Posts tagged ‘Tolice’

13/03/2019

A missionária sueca perseguida no Brasil, internada em hospício e ‘esquecida’ pela História


Frida Maria Strandberg Vingren morreu aos 49 anos, no dia 30 de setembro de 1940, na Suécia, nos braços da filha. Abatida, ela pesava 23 quilos.

Frida Maria Strandberg Vingren morreu aos 49 anos, no dia 30 de setembro de 1940, na Suécia, nos braços da filha. Abatida, ela pesava 23 quilos.

No decorrer dos cinco anos anteriores, entre idas e vindas em um hospital psiquiátrico de Estocolmo, a missionária sueca perdera quase 40 quilos. Ela fora internada pela primeira vez no dia 12 de janeiro de 1935, levada da estação central da cidade, quando tentava tomar um trem que a levaria para Portugal – de onde, acredita-se, pegaria um navio de volta para o Brasil.

Casada com o sueco que fundou, em Belém do Pará, a Assembleia de Deus, Frida se tornou uma das mais importantes lideranças da igreja no decorrer dos 15 anos em que esteve no Brasil. Ajudou a construir o ministério no Rio de Janeiro, comandava um jornal e pregava em praça pública.

Suas atribuições – muitas até então reservadas apenas aos homens –, entretanto, desagradaram pastores brasileiros e suecos, fizeram com que ela fosse perseguida e pressionada a voltar a seu país de origem, onde teve um fim trágico.

história da missionária passou décadas esquecida e, nos últimos anos, vem sendo resgatada tanto na Suécia quanto no Brasil. Foi tema de livro, de tese de doutorado e voltou a alimentar o debate – atual e ainda polêmico – sobre o papel da mulher na Assembleia de Deus, a maior religião pentecostal do país, com 12 milhões de fiéis.

Belém do Pará, onde tudo começou

Frida embarcou para Belém em 1917, aos 26 anos, enviada pela Igreja Filadélfia, uma denominação pentecostal baseada em Estocolmo.

Veio para juntar-se a Gunnar Vingren, que, sete anos antes, havia fundado a Assembleia de Deus no Brasil. Eles haviam se conhecido naquele mesmo ano, quando o missionário estava na Suécia para arrecadar fundos e visitar a família.

“Ele conta a ela sobre a missão e ela se apaixona pela ideia do Brasil”, diz Valéria Vilhena, pesquisadora da Universidade Metodista, que baseou o doutorado na vida da missionária e que lança neste ano um livro sobre sua história.

Frida, Gunnar e dois filhos

 chegou ao Brasil sete anos antes de Frida, em 1910; o casal teve seis filhos

Três meses depois de desembarcar no Norte do país, ela se casa com Gunnar, em uma cerimônia realizada pelo pastor sueco Samuel Nyström, que, ironicamente, se tornaria um de seus maiores antagonistas.

No início, Frida restringe seu trabalho aos serviços sociais da igreja, tradicionalmente entregues às mulheres. Cuidar dos filhos, zelar pelos órfãos, visitar os idosos e os doentes.

A jovem ia com frequência aos centros afastados que isolavam pacientes com hanseníase do restante da população – os chamados leprosários, que surgiram no Brasil naquela época –, diz Kajsa Norell, jornalista sueca autora de Halleljua Brasilien!, lançado em 2011, que conta a história do surgimento da Assembleia de Deus no Brasil.

O marido, missionário “por vocação”, na definição de Vilhena, estava constantemente viajando, buscando expandir o trabalho da igreja. A saúde frágil fazia com que ele quase sempre voltasse para casa doente. As particularidades da região que escolheu para pregar não ajudavam: pegou malária diversas vezes.

“Ele ficava muito tempo de cama”, diz o sociólogo Gedeon Freire de Alencar, autor de Matriz Pentecostal Brasileira: Assembleias de Deus, 1911-2011 e um dos primeiros a redescobrir a história de Frida, no início dos anos 2000.

Com o tempo, a missionária assume cada vez mais as atribuições de Gunnar em Belém. Talentosa, ela começa a traduzir os hinos da igreja sueca para o português. Canta, toca e começa a pregar.

“Ela transforma os boletins entediantes dos missionários (publicados nos jornais da igreja sueca) em histórias incríveis. Um dos textos conta sobre a prisão que ela visitava toda semana em Belém, que mantinha 200 garotos entre cinco e 20 anos de idade, alguns que estavam ali simplesmente por não terem pai”, conta Norell, que passou meses entre os arquivos da Igreja Filadélfia, mantidos em um castelo nas redondezas de Estocolmo.

