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29/09/2013

Igreja no RJ troca doces de Cosme e Damião por doces ‘santos’ e causa polêmica


Igreja no RJ troca doces de Cosme e Damião por doces ‘santos’ e causa polêmica Igreja no RJ troca doces de Cosme e Damião por doces ‘santos’

Nesta sexta-feira (27) a igreja Projeto Vida Nova, na Vila da Penha, organizou uma ação voltada para crianças para impedir que elas consumissem os doces entregues pelo dia de Cosme e Damião.

Cada criança que chegasse com um desses doces entregues por membros de religiões de matriz africana recebeu outro pacote de doces, sem a consagração aos dois santos.

O pastor Isael Teixeira foi entrevistado pelo jornal Extra e deixou claro que esperava receber mil crianças na igreja, mas que nenhuma delas seriam obrigadas a devolver o doce recebido pelas outras religiões.

“É apenas um convite. Só entrega os doces quem quer”, disse ele. Teixeira também disse que os doces que forem entregues seriam queimados. “Geralmente, os saquinhos são queimados, representando fim de todo o mal que, por ventura, foi direcionado às crianças”.

Na visão da igreja, e de outros grupos evangélicos, os doces entregues nesta data são amaldiçoados, uma vez que foram consagrados para entidades malignas.

“A gente pede para trocar o doce abençoado (da igreja) pelo amaldiçoado. Nosso projeto é um meio de trazer as crianças (que não são evangélicas) para o bem, livrando-as do mal. Se a criança come doce (de rua), pode plantar uma semente dentro dela. Eles (outros religiosos) invocam os espíritos para que entrem nos doces”, explicou o pastor.

Os 70 templos da Projeto Vida Nova entregaram cerca de dez mil saquinhos de doce contendo geleia, pipoca doce, bananada e pirulito. Junto com as guloseimas vem também uma Bíblia que serve para evangelizar as crianças não evangélicas dos bairros.

Esse foi o 20º em que a igreja promoveu essa troca de doces, a cabeleireira Raquel Cristo, 36 anos, se converteu há pouco tempo e se tornou voluntária há três anos para ajudar na entrega dos doces gospel.

Raquel vem de uma família espírita e conta que sua mãe entregava doces nessa época depois de consagrá-los aos santos Comes e Damião. “Minha mãe foi espírita e nós vivíamos doentes. Ela fazia mesa de doces de Cosme e Damião e chamava sete crianças para comê-los. Hoje, acredito que a função disso era transferir a nossa doença para elas”, relata.

O jornal Extra foi questionar o babalaô Ivanir dos Santos, presidente da Comissão de Combate à Intolerância Religiosa (CCIR), sobre o que ela achava da iniciativa da igreja e o religioso disse que a ação “dá sentido a uma mentira”.

“Demonizar a fé de outra religião e ter um mesmo sentido, que é o doce, é um ato de intolerância. E isso, sim, é pecado.”

A vice-presidente do Movimento Umbanda do Amanhã (Muda), Marilena Mattos, também considera a ação como uma intolerância religiosa. “Isso é um fiel retrato da intolerância religiosa. Eles estão mostrando que não aceitam a Umbanda como religião, pois estão denominando nossos rituais como sendo do mal”, disse ela.

14/09/2012

Justiça manda Igreja Mundial pagar direitos trabalhistas a ex-pastor


Justiça manda Igreja Mundial pagar direitos trabalhistas a ex-pastorNuma decisão polêmica, a Justiça do Trabalho de Araçatuba, São Paulo, reconheceu o vínculo empregatício de Givanildo de Souza, um ex-pastor da IMPD, que trabalhou na igreja por mais de quatro anos.

Na decisão em primeira instância, assinada pelo juiz Maurício Takao Fuzita, condena a igreja a pagar todos os direitos trabalhistas referentes ao período trabalhado e mais uma indenização por dano moral, cujo valor não foi revelado. O valor total dos pagamentos usará como base o salário de R$ 1.825 que o ex-pastor recebia. Em sua decisão, o juiz exige que a igreja a pague ao ex-pastor aviso prévio, férias, décimos-terceiros, indenização do seguro-desemprego, FGTS mais 40% e adicional de transferência mais reflexos.

Givanildo de Souza, 34, era motorista de caminhão. Entusiasmado com as promessas de Valdemiro Santiago, resolveu trocar o caminhão pelo púlpito. Virou obreiro da Mundial e trabalhou em várias cidades. Foi transferido, em setembro de 2009, para Araçatuba, onde era pastor regional, responsável por 14 igrejas.

O ex-pastor afirma que era conhecido por “arrebanhar” fiéis e seria responsável pelo crescimento das diversas filiais abertas onde ele passou. Segundo a advogada dele na ação, Daniela Parizotto Capóssoli, Givanildo nunca foi registrado pela IMPD, que se limitava a pagar a contribuição ao INSS baseado em um salário mínimo. Além do salário, a igreja pagava suas despesas de moradia e convênio odontológico para toda a família.

Ele alega que todas as suas atividades eram fiscalizadas, com horários determinados de funcionamento do templo para pregação, funções administrativas e financeiras e até mesmo controle dos cultos. Também eram estabelecidas “metas” de faturamento, que ele tinha de cumprir.

A advogada cita, na ação movida contra a sede da Mundial, que é de fundamental importância que se considere esta relação como relação empregatícia. Além disso, o processo cita reportagens que apontam desvios de conduta da igreja, que teria adotado “sistemas de arrecadações forçadas através dos seus pastores”.

Segundo a advogada, a IMPD estaria “exercendo atividade lucrativa com contorno empresarial” e, por isso, seus trabalhadores devem ser regidos pelas disposições da Lei Consolidada.

No episódio que culminou na sua saída, o ex-pastor diz que foi ameaçado e teve de confessar um crime que não cometeu durante um culto, com cerca de 3.000 pessoas. Depois do ocorrido, Givanildo pediu substituição de suas funções e chegou a pregar escoltado por seguranças. Por causa das perseguições que sofria, Givanildo saiu de Araçatuba e, segundo a advogada, trabalha como comerciante em outro Estado, onde mantém grupos de oração.

A assessoria da IMPD não se pronunciou sobre o caso.

Com informações UOL

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