bíblia e cultuam juntos e que, especialmente, são capazes de aplicar os ensinamentos da palavra de Deus nas atitudes diárias e em todas as dimensões do relacionamento conjugal (veja Tg 1.22).

A Bíblia trata bastante desse tipo de relacionamento de cumplicidade e proximidade.

  • Eclesiastes 4.9-12 registra que “Melhor é serem dois do que um, porque têm melhor paga do seu trabalho. Porque se caírem, um levanta o companheiro; ai, porém, do que estiver só; pois, caindo, não haverá quem o levante. Também, se dois dormirem juntos, eles se aquentarão; mas um só como se aquentará?”
  • Provérbios 31 apresenta uma mulher chamada de virtuosa e diz que a vida em família é muito agradável, entre outras razões, porque o marido confia na mulher (v.11), e “ela lhe faz bem e não mal, todos os dias da sua vida” (v.12).
  • 1Coríntios 13 lembra-nos ainda que, havendo amor, há paciência nos momentos de sofrimento, confiança, e disposição para esperar e suportar as eventuais lutas da vida (v.7).

Vale a pena observar alguns conselhos apresentados pelo Dr. Ed Wheat no livro O Amor que não se Apaga.

a. Nada é tão essencial qual a saúde de seu casamento e o desenvolvimento de união entre vocês.

b. Concentrar-se no conhecimento mútuo e em construir um relacionamento íntimo agrada ao Senhor.

c. É necessário tempos juntos para lançar adequadamente os alicerces do casamento.

d. É essencial que o marido aprenda a satisfazer às necessidades da esposa.

e. O conhecimento do cônjuge é necessário a fim de ver segundo os padrões bíblicos. Você deve conhecê-lo em profundidade se quiser amá-lo, compreendê-lo e encorajá lo.

f. Os cônjunges devem ser companheiros de equipe unidos para servirem a Deus eficazmente. Para vocês se tornarem uma equipe, é preciso tempo e colaboração numa atmosfera tão livre de distrações quanto é possível.

g. De acordo com a sabedoria de Criador, o primeiro ano é crucial em todo casamento, devendo ser vivido com cuidado e prudência.

Conclusão

Nesta lição estudamos sobre a arte de permanecer casados – um casamento durável, para a vida toda. Dois lembretes são importantes. Primeiro, que a vida é curta, e devemos gozá-la com discernimento e alegria, sempre que possível, na companhia da pessoa com quem nos casamos. Segundo, que não basta ter um casamento duradouro. É preciso viver bem, com alegria e felicidade. Mais do que aparências e convenções sociais, é preciso construir relacionamento saudável e feliz, de modo que permanecer casados seja um privilégio, uma alegria, e não um dever enfadonho e sofrido.

25/02/2011

Qual o tempo certo para o casamento?


O tempo certo para o casamento é diferente para cada pessoa e único em cada situação. Níveis de maturidade e experiência de vida são fatores que variam bastante; algumas pessoas estão prontas para se casar com 18 anos, e outras nunca estão prontas. Quando lemos os classificados e os anúncios: “Divórcio – $199!”, é bem óbvio que a maioria da nossa sociedade não enxerga o casamento como um compromisso para a vida inteira. No entanto, essa é a visão do mundo, que muito frequentemente vai de encontro à visão de Deus (1 Coríntios 3:18).

Um alicerce firme para um casamento ter sucesso é fundamental e deve ser resolvido antes de uma pessoa começar a namorar um possível cônjuge. Nossa caminhada Cristã deve incluir mais do que apenas ir à igreja aos domingos ou fazer parte de um estudo Bíblico. Temos que ter um relacionamento pessoal com Deus que existe apenas quando confiamos e obedecemos a Jesus Cristo. Precisamos nos educar sobre o casamento e procurar obter a visão de Deus sobre o casamento para então podermos nos dedicar totalmente à aventura que é o casamento. É preciso saber o que a Bíblia diz sobre amor, compromisso, relações sexuais, o papel do marido e da esposa e sobre as expectativas que Deus tem de nós antes de nos comprometermos ao casamento. Ter pelo menos um bom casal Cristão como modelo também é importante. Eles podem responder nossas perguntas sobre os fatores que fazem parte de um casamento de sucesso, como eles criam intimidade (além do físico), como sua fé é importante em suas vidas, etc.