Frida com presos

Direito de imagemACERVO CPAD-CEMPImage captionFrida na escola dominical em que lecionava, em uma prisão no Rio de Janeiro

Frida passa então a bater de frente com o pastor Samuel Nyström – à frente do jornal da Assembleia de Deus, batizado de Boa Semente –, que era radicalmente contra que as mulheres pudessem pregar.

Em sua correspondência com a liderança da igreja na Suécia, Nyström passa a reclamar da missionária em toda oportunidade que lhe aparece. “Nas cartas que escrevia a Lewi Pethrus (uma das maiores figuras do pentecostalismo sueco) o tom é de fofoca mesmo: ‘Hoje ela fez isso e isso, ontem foi isso e isso'”, afirma Norell.

Em 1924, com quatro filhos, o casal Frida e Gunnar decide então se mudar para o Rio de Janeiro para fundar um novo ministério. “Eles decidem sair de Belém porque a tensão já era insustentável”, ressalta Vilhena.

 

O ministério feminino no Rio de Janeiro

Na capital carioca, Frida expande seu trabalho. Torna-se a primeira mulher da religião a dirigir uma escola bíblica dominical, fundada em uma prisão, e inicia o jornal Som Alegre, através do qual passa a defender o ministério feminino.Frida

Seus textos citam com frequência trechos da Bíblia que, em sua visão, deixavam claro que as mulheres poderiam pregar, ensinar ou doutrinar.

O comportamento desagrada também pastores brasileiros, incluindo Paulo Leivas Macalão, gaúcho, de família abastada e com tradição militar, que estava à frente da Assembleia de Deus Madureira, hoje uma das maiores do país.

“Parte dos pastores da igreja no Rio de Janeiro já não queria se submeter a sueco pobre e semiletrado. A mulher, muito pior”, acrescenta Alencar.

Ele lembra que, no início do século 20, a Suécia era um país pobre, onde a igreja luterana era a religião oficial. Perseguidos, os pentecostais migraram especialmente para os Estados Unidos. Os que vieram para o Brasil escolheram Belém porque, na época, graças à riqueza gerada pela borracha, era uma das cidades mais ricas do país.

A convenção de 1930 e o ‘enquadramento’

As tensões culminam na convocação da primeira grande convenção da Assembleia de Deus, realizada no dia 12 de julho de 1930, em Natal (RN).

“O motivo da convocação foi Frida”, destaca Isael Araújo, pastor da Assembleia de Deus em Niterói e autor da biografia Frida Vingren, lançada em 2014.

No encontro, os pastores definiram as atividades que poderiam ser desempenhadas pelas mulheres na igreja. Elas não chegaram a ser expressamente proibidas, por exemplo, de pregar – mas a atribuição não estava na lista do que as religiosas “tão somente” poderiam fazer.

“Foi um enquadramento”, acrescenta Araújo, que foi chefe do Centro de Estudos do Movimento Pentecostal (CEMP) da Casa Publicadora das Assembleias de Deus (CPAD). Em todo o processo, Gunnar ficou ao lado da esposa e defendeu o ministério feminino, mas foi voto vencido.

Nos meses que se seguiram, a situação ficou pior. Frida usou seu espaço no jornal da Assembleia para desafiar as decisões tomadas na convenção e para pedir que as mulheres não recuassem. “Um dos textos dessa época tinha como título ‘Deus nos convoca para a guerra’. Era uma demonstração direta de insubordinação”, diz Alencar.

Frida Strandberg Vingren

Direito de imagemACERVO CPAD-CEMPImage captionPressionada, Frida deixa o Brasil em 1932

O clima de conflito fica claro nas cartas trocadas entre os missionários e em outros

documentos da época: “Eles (os missionários brasileiros) precisam de homens. De preferência, com as mesmas qualidades de liderança como a de Frida e Adina (Nelson, esposa de Otto Nelson), mas do sexo masculino”, escreve o pastor A.P. Franklin no jornal da igreja na Suécia, chamado The Harald.

A situação escalou depois de um suposto caso de adultério de Frida com um brasileiro. Apesar de não haver uma confirmação documental do romance que a missionária teve com o rapaz, bem mais novo que ela, os indícios levam a crer que isso de fato aconteceu.

“Eu realmente acredito que seja verdade”, diz Norell, que entrevistou um dos filhos de Frida e algumas de suas netas enquanto escrevia o livro e que identificou o assunto em cartas enviadas à Suécia “por pessoas que não eram hostis a ela”.

O pastor que era ‘uma mistura de Edir Macedo com Silas Malafaia’

A situação fica insuportável no Brasil e, em de 1932, o casal, que na época tinha seis filhos, decide retornar à Suécia. Antes de partir, contudo, eles perdem a filha mais nova – e Gunnar morre pouco tempo depois de chegar à Europa.Frida e Gunnar (esq.) foram casados pelo pastor Samuel Nyström (dir.), que viveu no Brasil com a esposa, Lina (também na foto)

Direito de imagem’HALLELUJA, BRASILIEN!’/CORTESIA KAJSA NORELLImage captionFrida e Gunnar (esq.) foram casados pelo pastor Samuel Nyström (dir.), que viveu no Brasil com a esposa, Lina (também na foto)Frida quer retomar a vida de missionária, mas a liderança da igreja no Brasil não aprova seu retorno. Na Suécia, suas aspirações também são tolhidas por Lewi Pethrus, um dos maiores líderes da igreja pentecostal no país.

Inimigo poderoso, ele era “mistura de Edir Macedo com Silas Malafaia”, define o pastor Araujo. A comparação com o fundador da Igreja Universal do Reino de Deus, denominação neopentecostal, e com o pastor do ministério Vitória em Cristo, ligado à Assembleia de Deus, dá conta do espírito “empreendedor” de Pethrus e de sua postura muitas vezes polêmica.

Em 1964, Pethrus fundaria o partido democrata-cristão sueco – o Kristdemokraterna (KD) –, de centro-direita.

Diante dos reiterados pedidos de Frida, o líder afirma que seu trabalho no Brasil havia prejudicado a missão e dá-lhe um não definitivo.

Ela levanta então recursos por conta própria e decide ir para Portugal.

O hospício e o esquecimento

Detida na estação de trem de Estocolmo, ela já sai com uma camisa de força em direção ao hospital psiquiátrico.

A igreja lhe tira a guarda dos filhos e doa todos os seus pertences.

Para Kajsa Norell, é difícil dizer se, naquele momento, Frida realmente tinha algum tipo de doença psiquiátrica. “Ela estava esgotada, física e mentalmente, já tinha tido malária no Brasil e, provavelmente, sofria de alguma doença na tireoide”.

Em nenhum dos prontuários médicos, contudo, há o diagnóstico de que ela sofria de algum distúrbio mental.

Frida Strandberg Vingren

Direito de imagemACERVO CPAD-CEMPImage captionFrida morreu aos 49 anos

Durante sua pesquisa, a autora percebeu “alguma coisa estranha” nos olhos de Frida. Quanto mais recente a fotografia, mais saltados eles pareciam. A partir dos registros médicos da missionária, especialistas concluíram que ela tinha possivelmente hipertireoidismo – doença que provavelmente a matou.

Para o pastor Araújo, o conflito direto com as maiores lideranças da igreja está entre as razões para o ‘esquecimento’ de Frida. Ele nega que a biografia, publicada pela editora da Assembleia de Deus, seja uma ação de reparação à missionária.

“Gunnar Vingren, o pioneiro da igreja, já tinha uma biografia. A esposa, ainda não. Não quis fazer uma biografia crítica, porque não sou sociólogo”, justifica.

Ele diz ter se deparado com a história quando trabalhava no Dicionário do Movimento Pentecostal, em 2007, e viajou à Suécia em 2008. Os diários de Gunnar e parte do acervo que estava com a família, incluindo fotos, hoje se encontram no Brasil.

Na Suécia, a Igreja Filadélfia foi confrontada com a trajetória de Frida quando o livro de Kajsa Norell foi lançado.

“Aquilo era uma novidade completa para nós”, diz Gunnar Swahn, que foi secretário de missões da Igreja Filadélfia até recentemente, quando se aposentou. “Foi horrível o que fizeram com ela. Muita gente ficou chocada com a forma como ela foi tratada pelas antigas lideranças”.

O livro, ele acrescenta, se soma a outras obras publicadas nos últimos anos na Suécia que revelam traços e atitudes polêmicas de Lewi Pethrus, em relação ao qual a igreja tem hoje uma postura crítica. “Digamos que ele não é idolatrado pelos fiéis, apesar de ainda ser uma figura importante”.

Igreja Filadélfia, em Estocolmo

Direito de imagemSIMEON HAGSTRÖM/CORTESIAImage captionA Igreja Filadélfia, que mandou Frida para o Brasil, tem hoje visão bastante crítica em relação a Lewi Pethrus, um dos maiores líderes da denominação e poderoso inimigo da missionária

Questionado sobre as mulheres, se elas hoje podem ser pastoras, ele se apressa: “Ah, sim! Nós gostamos de pensar que somos uma igreja progressista.”

A BBC News Brasil não teve retorno da Assembleia de Deus Belém sobre o pedido de entrevista e não conseguiu contato com a Assembleia de Deus Madureira, no Rio de Janeiro.

A Assembleia de Deus e as mulheres

As mulheres têm ganhado cada vez mais espaço dentro das Assembleias de Deus no Brasil, diz Alencar. Essa tendência, contudo, é bastante assimétrica nas diferentes regiões do país, justamente pelas características da religião.

Ao contrário da Igreja Católica, bastante hierarquizada, sua estrutura é congregacional. “É como se fosse uma democracia direta”, compara o sociólogo. Cada congregação define suas liturgias, “tem lugar que aceita mulher, tem lugar que não aceita”.

Em 2005, ele exemplifica, o pastor Manoel Ferreira – filiado ao PSC e presidente da Convenção Nacional das Assembleias de Deus no Brasil – Ministério de Madureira (Conamad) –, ao consagrar Jairo Manhães como pastor, acabou consagrando, sem aviso prévio, sua esposa, Cassiane – “cantora gospel de sucesso e milionária”.

Depois disso, afirma Alencar, todas as esposas de pastores do ministério de Madureira também foram ordenadas como pastoras. “Já a minha igreja, a Betesda, consagra pastoras desde 1994”, ele acrescenta.

Fonte: BBC Brasil

07/03/2019

Bancada evangélica acusa Gaviões da Fiel de intolerância religiosa


Líderes evangélicos não gostaram da escola de samba Gaviões da Fiel que levou para o sambódromo paulista uma representação do embate entre Satanás e Jesus num embate em que o primeiro aparenta sair vitorioso.

Após a repercussão, a escola publicou em suas redes sociais fotos de outro momento do desfile, em que Jesus sai vencedor da disputa, com os dizeres “Jesus venceu o mal”.

A Frente Parlamentar Evangélica da Câmara dos Deputados disse, em nota divulgada nesta segunda (4), manifestar “profunda indignação e repúdio ao espetáculo” apresentado na madrugada deste domingo (3) pela escola de samba ligada ao Corinthians, que fez uma releitura do samba-enredo de 1994 “A Saliva do Santo e a Serpente do Veneno”, sobre a história do tabaco.

Para o presidente da bancada religiosa, Lincoln Portela (PR), “uma apresentação pública ofensiva e desrespeitosa a todos nós, cristãos, ao vilipendiar e escarnecer o Senhor Jesus Cristo e a nossa fé”.

Diz a nota assinada por Portela: “Entendemos que aquela apresentação não é arte, é crime. Nenhum direito é absoluto, logo o direito à manifestação artística não se sobrepõe à inviolabilidade da consciência e da crença”.

Coreógrafo da Gaviões, Edgar Junior teve uma entrevista à Globo recuperada. Nela, diz que o foco da comissão de frente da escola, que trouxe o embate entre Jesus e o Diabo, “era chocar”.

“Alcançamos nosso objetivo que era mexer com a polêmica Jesus e o Diabo e a fé de cada um.”

“Manifestações dessa natureza estimulam o desrespeito e a intolerância, caminho inverso àquele que nós, brasileiros, estamos buscando consolidar  continuadamente”, afirma a bancada evangélica.

Candidata derrotada a deputada federal e ex-feminista convidada para trabalhar no ministério de Damares Alves (Mulher, Família e Direitos Humanos), a católica Sara Winter afirmou à Folha de S. Paulo que entrará com representação no Ministério Público contra a Gaviões.

“Até o momento recebi mais de 600 emails de pessoas interessadas em processar a Gaviões”, diz.

A deputada Lauriete (PR-ES), casada com o ex-senador Magno Malta, e pastora como ele, também diz que vai acionar a Procuradoria contra a Gaviões. “São cenas preconceituosas, afrontosas e de vilipêndio  ao sagrado para o povo cristão, que tem também meu repúdio.”

Lider da Igreja Batista Atitude, frequentada pela primeira-dama Michelle Bolsonaro, o pastor Josue Vallandro Jr. também se pronunciou sobre o desfile. “Se fosse uma encenação destruindo um altar de culto de outra religião e dando uma surra num preto velho [entidade umbandista], o que acham que o MP, os partidos de esquerda, a liga de escolas de samba fariam?”

Em redes sociais, a escola introduziu Edgar Junior, 33, como idealizador de uma “comissão de frente que chega forte para o desfile em 2019”.

