Posts tagged ‘Verdades Vivas’

21/01/2011

O que significa deixar e unir em relação ao casamento?


A frase “deixar e unir” vem de Gênesis. “No princípio, criou Deus os céus e a terra” (Gênesis 1:1). Para uma narrativa bem interessante da verdadeira história da Criação, leia Gênesis 1-2. “Também disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança…” “Façamos” e “nossa” se referem à Trindade Santa – o Pai, o Filho e o Espírito Santo. “Criou Deus, pois, o homem à sua imagem, à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou” (Gênesis 1:26,27). “Então, formou o SENHOR Deus ao homem do pó da terra e lhe soprou nas narinas o fôlego de vida, e o homem passou a ser alma vivente” (Gênesis 2:7). Deus então criou a mulher. Ele fez a mulher da costela que tinha tirado de Adão, e Ele a trouxe ao homem. “E disse o homem: Esta, afinal, é osso dos meus ossos e carne da minha carne; chamar-se-á varoa, porquanto do varão foi tomada. Por isso, deixa o homem pai e mãe e se une à sua mulher, tornando-se os dois uma só carne” (Gênesis 2:23-24). “De modo que já não são mais dois, porém uma só carne. Portanto, o que Deus ajuntou não o separe o homem” (Mateus 19:6).

Deus criou primeiro o homem e então a mulher. Deus a trouxe a ele. Deus decretou que Adão e Eva seriam unidos em casamento no início do mundo. Ele disse que os dois se tornariam uma só carne. Esse é um retrato da intimidade do casamento – um ato de amor que não deve incluir mais ninguém, mas apenas aos dois. “Unir” significa aderir, cravar, prender, juntar. É um ato especial de juntar duas pessoas em uma só entidade e significa que não pulamos fora quando as coisas não estão indo bem. Inclui ter conversas para resolver problemas, orar juntos, ser paciente enquanto Deus trabalha nos corações dos dois, ter coragem de admitir quando você está errado e pedir por perdão, nunca abandonar seu cônjuge quando tudo aparenta estar indo errado e pedir a Deus por conselho regularmente através de Sua Palavra.

“Ora, aos casados, ordeno, não eu, mas o Senhor, que a mulher não se separe do marido (se, porém, ela vier a separar-se, que não se case ou que se reconcilie com seu marido); e que o marido não se aparte de sua mulher. Aos mais digo eu, não o Senhor: se algum irmão tem mulher incrédula, e esta consente em morar com ele, não a abandone; e a mulher que tem marido incrédulo, e este consente em viver com ela, não deixe o marido” (1 Coríntios 7:10-13). A intenção de Deus é que o homem e sua mulher deixem suas famílias e unam-se um com o outro “até que a morte os separe”. “Porque o SENHOR, Deus de Israel, diz que odeia o repúdio” (Malaquias 2:16).

O “deixar e unir” do casamento também é um retrato da união que Deus quer que tenhamos com Ele. “Andareis após o SENHOR, vosso Deus, e a ele temereis; guardareis os seus mandamentos, ouvireis a sua voz, a ele servireis e a ele vos achegareis” (Deuteronômio 13:4). Significa que deixaremos para trás todos os outros deuses, quaisquer que sejam, e iremos nos unir só a Ele como nosso Deus. Nós nos unimos a Ele quando oramos, lemos Sua Palavra e nos submetemos à Sua autoridade sobre nós. Então, ao seguirmos a Ele de uma forma bem próxima, podemos ver que sua instrução de deixar pai e mãe para unir-se ao nosso cônjuge é descobrir comprometimento e segurança, assim como Ele quis. Essa decisão também deixa para trás a opção do divórcio, a qual nunca é uma solução, apenas uma troca por problemas mais complexos. Deus leva nossos votos de casamento a sério. Portanto, deixar e unir é o plano de Deus para todo aquele que se casa e, quando seguimos o plano de Deus, nunca ficamos desapontados.

20/01/2011

O que constitui um casamento de acordo com a Bíblia?


Essa é uma pergunta difícil de responder porque a Bíblia em nenhum lugar declara explicitamente em que ponto Deus considera um casal oficialmente casados. Há três opiniões comuns: (1) Deus apenas enxerga como casamento quando o casal é casado legalmente. (2) Um casal é casado aos olhos de Deus quando eles tiveram algum tipo de cerimônia formal de casamento. (3) Deus considera um casal como casados no momento que o casamento é consumado (relação sexual). Vamos estudar cada uma das três opiniões e ver os pontos fortes e fracos de cada uma.

(1) Deus apenas enxerga como casamento quando o casal é casado legalmente. O suporte bíblico dado para essa opinião é que há versículos que defendem submissão ao governo (Romanos 13:1-7; 1 Pedro 2:17). O argumento é que se o governo exige certo tipo de “papelada” para que um casamento seja reconhecido, então um casal deve submeter-se a qualquer processo exigido pelo governo. Com certeza é bíblico que um casal se submeta ao governo, contanto que o que está sendo exigido seja razoável e não contradiga a Palavra de Deus. Romanos 13:1-2 nos diz: “Toda a alma esteja sujeita às potestades superiores; porque não há potestade que não venha de Deus; e as potestades que há foram ordenadas por Deus. Por isso quem resiste à potestade resiste à ordenação de Deus; e os que resistem trarão sobre si mesmos a condenação”. Podemos ver nessa passagem que submeter-se às autoridades governamentais que exigem um registro de casamento é um comando bíblico.

Há alguns pontos fracos e possíveis problemas com essa opinião. Primeiro, casamentos existiam antes de qualquer organização de governo. Por milhares de anos, pessoas se casavam antes mesmo de um registro de casamento existir. Segundo, até mesmo hoje, há alguns países que não têm nenhum reconhecimento governamental de casamento e/ou nenhum requisito legal para o casamento. Terceiro, há alguns governos que têm requisitos de casamento que não são bíblicos, mas que devem ocorrer antes que a união possa ser reconhecida legalmente. Como exemplo, há países que exigem que um casamento ocorra na igreja Católica, de acordo com os ensinamentos Católicos e administrado por um padre Católico. Obviamente, para aqueles que têm grandes discórdias com a Igreja Católica, incluindo a compreensão sacramental Católica do casamento, não seria bíblico submeter-se a um casamento na igreja Católica.

(2) Um casal é casado aos olhos de Deus quando eles tiveram algum tipo de cerimônia formal de casamento. Da mesma forma que em muitas culturas um pai dá sua filha em casamento, alguns estudiosos entendem a entrega de Eva a Adão (Gênesis 2:22) como Deus administrando a primeira “cerimônia” de casamento. Em João capítulo 2, Jesus estava presente em uma cerimônia de casamento. Jesus não estaria presente se não concordasse com o que estava ocorrendo. O fato de que Jesus estava presente de forma alguma indica que Deus exige uma cerimônia, mas com certeza indica que uma cerimônia de casamento é aceitável aos olhos de Deus. Quase todas as culturas na história da humanidade têm tido algum tipo de cerimônia formal de casamento. Por toda a história mundial, e em quase toda grande civilização humana, algo acontece, tal como um evento, ação, contrato ou proclamação, que é reconhecido culturalmente ao declarar um homem e uma mulher casados.

(3) Deus considera um casal como casados no momento que o casamento é consumado (relação sexual). Alguns argumentam que se um homem e uma mulher têm sexo, então Deus os considera casados. Tal ponto de vista não é bíblico. A base para esse argumento é o fato de que relação sexual entre um marido e sua esposa é a suprema concretização do princípio de “uma carne” (Gênesis 2:24; Mateus 19:5; Efésios 5:31). Neste sentido, relação sexual é o “selo” final no contrato de casamento. No entanto, se um casal é legalmente e cerimonialmente casado, mas por algum motivo não pode praticar relações sexuais, isso não significa que não são considerados casados.

Não é bíblico declarar como casados um casal que teve relações sexuais mas que não observou nenhum outro aspecto do contrato de casamento. Passagens como 1 Coríntios 7:2 indica que sexo antes do casamento é imoralidade. Se relação sexual leva um casal a tornar-se casado, não poderia ser considerado imoral, já que o casal seria considerado casado no momento que praticou relação sexual. Não há nenhum sustento bíblico de que quando um casal solteiro tem sexo, eles podem se declarar casados e, portanto, declarar relações sexuais futuras como sendo morais e que honram a Deus.

Então, o que constitui casamento aos olhos de Deus? Aparenta ser o caso que certos princípios devem ser seguidos. (1) Contanto que os requisitos sejam razoáveis e não vão contra a Bíblia, um casal deve procurar ter qualquer forma de reconhecimento formal do governo que é disponível. (2) Um casal deve seguir quaisquer práticas culturais e familiares que são utilizadas para reconhecer um casal como “oficialmente casados”. (3) Se possível, um casal deve consumar o casamento ao realizar o aspecto físico do princípio de “uma carne”.

E o que acontece quando um ou mais desses princípios não são realizados? O casal ainda é considerado casado aos olhos de Deus? No fim das contas, isso é entre Deus e o casal. Deus conhece nossos corações (1 João 3:20). Deus conhece a diferença entre um contrato de casamento verdadeiro e uma tentativa de explicar e justificar imoralidade.

Fonte: GoQuestons

19/01/2011

O que diz a Bíblia a respeito do divórcio e segundo casamento?


Em primeiro lugar, independentemente do ponto de vista que se tem a respeito do divórcio, é importante lembrar as palavras da Bíblia em Malaquias 2:16a: “Pois eu detesto o divórcio, diz o Senhor Deus de Israel.” De acordo com a Bíblia, o plano de Deus é que o casamento seja um compromisso para toda a vida. “Assim não são mais dois, mas uma só carne. Portanto, o que Deus ajuntou não o separe o homem” (Mateus 19:6). Entretanto, Deus bem sabe que o casamento envolve dois seres humanos pecadores, e por isto o divórcio vai ocorrer. No Antigo Testamento, Ele estabeleceu algumas leis com o objetivo de proteger os direitos dos divorciados, em particular das mulheres (Deuteronômio 24:1-4). Jesus mostrou que estas leis foram dadas por causa da dureza do coração das pessoas, não por desejo de Deus (Mateus 19:8).

A polêmica a respeito do divórcio e do segundo casamento, se são ou não permitidos de acordo com a Bíblia, gira basicamente em torno das palavras de Jesus em Mateus 5:32 e 19:9. A frase “a não ser por causa de infidelidade” é a única coisa nas Escrituras que possivelmente dá a permissão de Deus para o divórcio e segundo casamento. Muitos intérpretes compreendem esta “cláusula de exceção” como se referindo à “infidelidade matrimonial” durante o período de “compromisso pré-nupcial”. Segundo o costume judeu, um homem e uma mulher eram considerados casados mesmo durante o período em que estavam ainda “prometidos” um ao outro. A imoralidade durante este período em que estavam “prometidos” seria a única razão válida para um divórcio.