Antes de considerar casamento, o casal deve ter certeza de que não estão em jugo desigual, quer dizer, que um é seguidor de Cristo e o outro não. 2 Coríntios 6:14-15 diz: “Não vos ponhais em jugo desigual com os incrédulos; porquanto que sociedade pode haver entre a justiça e a iniqüidade? Ou que comunhão, da luz com as trevas? Que harmonia, entre Cristo e o Maligno? Ou que união, do crente com o incrédulo?” Para um Cristão de livre e espontânea vontade se casar com um incrédulo não só seria um pecado, mas um erro grave pelo qual ele (ela) iria inevitavelmente se arrepender. Cristãos são membros da família de Deus, e incrédulos são inimigos de Deus (Colossenses 1:19-22). Todos nós estamos sob o controle de Deus ou de Satanás, e essas duas forças não podem viver juntas em harmonia (Atos 26:18).

Um futuro casal também precisa ter certeza de que se conhecem bem. Eles devem conhecer a opinião da outra pessoa sobre o casamento, finanças, parentes, como criar filhos, disciplina, tarefas do marido e da esposa, se um ou os dois vão trabalhar fora de casa, assim como o nível de maturidade espiritual do seu possível cônjuge. Muitas pessoas se casam acreditando apenas no que a outra pessoa disse sobre ser um Cristão, apenas para descobrir depois que era tudo uma farsa. Todo casal que está considerando casamento deve fazer parte de aconselhamento pré-nupcial com um conselheiro Cristão ou pastor. Na verdade, muitos pastores não vão executar o casamento a menos que tenham se reunido várias vezes com o casal para aconselhamento.

Casamento é não só um compromisso, mas uma aliança com Deus. É um compromisso de permanecer com a outra pessoa pelo resto de sua vida, quer seu cônjuge seja rico, pobre, saudável, doente, gordo, magro, ou entedioso. Um casamento Cristão deve resistir a todas as circunstâncias, incluindo brigas, raiva, devastação, desastres, depressão, amargura, vícios e solidão. Ninguém deve entrar em um casamento achando que divórcio é uma opção – nem mesmo como o último recurso quando um casal acha que acabou de aguentar a última gota. A Bíblia nos diz que através de Deus, todas as coisas são possíveis (Lucas 18:27), e isso com certeza inclui o casamento. Se o casal faz a decisão no início de honrar seu compromisso e de colocar Deus em primeiro lugar em suas vidas, divórcio não vai ser uma solução inevitável para uma solução miserável.

É importante enfatizar que Deus quer nos dar os desejos de nosso coração, mas isso só é possível se nossos desejos forem iguais aos dEle. Ele tem um plano para cada um de nós, e esse plano pode incluir casamento ou não. Casamento e família são geralmente os próximos passos depois que alguém termina seus estudos e / ou consegue um emprego. Mas Paulo diz em 1 Coríntios 7:7: “Quero que todos os homens sejam tais como também eu sou; no entanto, cada um tem de Deus o seu próprio dom; um, na verdade, de um modo; outro, de outro”. Isso talvez não seja evidente para uma pessoa de primeira. Talvez eles só vão perceber que esse é o plano de Deus para suas vidas depois de anos à procura de um parceiro sem nunca ter encontrado a pessoa certa.

Muitas pessoas se casam porque acham que isso é a coisa certa a fazer. No início do namoro, e até mesmo do casamento, ao ver a outra pessoa, de repente você sente aquele frio na barriga. Romance está no seu auge, e você sabe o que é “estar apaixonado”. Muitos acham que esse sentimento vai durar para sempre. Infelizmente, não é esse o caso. O resultado pode ser decepção ou até divórcio quando esses sentimentos mudam, mas aqueles que estão em casamentos felizes sabem que a alegria de estar com a outra pessoa não tem que acabar. Ao contrário, aquele “frio” abre as portas para um amor mais profundo, um compromisso mais forte, um alicerce mais sólido e uma segurança inquebrável.

A Bíblia deixa bem claro que a definição de amor não depende de sentimentos; isso é evidente quando Deus nos manda amar nossos inimigos (Lucas 6:35). É possível apenas quando deixamos o Espírito Santo trabalhar através de nós, cultivando o fruto da nossa salvação (Gálatas 5:22-23). É uma decisão que temos que fazer diariamente para morrer para nós mesmos e nosso egoísmo, e para deixar que Deus brilhe atravésde nós. 1 Coríntios 13:4-7 nos diz como devemos amar outras pessoas: “O amor é paciente, é benigno; o amor não arde em ciúmes, não se ufana, não se ensoberbece, não se conduz inconvenientemente, não procura os seus interesses, não se exaspera, não se ressente do mal; não se alegra com a injustiça, mas regozija-se com a verdade; tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta”.

Fonte: Got Questions

%d blogueiros gostam disto: