Posts tagged ‘Tragédia’

28/01/2019

Número de mortos em tragédia de Brumadinho sobe para 58


O Corpo de Bombeiros de Minas Gerais afirmou na noite deste domingo (27) que o número de mortos devido ao rompimento de uma barragem da Vale em Brumadinho chegou a 58. O levantamento anterior apontava para 37 vítimas fatais.

Entre os 58 corpos localizados, somente 19 já foram oficialmente identificados.

As informações apontam ainda que 361 pessoas já foram localizadas e 192 resgatadas pelas operações. O número de desaparecidos, por sua vez, subiu de 287 para 305 devido às novas manifestações de familiares.

Pela manhã, as buscas por sobreviventes foram interrompidas pelo risco iminente do rompimento de uma nova barragem na região. Os trabalhos foram retomados durante a tarde.

A corporação afirma ainda que os trabalhos de buscas continuarão durante a noite devido à localização de um ônibus com possíveis vítimas. Estima-se que o veículo seja removido ainda neste domingo.

Existe também a previsão de que uma aeronave com equipes das Forças de Defesa de Israel aterrisse ainda hoje em Belo Horizonte com 130 especialistas em buscas e equipamentos capazes de identificar sobreviventes ou corpos soterrados.

 

Veja o Vídeo:

24/05/2012

Pastores são queimados vivos no Quênia


A polícia prendeu cinco suspeitos de participar do linchamento de dois pastores em Jomvu, na região de Mombasa, depois de serem confundidos com ladrões na terça-feira 08 de maio

Otieno Awour, comandante da Divisão de Polícia de Mombasa, disse que os cinco suspeitos serão indiciados em tribunal, assim que as investigações forem concluídas.

Os dois pastores, Benjamin Juma da Igreja Batista Nyali e Kioko Jackson da Igreja Melchidizek, estavam planejando fazer uma cruzada evangelística na região de Jomvu, cidade de Mombasa , quando uma multidão os acusou de roubo e tocou fogo nos corpos dos dois pastores, queimando-os até à morte. Um membro da igreja fugiu, conseguindo escapar ileso da multidão, depois de tentar convencê-la da inocência dos pastores.

A viúva de Juma, Sra. Gladys Juma, disse aos jornalistas do Quênia : “um amigo do meu marido recebeu uma ligação sobre o incidente, mas num primeiro momento o ignorou, achou que fosse uma brincadeira ou engano. Mas depois de procurar Benjamin e não o encontrar, ele ficou preocupado e chamou alguns amigos na tentativa de localizá-lo. Depois vieram à minha casa para verificar se ele estava, mas eu lhes disse que ainda não havia chegado”.
“Eles diziam às pessoas que não eram ladrões, mas ninguém os ouviu. A multidão tinha todas as informações necessárias sobre eles. Ninguém sequer se preocupou em verificar se eles eram ou não de fato os ladrões. Eles poderiam ter perguntado! Eles não se incomodaram em queimá-los vivos”, continuou a Sra. Gladys Juma.

A Sra. Juma caiu em lágrimas quando tentou descrever a cena traumatizante, “Eu não sei o que eles usaram, se era gasolina ou qualquer outra coisa, mas (após o incêndio), não dava pra ver nada (as partes do corpo ) – havia apenas pedaços de carvão”!

Um cristão irritado, Emma Mbura exigiu: “Já que a multidão os abordou e acusou de serem ladrões com tanta convicção, o que será que eles alegam que os pastores supostamente roubaram? Queremos saber! ”

Até o momento os relatos indicam que aparentementeo incidente foi um erro trágico de identidade, ou seja, a multidão os teria confundido com outras pessoas.

A Portas Abertas fornecerá mais informações sobre o desenrolar do caso.

Fonte: Missão Portas Abertas

18/04/2011

Celebração ecumênica reúne igrejas e religiões no Realengo


Celebração ecumênica reúne igrejas e religiões no RealengoA parte frontal a escola municipal Tasso da Silveira, em Realengo, no Rio, foi palco, nesta manhã, de celebração ecumênica que reuniu 2,5 mil pessoas e lideranças de igrejas e religiões. O ato começou com uma missa de sétimo dia e foi transformada numa celebração ecumênica.

Foi um momento de memória e homenagem às vítimas do atirador Wellington Menezes de Oliveira, que matou 12 crianças no local na última quinta-feira, dia 7. Foram interditadas as ruas Tabelião Luiz Guaraná, Jornalista Marques Lisboa e General Bernardino de Matos, no entorno da escola.
A secretária municipal de educação, Cláudia Costin, representou o prefeito e falou em nome de todas as autoridades presentes. “Todas as religiões lamentam a perda de crianças. O caráter sagrado da escola foi atingido. A escola é como um templo, onde nascem os nossos sonhos, mas não vamos deixar que isso tire a nossa motivação e não vamos parar de lutar por justiça”, afirmou.
Participaram da celebração dom Orani Tempesta, da arquidiocese católica, dom Filadelfo Oliveira, da diocese anglicana e presidente do Conselho de Igrejas Cristãs do Estado do Rio de Janeiro (CONIC-Rio), pastor José Roberto Cavalcante, da Igreja Presbiteriana Unida, o sheik Jirad Hassan, da comunidade muçulmana, o babalorixá Ivanir dos Santos e representantes da comunidade judaica e de Igrejas evangélicas.
Quando o representante da religião islâmica, Jirad Hassan, estava falando ao público presente, chegou ao local o segundo sargento Márcio Alexandre Alves, que salvou muitas crianças ao entrar no prédio da escola e perseguir o matador. Alunos e pais queriam abraçar e beijar o policial, que em seguida subiu ao tablado onde estavam autoridade e religiosos. Hassan observou que “Deus nos enobreceu, nos deu inteligência, conhecimento e consciência para que façamos bom uso dessas qualidades. Deu-nos poder de discernimento e precisamos respeitar todas as religiões, para que não aconteçam atrocidades, crimes e tragédias”.
Um helicóptero jogou pétalas de flores sobre a cerimônia, que congregou parentes das vítimas, professores, professoras, alunos, alunas e funcionários da escola. O governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, a chefe da Polícia Civil, Martha Rocha, e Ana Carolina Oliveira, mãe de Isabella Nardoni, são algumas das pessoas que acompanham o evento.
A Secretaria de Estado de Saúde e Defesa Civil (Sesdec) do Rio divulgou nota no final da tarde de terça-feira, 12, na qual informa que, de seis alunos internados em função do massacre, apenas um aluno segue em estado grave, L.V.S.F., 13, que está sedado e respirando com ajuda de aparelhos, no pós-operatório da neurocirurgia do Centro de Tratamento Intensivo pediátrico do Hospital Estadual Adão Pereira Nunes.
O palco utilizado para a realização da missa começou a ser montado ainda na tarde de terça-feira, em um dia muito movimentado na escola. Pais e alunos voltaram ao local para buscar o material deixado no dia dos ataques e para uma reunião com a secretária Claudia Costin. As crianças também se reuniram para dar um abraço simbólico na escola.
“A escola tem que voltar a ser um local onde as crianças possam estudar com tranquilidade”, disse dom Orani Tempesta. Em breve discurso, o sargento Alves concordou. “Não abandonem a escola. Vocês só podem superar tudo ser ficarem juntas. É fundamental que vocês continuem na mesma escola para superar o que aconteceu. Este trauma vai passar”.
Após reunião com diretores da unidade, psicólogos, assistentes sociais, professores, funcionários e pais de alunos, Costin afirmou que a readaptação das crianças deve demorar três semanas. Os psicólogos sugeriram um trabalho mais individualizado, que será feito com as crianças e não um grande evento, evitando assim a superexposição dos alunos.
Costin anunciou que para receber os alunos, os professores foram orientados a realizar atividades artísticas e lúdicas – como pintura e poesia – para que o trauma das crianças seja aliviado. O prédio passará por reparos e obras, a mobília será trocada e o espaço sofrerá modificações. “A escola precisa renascer das cinzas”, disse Costin, garantindo que a decisão dos alunos de deixar a unidade será respeitada.

Notícias Cristãs /da ALC

13/04/2011

Como superar a dor da perda de um filho?


 

Na manhã desta terça-feira (12), o programa Mais Você, da Rede Globo de Televisão debateu a superação da perda de um filho. Baseado na tragédia que ocorreu em Realengo, Zona Oeste do Rio de Janeiro, na última quinta-feira (7), o programa teve a participação de Adriana Tomaz, especialista em Terapia do luto, que falou sobre o massacre e destacou o luto coletivo que todos estamos vivendo.

O programa recebeu ainda o pai e a avó de Larissa dos Santos Atanázio, de 13 anos, Robson Moreira Torres e Sônia Moreira Torres.