Entretanto, a palavra grega traduzida “infidelidade conjugal” é uma palavra que pode significar qualquer forma de imoralidade sexual. Pode significar fornicação, prostituição, adultério, etc. Jesus está possivelmente dizendo que o divórcio é permitido se é cometida imoralidade sexual. As relações sexuais são uma parte muito importante do laço matrimonial: “e serão dois uma só carne” (Gênesis 2:24; Mateus 19:5; Efésios 5:31). Por este motivo, uma quebra neste laço por relações sexuais fora do casamento pode ser razão para que seja permitido o divórcio. Se assim for, Jesus também tem em mente o segundo casamento nesta passagem. A expressão “e casar com outra” (Mateus 19:9) indica que o divórcio e o segundo casamento são permitidos se ocorrer a cláusula de exceção, qualquer que seja sua interpretação. É importante notar que somente a parte inocente tem a permissão de se casar uma segunda vez. Apesar disto não estar claramente colocado no texto, a permissão para o segundo casamento após um divórcio é demonstração da misericórdia de Deus para com aquele que sofreu com o pecado do outro, não para com aquele que cometeu a imoralidade sexual. Pode haver casos onde a “parte culpada” tem a permissão de se casar mais uma vez, mas tal conceito não é ensinado neste texto.

Alguns compreendem I Coríntios 7:15 como uma outra “exceção”, permitindo o segundo casamento se um cônjuge não crente se divorciar do crente. Entretanto, o contexto não menciona o segundo casamento, mas apenas diz que um crente não está amarrado a um casamento se um cônjuge não crente quiser partir. Outros afirmam que o abuso matrimonial e infantil são razões válidas para o divórcio, mesmo que não estejam listadas como tal na Bíblia. Mesmo sendo este o caso, não é sábio fazer suposições com a Palavra de Deus.

Às vezes, perdido no meio deste debate a respeito da cláusula de exceção, está o fato de que qualquer que seja o significado da “infidelidade conjugal” , esta é uma permissão para o divórcio, não um requisito para ele. Mesmo quando se comete adultério, um casal pode, através da graça de Deus, aprender a perdoar e começar a reconstruir o casamento. Deus nos perdoou de tão mais. Certamente podemos seguir Seu exemplo e perdoar até mesmo o pecado do adultério (Efésios 4:32). Entretanto, em muitos casos, o cônjuge não se arrepende e nem se corrige, e continua na imoralidade sexual. É aí que Mateus 19:9 pode possivelmente ser aplicado. Muitos também se apressam a fazer um segundo casamento depois de um divórcio, quando Deus pode estar querendo que continuem solteiros. Deus às vezes chama alguém para ser solteiro a fim de que sua atenção não seja dividida (I Coríntios 7:32-35). O segundo casamento após um divórcio pode ser uma opção em alguns casos, mas não significa que seja a única opção.

Causa perturbação que o índice de divórcio entre os que se declaram cristãos seja quase tão alto quanto no mundo não crente. A Bíblia deixa muitíssimo claro que Deus odeia o divórcio (Malaquias 2:16) e que a reconciliação e perdão deveriam ser atributos presentes na vida de um crente (Lucas 11:4; Efésios 4:32). Entretanto, Deus reconhece que divórcios poderão ocorrer, mesmo entre Seus filhos. Um crente divorciado e/ou que tenha se casado novamente não deve se sentir menos amado por Deus, mesmo que seu divórcio e/ou segundo casamento não esteja sob a possível cláusula de exceção de Mateus 19:9. Freqüentemente Deus usa até a desobediência pecaminosa dos cristãos para executar um bem maior.

Fonte: GotQuestons

16/01/2011

Deus existe? Existem evidências da existência de Deus?


Deus existe? Eu acho interessante o fato de se dar tanta atenção a este debate. As últimas pesquisas nos informam de que mais de 90% das pessoas no mundo de hoje acreditam na existência de Deus ou de algum poder superior. Mesmo assim, de alguma forma, a responsabilidade de provar que Deus realmente existe é posta sobre aqueles que acreditam que Deus existe. Para mim, deveria ser o contrário.

No entanto, não se pode provar ou deixar de provar a existência de Deus. A Bíblia até mesmo diz que nós devemos aceitar por fé o fato de que Deus existe: “De fato, sem fé é impossível agradar a Deus, porquanto é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe e que se torna galardoador dos que o buscam” (Hebreus 11:6). Se Deus assim o desejasse, Ele poderia simplesmente aparecer e provar para o mundo inteiro que Ele existe. Mas se Ele fizesse isso, não haveria mais necessidade de existir fé. “Disse-lhe Jesus: Porque me viste, Tomé, creste; bem-aventurados os que não viram e creram” (João 20:29).

Isso não significa, no entanto, que não existam evidências da existência de Deus. A Bíblia declara: “Os céus proclamam a glória de Deus, e o firmamento anuncia as obras das suas mãos. Um dia discursa a outro dia, e uma noite revela conhecimento a outra noite. Não há linguagem, nem há palavras, e deles não se ouve nenhum som; no entanto, por toda a terra se faz ouvir a sua voz, e as suas palavras, até aos confins do mundo” (Salmos 19:1-4). Olhando para as estrelas, compreendendo a vastidão do universo, observando as maravilhas da natureza, vendo a beleza de um pôr-do-sol – todas estas coisas apontam para um Deus Criador. Se estas coisas não fossem suficientes, também há evidência de Deus em nossos próprios corações. Eclesiastes 3:11 nos diz: “…[Ele] pôs a eternidade no coração do homem…”. Há alguma coisa no fundo do nosso ser que reconhece que há algo além desta vida e alguém além deste mundo. Nós podemos negar este conhecimento intelectualmente, mas a presença de Deus em nós e através de nós ainda estará lá. Apesar disso tudo, a Bíblia nos adverte que alguns, mesmo assim, irão negar a existência de Deus: “Diz o insensato no seu coração: Não há Deus.” (Salmos 14:1). Visto que 98% das pessoas através da história, em todas as culturas, em todas as civilizações, em todos os continentes acreditam na existência de algum tipo de Deus – deve haver algo (ou alguém) causando esta crença.

Além dos argumentos Bíblicos para a existência de Deus, existem argumentos lógicos. Em primeiro lugar, existe o argumento ontológico. A forma mais popular do argumento ontológico basicamente usa o conceito de Deus para provar a existência de Deus. Ele começa com a definição de Deus como “do que este não pode ser concebido alguém maior”. Argumenta-se então que existir é maior do que não existir, logo o maior ser que pode ser concebido tem que existir. Se Deus não existisse então Deus não seria o maior ser que pode ser concebido – mas isso iria contradizer a própria definição de Deus. Em segundo lugar está o argumento teleológico. O argumento teleológico é aquele que diz que como o universo apresenta um projeto tão incrível, deve ter havido um projetista Divino. Por exemplo, se a terra estivesse apenas algumas centenas de quilômetros mais afastada ou mais próxima do sol, ela não seria capaz de sustentar grande parte da vida que sustenta no momento. Se os elementos na nossa atmosfera tivessem apenas alguns pontos percentuais de diferença, tudo o que vive na terra morreria. A chance de uma única molécula de proteína se formar ao acaso é de 1 em 10243 (isto é, 10 seguido de 243 zeros). Uma única célula possui milhões de moléculas de proteínas.

Um terceiro argumento lógico para a existência de Deus é chamado de argumento cosmológico. Todo efeito deve ter uma causa. Este universo e tudo o que há nele é um efeito. Tem que existir algo que causou a existência de tudo. Finalmente, deve existir alguma coisa “não-causada” que fez com que tudo viesse à existência. Este “não-causado” é Deus. Um quarto argumento é conhecido como o argumento moral. Todas as culturas através da história têm alguma forma de lei. Todo mundo tem um senso de certo e errado. Assassinar, mentir, roubar e agir de forma imoral são coisas quase universalmente rejeitadas. De onde veio este senso de certo e errado se não de um Deus santo?

Apesar de todas estas coisas, a Bíblia nos diz que as pessoas irão rejeitar o conhecimento claro e inegável de Deus e irão acreditar em uma mentira. Romanos 1:25 declara: “…eles mudaram a verdade de Deus em mentira, adorando e servindo a criatura em lugar do Criador, o qual é bendito eternamente. Amém”. A Bíblia também proclama que as pessoas não têm desculpa para não acreditar em Deus: “Porque os atributos invisíveis de Deus, assim o seu eterno poder, como também a própria divindade, claramente se reconhecem, desde o princípio do mundo, sendo percebidos por meio das cousas que foram criadas. Tais homens são, por isso, indesculpáveis” (Romanos 1:20).

As pessoas afirmam não acreditar em Deus porque “não é científico” ou “porque não há prova”. A verdadeira razão é que, uma vez que as pessoas admitam que há um Deus, elas também precisarão se dar conta de que devem ter responsabilidade para com Deus e que precisam do Seu perdão (Romanos 3:23; Romanos 6:23). Se Deus existe, então nós devemos prestar contas das nossas ações a Ele. Se Deus não existe, então nós podemos fazer o que quisermos sem termos de nos preocupar com o Seu julgamento sobre nós. Eu acredito que esta é a razão pela qual a evolução é tão fortemente aceita por muitos na nossa sociedade – para que as pessoas tenham uma alternativa a acreditar em um Deus Criador. Deus existe e todo mundo sabe que Ele existe. O fato de que alguns tentam tão agressivamente provar que Ele não existe é de fato um argumento para a Sua existência.

Permita-me expor um último argumento para a existência de Deus. Como eu sei que Deus existe? Eu sei que Deus existe porque eu falo com Ele todos os dias. Eu não O ouço falar comigo “de uma forma audível”, mas sinto a Sua presença, sinto a Sua liderança, conheço o Seu amor, desejo a Sua graça. As coisas aconteceram na minha vida de forma que não há outra explicação senão Deus. Deus me salvou e mudou a minha vida de forma tão milagrosa que eu só posso aceitar e louvar a Sua existência. Nenhum destes argumentos pode persuadir alguém que se recusa a aceitar o que é tão claro. No fim das contas, a existência de Deus deve ser aceita pela fé (Hebreus 11:6). A fé em Deus não é um salto cego no escuro, mas um passo seguro em um quarto bem iluminado onde 90% das pessoas já estão presentes.

Fonte: GoQuestons

15/01/2011

Missões: Culto ao ar livre em Cuba atrai cerca 8 mil pessoas


Culto ao ar livre em Cuba atrai 8 mil pessoas Missões: Culto ao ar livre em Cuba atrai cerca 8 mil pessoasA realização de um culto ao ar livre, na cidade de Manzanillo, em Cuba, atraiu cerca de 8 mil pessoas, segundo relatos de obreiros da terra (autóctones) de Missões Mundiais da CBB naquele país caribenho. Entre os presentes, representantes do governo cubano, que ouviram a palavra de Deus trazida pelo Pr. Gilberto Prieto, missionário da terra da JMM.

Entretanto, antes da realização evento, organizado pela 1ªIB de Manzanillo e que teve apoio das nove igrejas batistas da cidade, os obreiros cubanos relataram as muitas dificuldades enfrentadas na preparação. Uma delas foi o cancelamento, na véspera do evento, do caminhão de entregas contratado para pegar, na cidade vizinha de Bayamo,as 2 mil cadeiras plásticas e os equipamentos de som e vídeo alugados pelos missionários da terra. Porém, para a glória de Deus, um cantor evangélico, famoso em Cuba, emprestou seu equipamento de som e vídeo, e um caminhão foi oferecido para recolher as cadeiras plásticas, viabilizando a programação. “Não tínhamos verba suficiente para novos gastos, com caminhão, som e cadeiras, além da alimentação de toda equipe. Porém, no dia do evento, Deus supriu todas as necessidades. Glórias a Ele!”, disse o missionário da terra Pr. Liván Quintana Poveda.

A programação teve a presença de corais de crianças e de adultos, grupos e cantores solo, além do famoso cantor cubano, que abrilhantaram toda a programação. A mensagem pregada, com ênfase no ano novo e esperança em Cristo de dias melhores, foi levada pelo Pr. Gilberto Prieto. “O evento impactou os presentes, uma multidão de aproximadamente 8 mil pessoas, entre eles vários representantes políticos do Partido Comunista de Cuba. Esperamos, no tempo de Deus, os frutos dessa abençoada programação”, finalizou o Pr. Liván.

Fonte: JMM / Gospel Prime

12/01/2011

É correto para um cristão namorar ou casar-se com alguém que não seja cristão?


II Coríntios 6:14 declara: “Não vos prendais a um jugo desigual com os infiéis; porque, que sociedade tem a justiça com a injustiça? E que comunhão tem a luz com as trevas?” Enquanto esta passagem não menciona especificamente o casamento, certamente tem implicações para o casamento. A passagem continua dizendo: “E que concórdia há entre Cristo e Belial? Ou que parte tem o fiel com o infiel? E que consenso tem o templo de Deus com os ídolos? Porque vós sois o templo do Deus vivente, como Deus disse: Neles habitarei, e entre eles andarei; e eu serei o seu Deus e eles serão o meu povo. Por isso saí do meio deles, e apartai-vos, diz o Senhor; E não toqueis nada imundo, E eu vos receberei” (II Coríntios 6:15-17).

A Bíblia continua dizendo: “Não vos enganeis: as más conversações corrompem os bons costumes” (I Coríntios 15:33). Ter qualquer tipo de relacionamento íntimo com um incrédulo pode rapidamente e facilmente se tornar algo que obstrua sua caminhada com Cristo. Somos chamados a evangelizar os perdidos, não a sermos íntimos com eles. Não há nada errado em construir amizades de qualidade com os incrédulos, mas isto é o máximo que se pode fazer. Se você estivesse namorando um incrédulo, como vocês dois poderiam cultivar intimidade espiritual dentro do casamento? Como um casamento de qualidade poderia ser construído se vocês discordassem no assunto mais importante do universo: o Senhor Jesus Cristo?

11/01/2011

O que diz a Bíblia a respeito do controle de natalidade? Os cristãos devem fazer o controle de natalidade?


Deus mandou ao homem: “Frutificai e multiplicai-vos” (Gênesis 1:28) e o casamento foi instituído por Deus como um ambiente estável para ter e criar os filhos. Em nossa sociedade, os filhos são freqüentemente considerados como dificuldade e fardo. Atrapalham o desenvolvimento da carreira profissional das pessoas, objetivos financeiros e eles “atrapalham a vida social”. Freqüentemente, o egoísmo é a raiz do uso de contraceptivos.

Gênesis 38 nos fala dos filhos de Judá, Er e Onã. Er se casou com uma mulher chama Tamar, mas ele era mau e o Senhor o matou, deixando Tamar sem marido ou filhos. Tamar foi dada em casamento ao irmão de Er, Onã, de acordo com a lei matrimonial do levirato em Deuteronômio 25:5-6. Onã não desejou dividir sua herança com nenhum filho que pudesse gerar com Tamar no lugar de seu irmão, e então ele praticou a mais antiga forma de controle de natalidade (coito interrompido). Gênesis 38:10 diz: “E o que fazia era mau aos olhos do Senhor, pelo que também o matou.” A motivação de Onã era egoísta: ele usava Tamar para seu próprio prazer, mas se recusava a fazer seu dever “de irmão” de criar uma herança para seu irmão morto. Esta passagem é freqüentemente apontada como evidência de que Deus não aprova o controle de natalidade. Contudo, não foi o ato da contracepção que fez com que o Senhor matasse Onã, mas sim os motivos egoístas por detrás de seu ato.

Estes são alguns versículos que descrevem os filhos pela perspectiva de Deus. Os filhos são um presente de Deus (Gênesis 4:1; Gênesis 33:5). Os filhos são herança do Senhor (Salmos 127:3-5). Os filhos são uma bênção de Deus (Lucas 1:42). Os filhos são a coroa dos velhos (Provérbios 17:6). Deus bendiz a mulher estéril com filhos (Salmos 113:9; Gênesis 21:1-3; 25:21-22; 30:1-2; I Samuel 1:6-8; Lucas 1:7, 24-25). Deus forma os filhos no ventre (Salmos 139:13-16). Deus conhece os filhos antes de seu nascimento (Jeremias 1:5; Gálatas 1:15).

