Posts tagged ‘vaticano’

14/05/2012

Igreja investiga padres por supostos caso de pedofilia


A Congregação para a Doutrina da Fé investiga sete sacerdotes da congregação Legionários de Cristo por supostos abusos sexuais a menores, disse à agência Efe o porta-voz do Vaticano, Federico Lombardi.

O porta-voz declarou que não entende o revôo midiático surgido com esta investigação, uma vez que os Legionários de Cristo informaram os casos à Congregação para a Doutrina da Fé no curso deste ano e o organismo está realizando seu trabalho há muito tempo.

Os Legionários de Cristo foram fundados no México em 1941 por Marcial Maciel, quando tinha apenas 20 anos, e experimentou um enorme desenvolvimento durante o pontificado de João Paulo 2º.

No entanto, as acusações de abusos sexuais a seminaristas por parte de Maciel e de sua vida dupla – chegou a ter vários filhos – obrigou a intervenção do Vaticano.

O delegado pontifício para os Legionários de Cristo, Velasio de Paolis, criou uma comissão para ajudar às vítimas de abusos sexuais por parte de Maciel e para fazer uma ‘limpeza’ na congregação.

Bento 16 castigou Maciel (1920-2008) por seus “gravíssimos e imorais” comportamentos e pela vida que levou “sem escrúpulos e sem verdadeiro sentimento religioso”.

Os Legionários de Cristo contam hoje com 900 sacerdotes e três mil seminaristas e estão estabelecidos em 18 países, além de terem 70 mil membros do Regnum Christi.

Fonte: Diário de Cuiabá

04/05/2012

Vaticano teria recebido mais de R$ 1 milhão para enterrar mafioso em basílica


Uma fonte da Santa Sé revelou para a agência de notícias italiana Ansa que o Vaticano teria recebido cerca de um bilhão de libras(mais de R$ 1,245 milhão), a antiga moeda italiana, da viúva de Enrico De Pedis para que o corpo de seu marido fosse enterrado em uma basílica a 22 anos atrás.

Essa testemunha garante que o então vigário-geral de Roma, o cardeal Ugo Poletti, acabou aceitando a proposta e deu seu aval para que o mafioso italiano fosse sepultado ao lado de antigos papas.

Ele teria usado esse dinheiro para missões e para a restauração da Basílica de São Apolinário, onde De Pedis fora enterrado. O Vaticano ainda não comentou essas novas informações.

Eurico De Pedis foi assassinado em 1990 e até hoje o caso não foi solucionado. “Há pessoas que ainda estão vivas, e ainda estão dentro do Vaticano, que sabem a verdade”, disse o procurador Giancarlo Capaldo.

A história é longa e traz outro assassinado, o de Emanuela Orlandi, que morreu em 1983, aos 15 anos. Ela era filha de um funcionário do Vaticano que supostamente tinha provas que ligava o Banco do Vaticano, Istituo per le Opere di Religione, ao crime organizado. Ao que parece De Pedis teria organizado o sequestro que terminou na execução da jovem.

O irmão de Emanuela, Pietro Orlandi, pede para o túmulo do criminoso seja aberto para que se comprove, ou não, que os restos mortais de sua irmã foram sepultados ao lado do corpo de seu assassino.

Diante das especulações, o porta-voz do Vaticano, Federico Lombardi, negou as acusações e se comprometeu a ajudar nas investigações. “Parece que nada foi escondido e não há segredos do Vaticano a serem revelados”, disse ele.

Com informações O Globo
Fonte: Gospel Prime

07/06/2011

Promotoria obriga Vaticano a adotar norma contra lavagem de dinheiro


O papa Bento 16 aprovou em dezembro lei pela qual o Banco do Vaticano passa a adotar normas de transparência em seus demonstrativos, de modo a impedir que seja utilizado para a lavagem de dinheiro.

A iniciativa se deve à pressão da Procuradoria de Roma, que conseguiu em setembro de 2010 que a Justiça congelasse 20 milhões de euros (R$ 46 milhões) que o Banco do Vaticano transferiu para uma agência em Frankfurt (Alemanha) do banco americano JP Morgan e 3 milhões de euros (R$ 6,9 milhões) para o Banco del Fucino, na Itália, sem deixar claro qual tinha sido a origem do dinheiro.

A Procuradoria já vinha há anos reclamando de que o banco tinha de se adaptar às normas internacionais de prevenção e combate à movimentação de dinheiro que financia o terrorismo internacional e outras atividades criminosas, como o tráfico de drogas e armamento.

Quando a Justiça decidiu pelo congelamento dos euros, o Vaticano disse que Ettore Gotti Tedeschi (foto) e Paolo Cipriani, os dois principais dirigentes do Instituto para Obras Religiosas, que é o nome oficial do banco, são de “fé extrema”.  “Perplexo e consternado”, conforme nota à imprensa – ele recorreu a uma instância jurídica superior, mas a decisão foi confirmada.

Também em dezembro, o papa criou uma instância – a Financial Reporting Authority – para monitorar as transações do banco, de acordo com nova lei. Agora, entre outras medidas, toda movimentação acima de US$ 10 mil (R$ 15,7 mil) terá de ser comunicada às autoridades financeiras internacionais para que o uso do dinheiro possa ser rastreado.

Após a decisão do papa, o procurador Stefano Rocco solicitou à Justiça a suspensão do congelamento dos euros, o que acaba de ocorrer.