Fonte: Folha de S. Paulo

02/02/2019

Porta-voz dos Bombeiros elogia israelenses e desmente comandante que criticara ajuda em Brumadinho


Tenente Pedro Aihara

O tenente-coronel Eduardo Ângelo deu uma declaração polêmica ao jornal Folha de São Paulo dizendo que os equipamentos trazidos Exército israelense para os resgates em Brumadinho (MG) “não são efetivos para esse tipo de desastre”.

Mas o porta-voz dos Bombeiros em Brumadinho, tenente Pedro Aihara, desmentiu essas declarações e elogiou a eficiência dos israelenses que chegaram ao Brasil no domingo (27) em uma comitiva de 132 pessoas.

“A informação de que esses equipamentos não seriam efetivos é extremamente equivocada. Estive com o coronel Ângelo, que é responsável pelas operações. Ele informou que cooperação tem sido extremamente efetiva. Então, a gente já está trabalhando com ele no local”, declarou o porta-voz.

Os israelenses e os Bombeiros estão trabalhando em conjunto e o equipamento de scanner de calor está sendo usando em locais com maior potencialidade de retornos. “Isso porque é nessa área que estima-se as pessoas sob maior profundidade. Portanto, será benéfico para nossas atuações”, disse Aihara ao jornal O Estado de Minas.

Além do scanner de calor, trazido pelos israelenses para encontrar vítimas, os soldados trouxeram também outros equipamentos tecnológicos para atuarem no resgate. “Entre elas estão dispositivos de localização celular, construção de estruturas destinadas ao trabalho na água e técnicas adicionais de busca”, explicou a porta-voz de Israel para a América Latina, Paula Frenkel, em entrevista ao Metrópoles.

Fonte: Gospel Prime.

30/01/2019

Padre é suspenso após suspeita de assédio sexual, em SP


O reitor da Basílica de Santo Antônio, em Americana (interior de SP), padre Pedro Leandro Ricardo, 50, foi suspenso por tempo indeterminado de suas funções eclesiásticas sob suspeita de ter assediado por anos rapazes menores de idade.

O decreto foi publicado neste domingo (27) por dom Vílson Dias de Oliveira, bispo da Diocese de Limeira.

O afastamento vem na esteira de uma investigação do Ministério Público de São Paulo que mira não só o padre Leandro Ricardo, mas o próprio bispo.

​A pedido da Promotoria, a Polícia Civil de Americana abriu um inquérito para investigar acusações contra os sacerdotes católicos.

É o padre Leandro que tem maior protagonismo na denúncia feita de forma anônima e que embasou a abertura de investigação sob sigilo judicial a Folha de S. Paulo conversou com quatro pessoas citadas no documento, entre supostas vítimas e seus parentes.

Elas citam cinco garotos que teriam sido alvo de Leandro em paróquias por que passou entre avanços que não prosperaram e casos consentidos.

O clérigo só foi afastado do cargo após a Folha de S. Paulo questionar a diocese sobre o inquérito em andamento. Antes da suspensão, o padre já havia pedido para sair alegando “momentos de estresse muito grande” que afetaram “suas plenas capacidades”.

Contra dom Vílson pairam suspeitas de acobertamento da ação do clérigo e questionamentos sobre seu patrimônio a denúncia cita dez imóveis. Procurados, os dois negam qualquer malfeito.

O caso envolve promotores de Americana, Limeira e Araras. Começou a partir de uma carta anônima que chegou ao gabinete da deputada estadual Leci Brandão (PC do B) e foi encaminhada para o procurador-geral paulista e de lá para as cidades.

Fonte: Folha de S. Paulo

20/12/2015

Estado Islâmico mata 38 crianças deficientes e portadoras de Síndrome de Down


540x350_estado-islamico-criancasMais de 38 crianças com deformidades congênitas e portadoras de síndrome de Down foram supostamente mortas pelo grupo terrorista Estado Islâmico (EI), segundo informa a agência de notícias iraquiana Mosul Eye. 

Os assassinatos aconteceram depois que um fatwa (pronunciamento legal) foi emitido por um líder religioso do EI.

A maioria das crianças com deficiência ameaçadas pelo EI são filhos de “combatentes estrangeiros que se casaram com mulheres do Iraque, da Síria e da Ásia”, relata a agência de notícias.

As crianças foram mortas por injeções letais e asfixia na Síria e Mosul, ao norte do Iraque.

A fatwa foi emitida pelo saudita Abu Said Aljazrawi, um dos juízes da sharia, a lei islâmica.