É importante que vejamos os filhos como Deus os vê, não como o mundo nos diz que deveríamos vê-los. A Bíblia não proíbe a contracepção. A contracepção, por definição, é meramente o oposto da concepção. Não é o ato da contracepção em si que é certo ou errado. Como aprendemos de Onã, é a motivação por detrás da contracepção que determina se esta é certa ou errada. Se uma pessoa pratica a contracepção porque quer ter mais para si mesmo, então é errada. Se uma pessoa está praticando a contracepção para temporariamente deixar de ter filhos até que esteja mais madura e mais preparada financeira e espiritualmente, então é talvez aceitável o uso da contracepção por algum tempo. Mais uma vez, tudo é questão da motivação.

A Bíblia sempre apresenta o fato de ter filhos como algo bom. A Bíblia “espera” que um marido e esposa tenham filhos. A incapacidade de ter filhos é sempre apresentada na Escritura como algo mau. Não há ninguém na Bíblia que tenha expressado o desejo de não ter filhos. Nós definitivamente acreditamos que todos os casais (casados) devem procurar ter filhos. Ao mesmo tempo, não cremos que possa ser discutido pela Bíblia que seja explicitamente errado usar o controle de natalidade por algum tempo. Todos os casais devem buscar a vontade do Senhor em relação a quando devem tentar ter filhos, e quantos filhos devem buscar ter.

09/01/2011

Como devem os cristãos disciplinar seus filhos? O que diz a Bíblia?


Décadas atrás, “bater” nas crianças era uma prática comumente aceita. Em anos recentes, entretanto, “bater” (e outras formas de castigo corporal) foi substituído por “parar em um canto para pensar” e outros castigos que não envolvam disciplina física. Bater em crianças é, na verdade, considerado ilegal em alguns países. Muitos pais e mães temem bater em seus filhos e serem denunciados ao governo e ter a guarda deles tomada. Não entenda mal: não estamos, de modo algum, defendendo o abuso infantil. Uma criança nunca deverá ser disciplinada fisicamente a ponto de causar a ela dano físico. De acordo com a Bíblia, entretanto, a disciplina física, apropriada e controlada, é algo bom e contribui para o bem estar e correto treinamento da criança.

Muitas Escrituras, na verdade, promovem a disciplina física. “Não retires a disciplina da criança; pois se a fustigares com a vara, nem por isso morrerá. Tu a fustigarás com a vara, e livrarás a sua alma do inferno.” (Provérbios 23:13,14). Há também outros versículos que apóiam a correção física (Provérbios 13:24, 22:15, 20:30). A Bíblia fortemente enfatiza a importância da disciplina; é algo de que todos precisamos para que sejamos pessoas produtivas, e é muito mais fácil se aprendido quando formos mais jovens. Crianças que não recebem disciplina crescem rebeldes, sem respeito à autoridade, e como resultado, obviamente não estarão dispostas a prontamente obedecer e seguir a Deus. Ele usa a disciplina para nos corrigir e conduzir ao caminho certo e para encorajar o arrependimento por nossos atos (Salmos 94:12; Provérbios 1:7, 6:23, 12:1, 13:1, 15:5; Isaías 38:16; Hebreus 12:9). Estes são apenas alguns versos sobre o bem da disciplina.

E é aqui que está o problema: muitas vezes os pais são excessivamente passivos ou excessivamente agressivos ao criar seus filhos. Os que não crêem na “disciplina física”, às vezes não têm a capacidade de corrigir e disciplinar de forma correta, causando que seus filhos cresçam desobedientes e insubordinados. Isto, no futuro, será maléfico a seus filhos. “A vara e a repreensão dão sabedoria, mas a criança entregue a si mesma envergonha a sua mãe” (Provérbios 29:15). E há também alguns pais que não compreendem bem a definição bíblica de disciplina (ou podem ser, simplesmente, pessoas abusivas) e a usam para justificar o abuso e maltrato a seus filhos.

A disciplina é usada para corrigir e treinar pessoas a caminharem na direção correta. “E, na verdade, toda a correção, ao presente, não parece ser de gozo, senão de tristeza, mas depois produz um fruto pacífico de justiça nos exercitados por ela” (Hebreus 12:11). A disciplina de Deus é feita com amor, assim como deve ser a disciplina entre os pais e o filho. A punição física jamais deve ser usada para causar dano permanente ou dor, mas é aceitável que se dê um rápido tapa (nas nádegas, lugar mais “acolchoado”) a fim de ensinar à criança que o que ela fez foi errado. Mas isto jamais deverá ser usado para dar vazão a nossa ira e frustrações, ou ser feito de forma incontrolada.

“E vós, pais, não provoqueis à ira a vossos filhos, mas criai-os na doutrina e admoestação do Senhor” (Efésios 6:4). Criar um filho na disciplina e instrução aprovadas pelo Senhor” inclui disciplina física controlada, corretiva e sim, em amor.

Fonte: GoQuestons

08/01/2011

O que diz a Bíblia sobre ser um bom pai ou uma boa mãe?


Sermos pais ou mães pode ser uma aventura difícil e cheia de problemas, mas uma das coisas mais gratificantes e satisfatórias que podemos fazer. Deus tem muito a dizer sobre como podemos ser bem sucedidos em criar nossos filhos para que sejam pessoas piedosas. A primeira coisa que devemos fazer é ensinar a eles a verdade sobre a Palavra de Deus.