Robson, membro da Igreja Presbiteriana, contou que enquanto voltava do trabalho para Realengo, ficou questionando com Deus o porquê de aquilo tudo estar acontecendo e disse ainda como tem buscado forças em Deus para superar a dor.  “O que está me confortando é a força de Deus. Enquanto voltava do trabalho, pedia a Deus para que não deixasse que acontecesse nada com aquelas crianças. Para mim, ele (Wellington) só estava atirando no teto e nas paredes. E nisso, eu ouvi a voz de Deus no meu ouvido esquerdo dizendo:  ‘Aquieta o seu coração, porque ela (Larissa) está comigo. Daqui para frente, quem irá cuidar dela sou Eu’. Eu continuei no meu caminho chorando e na esperança de encontrar minha filha ainda viva. Me disseram que ela tinha levado um tiro no braço”.

Robson conta que quando chegou a Realengo, na listagem do hospital não aparecia o nome de Larissa. Quando ele e o irmão foram fazer o reconhecimento das fotos, veio a triste notícia. Larissa era uma das 12 crianças mortas por Wellington Menezes de Oliveira, um ex-aluno da Escola Municipal Tasso da Silveira.

Ele afirma que naquele momento veio a confirmação do que Deus lhe havia falado no caminho. “Naquele momento, eu glorifiquei o Nome do Senhor porque ela está com Ele, e perguntei: ‘Senhor, só ela?’ E o Senhor disse que não. O Senhor colheu todas as crianças para Ele. Nenhum sangue inocente foi para o inferno. Fui testemunha disso”, disse emocionado.

Mesmo em meio a todo o momento de dor, ao final de sua participação no programa, Robson pediu um espaço para deixar uma mensagem da Palavra de Deus para todos os presentes no estúdio e também para os telespectadores. “Tenho dois versículos para deixar para meditação: Isaías 43. 13 – ‘Ainda antes que houvesse dia, eu sou; e ninguém há que possa fazer escapar das minhas mãos; agindo eu, quem o impedirá?’; e Habacuque 3. 17 e 18 – ‘ Porque ainda que a figueira não floresça, nem haja fruto na vide; ainda que decepcione o produto da oliveira, e os campos não produzam mantimento; ainda que as ovelhas da malhada sejam arrebatadas, e nos currais não haja gado; Todavia eu me alegrarei no SENHOR; exultarei no Deus da minha salvação’.

Assista a matéria completa

12/04/2011

Após tragédia, Banda NS4 anuncia evento em presídio de menores


Após tragédia, Banda NS4 anuncia evento em presídio de menores
Nesta quinta-feira o Brasil chorou a morte de cerca de 11 crianças, em um episodio que chocou os milhares de brasileiros espalhados em nosso território e todos que ouviram do Massacre de Realengo, nos noticiários espalhados pelo mundo. O fato trouxe vários questionamentos sobre a atitude do jovem que executou os disparos.
O principal vilão é o sistema social que restringe, ofusca e exclui os estranhos. Uma coisa que me chamou a atenção é o fato de que o atirador é um ex-aluno da escola e isto nos leva a pensar muitas coisas. “ Por que ele escolheu aquela escola? Por que justo a escola onde ele estudou? Qual a razão de tanta fúria derramada contra os alunos daquela escola? Será que ele concluiu os seus estudos? Será que ele foi vítima de bullying enquanto estudava nela?  O que levou aquele rapaz a cometer tão bárbaro crime e a acabar com a própria vida, já que existem indícios de que a tragédia foi planejada?” , comentou  um profissional da psicologia que preferiu não ser identificado.

Conhecidos do atirador compartilharam algumas informações sobre ele. “O jeito estranho e esquisito dele. Na época da escola, as pessoas zombavam dele, colocavam apelidos, principalmente sobre sua forma de andar vestido. As meninas eram as que mais humilhavam ele”

Massacre de Realengo nos leva a ter um novo pensamento e a necessidade em uma mudança social o mais rápido possível, para evitarmos outro massacre desse porte.

Como parte desse projeto e utilizando o dom dado por Deus para tocar os corações daqueles que ainda não conhecem a palavra de Deus, a Banda NS4 confirmou presença em um evento dentro de uma Unidade de Menores Infratores. “ Depois do acontecimento em Realengo, precisamos voltar nossa expectativa, trabalho, orações e ministérios para os jovens perdidos deste país”, comentou a Banda NS4.

O evento da Banda NS4 e outros nomes da música gospel, acontecerá dia 14 de Maio e será uma oportunidade , além de pregar um Novo Tempo com Jesus, aos jovens que estão presos. “ Não podemos aceitar que as prisões do Brasil sejam escolas de matadores. Precisamos mudar essa conjuntura” , disse o comunicado da Banda NS4.

O vocalista da Banda NS4, Felipe Corrêa, que também trabalha dentro do sistema carcerário, como Agente, reflete que “apesar de ser um acontecimento que mexe com o emocional de todos e que oferece várias suposições do que poderia ter se passado na cabeça daquele jovem assassino, isso nada mais é do que o reflexo sobre o que a própria bíblia nos revela quando fala que no final dos dias o amor de muitos se esfriariam”

No evento também será comemorado o Dia das Mães.  Com sorteio de brindes para os detentos e seus familiares e para os funcionários do Sistema Sócio Educativo

O evento terá apoio da Rádio Gospel FM – 107,9 FM, Igreja Renascer em Cristo, DEGASE – Departamento responsável pela internação dos menores infratores. Outras informações www.bandans4.com.br

Fonte: Assessoria

11/04/2011

Ministério leva esperança à crianças do Japão


Ministério leva esperança à crianças do Japão Em meio ao caos deixado pelos terremotos, tsunami e vazamento radioativo que o Japão enfrenta, os jovens estão procurando por algo “normal” para se recuperarem desse constante clima de tensão. Missionários enviados pelo SEND, ministério internacional, estão tentando proporcionar aos jovens esse apoio. Para isso eles fundaram um campo de futebol durante a primavera.

A missionária veterana Ann Marie Smoker diz que quando os campos de futebol municipais, em Tóquio foram fechados por temor da radiação, eles decidiram formar os campos e usá-los como estratégia evangelística.  “Entramos em contato com as igrejas locais e pessoas da comunidade e abrimos o campo de futebol de segunda à sexta, das 9h as 15h30, e recebemos cerca de 130 crianças por dia”.

De acordo com Ann, esta é uma participação incomum para um evento cristão. “A maioria das crianças vem porque não tem mais nada para fazer. Durante este período de primavera, elas tinham sempre disponíveis campos de esportes, clubes privados e acampamentos da igreja”.

Cerca de metade dos jovens são provenientes de famílias não-cristãs.

Ann diz que é mais do que abrir um campo de futebol, é uma oportunidade para sempre compartilharem o Evangelho. “Algumas crianças saem antes do meio-dia. Então, durante este intervalo, um pastor de uma igreja local pode vir e compartilhar o Evangelho. Nós fazemos isso todos os dias.”

Muitos pais que voltam para alimentar seus filhos, também ouvem o Evangelho.

Ann conta que além de ensinarem um esporte e compartilharem o Evangelho, eles também conseguiram levantar US$ 1,5000 para as vítimas do terremoto através CRASH (sigla em inglês para Socorro Cristão, Assistência, Apoio e Esperança).

“Nós anunciamos que gostaríamos de levantar fundos para CRASH, para a clínica gratuita oferecida à comunidade. Então, as crianças começaram a vir com suas moedas como contribuição. Podemos dizer que as próprias crianças estão salvando seu subsídio.”

O ministério SEND continua a trabalhar através das igrejas locais na região para ajudar as vítimas do terremoto.

Fonte: Mission Network News / Redação CPAD News

09/04/2011

Menino evangélico ora e é poupado por atirador em Realengo


Menino evangélico ora e é poupado por atirador em Realengo

Mateus Moraes, 13 anos, foi talvez o único aluno que teve a clemência do atirador Wellington Menezes, na Escola Municipal Tasso Vieira, em Realengo. Enquanto o criminoso disparava, frio e impassível contra seus colegas, Mateus orava perto do quadro negro, sem ser incomodado, na sala 1801, no primeiro andar do prédio da escola.

“Eu estava em pé e era um dos mais nervosos. Pedi para ele não me matar, e ele disse: ‘Fica tranqüilo que não vou te matar.’ E não atirou em mim”, contou o menino.

Uma possível explicação, acredita Mateus, é o fato de que ele ficou o tempo todo orando. Fiel da Igreja Assembleia de Deus, o menino atribui a uma força superior o fato de ter saído vivo do ataque. “Deus me protegeu.”

O atirador andava calmamente pela sala, disparando contra as crianças, principalmente na cabeça e no tórax.

De acordo com a Polícia Militar, Wellington invadiu a instituição de ensino por volta das 8h e disparou contra alunos. A direção da escola informou que o homem – que era um ex-aluno – se passou por um palestrante para entrar na instituição de ensino. Ao chegar ao local, primeiro ele teria procurado uma professora que já tinha lhe dado aula no passado. Como não a encontrou, subiu para o primeiro andar, foi em duas salas do oitavo ano do Ensino Fundamental e efetuou disparos.

Fonte: IG

 

20/03/2011

Cresce cada vez mais o número de cristãos orientais na nação mais nipônica no mundo depois do Japão


Esta matéria publicada na revista Eclésia nº 137 mostra que, aqui no Brasil, os imigrantes do país recentemente arrasado por terremotos e tsunamis estão abandonando o budismo.

Desde que os primeiros japoneses começaram a desembarcar no porto de Santos, no começo do século passado, depois de uma longa e árdua viagem de 52 dias a bordo do Kasato Maru, que o número de nikkeis – nome usado para designar descendentes e japoneses natos que residem no exterior – só aumentou. Cem anos mais tarde, eles já somam quase 2 milhões e constituem a maior colônia do mundo fora do Japão. Só no Estado de São Paulo, são cerca de 1,3 milhão. Nas últimas décadas, entretanto, o caminho inverso percorrido pelos brasileiros – os dekasseguis – em busca de trabalho e novas oportunidades de vida, comprova, além do forte vínculo de amizade que se criou ao longo dos tempos, a inerência dos usos e costumes às duas raças. Aliás, quando o assunto é tradição, ninguém tem dúvidas quanto à fidelidade dos orientais para com sua rica cultura milenar, cada vez mais incorporada ao cotidiano ocidental – yakisoba e tempurá, por exemplo, tem se tornado quase tão comum como pastel de feira. Por outro lado, em se tratando de evangelismo os nikkeis também têm aprendido muito com os brasileiros e contribuído para fazer do país, não apenas um longínquo pedacinho da “terra do sol nascente”, mas uma nação com um exército de convertidos cada vez mais numeroso.

Fundada nos anos 1980 pelo pastor Fernando Takayama, a Assembleia de Deus Nipo-Brasileira surgiu, a princípio, com o objetivo de levar a Palavra de Deus aos japoneses da Liberdade – o bairro oriental da capital paulista –, onde a igreja ainda mantém sua sede. “Por se localizar numa região privilegiada e histórica, a igreja acabou se tornando uma referência para encontro dos nikkeis, além de representar um espaço de adoração e conhecimento da verdade de Cristo”, orgulha-se Carlos Leandro de Melo, pastor evangelista e líder do setor de missões.

Depois de pouco mais de duas décadas de ministério, a semente plantada por Takayama continua germinando e rendendo bons frutos; atualmente a igreja já conta com mais de 100 filiais, a maioria espalhada pelo Estado de São Paulo. A própria sede foi obrigada a mudar de endereço e hoje ocupa o prédio do antigo Cine Tokyo, onde os rostos de nikkeis e brasileiros se misturam e até se confundem. “Por não sermos tão tradicionais quanto a outras congregações, nosso trabalho se espalhou e a igreja passou a ser frequentada por irmãos sem descendência japonesa”, continua.

Embora a principal verve de toda e qualquer igreja seja a cerimônia dos cultos e ministração da Palavra, a participação ativa junto à comunidade e assistência a seus membros também faz parte das atividades ministeriais da AD Nipo-Brasileira. “Além do evangelismo realizado na Praça da Liberdade, com músicas, depoimentos e mensagens traduzidas para o japonês, realizamos visitas a asilos e dispomos de um trabalho de discipulado específico para os descendentes, enumera o pastor, cuja ligação com a comunidade nipônica transcende os limites do próprio evangelismo; afinal, ele é casado com Sumiko Miyahara, que muito o auxilia na realização de eventos de caráter sócio-religioso e cultural.

Tradição

Professor na Faculdade Teológica Batista de São Paulo, Vanderlei Gianastacio é outro cristão bem antenado com a colônia japonesa. Se atualmente ele frequenta a Igreja Batista em Pinheiros acompanhado da esposa, que pertence à terceira geração de descendentes, e da filha de seis anos, durante mais de uma década – de 1993 a 2007 – o teólogo dedicou parte de seu tempo a missões evangelísticas, primeiro na cidade de Piedade (SP) e depois na capital. “Foi uma experiência muito interessante, porém o contato com pessoas de outras culturas requer que se conheça a cosmovisão do povo. Ao trabalhar com textos bíblicos, a comunicação com os isseis – japoneses natos – e descendentes de primeira geração é mais difícil, visto que na cultura oriental não é o jovem que ensina o idoso; pelo contraio, o que é mais antigo tem maior valor. Assim não faz sentido querer explicar para um descendente de japoneses acerca de Jesus – que nessa proporção, é novo na história – sem antes falar da criação”, adverte.

Para Gianastacio, o aumento do número de cristãos entre os povos de origem oriental se deve também pela confiabilidade que é inerente à raça. “Há muita confiança entre eles; logo, um grupo reunido em algum lugar se torna um motivo para que outros também sejam atraídos. Em outras palavras, japonês chama japonês”. Em contrapartida, as igrejas também precisam fazer a sua parte para atrair todo esse contingente sedento por salvação. “Os japoneses e descendentes são responsáveis, bons profissionais e, dessa forma, se encaixariam perfeitamente em qualquer atividade social desenvolvida pelas comunidades cristãs. Entretanto, não são muitas igrejas que se interessam em trabalhar com eles, por serem um povo questionador, desconfiado e tornarem o processo de conversão mais lento. Acredito, portanto, que a melhor receita é dialogar, não somente para ensiná-los, mas também para aprender com eles; afinal, estamos falando de uma cultura milenar”, receita o professor.

Mais impressionante ainda do que o aumento do número de cristãos orientais, inclusive em seus países de origem – segundo as estatísticas, hoje no Japão os protestantes já superam os católicos – tem sido a significativa redução dos seguidores de religiões tradicionais observada nas últimas décadas – como o budismo e o xintoísmo. De acordo com o IBGE, nas últimas décadas tem caído acintosamente o número de adeptos ao budismo no Brasil – de cerca de 240 mil nos anos 1990 para 215 mil no início do século. Atualmente, calcula-se que haja cerca de 200 mil seguidores no país. “Não dá para dizer se os números são satisfatórios; eles são o que são e refletem os interesses da sociedade em que vivemos”, diz Fabiana Gaspar Gomes, presidente da Sociedade Budista Brasileira (SBB). “Todos os movimentos religiosos seguem ciclos naturais e talvez a mensagem cristã esteja, atualmente, falando mais aos corações dessas comunidades, que muitas vezes vivenciavam a religiosidade como ‘obrigação social’ determinada pela família que mantinha rituais tradicionais do país de origem”, continua a carioca que, apesar dos números apresentados pelo IBGE, garante que o budismo vem sendo cada vez mais praticado no ocidente e que o número de adeptos só não é maior por falta de apoio dos meios de comunicação. “Se houvesse um canal de TV ou emissoras de rádios budistas, como acontece em outras religiões, será que não haveria mais praticantes?, questiona.

De acordo com Frank Usarski, livre docente na área de Ciência da Religião da PUC-SP, um dos fatores responsáveis pela redução do número de budistas no Brasil se deve à falta de “força humana” religiosa. “Diversas comunidades budistas tradicionais não possuem uma autoridade religiosa residente, e tem que se contentar com uma programação precária”, resume. Soma-se também a insuficiência de material religioso traduzido para o português, o que dificulta em muito a transmissão da herança espiritual dentro das famílias de descendência japonesa. “Outra questão pode ser vista como conseqüência a longo prazo das circunstâncias históricas sob as quais o budismo de imigração foi introduzido no Brasil, numa época em que os imigrantes japoneses ainda estavam convencidos de que a sua moradia no país anfitrião seria temporária”, complementa o professor.

“Em geral os nikkeis praticam o budismo e xintoísmo não por convicção doutrinária, mas por tradição aos pais e avós. Dessa forma, uma religião calcada no entendimento e na fé pode atrair mais do que simplesmente as práticas de alguns rituais sem a devida compreensão daquilo”, opina, por sua vez, o teólogo Vanderlei Gianastacio.

Números, questionamentos ou controvérsias à parte, para Fabiana Gaspar o que importa mesmo é a “garantia do respeito e espaço para que todos pratiquem e sigam aquilo que acreditam”.

Holiness

O nome pode não ser tão familiar como outras denominações cristãs gigantes e com grande poder midiático, mas a Igreja Evangélica Holiness também já construiu sua história, que teve início nos anos 1930 com a chegada dos primeiros missionários japoneses a São Paulo. Trilhando estradas, colônias e fazendas do interior, Takeo Monobe cumpriu à risca a determinação bíblica de pregar o evangelho às famílias japonesas que por aqui já se fixavam desde o início do século. Dez anos desde mais tarde, a igreja se estabeleceu como independente e atualmente conta com quase 5 mil membros distribuídos por várias cidades brasileiras – com maior concentração no Estado de São Paulo. “A Igreja Holiness é um fruto da imigração japonesa para o Brasil, e a nossa história se mistura com a história da própria colônia japonesa brasileira”, compara Eduardo Goya, pastor titular de uma das células de São Paulo e presidente da Convenção das Igrejas Evangélicas Holiness do Brasil.

Se antes o ocidente constituía o destino dos missionários, de uns tempos para cá a situação se inverteu, tanto que a Holiness mantém dezenas de evangelistas na Índia, China e no próprio Japão, onde tudo começou. Convertido há trinta anos, Goya, que pertence à terceira geração de descendentes, também já teve a oportunidade de algumas vezes visitar o país de seus ancestrais, em especial para supervisionar as células ministradas por brasileiros. E cada vez que atravessa o mundo, ele volta mais satisfeito e com perspectivas positivas de que o mundo se torne cada vez mais cristão. “Temos orado e nos preparado para que nossa igreja no Japão alcance também os japoneses”, continua o religioso, ciente de que pregar o evangelho nessas circunstâncias é um pouco mais complicado do que considera em condições normais. “Naturalmente que se precisa um pouco de cuidado para não transgredir as tradições culturais dos japoneses e seus descendentes diretos; afinal, eles são cautelosos e demoram mais do que os outros para tomar uma decisão por Cristo”, alerta.

Faz coro à opinião de Goya o pastor Carlos Leandro de Melo que, com muito cuidado e trilhando o mesmo caminho, tem conseguido chegar a dezenas de corações que aguardam por salvação.”É necessário respeitar a cultura, mas também levá-los ao entendimento da verdade de que o evangelho não é apenas um estilo de vida ou um simples ritual”. Assim, mesmo que historicamente os orientais sejam tão enraizados a tradições milenares e espiritualmente ligados a crenças ancestrais, com estratégia correta todos tendem a entender a mensagem. Não é à toda que os cultos da Holiness e da AD Nipo-Brasileira estão sempre cheios.

Fonte: Revista Eclésia

19/03/2011

Bieber, Britney e Katy Perry gravam música para ajudar o Japão


O produtor musical Simon Cowell recrutou Justin Bieber, Britney Spears, Katy Perry além de outros artistas para gravar uma música no estilo We Are The World com o propósito de ajudar as vítimas dos terremotos e tsunamis que arrasaram o Japão na última semana. As informações são do site Popchunch.

No ano passado, o produtor e ex-apresentador do programa American Idol gravou uma música com Sting, Mariah Carrey e Susan Boyle para levantar fundos para a reconstrução do Haiti, que sofreu com um terremoto em janeiro de 2010.

Lady Gaga, que arrecadou US$ 250 mil com a venda das pulseiras Pray For Japan, e Sandra Bullock, que doou US$ 1 milhão, encabeçam a lista do artistas que mais ajudaram o país oriental. Entretanto, fontes em Hollywood começam a reclamar com a falta de campanhas de ajuda comandadas por estrelas norte-americanas.

Fonte: Jornal do Brasil / NR

 

19/03/2011

Apocalipse a venda: Produtos sobre o fim do mundo e a volta de Cristo fazem sucesso de vendas


Uma pessoa bem sucedida geralmente é alguém que vê uma oportunidade onde os outros vêem uma crise. Então, quem se atreveria a capitalizar com o iminente fim do mundo? Poderíamos chamá-los de “vendedores do Armagedon”. Existem dezenas de pregadores cristãos que vêem nas manchetes de hoje uma sinalização que o mundo se aproxima do seu último dia.

Alguns deles parecem passar o dia todo lendo reportagens em busca dos acontecimentos que, para eles,  se alinham com as profecias bíblicas. O desastre natural no Japão na semana passada é um bom exemplo disso. Outras catástrofes naturais, bem como agitação política dos países do Oriente Médio, a subida dos preços do petróleo e  as guerras civis, parecem ser seus assuntos prediletos. Nestes últimos meses parece que lugares como Egito, Líbia, Coreia do Norte e Arábia Saudita tem lhes oferecido material de sobra.

Os primeiros meses de 2011 está marcando a alta do mercado para os especialistas em prever o final dos tempos. RaptureReady.com [Pronto pro Arrebatamento] é um site que tenta prever quanto tempo nos resta até  a volta de Cristo.  O mês passado registrou um recorde no número de acessos. A editora evangélica Tyndale House começou a preparar o relançamento de sua série de maior sucesso, a versão romanceada de Apocalipse: “Deixados para Trás”. Seus 16 volumes apresentam uma minuciosa descrição de como seria o fim do mundo. Traduzida para diversas línguas, já vendeu mais de 65 milhões de cópias e inspirou três longa-metragens e dois jogos de vídeo game.