Fonte: Paulo Lopes

25/05/2011

Governo chinês reage às críticas do Vaticano


Segundo a agência de noticias Reuters, as duras críticas do Vaticano sobre as ações tomadas pelo governo chinês, a fim de reprimir os fiéis católicos, motivaram uma resposta do governo chinês.

A ministra das Relações Exteriores da China disse na última quinta-feira (19), esperar que o Vaticano reconheça a liberdade religiosa em seu país, depois que o Papa se pronunciou dizendo ao mundo que Pequim faz pressão sobre aqueles que desejam ser fiéis ao Vaticano.

“Esperamos que o Vaticano possa ver mais claramente a liberdade religiosa da China e o contínuo crescimento dos chineses católicos, e crie medidas concretas para o desenvolvimento da relação Sino-Vaticano,” disse a ministra das Relações Internacionais em uma entrevista coletiva.

Os chineses católicos estão divididos entre a igreja que é ligada ao Estado chinês (que tem bispos que não são reconhecidos pelo Vaticano) e outra metade que freqüenta igrejas (que são consideradas clandestinas pelo governo). A China teria forçado muitos bispos e padres fiéis ao papa a comparecerem ao encontro da igreja que é apoiada pelo Estado.

O papa Bento XVI disse que as autoridades comunistas da China estão constantemente pressionando quem deseja ser fiel ao Vaticano e tem esperança de que a Igreja Chinesa consiga sobreviver aos atentados que a dividem de Roma.

Ele pediu que todos os católicos orem pelos fiéis que estão na China, que não estão autorizados a reconhecer a autoridade do Papa e foram forçados a se tornarem membros da Igreja que é apoiada pelo Estado.

“Nós sabemos que entre nossos irmãos bispos, alguns sofrem perseguição e pressão. Através das nossas orações, podemos garantir que a Igreja na China possa continuar unida e santa”, disse o papa dias atrás.

Fonte: Portas Abertas

03/05/2011

Bispo australiano acusa Vaticano de aposentá-lo devido a opiniões polêmicas


O bispo William Morris denuncia em carta que para o papa Bento XVI seus fiéis estariam melhor “sob a liderança de um novo bispo”.

Um bispo australiano acusa o Vaticano de sua separação da Igreja Católica por defender a ordenação de mulheres e homens casados como sacerdotes, informa nesta segunda-feira (horário local) a imprensa local.

O prelado de Toowoomba (Queensland), William Morris, denuncia em carta que sua aposentadoria antecipada se deve a que o papa Bento XVI decidiu que seus fiéis estariam melhor “sob a liderança de um novo bispo”, segundo o jornal “The Australian”.

Os bispos se aposentam, geralmente, aos 75 anos, mas Morris – que esteve à frente desta diocese a quase 900 quilômetros ao norte de Sydney durante quase duas décadas – só tem 67.

Em sua carta, lida este fim de semana nos serviços religiosos de Toowoomba, o prelado disse que a decisão do Vaticano responde a uma mensagem pastoral que publicou em 2006 e provocou uma investigação interna dentro da Igreja.

Morris se pronunciou nesse polêmico texto a favor de ordenar como sacerdotes mulheres e homens casados, assim como reconhecer a validade das ordens anglicanas e luteranas, entre outras propostas, embora acredite que sua opinião tenha sido mal interpretada.

A saída de Morris ocorrerá dois anos depois que a Igreja tomou a mesma medida com Peter Kennedy, ex-sacerdote da cidade australiana de Brisbane, que se mostrou a favor de ordenar mulheres e das uniões homossexuais.

Está previsto que o Vaticano emita um comunicado oficial sobre o assunto.

21/04/2011

Livro afirma haver padres homossexuais atuando no Vaticano


Livro afirma haver padres homossexuais atuando no VaticanoUm número impreciso de padres que trabalham no Vaticano ou fazem parte de congregações católicas presentes em Roma são homossexuais, segundo um livro que será lançado na Itália e que aborda um tema complicado para a Santa Sé, que exige total castidade dos religiosos.

O livro do jornalista Carmelo Abbate, “Sexo e o Vaticano, viagem secreta ao reino dos castos”, descreve, através de testemunhos anônimos, as relações amorosas entre os sacerdotes.

“Padres de todas as nacionalidades dividem suas vidas entre as austeras salas da Via della Conciliazione (a avenida que leva ao Vaticano) e a movimentada ‘Roma by night’”, afirma a editora italiana do livro, Piemme.

O livro também fala das relações amorosas estáveis dos padres com mulheres, da existência de filhos ilegítimos e menciona, inclusive, abortos clandestinos.

Abbate denuncia a cultura do sigilo e a vontade da Igreja de negar a realidade ante os desejos sexuais dos sacerdotes.

Em um artigo na revista Panorama, o jornalista também denunciou as aventuras noturnas dos padres homossexuais.

A diocese de Roma havia prometido punir com rigor esse tipo de comportamento que classificou de indigno.

O Vaticano não quis comentar o lançamento do livro.

A Santa Sé nega a existência de padres homossexuais, e procura encobrir casos que venham à tona. O Papa Bento XVI propôs, inclusive, uma melhor seleção para evitar que jovens com tendência homossexual entrem nos seminários.

Entrevistado pela AFP, o vaticanista Marco Tosatti recordou que se costuma generalizar sobre o tema e que podem existir padres com tendência homossexual, mas castos e piedosos.

Fonte: Veja

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