Em junho, o site norte-americano Christian Post denunciou a segmentação, tortura e assassinatos de pessoas com deficiência pelo EI.

Além de visar as pessoas com deficiência, crianças são crucificadas por não jejuarem durante o Ramadã.

29/10/2015

IURD e IMPD se unem no apoio a CPMF


IURD e IMPD se unem no apoio a CPMFO bispo Edir Macedo, da Igreja Universal do Reino de Deus, e Valdemiro Santiago, da Igreja Mundial do Poder de Deus, já discutiram e se ameaçaram publicamente várias vezes. Quando a IMPD começou a tirar fiéis da IURD, começou uma acirrada campanha para desmoralizar o apóstolo, especialmente nos programas de TV e nos sites ligados a Macedo.

Contudo, agora esses dois rivais estão vivendo um tempo de aliança. Ambos estão juntos com o governo petista, defendendo a aprovação da CPMF. Claro, desde que as igrejas fiquem isentas.

A imagem que marcou essa união, que deve ser apenas temporária, é do encontro da presidente Dilma com o senador Marcelo Crivella (PRB/RJ), ao lado do deputado federal Francisco Floriano (PR/RJ). Ambos são líderes das “alas evangélicas” de seus respectivos partidos, que formam a base aliada do governo petista. Ao mesmo tempo Crivella é bispo licenciado da Universal e Floriano é pastor da Igreja Mundial.

De acordo com o jornalista Lauro Jardim, em sua coluna do jornal O Globo, essa composição dos grupos políticos de Macedo e Santiago gera “ciumeira” em outros líderes evangélicos, que não foram chamados.

No início do mês, diversos pastores e líderes denominacionais foram a Brasília se encontrar com Dilma e “garantir” a previsão da Constituição Federal de isenção tributária para todos os templos religiosos.  Na ocasião, a presidente garantiu aos líderes que os templos evangélicos, católicos, espíritas e de todas as demais religiões não serão tributados caso a CPMF seja aprovada no Congresso.

Além de representantes da IURD e IMPD, estavam o bispo Geraldo Tenuta, da Igreja Renascer em Cristo; Pastores Samuel e Abner Ferreira, da Assembleia de Deus Madureira, Juanribe Pagliarin, da Paz e Vida.

Publicamente, o único líder que se manifestou contra a CPMF foi o pastor Silas Malafaia, que ameaçou denunciar em seu programa todos os deputados evangélicos que votarem a favor da CPMF.

“O deputado evangélico que apoiar essa porcaria eu vou dizer o nome no meu programa e vou pedir para que os evangélicos não votem mais neles”, afirma. “Eu sou contra beneficiar as religiões”, afirma Malafaia. “Chega, o que passar disso [imunidade tributária da Constituição] é palhaçada!”.

Obs: é engraçado ver pastores que não une para pregar a palavra de Deus, mas para apoiar o governo a criar mais imposto para punir, o povo com altos impostos. Os mesmo deveriam esta reunido para ajudar outras igrejas que estão trabalhando para tirar viciados do craque, das ruas. Poderiam criar centro de tratamento para os que vivem com pessoas viciadas…

08/10/2015

Cassiane fala de processo que recebeu da MK Music


Cassiane voltou para a gravadora MK Music, decisão que deixou muitos surpresos, pois em 2010 ela foi processada pela empresa por ter rompido o contrato antes de entregar a quantidade acordada de CDs.

O processo virou notícia quando Cassiane participou do Programa Raul Gil e não “tirou o chapéu” para a empresa. Em lágrimas, a cantora falou sobre o processo e disse que foi até acusada por formação de quadrilha.

Em entrevista ao MK News, a interprete pentecostal afirmou que a questão do processo já foi resolvida e superada. “Todo o processo, toda aquela situação que nós passamos, já foi resolvido a cinco anos atrás”, disse.

Ela só não retornou antes para a gravadora porque “não era o tempo” e hoje ela percebe que tanto ela quanto os diretores da MK estão mais maduros. “Deus trabalha com o tempo”, acredita.

A cantora Cassiane está feliz por voltar para a gravadora onde lançou a maioria de seus CD. “Eu até cheguei a pensar em voltar antes, mas depois eu pensei que não era para ser. Deus fez com que tudo fosse se encaixando”.

Ao lado de seu esposo, Jairo Manhães, Cassiane lidera a Assembleia de Deus do Brás em Alphaville (AD Alpha), na Grande São Paulo, um templo que em menos de dois anos conseguiu atrair mil membros.