David Endrody, vice-presidente de vendas da Tyndale, explica que em breve sairão edições com novas capas, que usarão as notícias recentes. “Nós mudamos a contracapa para traçar um paralelo com eventos atuais”, esclarece Cheryl Kerwin, gerente de marketing da editora.  ”Também atualizamos nosso livro ‘À Beira do Apocalipse. O começo do fimpara refletir melhor o que está acontecendo no mundo de hoje”.

Tim LaHaye, autor da vários livros sobre o assunto, inclusive da série Deixados para Trás, explica que: “A Bíblia diz em Mateus 24 que um dos sinais dos últimos dias – entre as dores de parto – é o aumento da frequência e da intensidade dos tremores de terra”. Ele acredita ainda que está ajudando a esclarecer seus leitores, oferecendo respostas às dúvidas mais comuns.

Parece estar havendo uma explosão nas vendas de títulos sobre o assunto. É isso que ocorre, por exemplo, com Joel Rosenberg, que tornou-se um autor de sucesso depois de publicar The Twelft Iman [O 12° Imã], que narra de forma romanceada o cumprimento das profecias sobre a destruição de Israel.

A conferência ”Epicentro”, idealizada por Joel e que será realizada em Jerusalém dentro de dois meses já está totalmente esgotada. Esse tipo de “fervor apocalíptico” não era visto entre os pastores americanos desde os ataques de 11 de setembro de 2001. Dez anos atrás, alguns deles sugeriram que o evento era um precursor do retorno de Jesus à terra, que marcaria o fim do mundo. É bom lembrar que na virada do milênio passado, muitos diziam que o fator determinante seria o caos da tecnologia por causa do chamado “bug do milênio”.  Surgiram então livros, vídeos e diversas conferências para tratar dessas profecias, que não se cumpriram.

A aparente onipresença da internet também tem contribuído para a disseminação de pregadores e profetas que tem como obsessão explicar quando e como o fim virá.  Daniel Wojcik, professor da Universidade do Oregon é um pesquisador do assunto. Ele escreveu The End of the World As We Know It: Faith, Fatalism, and Apocalypse in America [O fim do mundo que conhecemos: fé, fatalismo e o Apocalipse na América] e explica que as crenças populares sobre o final dos tempos sempre habitaram o imaginário popular.

Ele destaca o discurso do “profeta” Harold Camping , que previu e tem anunciado em outdoors pelos Estados Unidos que em 21 de maio de 2011, os cristãos serão levados para o céu e o mundo será destruído cinco meses depois. Mas Camping parece que não pretende lucrar com suas previsões, pois todo o material disponível em seu site pode ser baixado gratuitamente.

O sucesso de tudo que se refere a profecias sobre o fim não é exatamente um novidade. Outros tipos de profetas também ficaram famosos com esse tipo de previsão, como Nostradamus. Seus escritos enigmáticos são vendidos até hoje e eventualmente citados em meio a grandes crises mundiais.

John Hagee, pastor da mega igreja Cornerstone em San Antonio, Texas, usa seus sites para promover suas idéias e passou recentemente a oferecer um DVD chamado “Armagedon financeiro” por US $ 12 e está vendendo ingressos  para um seminário profético por US $ 10. Em uma de suas newsletters mais recentes ele escreve: ”Preparem-se! O planeta Terra está prestes a tornar-se o parque de diversão do Anticristo e da sua Nova Ordem Mundial. A igreja será arrebatada antes do Anticristo aparecer. Acredito que ele poderá se levantar na Europa a qualquer momento. Igreja, ore e prepare-se para subir”.

Embora a maioria desses pregadores utiliza como base de seus argumentos livros da Bíblia como Apocalipse e os profetas Isaías e Daniel, um grande  segmento dos cristãos salienta que o próprio Jesus advertiu que ninguém poderia saber quando o fim do mundo vai acontecer.

Mas existem até índices  como o do site RaptureReady.com, cujo “Arrebatamentômetro” mede 45 itens proféticos em escalas de 1 a 5. Desde a presença de “falsos cristos”, até a incidência de enchentes e terremotos, passando por crises financeiras, cada elemento é medido. O último índice divulgado (14/03/11) é de 180, não muito longe do recorde histórico de 182 (em 24/09/01). Segundo o site, o arrebatamento chegar quando o total for igual a 225.

Todd Strandberg fundou o site 24 anos atrás, quando os computadores tinham telas verde e a velocidade dos modens chegava apenas a 1200 baud. Em sua análise mais recente, ele afirma: “Nunca vi uma época em que tantas manchetes parecem ter sido arrancadas das páginas da Bíblia.”

Fonte: Pavablog

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