Além de amarmos a Deus e sermos exemplos piedosos de pessoas que se comprometem com Seus mandamentos, precisamos fazer o que diz o versículo: “E as ensinarás a teus filhos e delas falarás assentado em tua casa, e andando pelo caminho, e deitando-te e levantando-te. Também as atarás por sinal na tua mão, e te serão por frontais entre os teus olhos. E as escreverás nos umbrais de tua casa, e nas tuas portas” (Deuteronômio 6:7-9). Seguindo, figurativamente, estes mandamentos que Deus deu aos hebreus, ensinemos a nossos filhos que a adoração a Deus deverá ser constante, e não apenas reservada aos domingos pela manhã ou orações noturnas.

Apesar de aprenderem muito através dos ensinamentos diretos, nossos filhos aprendem muito mais observando a nós, seus pais. Isto explica por que devemos ter cuidado em tudo o que fizermos. Devemos primeiramente reconhecer nossos papéis dados por Deus. Os maridos e esposas devem se respeitar mutuamente, sendo submissos um ao outro (Efésios 5:21). Ao mesmo tempo, Deus estabeleceu uma linha de autoridade para que se mantenha a ordem.

I Coríntios 11:3 diz: “Mas quero que saibais que Cristo é a cabeça de todo o homem, e o homem a cabeça da mulher; e Deus a cabeça de Cristo.” Sabemos que Cristo não é inferior a Deus, assim como a mulher não é inferior a seu marido. Deus reconhece, entretanto, que sem submissão à autoridade, não há ordem. A responsabilidade do marido, como cabeça da casa, é amar sua esposa assim como ama a seu próprio corpo, da mesma forma sacrificial que Cristo amou a igreja (Efésios 5:25-29).

Em resposta a esta liderança amorosa, não é difícil para a esposa se submeter à autoridade de seu esposo (Efésios 5:24, Colossenses 3:18). Sua responsabilidade primária é amar a seu esposo e filhos, viver com sabedoria e pureza, e cuidar de seu lar (Tito 2:4-5). As mulheres são naturalmente mais “aptas a cuidar” do que os homens, pois foram feitas para serem as primeiras a cuidarem de sua descendência.

Disciplina e instrução são partes integrantes em ser um pai e uma mãe. Provérbios 13:24 diz: “O que não faz uso da vara odeia seu filho, mas o que o ama, desde cedo o castiga.” Crianças que crescem em um lar sem disciplina se sentem pouco queridas e pouco dignas. A elas falta direção e autocontrole, e conforme crescem se rebelam e têm pouco ou nenhum respeito por qualquer tipo de autoridade, incluindo a de Deus. “Castiga o teu filho enquanto há esperança, mas não deixes que o teu ânimo se exalte até o matar” (Provérbios 19:18).

Ao mesmo tempo, a disciplina deve ser equilibrada com amor, ou os filhos podem crescer com ressentimentos, desânimo e rebeldia (Colossenses 3:21). Deus reconhece que a disciplina é dolorosa quando ocorre (Hebreus 12:11), mas se seguida de instruções em amor, é reconhecidamente benéfica aos filhos. “E vós, pais, não provoqueis à ira a vossos filhos, mas criai-os na doutrina e admoestação do Senhor” (Efésios 6:4).

É importante envolver as crianças na família e ministério da igreja quando ainda jovens. Freqüente regularmente uma igreja que creia na Bíblia (Hebreus 10:25), permita que eles vejam você estudando a Palavra, e também estude a Bíblia com eles. Discuta com eles o mundo ao redor conforme o forem vendo, e ensine a eles sobre a glória de Deus através da vida cotidiana. “Educa a criança no caminho em que deve andar; e até quando envelhecer não se desviará dele” (Provérbios 22:6).

Fonte: GoQuestons

06/01/2011

O que diz a Bíblia sobre o pai cristão?


O maior mandamento na Escritura é este: “Amarás, pois, o Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todas as tuas forças” (Deuteronômio 6:5). Retrocedendo ao verso 2, lemos: “Para que temas ao Senhor teu Deus, e guardes todos os seus estatutos e mandamentos, que eu te ordeno, tu, e teu filho, e o filho de teu filho, todos os dias da tua vida, e que teus dias sejam prolongados.” Seguindo os versos, mais adiante vemos: “E estas palavras, que hoje te ordeno, estarão no teu coração; E as ensinarás a teus filhos e delas falarás assentado em tua casa, e andando pelo caminho, e deitando-te e levantando-te” (versos 6 e 7).

A história dos hebreus revela que o pai deveria ser diligente em instruir a seus filhos nos caminhos e palavras do Senhor, para seu próprio desenvolvimento e bem estar espiritual. O pai que era obediente aos mandamentos das Escrituras, fazia justamente isto. A importância primária desta passagem é que os filhos devem ser criados na “disciplina e admoestação do Senhor”, a responsabilidade de um pai na casa. Isto nos traz uma passagem no Livro de Provérbios capítulo 22:6-11; mas principalmente o verso 6, que diz: “Educa a criança no caminho em que deve andar; e até quando envelhecer (quando crescer) não se desviará dele.” Educar indica a primeira instrução que um pai e mãe devem dar a um filho; ou seja, sua primeira educação. A educação tem como objetivo revelar perante a criança como a vida é prevista para ela. Iniciar a educação da criança desta forma é de grande importância, assim como uma árvore segue a inclinação de seus primeiros anos.

Uma passagem do Novo Testamento nos dá uma clara ilustração da instrução do Senhor para um pai em relação à educação de seus filhos. Efésios 6:4 é um resumo da instrução aos pais, colocado de forma negativa e positiva: “E vós, pais, não provoqueis à ira a vossos filhos, mas criai-os na doutrina e admoestação do Senhor.” Aqui está o que diz a Bíblia sobre a responsabilidade de um pai em criar seus filhos. O aspecto negativo deste verso indica que um pai não deve fomentar maus sentimentos em seus filhos sendo severo, injusto, parcial ou exercitando sua autoridade de forma irracional. Isto só servirá para que o filho alimente rancor em seu coração. O aspecto positivo é expresso em uma instrução compreensiva: ou seja, eduque-o, crie-o, desenvolva sua conduta em todos os aspectos da vida pela instrução e admoestação do Senhor. Este é o treinamento (ser um modelo definitivo como pai) ou educação de uma criança – todo o processo de educar e disciplinar. A palavra “admoestação” carrega consigo a idéia de “colocar na mente da criança”, o que é o ato de lembrar a criança de suas faltas (de forma construtiva) ou responsabilidades (responsabilidades de acordo com seu nível de idade e compreensão).

Não se deve permitir que a criança cresça sem cuidado ou controle. A criança deve ser instruída, disciplinada e admoestada, para que adquira conhecimento, autocontrole e obediência. Todo este processo de educação deve ser em um nível espiritual e cristão (no verdadeiro significado desta palavra). É a “disciplina e admoestação do Senhor” a única forma efetiva de alcançar os objetivos da educação. Qualquer outra substituição ou meio de educar pode resultar em desastroso fracasso. O elemento moral e espiritual de nossa natureza é tão essencial e tão universal quanto o intelectual. Por isso, a espiritualidade é necessária ao desenvolvimento da mente, tanto quanto o conhecimento. Provérbios 1:7 nos diz: “O temor do Senhor é o princípio do conhecimento.”

O pai cristão é realmente o instrumento na mão de Deus na questão da paternidade. Assim como o cristianismo é a única religião verdadeira, e Deus em Cristo é o único Deus verdadeiro, a única forma possível de obter uma educação proveitosa é a disciplina e admoestação do Senhor. Todo o processo de instrução e disciplina deve ser aquele que Ele (Deus) prescreve e administra, para que Sua autoridade possa estar em contato constante e imediato com a mente, coração e consciência da criança. O pai humano não deve jamais se apresentar como autoridade final que determine verdade e dever. Isto simplesmente desenvolve o aspecto humano do “eu”. Somente fazendo com que Deus, Deus em Cristo, seja o mestre e governante, sob cuja autoridade tudo deve ser crido e obedecido e sob cuja vontade tudo deve ser feito, é possível alcançar os objetivos da educação.

As instruções das Escrituras aos pais são sempre o ideal de Deus. Às vezes temos a tendência em “baixar” estes ideais ao nível de nossos ideais e experiências humanas. Sua pergunta, entretanto, é o que a Bíblia diz a respeito de ser um pai. Tentei responder adequadamente. Descobri, por experiência de ser pai de três filhos, o quanto falhei no ideal bíblico. Isto, entretanto, não desvirtua a Escritura e a verdade e sabedoria de Deus, para dizer que “a Escritura simplesmente não funciona”.

Façamos um resumo do que foi dito. A palavra “provocar” significa irritar, exasperar, mostrar de forma errada, incitar, etc. Isto resulta de um espírito e métodos equivocados, ou seja, severidade, irracionalidade, autoritarismo, dureza, exigências cruéis, restrições desnecessárias e insistência egoísta em relação à autoridade. Tais provocações resultarão em reações adversas, murchando o afeto, criando obstáculos ao desejo por santidade e fazendo o filho sentir que não pode, de modo algum, agradar a seus pais (eu sei, pois já passei por isso). Um pai (ou mãe) sábio (quisera eu ter sido mais sábio) busca fazer com que a obediência seja algo desejável e alcançável mediante amor e gentileza. Os pais não devem ser tiranos impiedosos.

Martinho Lutero dizia: “Deixe a maçã ao lado da vara e dê a seu filho quando fizer o certo”. A disciplina na educação geral e cultura deve ser exercitada com cuidadosa vigilância e constante ensino, com muita oração. O castigar, disciplinar e aconselhar pela Palavra de Deus, proporcionando tanto reprimendas como encorajamento, segundo a necessidade, é indicativo de “admoestação”. A instrução dada vem do Senhor, é aprendida na escola da experiência cristã e é administrada pelos pais (o pai). A disciplina cristã é necessária para impedir que a criança cresça sem a reverência a Deus, respeito pela autoridade dos pais, conhecimento dos padrões cristãos e hábitos de autocontrole.

“Toda a Escritura é divinamente inspirada, e proveitosa para ensinar, para redargüir, para corrigir, para instruir em justiça; Para que o homem (ou mulher) de Deus seja perfeito, e perfeitamente instruído para toda a boa obra” (II Timóteo 3:16-17). Isto é o que diz a Bíblia sobre ser um bom pai. Os meios e métodos que os pais podem usar a fim de ensinar a verdade de Deus irão necessariamente variar. Mas estas verdades sempre deverão estar disponíveis para serem aplicadas em qualquer objetivo de vida, no viver e no estilo de vida. Assim como o pai é fiel em seu papel de modelo para os filhos, o que a criança aprende sobre Deus permanecerá através de toda a sua vida, não importando o que faça ou onde possa ir. Os filhos aprenderão a “amar a Deus de todo o coração, alma e força”, e terão o desejo de servir a Deus em tudo o que fizerem.

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