Como cristã – e pastora- afirma que vive o Evangelho e por isso sabe perdoar, algo que muitas pessoas não conseguem entender. “Eu tenho uma forma de ver: o perdão não é aminézia”, explica. Cassiane faz uma explicação sobre uma mágoa que machuca e deixa cicatrizes, para ela perdoar e olhar para essas marcas que ficaram sem sentir dor e é isso que ele fez em relação ao que aconteceu com a gravadora.

Fonte: Gospel Prime

08/10/2015

Pichação racista aparece na Universidade Presbiteriana Mackenzie


racismomackUma pichação de cunho racista foi encontrada no final da tarde desta terça-feira (6), no banheiro da faculdade de Direito da Universidade Presbiteriana Mackenzie, em São Paulo, uma das mais tradicionais do país. Quem denunciou o caso foram os próprios estudantes que, através das redes sociais, compartilharam a foto da parede com a inscrição “Lugar de negro não é no Mackenzie. É no presídio”.

“É difícil pra mim, como estudante negra, desse mesmo prédio, escrever sobre essa imagem, por que ela é a representação do pensamento racista que eu sei que passa na cabeça de muitos que permeiam pelo Mack (…) Volto a dizer: podem chorar e escrever nas paredes quantas vezes quiser elite, branca, racista, MAS vai ter preto na universidade SIM”, se manifestou em sua página do Facebook a estudante Tamires Gomes Sampaio, primeira diretora negra do Centro Acadêmico do curso de Direito da universidade e segunda vice-presidenta da União Nacional dos Estudantes.

Por meio de nota, a diretoria da faculdade também se posicionou contra o ocorrido, dizendo que “repudia todo ou qualquer ato, ação ou manifestação de cunho racista”, garantindo ainda que “já foi feita a denúncia aos órgãos e instâncias responsáveis pela apuração” e que também foi instaurado um procedimento interno.

Essa não é a primeira vez que mensagens racistas aparecem na universidade. A última vez aconteceu em agosto deste ano quando, também em um banheiro, foi encontrada a pichação: “O Mack não deveria aceitar nem negros e nem nordestinos”.

Fonte: iG

26/09/2015

Países cristãos que acolhem ‘refugiados’ muçulmanos; mas recusam cristãos


perseguicao_religiosaO cristianismo é persona non grata em alguns países europeus. Este parece ser o caso notadamente da
Inglaterra e do palco da Revolução Francesa, a França. Ambos se comprometeram a acolher, respectivamente,
20 mil e 24 mil imigrantes. Contudo, as regras estabelecidas por ambos os governos discriminam os cristãos, que
é o grupo de pessoas que mais necessita de acolhimento.
“CRISTÃOS SÃO DEIXADOS POR ÚLTIMO”. O alarme foi soado na Inglaterra pelo ex-arcebispo da Cantuária,
Lord Carey, que escreveu no Telegraph: “Quem entre nós pede há meses compaixão pelas vítimas da Síria, vive
uma grande frustração, porque a comunidade cristã, mais uma vez, é abandonada e deixada por último”. O
primeiro-ministro David Cameron, de fato, anunciou que acolherá somente aqueles que já se encontram em um
acampamento de refugiados das Nações Unidas.
DISCRIMINAÇÃO. “Mas, assim – continua o antigo primaz anglicano -, Cameron inadvertidamente discrimina as
comunidades cristãs, que são as mais afetadas por esses carniceiros desumanos que se autodenominam Estado
islâmico. Você não vai encontrar nenhum cristão em campos da ONU, porque eles são atacados e feitos alvos
dos muçulmanos que os expulsam desses campos. Por isso, eles procuram refúgio em casas particulares e nas
igrejas”. Ao invés de discriminar os cristãos, “a Inglaterra deveria considerá-los uma prioridade, porque eles são o
grupo mais vulnerável. Além disso, nós somos uma nação de origem cristã e os cristãos sírios não teriam
problemas para se adaptar. Alguns não vão gostar do que eu vou dizer, mas nos últimos anos a imigração
muçulmana em massa para a Europa tem sido excessiva e levou ao surgimento de guetos onde eles vivem à
margem da sociedade”.

cristiani-mosul-kurdistan-iraq-islamAPELO DOS ANGLICANOS: Após a publicação deste artigo, o atual arcebispo da Cantuária, Justin Welby, falou
pessoalmente do problema durante uma reunião privada com o primeiro-ministro britânico. Ele repetiu as palavras
pronunciadas segunda-feira diante da Câmara dos Lordes: “Nos campos de refugiados da ONU, a radicalização e
a intimidação são generalizadas. Assim, a população cristã foi forçada a fugir desses campos. Qual é a política do
governo para alcançar os refugiados que não estão nos campos?”.
EXIGÊNCIAS PRECISAS. O problema da discriminação contra os cristãos no acolhimento de refugiados não
acontece apenas na Grã-Bretanha, mas também na França. O especialista em Síria da Universidade de Tours,
Frederic Pichon, declarou em 11 de setembro na Rádio Courtoisie: “Esta tarde, eu falei com um alto funcionário
da República que trabalha no acolhimento de refugiados e ele me disse que eu poderia divulgar essa informação.
Então, eu aproveito esta oportunidade para fazê-lo: há exigências específicas da parte do governo para ignorar o
problema dos cristãos no Oriente

INÚTIL PEDIR VISTO. Em primeiro lugar, de acordo com as informações de Pichon, o motivo pelo qual “os
cristãos iraquianos e sírios esperam até oito meses por um visto na sede da Embaixada da França no Líbano” é
porque “o dossier sobre cada um deles é examinado por uma empresa privada de propriedade de um muçulmano
sunita”. Ele continua: “É um alto funcionário, um prefeito que me revelou que ele mesmo aconselhou os cristãos a
não buscar os vistos, mas tentar atravessar através da Turquia”, e depois buscar as vias ilegais percorridas por
todos os outros imigrantes ilegais, “se eles quiserem arriscar a ter uma chance”.
CONTRA O REGIME. Mas o que seriam essas “exigências precisas” por parte do governo? “Segundo o que me
revelou o funcionário do governo francês, o conceito é o seguinte: ‘Sírios podem ser acolhidos, mas sob a
condição de que eles não sejam favoráveis ao regime [Assad]’”. Subentendido: se você é alauíta ou cristão, você
é considerado pró-regime, e assim o seu visto “nunca chegará”.
TRADUTORES ÁRABES. Este não é o único problema. Falando no mesmo programa de rádio, Marc Fromager,
chefe da “Aide à l’Eglise en détresse” (Ajuda à Igreja que Sofre) revelou: “Não é de hoje que eu recebo denúncias
desse tipo aqui na França”. Por exemplo, os cristãos egípcios que fogem do seu país, porque são ameaçados. O
caso deles está sendo tratado com a ajuda de tradutores de árabe que são quase todos muçulmanos de origem
norte-Africana. Estranhamente, quase nunca acontece destes cristãos serem reconhecidos como tendo direito a
asilo político e assim são rejeitados. Ao invés disso, os muçulmanos são bem-vindos com muita facilidade. Seria
necessário tradutores neutros sob o plano religioso e que façam seu trabalho com isenção, porque era evidente
que os cristãos egípcios se encontravam em perigo físico”.

 

 

23/09/2013

Ativistas lançam campanha nas redes sociais para incentivar beijos gay durante cultos com pastor Marco Feliciano


Durante o Glorifica Litoral no último fim de semana, o pastor Marco Feliciano mandou prender duas jovens que estavam se beijando.

As provocações por parte dos ativistas gays ao pastor Marco Feliciano (PSC-SP) após a polêmica do beijo gay durante sua pregação no Glorifica Litoral no último fim de semana deverão aumentar nos próximos dias.

campanha-ativistas-gays-200x145Open in new windowUma campanha iniciada por Gustavo Don pede aos ativistas que “curtiram” sua página, Beijos para Feliciano, enviem fotos suas se beijando durante pregações do pastor para serem publicadas na rede social. A Beijos para Feliciano possui mais de 38 mil adeptos.

“Nada melhor do que expressar o nosso amor contra o ódio e o preconceito. Envie sugestões de fotos, sua ou de famosos, artes digitais, pinturas, etc”, pede o autor da campanha.

Um blog chamado AcidBlackNerd comentou a campanha e criticou a iniciativa: “Já que os militantes radicais já estão recorreiramente invadindo cultos religiosos não vai demorar muito até que esses ambientes sejam aos poucos invadidos por militantante beijoqueiros que não respeitam nada nem ninguém”, publicou.

O texto ainda afirma que quando uma página ativista “conclama as lésbicas para irem se beijar em cultos, estão oficialmente declarando que a lei que protege os praticantes de um culto de serem vítimas de escárnio durante suas cerimônias não precisa ser aplicada, pois aqueles declarados como ‘menos que humanos’ não merecem os mesmos direitos que os demais humanos”.

Fonte: Gospel+

 

%d blogueiros gostam disto: